Textos na Categoria 'Estrutura do Universo'

Atraia Diversas Luzes

567Pergunta: Malchut sobe até Zeir Anpin, onde a luz refletida é atraída e ocorre um Zivug. A luz refletida não vem do Partzuf anterior, mas da luz circundante (Ohr Makif) que foi previamente rejeitada.

Qual a diferença entre a luz refletida de Chochma no nível anterior e a luz refletida de Chochma no estágio atual? Trata-se de uma nova porção da mesma luz ou existem diferenças na própria luz?

Resposta: Existe uma grande diferença entre essas luzes. No nível anterior era Partzuf Keter, e agora é Partzuf Chochma, e várias interações ocorrem entre elas.

Acredito que devemos memorizar mecanicamente o que Baal HaSulam escreve e, mais tarde, quando sentirmos isso em nós mesmos, ficará gradualmente claro como essas luzes entram, saem e se alternam umas com as outras.

Pergunta: Será que cada um de nós que se dedica à correção merece atrair uma nova luz?

Resposta: Sim, cada um de nós atrairá a luz que é atraída por sua alma, sua Malchut.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 28/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot

A Distribuição Da Luz

521Pergunta: A primeira expulsão da luz do Kli ocorreu instantaneamente, enquanto a segunda ocorreu gradualmente. O que essa saída de luz realiza?

Resposta: O fato é que a luz é expelida gradualmente, em princípio, da mesma forma que entra no Kli. Portanto, cada fase de operação da luz deve ser examinada separadamente.

Pergunta: Qual é a diferença entre a primeira e a segunda propagação da luz?

Resposta: No segundo caso, já existem Reshimot, da primeira expansão, que se sobrepõem à atual.

Consequentemente, a luz que entra no Kli agora já é multifacetada e contém discernimentos adicionais e frequências internas que o Kli recebe progressivamente, passo a passo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 28/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot

A Diferença Na Percepção Da Luz Em Toch E Rosh

232.08Qual a diferença entre a percepção da Luz no Toch (corpo) e no Rosh (cabeça)?

No Toch, já é um Kli, um vaso de recepção e adesão reais. No Rosh, porém, é apenas sensação, na qual o Kli participa somente por sua presença, não por recepção.

Todas as sensações são sentidas no Rosh do Partzuf, pois a percepção sempre ocorre na cabeça.

Portanto, todos os atos de doação e conexão ascendem do Guf ao Rosh, aproximando-se daquela parte que conduz a luz.

Como resultado, o Rosh passa por mudanças e absorve a luz mais profundamente. Então, a cada vez que ocorre uma reversão, como consequência desse processo, o Guf começa a receber mais da luz que foi revelada dentro do Rosh.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 21/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual—269

234Pergunta: Como Malchut de Rosh determina quanta luz permite entrar no Peh para que ela passe para o Guf?

Resposta: Não posso dizer, mas pela forma como agimos e nos conectamos com as propriedades internas de Malchut de Rosh, começamos a sentir suas propriedades e ações, e assim começamos a compreendê-las e vivenciá-las. É assim que aderimos a Malchut de Rosh.

Pergunta: Está escrito no TES que existe um Zivug superior para a partida da luz e um Zivug superior para trazer prazer, para a propagação da luz. E ambos são definidos como alegria. Não está claro o que é a alegria proveniente da partida da luz. Quem está se alegrando e por que está se alegrando?

Resposta: Qualquer ação que realize um Partzuf visa satisfazer o desejo superior.

Pergunta: Podemos dizer que a reversão para luz refletida ocorre no momento em que o Kli sente o desejo do Criador de preenchê-lo?

Resposta: Podemos dizer isso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 26/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Alcance A Perfeição Indescritível Do Criador

232.08A quarta fase do desejo, “Behina Dalet”, é a criação e é a mais distante do Criador em suas propriedades. Ao mesmo tempo, é a mais próxima Dele em sua capacidade de alcançá-Lo.

As outras fases são impossíveis de avaliar em relação à realização, pois não há luz refletida nelas. Ela só aparece quando Behina Dalet trabalha com elas.

Digamos que, movido pelo meu egoísmo, pelo desejo de obter prazer, eu me inspire em alguma melodia, pintura ou história. Essas obras de arte em si não possuem sentimento ou atitude alguma. Contudo, quando me conecto com elas através do meu egoísmo, atribuo-lhes sentimentos e, por meio deles, alcanço o Criador. Elas sozinhas não possuem isso, e esse é o conceito das nove primeiras Sefirot.

As nove primeiras Sefirot são as propriedades que, em conexão com meu egoísmo, me ajudam a revelar as propriedades do Criador que Ele manifesta em relação a mim, à minha percepção.

A dificuldade da percepção do Criador reside no fato de Ele agir “em círculos” (sem quaisquer limitações), enquanto a criação precisa responder a Ele “em linha reta”, ou seja, com a barreira que limita o egoísmo. Contudo, quando nos elevamos pela fé acima da razão, degrau por degrau, essa ascensão torna-se contínua, analógica, integral. Uma vez concluída a ascensão, nós a percebemos de forma discreta, como um degrau específico.

Revelamos algo a partir dos “círculos”, da perfeição do Criador, por meio da qual nos elevamos pela fé acima da razão. A fé acima da razão nos permite alcançar o grau máximo, partindo da “linha reta” da criação em direção à “perfeição circular” do Criador.

A força da unidade nos vem da luz eterna. Assim, ao alcançarmos alguma medida da propriedade de doação através da luz, a força da “perfeição circular”, onde todos são iguais, formamos em nós mesmos desejos que se aproximam do círculo, do Criador. Contudo, eles se formam em nós através de nossa “linha reta”.

Gradualmente, alcançamos o círculo através da linha reta, mas sempre resta algum elemento adicional elusivo que nos falta. É como quando calculamos uma integral matemática: dividimos a área em uma infinidade de retângulos que se aproximam da curva, mas sempre resta um resto não capturado.

Da Lição Diária de Cabalá de 19/03/18, “O Estudo das Dez Sefirot

Um Copo Para Quem Tem Sede De Água

525Não existe nenhuma tela nos círculos que possa captar a luz refletida. Sem ela, o ser emanado não consegue se conectar com a luz superior. Aprendemos ali que o vaso da linha é chamado de “tubo…”

Embora os vasos dos círculos estejam muito acima da linha, eles não recebem luz por si mesmos. Em vez disso, devem receber toda a luz neles através dessa linha, que está muito abaixo deles… (Baal HaSulam, “Estudo das Dez Sefirot” Vol. 1, Parte 2, Capítulo 1, Itens 3 e 30).

Em Malchut do mundo do infinito, todos podiam receber tudo o que desejassem. Não havia desejo em você que a luz não pudesse satisfazer perfeitamente. Mas, após a restrição, surgiu uma limitação: apenas os desejos que possuíssem uma tela poderiam ser satisfeitos, e somente até o limite dessa tela, através da “linha”, ou seja, por meio da tela.

Todos os outros desejos, os chamados “desejos circulares”, recebem apenas uma tênue iluminação da linha. A linha os preenche porque, embora lhes falte uma tela, ainda estão sujeitos à restrição.

Portanto, os desejos dentro da “linha” operam ativamente: eles atraem a luz, preenchem a linha e, através dessa linha, preenchem os “desejos circulares”. Os desejos circulares não desejam receber de forma egoísta; eles simplesmente não podem atrair a luz com o propósito de doar. Como resultado, recebem uma leve iluminação — chamada “ Nefesh ”.

Os desejos circulares são vastos; abrangem todos os desejos do mundo infinito. Mas, após a restrição, só podem receber iluminação através de uma “linha muito tênue”. A luz dessa linha é tão pequena em comparação com a luz que antes existia nos desejos circulares, em relação à sua capacidade, que é como tentar encher uma piscina gigante com um único copo d’água.

Contudo, isso lhes proporciona alguma energia vital. Por outro lado, receber tal iluminação os torna mais sensíveis e desperta desejos interiores mais profundos. Ou seja, essa luz não satisfaz os desejos, mas sim estimula neles um anseio de realização.

É assim que operamos até o fim da correção. Assim que corrijo um desejo, realizo um Zivug e me preencho, imediatamente crio um espaço para uma descida. Sempre trabalhamos para avançar e depois caímos, trabalhamos novamente, subimos e caímos novamente. É assim que o progresso se desenrola.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá de 27/06/11, “O Estudo das Dez Sefirot

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual—268

281.01Pergunta: Como podemos sentir a luz interior entre nós?

Resposta: Ainda não conseguimos sentir a luz entre nós. Primeiro precisamos aprender a realizar diversas ações: como nos elevar a um único Kli onde possamos nos reconhecer, sentir um ao outro e realizar ações no Partzuf geral.

Pergunta: Está escrito em O Estudo das Dez Sefirot (TES), Antes dos Akudim, ou seja, em Malchut do Rosh, não poderia haver qualquer limitação ali, porque quando a Malchut limita e eleva a luz refletida nas dez Sefirot do Rosh, essa limitação é, na verdade, doação.

Qual é essa limitação que constitui a própria doação?

Resposta: O fato é que Malchut não recebe luz. Sua única função é repelir a luz superior com seus esforços e se revestir dela.

Pergunta: Devido à discrepância entre as características humanas e a luz superior, a criação sente vergonha, e parece que esse processo não está nas mãos do homem. Como podemos evitar isso e permitir que a luz feche o ciclo?

Resposta: Isso ainda está por vir. Não podemos realizar essas ações, então nem as explico. Mais tarde, elas se manifestarão, e vocês as identificarão a partir de nossos estudos.

Da Lição Diária de Cabalá de 25/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual—267

548.02Pergunta: Dizemos que Akudim significa conectado. Ou seja, quando as propriedades estão conectadas corretamente, elas formam o Kli correto. Podemos também dizer que precisamos conectar corretamente em nossa ascensão de baixo para cima?

Resposta: Naturalmente.

Pergunta: Então, uma pessoa na unidade da dezena revelará todas essas propriedades à semelhança do Criador?

Resposta: Sim, na conexão entre nós, revelaremos a forma correta do Kli.

Pergunta: Por que a ordem da dezena dentro de um único Kli é determinada em relação a Bechina Dalet, em vez de Bechina Aleph, Bet ou Gimel, como critério local? Ou seja, por que o eixo determinante está conectado à raiz do receptor e não aos estados intermediários?

Resposta: A que mais pode estar conectado? O mais importante é Malchut. Se não há Malchut , não há Kli. Malchut é o desejo de receber no Kli, e é a única que determina que tipo de Kli é, o tipo e o poder do Kli. Tudo isso é determinado apenas por Malchut.

Pergunta: Por que a quebra dos Kelim ocorreu no mundo de Nekudim e não em Akudim?

Resposta: Em Akudim, todas as Sefirot estão, por assim dizer, unidas em um único Kli, um único Zivug, uma única disseminação de luz. Portanto, não há razão para divisão. No mundo de Nekudim, porém, já existe uma diferença entre a luz e o Kli que a recebe. É por isso que há divisão no mundo de Nekudim.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 23/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot

O Que Torna A Tela Mais Fina?

232.06Pergunta: O que causa o afinamento da tela durante a subida?

Resposta: A tela só fica mais fina se houver um motivo para isso.

Mas, em geral, poderíamos dizer que a tela se expande e se torna mais espessa em vez de mais fina, porque quanto mais ela ascende, mais forte ela deve ser.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá de 26/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot

Perguntas Sobre O Trabalho Espiritual—266

281.02Pergunta: O que significa “vestimentas que refletem luz direta”? Será que Malchut descobre algo na luz direta por meio dessa ação?

Resposta: Malchut, envolta na luz superior, começa a sentir o quão insustentável é recebê-la. Consequentemente, abstém-se de fazê-lo.

Pergunta: Você disse que, se quisermos fazer algo por outra pessoa, esse desejo deve ser plenamente realizado. Essa parece ser uma regra que pode nos elevar espiritualmente, mas, por algum motivo, não a utilizamos. O que nos falta?

Resposta: Vocês não têm força suficiente para doar.

Pergunta: De onde vem a luz direta no primeiro Partzuf Galgalta?

Resposta: Em qualquer Partzuf há luz direta (Ohr Yashar) e luz refletida (Ohr Hozer).

Ohr Yashar vai de cima para baixo, da luz do infinito na cabeça do Partzuf.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 21/10/25, “O Estudo das Dez Sefirot