Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

A Tarefa De Aprender Com Um Autêntico Sábio Cabalista

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a pessoa pode saber que seu professor é um verdadeiro Cabalista?

Resposta: Como você pode saber que ele é um verdadeiro Cabalista? Ele não pode mostrar-lhe o diploma específico ou realizar atos milagrosos que pareceriam espirituais para você, pois como você sabe o que é a espiritualidade? Portanto, você só pode ouvir o seu coração e examinar se o que você ouve ressoa em você, conecta você à raiz da sua alma.

Eu estudei em cinco ou seis lugares antes de encontrar o Rabash. Eu costumava deixá-los não porque eu iria encontrar algo melhor: eu apenas vi que não havia mais nada para fazer lá, nada mais para aprender. E não é porque a intenção deles era a de me enganar; é que cada um deles tinha seu próprio método, idéias e ilusões.

Mas eu estava procurando um lugar onde pudesse estudar a Cabalá como uma ciência. E quando eu conheci o Rabash, imediatamente vi que seus alunos estudavam fontes primárias autênticas: O Zohar, as obras do ARI, o Baal HaSulam, que são os textos Cabalísticos mais fundamentais, e que ele anexou um profundo significado aos conceitos de uma forma lógica, sem atos religiosos externos ou meditação.

Em outras palavras, ele usou uma abordagem estritamente científica, sem ir de um lado para o outro. Até então, eu já havia percebido que todo o resto não tinha nada a ver com a verdade. Eu tinha a sensação de que, onde quer que eles falassem sobre algumas ações relacionadas ao corpo físico ou fantasias, isso não tinha nada a ver com a espiritualidade.

Eu tive um sentimento muito claro de que aqui havia alguma entrada para um mundo mais interno, que não depende do corpo ou da imaginação, em todos esses atributos que tenho no momento. É necessário que a pessoa revele certa camada interna, e eu estava procurando: como eu faço isso? E quando eu cheguei ao Rabash e comecei a estudar, vi que é exatamente sobre isso que ele estava falando.

O Baal HaSulam escreve que qualquer pessoa que deseje receber o conhecimento espiritual deve encontrar ela mesma um professor, um autêntico sábio Cabalista que pareça certo para o trabalho. Mas se ela sente que está em um lugar que não combine com ela, ela não deveria parar de procurar. Afinal, o tempo está se esgotando.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Antecipando A Luz Que Corrige

Dr. Michael LaitmanNós sempre sentimos extrema dificuldade quando estudamos qualquer coisa em relação ao Partzuf Adam HaRishon (“O Primeiro Homem”), formado por duas partes: o macho e a fêmea, Adão e Eva (Zachar e Nukva). Isto poderia ser a mais simples das coisas, mas como as nossas estruturas são diferentes (ele tem a estrutura espiritual, enquanto nós temos a estrutura material), no nosso caso 1 +1 = 2, e no caso dele 1 +1 = 3 (como está escrito: “Marido e mulher, o Criador – a Shechiná (Divindade) – entre eles”). E nós somos incapazes de entender isso.

Nós não precisamos de todos esses mínimos detalhes infinitos descritos no Talmud Eser Sefirot; nós os estudamos apenas para atrair a Luz que Corrige. Dentro de todo o conteúdo que nós discutimos, existe a nossa intenção, a expectativa de que a Luz venha. É apenas sobre isto que estamos falando.

Mas temos que ter em mente que isto fala sobre mim, a estrutura da minha alma, os diversos estados espirituais pelos quais ela passa. Eu ainda não os sinto, mas todos são dados a mim por um motivo: para viver cada estado, do início ao fim. Eu não posso escapar de um único estado descrito no livro.

Cada um de nós passa pelos mesmos estados em seu caminho. Portanto, o trabalho do m estudante é apegar-se ao superior, ao professor. Afinal, o superior já passou por esses estados, e ao apegar-se ele, você vai passar por eles também. Nós atraimos a Luz especialmente ao estudar o que está escrito sobre a sua alma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/2/11, Talmud Eser Sefirot

Focando Na Qualidade

Dr. Michael LaitmanÉ tudo em relação aos esforços: a pessoa deve acreditar no princípio de “Eu trabalhei e encontrei”. É por isso que o Baal HaSulam escreve no item 17 da “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” que “os estudantes se comprometem, antes do estudo, a se fortalecerem na fé”, como é dito na “Ética dos Pais”: “Fiel é o seu empregador que deve pagar-lhe a recompensa do seu trabalho”. E essa recompensa será passar da intenção egoísta, Lo Lishma (não em Seu nome), para a altruísta, Lishma (em Seu nome).

Antes e durante os estudos, a pessoa deve esperar com ansiedade essa mudança em si mesma. Este é o lugar onde ocorrem todos os esforços. Na mesma “Introdução”, o Baal HaSulam explica que a pessoa não deve mostrar negligência, nem na quantidade nem na qualidade dos esforços.

Quando nós começamos a estudar, provavelmente desejamos mudar através do estudo e da Luz presente nele, mas então esquecemos disso e nos distraímos, o que significa que não nos esforçamos suficientemente. A quantidade pode ser suficiente, mas o mais importante é a qualidade: até que ponto eu consigo suportar a dor sem abandonar a meta, como uma pessoa doente que só pensa constantemente na cura. Tudo que ela faz, tem a intenção de ajudá-la a melhorar.

A pessoa não se pode atingir tal estado sozinho. Isso só pode ser feito com a ajuda do ambiente. Ele vai forçar a pessoa, por causa da importância da meta, e só assim ele será capaz de avançar.

Resumindo todos os meios que temos, vemos que tanto o grupo, com suas tradições, e eu mesmo, assim como o Criador, o professor, as aulas, e a disseminação, tudo isso é necessário para criar na pessoa uma forte necessidade de mudanças, induzidas por meio do estudo. Devemos chegar exatamanente nesse ponto; ele deve ser o resultado de todos os nossos esforços.

Então, durante a aula, uma verdadeira necessidade pela Luz vai surgir em nós, e nada mais. Não será nem a necessidade por conhecimento, nem por sabedoria, nem por se distinguir em algo: só a necessidade por mudanças internas. E a força dessa necessidade vai ser tão grande que ela realmente vai causar a transformação. Isso permitirá a pessoa começar a relacionar a Torá como um “tempero” e posteriormente, como a Torá da vida, em vez de “veneno mortal”, que ela estava usando antes.

Nós descobrimos a nossa inclinação ao mal com a ajuda da Luz. Essa Luz é chamada de “anjo da morte”. Por um lado, a Luz mostra à pessoa que ela está espiritualmente morta e, por outro, ela ajuda a matar o seu desejo egoísta. É assim que avançamos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/02/11, Escritos do Rabash

O Mais Importante Livro da Cabala

Pergunta: Como é que o Livro do Zohar se encaixa na Cabala?

Resposta: O Livro do Zohar é o principal livro da Cabala. Nós estudamos todos os dias. Acabei de terminar o Zohar, a fim de simplificar a sua linguagem e substituir todas as palavras em Aramaico. Estamos agora traduzindo este livro em todas as línguas e em breve será publicado.

Este livro explica as leis pelas quais o espiritual, o mundo global opera. A diferença entre o mundo espiritual e o mundo material não é que a espiritualidade está em algum lugar lá no céu, nas galáxias. O mundo espiritual é aqui mesmo, no mesmo local, mas não sinto isso porque ele trabalha em uma freqüência diferente, por assim dizer.

Nós estamos olhando o mundo através dos nossos sentidos egoístas, onde cada pessoa percebe apenas o que é benéfico para si . Mas se mudarmos nossos sentidos e atitude perante o mundo e o desejo de vê-lo como ser único, grande e uno, então vamos ver o mundo como um sistema integral de forças, aqui e agora.

Este é o mundo que o Livro do Zohar nos fala. No entanto, este livro é escrito de uma forma que leva o leitor, e sem ele mesmo perceber, o leva a sensação do novo mundo. É por isso que é tão poderoso e um raro livro. O Zohar funciona através de nossa mente e sentimentos, influenciando-nos em todos os lados.

Da minha palestra em Paris, em 1/2/11

Um Insulto À Honra

Pergunta:Existem situações na vida onde alguém me insulta, fazendo-me sentir muito magoado e humilhado. Qual é a ordem exata para analisar esse tipo de situação?

Resposta: No nosso estado atual somos incapazes de dizer qual é a atitude correta à realidade. Nós estamos confusos, estando a meio caminho entre o céu e a terra. Eu ainda não revelei o Criador ,mas eu já não estou mais em total ocultação também. Eu percebo todo tipo de ditos inteligentes, como parágrafos, expressões, e pedações de conhecimento, como revelação, mas isso não é assim. Tudo foi misturado dentro de mim.

Por isso Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Talmude das Dez Sefirot” que durante esses anos a pessoa tem de focar ao máximo no seu desenvolvimento. Esse é um período de grande confusão quando eu não posso entender a verdade, mas eu não posso mais concordar com a mentira. Eu estou sendo jogado de um lado para o outro. [Leia mais →]

Por Que Precisamos Da Linguagem Dos Ramos?

A linguagem dos ramos é entendida quando você ascende deste mundo e, então, no Mundo Superior, você revela as raízes de tudo que existe neste. Mas, a meta não é simplesmente conectar o ramo com a raiz. Essa linguagem não nos conecta com o mundo espiritual, mas com os nossos professores! Esses são os meios que os ajudam a nos ensinar.

Nós não entendemos a linguagem espiritual que eles falam e nós não a aprendemos. E não temos que conhecê-la porque nós já estamos familiarizados com ela desde o nosso mundo. Por isso nós podemos ouvi-la e aprender deles sobre o que acontece no mundo espiritual.

Você abre o livro no qual alguns tipos de palavras estão escritas. Se você não estava vivendo neste mundo, então você não entenderá nada. Mas, desde o nosso mundo, você já está familiarizado com o que os Cabalistas falam e seu desejo de alcançar a raiz, de descobrir o que eles estão apontando no Mundo Superior, uma vez que eles não dizem uma palavra sobre o mundo material.

Os Cabalistas não descrevem nosso mundo nem com uma palavra. A Torá não está conectada ao nosso mundo e a pessoa que a interpreta dessa maneira a materializa e comete o maior crime, criando “ídolos” para si mesma. Fala-se somente sobre o mundo espiritual. Mas, para falar a mesma linguagem que você, os Cabalistas descrevem o mundo espiritual usando palavras do nosso mundo para despertar algum tipo de conexão ou atitude para com elas dentro de nós.

Isso foi deliberadamente planejado no pensamento da criação para que assim nós começássemos a nos elevar do nosso mundo ao espiritual. Assim, temos que usar todos os meios para esta existência neste mundo.

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Da 4a parte da Lição diária de Cabala, 10/02/2011, “A essência da sabedoria da cabala

Quem Me Ajudará?

Shamati 1, “Não há ninguém além d’Ele”. Não só ele não progride no seu (espiritual) trabalho (e não vê nenhuma aclaração a frente), mas (parece a ele que) ele regride, isto é, lhe falta a força para observar (o desejo do Criador) mesmo “para si mesmo”. (enquanto que é o Criador que o empurra para frente).

Nós não criamos um desejo egoísta real que é capaz de superar qualquer coisa. Ao contrário, nós começamos a experimentar fraqueza, indiferença, e operar no piloto automático. “Deixa acontecer o que tiver que acontecer”. Nós somente vamos com a corrente. Algumas coisas às vezes são um pouco melhores e algumas vezes um pouco piores.

Que somente através da superação genuína de todos os obstáculos, acima da razão, ela pode (avançar). O que significa “superar genuinamente acima da razão”? É quando a despeito do desejo e dos pensamentos, sem ter qualquer predisposição para tal, a pessoa começa a se conectar com o professor, como o grupo, e como os livros. No geral isso é chamado “o ambiente” ou cercanias. [Leia mais →]

Agora Eu Entendi!

Pergunta: O senhor tem dito em numerosas ocasiões que as ideias da Cabalá devem ser trazidas para mente dos psicológos e cientístas. Eu ensino psicologia numa universidade e eu notei que como todos os outros cientistas, mesmo os psicólogos têm opiniões muito estreitas. Então, como podemos abordar os psicólogos? Como podemos levar elementos da Cabalá para a psicologia?

Resposta: A princípio, eu mesmo venho do mundo científico. Mas, eu o deixei. Ainda assim, eu respeito as pessoas que, no entanto, tentam descobrir algo sobre a natureza, sobre elas mesmas, e sobre o ambiente. Claro, elas são levadas por qualidades egoístas, mas é assim que o homem é e você não pode fazer nada sobre isso.
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A Luz Procura Um Coração Unido

Dr. Michael LaitmanA Cabalá, o método de alcançar o mundo superior, inclui duas partes:

1. A primeira parte fala sobre como unir-se mutuamente, ou a forma de tentar se conectar e unir;
2. A segunda parte fala sobre como atrair a influência ou o efeito da Luz superior sobre nós.

Antes de começar a estudar, nós devemos ser transpassados pela aspiração de unir nossos desejos. Assim, cada pessoa terá um desejo muito maior que o seu. Ela começará a ser permeada por pensamentos, qualidades e desejos das outras pessoas, que também desejam o mesmo resultado e o mesmo objetivo que ela. Esta deve ser a nossa principal intenção antes do estudo.

A pessoa que não se preparou para o estudo desta forma perde praticamente tudo, porque a influência da Luz superior não vem sobre o desejo de cada pessoa individualmente, mas sobre a aspiração que cada um de nós tem para com os outros, ou seja, sobre nossas aspirações mútuas de unir-nos mutuamente, com todos juntos, em um desejo comum.

Se eu imagino este desejo comum e quero ser incluído nele “como um só homem”, como antes da quebra de Adão em almas separadas, então a minha aspiração recebe a influência da Luz superior. Desta forma, eu realmente ganho a realização espiritual como resultado desses esforços.

No entanto, se eu chegar lá e ouvir sem esses esforços, sem fazer tentativas de ser incluído no desejo comum, a Luz superior não tem nada que possa influenciar dentro de mim. Eu não forneço uma base onde ela possa influenciar e, portanto, todas as minhas ações só provocarão o conhecimento puramente formal, ou seja, eu ouvirei e memorizarei o que está escrito no livro, e nada mais.

Portanto, deve ficar bem claro para nós que a Luz superior vem apenas conforme nossos esforços mútuos. Eles têm que ser mútuos! Portanto, a condição para atrair a Luz sobre nós é a mesma condição que foi exigida durante a recepção da Torá: “Ser como um homem com um coração”. Somente neste caso é que a Luz vem.

Por isso, vamos tentar pensar dessa maneira.

Da 3ª Lição da Convenção em Berlim em 28/01/11

Não Procure O Exagero

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que papel desempenha o ascetismo no desenvolvimento humano?

Resposta: A Cabalá tem uma opinião muito negativa acerca de várias restrições. Não se exige nada de uma pessoa em relação à sua vida terrena. Em princípio, você pode fazer o que quiser.

É algo diferente quando você se vicia em todo o tipo de fetiches nesta vida terrena, introduzindo algum tipo de costumes, hábitos, e exercício nela. Viva de modo normal. Se você gosta de praticar Ioga, então faça-o. Se gosta de correr de manhã, então corra. Se há algum tipo de dieta que é mais saudável para si e outra menos saudável, então coma em conformidade. Nada disto importa. A coisa mais importante é não tornar qualquer coisa num culto.

A Cabalá trata cada pessoa de forma totalmente normal. Ela não se importa com a forma como a pessoa vive, que hábitos tem, e quais são seus costumes, convicções religiosas, e inclinações. Quem ela é na vida terrena não interessa nem um pouco.

Voltemos novamente à essência: o egoísmo cresce em nós de forma a que o compensemos acima de nós mesmos. É por isso que não importa nem um pouco aquilo a eu me pareça. Limitando-nos em termos de comida ou aplicando qualquer tipo de método – nada disto ajudará. Nada ajudará.

Pelo contrário, a pessoa que faz algum tipo de exercício físico ou mantém algum tipo de limites estritos pensa que já avançou, que atingiu algum tipo de nível, que é correcta, e por aí fora.

Isto só confunde as pessoas. Portanto, viva normalmente, calmamente, coma bem, e pense acerca da sua saúde e profissão. Faça parte de todas as coisas que a sociedade que o rodeia faz.

E juntamente com isto, estude Cabalá. Este estado equilibrado e normal é o preferível. O destino colocou-o neste ambiente; por isso siga o seu fluxo. Então, você verá que na realidade, tudo à nossa volta está no seu estado ideal, além de si.

O negativo é compensado com o positivo corrigido.

Da 2ª Lição do Congresso de Berlim em 28/1/11