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Sucot: Adesão Com Um Único “Abraço”

laitman_276_03A Torá, “Levítico”, 23:33-23:36: E falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos tabernáculos ao Senhor por sete dias. Ao primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis.

Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao oitavo dia tereis santa convocação, e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; dia de proibição é, nenhum trabalho servil fareis.

O feriado de Sucot continua por sete dias; em cada um deles uma subida é realizada até os níveis espirituais de Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut.

E no oitavo dia uma reunião especial acontece, quando a pessoa recebe preenchimento pela Luz de Hassadim (Misericórdia), a Luz de amor, amizade, felicidade, compaixão, parceria e misericórdia. Isso é chamado de “abraçar a partir do lado direito”, como é dito: “A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace” (Cântico dos Cânticos 8:3).

Isto significa que Rosh Hashaná e Yom Kipur são “Sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça”, e Sucot é “e a sua mão direita me abrace”. E no último dia, no oitavo dia do feriado de Sucot, acontece um acoplamento parcial das partes masculina e feminina do Kli.

Nesse momento, o desejo da pessoa transmite iluminação através da Luz Superior, e assim, ao longo de todos os dias do festival, a revelação da grandeza da Luz de Hassadim e a grande adesão das partes masculina e feminina do desejo de “abraçar” são esperadas.

Então, cada dia do festival de Sucot é importante, os que são gastos na Sucá que foi especialmente construída sob a abóbada do céu, onde uma reunião e festa sagrada são organizadas.

A pessoa que está numa Sucá por sete dias aparentemente recebe todas as Ohrot Ha Makifim (Luzes Circundantes) corrigidas, preenchendo e empurrando-a em direção à descoberta, conexão e contato com o Criador.

E isso acontece no oitavo dia após a saída da Sucá, de modo que o oitavo dia é chamado de Simcha Torah. Torá é a Luz que corrige a pessoa e a preenche de felicidade.

Comentário: Acredita-se que todas as noites os membros do Ushpizin (convidados), os visitantes, vêm à Sucá de acordo com a ordem: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Aarão, José e Davi.

Resposta: Todos esses visitantes simbolizam as Luzes de correção em sete níveis espirituais. Eles não são figuras históricas, mas estados espirituais. Cada um dos níveis possui um carácter único, e apenas quando a pessoa passa por eles, o que significa que se corrige em sete estados diferentes, ela está pronta para a revelação do Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/06/15

Um Silêncio Especial Durante O Dia De Expiação

laitman_281_02Pergunta: O Dia de Expiação (Yom Kippur) é o dia mais especial em Israel, quando um completo silêncio é estabelecido: lojas fecham e a mídia e os transportes param. Não há nenhum outro exemplo como esse no mundo.

Há um consenso entre o povo de Israel sobre esse dia: de acordo com pesquisas realizadas no ano passado, cerca de 60% ​​dos israelenses jejuam no Yom Kippur.

Há uma atmosfera muito especial neste dia. Por que ele é tratado com tanto respeito em Israel? Por que os israelenses honram a tranquilidade e a possibilidade de refletir e examinar a alma neste dia? Como usamos este dia com um significado mais profundo para que ele afete todo o ano que vem?

Resposta: O Yom Kippur é um dia especial não porque exista um clima especial ou forças especiais sejam ativadas, que as pessoas não sentem de qualquer maneira. As pessoas, com sua atitude especial para com esse dia, o tornam tão especial. Isso não desce de cima sobre nós dessa forma.

Se o calendário não indicasse quando o Yom Kippur deve ocorrer, não o sentiríamos. Mas quando todos nós temos grande estima por esse dia, ele se torna especial.

Uma vez eu estava em Manhattan no dia de Rosh Hashaná. Outra vez eu estava na República Checa em Purim, e até mesmo nos bairros judeus não senti o tipo de clima de feriado que se sente nas ruas de Israel.

O “Dia de Expiação” (Yom Kippur) é um momento para um cálculo espiritual interno, uma reflexão e uma atitude especial. A pessoa sente que isso tem a ver com sua alma. Todo mundo tenta ser um pouco melhor, mais suave e mais calmo nesse dia, em função da sua capacidade e educação.

Mesmo aqueles que não jejuam, ainda consideram isso um dia especial. O Dia de Expiação pertence a cada um de nós e nos força a realizar um cálculo individual ao se analisar a sua alma. Mas a pessoa não pode fazer isso sozinha: somente juntos. Eu não posso julgar a mim mesmo de acordo com a força superior, o Criador.

Yom Kippur é o Dia do Julgamento de si mesmo, após o arrependimento depois do início do novo ano. Durante o novo ano, nós decidimos realizar o nosso potencial na vida e descobrir durante o ano como fazer isso e chegar mais perto desse objetivo. A pessoa revela que existe uma força superior, que controla todo o nosso mundo, uma força geral da natureza, que tem um plano e um programa preciso.

Portanto, esta força nos criou e nos desenvolve agora. Nós estamos numa rede de leis da natureza que nos ligam de todos os lados. Nós não conseguimos entender até que ponto somos controlados de cima, como bebês que sequer suspeitam que existem empresas que produzem a sua fórmula e todas as outras necessidades. Um bebê não está familiarizado com este mundo; ele só sabe que precisa gritar e que a mamãe virá e fará tudo por ele. Isso é tudo o que ele sabe fazer.

Da mesma forma, nós só conhecemos um pequeno mundo em torno de nós nesta terra, e pronto. Nós sequer suspeitamos que exista um grande sistema de forças, preparando-nos e cuidando para finalmente nos levar a certo estado de premeditação.

Tudo isso está oculto de nós. No entanto, a ciência da Cabalá explica esse processo e a força superior que o controla para nós. Nós mesmos temos que revelar essa força superior e tirá-la da ocultação, a fim de ampliar o nosso mundo.

Nós precisamos anular os limites da cápsula dentro da qual existimos e vemos todos os mundos juntos, como está escrito: “Você verá o seu mundo durante essa vida”. Na verdade, este é o nosso propósito e nossa realização como seres humanos nesse mundo.

Nós temos que revelar todo o mundo eterno e perfeito, onde o Jardim do Éden existe, em vez de apenas esse pequeno, transitório e insignificante mundo cheio de sofrimento. E nós vamos revelar esse Éden ao nos abrirmos para um grande mundo externo.

A ciência da Cabalá nos ensina que a pessoa precisa subir acima de sua natureza egoísta e se conectar com outras pessoas, removendo as fronteiras entre nós. Desta forma, nós também removemos as fronteiras entre o nosso mundo e o mundo superior, externo e eterno.

Tudo depende da anulação do nosso amor-próprio e de nos voltarmos aos outros. Se eu começar a tratar os outros como a mim mesmo, eu eliminarei todas as fronteiras e começarei a ver além das fronteiras do meu círculo habitual. Isso não é fácil e nós precisamos aprender isso, mas os Cabalistas alcançaram esse estado em gerações anteriores e saíram para o mundo externo.

A Cabalá diz que temos que realizar esse objetivo.

De KabTV “Vida Nova” 17/09/15

Yom Kippur: Descanso De Uma Noite Para A Outra

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 23:29-23:32: Quem não se humilhar nesse dia será eliminado do seu povo. Eu destruirei do meio do seu povo todo aquele que realizar algum trabalho nesse dia. Vocês não realizarão trabalho algum. Este é um decreto perpétuo para as suas gerações, onde quer que vocês morarem. É um sábado de descanso para vocês, e vocês se humilharão. Desde o entardecer do nono dia do mês até ao entardecer do dia seguinte vocês guardarão seu dia de descanso (sábado).

Como o dia começa à noite, a Torá nos ordena a observar o Yom Kippur descansando de uma noite para outra. Se uma pessoa se aproxima de um estado de expiação e perdão, o esclarece e sente corretamente, ela se recusa totalmente a fazer qualquer coisa naquele dia, porque todas as suas ações resultarão de seu ego finito. A pessoa que ainda não decidiu e tenta fazer algo, impede seu avanço e corrompe sua alma.

Por isso, se diz: Quem não se humilhar nesse dia será eliminado do seu povo. Eu destruirei do meio do seu povo todo aquele que realizar algum trabalho nesse dia [Yom Kippur], porque o desejo com o qual a pessoa poderia ter começado sua ascensão se foi e está escondido dela. Só se ela executar muitas ações diferentes que ela será capaz de ter outra chance de sentir e compreender. Essas ações a ajudam a voltar ao mesmo estado, mas com um esclarecimento diferente que é mais profundo, mais correto, e a ajuda a passar por este estado corretamente. Mas elaprolonga o seu caminho dessa maneira.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/6/14

“Segredo Para Um Ano De Sucesso” No Ynet


Segredo para um Ano Sucesso

Alguma vez você já se perguntou por que jejua? Por que vai à sinagoga no Yom Kippur? Por que veste branco? Por que pede o perdão de um amigo a quem ofendeu? Para sermos honestos, a razão é que no Yom Kippur todos nós queremos ser “não culpados” pelo menos em alguma coisa.

Aqueles que são prósperos inclusive competem quanto à soma que pagam pelo direito de ler o Livro de Jonas em público, um mérito conhecido para riqueza e sucesso nos negócios no ano seguinte. Mas será que eles entendem para que eles pagam?

A história de Jonas começa com uma missão que ele recebe de Deus para advertir o povo de Nínive que se arrependessem e mudassem o ódio infundado que sentem em relação um ao outro no amor fraternal. Hoje, a nação de Israel também tem uma missão, assim como Jonas, que não podemos fugir. É a mesma missão que temos tido desde os tempos da Babilônia, desde o tempo em que Abraão nos uniu com base no amor ao próximo, de modo que a nossa unidade será um exemplo para o mundo inteiro. Cumprir esse papel é o nosso direito de existir.

Nós experimentamos como essa lei da natureza opera ao longo da história: quando estamos unidos, prosperamos e o mundo também prospera. Quando caímos no ódio infundado, sofremos golpes e o mundo se deteriora. Nós não conseguimos estabelecer a conexão entre nós, de tal forma que não acreditamos que podemos estabelecer boas relações entre nós. Estamos cheios de aversão quando ouvimos sobre a nossa missão de ser Luz para as nações. Nós nos esquecemos de nossa missão e quando fugimos dela, a tempestade vem.

A Tempestade

Jonas foge de sua missão para um navio navegando pelos mares. Sua fuga provoca uma tempestade, e os marinheiros entendem que a razão para seu sofrimento é o judeu que está a bordo do navio. Não demorou muito antes de jogá-lo ao mar.

No mundo moderno global, as nações do mundo também nos culpam por toda crise existe. O destino da nação Israelense é inevitável. Os marinheiros na história mudam a cada vez, mas o nosso destino é o mesmo. Se não acordarmos e concordarmos em cumprir nossa missão, virá o tempo e vamos ser jogado no mar.

O Acordo

Jonas é jogado no fundo do mar e engolido por uma baleia. Quando ele termina sua busca pela alma, concorda em cumprir a missão que lhe foi dada e só depois é que o peixe o leva a uma margem segura, à Nínive.

Assim como Jonas, nós também carregamos o método da conexão. Este gene nacional nos une numa só nação e não podemos fugir dele. Quando nos conectarmos, vamos dar um exemplo de unidade a todas as outras nações. A única questão é se vamos cumprir a responsabilidade que temos, ou se, Deus nos livre, seremos lançados nas profundezas do mar, de modo que vamos concordar em cumprir o nosso papel.

Luz Para as Nações

Nosso papel é transformar o ódio infundado que sentimos em amor ao próximo. Mas em vez de ser Luz para as nações, fazemos tudo ao nosso alcance para ser como todas as outras nações. O rolo compressor da evolução, no entanto, está fazendo cada vez mais pessoas e países sentirem inconscientemente que os Judeus são responsáveis ​​por todas as dificuldades iminentes, por isso as nações do mundo não vão mudar a sua atitude em relação a nós para uma melhor, a menos que cumpramos a nossa obrigação.

Yom Kippur, que é um momento de profundo exame de consciência, é uma oportunidade de aceitar a nossa missão e decidir nos conectar e nos tornar Luz às nações. Só então a turbulência global à nossa volta vai se acalmar e toda a humanidade alcançará paz e tranquilidade e uma Sucá da paz será estendida sobre todos nós.

Um feliz ano novo a todos vocês e que possam ser assinados e selados no livro da vida.

Da Coluna do Dr. Laitman no Ynet 18/09/15

Yom Kippur: Alegria Ou Tristeza Universal?

Dr. Michael Laitman A Torá, “Levítico”, 23:26-23:28: Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor. E naquele mesmo dia nenhum trabalho fareis, porque é o dia da expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.

A contagem dos meses no trabalho espiritual começa em Pessach (Páscoa Judaica). O sétimo mês a partir de Pessach se correlaciona com Malchut, à sétima Sefira que vem depois Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod e Yesod. A décima e última Sefira em Malchut (Malchut de Malchut), que simboliza o décimo dia do mês, é Yom Kippur, quando a pessoa chega ao ponto mais baixo de sua natureza e eleva a oração dali. Isto significa que ela chega a um estado que não está em seu poder se corrigir por si mesma, então simplesmente se desprende e faz tudo o que está em seu poder para elevar um pedido de correção.

É um dia de alegria, quando eu tenho algo para o qual me virar e alguém a quem recorrer (a força superior) com este pedido. Eu posso realmente fazer isso desde que eu tenha atingido o ponto mais baixo por minhas ações. Em outras palavras, eu alcancei o último estado através dos meus esclarecimentos e pesquisa psicológica interna por quem eu sou, o que sou, no sentido de que minhas ações são destinadas, e o que estou vivendo. Eu descobri que é totalmente egoístico e que não existe qualquer conexão com os outros dentro deste estado.

Neste momento eu só posso gritar, e este é um ponto de expiação e perdão onde sinto minha natureza como o odioso ego e quero me separar dele com todas as minhas forças. Eu não quero usar o ego quando se trata de comida, água, ou quaisquer ações, e não posso superá-lo. A única coisa que posso fazer é elevar uma oração à força superior para que Ele me corrija. Este é o sentido da minha solicitação.

Nós podemos chegar a um estado de expiação e perdão a qualquer momento, independentemente da data do calendário do Yom Kippur. Isso acontece quando a força superior pode realizar correções em mim. Só Ele pode me ajudar; eu não posso me corrigir, mas posso pedir a Ele essa correção.

Comentário: Tudo o que acontece no mundo espiritual é o oposto de tudo o que há no mundo corpóreo, porque para nós, Yom Kippur é um dia de luto universal e não um dia de alegria.

Resposta: No passado, o estado do Yom Kippur era compreendido corretamente, mas durante os 2.000 anos de exílio, temos atribuído isso aos nossos próprios sentimentos e combinamos os nossos sentimentos com este dia. Na verdade, é um estado de alegria, porque todos os feriados são alegres.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 18/06/15

O Significado Secreto De Rosh Hashaná


Os feriados judaicos estão muito além de apenas observar tradições. Eles estão entrelaçados com o tempo presente muito mais perto do que pensamos.Os feriados judaicos são uma trajetória do destino da nação, um eletrocardiograma de nosso batimento cardíaco comum.

Os símbolos dos feriados judaicos transmitem as informações que de outra forma seriam perdidas nos labirintos impenetráveis ​​da história ou distorcidas além do reconhecimento. A importância dos feriados judaicos se estende muito além! Os nossos feriados entregam mensagens não só sobre o nosso passado, mas também sobre o nosso futuro.

5776 anos Atrás

O primeiro dos feriados judaicos de Outono, Rosh Hashaná (a cabeça do ano), é o Ano Novo Judaico. Apareceu no povo no momento que as pessoas sentiram uma aspiração pelas coisas que estão além de sua rotina diária.

O nome do primeiro ser humano é Adão. Ele foi a primeira pessoa que pensou sobre o sentido da vida. O dia que Adão percebeu seu forte desejo de saber qual era o seu propósito na vida é marcado no calendário Judaico como Rosh Hashaná. É bem possível que ele seja o único evento na história antiga para o qual é conhecida a data exata. Foi o que aconteceu no dia 1º de Tishrei (setembro-outubro), 5776 anos atrás.

Desde então, Rosh Hashaná não é apenas um dia no calendário; ao contrário, é um marco de desenvolvimento. Neste dia nós fazemos um relatório honesto com nós mesmos sobre como vivemos e o que deveríamos atingir durante o ano anterior e sobre o julgamento vindouro.

Chegar à Essência

Hoje, quando o mundo inteiro está sobrecarregado com uma nova onda de antissemitismo, é essencial compreender o que nos espera no futuro. Como nunca antes, é crucial de uma vez por todas quebrar esta espiral de séculos de exílio e sofrimentos insuportáveis ​​que acompanharam o povo Judeu ao longo da história. A história do profeta de Jonas é sempre lida no Yom Kippur (Dia do Perdão). Ela nos ajuda a compreender melhor a situação em que estamos agora. Nós vamos chegar à esta história um pouco mais tarde.

À Mesa Festiva

Rosh Hashaná simboliza a nossa aspiração por valores superiores, uma existência benevolente, compartilhando e cuidando do outro. É por isso que há uma tradição de comer cabeças de peixe. Ela simboliza a nossa inclinação de estar à frente de todas as mudanças positivas.

A romã com suas muitas sementes suculentas lembra que também somos como “sementes” e que é tempo de “amadurecermos”. Nossa unidade deve resultar de nossos esforços conjuntos. Isso nos dará um novo impulso qualitativamente.

Nós mergulhamos fatias de maçã, um símbolo antigo das “transgressões”, ou seja, separações entre nós, em mel para “adoçar” (corrigir) a falta de unidade entre nós.

Como podemos alcançar essa unidade não por medo, problemas ou desespero, e sinceramente desejar se aproximar uns aos outros? Como podemos sentir como todos nós somos uma família, não só durante as guerras que nos obrigam a nos manter involuntariamente juntos, mas também no tempo de paz? Para isso, cada um de nós tem que subir acima do próprio interesse para equilibrar nossa natureza fragmentada ao aspirar estabelecer relações positivas, boas entre nós. Isso é exatamente o que os Cabalistas querem dizer quando se chega à descrição dos feriados judaicos.

Yom Kippur

Yom Kippur vem depois de Rosh Hashaná, e para os judeus este é o dia mais sagrado do ano. Neste dia, jejuamos e oramos. E a parte principal da oração é a leitura do livro do profeta Jonas. Na verdade, o código para a salvação da humanidade está escondido neste livro, embora o enredo da narrativa se assemelhe a um romance de aventura.

Jonas recebe uma tarefa do Criador: ele deve ajudar os habitantes da cidade de Nínive a superar o ódio mútuo e aplicar o princípio “Ama ao próximo como a ti mesmo”.

Em seu tempo, o patriarca Abraão percebeu essa ideia e estabeleceu o povo Judeu em sua base. Como ele conseguiu isso é um assunto separado em si mesmo. Agora outra coisa é importante: o povo Judeu conseguiu fazer algo que, em princípio, é impossível.

O que teria acontecido à raça humana se Abraão não tivesse tido a previsão mais elevada e permanecessem em Ur, se tivesse mantido suas ideias para si mesmo e não tivesse criado qualquer povo Judeu exclusivo? Sem dúvida, o mundo sem os Judeus teria sido radicalmente diferente do mundo de hoje”. (Paul Jones, historiador Inglês)

Hoje, mais do que nunca, não só os Judeus e Árabes, Russos e Americanos, mas todo o mundo requer, se não o amor, pelo menos uma compreensão mútua elementar. Mas hoje, como no passado, ideias semelhantes são inequivocamente aceitas como completamente impraticáveis. Portanto, não é surpreendente que Jonas decidiu fugir, atravessando o mar. Parecia-lhe que desta forma poderia fugir da tarefa que foi imposta a ele.

Nós também, como Jonas, às vezes tentamos nos refugiar na rotina diária dos grandes problemas “inexpugnáveis”. Outros vão lidar com eles e nós vamos lidar com o nosso. Mas desde tempos imemoriais, um lembrete vem que há uma missão especial para os Judeus, e é impossível escapar disso.

Todos Nós Estamos no Mesmo Barco

O navio em que Jonas navegou foi pego numa violenta tempestade. Os marinheiros trabalharam duro para sobreviver: Eles jogaram tudo o que não era necessário ao mar, oraram a seus deuses, e, compreensivelmente, começaram a procurar de quem era a culpa. Enquanto isso, Jonas vai dormir, como se tudo o que estava acontecendo não lhe dizia respeito.

Só então, não tendo escolha, ele admitiu que tinha fugido da tarefa que foi imposta a ele e pediu que os marinheiros o jogassem no mar. Isto significa que Jonas já estava pronto para morrer, só assim não teria que realizar o que lhe foi designado. Mas mesmo isso não ajuda. Um peixe gigantesco engoliu o fugitivo, e três dias no ventre do peixe o obrigaram a concordar em realizar a tarefa estabelecida.

Hoje, quando o mundo se tornou uma “aldeia global”, todos nós estamos aparentemente navegando em um barco em um mar tempestuoso, e as nações do mundo, os “marinheiros”, culpam todas as crises, guerras, problemas e desastres no “único judeu” a bordo, o povo Judeu.

Imersos em negócios diários, tentando não notar que as nações do mundo nos odeiam cada vez mais; nós esperamos que tudo vá de alguma forma se acalmar por si só. Mas cada nova onda de antissemitismo mostra mais claramente que nosso destino é tão inevitável quanto foi o destino do fugitivo responsável pelo início da tempestade. E se a tripulação do barco primeiro tentou salvar Jonas, hoje, “os marinheiros do navio mundo”, estão apenas esperando o momento certo para nos lançar ao mar. Nós sequer precisamos pedir este “favor” deles.

O Início das Mudanças

Os feriados Judaicos são mais do que apenas história. Os Cabalistas os estabeleceram em seu tempo e através dos símbolos dos feriados transmitiram a sua mensagem para nós, seus descendentes. A mensagem toca diretamente o destino do povo Judeu.

Rosh Hashaná aponta para a necessidade do desejo de valores mais elevados e o estabelecimento de boas relações humanas.

Yom Kippur nos lembra que a fuga de realizar essa função não pode continuar para sempre. Em qualquer caso, devemos adquirir esses valores e passar tudo isso para os outros povos, ainda que, como Jonas, não queiramos isso.

Nós vemos hoje como o ódio entre as pessoas e entre as nações, polui o nosso planeta mais e mais. Tudo o que fazemos, de uma nova tecnologia à revolução social, em última análise, leva a uma nova catástrofe e faz com que a hostilidade entre as pessoas seja mais aguda.

Este problema só pode ser resolvido com a ajuda do povo Judeu. Afinal de contas, a ideia de unidade, igualdade e garantia mútua (Arvut) é a sua fundação. As pessoas que seguiram Abraão viveram de acordo com a lei do amor, com um sentimento de proximidade com o outro.

O mundo não está esperando descobertas científicas e realizações em literatura e arte dos Judeus, o mundo está esperando o povo judeu alcançar a unidade, e ao fornecer um exemplo para o resto das nações, o método de Abraão será transmitido a elas. E isso vai trazer paz e tranquilidade a todos os povos, que irá libertar os Judeus do antissemitismo e colocar um fim em todas as suas angústias.

De”Feriados. Rosh Hashaná” 06/08/15

Rosh Hashaná É O Nascimento De Adão

laitman_744Todas as nações do mundo comemoram o ano novo como um feriado terreno comum. Ele só é especial para os Judeus. Nós celebramos a criação de Adão. Esta é uma data muito significativa.

O mundo foi criado cinco dias antes do Ano Novo (Rosh Hashaná). Adão foi criado no dia do Ano Novo, na quinta hora do início da sexta-feira.

Todas as datas significativas do calendário judaico não designam feriados materiais, mas sim vários atos espirituais, incluindo a criação do mundo e a criação de Adão. Eles foram os únicos que deram ao nosso povo a direção geral do avanço à meta.

Adão é a alma, isto é, uma estrutura de poder, uma rede de forças que supostamente existe em algum lugar no espaço e representa o análogo do Criador.

Isso foi criado desde cima pela força superior: a força de bondade, amor e doação. Portanto, a estrutura em si está no mesmo estado de doação, amor e misericórdia para consigo mesma, e é um “casulo” interno e autossuficiente que existia por si mesmo; não tem a necessidade de se desenvolver.

Para forçar essa estrutura a se desenvolver, houve uma necessidade de agitá-lo de alguma forma, introduzir um elemento de interferência, influências externas afiadas. Isto foi feito com a ajuda do sistema adicional chamado Chavah ou Eva. Ele mudou o equilíbrio interno de Adão e, como resultado, essa estrutura se rompeu desde dentro.

Como exemplo, quando as duas partes em uma bomba atômica se aproximam significativamente uma da outra, isso desestabiliza o equilíbrio. Em consequência, a massa crítica começa a aumentar e o decaimento radioativo começa levando à explosão nuclear.

Por exemplo, quando há um desequilíbrio na bomba atómica, como resultado da excessiva aproximação entre as duas metades, a massa crítica é aumentada e começa a autodestruição, que leva a uma explosão nuclear.

O mesmo aconteceu aqui. Acontece que nós celebramos a queda. Alguém poderia dizer que deveríamos estar de luto, jejuar, chorar e cobrir a cabeça com cinzas.

De modo algum, nós celebramos porque essa quebra nos permite nos reunir a partir das partes de Adão e Eva e chegar ao estado similar à força superior que os criou, e nós podemos tornar-nos iguais à força superior na perfeição e eternidade.

Por isso, nós corrigimos o que o Criador propositadamente quebrou para nós, semelhante à forma como os pais desmontam um quebra-cabeça para o seu filho para que ele fique mais esperto enquanto o reúne. Através desta ação é necessário ver que o Criador preparou isto para nós e está nos tratando com amor, querendo que cheguemos à Sua perfeição, tornando-nos iguais a Ele.

É por isso que nós celebramos esta oportunidade que nos foi dada como um feriado. Este é o Ano Novo.

De Kab TV “Feriados. Rosh Hashanah” # 1, 06/08/15

Intenção Geral Para O Ano Novo

Laitman_931-01Ano Novo em hebraico é chamado de Rosh Hashanah, que significa a cabeça do ano, o seu início. O ano a nossa frente depende de como nós o iniciamos, que objetivos vamos definir, que intenções temos, dos nossos planos.

É por isso que temos que entender claramente por que precisamos deste ano, por que existimos, e o que realmente precisamos alcançar.

Felizmente, nós vivemos num mundo que nos demonstra sua inutilidade e insignificância absoluta. É por isso que é muito mais fácil para nós navegarmos nele do que há 100 ou mesmo 50 anos atrás.

O que podemos desejar a nós mesmos para o novo ano? Nós vemos como ao longo da história a humanidade tem errado constantemente. Nós tentamos fazer alguma coisa e erramos; tentamos novamente e novamente perdemos, e tem sido sempre assim.

Nós não conseguimos dar um passo certo. Na sabedoria da Cabalá isso é explicado de maneira muito simples: a humanidade não conhece seu passado, de onde veio, e para onde está indo.

A ideia é que nós descemos do mundo de Ein Sof (Infinito) para o nosso mundo, e agora temos que subir de novo. Mas não estamos cientes da descida nem da futura subida, e por isso estamos num estado lamentável.

A Cabalá nos diz que se quisermos ser diferentes, temos que trabalhar na unidade de nosso povo, ou seja, no que Abraão fez no passado na antiga Babilônia, quando chamou todos que estavam interessados ​​em se unir e reuniu-os num único grupo chamado povo de Israel.

Israel significa “Yashar-El” (direto ao Criador) e também “Li-Rosh” (eu tenho uma cabeça), ou seja, que estou indo primeiro com a cabeça. Rosh Hashanah significa a mesma coisa: primeiro a cabeça.

Isso significa que eu começo a entender que sempre vou estar errado e receberei um golpe a cada passo à frente, mesmo com o menor passo, se não souber o programa da criação e a maneira que ele está me guiando.

Esse caminho está oculto de uma pessoa comum, e se eu não progredir para onde a natureza está me levando, mas na direção oposta, a natureza vai me arrastar de volta pelo pescoço e me empurrar na direção certa. Este é o caminho do sofrimento. Uma correção como essa é muito cruel.

Portanto, cabe a nós entender o programa da criação e começar a aplicá-lo corretamente; isto é o que a sabedoria da Cabalá nos ensina.

A aplicação é muito simples; é resumida pela conexão e unidade. Isto foi dito ao povo no momento da recepção da Torá no Monte Sinai: “Vocês querem ser como um povo com um coração, estar em total Arvut (Garantia Mútua) para isso, não fazer ao seu amigo o que é odioso a você e amar o amigo como a si mesmo?”.

Todas essas Mitzvot (mandamentos) lidam com o nosso povo, dentro do qual precisamos nos unir corretamente. E na conexão entre nós, descobrimos o Criador, o mundo superior, o próximo estágio do nosso desenvolvimento. Quanto mais nos unirmos, mais subimos acima do nosso mundo e começamos a sentir o próximo nível de existência, a próxima dimensão.

Em princípio, este é o nosso papel. A Cabalá dá instruções precisas sobre como fazer isso e nos ensina de acordo com as fontes Cabalísticas originais.

Eu espero sinceramente que o ano velho que terminou nos ensine como tratar corretamente o novo ano, e que deste dia em diante aprendamos a nos direcionar ao desenvolvimento claro e correto em harmonia, na conexão e união entre nós.

Se o povo judeu fizer isso, ele influenciará positivamente o mundo inteiro, aniquilará o antissemitismo, e levará a humanidade à prosperidade, elevando-a ao próximo nível de existência. Tudo depende de nós; só nós determinamos o futuro do mundo.

Vamos fazer isso para que este novo ano seja bom como nos foi determinado desde cima, de modo que possamos levar o mundo inteiro ao novo estado, e, como está escrito na Torá, nos tornemos uma Luz para as nações e nos entendamos da melhor maneira. Este é o nosso destino. Vamos subir neste ano ao nível da eternidade e plenitude.

De KabTV “Feriados. Rosh Hashanah” 06/08/15

Feliz Ano Novo

Laitman_715Adão descobriu o segredo da vida 5.776 anos atrás e o fato de que o homem pode descobrir o mundo superior enquanto vive neste mundo. Ele ensinou aos seus alunos, e vinte gerações mais tarde, Abraão veio e completou os ensinamentos de Adão e transformou-o num método que era vital para toda a humanidade em seus dias.

Abraão foi o primeiro que realmente implementou os ensinamentos de Adão. Ele reuniu os antigos babilônios em torno dele e lhes disse a razão de sua vida ser tão difícil e por que houve tantos problemas após a construção da Torre de Babel, quando as pessoas deixaram de se entender.

Abraão disse que era possível subir acima do nosso ego e construir uma vida maravilhosa para todos, porque este método nos permite chegar mais perto um do outro. As pessoas compreenderam que a sua vida seria melhor se elas se tratassem de uma maneira mais agradável, mas não conseguiram superar o ódio que sentiam.

O grupo de Abraão que implementou o método cresceu e se tornou conhecido como Israel. Mil e quinhentos anos após, da época de Abraão até a destruição do Templo, o povo viveu na realização da força superior, enquanto viviam neste mundo, tendo adquirido a vida espiritual superior.

Eles viviam de acordo com a lei do “Ama teu próximo como a ti mesmo”, mas chegou o momento quando eles caíram deste nível superior, e em vez do amor fraternal, sentiram um ódio mútuo infundado. Isso é chamado de destruição do Templo.

Se a nação de Israel se unir novamente, eles vão se sentir como se vivessem no Paraíso. Isto é possível, e não há necessidade de morrer para conseguir isso. Nós simplesmente precisamos nos conectar de acordo com o método da sabedoria da Cabalá, que é muito simples. Façamos isso, e vivamos uma vida pacífica e maravilhosa, uma vida segura e tranquila.

Comentário: É difícil de acreditar que a nação de Israel possa se unir, porque ela é a nação mais dividida com muitos ramos e facções diferentes.

Resposta: Essa divisão é típica da nação de Israel, pois a vantagem da Luz a partir da escuridão é revelada. Nós somos hostis um com o outro, porque temos que sentir o quanto precisamos do método de conexão e unidade, ou seja, a sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá fala somente da conexão e unidade. Todos os feriados, costumes e mandamentos da Torá referem-se à conexão e unidade entre nós.

Yom Kippur simboliza a disseminação do método de correção em todo o mundo. Afinal, a nação de Israel é obrigada a ser “uma Luz para todas as nações”, primeiro para conectar uns com os outros e, depois, liderara a unificação de todo o mundo.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15

Quem É O Culpado Pelo Pecado De Adão?

Dr. Michael LaitmanA descoberta do mal é chamada de “o pecado de Adão”. Mas, esse não foi de fato um pecado, pois o próprio Criador diz que Ele criou a inclinação ao mal. Isto significa que Adão não pecou; ele só descobriu o pecado, o seu mal, a natureza egoísta.

Desde o início fomos criados com uma natureza como essa, para que pudéssemos ter a oportunidade de subir acima dela, e a partir deste mal, tornar-se consciente do bem, o Criador. É impossível descobrir isso sem essa natureza, “Como a vantagem da Luz sobre a escuridão” (Kohelet Rabá 2:13).

No Ano Novo (RoshHashaná) nós celebramos a oportunidade de nos elevarmos e atingirmos a força superior, o Criador, para nos tornarmos Adão (homem), ou seja, aquele que se assemelha a Ele. Isso está dentro do poder de todos, pois Adão foi simplesmente o primeiro quem fez isso. Como se diz, “porque todos Me conhecerão, do menor ao maior deles” (Jeremias 31:33), e “… porque minha casa será chamada de casa de oração para todos os povos” (Isaías 56: 7). Portanto, Adão é uma imagem que é relevante a toda a humanidade.

Se durante esse feriado nós fizermos a conta correta do ano passado, nós esclarecemos que ainda não alcançamos a correção e que não subimos com toda a humanidade para o ápice da nossa existência, o mundo espiritual, o nível de assemelhar-se ao superior, o poder eterno e perfeito. Para isso, nós pedimos perdão, ou seja, julgamos a nós mesmos que poderíamos ter descoberto a nossa inclinação ao mal e corrigi-la, subindo acima dela e nos unindo, mas não fazemos isso. Por isso, nós pedimos no início do ano que recebamos o poder que torna possível nos corrigir e atingir o objetivo da criação.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 06/09/15