Textos na Categoria 'Feriados'

Um Ano Novo Ou Um Filme Sobre O Fim Do Universo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quantas vezes mais vamos celebrar Rosh Hashaná?

Resposta: Um total de 6.000 vezes, após o que ocorrerá o encerramento deste universo; da mesma forma que ele foi aberto uma vez, ele vai fechar. Mesmo os físicos dizem que o universo é finito.

O seu caráter esférico vai gradualmente começar a desaparecer; ele vai parar de ser distorcido por seu caráter tridimensional. Ele vai se tornar primeiro bidimensional e, em seguida, contrair a um único ponto. Assim como um sinal de televisão é desenvolvido quando entra na televisão, a mesma coisa vai acontecer aqui, mas com o efeito oposto: o universo irá se dobrar e entrar em colapso, porque as características que desenvolvem a sua imagem para nós desaparecerão. Eu espero que sejamos testemunhas de como o universo vai entrar em colapso, juntamente com todos os nossos corpos e este mundo inteiro. Somente as características mais elevadas permanecerão, que, por enquanto, não existem hoje dentro da nossa substância, sendo essas as características de doação, amor e união. É assim que vamos passar para uma dimensão mais superior.

A ideia é que tudo que está acontecendo dentro de nós é a percepção interna de nós mesmos e da substância dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano. O mundo inteiro está dentro de nós. Portanto, não podemos falar sobre ele tendo existido objetivamente fora de nós por bilhões de anos. Pelo contrário, ele não existe! O que significa que o nosso universo se dobra, a terra, a humanidade e a sociedade? Dentro de mim, todo o programa de acordo com o qual eu trabalho hoje, se dobra de volta, tudo desaparece e se contrai dentro de mim num único estado de unidade. Com isso, nosso estágio mundano da existência termina, e nós saímos para um novo nível.

Comentário: O que significa que me foi mostrado um filme que agora termina.

Resposta: Mas você precisa percebê-lo! O fim do mundo é o fim da percepção incorreta de uma pessoa. É necessário compreender que este é um filme e parar de projetá-lo dentro de si mesmo. Em vez disso, é necessário projetar a próxima fase, e estar sempre presente, sabendo que o nosso mundo é apenas um filme contínuo, e que, na realidade, tudo isso não existe. Enquanto isso, todos os mundos são imagens incompletas do nosso estado mais elevado, mais natural, chamado o mundo de Ein Sof (Infinito).

Portanto, Rosh Hashaná é um feriado que inclui em si absolutamente tudo. Dele emerge todo o resto dos feriados e toda a história da humanidade. É o começo de tudo. Ele é a cabeça! Assim, em hebraico ele é chamado de Rosh Hashanah (a cabeça do ano). Vamos esperar que tenhamos um bom começo para a próxima fase!

De KabTV “Feriados. Rosh Hashanah” 06/08/15

O Segredo Da Vida Descoberto Por Adão

laitman_744Pergunta: Nós geralmente celebramos o nosso aniversário e o dos nossos parentes. Qual é o significado de celebrar Rosh Hashanah, que é o aniversário de uma pessoa que viveu há milhares de anos?

Resposta: Nós comemoramos o aniversário do dia em que a oportunidade de descobrir o segredo da vida, o propósito da nossa vida e o sentido da vida, que faz valer a pena viver, foi revelado pela primeira vez à humanidade.

Estas questões sobre o sentido da vida despertam em muitas pessoas hoje. Adam HaRishon (Primeiro Homem) foi o primeiro a descobrir esse segredo. Ele explorou-o e descobriu que estamos vivendo neste mundo numa realidade especial, de modo que vamos subir dele para um nível superior, para uma existência plena e eterna.

Nós podemos realmente atingir essa existência agora e não temos que morrer para fazer isso. A própria morte não nos dá o direito de entrar no mundo superior. Se fosse assim, por que valeria a pena fazer alguma coisa nessa vida?

As pessoas pensam que ao viver sem a revelação do mundo superior, serão capazes de entrar nele depois de morrerem. Então, para que precisamos deste mundo?

Muitos sequer acreditam que exista outra coisa que não seja este mundo corpóreo. Este é exatamente o segredo que Adão descobriu. E este é o evento que celebramos quando o ano novo judaico começa.

É porque descobrimos que não temos para onde avançar, uma vez que este mundo é apenas uma passagem, um corredor, pelo qual podemos chegar à revelação do Criador (Bore), que significa “vir e ver” (Bo – Reh).

Pergunta: Será que isto vai acontecer depois que morrermos?

Resposta: Isso não vai acontecer depois da morte do nosso corpo, mas depois da morte do nosso ego. É dito que “você deve ver o seu mundo em sua vida”. Então, por favor, veja-o enquanto estiver vivo!

Adão descobriu que aquele que quer, tem a oportunidade de descobrir o mundo superior, isto é, o próximo nível de acordo com a ordem de nossa evolução, aqui e agora neste mundo.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

Há Uma Razão Para Comemorar E Ser Feliz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos os anos nós desejamos um bom ano uns aos outros, e no final do ano verifica-se que não fomos particularmente bem-sucedidos. De que forma nós erramos? Todos nós queremos que as coisas fiquem bem, mas não sabemos como fazer isso.

Resposta: Nós não entendemos que conforme a nossa aproximação mútua, estamos nos aproximando da força superior, a força boa e benéfica. A fórmula é muito simples: quanto mais perto estamos um do outro, mais perto ficamos do Criador.

Parece que não existe uma fórmula mais simples do que essa, mas não é possível realizá-la com forças humanas. Portanto, a sabedoria da Cabalá foi revelada para ajudar a fazer isso através da força superior. A força superior só ajudará a pessoa dessa maneira, e não em qualquer outra coisa. Ela só está esperando esse pedido de nós.

Pergunta: Se Adão já abriu o caminho para a boa vida 5.776 anos atrás, por que ele não o mostrou a todos? Por que foi necessário passar por todas as guerras, exílios, e problemas, pelos quais a humanidade já passou por milhares de anos?

Resposta: Adão ensinou seu método porque os Cabalistas em todas as gerações eram seguidores dos estudantes de Abraão. Até hoje, os Cabalistas estudam a descoberta de Adão, de modo que em cada geração detalhes cada vez mais novos foram adicionados ao estudo.

A Cabalá se desenvolve como qualquer outra ciência, e, por fim, nós recebemos o conhecimento sobre que tipo de mundo superior é encontrado acima de nós, como ele nos influencia e nos gere, e como é possível influenciá-lo de baixo para cima.

Nós esclarecemos que o mundo superior e o nosso mundo inferior estão completamente interligados, e dentro de nossas relações mútuas, descobrimos a força superior dirigindo estes dois mundos chamada Criador. A sabedoria da Cabalá lida com a descoberta da força superior e o estabelecimento de uma conexão mútua com ele.

O problema é que só podemos descobrir a força superior com a condição de que nos assemelhamos e nos tornemos equivalentes às suas características, como tudo em nossas vidas. Eu não vou ser capaz de compreender outra pessoa se ela estiver falando numa língua que é desconhecida para mim ou se fala de coisas que são compreendidos apenas por um profissional, ou temos tais perspectivas diferentes que não podemos nos comunicar.

Todos os nossos sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato) estão dispostos para absorver apenas o que nós estamos prontos para perceber na faixa de frequências de sua sensibilidade. Mas nós não temos nenhuma sensibilidade em relação ao mundo superior; ainda precisamos desenvolver isso dentro de nós. E é isso que a Cabalá nos ensina.

Portanto, há um nome para isso: Cabalá, da palavra hebraica “lekabel” (receber); é uma sabedoria sobre como receber, entender, compreender e sentir o mundo superior. Adão nos deixou esse conhecimento, e todos os Cabalistas que vieram depois dele desenvolveram a sua descoberta cada vez mais e adicionaram a ela, semelhante à forma como a física se desenvolve de geração em geração.

Como resultado, hoje há uma ciência desenvolvida, única e poderosa em nossas mãos que explica como devemos descobrir a essência da vida e sua finalidade de forma prática, ou seja, para implementá-la. Os Cabalistas do passado escreveram sobre a nossa geração, apontando para ela como a “Geração do Messias”, isto é, aqueles que poderiam atrair toda a sabedoria e usá-la, finalmente alcançando e conhecendo o propósito da nossa existência na face desta Terra.

A humanidade alcançou um estado onde deve responder a essa questão, caso contrário, nossa situação será impossível. A Cabalá abre todas as possibilidades dentro de nós, por isso temos uma razão para celebrar o ano novo e ser feliz; nós apenas precisamos usar corretamente o presente que recebemos de Adam HaRishon (O Primeiro Homem), Adão.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

Um Milhão De Dólares Por Um Bom Pensamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é realmente possível alcançar o reconhecimento do mal, expressar remorso, e arrepender-se neste mundo onde prejudicar uns aos outros se tornou a norma, negligenciar os outros e enganá-los todos os dias?

Resposta: A humanidade se desenvolveu por milhares de anos, a fim de alcançar o reconhecimento do mal em nosso tempo. Toda a natureza que nos rodeia está começando a “ficar redonda” e nos pressionar, nos forçando a se conectar a um sistema conectado, semelhante ao mundo inanimado, vegetal e animal que está unido num sistema simbiótico, e as pessoas precisam estar conectadas entre si dessa forma. Esse estado é criado agora, pela primeira vez em toda a nossa história.

Os Cabalistas apontaram o século XX como o tempo que a humanidade começaria a se conectar. Para este fim, a sabedoria da Cabalá é revelada, o método de conexão, unidade e correção. Mas a correção não é possível enquanto a ruína não for revelada, e é por isso que tantos problemas (ódio ao outro, separação, pais e filhos incapazes de encontrar uma linguagem comum, as pessoas não se casando nem estabelecendo famílias, ou divorciando-se) são revelados no mundo.

Tudo isso são sinais do tempo que os Cabalistas descreveram precisamente assim há muitos anos. Mal, ódio e separação são revelados e as pessoas estão procurando cada oportunidade para recuar e se esconder, a fim de ter uma folga uma da outra. Mas nós precisamos entender que a natureza nos obriga a unir, deixando-nos sem escolha. Nós estamos na estrutura das leis da natureza. Assim como você não pode ir contra as leis da física, química, biologia, anatomia, não pode haver desrespeito às leis internas do comportamento humano, ou seja, a alma.

A sabedoria da Cabalá fala sobre as leis da alma: como juntar tudo a partir das partes separadas do Adam HaRishon quebrado. Todos nós devemos nos conectar, mas não nos corpos físicos, mas em nossos desejos interiores, a fim de se completar. Quando nos unimos e conectamos, surge uma mútua criatura virtual geral chamada Adam (homem). Todos nós trabalhamos para essa unidade virtual e nos esforçamos em melhorá-la, e, assim, dentro dela, vamos sentir o mundo espiritual superior.

Pergunta: O que eu posso fazer se amaldiçoo todos na estrada, discuto com o caixa no supermercado, insulto as pessoas que estão perto de mim na minha atitude egoísta?

Resposta: Todo mundo se comporta assim. A principal coisa é entender que isso é ruim, isto é, revelar que benefício nós receberíamos por nossa unidade, tipo um milhão de dólares. Por exemplo: se algumas pessoas se unissem e cada uma recebesse um prêmio de um milhão de dólares, todo mundo correria para se unir se vissem tal benefício nessa conexão.

Imagine que dez pessoas estão sentadas ao redor de uma mesa redonda. Dez é o número necessário para uma medida completa de conexão. E se tivermos sucesso em conectar, um saco com dez milhões de dólares cai do alto sobre a mesa, um milhão para cada um.

Então eu percebo que a minha incapacidade de conectar com outras pessoas é a minha natureza má, meu inimigo. Eu poderia ter ganho, mas meu ego não me deixa conectar. Apenas este reconhecimento está faltando.

A sabedoria da Cabalá revela um pouco do que é o mundo superior para nós. Como ele é bom, mas a condição para entrar é que examinamos nosso principal obstáculo, o nosso egoísmo, chamando-a de inclinação ao mal. Só nos falta esse reconhecimento; caso contrário, não pensamos que o nosso egoísmo é ruim. Esse é todo o propósito do arrependimento, que é habitual fazer no mês de Elul antes do ano novo. O arrependimento é a revelação em mim dos distúrbios contra a boa relação com todos.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15

Maçãs Doces Da Árvore Do Conhecimento

Laitman_506_4Pergunta: Qual é o significado dos símbolos de Rosh Hashanah: maçãs no mel, a cabeça de peixe, etc.?

Resposta: A cabeça de peixe simboliza nosso desejo de ser uma cabeça e não uma cauda. É porque queremos determinar a nossa vida por nós mesmos e não nos permitimos ir na direção do ego. Nós queremos saber para que essa vida nos foi dada, qual é o propósito de nossa vida, e como preenchê-la com sentido e torná-la útil e significativa. Esta é a diferença entre uma cabeça e uma cauda.

A romã simboliza a nação de Israel, a unidade de todas as almas em um corpo. É exatamente assim que queremos nos sentir, unidos numa só alma.

A maçã no mel simboliza nosso desejo de preencher a nossa vida com sentido e doçura. É a mesma maçã que Adão comeu e pecou por causa de seus cálculos. Ele tinha a intenção de realizar uma correção para toda a humanidade de uma só vez, porque incluía todas as almas nele. Isso representa como era grande o desejo egoísta que foi revelado nele.

Mas Adão não teve êxito em realizar a correção. Corrigir significa preencher com doçura e ascender acima do nosso ego. A maçã simboliza nosso desejo egoísta que foi criado pelo Criador e quando a mergulhamos no mel e a corrigimos chegamos a uma boa vida.

Adão tentou executar essa correção uma vez e não teve sucesso, e por isso, nós a realizamos gradualmente: muitas pessoas ao longo da história, uma correção após a outra, atingindo gradualmente o fim da correção.

A maçã mergulhada no mel é o símbolo da correção e a suavização do ego que nos permite usá-lo para o bem.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

A Criação De Um Bom Ano

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer para que este ano seja um verdadeiro ano novo para nós?

Resposta: É muito simples. A Torá diz: “Eu criei a inclinação ao mal”. E, de fato, toda a divisão e quebra do nosso mundo, todas as contradições e oposições, o ego e a falta de receptividade, a falta de compreensão, tudo que a humanidade já passou durante a sua história, é realmente ação do Criador. Assim, a pessoa tem que sair do seu próprio ego para entendê-Lo.

Pessoas fracas ou muito egoístas, que estão prontas para pisotear o mundo inteiro, não são atraídas a esse tipo de trabalho. Por outro lado, elas têm grandes egos, não fiam satisfeitas com este mundo, e este não lhes interessa. Elas querem controlar toda a criação, saber tudo o que acontece, e descobrir tudo de modo que não haverá nada que elas não saibam, sintam ou controlem.

A revelação de tal ego numa pessoa é de fato um dom do Criador. Isto significa que a pessoa está pronta para a realização e para pagar tudo o que tem que pagar, a fim de alcançar isso. Então, ela se encontra no grupo certo, onde pessoas como ela ficam junto.

Este grupo está sob a influência do método Cabalístico, onde as pessoas vêm e, no final, passam por estados muito sérios de resistência ao seu ego, elevando-se acima dele, e se conectando entre si. Elas aprendem todos os processos em si mesmas e sentem, descobrem, controlam, integram e fazem tudo que for necessário. Por fim, a imagem correta do mundo é formada dentro delas. Elas constroem o Criador na conexão entre elas, porque esta é a única maneira Dele poder ser revelado.

É impossível revela-Lo de outra forma que não seja por esta conexão, ou por essa plataforma sobre a qual Ele se revela. É uma força que requer matéria, a fim de revela-Lo dentro dela.

A eletricidade, por exemplo, pode ser revelada na forma de um mostrador se movendo, fios se aquecendo ou uma explosão. Só então poderemos dizer que há alguma força lá. É o mesmo com o Criador, que é simplesmente uma força sem matéria. Nós temos que fornecer a matéria, de modo que essa força pode ser revelada de acordo com leis físicas precisas.

Não há nada de irracional ou místico aqui. Não é religião, mas a ciência da Cabalá. Portanto, toda a nossa atenção e todos os nossos esforços estão focados em como criar as condições onde o Criador possa ser revelado. Nós precisamos reunir essa matéria com suas partes separadas, combinando os atributos de doação, garantia mútua e incorporação mútua para que a Luz apareça dentro dela.

Nós a esculpimos por um longo tempo e, de repente, nossa estátua ganha vida. Assim, um homem é criado do pó, da matéria inerte, e se torna um homem corrigido onde derramamos vida. Nós celebramos essa maravilhosa oportunidade que nos foi dada durante o Rosh Hashaná.

De KabTV “Feriado de Rosh Hashana” 06/08/15

Feliz 5776º Aniversário!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Segundo a religião, o homem foi criado 5.776 anos atrás, enquanto que de acordo com a ciência aconteceu mais de 200.000 anos antes disso. Quem tem razão na perspectiva Cabalística?

Resposta: A sabedoria da Cabalá não participa de tais debates. Ela estuda a natureza e nos fala sobre isso. A natureza é a mesma coisa que o Criador, e a sabedoria da Cabalá explora a força superior da natureza chamada Criador. A palavra “Criador” em hebraico (“Bore”) significa “Venha e veja”. Se nós exploramos a natureza corretamente, podemos alcançar o Criador e vê-Lo.

Assim, Rosh Hashaná (O Ano Novo Judaico) é o dia da revelação do Criador, da força superior. Este é o dia que a humanidade atingiu pela primeira vez a força superior, o mundo espiritual, a realidade superior da qual saímos para viver aqui neste mundo, de modo que seremos capazes de irromper nela novamente. Deste mundo, seremos capazes de alcançar o mundo superior.

Então vamos saber as respostas a todas as perguntas eternas: “Qual é o propósito desta vida? Qual é o seu significado? Para que existimos nesta terra e para que serve tudo isso? Isto não é uma mera busca de preenchimento porque estamos insatisfeitos com a vida, mas uma busca pelo objetivo para o qual fomos criados desde cima. A Cabalá nos ensina como nos voltar ao Criador, elevá-Lo e revelá-Lo. Então, todo o plano da criação é revelado a nós, incluindo o que aconteceu antes de sentirmos que existimos aqui neste mundo. É porque o nosso mundo é apenas uma estação intermediária entre o que aconteceu antes de nascermos e a estação de nosso objetivo futuro, onde chegamos depois de deixarmos este mundo.

Nós podemos subir para uma dimensão superior ou descer para uma inferior ao nosso nível neste mundo. A sabedoria da Cabalá nos permite fazer as duas coisas. Tudo isto está acessível para nós graças à sabedoria da Cabalá que foi revelada pelo primeiro homem que foi o primeiro ser humano a descobrir o Criador.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

Tradições E Significados Da Refeição De Rosh HaShanah

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que simboliza a comida que comemos em Rosh Hashaná?

Resposta: Em Rosh Hashaná, há uma Mitzvah (mandamento) para nós comermos a cabeça de um peixe para enfatizar nosso desejo de ser a cabeça e não a cauda. Isso significa que queremos encontrar um entendimento para toda a estrutura da criação, todo o projeto espiritual e não apenas para entender e reconhecer nossas ações, objetivos ou nosso papel em penetrar em toda sabedoria da criação, mas também para encontrar a força e a coragem para realizá-los dentro de nós mesmos.

A romã simboliza a correção dos 613 desejos egoístas em cada pessoa por aproximação, unidade e amor. As sementes da romã criam um fruto coletivo, comum. Cada um de nós é uma pequena semente, e nós precisamos nos unir, o que representa a conclusão do nosso trabalho espiritual coletivo comum, uma fruta em que todos os componentes estão conectados de forma correta.

A maçã é aquela parte que tomamos do pecado que aconteceu com a Árvore do Conhecimento. Nós a mergulhamos no mel para adoçar tudo o que está nos esperando à medida que continuamos avançando, para que as instruções e a ajuda que recebemos de cima sejam corretas e precisas. A correção do pecado da Árvore do Conhecimento é chamada molificação. Se uma pessoa coloca diante de si a mesma meta que existe na natureza e encontra harmonia dentro dela, já não pode haver nada na vida que seja ruim para ela. Ela sentirá constantemente uma ajuda mútua e harmoniosa da natureza que a rodeia.

Se pensarmos na unidade e na conexão entre nós, podemos equilibrar o clima na Terra e fazer tudo o que queremos, como prevenção de todo sofrimento e guerra. Mas antes de ensinarmos a humanidade a se conectar e unir, nós mesmos precisamos aprender isso. Estudar a sabedoria da Cabalá irá explicar a todos como isso é feito, e eu espero que nós atinjamos esta unidade.

Todos estes costumes são simplesmente externos em caráter. Mas, na verdade, é um feriado enorme, grande, do qual a atitude certa para com a vida começa verdadeiramente, porque a pessoa agora começa a se restaurar.

De Kab TV “Feriados. Rosh Hashaná” 06/08/15

Arrependimento Antes De Rosh Hashaná

Dr. Michael LaitmanA fim de pedir perdão, devemos saber o que é o amor para pessoas como você, e o que significa fazer essas perguntas, “o que eu não fiz em nome desse amor?” Se é necessário sentir que eu tenho amor pelos outros, que é a principal Mitzvah (mandamento) da Torá, será que eu sinto ou não sinto isso?” Muitas pessoas pensam que basta apenas realizar as Mitzvot físicas.

Os Cabalistas nos aconselham a nos unir em grupos de dez, para que juntos possamos verificar se estamos verdadeiramente tratando bem uns aos outros. Será que todo mundo está tentando se distanciar do seu ego e se conectar com outros, integrar-se com seus desejos e sentir o amor entre nós? Se nós entendemos que tudo isso não existe, nós sentimos que somos os culpados, então pedimos perdão. O perdão é por não realizar a condição principal, “Ama ao próximo como a ti mesmo”.

Hoje, esta condição tornou-se imperativa para todo o mundo a fim de sair da crise global. Mas o povo de Israel deve ser o primeiro a perceber isso, e não estamos fazendo isso. Então nós pedimos o poder para nos ajudar a atingir este amor. Podemos ver claramente que não estamos preparados para realizar esta condição por nós mesmos, mas podemos pedir ajuda. E concluímos os Selichot (perdão) solicitando o poder de realizar a principal Mitzvah e aproximar as pessoas. E através do aproximar-se também chegamos mais perto da força superior, o Criador.

A pessoa não pode perceber isso sozinha, então nós trabalhamos em um grupo, que é como podemos verificar se alcançamos a conexão e doação mútua ou não. Se não, nós precisamos pedir pelo poder para nos ajudar a conectar e alcançar a unidade. Este pedido comum é chamado de oração, e é derivado de nossa conexão, do centro de nosso círculo, como um pilar que se eleva. Quando examinamos a nossa união, chegarmos aos Selichot.

Daqui, vemos que sem estudar a sabedoria da Cabalá, é impossível descobrir o que pedir, para o quê ser atraído, o propósito da criação, e como a Torá está conectada às Mitzvot do amor dos outros e o amor do Criador através de toda a ordem de correção. A sabedoria da Cabalá nos ensina a perceber a nós mesmos de acordo com o que está escrito na Torá. A única Mitzvah é subir acima de nosso ego e alcançar a conexão e unidade entre todos. Isso inclui todo o resto dentro das Mitzvot, que são correções individuais do nosso ego. O desejo egoísta é composto de 613 partes, cada uma das quais nós precisamos corrigir, começando com a mais fácil e avançando para uma mais difícil. Desta forma, é necessário efetuar 613 correções, que são chamadas 613 (Taryag) Mitzvot.

Quando ajudamos uns aos outros, finalmente alcançamos a redenção, ou seja, descobrimos o poder superior, o Criador, dentro de nossa correta conexão mútua de doação e amor. E este é o perdão antes de Rosh Hashaná. Certamente é impossível começar o Novo Ano, o novo começo, o próximo nível, para onde devemos ascender graças à nossa correção sem esclarecer tudo o que passamos. E esta é a essência do arrependimento, pedir a Luz que Reforma para nos corrigir e tornar possível alcançar uma união ainda mais forte com maior vigor.

De Kab TV “Selichot” 17/08/15

Uma Boa Hora Para Revisão

laitman_929O mês de Tishrei está chegando, um mês especial cheio de feriados. Os feriados Judaicos não estão apenas cumprindo uma obrigação tradicional; eles têm raízes espirituais, derivadas das forças da natureza que operam em ciclos, de acordo com a rotação da Terra em torno do Sol e outros motivos mais elevados.

Nós sentimos que cada dia influencia o nosso mundo com diferentes forças: um dia não é como o outro, e uma noite não é como outra; nós estamos mudando o tempo todo. Há dias mais agradáveis e melhores e há dias problemáticos.

O mês de Elul é um tempo muito bom para a revisão do que fizemos no ano passado e o que pretendemos fazer no Ano Novo.

O significado do nome “Elul” é um acrônimo, “Ani Ledodi Vedodi Li (Eu sou do meu amado e meu amado é meu)” (Cântico dos Cânticos 6:3). Nós temos que entender a demanda essencial do Criador, a força superior da natureza. “Eu sou do meu amado” significa que eu preciso me analisar este mês antes do início do ano novo, em um período especial de concentração de forças únicas dentro de nós e a nossa influência no mundo.

Nós devemos realizar o que está escrito na Torá, as obrigações que foram recebidas no Monte Sinai: “Tornar-se como um home com um coração” e “Todo Israel são amigos”. Em última análise, cabe a nós chegar ao, “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” e completar a união.

O povo não entende o que é amor. Em nosso mundo, essa palavra assume uma nuance muito impura e sexual, ou conectamos essa palavra com o amor pelos animais, árvores e a preservação da natureza.

Mas o conceito de amor aos outros significa se conectar para sentir todos os desejos dos outros e tentar realizá-los. É como a conexão de dois dispositivos; se nós os conectamos corretamente, o resultado é um único dispositivo, em que todas partes podem entender umas às outras e trabalhar juntas.

Assim é como um motor é construído, de modo que todas as suas partes trabalhem em conjunto, como os órgãos de um único corpo que se apoiam. Neste caso, é possível dizer que há amor entre eles.

A Torá está falando sobre um amor como este, sobre a conexão mútua, sobre a compreensão entre todos, quando cada um trabalha para os outros. Se todo mundo trabalha para todos, emerge um sistema perfeito, e esta é a situação que nós devemos atingir.

Primeiro, apenas uma pessoa foi criada, Adão, um desejo. Mas depois disso, este sistema foi quebrado numa multiplicidade de fragmentos que não foram capazes de se integrar com os outros. Nosso trabalho é encontrar um lugar para cada um que seja apropriado para ele, e esclarecer de que forma ele deve ser integrado com os outros. É como um quebra-cabeça gigantesco que nós devemos montar em um quadro.

Este quebra-cabeça inclui 600.000 partes essenciais chamadas “seiscentas mil almas” e uma posterior multidão de pequenos fragmentos adicionais que são inseridos entre nós. Cada pessoa neste mundo tem uma parte do quebra-cabeça global porque todos nós somos “filhos de Adão” e devemos compô-lo juntos.

Mas a principal obrigação em montar esse quebra-cabeça é imposta ao povo de Israel. Eles são os principais constituintes de todos os seus bilhões de peças. Se o povo de Israel se reunir corretamente e se conectar corretamente neste quebra-cabeça, todo o resto dos fragmentos começará a se mover e procurar o seu lugar. Finalmente, cada um vai se integrar com os outros e se integrar no quebra-cabeça.

Desta forma a humanidade vai alcançar harmonia, união maravilhosa e a correta integração global que nosso mundo exige hoje tão profundamente.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15