Textos na Categoria 'Estudo Cabalístico'

Todo Mundo É Um Pouco De Um Filósofo

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, item 23: acontece que uma vez vestida em um corpo humano, ela (a alma) gera necessidades, desejos e idéias para satisfazer seu desejo de doar ao máximo, ou seja, dar contentamento ao seu Criador, de acordo com o tamanho do seu desejo.

Pergunta: Por um lado, diz-se que devemos ser guiados apenas pelo que vemos, mas, por outro lado, temos que separar dos termos corporais comuns “corpo” e “alma”, assim, como podemos integrar as duas coisas?

Resposta: Eu vejo o mundo corpóreo em que vivo agora. Estudamos sobre isso nas universidades e não nas aulas de Cabala. Nós, por outro lado, estudamos sobre algo que está acima disso, a realidade espiritual. Não está diante dos meus olhos, e eu devo adquirir uma nova visão a fim de vê-la. Eu não preciso de olhos corporais para isso, mas espirituais.

Cabalistas nos dizem que, assim como o corpo físico, há também um corpo espiritual, e é outorga. A vida nele é a Luz que o preenche. O corpo espiritual é na verdade a Luz Retornando (Ohr Hozer) e sentimos o corpo de acordo com a sua medida. [Leia mais →]

Degraus Para O Zohar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Artigo, ““Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: Nós podemos ver que todas as interpretações do Livro do Zohar anteriores a nós não esclareceram nem dez por cento das partes difíceis no Zohar. E, no pouco que esclareceram, suas palavras são quase tão vagas quanto as palavras do Zohar em si.

Como o Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, no parágrafo 155, que os livros de Cabalá foram escritos para aqueles que já alcançaram a realização espiritual ou desejam adquiri-la. Para essas pessoas, esses livros são como um meio para o avanço; é possível atrair a Luz que Corrige com eles.

Então, por que as interpretações e explicações importam para nós? Por que o Baal HaSulam escreveu o Comentário Sulam para O Livro do Zohar?

O Comentário Sulam nos ajuda a subir até o texto do Livro do Zohar, a fim de usá-lo e obter a Luz que Reforma de lá. Primeiro é necessário abordar, se aproximar, subir até este livro, e assim você se beneficia, desfruta e recebe dele a Luz que Reforma. Depois disso eu subo novamente, me aproximo, e novamente recebo a Luz que Corrige dele. É assim que acontece em todos os 125 níveis.

Isto é, há 125 níveis no Livro do Zohar, e o Comentário Sulam também tem 125 níveis que me permitem subir ao nível do Livro do Zohar e usá-lo de acordo com a sua missão, para atrair a Luz que Corrige e me corrigir. É como se eu estivesse subindo uma escada numa biblioteca, indo de camada em camada, recebendo cada vez uma nova edição do mesmo livro.

Consequentemente, o Comentário Sulam não é apenas uma explicação do livro. Daí o nome, porque “Sulam” significa escada. Portanto, ao me envolver com o Livro do Zohar e este comentário juntos, eu posso usar a linguagem da Cabalá e a linguagem do Midrash, “a linguagem dos ramos”, que me permitem chegar perto do texto e ansiar ativar o que ele descreve lá e alcançar o que está latente lá.

Eu não imagino um Jardim do Éden com almas flutuando, mas sei que ele está falando do meu mundo interior, de como estou ligado a um grupo, como descrevo para mim mesmo a imagem do estado espiritual que surge dentro do meu desejo de receber através da rejeição e redução da Luz refletida.

Portanto, o livro deve nos preparar para a compreensão correta do que eles escreveram. E desde o início ficou claro que O Livro do Zohar não só deveria ser ocultado até o nosso dia, mas também tinha que receber um complemento que tornasse possível para a nossa geração usá-lo, a fim de extrair a Luz que Corrige dele.

Sem o Comentário Sulam não teríamos a possibilidade de extrair a Luz que Reforma deste livro. De fato, por mil anos após a descoberta do Livro do Zohar não podíamos realmente usá-lo até que o tempo chegasse para apresentá-lo ao povo. Assim, o Baal HaSulam veio e deu seu Comentário para ele, que é usado como uma “escada”, através da qual temos a possibilidade de subir a todos os níveis dos 125 níveis da realização espiritual.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/13, Escritos do Baal HaSulam

A Ciência “Árida” Não Vai Substituir A Realização Do Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não tenho nenhum desejo de simplificar a sabedoria da Cabalá para a estrutura de distribuição às massas. Eu quero estar envolvido com uma ciência metódica árida e passá-la desta forma. Isso me preocupa muito. Com o que isso poderia estar conectado?

Resposta: Isto é devido ao fato de que você não entende o quanto a sabedoria da Cabalá é uma ciência prática. Todos os cálculos e esboços são bons apenas quando você vê ações claras e precisas por trás deles: como a humanidade vai ascender ao nível do Criador, revelar-se ao outro mundo, à próxima dimensão, por si só.

Quando isso realmente começar a ser mostrado para você de forma prática, e a sabedoria da Cabalá é uma ciência totalmente prática, então você não terá quaisquer contradições e oposição entre ela e o trabalho com as massas. Este é um trabalho, como cuidar de um recém-nascido, quando você o alimenta e depois o limpa, alimenta-o e limpa-o após, o tempo todo. E você faz isso por muitos meses, até que ele se torne uma criança maior.

Inicialmente, este trabalho lhe parece infeliz, desagradável, repugnante, e até mesmo desnecessário. Mas isso vai passar.

Na medida em que você mesmo entrar na ciência da Cabalá, você vai sentir cada vez mais o quanto é impossível avançar sem realização, e todo esse cálculo estará vazio, não vai substituir a descoberta do mundo superior. O mundo superior só pode ser descoberto quando você age em participação mútua com os amigos e, através deles com o Criador, e, simultaneamente, desce com isso até as massas da sociedade.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 13/12/13, Lição 1

Zohar Para Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vamos ter uma Convenção internacional em breve, na qual celebraremos a publicação do Livro do Zohar adaptado para a nova geração. O que isso significa?

Resposta: Ao trabalhar com este livro nós temos consciência, entendemos e sentimos que temos uma fonte de poder que pertence à natureza superior, à força que controla tudo no mais ínfimo pormenor, na menor célula, até o último átomo. O Livro do Zohar tem uma qualidade especial que nos permite conectar a esta força e ser inspirados por ela. Assim, nós seremos capazes de entender, sentir, e trabalhar de acordo com ela.

Não temos outra chave ou canal de conexão, excepto O Livro de Zohar. Todos os outros livros de Cabalá foram realmente escritos para que pudéssemos abordar o principal livro e usá-lo corretamente. Portanto, nós celebramos a publicação do Zohar para Todos .

Nós temos que entender que estamos à beira de uma nova era, passando para o nível de um novo desenvolvimento. Nós temos que disseminar este livro em todo o mundo, e produzir muitos outros materiais complementares que servirão para aproximar as pessoas dele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Mil Entram Numa Sala E Todos Saem Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se que mil entram numa sala e só alguns são beneficiados com a descoberta do Criador. Portanto, eu sou tomado pelo medo. Será que eu tenho o potencial para descobrir as Reshimot?

Por um lado, eu entendo que o trabalho espiritual é um grande benefício e, ao mesmo tempo, não consigo me livrar do medo. Como a pessoa deve trabalhar isso?

Resposta: Nós sabemos que centenas de milhões de pessoas querem ser ricos, famosos, e estar no controle. Quantos deles alcançam esse objetivo?

O objetivo espiritual é obrigatório para todos. A expressão que mil entram numa sala e só um alcança o objetivo pertence aos Cabalistas das gerações anteriores. Naqueles tempos não era necessário que todos alcançassem os mundos espirituais e os indivíduos mereciam este agiu de acordo com leis muito complexas. Eles tinham que manter condições muito rígidas e difíceis, a fim de entrar no mundo superior.

Em nossos dias, cada dona de casa, cada cara simples da América do Sul, da Sibéria, de Israel, dos Estados Unidos, e de outras regiões, pode alcançar isso sem qualquer preparação; o desejo simplesmente inflama dentro deles e isso é tudo. Nós estamos entrando num estado como esse, onde todos, sem exceção, devem avançar para a meta.

Nós até nos voltamos àqueles que não têm esse desejo, a fim de despertá-lo neles e evitar um avanço posterior sob a influência do sofrimento, porque o mundo já está num estado de ameaça; nós vemos para onde tudo está avançando. Portanto, a condição de que, “mil entram e um sai” não é relevante para nós. Hoje, todo mundo deve sair para o mundo espiritual, mesmo aqueles que ainda não entraram, sem mencionar aqueles que são como nós.

Hoje, essa condição não funciona, esqueça-a. Os Cabalistas, simplesmente nos lembravam disso para nos estimular um pouco, pois, apesar de tudo, a pessoa deve levar isso muito a sério. Isto está em nosso poder.

Os Cabalistas estão, aparentemente, nos dizendo, atue nessas estruturas que você pode e, assim, você vai ter sucesso. Isto significa que você deve dedicar todo o seu tempo livre para o trabalho interno. Pelo menos é necessário tentar direcionar a nossa intenção para isso o tempo todo.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 13/12/13, Lição 1

Equilíbrio, Emoção E Intelecto

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sinto que sou oprimido por sensações internas que são incompreensíveis para mim: grande entusiasmo do qual eu poderia explodir. O que devo fazer com isto, estabelecer algum tipo de barreira e dizer a mim mesmo que não quero isso?

Resposta: Eu acho que este é apenas o estágio inicial de sua familiaridade com a sabedoria da Cabalá, com o grupo, com as forças que atuam nesta sociedade. Como regra geral, um estado assim tipifica novos alunos. Eles se encontram em algum tipo super excitação e atividade, numa fase de transição singular.

Em geral, quando nós conectamos um dispositivo a uma rede elétrica ou eletrônica, a primeira onda passa por ele, de modo que, no início, um processo súbito e transitório acontece, e depois  tudo se acalma e entra num estado normal. Eu acho que pode ser que você ainda esteja em um estado assim, e portanto é necessário esperar até que isso passe. Se o estudo influencia você desta forma e, então, como regra, neste estado é muito importante conversar mais com os amigos, tentar equilibrar a emoção com a ação.

Eu aconselharia você a dedicar mais tempo para estudar “O Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, ou O Estudo das Dez Sefirot, onde uma linguagem Cabalista árida e científica explica o que acontece com os desejos, com a sua quebra em cinco estágios, em cinco mundos; em outras palavras, penetra mais na ciência. Ela realmente relaxa a pessoa porque tem uma influência muito profunda e positiva, não nas emoções, mas na mente. Tente equilibrar o coração e o intelecto.

Você vai encontrar alguns amigos com quem você pode aprender a sabedoria da Cabalá, e não estar ficar envolvido com todos os tipos de atividades psicológicas dentro do grupo. Elas são obrigatórias, mas é preciso equilibrá-las. Eu sei disso da minha grande experiência e aprendizagem com o Rabash.

Quando eu trouxe 40 alunos para ele e nós começamos a trabalhar com eles, também havia anormalidades semelhantes entre eles. Parte deles estavam envolvida apenas com a aprendizagem “árida”, outros sentiram uma sobrecarga emocional tal que não podiam fazer nada com eles mesmos. Houve um problema com estes e com aqueles. Em casos como estes, o Rabash sempre dava uma ordem: adicione uma coisa, subtraia uma segunda coisa e assim por diante, como um bom cozinheiro que sabe precisamente quantos gramas de especiarias ou de outros aditivos são necessárias para fornecer o prato com o sabor final. Se você aprender num grupo com os amigos e equilibrar suas emoções através de um estudo sério, você vai ver que vai dar um salto.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites”  13/12/13, Lição 1

Os Belos Substitutos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Revelar uma Porção, Cobrir Duas”: Isto significa que os segredos da Torá são revelados apenas para aqueles que temem Seu nome, os que guardam a Sua Glória com seus corações e almas, e que nunca cometem qualquer blasfêmia. Esta é a terceira parte da ocultação da sabedoria.

Esta parte da ocultação é a mais estrita, na medida que este tipo de revelação falhou muitas vezes. Disso decorrem todos os encantadores, sopradores, e Cabalistas “práticos”, quem caçam almas com sua astúcia, e os místicos, que usam uma sabedoria definhada que veio sob as mãos de estudantes indignos, para tirar proveito do corpo, para si ou para os outros.

A sabedoria da Cabalá é diferente de todas as ciências do mundo. Qualquer outra ciência está disponível a todos, pelo menos até certo ponto, e se você não a entende hoje, vai entender amanhã. Não importa quem você é por natureza, você não tem que mudar seu personagem. Por exemplo, um físico pode ser um nazista e misantropo, ou, inversamente, irradiar bondade e generosidade. Em suma, em todos os campos do conhecimento uma pessoa pode seguir em frente sem mudar a si mesma.

Por outro lado, a ciência da Cabalá é alcançada apenas em vasos corrigidos, ou seja, desejos nas propriedades corrigidas. Portanto, as pessoas que só vivem neste mundo não entendem isso. Como eu devo mudar a mim mesmo? O que devo mudar em mim mesmo? De fato, estudos regulares não ajudam na Cabalá, e experimentos de laboratório e peças práticas adquirem um caráter muito diferente aqui. Nesta ciência, as ações são realizadas não num nível físico e a análise não é realizada pela nossa mente atual.

Como resultado, as pessoas não entendem o que é a ciência da Cabalá. Ela realmente está oculta delas. Nem sequer está claro o que é necessário para superar este limite.

Os Cabalistas inicialmente ocultaram seus livros, querendo salvar as pessoas da confusão. Na verdade, muitas estudariam textos Cabalísticos numa vã tentativa de chegar à verdade. “Talvez seja necessário ler num determinado momento do dia? Ou talvez memorizar?” Para evitar isso, os Cabalistas ocultaram sua ciência da humanidade, como se ela nunca tivesse existido, e conseguiram fazê-lo até certo momento, embora problemas ainda surgissem quando alguns conhecimentos vazavam aqui ou ali.

Portanto, a sabedoria da Cabalá não é compreendida pela humanidade ou pelos filósofos, e é incompreensível para os cientistas. Afinal, antes de revelar o mundo superior, a pessoa deve mudar a si mesma. Mas as pessoas, alheias a esta abordagem, já decidiram que basta ler livros Cabalísticos.

A mesma coisa aconteceu com a Torá, que cada um reorganizou a sua própria maneira, criando religiões e crenças a seu gosto e transformando, assim, o “elixir da vida” na “poção da morte”. Na verdade, com esta abordagem, nós apenas nos destruímos, nos afundamos numa egoísmo maior. Em vez de atrair a Luz, as pessoas preferem o uso “tradicional” das fontes primárias, na esperança de que isso vai satisfazer o seu amor próprio. Enquanto isso, a Torá é dada apenas para corrigir o coração onde a inclinação ao mal governa.

Além disso, há outro problema; Baal HaSulam escreve que muitos, incluindo os cientistas, ainda acreditam que simplesmente lendo um texto Cabalístico, entendem o que está escrito. As pessoas não percebem a necessidade de obter uma nova mente; para se tornarem imbuídos de um espírito novo, um novo sentimento, e uma nova atitude, para mudar a sua mentalidade, perspectiva, e mudar o seu mundo interior. Sem mudar internamente, elas se consideram especialistas, escrevem teses e, em geral, falam “com competência” sobre a Cabalá.

É uma pena que uma pessoa se depare com esta abordagem externa superficial do problema. Afinal, apenas aquele que consegue primeiro corrigir suas próprias propriedades pode compreender os livros Cabalísticos. A ciência da Cabalá foi aberta para o estudo de todos somente nos nossos dias, e apenas para a correção interna com a ajuda da Luz que Corrige. Portanto, aquele que estuda para não atrair a Luz para correção pessoal, ainda não sabe o que significam a Torá e sua parte interna, a ciência da Cabalá. Se uma pessoa não tem isso como objetivo, o “elixir da vida” se transforma na “poção da morte” para ela.

Assim, não só vários “filósofos” refletem sobre a ciência da Cabalá, mas também se afastam da verdade e confundem outros. É uma pena quando a única coisa que os Cabalistas queriam impedir ocorre. Obviamente, o mundo precisa de um longo caminho de correção antes que sejamos capazes de nos livrar deste vício debilitante.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/13, Escritos do Baal HaSulam

A Ciência Mais Prática

Pergunta: Precisamos da “rua” para continuar o desenvolvimento do método integral?

Resposta: Claro! A sabedoria da Cabalá e a técnica de Educação Integral como parte dela são uma realização prática e material da antiga sabedoria. Aparentemente, toda a teoria é explicada para nós, mas ao mesmo tempo, não tudo.

O que os Cabalistas do passado que nos deixaram dos tempos antigos até o nosso tempo é descrito muito frugalmente. Você não pode imaginar quantas peças estão faltando! Eles não podem transmitir todas as nuancias deste sistema que vem do mundo superior e desce para baixo; em vez disso, eles deram apenas um pequeno fluxo de informação que explica de que modo isso está ligado a nós. Todo o resto das partes deste imenso sistema não são imperativas para nós. [Leia mais →]

Nós Mesmos Criamos O Criador

Dr. Michael LaitmanUm idólatra é aquele que trabalha em benefício do seu egoísmo e o transforma num ídolo.

As nações do mundo que criam imagens e constroem estátuas não são consideradas como adoradores de ídolos, porque não estão cientes de que a sua natureza original é o desejo de receber. Em outras palavras, há aquelas pessoas que criam imagens corporais e há outras que criam figuras imaginárias.

Pergunte a qualquer judeu porque ele fecha os olhos quando diz: “Ouve, ó Israel, O Senhor nosso Deus, o Senhor é um”. Ele não sabe. Ele sequer entende que faz isso porque é proibido para uma pessoa imaginar qualquer imagem!

O Criador é o atributo de doação e amor, e Ele só existe dentro do nosso desejo interior corrigido, e nós só podemos descobrir esse atributo de acordo com nosso desejo. Caso contrário, ele não existe! Ele não existe em lugar algum, nem mesmo como a Luz Circundante. Nós simplesmente falamos desta forma, a fim de expressar de alguma forma o atributo espiritual em nossa linguagem corporal.

O Criador, (Bo-re) significa “venha e veja”, e se você alcança o seu vaso, você pode descobri-Lo. Ele não existe fora do vaso. É impossível explicar isso para uma pessoa comum. Ela acha que se ela acredita, isso significa que existe um Criador.

Na verdade, não há nenhuma base para isso. Nós mesmos criamos o Criador, que surge dentro de nós de algum tipo de dimensão transcendental de acordo com nossas propriedades.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 23/10/13

A Sabedoria Da Cabalá Está Sendo Revelada

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”: “Eu estou contente por ter nascido em tal geração em que é permitido revelar a sabedoria da verdade. E você deve perguntar: “Como é que eu sei que é permitido?” Eu vou responder que me foi dada permissão para revelar. Até agora, os caminhos pelos quais é possível se envolver publicamente e explicar plenamente cada palavra não foram revelads a nenhum sábio…

E é isso que o Criador me deu em toda a extensão. Nós consideramos isso como dependente não da grandeza do sábio, mas do estado da geração, como nossos sábios disseram, “Pequeno Samuel era digno, etc., mas sua geração era indigna”. É por isso que eu disse que eu ser recompensado com a forma de revelar a sabedoria é por causa da minha geração”.

Assim, podemos entender os acontecimentos históricos em que nos foi permitido por vezes revelar a sabedoria da Cabalá, como no caso de Moisés, os profetas, a Grande Assembleia, Rabi Shimon, e uma cadeia de Cabalistas individuais durante o tempo do exílio até os dias do Ari, que recebeu permissão de revelá-la e, portanto, chegou a altura espiritual que chegou. Além disso, houve muitos Cabalistas que não receberam tal permissão, já que o tempo em que viveram não era certo para a revelação. Eles realizaram correções por si mesmos porque estavam no sistema superior de doação, mas não podiam anunciar o que eles alcançaram.

Entretanto, o processo avançou até a época do Baal Shem Tov, que publicou mensagens Cabalísticas por suas ações e não escrevendo livros. A questão não é saber se ele queria ou não, não tem nada a ver com os desejos do Cabalista. Cada um executa a missão que foi dada.

Finalmente, no século passado, Baal HaSulam também recebeu permissão para revelar a sabedoria. Nós já vivemos numa geração em que todos estão autorizados a estudar a sabedoria da Cabalá; é permitido a revelá-la e ensiná-la aos outros. Todas as limitações foram removidas, como Baal HaSulam nos diz no início de O Estudo das Dez Sefirot. Diz-se que, graças a essa sabedoria os “filhos de Israel” vão sair do exílio.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/13, Escritos do Baal HaSulam