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Chanucá 2015: Uma Luta Existencial

Laitman_631_4Comentário: Durante a cerimônia de acendimento das velas de Chanucá no Muro das Lamentações, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse: “Israel é uma tocha na escuridão. Uma grande escuridão nos rodeia e aqui em Jerusalém, na nação de Israel, nós elevamos o milagre da independência da humanidade, em honra da humanidade, pelo direito do povo de Israel de viver livremente na sua terra e na sua cidade, a mesma cidade que os Macabeus libertaram. Essa luta continua mesmo em nossa geração. Em cada geração eles se levantaram para nos eliminar e em cada geração o Santo, Bendito seja Ele, nos salvou de suas mãos, desde que nos apegamos à bandeira e tocha, e até mesmo à espada de Israel “.

Meu Comentário: Chanucá é uma batalha dos apoiadores da união do povo judeu como uma ideologia e como o único meio de nossa salvação. Especificamente através da unidade, o poder superior é despertado em nós, e Abraão criou o povo judeu exatamente através da unidade na antiga Babilônia, de modo que a nossa existência depende da nossa unidade. Mas quando nos separamos, nos dispersamos, e nós já vimos isso por 2000 anos, especialmente em nosso tempo. Benjamin Netanyahu pode reivindicar qualquer coisa que queira, mas até hoje, em Israel não há nenhuma nação ou povo. De acordo com a definição natural e histórica, o povo e a nação só podem existir quando estamos unidos por uma única ideologia, um único objetivo, uma compreensão da nossa existência e seu significado.

Assim, o milagre de Chanucá aconteceu. Isso é o que aconteceu na história e é isso que deve acontecer agora, mas isso não está acontecendo porque não estamos unidos.

Nós precisamos entender por que estamos conduzindo guerras intermináveis ​​com escudo e espada na mão em vez de segurar uma Menorá de sete braços na nossa mão e trazê-la ao mundo. A Menorah simboliza a unidade do povo de acordo com a ideologia do “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Mas nós não temos essa unidade.

Não temos tal política; não há nenhuma ideologia como essa e não há educação do povo como essa que coloque o objetivo de fornecer a educação do método de união. Ela não existe em lugar algum: nem na vida privada ou na sociedade.

Judeus de diferentes países, com diferentes visões de mundo, convivem em Israel, e de forma alguma eles se consideram um povo único, unido. Eles podem dizer: “Nós somos um povo”, mas seu sentimento vem do fato de que estão cercados por inimigos que os forçam a se defender. E neste estado de autodefesa, eles se sentem como um povo. É especificamente o inimigo que os une e não um desejo interior pelo outro. Por isso, é graças aos nossos inimigos que nos pressionam que ainda existimos; sem eles não teríamos sido um povo judeu há muito tempo. Se eles parassem de nos pressionar externamente, deixaríamos de existir como povo.

Isso é um paradoxo! Pois, por outro lado, pareceria que se uma pressão fosse aplicada, todo mundo fugiria em todas as direções. Não! Aqui eles não vão fugir. Aqui, como ovelhas, eles se amontoam para escapar dos lobos.

Porém, será que essa é a única maneira que podemos existir como um só povo e ainda transmitir a ideologia da nossa unidade ao mundo inteiro, que é tão necessária agora?

Portanto, não devemos apenas ter um escudo e uma espada, mas também a consciência de que estamos lutando pelo bem da unidade. Assim, o escudo e a espada se tornarão a Menoral de Chanucá.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 08/12/15

A Fórmula Simples Do Milagre De Chanucá

laitman_936Pergunta: Como é possível que um pequeno jarro de óleo suficiente para um dia tenha durado oito dias? Afinal, você não disse que não há milagres?

Resposta: Não foi um milagre, porque quando nos movemos para o próximo nível, outras leis operam lá. Não é possível que um pequeno jarro de óleo queime durante oito dias. Nós vemos isso inclusive em nosso mundo. À medida que nos desenvolvemos, aprendemos a extrair energia de fontes que anteriormente éramos incapazes de usar, ou usamos as fontes conhecidas de forma mais eficiente, com uma nova qualidade. Quem teria pensado que um quilograma de certo material, como por exemplo o urânio, poderia ser mais eficiente energeticamente do que uma montanha de carvão?

Pergunta: Então, qual é o segredo aqui? Como pode um pequeno jarro de óleo ser feito para queimar por oito dias?

Resposta: Isso acontece graças à nossa conexão. Nós adicionamos nossa união integral a essa energia de combustão, em vez da energia de uma pessoa.

Ao nos unirmos, ascendemos do nosso fechado mundo mortal, delimitado pelas três coordenadas de tempo, espaço e movimento, para o mundo do Infinito. Não é apenas um aumento de oito vezes, como no milagre de Chanucá; nós subimos para um mundo Infinito.

Eu sou um cientista, eu quero saber, devido a que podemos multiplicar nosso mundo até as dimensões infinitas? É somente através da nossa conexão. Dessa forma, cada um se torna mestre de todo o mundo integral em vez de um único ponto. Eu me conecto com sete bilhões de pessoas, e você também, e ele também, e também cada um de nós. Portanto, ao invés de estar sozinho, eu estou com sete bilhões, e cada um deles está conectado com todos os sete bilhões.

Nós estamos conectados, aumentando ao mesmo tempo o poder da nossa unidade. Qualquer um que alcance a intensidade da conexão, se conecta com aqueles que também estão conectados com os sete bilhões, e assim nós multiplicamos nosso poder infinitamente.

Finalmente, nós nos tornamos uma esfera com um número Infinito de conexões e cada conexão obtém a unidade de energia e a compreensão mútua de vida. É assim que ascendemos ao mundo do Infinito.

Essa é uma simples fórmula matemática. Portanto, não é um milagre. O milagre está em apenas uma coisa: que um judeu comum que ouve sobre isso agora vai querer tentar implementar essa unidade pelo menos um pouco.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 06/12/15

A Vela De Hanukkah, Um Símbolo Da Luz

Pergunta: Por que queimar velas é o símbolo de Hanukkah? Nós também acendemos velas em outros feriados, e acender velas é basicamente parte de muitas culturas.

Resposta: Uma vela é um símbolo da luz, um símbolo da força física e espiritual que nos enche e nos ajuda a sentir que estamos além dos limites deste mundo, no espaço ilimitado.

Esquecemos o nosso corpo e não sentimos que ele nos limita, é como se nós estivéssemos flutuando no ar.

Pergunta: Por que é um costume adicionar uma vela cada dia de Hanukkah de modo que haja, em última análise, oito velas?

Resposta: Eu recebo uma nova Sefira a cada dia que passa, um novo nível espiritual de Malchut a Biná. Hanukkah não é o fim do nosso desenvolvimento ainda, mas apenas parte dele. Esta é a razão porque é chamado de “Hanukkah”, decorrente das palavras hebraicas “estacionar” e “aqui”.

É assim que atingimos parte do mundo espiritual, uma parte relativamente pequena disto, livre da interferência dos “gregos” dentro de nós e interligados. Então, há outra parte da correção de Hanukkah para Purim. Em Purim, alcançamos o fim completo da correção e ganhamos o controle de todo o mundo. [Leia mais →]

O Milagre De Chanucá, Parte 2 – O Milagre Deve Acontecer!

laitman_944Pergunta: O que simboliza o milagre do feriado de Chanucá?

Resposta: Se nós estamos conectados uns com os outros, descobrimos um sistema chamado “alma” entre nós, no qual se revela a força superior. Esse sistema é eterno, e quando o descobrimos, nos sentimos conectados com o fluxo da vida eterna e permanente. Nós já não morremos, mas existimos num mundo eterno e perfeito.

Após o primeiro milagre – o qual é chamado de êxodo do Egito e que nos revelou a realidade eterna e perfeita que existe além da nossa visão física e temporal – de repente o nosso ego retornou e nos escravizou. O ego nos fez voltar novamente para o corpo bestial, de modo que só esse mundo infeliz é visto por ele.

Aqui acontece uma luta entre nós para restaurar a nossa conexão construída de acordo com o método de nosso patriarca Abraão, tornando-a ainda mais forte. Se nos conectamos, nos elevamos acima das forças do mal e entramos novamente na consciência do mundo superior, que é eterno e perfeito. Isso se chama a guerra dos Macabeus contra os gregos (helenistas).

Os gregos são essas forças dentro de nós que nos separam. Por exemplo, a força de rejeição entre eu e você, entre todos os judeus na terra de Israel, nos obriga a brigar, cortar a frente dos outros nas estradas, e se esforçar em ter sucesso à custa dos outros. Essa força estranha está localizada entre nós; portanto, vamos extirpá-la, destruir e removê-la, conectar e nos transformar como um homem em um só coração.

A força dos gregos não nos deixa sentir que estamos perto uns dos outros, prontos para ajudar uns aos outros. É contra a unidade do povo de Israel. Os “gregos” são as forças de separação entre nós e não pessoas que viviam na Grécia. Se começarmos a lutar com essas forças do egoísmo, podemos alcançar o sucesso com a ajuda da força superior que nos possibilita derrotá-los e unir.

Quando nos unimos, nós sentimos que um milagre aconteceu, e nós são preenchidos com a Luz Superior, com maior vida espiritual. Toda a nossa vida anterior sobre esta terra era apenas para implementar esta ascensão espiritual interno.

Pergunta: Será que tudo isso depende apenas de nossas relações mútuas?

Resposta: Apenas disso. Toda a Torá fala apenas disso, da nossa unidade. Vamos fazer um exercício como esse em Israel: ao longo dessa semana de Chanucá, vamos ser um pouco mais amáveis para com o outro e esperar um milagre.

O milagre deve acontecer! De repente, um salto para um novo nível vai acontecer, e para além deste mundo, nós vamos começar a sentir o mundo superior no qual também existimos, mas não percebemos com nossos cinco sentidos. É possível sentir o mundo superior apenas com a condição de que nos unimos entre nós.

Pergunta: O que é o mundo superior?

Resposta: É uma nova realidade que se faz sentir aqui e agora. Agora, nós estamos vivendo simplesmente numa área geográfica, e, depois, o próximo nível nos é revelado.

O milagre de Chanucá é um símbolo disso, que nós podemos atingir alguma Luz em nossas vidas que nos faz avançar e nos possibilita ver o mundo de ponta a ponta, enchendo-nos com alegria eterna aqui e agora. A chave para tudo isso é se unir pelo menos um pouco.

Este pequeno jarro de óleo é essa Luz que chega às nossas vidas se conectamos com outras pessoas.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 06/12/15

O Milagre De Chanucá, Parte 1 – Você Acredita Em Milagres?

laitman_572_03Pergunta: Nós estamos celebrando Chanucá para comemorar o milagre que ocorreu durante a guerra dos Macabeus, quando o jarro de óleo forneceu óleo suficiente para acender a Menorá por oito dias em vez de apenas um. Você acredita em milagres?

Resposta: Não, eu não acredito em milagres. De acordo com a sabedoria da Cabalá, um milagre é um assunto científico sério, não como nós o percebemos em nosso mundo. A força superior não faz milagres e não faz nada que seja sobrenatural e que ultrapasse os limites de “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”.

Todos os milagres são apenas em relação a nós. O sistema funciona de acordo com leis rígidas que operam tudo, desde o princípio da criação até o seu fim. Nós temos que aprender essas leis e, assim, os fenômenos que encontramos no sistema não vão parecer milagres para nós.

O primeiro milagre, por exemplo, é o milagre do êxodo do Egito. As pessoas queriam se conectar, mas não conseguiam fazê-lo porque uma força as separava. Essa força é chamada de Faraó, seu egoísmo.

Elas queriam ser como um homem em um só coração, como Abraão lhes havia ensinado na antiga Babilônia, de modo que o amor cobrisse todos os pecados, mas seus esforços foram em vão. Depois de sete anos de saciedade, vieram sete anos de fome, até que houve um milagre que lhes permitiu escapar do Egito e do domínio do Faraó.

A mesma coisa está acontecendo hoje na era do avanço tecnológico, quando começa o desenvolvimento acelerado da tecnologia, cultura e educação. Em primeiro lugar, parece que ela nos oferece oportunidades sem precedentes e todos aspiram ao sonho americano: uma carreira maravilhosa, ciência, e a promessa de revelar todos os horizontes.

Mas, de repente, descobrimos que atingimos um estado totalmente diferente do que foi sonhado. O sonho americano estourou como uma bolha, e o mundo inteiro se encontra numa banheira de hidromassagem que nos arrasta mais e mais profundamente para o fundo. Esse é o fim dos sete anos de saciedade e o início dos sete anos de fome.

Eu também senti como se estivesse vivendo nos sete anos de saciedade nos anos 60 e anos 70, quando acreditava que os horizontes estivessem abertos diante de mim. Mas depois eu descobri que a ciência na qual estou envolvido não fornecia quaisquer respostas às minhas perguntas sobre o sentido da vida e o propósito da vida.

Assim, os sete anos de fome começaram e eu comecei a procurar uma maneira de reviver a mim mesmo, a procurar o sentido da minha vida, o propósito de vida e o que poderia dar aos meus filhos. É assim que encontrei a sabedoria da Cabalá, e isso é um milagre, assim como o milagre do êxodo do Egito.

Um milagre é quando uma pessoa que não tem nenhuma maneira de descobrir o sentido de sua vida numa maneira comum, de repente recebe uma Luz especial, uma força extraordinária, que brilha sobre ela, abre o seu coração e a mente, e revela que essa vida tem um objetivo e que ela faz parte de um processo especial.

Esse milagre que abre uma nova vida para ela é chamado de êxodo do Egito, e isso tem que acontecer na vida de todos, até certo ponto.

A pessoa escapa do Egito, de seu egoísmo, ao adquirir o atributo de doação, a força de conexão e unidade, e começa a implementá-lo. Mas, depois, seu egoísmo entra em erupção novamente e ela precisa novamente de um milagre, a fim de superar o egoísmo, e dessa vez é o milagre de Chanucá.

Pergunta: Como eventos que ocorreram em tempos antigos, como o exílio no Egito e no tempo da guerra dos Macabeus, estão relacionados com o nosso tempo?

Resposta: É dito: “as ações dos pais são um sinal para os filhos”. Isso significa que o que aconteceu com nossos antepassados ​​também vai acontecer com cada um de nós.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM 06/12/15

De Yom Kippur A Purim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós jejuamos no Yom Kippur (Dia do Perdão)?

Resposta: No Yom Kippur nós nos limitamos com cinco tipos de restrições, não só comer. Todas as restrições se aplicam à recepção de prazer, mas nós queremos dar e não receber.

Yom Kippur simboliza a nossa vontade de realizar nossa missão e as mesmas restrições que estamos prontos a fazer para nos unirmos entre nós e unirmos o mundo inteiro.

Dessa maneira, descobrimos os nossos desejos egoístas não corrigidos. Depois de tê-los examinados, nós nos arrependemos e os lamentamos durante os Dez Dias de Arrependimento, do início de Rosh Hashaná até Yom Kippur, esclarecendo quanto esses desejos não são corrigidos. Depois, nós temos a promessa de nos corrigir, mas a correção final acontece em Purim.

De Yom Kippur até Chanukah nós corrigimos nossos desejos de doação, ou seja, a primeira parte (mais fácil) do nosso ego. Assim, este feriado é chamado de “Chanu-Kah” (acampe aqui), ou seja, uma interrupção, um descanso.

De Chanukah até Purim nós corrigimos os maiores desejos. Purim corresponde ao Yom Kippur (“Ki-pur” significa “como Purim”). Isso significa que em Yom Kippur já estamos nos preparando para Purim, para a correção completa do nosso ego, de toda a nossa natureza má, até que seja impossível discernir qualquer mal.

Assim, no feriado de Purim nós agimos de forma completamente oposta a Yom Kippur: bebida e comida ilimitada.

Mas no Yom Kippur nossos desejos ainda não estão corrigidos, e não temos autorização de utilizá-los. Nós não podemos ser felizes, não podemos comer, beber, não podemos nos satisfazer. Isto porque todas as nossas realizações são egoístas, com pensamentos apenas de nós mesmos.

Mas se gradualmente corrigimos nossos desejos, estamos livres das limitações e alcançamos um estado onde tudo é permitido para nós! Isto é o que o feriado de Purim simboliza, o fim da correção.

Nós temos que chegar a este estado através da conexão com outros. Assim, em Purim é costume enviar presentes uns aos outros, algo que testemunha a nossa correção e disposição de se relacionar bem com todos.

Disso resulta que Yom Kippur é o ponto de partida do processo de correção nas relações entre as pessoas. E a história do profeta Jonas ensina sobre a obrigação dos filhos de Israel, além da correção pessoal, de levar todas as nações do mundo à unidade.

Não vale a pena contar com a possibilidade de jejuar um dia por ano e com isso apagar todos os nossos pecados e iniquidades que cometemos ao longo do ano. É dito que os crimes contra os outros não são perdoados em Yom Kippur se a pessoa lesada não nos perdoa.

Nós somos todos egoístas e pensamos apenas em como fazer tanto bem quanto possível para nós mesmos; por conta disso, exploramos todo o mundo que nos rodeia; queremos lucrar e receber de todos. Somente o medo de punição nos obriga de algum modo a equilibrar o que recebemos com aqueles que nos rodeiam. Mas, no fundo da alma, somos completamente indiferentes a eles e o mundo inteiro poderia queimar; o principal é a preocupação com nós mesmos.

E nós precisamos transformar essa atitude numa atitude oposta, de modo que vamos nos conectar e unir com todos, e as coisas serão melhores para todos. Só então é que a força superior, o Criador, habita entre nós e espalha um dossel de paz sobre nós.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 20/09/15

Um Direito Honrado Que Custa Muito Caro

Laitman_421_01Israel deve levar o mundo inteiro à correção, e a história do profeta Jonas, que lemos no Yom Kippur, sugere isso muito claramente.

O direito de ler essa história durante a cerimônia é geralmente comprado com uma grande soma de dinheiro. As pessoas mais ricas competem pelo direito de lê-lo na frente de todos os outros; este é o ponto culminante do Yom Kippur.

As pessoas acreditam que isso garante grande sucesso a uma pessoa por todo o ano. Elas tratam isso como uma tradição simples, sem pensar no que está sendo dito nesta história.

O profeta Jonas recebe uma missão do Criador para ir à cidade pecadora de Nínive e corrigir seus habitantes. Jonas o judeu não quer realizar essa missão e trazer a paz entre os povos do mundo. Ele tenta fugir e embarca num navio que está prestes a zarpar.

Jonas dorme no seio do navio, mostrando que nada lhe diz respeito. Veja como essa história é simbólica; ela ensina sobre a situação atual do povo de Israel. E assim a tempestade vem, as ondas sobem e ameaçam afundar o navio. Os marinheiros lançam a sorte para descobrir quem é o culpado por essa tempestade, e a sorte recai sobre Jonas. É assim como as nações do mundo culpam Israel hoje por todos os seus problemas.

Jonas reconhece que é o culpado por tudo, e concorda em ser atirado ao mar. No mar, ele é engolido por um grande peixe e permanece em sua barriga por três dias. Durante este tempo ele lamenta e entende que é obrigado a ir à cidade pecadora de Nínive e trazer seus habitantes de volta ao arrependimento.

Então o peixe o lançou na praia diretamente no caminho para a cidade de Nínive. Jonas vai à cidade e convence seus habitantes a se tornarem boas pessoas. Em seguida, o Criador é revelado a Jonas e lhe diz que Ele não podia abandonar Seu plano de corrigir todo o mundo, pois todas as nações do mundo são muito preciosas para Ele. E é assim que essa história tem um final feliz.

Veja que tipo de história eles nos dão para o dia mais sagrado do ano, um dia em que devemos esclarecer e avaliar a nossa condição, o nosso trabalho e as ações ao longo do ano passado, em toda a nossa vida.

Isto se refere às relações entre a pessoas. Todo o povo de Israel deve tomar para si o papel e a missão do profeta Jonas e realiza-los, não só para se unir, mas para levar o mundo inteiro à correção. De acordo com a tradição, nós pagamos um monte de dinheiro por esse direito honrado!

As pessoas assumem que essa ação traz grande sucesso, e isso é realmente assim, mas para ser sincero, não é no mesmo sentido que geralmente se acredita. Se o povo de Israel se unisse e levasse o mundo inteiro à unidade, nós poderíamos esperar grande sucesso.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 20/09/15

Há Uma Chance De Absolvição

laitman_293Yom Kippur simboliza o início da correção das relações entre as pessoas. É comum pedir o perdão de todos antes do Yom Kippur. É assim que demonstramos nosso desejo de se conectar e unir com todos, e isso significa que estamos prontos para ser julgados.

Uma pessoa é realmente julgada de acordo com sua vontade e prontidão em se conectar e unir com os outros. Afinal, o objetivo da criação é unir e conectar todas as pessoas de volta como um homem em um só coração.

Comentário: Eu não acho que nós tenhamos muitas chances de ser absolvidos nesse julgamento. A julgar pela notícia, o estado da sociedade israelense está piorando a cada dia.

Resposta: Todos os problemas que o mundo está passando, e especialmente a nação de Israel, são resultado direto da nossa separação.

Pergunta: Será que todos os nossos pecados são perdoados no Yom Kippur, como se o contador fosse reiniciado?

Resposta: Sim, nós podemos reiniciar o contador de nossos pecados se estendermos a mão amiga um ao outro. Se a nação de Israel estiver pronta para se unir como irmãos e abrir seu coração, vamos curar todos os problemas, se tornar a nação mais respeitável no mundo, e alcançar a segurança e o bem-estar absolutos. Tudo o que acontece depende apenas da nossa conexão e unidade.

Na conexão entre nós descobrimos a força superior da natureza, que existe numa forma oculta entre nós. No momento em que desejamos aproximar nossos corações, descobrimos o Criador entre nós.

No entanto, não devemos pensar apenas em nós mesmos, mas também devemos ajudar o mundo inteiro a se unir, porque o Criador quer que todos O conheçam, do menor ao maior. Essa conexão depende da unidade da nação de Israel, mas ela deve se espalhar por todo o mundo.

Portanto, nós vemos os problemas que o mundo está passando e a pressão cada vez maior em torno de Israel. Os líderes europeus já estão começando a culpar Israel pela inundação de imigrantes sírios na Europa.

Parece que Israel não tem nada a ver com esses imigrantes, mas ainda somos mencionados nesse contexto. Portanto, devemos entender que se não nos unirmos, os problemas aumentarão em todos os lados, tanto interna como externamente.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 20/09/15

Conduzir A Vida Humana

Laitman_931-01Pergunta: O que significa se conectar com outras pessoas? O que me impede de fazer isso e que força pode corrigir esse mal em mim?

Resposta: De acordo com a sabedoria da Cabalá, os nossos corpos biológicos permanecerão corporais e continuarão a existir como todos os outros animais. Mas há uma outra essência no ser humano, uma entidade humana, o começo de uma alma. Há uma pequena parte dessa alma em cada um de nós.

Essa parte humana em nós é o nosso mundo interior, nossa psicologia, nossos desejos e pensamentos, que nada têm a ver com a nossa existência corpórea, mas estão acima do corpo. É o nosso desejo de descobrir o que a vida é, qual é o objetivo da vida, e por que viemos a este mundo, isto é, para responder a todas essas perguntas “infantis”.

Se começarmos a distinguir as partes do corpo humano em nós e a conectá-las, montaremos o sistema chamado “primeiro homem”, Adão. Esse sistema interconectado existiu no passado, mas depois foi quebrado em várias partes que chamamos de pecado da Árvore do Conhecimento, e agora temos que remontá-lo novamente.

Se reconstruirmos esse sistema juntos e começarmos a estudá-lo, entenderemos como ele funciona. Quando nós virmos a complexa teia de conexões entre nós, entenderemos o plano da criação e sua finalidade. Quando começarmos a nos importar mais com as nossas almas e não com a nossa existência física, nós ascenderemos acima dos nossos corpos em nosso sentimento, compreensão e consciência. Assim, construiremos a nossa alma geral e sentiremos a nova realidade, o mundo superior, o Jardim do Éden, nela. Esse é o objetivo, e em vez de viver num corpo que pertence ao nível animal e vive como um animal, nós subiremos ao nível do “primeiro homem”, Adão.

Se conectarmos todas as nossas partes humanas, sentiremos a vida humana que é totalmente diferente da nossa vida anterior. Quando nós conduzirmos a vida humana, deixaremos de depender de nossos corpos. O corpo pode morrer, mas o ser humano continuará a viver num novo nível.

O objetivo da nossa existência é nos elevar do nível corpóreo ao nível humano, e essa é a diferença entre este e o outro mundo.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 30/08/15

Sucot: Aos Quinze Dias Do Sétimo Mês

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico” 23:39: Porém aos quinze dias do sétimo mês, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do Senhor por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso.

No décimo dia do sétimo mês nós comemoramos Yom Kippur e Sucot começa cinco dias depois.

“Levítico”, 23:40-23:42: E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete dias. E celebrareis esta festa ao Senhor por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas…

Todas as plantas que são especificadas no verso simbolizam características especiais que uma pessoa deve atingir a montar completamente seu Kli espiritual para descobrir o Criador no último dia do feriado de Sucot. O Kli espiritual é composto de sete partes: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut. Cada uma delas corresponde a um tipo específico de planta: Hesed, Gevura e Tiferet são três ramos de murta; Netzach e Hod são dois ramos de salgueiro, Yesod é um Lulav (folha de palmeira) e Malchut é um Etrog (cidra). Quando nós unimos todas essas plantas, elas incorporam os estados corrigidos das sete partes de nossa alma. Por isso, nós as mantemos durante todo o festival numa Sucá, simbolizando a Ohr Makif (Luz Circundante) que nos corrige.

Em outras palavras, se uma pessoa reúne todas essas características dentro de si mesma e já pode pedir a sua correção completa e aumentar as bênçãos, a Ohr Makif doa a ela. Certamente, este é o resultado de seu trabalho interior e não do trabalho físico. Desta forma, ao longo dos sete dias, sete Luzes purificadas entram nela em ordem, corrigindo e preparando-a para o oitavo último dia, quando ela deixa a Sucá. Depois, começa o feriado da Torá, de felicidade e alegria, pois a alma, com a ajuda da Luz chamada “Torá”, finalmente recebe seu estado corrigido.

Geralmente durante os feriados as pessoas realizam ações mecânicas específicas. Mas todas elas têm profundos significados internos e nós devemos pelo menos tentar de alguma forma chegar mais perto desse entendimento.

Todos os sintomas externos em nosso mundo são resultado de poderosas ações espirituais. Qualquer pessoa pode atraí-las para si mesma e com a sua ajuda ascender do nosso mundo ao mundo superior, como uma plataforma que sobe automaticamente. Ela comanda todas as propriedades que vemos, ouvimos e sentimos neste mundo.

Nós vivemos no corpo físico bestial; com ele nós sentimos e vemos só o mundo físico. Mas a Torá nos diz como sair deste estado que nos limita para uma imagem chamada Adam (homem) e viver dentro dela.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/06/15