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Pratos Para Pessach

laitman_568_01Pergunta: De um ponto de vista espiritual, Pessach é a separação do governo do mal em mim, de meus motivos egoístas em relação aos outros. Muitas casas têm um gabinete especial, que detém um conjunto separado de pratos para a Pessach. O que simboliza esse costume de mudar todos os pratos para Pessach?

Resposta: Na verdade, um conjunto especial de pratos para Pessach é uma tendência moderna. Anteriormente, antes de Pessach as pessoas simplesmente faziam novos pratos – de argila, madeira ou pele animal.

Novos pratos simbolizam novos vasos, ou seja, nossos desejos, que nós usamos anteriormente para o nosso próprio benefício. Agora não podemos usá-los dessa maneira, mas apenas a fim de doar. Eu tenho que mudar o conjunto dos meus desejos em relação aos outros.

Pergunta: O que significa “um conjunto de pratos diários” que usamos ao longo do ano e “um conjunto de pratos para Pessach“?

Resposta: “Um conjunto de pratos diários” é um desejo egoísta de desfrutar em detrimento de outros, e então você reprime de usá-lo.

“Um conjunto de pratos para Pessach” representa, ao contrário, usar desejos altruístas para o benefício dos outros.

Você tem que substituir um conjunto pelo outro: usar seus desejos de amor ao próximo, de doação. Isso é chamado de “novos vasos”. Depois de utilizar estes novos vasos por uma semana, você pode começar a voltar a seus velhos vasos porque já sabe como corrigi-los, ou seja, usá-los da maneira correta.

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/14

Reunindo-se Na Ponte Acima Do Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é habitual ter uma refeição na noite de Pessach, quando toda a família se senta ao redor da mesa?

Resposta: Pessach é um feriado especial porque simboliza o nascimento da nação israelita. Ela diz que é somente após o êxodo do Egito que eles se tornam uma nação, e que não podemos ser chamados de uma nação enquanto estivermos separados e divididos, e a força egoísta nos despedaçar. É somente quando nós resistimos a essas forças estrangeiras e tentamos nos conectar que descobrimos a força de unidade que nos une, e que nos tornamos uma nação. Por isso, a nação de Israel hoje não é chamada de uma nação de acordo com a verdadeira definição Cabalística.

Comentário: Este estado de divisão foi muito fortemente revelado durante as eleições em Israel que terminaram há pouco tempo atrás e dividiram a nação em muitos partidos e movimentos. A divisão interna é cada vez mais crescente e profunda.

Resposta: Estas eleições foram muito prejudiciais para a nação, já que celebramos o fato de que temos conflitos e que nos odiamos. Durante a propaganda da eleição, nós enfatizamos essas diferenças e todos tentaram prejudicar um ao outro, tanto quanto podiam. Isso é terrivelmente prejudicial à nossa nação, embora seja chamado de democracia. Afinal, toda a base da nação israelita é a unidade acima de todos os obstáculos e diferenças.

Pergunta: Mas, o que devemos fazer se nossas opiniões diferem?

Resposta: Isso é uma coisa muito boa! Na verdade, é a conexão entre o positivo e negativo que gera energia. É bom que não compartilhemos as mesmas opiniões. Nós só devemos saber como nos conectar acima de todas as diferenças. Portanto, a conexão para a qual a sabedoria da Cabalá nos leva está longe de ser uma simples ideia. Nós temos que encontrar a força especial na natureza que nos ajudará a unir, apesar das nossas diferenças e oposições. As opiniões opostas permanecem, mas nós sabemos como fazer a paz entre nós acima delas de modo que o amor cobrirá todos os pecados. Este é um princípio muito profundo. Nós somos ambos pecadores, você e eu, mas construímos uma ponte sobre o ódio que sentimos em relação um ao outro.

O Livro do Zohar nos diz que os dez alunos do Rabi Shimon que se sentavam numa caverna e escreviam este livro se odiavam tanto quando começavam a estudar à meia-noite que queriam queimar um ao outro. Mas, na medida em que estudaram juntos e fizeram esforços para construir gradualmente a ponte acima do seu ódio ardente, chegaram à revelações espirituais sobre as quais eles nos dizem mais tarde, no Livro do Zohar. Essa ponte só pode ser construída acima das opiniões opostas.

Pergunta: Será que isso significa que sempre que temos disputas, sempre podemos construir uma ponte acima delas?

Resposta: Nós sempre podemos construir uma ponte acima de nossas disputas, e, além disso, é proibido pressionar uma pessoa para forçá-la a ceder e mudar de opinião. Quanto mais diferente a sua opinião é dos outros, melhor.

Pergunta: Então, o que vai construir a ponte entre nós?

Resposta: Por exemplo, nós podemos ter um sistema elétrico ou eletrônico que realmente funciona graças ao fato de que ele queima energia como resultado da diferença de potencial entre dois condutores elétricos que chegam até ele. Quando estamos num conflito e em frente um ao outro por causa de nossa natureza egoísta, e, ao mesmo tempo, nos conectamos acima dela, esses dois níveis criam uma realização espiritual dentro de nós. Nós alcançamos o mundo espiritual na lacuna potencial quando descobrimos não só o nosso atual mundo corporal, mas também o mundo superior. A conquista do mundo espiritual é chamada de alma.

Do Programa da Radio Israelense 103FM , 15/03/15

Um Escravo Não Consegue Entender Alguém Que Está Livre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que Pessach, o êxodo da escravidão egípcia, é reminiscente de nascer de novo? A história começa com o conto do nascimento de Moisés e termina com as pragas do Egito, que são similares às contrações durante o parto. Após isso, eles cruzam o Mar Vermelho (“Mar Final” em hebraico), como se nascendo num mundo novo.

Resposta: A nova vida é concebida e cozida dentro da panela gigante chamada Egito. El aé formada a partir dos nossos discernimentos e tentativas de entender como lidar com a nossa natureza egoísta.

No final, nós percebemos que somos incapazes de resistir ao nosso egoísmo e não temos escolha a não ser fugir dele, ou seja, subir acima dele. Isso requer mudanças qualitativas: a substituição de todos os nossos hábitos, formas de relacionamento, bem como a educação anterior, que recebemos na Babilônia.

Quando começamos a nos unir usando o método de Abraão, adquirimos novos hábitos, uma nova atitude para com o outro, e uma nova perspectiva de vida, percebendo tudo através dos óculos da unidade.

Isso significa um novo nascimento, porque eu me transformar numa nova pessoa, aquela que aprendeu a olhar para si mesma, sua família, sua nação, o mundo, e toda a vida somente através da nossa unidade.

Se eu encontrasse o meu eu anterior, do jeito que eu era antes de ter passado pela formação de acordo com o método de Abraão e unido com os outros, então seriam duas pessoas diferentes que não se entenderiam. Uma delas é escrava e a outra é livre, independente de sua natureza egoísta. Isso porque ela adquiriu uma nova natureza, a natureza do amor em vez da natureza do ódio.

De KabTV “Um Programa Novo”

Pessach É Um Feriado Que Está Sempre Com Você

Laitman_115_04A fim de chegar ao estado de “Pessach“, nós devemos chegar a tal nível de desenvolvimento em que não somos capazes de trabalhar com o egoísmo; precisamos subir acima dele.

A explosão de egoísmo aconteceu pela primeira vez na Babilônia. Contra essa erupção que ocorreu quando a população não era grande, Abraão, um sacerdote da antiga Babilônia, descobriu o sistema de ascensão acima do egoísmo.

Vários milhares de pessoas aceitaram esse método, e foram junto com ele para a terra de Canaã, atual Israel. Abraão ensinou seus seguidores o que significava estar em amor mútuo, elevando-se acima do ego e constantemente passando por cima do próprio ego: Pessach (da palavra Pasach, “passar”).

O nosso ego está crescendo constantemente, e nós estamos crescendo acima dele, cobrindo-o com a lei do “… o amor cobre todas as transgressões”. As transgressões permanecem, mas, quanto maiores elas são – até o imenso ódio – um amor maior aparece entre nós.

Nós não escondemos nosso ódio, não nos envergonhamos disso, porque entendemos que se trata da natureza humana, e nossa tarefa é identificar na natureza a próxima força positiva que nos dará a oportunidade de cobrir o ódio com o amor.

Então, vamos estar em constante estado de elevação espiritual. No entanto, o ódio vai determinar a altura do amor com o qual nós o cobrimos.

Acontece que nós podemos continuar a crescer constantemente. Isto é, cada transição de fase para fase vai se tornar Pessach, o feriado que está sempre com você.

De KabTV “Conversas sobre Pessach“, 18/03/15

Pessach É Um Lembrete Do Futuro

Dr. Michael LaitmanPessach nos lembra não só o passado, mas também o futuro.

Desde tempos imemoriais, a noite de Pessach tem unido as famílias judaicas ao redor da mesa do feriado. A festa é descoberta em todos os detalhes, embora seja estranha ao formalismo, e sua cerimônia sem pressa revive a saída da escravidão egípcia.

Mas se nós saímos do Egito, por que repetimos novamente: “Este ano somos escravos, no próximo ano seremos livres”?

Nossas fontes afirmam que por trás dos conhecidos acontecimentos e altos e baixos, há mais uma camada de informação que não se refere tanto à história, mas às relações humanas. Ou melhor, trata-se da unidade e do entendimento mútuo que o povo judeu chegou e que é tão necessário, não só para o povo judeu, mas especialmente hoje para toda a humanidade.

Uma Casa Limpa E Um Coração Limpo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é habitual limpar completamente a casa antes do feriado de Pessach (Páscoa Judaica)?

Resposta: Os pensamentos e o coração de uma pessoa são chamados de sua casa. A casa (o coração da pessoa) precisa ser limpada de todos os maus pensamentos sobre outras pessoas. Isso é chamado de limpeza de Pessach.

Tente pensar nisso, imaginando o que temos que fazer com todos os nossos desejos em relação às outras pessoas, a sociedade, parentes, vizinhos, o cônjuge e, em geral, no que diz respeito a toda a nossa vida. Como podemos corrigir e melhorá-los, ou pelo menos limpá-los de todo o lixo?

A Páscoa Judaica (Pessach) significa uma passagem (Pasach) ou transição do estado egoísta de amar a si mesmo, para o amor ao próximo, onde você considera os outros, mesmo que só um pouco.

Pergunta: E porque há um costume de limpar tudo com água sanitária?

Resposta: Infelizmente, não há nenhum outro agente de limpeza que possa limpá-la desde dentro que não seja “a Luz que Reforma”. Se ouvirmos, aprendermos e falarmos sobre as correções que temos que realizar dentro de nós, sobre os desejos que precisamos nos livrar, isso gradualmente nos purifica.

A força da Luz é o único meio capaz de nos purificar. No entanto, ela só funciona na medida em que desejamos nos corrigir. A fim de desejar isso, nós precisamos ler sobre o que nos espera depois de nos unirmos com todos.

Assim nós nos livramos de todos os infortúnios e problemas, e subimos a um nível de desenvolvimento onde não há nenhuma mal ou dano, mas apenas bondade sem limites.

É assim que uma pessoa se sente depois de sair do Egito. Esta é a razão pela qual este feriado é chamado de Pessach (Peisach – transição), quando cruzamos o Mar Vermelho, passando de uma natureza para outra: da natureza de recepção à natureza de doação.

É como substituir completamente o programa dentro de um computador. Da mesma forma, nós temos que substituir o nosso programa interno, que vai mudar a nossa visão sobre o mundo, todo o nosso paradigma da vida. Nós começamos a olhar o mundo através de óculos completamente diferentes.

Isso nos permite ver como a conexão correta com outras pessoas nos leva à bondade, e que a revelação nos muda. Este é o sentido da saída do Egito.

Pergunta: E onde estamos, quando nós saímos do Egito?

Resposta: Nós saímos em novos relacionamentos, unidade, doação. Ao unir e estar juntos, somos salvos dos nossos inimigos e saimos do exílio à liberdade.

Pergunta: Então, agora meu coração está sujo, amando apenas a si mesmo e cuidando só de si. Mas se eu limpá-lo e começar a cuidar dos outros, vou ver um mundo diferente a minha volta?

Resposta: Sim, este será um mundo para além das fronteiras do Egito. Vai ser o mundo que vemos através da nossa conexão com o outro, da qualidade de doação, ou através de óculos integrais. Através desses óculos, nós começamos a ver a rede, conectando-nos juntos.

Esse mundo é chamado de mundo superior porque nós revelamos a força que influencia a todos, a rede que controla todos nós. Nós começamos a entender o nosso passado, presente e futuro, e, na verdade, nos elevamos acima do tempo. Nós também sabemos qual será o resultado de todas as nossas ações.

Pergunta: Como isso afeta nossas vidas diárias, regulares?

Resposta: A pessoa sabe o que está acontecendo com ela e o que vai acontecer se ela agir de determinada maneira. Ela começa a ver todas as causas e consequências, o que é chamado de abrir os olhos. Ela já não está num estado de escuridão e incerteza.

Pergunta: E como isso afeta nossas relações mútuas?

Resposta: Nós descobrimos sobre nossas próprias intenções e as intenções dos outros, de modo que os nossos relacionamentos se tornam totalmente transparentes, sem quaisquer ressentimentos ou mal-entendidos.

Do Programa na Rádio Israelense 103FM, 15/03/15

Uma Deficiência Digna Do Nosso Esforço

Dr. Michael LaitmanNós temos que tentar dar o nosso melhor ao máximo, a fim de avançar à meta da criação. Afinal de contas, esta estrada é muito mais do que o nosso desenvolvimento natural.

Uma Noz Dura

A natureza nos empurra para frente e desenvolve diferentes desejos e deficiências em nós; e nós, é claro, corremos atrás e buscamos o que nos falta. O que nos falta são prazeres que estão associados à comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento.

Esta é também a forma como os macacos constantemente cuidam de suas necessidades, e de sua lista de necessidades semelhantes às nossas. Na verdade, nós temos um estilo de vida comum: estabelecemos a mesma hierarquia social na sociedade humana; amamos o poder, e, além disso, amamos dinheiro. A natureza nos obriga a fazer isso e é assim que avançamos.

Mas nós não temos avançado de forma significativa nesta forma natural e não mudamos a sociedade humana de forma significativa nos últimos 5 a 50000 anos.

Se falamos da meta da criação, no entanto, trata-se de se tornar equivalente ao Criador, aderir-se a Ele. O Criador é uma força oposta à nossa natureza. Nós temos uma ligeira inclinação a ela que está envolta numa variedade de “vestes” muito sutis, cobertas por uma casca como uma noz.

Para alcançar a meta da criação, nós temos que estar equipados com uma nova deficiência não prevista pela natureza. Esta deficiência, o anseio pela meta da criação, não vai crescer em nós por si só; nós precisamos desenvolvê-la dentro de nós por nossos próprios esforços, certamente com a ajuda dos meios que nos foram dados: a sociedade, o método (a Torá), e o professor.

O problema é que muito poucas pessoas querem isso, menos ainda tendem a verdadeira busca, e menos ainda alcançam o que é desejado.

Saindo da Selva

A verdade é que hoje as coisas estão mudando, pois estamos diante de golpes globais que ameaçam toda a humanidade. Esses golpes nos obrigaram a pensar numa nova sociedade que não está organizada de acordo com uma hierarquia ou classes sociais que sempre elevam aqueles que são mais ricos e poderosos.

As coisas estão igualmente dispostas no mundo animal. De um modo geral, esta é a estrutura natural de um grupo, uma nação, uma sociedade, a humanidade: o maior babuíno bate no peito e exige submissão e obediência dos outros. Nós somos iguais: vivemos numa selva geral divididos em bandos.

Mas a nova natureza, a meta da criação, exige uma nova organização e reforma de nós; ela exige que nos tornemos um círculo, conectados, uma sociedade. Ela exige novos valores que não são baseados sequer no desejo de conhecimento, o que também dá um pouco de força, mas no amor e doação, no cuidado mútuo geral.

Ela exige que todos possam estar em pé de igualdade com os outros em vez de tentar dominar o outro. Em contraste com o velho paradigma, quanto mais uma pessoa sai de si mesma em direção ao cuidado do outro, ela pode se tornar mais adaptada à verdadeira meta da nossa evolução, que é o que devemos alcançar.

É hora de ser equipado com uma nova deficiência que se torna um círculo, uma conexão fora de mim, onde eu não tenho interesses próprios.

O Nascimento do Homem

Mas para eu florescer, algo chamado Adão (homem) precisa ser revelado; há a necessidade de um ambiente diferente que me forneça os exemplos corretos dos novos valores. Onde eu posso obter a necessidade disso? A natureza não me equipa com ela porque senão eu permaneceria um babuíno ainda que de outro tipo.

No entanto, um ser humano não é apenas uma estrutura social diferente, nem apenas a igualdade com os outros. Não, é uma atitude, uma inclinação; essa relação, conexão mútua, deve ser consciente de minha parte, para que eu queira a doação por causa de seu valor especial. Além disso, eu não tenho nenhuma inclinação por ela, nenhum poder que me desperte e me obrigue a desejá-la.

Aqui nós devemos de alguma forma estar equipados com um desejo, com uma nova direção, para a qual não temos nenhum desejo. A fim de fazer isso, há a força superior, a natureza, o plano da criação, que prepara uma ajuda para mim de uma maneira oposta, de modo que durante o processo de reconhecimento do mal, eu ainda seja capaz de compreender quem e o que eu sou. Gradualmente, por fases muito difíceis na ordem de causa e efeito, eu vou entender que deficiência eu tenho que desenvolver dentro de mim, a fim de continuar o meu avanço acima dela.

Quando eu entendo o problema que estou enfrentando na construção de um ser humano a partir do estado de um babuíno, eu considero esta nova deficiência como uma coisa muito valiosa. Se ela é revelada em mim, pelo menos até certo ponto, eu estou muito feliz porque é assim que um ser humano nasce, que está pronto para ascender acima da criação.

Exatamente o Oposto

Nós temos que nos relacionar com a deficiência que aparece em nós através da inclinação ao mal que o Criador criou. Ela é chamada por diferentes nomes: Faraó, Bilam, Balak, e Amaleque. Há 70 nomes para a inclinação para o mal, e em todos os níveis e em todos os estados, eles servem como ajuda contra, oposta à meta, e me permite avançar em direção a ela.

Esta ajuda invoca uma inclinação, um desejo em mim, que está focado justamente na meta. Isso me ajuda de forma qualitativa para que eu possa gradualmente entender como é diferente esta nova meta de meus sentimentos e mente atuais. Portanto, nós temos que nos relacionar com todas as perturbações que são invocadas em nós com grande sensibilidade.

Dias Vermelhos no Calendário

A mesma coisa se refere a todos os feriados judaicos e os dias vermelho no calendário. Rosh Hashana, Yom Kipur, Sucot, Simchat Torá, Tu Bishvat, Purim, Pessach, Lag Ba’omer, Shavuot e o dia 9 de Av são todos estados ao longo do caminho em que uma nova deficiência é revelada, uma revelação do novo mal que nos permite usá-lo corretamente, de forma intencional e consciente.

Isso é revelado dentro de nós desta maneira para que possamos ser livres em nosso avanço rumo à meta de uma forma consciente, como seres humanos e não como babuínos que a natureza empurra e que correm à frente apenas pela força do ego. Nós descobrimos diversas forças e equilíbrio entre elas.

A principal coisa que podemos aprender com estes feriados é que deficiências especiais nós precisamos descobrir a fim de ascender a todos os níveis que os feriados e dias especiais representam. Eles exigem uma deficiência que está focada em atingir a meta.

Essa deficiência decorre do nível humano que é externo a nós. Se olharmos corretamente para os problemas que surgem, vamos discernir a ajuda contra a força criativa dentro deles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/15, Escritos do Rabash

A Grande Luz De Purim

Dr. Michael LaitmanO Livro de Ester (Meguilat Ester) 1:1: E sucedeu nos dias de Assuero, o Assuero que reinou desde a India até a Etiópia, sobre cento e vinte e sete províncias. Assim começa Megillat Ester, o Livro de Ester. A palavra hebraica “Megillah“ é derivada da palavra “Gilui” (divulgação) e “Ester” significa escondido. Ester é o nome da rainha, a esposa de Assuero (Xerses). Megillat Ester simboliza a revelação do oculto, o que implica que, embora algo seja revelado a você, você deve se lembrar que tudo se mantém em ocultação.

O Livro de Ester (Meguilat Ester) 2:5-7 – 2:20: Mardoqueu tinha uma prima chamada Hadassa, que havia sido criada por ele, por não ter pai nem mãe. Essa moça, também conhecida como Ester, era atraente e muito bonita, e Mardoqueu a havia tomado como filha quando o pai e a mãe dela morreram. Quando a ordem e o decreto do rei foram proclamados, muitas moças foram trazi­das à cidadela de Susã e colocadas sob os cuida­dos de Hegai. Ester também foi trazida ao palácio do rei e confiada a Hegai, encarregado do harém.

A moça o agradou e ele a favoreceu. Ele logo lhe providenciou tratamento de beleza e comida especial. Ester não tinha revelado a que povo pertencia nem a origem da sua família, pois Mardoqueu a havia proibido de fazê-lo.

O rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher; ela foi favorecida por ele e ganhou sua aprovação mais do que qualquer das outras virgens;

Ester pertencia ao povo judeu que tinha uma conexão com a força superior, e se ela tivesse dito a verdade sobre sua origem, isso poderia ter prejudicado o seu relacionamento com o rei.

Ela alcançou graça e favor aos seus olhos, porque ela revelou certa parte de seu potencial espiritual em seu relacionamento com o rei.

Então, o rei deu um grande banquete, o banquete de Ester, para todos os seus minsitros e oficiais. Proclamou feriado em todas as provín­cias e distribuiu presentes por sua generosidade real. Quando as virgens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.

Ester havia mantido segredo sobre seu povo e sobre a origem de sua família, conforme a ordem de Mardoqueu, pois continuava a seguir as instruções dele, como fazia quando ainda estava sob sua tutela.

…Mardoqueu estava sentado junto à porta do palácio real.

Mardoqueu (Mor Dror) é a força superior, uma força muito séria que está totalmente oculta. Ester continuou totalmente sua linha.

Isto significa a porta do rei superior, a força superior da natureza. Sentar representa o estado de humildade, de pequenez. Portanto, Mardoqueu esperou pacientemente pela oportunidade de passar o atributo da força superior a todas as pessoas na Terra. A população da Babilônia naqueles dias era, na verdade, toda a humanidade.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3-1, 3: 5-9: Depois desses acontecimentos, o rei Assuero honrou Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague, promovendo-o e dando-lhe uma posição mais elevada do que a de todos os demais nobres.

Deve haver um grande desejo, a fim de revelar a força superior, a grandeza do Criador. Em primeiro lugar, ele decorre do ego, depois ele é corrigido e a revelação do Criador é recebida no desejo corrigido. Mardoqueu não tem esse desejo. Ele estava num estado de pequenez, sentado à porta do rei, por isso foi necessário incluir o ego nele, a fim de elevá-lo ao próximo nível. O ego que é adicionado ao Mardoqueu é chamado de Hamã.

Quando Hamã viu que Mardoqueu não se curvava nem se prostrava, ficou muito irado. Contudo, sabendo quem era o povo de Mardo­queu, achou que não bastava matá-lo. Em vez disso, Hamã procurou uma forma de exterminar todos os judeus, o povo de Mardoqueu, em todo o império de Xerxes. No primeiro mês do décimo segundo ano do reinado do rei Xerxes, no mês de nisã, lançaram o pur, isto é, a sorte, na presença de Hamã a fim de escolher um dia e um mês para executar o plano. E foi sorteado o décimo segun­do mês, o mês de Adar.

Hamã representa o ego universal. Ele teve que matar o desejo chamado Mardoqueu, que constantemente ameaçava o ego. Ele planejou aniquilar e destruir todos os judeus, visto que o povo judeu é, na verdade, um canal para a Luz e o atributo de doação. Se eles começassem a doar a todas as outras nações certamente seriam capazes de corrigi-las e transformá-las em altruístas, transformá-las numa nação superior assim como eles; uma nação que não serviria mais a Hamã. Hamã sabia que não poderia corrigir-se e por isso não tinha outra escolha e foi obrigado a agir contra Mardoqueu.

Então Hamã disse ao rei Assuero: “Exis­te certa nação dispersa e espalhada entre as nações de todas as províncias do teu império, cujos costumes são diferentes dos de todas as outras nações e que não obedecem às leis do rei; não convém ao rei tolerá-los. Se for do agrado do rei, que se decrete a destruição deles…”.

Cada uma das nações que viviam nas 127 províncias do império babilônico tinha um território próprio, mas os judeus estavam dispersos entre todas as nações e não tinham a sua própria terra. No entanto, eles ainda atribuíam para si uma tribo em particular chamada nação de Israel.

Esta é a razão que Hamã disse: “Exis­te certa nação dispersa e espalhada entre as nações de todas as províncias do teu império”, o que significa que eles não estavam conectados entre si. O ego os separava e os fazia sentir repulsa mútua. Eles não podiam ser uma nação, uma vez que todas as outras nações eram definidas por sua origem e tinham um completo egoísmo terreno, que os judeus não tinham. Eles diferem de tal forma que falavam aramaico entre si e não hebraico, sua língua materna.

Na época do Primeiro Templo, os judeus estavam num nível espiritual e falavam hebraico, mas quando eles caíram para um nível egoísta que era muito inferior aos das outras nações, eles realmente perderam sua língua, a língua de doação e amor mútuo, e começaram a falar aramaico, a língua que é o inverso do hebraico. Além disso, cada nação sentiu que pertencia a uma classe social e cada nação respeitava o rei e se curvava a seus ídolos, enquanto os judeus não tinham ídolos, não respeitavam o rei, e não há tinham relações sociais mútuas adequadas entre si. Eles eram os maiores egoístas que não se davam bem uns com os outros.

Pergunta: Se a nação judaica foi separada a tal ponto, que perigo ela impôs a Hamã?

Resposta: Hamã sentiu que o tempo do despertar dos judeus para a unidade estava se aproximando. É dito que Hamã era um grande astrólogo. Ele viu de acordo com os sinais, o que significa de acordo com o seu sentimento interior, o que a nação judaica realmente é. Hamã é o lado oposto de um Cabalista, daquele que doa. Ele percebeu que algo estava prestes a acontecer que acabaria com o exílio da nação de Israel fim e que eles voltariam a sua terra, que para ele significava a morte. Eles tiveram que destruí-lo em seu caminho de volta, uma vez que era impossível reconstruir o Segundo Templo sem matar e destruir Hamã. Portanto, ele não tinha escolha, exceto destruí-los, não por maldade, mas de acordo com as leis claras e precisas da natureza.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3:10-11, 03:13: Em vista disso, o rei tirou seu anel-selo do dedo, deu-o a Hamã, o inimigo dos judeus, filho de Hamedata, descendente de Agague, e lhe disse: “Fi­que com a prata e faça com o povo o que você achar melhor”.

Assuero (Xerxes) pensou em como elevar a nação de Israel. Ele percebeu que eles deviam ter medo e, assim forçou-os a se unir e se conectar, uma vez que o seu poder está somente na unidade e na ascensão ao nível superior. Mas isso só foi possível com a ajuda de Hamã. Os judeus tiveram que ser aterrorizados pelo seu ego e destruí-lo para que pudessem transformá-lo em altruísmo, e só então conseguirem se elevar. Eles não poderiam subir sem Hamã.

O Livro de Ester (Megillat Esther) 3:10; 4:1-2: As cartas foram enviadas por mensageiros a todas as províncias do império com a ordem de exter­minar e aniquilar completamente todos os jude­us, jovens e idosos, mulheres e crianças, num único dia, o décimo terceiro dia do décimo segundo mês, o mês de adar, e de saquear os seus bens. Quando Mardoqueu soube de tudo o que tinha acontecido, rasgou as vestes, vestiu-se de pano de saco, cobriu-se de cinza, e saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz. Foi até a porta do palácio real, mas não entrou, porque ninguém vestido de pano de saco tinha permis­são de entrar.

Mardoqueu teve que dizer a todos o que estava prestes a acontecer e despertar as forças do bem e do mal, a fim de revelar corretamente o caminho que a humanidade devia seguir. Por isso, Ele saiu pela cidade, chorando amargamente em alta voz. Ele não era mais o velho despercebido que se sentou calmamente na porta da cidade. Na verdade, ele começou a ser ativo.

“Chorando amargamente em voz alta”, refere-se à revelação, à chamada, à conexão, que ele recriou entre Malchut e Keter. Até então, Mardoqueu estava num estado de pequenez (Malchut em Bina), mas agora, quando mudou para um estado de grandeza, um estado de revelação, ele conectou os dois pontos opostos da Criação, Malchut e Keter, através de Bina. É dito: Mardoqueu rasgou as vestes. Vestes é o estado atrás do qual a pessao se esconde. Rasgando suas vestes, Mardoqueu põe fim ao seu estado humilde anterior. Ele quer ser revelado.

O atributo de Mardoqueu é o atributo de Bina, doação completa. Não tem nada a ver com o ego e não pode fazer nada por si só. Existe a necessidade dessa conexão agora. As cinzas são o último nível egoísta. Quando coloca as cinzas na cabeça, Mardoqueu eleva este nível acima de si mesmo, o que significa que se coloca abaixo de todas as criações, abaixo de tudo. Estas não são apenas palavras bonitas, mas uma ação espiritual real; uma ação que ele realizou para que pudesse ser capaz de transmitir a grande força de correção a todos através dele. Assim, ele se prepara para o estado de desconexão do ego e para a subida ao atributo de Bina, quando ele poderia transmitir toda a Luz superior chamada Mardoqueu (Mor Dror), uma grande Luz, por meio dele.

De uma Conversa sobre Purim 19/02/15

O Livro De Ester: A Tela Cai

Dr. Michael LaitmanO rei responde favoravelmente a proposta de Hamã e informa-o de sua decisão de destruir todos os judeus em todo o reino.

Mardoqueu transmite a mensagem para Ester sobre a necessidade de ir ao rei com um pedido de misericórdia. No entanto, Ester estabelece uma condição e através de Mardoqueu ela se vira para o seu povo com uma chamada para se conectar e se unir. Então, ela está pronta para se voltar ao rei com o pedido de misericórdia e perdão pelos condenados à morte. O destino dos judeus dependia unicamente de dua unidade.

É Assim Que Ganhamos

Há muitos “Hamãs” em todo o mundo. Cada nação tem seu Hamã, o principal inimigo dos judeus, e ai dos judeus se eles se esquecerem disso.

A condição que transforma os judeus num povo é a condição para a qual eles estavam no Monte Sinai: a sua prontidão de se unir e responder positivamente ao chamado pela unificação. É assim que isso aconteceu nos dias de Purim, há 2.500 anos. O rei se lembrou que devia a Mardoqueu por ter salvado sua vida. Ester redigiu o pedido de Mardoqueu perante o rei e os judeus foram salvos. Muito mais tarde, o rei Ciro da Pérsia, o filho de Ester, ajudou-os a voltar à terra de Israel e construir o segundo Beit HaMikdash (Templo).

Do Folheto sobre o Feriado de Purim, 03/2015

O Livro De Ester: Punição Coletiva

Dr. Michael LaitmanPor centenas de anos nós temos tentado organizar uma vida normal nos países em que vivemos, mas as circunstâncias constantemente nos forçaram a voltar à realização da unidade. O exemplo mais claro disso é a história de Purim.

Os judeus foram espalhados por todo o império babilônico, e com o tempo começaram a esquecer a sua missão. Eles simplesmente queriam ser como todos os povos da Babilônia e viver como todo mundo, mas uma série de eventos os colocou em perigo de aniquilação.

Tudo começou com um judeu chamado Mardoqueu que vivia na capital de Susan. Sua protegida Ester, por ocultar sua origem, foi levada ao palácio e se tornou a rainha.

Houve um tempo em que Mardoqueu expôs uma tentativa de assassinar o Rei, e por esta ação, ele salvou a vida do rei, mas não mereceu uma expressão de agradecimento e gratidão. Além disso, em vez de Mardoqueu, o rei promoveu Hamã e promoveu-o como ministro sobre todos os ministros e instruiu todos os seus súditos a curvar-se diante dele.

E isso é o que todo mundo fez, exceto Mardoqueu. Hamã ficou furioso, cheio de raiva, e por isso decidiu aniquilar todos os judeus. Ele informou ao rei que havia um povo espalhado e separado em seu reino que não aceitava as ordens do rei, então eles tinham que ser aniquilados.

Do Folheto sobre o Feriado de Purim, 03/2015