Textos na Categoria 'Feriados'

O Livro De Ester É Nossa Herança Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro de Ester 3: 8: Então Hamã disse ao rei Xerxes (Assuero): Exis­te certo povo disperso e espalhado entre os povos de todas as províncias do teu império, cujos costumes são diferentes dos de todos os outros povos e que não obedecem às leis do rei; não convém ao rei tolerá-los. A unidade foi sempre a base e o fundamento do povo judeu, e a força que não os deixou se dissolver no exílio.

Há um destino maravilhoso para esta unidade, e no início dela estava Adão, o primeiro homem a subir acima de si mesmo.

Herança Espiritual

Adão lançou as bases para a história espiritual da humanidade. Ele foi o primeiro entre todos os seres humanos que ascendeu acima das propriedades do ego e do amor próprio ao nível mais elevado do amor ao próximo. Nesta característica superior ele descobriu o mundo superior, um mundo fora de si mesmo e fora do seu ego.

Seus alunos continuaram a elevação espiritual de Adão, e com a passagem de 20 gerações, esta cadeia atingiu a antiga Babilônia, que foi o berço da civilização atual.

Abraão viveu aqui e continuou o caminho de Adão. Depois de reunir pessoas dentre os babilônios que possuíam uma visão idêntica, Abraão foi com eles à terra de Israel, a fim de dar ao mundo inteiro um exemplo de unidade real. A continuação deste grupo tornou-se o mesmo grupo que ainda assombra a humanidade.

Assim, o povo judeu não surgiu inicialmente numa base étnica, mas ideológica. Nossos ancestrais tomaram uma ideia ao longo da história da humanidade, e ela sozinha determina o nosso caminho comum: o caminho para a unificação universal da humanidade.

Com a passagem de quase 1000 anos depois de deixar a antiga Babilônia, nós caímos do nível do amor ao próximo para o do egoísmo crescente, e, com isso, mais uma vez nos encontramos na mesma Babilônia, e no exílio.

Do Folheto sobre o Feriado de Purim, 03/2015

Purim Simboliza A Existência Sem Deficiência

Dr. Michael LaitmanNa verdade, Purim não é o feriado leve e agradável com a orientação infantil que estamos acostumados.

Os símbolos deste feriado são o baile de máscaras, o ambiente de diversão, desfiles alegres, figurinos, máscaras e saborosos presentes, mas primeiro é necessário chegar a este estado.

Os atributos do feriado de Purim não são por acaso. Quando estudamos o Livro de Ester, vemos que ele está longe de ser simples. De acordo com a explicação da sabedoria da Cabalá, o Livro de Ester e o feriado de Purim resumem todo o processo que devemos atravessar durante os milhares de anos de nosso desenvolvimento na Terra.

O santo Ari escreve que, no futuro, todas as festas serão canceladas, exceto Purim, o Livro de Ester. A razão para isso é que nunca houve um milagre maior do que esse; essa iluminação só existe durante Purim. No futuro, vocês vão realmente ter um carnaval.

De fato, em Purim nós recebemos tudo, e o que se encontra abaixo do nível de Purim é simplesmente irrelevante. Este fala sobre a conclusão da correção e o fim do desenvolvimento, através do qual a humanidade atinge o seu cume. Ele é imensamente alto, além do tempo, espaço, movimento, e acima deste mundo e desta vida. Nós subimos para uma dimensão completamente diferente de uma realidade espiritual totalmente diferente.

É impossível descrever a existência dentro dele usando as palavras deste mundo, porque não há nada assim aqui. Esta é uma existência sem deficiência e sem nascimento e morte, os quais integrados em nossas vidas como uma sombra de um fim iminente. A vida espiritual é infinita, preenchendo os sentidos e a mente. É a realização, a compreensão, a providência, e uma sensação que é desenvolvida e revelada num grau cada vez maior.

Isto é o que Purim simboliza e representa para nós.

Do Programa de Rádio na 103FM, 03/01/15

O Feriado Que Não Notamos

Dr. Michael LaitmanTorá, “Levítico”, 23:03: [Por] seis dias realize os seus trabalhos, mas o sétimo dia é dia de descanso e de reunião sagrada. Não realizem trabalho algum; onde quer que morarem, será Shabat dedicado ao Senhor

No mundo material, o sábado vem no final de cada semana. Por isso, psicologicamente falando, nós temos o hábito de não tomá-lo como um estado espiritual.

Na verdade, é a mais poderosa ferramenta para o desenvolvimento. No sétimo dia, Malchut recebe tudo o que foi feito em seis dias, e, se eu não cumprir com os termos do Shabat, não vou subir ou alcançar novos níveis espirituais que já se caracterizam como feriados.

O sábado é como uma volta no trabalho espiritual, e, depois, há outra volta, e mais outra. Depois de certo número de voltas, eu chego a um estágio festivo no qual é impossível ir sem o Shabat.

Portanto, no mundo espiritual, o sábado é o maior feriado. Depois de investir no trabalho, na força sobre o egoísmo, eu chego a um ponto em que todos os estados são realizados em mim e dão frutos.

Neste estado, eu não tenho que fazer nada, mas permitir que a Luz Superior me reforme.

Digamos que eu produzo repetidamente esforços para trabalhar dentro dos chamados seis dias (seis graus), que são Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod. Ao juntar seis esforços consecutivamente definidos e claramente desenhados, a sétima força vem de cima, porque eu não era capaz de fazer isso sozinho. Só ela pode fazer a maior Luz, que vem e me muda.

No mundo espiritual, se eu não cumprir essa condição, não vou ser capaz de formar todos os outros estados.

No mundo material, isso pode ser representado na forma de uma pessoa que sempre aspira a algo, e, em algum momento, chega à realização. Em outras palavras, os chamados seis dias podem levar vários anos.

Em essência, toda a vida da humanidade é de sete dias, desde Adão, que primeiro alcançou o sistema de correção espiritual, até a pessoa mais recente na qual o sistema chegará ao fim depois de sete mil anos, onde cada dia é mil anos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

Os Feriados Nos Levam À Perfeição

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 23:1-2: E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As solenidades [dias santos] do Senhor que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades:

Santa convocação em diferentes níveis, isto é os feriados.

Antes de se unir, as pessoas estão seriamente empenhadas numa obra espiritual, tentando se unir. Este período é chamado de distância entre os feriados. A comunidade das massas unificadas num novo e mais elevado grau de unidade entre si simboliza um feriado.

A Torá descreve que sacrifícios foram feitos e qual o nível de egoísmo sobre a qual as pessoas tinham que subir, a fim de criar um estilo particular de assembleia sagrada, que é chamado de Páscoa, Shavuot, Sucot, etc.

Pergunta: De um ponto de vista espiritual, em que direção a cadeia de eventos leva uma pessoa?

Resposta: Para atingir a perfeição completa. De todos os feriados, há dois mais obscuros: Shavuot e Purim. Assim parece, especialmente o feriado de Shavuot (a recepção da Torá), que dura apenas um dia e durante o qual eles só leem porções muito pequenas para orar e comem alimentos lácteos. A recepção da Torá é uma enorme celebração! O que poderia ser mais importante do que isso? O costume de comer alimentos lácteos nesse dia vem do fato de que isso simboliza a propriedade de dar, distribuir a propriedade da Torá.

Nós tratamos Purim como o feriado de algumas crianças. Estes são os dois feriados mais ocultos porque têm que ser atingidos por esforços internos muito sérios. Como regra geral, quanto maiores, mais profundos e mais fortes espiritualmente são alguns estados, mais discretos, ocultos e humildes eles são.

Comentário: Nós sempre falamos muito sobre o feriado de Páscoa, o êxodo do Egito, mas este é apenas o começo.

Resposta: Este é o começo de todos os estados espirituais. Além disso, este é o início do ano, o início do mês, e o início de qualquer cálculo no trabalho espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

O Feriado Das Árvores Frutíferas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje [4 de Fevereiro] é o feriado judaico, Tu B’Shevat (Dia da Árvore). Qual é o significado espiritual deste feriado na perspectiva Cabalística?

Resposta: A sabedoria da Cabalá lida com a evolução do homem até que ele atinja o nível da força superior da natureza. Entretanto, esta força está escondida de nós, mas podemos descobri-la na medida em que crescemos. O melhor símbolo do crescimento é a árvore. Portanto, o ano novo das árvores é comemorado no 15º dia do mês de Shevat (Tu B’Shevat), de acordo com o calendário hebraico. Durante este tempo, as árvores começam a crescer e a florescer, o que significa que a natureza passa da seca durante o outono ao verão, quando tudo começa a se abrir e florescer. Neste dia, há uma mudança para um crescimento renovado na terra de Israel, e, portanto, nós o celebramos. Este feriado está relacionado à fruta, aos presentes da terra e principalmente das árvores. Isto não se refere ao que a terra produz, os vegetais, mas a diferentes tipos de frutas. As pessoas comem frutas e bebem vinho.

Este feriado simboliza o crescimento de uma pessoa, já que o homem é chamado de árvore no campo. A Torá diz que um homem, durante a sua vida, é como uma árvore no jardim. Portanto, ele deve ser cuidado, se quisermos que ele dê frutos e não cresça como uma árvore selvagem.

Enfatiza-se que o feriado de Tu B’Shevat não é apenas uma celebração do cacho, mas o feriado das árvores cultiváveis que dão frutos, o que significa aquelas que foram cuidadas e das quais o homem espera a fruta, como uma pessoa que se desenvolve espiritualmente. Nesse caso, devemos cuidar da árvore: capinar em torno dela, molhá-la, limpar as frutas com vapor, cobri-las do frio e podar as folhas e ramos. Existem 39 ações que devem ser realizadas em árvores, e elas são todas uma alegoria do trabalho espiritual que uma pessoa deve executar internamente em si mesma. Então, ela vai crescer e frutificar a fruta correta. O feriado de Tu B’Shevat nos lembra que somos uma árvore frutífera que deve dar frutos bons e doces. Nós temos que pensar e cuidar de nós mesmos corretamente.

Pergunta: Qual é o significado da fruta?

Resposta: A fruta é a parte humana em nós que cresce de modo que pode ser colhida da árvore, abençoada e comida. A fruta une e integra o trabalho comum do homem e do Criador. O homem deve cuidar da árvore e se esforçar em todas as formas possíveis. O Criador dá a Luz e todos os minerais na terra para isso, e no final, eles recebem a fruta. Todo o trabalho de uma pessoa se soma ao fato de que ela agora pode comer a fruta a fim de doar em prol do Criador.

Eu desejo a todos um feliz Tu B’Shevat e abençoo a todos vocês para crescer e ser uma boa árvore!

De KabTV “Tu B’Shevat” 04/02/15

A Guerra Para Atingir A Luz

Dr. Michael LaitmanDe Rabash, Volume 1, “O Milagre de Chanucá”: A dominação grega é oposta à maneira judaica. A questão dos gregos significa que eles só trabalham dentro da razão, o que significa no coração e na mente. Claramente no momento em que a nação de Israel queria trabalhar acima da razão e desconsiderar o que a mente externa nos obriga a fazer, eles não conseguiram fazê-lo.

Isso é chamado de guerra dos gregos, que é quando começa o verdadeiro trabalho, o que significa que a nação de Israel quer prosseguir no caminho que leva à adesão com o Criador. Este caminho é chamado de fé acima da razão. Os gregos, no entanto, querem controlar o corpo, de modo que ele não desista de nada se a mente não concordar com ele.

Na verdade, há muitas matérias na sabedoria da Cabalá que são consistentes com a razão, a lógica, e a abordagem racional. Pegue os artigos do Baal HaSulam sobre a natureza, por exemplo, sobre a Providência superior e o sistema dos mundos superiores.

Quando nós explicamos isso aos cientistas e amantes inteligentes da ciência, eles ficam entusiasmados e declaram imediatamente que não se trata de religião, mas de ciência de primeira classe. A ciência é baseada na compreensão inteligente, na análise racional e nos fatos. A ciência oferece a oportunidade de debates, pesquisas e análise de dados. Como isso acompanha a féacima da razão?

De acordo com a nossa lógica atual, a abordagem científica é correta e justificada. Mas quando nós queremos transcender os limites da mente e dos sentimentos humanos, expandi-los para dimensões superiores acima do tempo, espaço e movimento, e acima das ciências do mundo, que são baseadas em pensamentos e sentimentos corporais, não há ninguém com quem possamos argumentar em nossa busca racional pela verdade.

A fim de ascender, nós primeiro precisamos conectar novos vasos de percepção aos nossos vasos naturais. Expandir a mente exige ações especiais de nossa parte, e aqui nós devemos ouvir os conselhos dos Cabalistas que alcançaram isso e nos dizem como devemos agir.

Se eu quiser entrar numa nova dimensão, acima da minha mente e sentimentos humanos, e aquirir novos vasos de percepção, eu tenho que trabalhar contra a minha natureza. Afinal de contas, eu aspiro pelo “espaço” do desejo de doar, e tenho que desenvolver vasos de doação, que eu não tenho.

Toda a Torá, que significa o método Cabalístico, serve para isso. É apenas nesses novos vasos que eu serei capaz de perceber a realidade superior, de entender e atingir as forças, planos, programas e as razões para tudo o que também acontece no meu mundo.

Eu descubro esses novos atributos e tudo o que acontece neles de acordo com o meu avanço em formatar os vasos que agem em prol de dar e não de receber. Assim eu aprendo as ações da força superior, que chamamos de Criador, uma vez que esta força criou o meu mundo corpóreo.

Eu vivo no mundo corpóreo e, ao mesmo tempo, desenvolvo vasos adicionais de doação que agem de forma oposta. Desta forma, eu descubro o mundo superior e avanço no sentido de uma realidade eterna e perfeita. Eu luto para não ficar no nível corporal, mas para subir ao nível humano, para me assemelhar ao Criador.

Eu tenho que adquirir vasos no caminho, atributos e discernimentos que são totalmente em doação, o que significa que eles se assemelham ao Criador. Todas as guerras realizadas para ascender e nos formatar no novo nível que se assemelha ao Criador são chamadas de guerras de Deus e nós as conduzimos para nos aproximarmos do Criador e aderirmos a Ele.

Algumas dessas guerras são guerras dos Macabeus, quando a pessoa concentra suas forças e tenta aderir à Luz Superior, ao se conectar a outras pessoas que querem alcançar o mesmo objetivo, apesar de seu ego. Esta conexão é tão forte que o atributo de doação é revelado dentro dela. A conexão entre eles é acesa por si só e queima como a sarça ardente que queimava diante dos olhos de Moisés.

Esta é uma guerra totalmente interna e seu único objetivo é transcender as forças de separação e alcançar a conexão em que vamos descobrir a Luz pela primeira vez. Em outras palavras, usando a terminologia de Chanucá, nós vamos encontrar o jarro de óleo para as velas e ele vai nos trazer a Luz.

Da Lição “A Importância de Chanucá” 18/12/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de cisma estava acontecendo entre o povo de Israel no tempo dos Macabeus, ao qual o feriado de Chanucá está conectado?

Resposta: Este foi um período muito difícil. Nosso ego estava crescendo o tempo todo e fomos obrigados a superá-lo. Ao mesmo tempo e em várias etapas nós não conseguimos superar o nosso ego, e por isso a sensação grega chegou. Esta foi a sensação de que não valia a pena controlar sempre esta luta interior e se conectar com a força superior, mas sim que era possível viver uma vida materialista simples, conveniente para o corpo, e é o que é feito por todo o resto das nações.

Isso se chama abordagem grega. O grego dentro de uma pessoa diz-lhe: “A principal coisa é a vida física! Nós construímos casas agradáveis, celebramos e aproveitamos a vida. Junte-se a nós!”.

Os gregos não tinham a intenção de escravizar o povo de Israel, eles só queriam que esse povo anteriormente grande e poderoso se tornasse como o resto da humanidade. Os gregos eram a humanidade inteira naqueles tempos, sua parte mais avançada.

Mas, no momento em que os judeus quebraram sua conexão, eles causaram todos os tipos de problemas para si mesmos, incluindo também aqueles que vieram dos gregos. Se nós pertencemos ao povo de Israel, não podemos acabar com a conexão entre nós e a conexão com o poder superior, e começar a viver como os gregos. Isso não é possível para nós e, inevitavelmente, alguma coisa vai acontecer.

O mundo de repente vai sentir que sua energia interna, a sua Luz interior, se esgotou. Este sentimento vai surgir em todas as nações do mundo, não só no povo de Israel, pois todos vão deixar de receber o poder exclusivo através dele. Então, todos os tipos de problemas e dificuldades virão, e as nações do mundo vão culpar o povo de Israel.

Isso vai obrigar o povo de Israel a se conectar e unir de novo, a se unair como ovelhas rodeadas por lobos. No momento em que nos unirmos, a Luz Superior recomeçará a fluir através de nós para o mundo e tudo vai se acalmar.

Tudo vai ficar calmo, a pressão sobre Israel vai desaparecer, a tensão dentro de Israel irá diminuir, e mais uma vez, as controvérsias vão voltar novamente. Vamos novamente parar de nos preocupar com a nossa conexão e unidade, vamos nos separar e atrair uma nova onda de problemas.

É assim que estas ondas vêm uma após a outro. Nós estamos unidos e conectados por um determinado período, fazemos coisas boas para nós mesmos e para o mundo todo. Mas, depois disso, nos afastamos novamente, o que vai ser ruim para nós e para o resto do mundo. Assim, o mundo descontente vem até nós e se soma ao nosso sofrimento, forçando-nos mais uma vez a conectar.

Nós nos queixamos de que a história tem se repetido por toda a duração do nosso caminho, por todos esses milhares de anos e ao longo das gerações. Mas, a razão para isso está escondida dentro de nós mesmos. A guerra se inflama por causa de um choque entre as duas abordagens: a primeira abordagem do povo de Israel e a abordagem do resto dos povos representados pelos gregos na história de Chanucá.

Quando esta abordagem grega penetra o povo de Israel, ela cria um cisma. Esta é a mesma situação que nos encontramos hoje em dia! Aparentemente, o povo de Israel está na terra de Israel, mas eles não são uma nação, porque se a conexão não existe entre nós, nós somos simplesmente um grupo de exilados, uma reunião dos exilados.

Portanto, não é apenas que não podemos trazer a Luz para nós mesmos, que é a energia interna, a segurança, a saúde, a Luz, por meio do que tudo em nossas vidas é determinado. Em vez disso, nós também não movemos esta Luz através de nós para o mundo, a fim de iluminar o resto da humanidade.

Hoje não temos poder porque não há unidade entre nós. E por isso não podemos atrair a Luz para nós mesmos ou disseminá-la a todo o mundo através de nós. Essa Luz que devemos distribuir a outros povos não está dentro de nós, de modo que eles nos culpam por todos os seus problemas e desastres.

Todos os sofrimentos que eles experimentam são derivados desse mesmo sentimento de que eles devem obter algo de bom com o povo de Israel, mas não estão recebendo. É necessário ouvir o que eles estão dizendo. Não existem povos no mundo que não venham com acusações contra o povo de Israel, das nações da América Latina ao Japão, da Austrália à Islândia. E nós vemos com que força eles fazem essa exigência. E quanto pior fica o mundo, mais forte serão essas exigências em relação a Israel.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

A Unidade É A Garantia De Vitória, Parte 1

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que exatamente nós comemoramos em Chanucá? Com que estamos felizes e como podemos tornar nossa vida feliz hoje, não só nos feriados?

Chanucá é dedicada a eventos que aconteceram em 167 aC, a guerra dos Macabeus. Mas a guerra foi conduzida não apenas contra os gregos.

Entre o povo de Israel havia um grande cisma que dividiu a sociedade em dois grupos: aqueles que se opunham à invasão dos gregos e os que a apoiavam. A elite secular aceitou os novos valores que foram trazidos para o povo de Israel pelos gregos.

E o segundo grupo, que se autointitulava Macabeus, opôs-se à penetração da cultura grega no povo judeu. Desta forma, um cisma apareceu entre as pessoas, uma guerra ideológica interna. E tudo isso estava sob as condições de uma grave ameaça externa.

É possível ver aqui algum tipo de paralelo com o que está acontecendo em nossos dias na sociedade israelense, que hoje também vive sob condições de um cisma interno e uma ameaça externa?

Resposta: É evidente que a situação hoje é muito diferente das guerras dos Macabeus. Isso ocorre porque os gregos não vieram para conquistar a terra de Israel; eles só queriam incutir a sua cultura, a atitude para com a natureza, a ciência, e o modo de vida nela.

Esta foi a essência interior dessas guerras. Eles tinham a intenção de disseminar o materialismo grego para todos. Os gregos concordavam que existem forças superiores da natureza, mas elas eram muito simples. O principal era que a pessoa deveria se curvar a elas, e então poderiaviver como quisesse a respeito de tudo o resto.

Eles não exigiam que a pessoa vivesse de acordo com as leis da conexão e unidade, como era costume entre o povo de Israel. Assim, muitas pessoas aceitaram de bom grado o domínio dos gregos. Se uma pessoa aceitasse a cultura grega, suas estátuas, seus estádios, ela iria se tornar como eles. Muito mais tarde, os ingleses e franceses estabeleceram colônias em países africanos com objetivos idênticos, levando sua cultura até eles.

Em outras palavras, esta foi uma guerra de culturas. Entre o povo de Israel, a guerra eclodiu, porque as pessoas não queriam aceitar a abordagem materialista grega à vida. Isso levou a um cisma interno entre o povo de Israel, entre aqueles que aceitaram a abordagem grega e aqueles que se opuseram a ela.

A abordagem materialista da vida foi aceita especificamente pelas elites, os oficiais militares, os ricos, os executivos e os estratos mais altos da sociedade.

Pergunta: E qual era a cultura do povo de Israel nesse período em que eles tanto queriam se proteger dos gregos?

Resposta: Esta era a mesma cultura que se manifestou no grupo de Abraão, com base no: “E você deve amar o seu amigo como a si mesmo”. Ela conectava todos pelo amor e doação mútua. Cada um entendia que estava conectado a todos os outros e só existia graças a esta conexão e unidade.

Através da realização de uma conexão como esta entre eles, eles sentiram a sua conexão com o poder superior da natureza. Isso ocorre porque há apenas um poder superior agindo em toda a natureza, que pode ser chamado de Criador.

Este poder ilumina a pessoa de acordo com a lei de equivalência de forma. Quando nos conectamos entre nós, nós também nos tornarmos únicos, como este poder. E assim ele começa a nos iluminar e nós o sentimos. Sentimos essa iluminação, a presença desse poder brilhante entre nós, que nos traz bênção e sucesso em todas as nossas atividades.

É como uma boa energia que é descoberta em cada pessoa no meio do povo de Israel e em todas essas pessoas juntas.

Pergunta: Se essa força é portadora de tal bondade, por que os gregos foram contra ela?

Resposta: A ideia é que, a fim de descobrir essa força em nossa conexão, é necessário realizar uma luta com o nosso ego. Isso ocorre porque o ego nos afasta um do outro e é preciso combatê-lo o tempo todo, a fim de ter uma inclinação a ser atraído a todos.

Portanto, nós temos que despertar as forças da sociedade que obrigarão cada um a ser atraído a isso, divulgar este conhecimento e apelar para que todos possam estar preocupados com todos os outros. Isso é chamado de responsabilidade mútua. A principal coisa é a conexão e união entre nós. Nós existimos e ganhamos somente graças a isso.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/12/14

Viva De Acordo Com A Mente Ou De Acordo Com O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O feriado de Chanucá começa lembrando-nos da vitória dos Macabeus na guerra com os gregos. O que significa a sua oposição num sentido mais profundo?

Resposta: “Os gregos” é o meu desejo de desfrutar, o meu egoísmo que me diz: “Olha, você precisa confiar na lógica e no instinto. Nós temos que viver pela mente, e você tem isso. Você pode organizar a vida de forma racional, avaliando e pesando cada oportunidade. Seja como todo mundo”.

Esta é a abordagem grega. Ela é correta e boa, todo mundo gosta dela, e não há nada para argumentar contra. É verdade que o mundo não pode realizá-la, porque a nossa vida está longe de ser o paraíso. No entanto, nós simplesmente não temos outras ferramentas que sejam claras, verdadeiras, lógicas, apoiadas pela ciência e a psicologia, com base numa base sólida, e entendida pelo senso e a razão.

Mas há outra abordagem: os “Macabeus”.

“Não”, dizem os Macabeus, “nós não queremos viver dessa maneira. Nós queremos viver pelas leis que Abraão definiu como a fundação do povo judeu, o princípio do ‘ama ao próximo como a si mesmo’. Isto é o que nós temos que alcançar”.

Os gregos em mim respondem a isto: “Honestamente, você está totalmente certo”.

Mas espere, como assim? Afinal de contas, ele apenas declarou o oposto. Acontece que os dois estão certos?

“Sim”, continua o meu grego, “Eu certamente gostaria de viver de acordo com o amor. Mas esta é uma utopia inatingível. Você tem uma pílula, que se for engolida, garanta que todas as pessoas da terra se amarão? Você pode impor a unidade, ajuda mútua, cuidado mútuo, garantia mútua e igualdade em todos os lugares? Você é capaz de transformar todos em amigos?”.

Assim, o problema dos Macabeus é que eles são irracionais e pouco realistas. O mesmo é dito sobre a sabedoria da Cabalá: “Por que ela é necessária? É melhor alcançar o sucesso real na vida. Um ligeiro interesse em assuntos elevados pode ser útil, mas dar-lhes toda a minha vida é demais. Não é lógico”.

É por isso que os Macabeus são inicialmente pequenos e fracos. Eles não têm nada que vai me convencer. Um pequeno Macabeu está escondido dentro de mim e um grego forte está confortavelmente instalado. O que eu devo fazer? Que guerra irá ocorrer entre eles?

Mas eu recebo uma resposta que me diz: “Mesmo que você desista da imagem externa, internamente você entende que não há outro caminho; nós precisamos alcançar a unidade plena, que é o amor, para que então você comece a construir o grupo adequado. Nele, você vai atrair a Luz, que é uma força especial inerente à natureza que você pode usar. Você tem apenas uma pequena centelha, mas a natureza tem uma enorme Luz, e você pode atraí-la para si mesmo”.

Então, você vai ver que o mundo inteiro era apenas um teatro de ilusão. Ele vai desaparecer e se dissolver; como nos filmes de Hollywood, vai desaparecer e ir embora. Na verdade, toda a imagem era imaginária.

No entanto, isso vai acontecer sob a condição de que você entre na sua centelha, na sua vela, com a grande Luz que preenche o mundo. A fim de sentir a necessidade disso, você deve fazer esforços que são contrários à sua própria mente.

Pergunta: Como eu poderia explicar isso para meus familiares que estão longe de tais pensamentos quando as velas de Chanucá estão sendo acesas? Como eles podem ser introduzidos, mesmo um pouco, nesse entendimento?

Resposta: Os Macabeus venceram a guerra contra os invasores porque se tornaram unidos. Eles foram ao povo e conseguiram trazê-lo à unidade.

Portanto, nós não precisamos apelar pela unidade durante a guerra, quando isso já está acontecendo. Não, nós temos que nos unir agora e então não haverá guerra. Com isso nós vamos neutralizar todas as forças do mal.

Portanto, vamos nos unir. Que mal poderia haver? Nenhum. Nós precisamos apenas aplicar um pouco de esforço. Isso é o que nos diz Chanucá: ao nos unirmos, vamos ganhar a nossa maior vitória.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/14, Escritos do Rabash

Mais Sombra Do Que Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a cabana do feriado, a Sucá, simboliza a alma de uma pessoa. Como entender isso?

Resposta: A pessoa sentada numa Sucá simboliza o desejo. As medidas da Sucá simbolizam as qualidades da alma humana, e seu telhado simboliza o Masach (tela).

Ou seja, eu não quero receber a Luz para meu próprio prazer, então deve haver mais sombra do que Luz numa Sucá. Isto simboliza a minha disponibilidade de estar satisfeito com as mínimas necessidades, com tudo o resto para a doação.

É como o nível de Tzadik (justo), doação em prol da doação. Primeiro de tudo, é necessário chegar a isso para atingir o início de semelhança e equivalência com o Criador. Existem algumas etapas de aproximação do Criador, e este é o estágio inicial.

A alma é o nosso desejo de receber, de desfrutar, que é organizado desta forma pelo ambiente certo, a integração de forças, de preparação, como se estivessem dentro de uma Sucá. Certamente, isso não se refere a uma Sucá material, mas a essa integração dos meus desejos dentro do ambiente que torna possível para eu corrigi-los gradualmente para o bem dos outros.

Em todos os dias do feriado de Sucot, nós recebemos uma Luz nova, com cuja ajuda examinamos os nossos desejos e os corrigimos. A iluminação que chega até nós é chamada de Ushpizin (convidados). Nós recebemos convidados de honra na nossa Sucá nesta ordem: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e David. Eles representam sete Luzes, cada uma delas corrigindo em nós uma parte específica da alma: Hesed (a característica de Abraão), Gevura , Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut .

Assim, durante todo o feriado de Sucot, nós corrigimos a nós mesmos, organizando refeições festivas para os Ushpizin. Costuma-se comer e beber apenas numa Sucá, porque só lá é possível fazer uma correção.

Durante Sucot nós fazemos bênçãos com quatro símbolos: Lulav (palmeira), Etrog (cidra), murta e salgueiro. Sua forma é semelhante às características inatas das quatro partes da alma humana: Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut, que juntas compõem um HaVaYaH completo.

Portanto, há uma tradição de escolher o Etrog com cuidado para que não haja quaisquer defeitos, pois ele simboliza Malchut, a base da criação, a base da alma. Todos esses símbolos devem estar conectados entre si, e assim é possível abençoar, ou seja, atrair a Luz.

De fora, este processo pode parecer algum tipo de cerimônia idólatra. A pessoa sacode os ramos simbólicos que são reunidos algumas vezes, movendo-os em todas as direções da Luz: direita, esquerda, centro, acima, abaixo, para frente e para trás. No entanto, se lermos a explicação do ARI no livro, Shaar HaMitzvot, então ficará claro que atividades espirituais elevadas são escondidas por trás disso.

Na verdade, a pessoa deve realizá-las dentro de si mesma. As ações externas são apenas uma tradição, enquanto que o mais importante é essa agitação que ela realiza dentro de sua alma, corrigindo-a. A correção da alma é o propósito da vida de uma pessoa.

Durante cada um dos sete dias de Sucot, é necessária a realização de atividades internas como estas numa Sucá que é construída dentro de nós, atraindo Ohr Makif lá. Se organizarmos todas as partes da alma para se assemelhar aos quatro símbolos de Sucot e soubermos como abençoá-los em todas as direções do nosso desejo: direita e esquerda, com doação e com recepção, então, no final do feriado de Sucot, nós chegamos ao feriado de Simchat Torá.

De KabTV”Uma Nova Vida” 02/10/14