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Feliz Shavuot!

A recepção da Torá é a recepção da Luz que conecta nossos corações como um só.

Feliz feriado!

A Batalha Pela Independência Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanNós precisamos entender o que significa a independência para Israel, porque ela é radicalmente diferente da independência considerada em outros níveis: inanimado, vegetal, animal e até mesmo entre outras as nações do mundo.

Em última análise, toda a humanidade deve alcançar a independência na compreensão de Israel porque este grupo está realizando o programa de correção para o mundo inteiro, como que em uma fase preliminar, em um laboratório.

Portanto, alcançar a independência para este grupo deve ser visto como o futuro estado de independência para todo o mundo. E hoje é especialmente sentido o quanto o mundo precisa disso. Para entender o que a independência significa, primeiro precisamos experimentar o que significa ser um escravo de nosso próprio desejo de prazer.

Pouco a pouco, as pessoas estão se conscientizando de que a nossa natureza egoísta nos escraviza e nos usa impiedosamente, impedindo-nos de viver ou morrer.

Como criaturas maltratadas, passamos toda a nossa vida simplesmente tentando evitar o sofrimento. Pequenas alegrias são consideradas uma vida feliz. É por isso que precisamos entender que a independência é principalmente a independência de nossa natureza, de nosso egoísmo.

Esse tipo de independência tem níveis. Em vez de estar sob o controle do egoísmo, precisamos ficar sob o controle de um novo poder porque é impossível estar sem qualquer força animadora com a qual possamos controlar nossas vidas. Mas devemos escolher essa força, preferindo-a sobre todas as outras possibilidades.

Portanto, a independência tem um significado muito amplo e elevado, incluindo dentro de si toda a realidade. Afinal, a independência é inerente apenas ao Criador, e se quisermos realmente alcançar a independência, precisamos nos elevar à condição Dele, ao Seu nível, à Sua natureza.

Esse tipo de independência não é fácil de alcançar. Afinal, para isso, precisamos não só atravessar a natureza de doação, mas também construí-la acima de nossa própria natureza egoísta.

É por isso que, se quisermos receber nossa independência, devemos estar preparados para uma batalha incessante com o nosso egoísmo até o fim da correção. Só podemos estabelecer a nossa independência em oposição ao egoísmo, porque um se opõe ao outro: a independência contra a escravidão.

Não importa o estado que a pessoa experimente, ele deve ser sentido como se alguém estivesse saindo do Egito ou antes da saída. Nós precisamos abordar isso muito seriamente, porque se quisermos crescer espiritualmente, haverá batalhas sérias diante de nós contra as forças de separação, à medida que o nosso egoísmo for revelado.

Essas forças se elevarão constantemente entre nós de várias maneiras, tentando criar conflitos entre nós. E sobre todos esses fenômenos, precisamos nos unir.

Principalmente, precisamos entender que a única coisa que impede nossa independência é a escravidão. É por isso que, sem primeiro entrar no Egito, é impossível alcançar a liberdade. Este dilema está diante da nação de Israel que precisará demonstrar a toda a humanidade o exemplo de alcançar a independência, unidade e correção. Depois disso, todas as nações alcançarão o mesmo.

Portanto, ainda não estamos comemorando o Dia da Independência, mas sim a oportunidade de alcançá-la!

Da Lição: “Dia da Independência”, 25/04/17

Shavuot: Sobre Dar E Receber


Shavuot é a outorga da Torá que se estende por milênios. O que realmente nos foi dado no Monte Sinai? Por que voltamos o tempo todo a isso? Quanto tempo podemos receber a Torá?

O povo judeu é forjado no forno do Sinai. Relâmpagos brilhavam sobre o topo da nuvem negra, o trovão retumbava e nós olhávamos para fora do acampamento com medo. O juízo final era ouvido em toda parte. O monte estava emitindo fumaça e tremendo quando chegamos ao seu pé. E Moisés foi até o topo na chamada do Criador.

Ou será que a Torá não descreve essa imagem de Hollywood, mas algo muito mais sério? Algo que está acontecendo dentro de nós hoje. Talvez a nuvem tenha caído sobre o coração? Talvez fosse o Monte do ódio, pendendo sobre nós em fumaça e fogo? Talvez as paixões estivessem trovejando e queimando dentro de nós, nos fazendo tremer nas profundezas de nossa natureza?

A Torá não é uma crônica sobre eventos passados; pelo contrário, ela descreve o momento em que nosso o futuro está sendo decidido. Pela primeira vez é necessária uma resposta clara de todos nós: será que estamos prontos para aceitar a garantia mútua como uma Lei da vida? Afinal, a Torá é exatamente isso: uma instrução sobre como se tornar fiadores uns dos outros.

Desde então, a principal lição é passada de geração em geração: a Torá que nos foi dada uma vez, deve ser recebida repetidamente. Nós devemos recebê-la no Monte do ódio (Sina), sob o rugido da tempestade se enfurecendo internamente. Aceitando esta Lei estaríamos vivendo juntos em nossa terra, rejeitando-a nos dispersaríamos entre outras nações.

O que surpreende na era moderna é que a terra de Israel que nos foi “dada”, como a Torá, também espera que a recebamos. Desde a proclamação da independência, quase 70 anos se passaram. Há meio século nós unimos Jerusalém. No entanto, esta não é ainda a garantia, nem a nação unida “como um homem com um coração”. Sim, fisicamente nós “deixamos o Egito”, voltamos para casa, mas internamente ainda não passamos pelo Sinai e, portanto, corremos o risco de perder nossa chance.

O moderno Estado de Israel é uma janela histórica de oportunidades. E o mais importante, está aberto não só para nós, mas para o mundo inteiro. Afinal, hoje toda a humanidade se transformou em um barril de paixões. E a nossa escolha será decisiva para ela.

Medicamentos sob Demanda

Shavuot, como todos os feriados judaicos, carrega um apelo à ação. É brilhante, está cheio de brancura, mas não é simples. Se bastasse apenas dar as mãos e sorrir um para o outro por um segundo, teríamos construído aqui uma “cidade jardim” há muito tempo para que todos pudessem admirar.

No entanto, não é assim. Nós recebemos a terra e a oportunidade de viver nela como irmãos, mas em vez disso, hesitamos, brigamos, bebemos o sangue uns dos outros e tentamos de alguma forma resolver problemas à medida que eles surgem.

O destino nos ofereceu a oportunidade única para a unidade, e nem mesmo compreendemos o que está acontecendo. Enfrentamos uns aos outros, as pessoas são estranguladas pela indiferença, queimadas de raiva e ensurdecidas pelo bombardeio da inimizade setorial, mas fingimos que tudo está bem, que não nada de errado. Podemos continuar vivendo assim. Temos tal experiência de desastres atrás de nós que aparentemente não podemos reclamar.

No entanto, este é apenas um refúgio! Na verdade, estamos lentamente, mas seguramente, sendo pressionados pelo monte do nosso próprio ódio. Nós não estamos olhando para fora do campo, mas este monte, no entanto, está pendurado sobre nós agora.

Naturalmente, quando não o percebemos, não precisamos da Torá. O relâmpago brilha em algum lugar, de algum lugar sentimos calor, o coração às vezes ronca “sob o capô”, mas estamos em nossa terra, e não em algum deserto. Certo?

Não, estamos onde estão nossos corações. Estamos no deserto de relacionamentos estéreis e sem alma. Se, de repente, descobrimos como o egoísmo nos despedaça, se tentamos nos conectar em algo integral e enfrentamos uma divisão interna insuperável, então precisamos de ajuda.

Acontece que a saída “normal” do Egito não é o fim. O principal desafio está à nossa frente. Todos os caminhos levam ao monte. Ao pé dele, tendo finalmente percebido o problema e reconhecido a doença, nós compreendemos e tomamos o medicamento. Estivemos nessa “farmácia” antes, mas não sabíamos que estávamos doentes. É por isso que a outorga da Torá e sua recepção não é a mesma coisa.

Elixir ou veneno?

A Torá é um medicamento destinado unicamente para “uso interno”, para a conexão entre nós. Todos os nossos problemas, exílios, destruições dos Templos, o vaguear e as perseguições foram causados ​​pelo ódio infundado que nos fizeram estranhos e distantes uns dos outros.

A Torá nos permite se aproximar novamente, “sair de debaixo do fogo”. No entanto, se a usamos apenas externamente, sem lutar pela unidade de todo o povo, o “elixir da vida” se transforma em um “veneno mortal”.

Essas não são metáforas, mas termos precisos usados ​​por nossos sábios. Nós nem sequer entendemos o dano que causamos a nós mesmos por não usar a Torá ou por usá-la com o propósito errado. Às vezes até nos orgulhamos de nossa “limpeza”, embora na realidade estejamos até os ouvidos envoltos em nossa própria sujeira. Os grandes setores do país existem em “mundos paralelos” quase sem se tocarem. Alguns deles vivem à custa do resto da população e até se opõem a ela sob o pretexto de “justiça”.

Tudo o que nos divide diretamente ou sob a cobertura de palavras belas e corretas é um veneno mortal. Ele aflige a todos.

Se levantarmos os olhos das preocupações do dia-a-dia, veremos até onde estamos espalhados uns dos outros. Não estamos apenas separados, gostamos de alfinetar, humilhar e pisar. Cada um quer ser mais bem sucedido, mais rico, mais esperto e mais elevado do que os outros. Isto é especialmente evidente na mídia, onde os vícios da sociedade são visíveis como na palma da mão. Ninguém fica surpreso com mais nada e ninguém fica envergonhado.

Não é a visão mais agradável, mas tudo se encaixa: vagueamos no deserto da natureza humana e ela se ergue diante a nós como u monte. “E chegaram ao deserto do Sinai, e acamparam no deserto, e Israel acampou ali, em frente ao monte” (Torá, Êxodo, 19:02).

Agora temos a oportunidade de receber ajuda, uma instrução, uma força que nos unirá, para que construamos relações saudáveis ​​na sociedade e vivamos felizes em nosso país. Este é o momento atual do desenvolvimento evolutivo: ou crescemos e começamos a usar a Torá de acordo com seu propósito, em prol da unidade e acima de todos os desentendimentos, ou a adversidade de crescer nos forçará a fazer isso. Em essência, essa é a situação em que qualquer criança se encontra assim que pára de ser um bebê.

Remédio para Todos os Tempos

A melhor coisa que podemos fazer por nós mesmos e pelo mundo é nos unirmos no monte do ódio, o monte de nossas dúvidas e revelarmos Moisés dentro de nós mesmos, o poder que puxa (Mosheh) para cima. Sempre funciona se estivermos juntos.

Então compreenderemos que não foram alguns refugiados do Egito Antigo que acamparam no deserto para receber o presente mais importante da vida, mas sim que cada um de nós, não importa onde more, a que nacionalidade pertença e que religião professe, está no pé do monte. Aqui está apenas uma nacionalidade: a humana, e o coração é um para todos.

A Torá, de fato, é a ferramenta mais poderosa que ainda não sabemos usar. Uma pessoa não pode alcançá-la sozinha, e não estamos prontos para fazer isso juntos. Ela nos proporcionará segurança e prosperidade e dará paz ao mundo. Nós só precisamos nos acostumar com o fato de que ela funciona não em uma pessoa separada, mas entre nós.

Afinal, o egoísmo é revelado exatamente em relação aos outros. Uma vez ele eclodiu na Babilônia e, desde então, sempre se manifesta na sociedade, na relação entre as pessoas.

Portanto, a Torá tem como objetivo corrigir a conexão da pessoa com o ambiente a qualquer momento e em qualquer nível de desenvolvimento técnico. Ela não pode ser substituída pelo mais novo meio de comunicação. Tudo o que temos não funcionará corretamente sem ela. Só uma relação positiva nos permitirá estabelecer as bases sólidas do nosso futuro.

O Que É Shavuot?

Jerusalém: Um Símbolo De Unidade

Unity, The Way To A Good FutureJerusalém, no sentido espiritual, é o ponto de conexão entre as almas e o sistema superior. A cidade real é completamente original e tem um status especial em Israel porque é a localização do Monte do Templo, onde o Templo esteve uma vez: o símbolo da conexão entre este mundo e o mundo superior.

Jerusalém é o símbolo da unificação. Sabe-se que a unificação é o que torna o povo de Israel especial e escolhido. Sem ela, nossa nação não teria atingido o grau de Bina, de doação (simbolizado pelo número 40, os quarenta anos de pregrinação no deserto), e a terra de Israel, que significa “direto ao Criador” (Israel, Yashar-El).

Tudo isso foi possível por meio do trabalho que eles realizaram enquanto passavam por subidas e descidas, superando todos os tipos de obstáculos ao longo do caminho. Quando nós trabalhamos na unificação contra o egoísmo, atingimos um desejo dirigido ao Criador, que é geralmente chamado de “terra de Israel”. Então chegamos a uma “cidade perfeita” (Yira Shlema), chamada Jerusalém (Yerushalayim).

Há uma montanha (Har) dentro dela, isto é, dúvidas (Irurim) especiais, por meio das quais obtemos um vaso para receber em prol da doação. Esse é o Primeiro Templo, seguido do vaso de doação em prol da doação, o Segundo Templo.

Todos esses estados são alcançados apenas pela unidade. Isso não se refere às pedras ou a uma localização geográfica, mas à Jerusalém “no coração”. Isto é, refere-se a como construir relacionamentos que são chamados de “trepidação perfeita”, “a cidade perfeita” (Yira Shlema), ou seja, o lugar de unificação entre nós e a força superior, o Criador.

Tudo se expressa por meio da unificação. Isto é, a unificação é a terra de Israel, Jerusalém, o Monte do Templo. Se não há unificação, nenhuma delas existe. Assim, será que estamos realmente na terra de Israel e em Jerusalém hoje?

Falando francamente, não estamos. Por ora, estas são noções meramente potenciais, destinadas a nos direcionar para alcançar sua essência, isto é, a unidade correta. Depois acharemos que estamos na terra de Israel, em Jerusalém, no Monte do Templo.

Baal HaSulam explica que recebemos a terra de Israel por algum tempo, como uma oportunidade para realizar nossa unidade e alcançar a redenção, isto é, a revelação da força superior. A redenção é a liberdade do nosso egoísmo, para cada pessoa individualmente e todos nós juntos. Portanto, o nosso principal trabalho é se unir contra o egoísmo. Então revelaremos Jerusalém em nosso coração, juntamente com todas as outras qualidades mais internas que se revelam dentro dele.

O Rabi Yehoshua Ben Levi disse (Talmude de Jerusalém, Tratado Hagiga): “A Jerusalém construída é semelhante a uma cidade que é unida em um, uma cidade que torna todos de Israel amigos”.

Isso significa que quando alcançamos um estado espiritual chamado Jerusalém, nos tornamos a nação unida de Israel, como um só homem. Isto é o que Jerusalém simboliza, sua essência. Nenhum outro lugar ou nação tem essa abordagem. Isto é porque tudo se revela na nação de Israel somente por meio da unificação, e sem ela, não há nenhuma nação de Israel, nem terra de Israel, nem Jerusalém.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/17, Trechos Selecionados para o Dia de Jerusalém…

Shavuot: Para Que A Torá É Realmente Destinada?

A Torá não é um conjunto de regras que devem ser observadas a fim de  apaziguar um Deus temível, nem é uma coleção de contos que podem ou não  ter acontecido.​ Então, para que é realmente destinada?

Dia De Jerusalém

laitman_961Cinquenta anos se passaram desde a libertação de Jerusalém. Por que a cidade ainda está “algemada”?

Mesmo 50 anos após a libertação de Jerusalém, ela ainda é, como sempre foi, o centro do mundo. Há tensão entre Israel e Turquia desde o apelo de Erdogan aos muçulmanos para visitar a Mesquita Al-Aqsa em massa, a fim de apoiar a luta dos palestinos e não permitir que Jerusalém se torne a capital do Estado judeu.

A sugestão do presidente americano Donald Trump de transferir a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém pode minar ainda mais a já instável sensação de segurança. A cidade que é sagrada para as três religiões e em cujo coração se localiza o Muro das Lamentações era e ainda é um território disputado.

Há aqueles que consideram a vitória conquistada na Guerra dos Seis Dias como a fase final do retorno da nação de Israel, e há aqueles que a veem como o início da tragédia política do Estado de Israel.

Ainda assim, no momento da verdade, nós estávamos todos profundamente comovidos e nossos olhos se encheram de lágrimas quando todos sentiram um grande alívio quando recebemos provas de que podemos nos proteger, o que sempre foi duvidoso até aquela guerra.

É somente quando sentimos uma ameaça externa que nos tornamos um pouco mais próximos uns dos outros; nós esquecemos todas as nossas diferenças e procuramos um abrigo que possa nos unir, como um rebanho de ovelhas escapando de um lobo. Mas não é assim que uma nação é formada. Não é assim que um sonho é ressuscitado das cinzas, não é assim que o povo escolhido deve se comportar.

Nada é resolvido por uma onda de uma varinha mágica. Nossa experiência prática prova que nenhuma decisão política, nenhuma vida sob pressão constante pode ser o remédio para a nação de Israel.

A situação insuportável em que vivemos hoje, sob pressões intermináveis ​​de dentro e fora das fronteiras do nosso Estado, incluindo o crescente antissemitismo, nos coloca diante do fato de que a solução está em outro lugar. Não se trata de ações externas enquanto a sociedade está profundamente dividida, mas antes de tudo da correção das relações entre nós.

Não seremos capazes de estabelecer um sistema saudável de relações mútuas com nenhuma nação ou Estado a menos que curemos primeiro as conexões mútuas entre nós. Esta é a lei da natureza que opera sobre as nações de Israel; “Ama teu amigo como a ti mesmo” é a primeira lei. Só depois de cumprida, seremos capazes de alcançar a paz com todos os nossos inimigos externos.

Dia Da Independência De Israel

Dr. Michael LaitmanEu estou muito feliz que a maior parte da minha vida tenha sido passada aqui, em Israel.

Eu estou feliz que depois de milhares de anos de exílio, meu povo existe como uma nação e como cidadãos em seu próprio país.

Eu estou feliz por nos tornarmos cada vez mais fortes a cada ano que passa, e que por causa da inveja de todos e pela raiva de nossos inimigos, estamos construindo um país que fica cada vez melhor.

Eu espero que possamos superar mais problemas que existem na nossa nação, que na sua maioria têm a ver com a unificação da nação em um todo.

Eu espero que no próximo ano, o ano do septuagésimo aniversário do nosso país, nós possamos cheguar a um estado em que realmente nos tornaremos “como um homem com um coração”, que foi mencionado no nascimento da nossa nação há 3000 anos.

Vamos nos certificar de que esse compromisso seja cumprido.

Boa sorte! E Feliz Aniversário!

Pessach É O Aniversário Da Nação

laitman_749_01Pergunta: De onde vem a tradição de ter uma refeição especial na primeira noite de Pessach (Seder) e o que ela significa?

Resposta: A refeição de Pessach é uma bela tradição que simboliza o maior marco na história do povo de Israel, o nascimento da nação. Tudo o que havia antes disso, podemos chamar de estado de um embrião.

Isso pode ser comparado à gota de sêmen que entra no útero, em um lugar correto e seguro, onde começa a se desenvolver. Durante nove meses de gravidez, ele sofre vários estágios de crescimento até que, de repente, começa a se sentir não muito confortável.

O mesmo lugar que era tão seguro, bom, e que protegia o embrião que estava se desenvolvendo a partir da gota de sêmen, de repente, se torna ameaçador, pressionando, desejando empurrá-lo para fora de si mesmo, rebelando-se contra ele.

O mesmo aconteceu com o povo de Israel no Egito. No início, quando os judeus desceram ao Egito, tudo era bom e maravilhoso, os chamados sete anos de saciedade. No entanto, sua condição começou a se deteriorar rapidamente; a tensão e a ameaça começaram a crescer rapidamente. E eles não sabiam para onde e como fugir disso.

É assim que um embrião se sente no útero antes do nascimento, e é assim que os judeus se sentiram no exílio egípcio de acordo com o que a Torá diz. Hoje, nós sentimos a mesma coisa no mundo moderno, quando a natureza se torna tão hostil e ameaçadora para nós. A humanidade vem se desenvolvendo o tempo todo, mas hoje em dia nós sentimos pela primeira vez que chegamos a um beco sem saída e não temos para onde nos desenvolver.

A natureza como se começasse a nos apertar em um anel. Nós estamos trancados nesta Terra com uma ecologia envenenada e não conseguimos encontrar um lugar para nós mesmos. Estes processos são muito semelhantes: o desenvolvimento de um embrião, a história do desenvolvimento do povo de Israel, e a evolução do mundo inteiro.

Muitas pessoas seculares que não celebram nenhum feriado judaico, celebram o Seder de Pessach porque ele nos une dentro de cada família e como um povo. Juntos nós celebramos o aniversário da nossa nação.

De KabTV “Nova Vida” 12/04/16

Meu Primeiro Pessach Com Rabash

laitman_759Pessach é o feriado mais Cabalístico. Tudo o que foi escrito sobre ele fala sobre o trabalho espiritual pessoal de uma pessoa, e isso eu senti. Dois meses depois que encontrei meu professor, o Rabash, começou o feriado de Pessach. Eu vi pela primeira vez como homens sérios, que passaram por este feriado 50, 60 ou mais vezes durante suas vidas, ficavam animados com os preparativos para o feriado.

Minha emoção interior foi transmitida a eles. Eu estava entre indivíduos que eram pilares centrais, metade delas tinha estudado com Baal HaSulam, e eu, um aluno iniciante, não entendia nada. Eu queria agradá-los de alguma forma, então imediatamente perguntei como seria possível ajudar. Eles disseram que o forno para assar os Matzot não tinha sido preparado, e para eles isso era o principal. Eu trouxe um grande compressor, ligado ao forno, limpei todos os queimadores com ar comprimido e, em seguida, limpei-o com uma escova de ferro. Eles o acenderam e ficaram satisfeitos. Mas ele era pequeno porque os tijolos nos quais os Matzot eram cozidos não eram mais utilizáveis. Eu trouxe um especialista de uma fábrica perto de Haifa que tinha fornos muito grandes. Ele aconselhou encontrar boas pedras.

Depois disso, eu descobri que, embora eu entendesse as leis de Pessach, eles tinham suas próprias leis, uma grande quantidade de suplementos, restrições e muitas restrições convencionais que me surpreenderam. Disseram-me que “isto é o que eles fazem e isso é tudo”. Em geral, eles não perguntavam sobre elas, mas apenas as realizavam. Tudo era derivado de Pessach incorporando a saída de uma pessoa de seu ego. Além disso, isso era uma saída absoluta, desapego e ascensão ao mundo superior! Você se separa e voa para outro mundo! Assim, todas as leis são construídas com base em condições muito rigorosas. Eu fui compelido a arrancar isso deles e descobrir.

Eles não queriam me dizer nada para que eu não tornasse a vida em casa difícil. Eles imediatamente me disseram que os novos alunos sempre se sobrecarregavam e, em seguida, “se queimavam” por causa disso. Mas, apesar de tudo, eu esclareci todas essas leis. Compreensivelmente, em casa, eu não agi assim; era impossível, especialmente com uma esposa e crianças pequenas. Em particular, porque eu pretendia passar as férias em Bnei Brak com os alunos de Rabash, queria sentir tudo profundamente, porque eles seguiam as instruções de Baal HaSulam, e ele era rigoroso sobre limitações muito severas.

Meu mestre, Rav Baruch Shalom Ashlag, convidou-me para uma refeição e assim eu vi como Pessach foi organizada por ele. Depois de cada refeição, ele jogava o prato, colher e garfo em um balde. Tudo isso permaneceria ali até o final de Pessach e não seria lavado, porque se uma migalha de Matzo tocasse na água, Chametz seria criado. Assim, eles lavavam os pratos apenas após o feriado e os mantinham até o próximo feriado. Na hora da refeição, Rabash me sentava ao seu lado, mas eu sentia que tudo o que estava ao meu redor era uma área proibida de entrar, uma espécie de cerca. Os utensílios com que eu comia também eram colocados em um balde separado. Eu não me sentia em oposição a isso; eu entendia que essa era a lei.

Este seria o meu conhecimento com o feriado de Pessach. Para ser honesto, eu “copiei” todos os seus costumes e os utilizei. Antes de Pessach havia muito trabalho. Naqueles dias só eu tinha um carro, então eu viajava com Rabash para o mercado para comprar café para Pessach, pratos, e assim por diante. Além disso, ele recolhia dinheiro para Pessach o ano todo, e antes do feriado viajava para todos os tipos de lugares e verificava o que tinha para comprar: panelas, baldes, pratos e copos. Tudo era muito simples. Ele adorava aço inoxidável e vidro porque estavam limpos, e não estava familiarizado com e não queria utensílios de plástico. Também eram comprados moedores de carne e peixe, que também precisavam ser sem peças de plástico. Em nosso tempo, é muito difícil encontrar moedores de carne sem peças de plástico.

Pergunta: Você não tinha a sensação de que todas essas leis eram excessivas?

Resposta: Não, eu simplesmente sabia que o nosso mundo consiste em ramos que vêm de raízes espirituais, pertencentes ao desejo egoísta. Portanto, eles são completamente cortados e não utilizados em Pessach, e se são usados, é de forma limitada. Suponhamos que fosse possível usar madeira, mas não era permitido cozinhar nela porque absorve tudo o que é cozido nela. Geralmente, existem milhares de restrições diferentes. Por exemplo, os ovos devem ser cozinhados desde o início para o feriado inteiro, tomates, pepinos e alho não são comidos. Em suma, além de carne e batatas, na verdade não havia nada. Era possível usar apenas sal do Mar Morto. Naturalmente, preparávamos pimenta para nós mesmos. Comprávamos café verde, o separávamos, depois cozinhávamos, moíamos, e só então o bebíamos. Durante a triagem, examinávamos todos os grãos para que não houvesse vestígios de vermes. Este era um trabalho muito difícil.

Pergunta: Rabash via como era difícil para você escolher o café?

Resposta: Sim. Uma vez ele viu que eu não era mais capaz de continuar, pegou um grão e disse: “Eu sento e examino os grãos porque quero que este grão seja limpo e bom, e dele o professor possa beber café”. Foi uma lição muito difícil! Mas eu não estava pronto para me envolver com isso por muito tempo! Um minuto depois o choque de suas palavras passou, e eu novamente não podia me obrigar a continuar! Estes não eram obstáculos físicos. Se você tomar uma pessoa do lado de fora, ou eu, especialmente naqueles anos em que tinha acabado de chegar em Israel, e dizer: “Escolha o café e você receberá dinheiro em troca”, eu teria feito isso corretamente e bem. Mas isso foi feito aqui para servir ao meu professor que eu achava ótimo, e especificamente por causa disso, era tão difícil.

Comentário: Além disso, Pessach é um feriado profundamente interno que indica desapego do ego.

Resposta: A ideia é que isso é algo que deve ser sentido. Eu era jovem, e também no segundo e terceiro ano isso ainda não tinha sido internalizado; houve resistência, uma pessoa não quer ouvir ou entender, mesmo que lhe seja dito. É assim que muitos anos se passam até que a pessoa, sob a influência da Luz, comece a ouvir. Pequenas doses de Luz durante muito tempo influenciam você e você gradualmente começa a entender tudo. É impossível exigir isso de um novo aluno. No início, quando ele ainda está animado, pode sentar e estudar de manhã à noite. Mas eu não era assim. Desde o início eu era rígido, egoísta e muito resistente.

Comentário: Apesar de tudo, este é um feriado interno com esforços para chegar à acomodação externa! Você limpou o lugar, pensou e trabalhou com seu ego!

Resposta: Não. Quando você executa todas essas atividades, sente o quanto elas são repugnantes para você e quanto são contra o seu ego. Pessach é a encarnação de um primeiro exame especial: ascensão acima do ego a partir da qual começa toda ascensão espiritual. Uma pessoa sente, em contraste, que quando se envolve em Tefillin, envolve-se em um Tallit, e executa outras Mitzvot físicas (mandamentos) em nosso mundo, não sente nada. Essa é uma Luz que é muito alta, um nível elevado.

Quando você sabe claramente que isso é Cabalá, isso é doação, é possível até certo ponto entender, sentir algo. Isso é muito tangível porque com cada ação que você realiza, é uma ação muito simples, você está desprendendo o ego de si mesmo. Portanto, na mesma medida em que você quer levar tudo para fora, você realmente quer separar o ego de si mesmo. Você veste cada ação física com uma intenção espiritual. Mesmo que não tenha nenhuma relevância para as ações físicas, você a anexa. Ações como esta são a encarnação de um sinal de intenção espiritual. Portanto, é tão importante e próxima de nós.

Comentário: Eu tenho a sensação de que nas lições você está transmitindo o material sobre Pessach através de você! Você nem sequer nos permite conversar uns com os outros para que possamos ler e transmitir isso através de nós.

Resposta: Em primeiro lugar, não há tempo suficiente e você também precisa absorver e preparar isso, até mesmo “engolir” sem mastigar. É por isso que estou com pressa.

Pergunta: Quando começam os sete anos de fome? Quando o grito aparece em uma pessoa, “Salve-nos e tire-nos daqui!”?

Resposta: É quando uma pessoa sente que trabalhar em si mesmo é inútil. Mas não é inútil porque é especificamente isso que a leva a um reconhecimento e compreensão de sua incapacidade de ter sucesso com seus esforços e que ela realmente precisa de ajuda através do grupo. Mas é necessário ver tudo isso! A principal coisa é conectar toda a cadeia em uma pessoa: De que maneira ela deve realizar o trabalho sobre o ego, como é a sua forma alterada, quais mudanças de forma ela está passando e de que maneira, onde Pessach começa e onde acaba, e o que acontece depois de Pessach? Isto é, “Pessach” é o desapego do chão e a partida para uma dimensão superior. Esse é um nível de transição para o mundo espiritual que o mundo implementa ao viver aqui junto conosco nesta Terra.

Pergunta: Você sentia o trabalho interno de Rabash?

Resposta: Com muita dificuldade, com muita tensão interna. Já não viajámos para o mar, ou um parque, em nenhum lugar. Tínhamos apenas uma tarefa: preparar os utensílios para comer. Para isso viajávamos para o mar, eu fui para a água, embora fosse muito frio (por vezes, quase nevava em Pessach) e lá eu mergulhava os utensílios de comer. Rabash não estava realmente certo de uma Mikvah, ele costumava dizer: “Não há questões sobre o mar”. O mar é a água que está completamente pronta para a imersão de pratos tradicionais.

Pergunta: Então para que os pratos eram preparados?

Resposta: A água em si simboliza Ohr Hassadim, que purifica todos os tipos de Kelim. Nós imergimos todos os pratos na água, aqueles de que comemos e também aqueles com os quais comemos. A imersão, por si só, simboliza sua purificação do ego.

Pergunta: Rabash estava com medo de comer algo que não era kosher para Pessach?

Resposta: Quando cheguei a ele, entre seus alunos havia três homens idosos com sérios problemas com os dentes, como aqueles com dentes postiços, o irmão mais novo de Rabash, e Moshe Gebelstein com quem eu tinha estudado nos primeiros meses. Eu lhes sugeri que eu poderia preparar novos dentes falsos para eles. Eles estavam tão felizes que em Pessach eles teriam dentes postiços completamente novos. Então Rabash me disse, como ele perdeu os dentes em uma idade muito jovem, isso aconteceu em Pessach.

No Shabat era costume comer peixe, assim que na sexta-feira, Rabash junto com seu estudante Krakovsky, o americano, viajou de Jerusalem a Jericó, um lugar onde era possível comprar peixes. Quando chegaram lá, compraram peixe e, no caminho de volta, ficou claro que seu carro tinha quebrado e foram obrigados a permanecer para o Shabat com os árabes em uma espécie de caravana, uma barraca.

Em Jerusalém, rumores assustadores se espalharam sobre onde eles poderiam ser encontrados e se perguntavam onde eles estavam! O que aconteceu com eles?! Havia conversa sobre a perda da família de um Rav e seus alunos! Enquanto isso, eles estavam sentados em Jericó e não podiam sair de lá e não podiam se comunicar porque era há muitos anos, por volta de 1935. Eles ficaram sem comida. Era Pessach e não havia nada para comer. Num canto havia sacos de limões e essa era a única coisa que era possível comer.

Rabash disse que os limões que ele comeu eram doces. Depois disso, seus dentes começaram a doer, o esmalte começou a rachar. A proibição de comer comida que não era kosher era tão forte! Além disso, este era um Shabat onde havia uma verdadeira limitação em tudo, era impossível arrancar qualquer coisa de uma árvore, era impossível fazer qualquer coisa. Rabash me contou sobre isso quando eu estava preparando dentes falsos para ele. Em Pessach eles também estavam acostumados a trazer sal do Mar Morto, então não havia mais nenhum outro sal. Há uma montanha especial lá de que era possível obter sal relativamente limpo.

Comentário: Você disse que, às vezes, quando olhava para o Rabash, sentia que ele estava passando por terríveis estados.

Resposta: Ele era muito fechado; portanto, de fato, era impossível ver qualquer coisa. Eu já o conhecia há muitos anos, e apesar de tudo, era impossível determinar os estados espirituais do homem. Nós sentimos os estados físicos porque nos encontramos neles. Portanto, analogamente, é possível saber e sentir em que estado uma pessoa se encontra. Mas em relação aos estados espirituais, não há como.

Pergunta: O que Pessach simboliza para uma pessoa?

Resposta: Essa é uma questão pessoal para uma pessoa. Mas Pessach que celebramos, para aqueles de nós que querem se separar do ego físico e começar a trabalhar no mundo espiritual, é o primeiro sistema de comunicação entre nós e o Criador. Nós queremos sentir o mundo espiritual, suas ações, suas características, sua influência sobre nós, suas respostas a nossa influência, ou seja, todo o sistema da criação, o Criador por um lado, e por outro lado, nós mesmos através deste sistema. Pessach simboliza a transição em que deixamos (passar) de um estado de desapego do Criador para um estado de consciência e contato com Ele.

Pergunta: Isso significa que deixamos de lado tudo o que temos, inteligência, lógica, e assim por diante?

Resposta: Naturalmente, isso é resultado da influência da Luz. Não é necessário esmiuçar sutilmente; a Luz simplesmente influencia a pessoa e a pessoa se torna diferente.

Pergunta: O que é esse desejo dentro de mim de ir para o mundo superior? O que é esse grito dentro de mim, a própria saída?

Resposta: Isso é dado. É dado a uma pessoa quando ela trabalha em si mesma e ascende com a ajuda de suas forças e meios internos.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 04/04/17