Textos na Categoria 'Egoísmo'

Filhos Do Universo, Parte 7

Dr. Michael LaitmanO grande desenvolvimento da humanidade não presta atenção ao universo, e ainda é o lugar onde podemos encontrar nossas raízes. Nos enormes espaços abertos do universo, nós encontraríamos a força, aglomerados de outros tipos de matéria, antimatéria, etc.

É claro que os seres humanos exploram o universo, mas não dão a sua pesquisa o peso suficiente, porque eles estão certos de que o nosso futuro depende de quem é mais forte, mais rico ou mais poderoso. Nosso avanço não visa compreender a natureza em sua plena revelação, nem incentivar o reconhecimento de nossas deficiências.

Eu presumo que o universo é completa doação e que a força de doação criou e organizou tudo o que existe. Finalmente, através da combinação de certas forças, a doação gerou os níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza.

O universo continua a desenvolver a matéria no sentido de um nível especial, qualitativamente novo, no qual a matéria de repente se questiona sobre a força que a lançou: “De onde nós viemos? Quem somos nós?”.

Nós sabemos que o pensamento por trás de qualquer ação está no resultado para o qual a ação foi concebida. Nós reagimos ao resultado; no entanto, nós nunca prestamos atenção suficiente, nem nunca alocamos energia suficiente para esclarecer o que exatamente está nos influenciando.

Por outro lado, nós reconhecemos que somos o resultado da atividade desta força. Ao explorar a natureza humana, nós vemos claramente que não possuímos qualquer livre arbítrio nem desfrutamos de liberdade de ações. Nós somos pré-condicionados por nossos genes, instintos, cálculos sobre lucros e perdas, utilizando fórmulas primitivas.

Aqui está o problema: como podemos explorar o universo, a sua evolução e os processos que passamos se dedicamos toda a nossa energia para outras coisas?

Um dos meus alunos trabalha no Grande Colisor de Hádrons, na Suíça. Ele me disse que no início houve debates intermináveis ​​sobre se era ou não era bom começar um projeto tão enorme e caro. No entanto, o custo do Colisor é equivalente ao custo de manter as tropas americanas no Afeganistão durante uma semana.

Então, é óbvio que não aplicamos esforço suficiente para explorar a natureza. Eu lamento muito por este estado das coisas. Se nós conhecêssemos a natureza suficientemente bem e difundíssemos melhor o conhecimento para as massas do que fazemos hoje, reconheceríamos nossas deficiências. Nós descobriríamos a falta de novas propriedades: as de doação.

Então, além do desejo de receber que já temos, nós também obteríamos o poder de doação que nos permitiria explorar a natureza a partir de um novo ângulo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Os Filhos Do Universo, Parte 10

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está dizendo que até agora nós temos estudado a natureza de uma forma limitada, subjetiva, já que baseamos nossos estudos em nosso ego que limita cada pesquisa.

Isso significa que não devemos inventar novos telescópios, microscópios e aceleradores de partículas, mas sim algo que seja totalmente diferente. Que tipo de instrumento nós precisamos para estudar o universo?

Resposta: Nós precisamos de um novo programa para a humanidade. A natureza nos fez egoístas, e, nesse sentido, não somos muito diferentes do nível animal. Nós só inventamos diferentes ferramentas e instrumentos e agora temos bombas atômicas e outras armas em nossas mãos, em vez de um pedaço de pau. Nós temos avançado na mesma direção através da nossa evolução.

Mas, se quisermos realmente sair de nossa bolha e não continuarmos sendo o verme que vive no interior do rabanete amargo, que percebe isso como todo o seu mundo, nós precisamos prestar mais atenção e fazer mais esforços para a aquisição de uma segunda natureza. Nós temos que tentar nos programar de novo nesse sentido, de modo que os dois tipos de natureza serão integrados dentro de nós: tanto a nossa velha natureza que recebe e a nova natureza que doa e dá.

Então, nós vamos ver realmente a outra metade do universo, do mundo, ou mesmo mundos, e também vamos ver a razão para tudo o que acontece. Na verdade, ao estuda a natureza da doação é que nós atingimos e aprendemos sobre nossa raiz e seu plano. Caso contrário, se ficarmos dentro, não vamos descobrir ou saber nada sobre nós mesmos e simplesmente continuaremos a melhorar os nossos brinquedos mecânicos e tecnológicos e nada mais do que isso.

O novo nível é a tecnologia interior de uma pessoa, sem quaisquer truques inteligentes que criamos com o ego. É um método de aquisição do poder de doação, e é a parte da natureza que nós só temos que adquirir para que ela esteja vestida em nós e forme o sistema de uma percepção paralela dentro de nós.

Pergunta: Como isso afetará nossas vidas diárias?

Resposta: Em primeiro lugar, nós vamos descobrir como e para que devemos viver e como melhorar nossas vidas. O próprio universo se originou a partir destas duas forças, e estabelecendo a cooperação mútua destes dois sistemas de recepção e doação dentro dele, nós nos elevamos sobre eles até o pensamento que criou o universo. Assim nós realmente ascendemos, e não apenas simbolicamente, ao estado infinito eterno.

De um modo geral, nós nos desenvolvemos rumo a esta questão básica de um jeito ou de outro. Não é apenas uma questão sobre a razão de nossos sofrimentos e o sentido da nossa vida amarga, mas sobre a razão básica inicial, sobre a sua finalidade. Só o universo será capaz de nos fornecer uma resposta quando subirmos acima da atração egoísta, que, por enquanto, é simbolizada pelo nosso planeta Terra.

Pergunta: Onde está o campo de trabalho onde podemos desenvolver adequadamente as forças de doação dentro de nós? Trata-se das minhas relações com o universo ou com outras pessoas?

Resposta: Trata-se de relacionamentos com outras pessoas, porque elas são, na verdade, a matéria mais desenvolvida. É pela cooperação mútua e por minhas interações com elas que eu posso desenvolver uma segunda natureza.

Isto me permite descobrir coisas novas no universo. Quando eu saio de mim mesmo, eu vejo uma dimensão diferente através do prisma da força de doação em que o espaço não tem significado. Eu olho para o mundo acima da matéria.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Contos: Da Peregrinação no Deserto Ao Último Exílio

Dr. Michael LaitmanDepois de permanecer no Monte Sinai, o povo de Israel iniciou o processo de autocorreção interna chamado de 40 anos de peregrinação no deserto.

Quarenta anos representam um período de tempo (embora não tenha nada a ver com o tempo real, mas indique certo número de níveis) coberto ao se subir do egoísmo completo e corrigir suas partes até o ponto da conquista do altruísmo completo.

No entanto, isso não significa que eles estavam conectados ao Criador. Eles apenas chegaram ao estado de pé diante Dele, mas ainda não se fundindo com Ele. Mesmo que a propriedade de doação mútua já estivesse moldada neles, eles não subiram ao grau de amor recíproco.

Neste ponto, eles tiveram que implantar outra tendência chamada amor mútuo, ou seja, a transição da condição “não façam aos outros o que não desejam para si mesmos” para a condição “amem ao próximo como a si mesmos”.

O primeiro critério foi alcançado no deserto e significava que todos eles nunca teriam um desejo ou pensamento de prejudicar os outros, não importa o quão benéfico lhes parecesse.

No entanto, não é o grau que lhes permitiu atingir o nível de “ama ao próximo como a ti mesmo”, que é um pré-requisito para a restauração do enorme e universal egoísmo interno, reorientando-o para o altruísmo e a conexão com os outros.

Este nível pode ser alcançado no processo de conquista da terra de Israel, onde sete nações (sete qualidades egoístas gigantescas) tiveram que ser superadas. Este processo é chamado de guerra da libertação. Em outras palavras, conquistar as nações, fazendo-as sair da terra ou matando-as, significa modificar o egoísmo que está associado com a última etapa de correção na terra de Israel.

Ao se corrigirem internamente, os israelenses atingiram o estado chamado de Templo, ou seja, alcançaram a revelação do Criador entre eles, que os manteve unidos por cerca de 800 anos antes do Templo ter sido destruído.

Este período de tempo foi cheio de inúmeras reviravoltas, subidas rápidas e quedas cruciais, guerras com Roma e Grécia, e vários conflitos locais. A única razão para estes eventos ocorrerem era para melhorar as conexões entre o povo de Israel.

O povo atingiu o estado de correção e alcançou o Criador. Eles sabiam o propósito de suas vidas e perceberam que existiam no mundo eterno, perfeito e infinito. Suas ações físicas e realização espiritual eram inseparáveis. No entanto, eles começaram gradualmente a escorregar deste nível, até que perderam completamente esse nível.

A pergunta é por que esta situação foi criada se eles atingiram o estado de correção completa?! Ela foi dada a eles, a fim de corrigir os babilônios em todo o mundo. Estes ainda se mantinham no grau egoísta da antiga Babilônia, num nível baixo e egoísta. Os babilônios não tinham passado pelo estágio do Egito ou pelo estágio do bezerro de ouro.

Isso explica por que o povo de Israel, que estava muito acima do seu egoísmo, caiu de seu grau e atingiu o nível das outras nações, mas ainda preservou um enorme potencial egoísta.

Aqui está o ponto em que o antagonismo entre o povo de Israel e os babilônios (o resto da humanidade) apareceu. As nações do mundo não associam o povo de Israel com esta civilização material. Este povo não sentir como se pertencesse a este mundo. Há algo estranho, não como outros povos.

Isso pode ser sentido pelos inúmeros pequenos detalhes. Não importa o quanto alguns israelenses queiram ser semelhantes a outras nações que habitam nosso planeta, eles simplesmente não podem ser semelhantes a elas, já que não vêm deste mundo. Em vez disso, eles caíram da espiritualidade até este reino.

De KabTV “Contos” 22/10/14

O Amor Real E Não Hipnose

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como um sistema integral me ajudará a lidar com o medo? Agora eu só sei que não tenho dinheiro na minha carteira.

Resposta: Em primeiro lugar, é importante estabelecer uma relação adequada com os membros da família, e depois com o ambiente. Uma pessoa depende do ambiente. Tudo o que está em seu apartamento foi obtido através da sociedade.

Cada indivíduo é dependente da sociedade e não pode se desconectar dela. Portanto, vamos ver como podemos nos amarrar à sociedade, para que todos se sintam confortáveis e, ao mesmo tempo, responsáveis. Então, haverá mais confiança.

Nós temos que introduzir a questão da reciprocidade entre o dinheiro e o egoísmo, e a condição de ser atencioso para com os outros. Caso contrário, comeremos uns aos outros, como um câncer come um corpo inteiro.

Tudo isso tem que ser explicado aos poucos, atraindo a evidência de estudiosos e da mídia para que a pessoa aprenda em sua totalidade. Nós estamos falando de sentimentos, aqueles que nos consomem e são impossíveis de neutralizar com dinheiro: medo, preocupação, incerteza.

Pergunta: Por que a sociedade me dá, como pessoa, o calor e a confiança, que eu mesmo não posso alcançar?

Resposta: Confiança, carinho, amor e uma sensação agradável são recebidos de fora e dependem inteiramente do ambiente, e nunca da própria pessoa ou de seus sentimentos internos. Nós podemos influenciar você para poder levá-lo por todos os sentidos, de um extremo ao outro. Nós vamos atender a todos os seus desejos materiais corporais com a cesta ideal de consumo e todas as suas aspirações humanas acima desta cesta. O que mais?

Uma pessoa deve ser capaz de se manter em equilíbrio interno, em harmonia interna, e se sentir bem. Ela pode ser completamente saudável? Sim, e é devido às vibrações positivas que emanam da sociedade. E este é o estado real, não uma ilusão ou hipnose.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/09/14

Saír Para Estabelecer Conexões Interpessoais

Pergunta: O que uma família forte, uma casa forte, significa para um Cabalista?

Resposta: Uma família forte é uma família que vive em um ambiente forte, e visto que um ambiente como este é bom para ela, esta é uma forte casa para ela.

A casa é um ambiente humano, não as paredes de pedra ou estrutura física. Hoje em dia, o conceito de uma casa mudou gradualmente o seu significado, e entende-se que as paredes de pedra não podem nos proteger de nenhuma coisa e não fornecem qualquer sensação de segurança. Isto é porque a segurança é encontrada nas boas relações e incorporação em todos os círculos da sociedade humana.

Hoje, sociedade é o próximo círculo para uma casa de família forte, e para a sociedade, um círculo mais amplo é a nação, e assim por diante.

Isso significa que o conceito de uma casa como uma caverna, barraca, tenda, apartamentos, etc., não existe mais. A casa é de onde saímos para estabelecer conexões interpessoais.

Então, aqui, todas as fronteiras físicas foram destruídas e apenas o contato interno entre as pessoas permanece. Paredes, mares e oceanos não podem separar-nos, à medida que devemos ser conectados. O desenvolvimento da Internet nos mostra isto claramente.

Pergunta: Pode a Europa, que abriu as fronteiras entre as nações da União Européia, servir de exemplo para nós?

Resposta: Infelizmente, a Europa tomou esta medida a partir do ponto de vista do benefício egoísta por si mesmo, para ganhar mais dinheiro, evitar a guerra, e explorar as nações mais fracas.

As nações da União Européia conectaram apenas os bancos. Em seu programa, a integração de toda a humanidade e a penetração mútua das culturas, uns com os outros, não entraram no plano. Só hoje eles estão começando a entender como eles estão longe da integração.

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De KabTV “Estórias Curtas” 23/10/14

Não Permita Outra Catástrofe Em Escala Universal, Parte 2

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos evitar problemas antes mesmo que eles venham, relacionando-nos com o governo superior, que além disso não há mais nada?

Resposta: Sem esperar que os problemas apareçam, nós devemos transformá-los nas conquistas da grandeza, misericórdia e revelação do governo superior. A infelicidade é o resultado da mesma Luz Superior que eu levo dentro de mim por causa da doação que me traz sofrimento pelo seu efeito sobre mim.

Afinal, se eu não a recebo de forma correta, para o bem da doação, quando ela entra no meu desejo egoísta, provoca uma quebra. Isso é o que é sentido como desgraças, morte, problemas, fome e doença. É tudo a mesma Luz, visto que não há nada, exceto Luz e desejo.

A Luz está vindo em nossa direção porque é obrigada a fazê-lo de acordo com o programa de criação, o plano de desenvolvimento natural no eixo do tempo. A sua hora de se manifestar dentro do desejo já chegou e nós precisamos estar prontos para aceitar esta Luz em prol da doação.

Mas nosso desejo não está pronto! Você não está pronto? No entanto, a Luz entra no desejo e provoca uma sensação de escuridão. Nós não somos capazes de captar a Luz em prol causa da doação; não temos nem restrição em nosso ego, nem a tela. Esta escuridão se manifestará como catástrofes, guerras, problemas e epidemias. Desgraças serão reveladas se não formos capazes de detê-los, e tudo isso por causa da falta da correção dos desejos.

Tudo é feito pela Luz Superior, e ela pode ser tanto o elixir da vida ou o veneno fatal para nós. Nós escolhemos o que pode ser! Portanto, o povo de Israel não tem ninguém a culpar. Nós mesmos fomos a causa de tudo o que aconteceu conosco, especialmente no século XX, não importa o quão doloroso seja falar sobre isso. Eu cresci numa família que sofreu muito com o Holocausto.

Mas nada pode ser feito, se for uma lei da natureza. E agora, de acordo com o programa geral de desenvolvimento, que se realiza no eixo do tempo, de forma natural, nós chegamos a uma situação semelhante que existia antes do Holocausto. Se nós não nos prepararmos, a Luz vai se aproximar de nós e um vaso não corrigido será encontrado novamente. Terrível escuridão será revelada neste vaso (desejo), a qual vai causar problemas terríveis no mundo.

Isso vai afetar cada pessoa, cada nação, todas as partes do mundo e todas as civilizações, que agora, segundo várias estimativas, há seis ou oito. Todos serão atingidos na medida em que cada um de nós já se desenvolveu, e é nossa culpa que ainda não temos a tela e a Luz refletida, que é prontidão para a conexão. Na linguagem terrena normal isso é chamado de falta de uma boa comunicação entre as pessoas. Este é o exemplo de unidade que a nação de Israel deve mostrar ao mundo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

Os Filhos Do Universo, Parte 9

Dr. Michael LaitmanNós somos muito limitados. Nós estudamos todo o universo e a nós mesmos através dos nossos cinco sentidos, calculando nosso ganho e perda.

Isso nos limita muito, porque não vamos além de nós mesmos e não vemos realmente o que está do lado de fora. Em vez disso, nós passamos tudo através do nosso sistema interno e decidimos se ele nos faz sentir bem ou mal.

Como resultado, há muitos fenômenos que não vemos e nós não distinguimos as muitas forças no nosso universo ou em universos paralelos. É porque elas simplesmente não nos interessam e não afetam o nosso ego, o nosso desejo de receber prazer.

Se eu pudesse identificar a conexão entre uma coisa e meu sucesso, eu certamente iria estudá-la e descobrir um novo fenômeno. Se eu não vejo essa conexão, eu sou cego para qualquer fenômeno.

A razão é que eu não tenho uma segunda força, a força de doação. Eu sou totalmente feito de força de recepção.

Comentário: Mas há também fenômenos nos quais vemos a conexão, mas não podemos distingui-los. Por exemplo, nós gostaríamos muito de saber sobre os desastres naturais com antecedência para que pudéssemos nos proteger deles. Isto é muito benéfico, mas ainda estamos desprotegidos em face de furacões, terremotos, etc.

Resposta: Claro que existem fenômenos que acreditamos existir, mas eles são como a matéria escura. Nós assumimos que eles existem e que são relacionados a nós, mas não podemos identificá-los. Mas isso é uma questão de busca num nível diferente.

Eu, por outro lado, estou falando de uma falha fundamental em nossa percepção, sobre o fato de que não está em nosso poder realmente ver de forma alguma, nem mesmo teórica ou hipoteticamente.

Se adquiríssemos a força de doação, a força para sair de nós mesmos e se pudéssemos remover a limitação de nossas mentes e desejos egoístas, nós estudaríamos verdadeira e objetivamente o que é externo a nós. Nós estudaríamos isso com uma mente e coração externos.

Então nós poderíamos revelar mundos inteiros e completar a imagem distorcida e fragmentada que vemos hoje.

Agora parece que vivemos numa bolha que é totalmente atraída para dentro e colapsa em si mesma. Nós vemos, sentimos e estudamos somente o que é percebido pela gravidade egoísta. É também onde existe o nosso universo, que parece tão imenso e infinito para nós. É tudo dentro dessa pequena bolha de nossa percepção.

A menos que adquiramos uma segunda força que nos permitirá sair dos limites de nossos atributos, não vamos descobrir o que está do lado de fora.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Logo Todo Mundo Vai Querer Seu Próprio Planeta

Dr. Michael LaitmanCom relação ao dinheiro e às questões sobre a economia em geral, inúmeros livros têm sido escritos por ganhadores do Prêmio Nobel neste campo. Curiosamente, apesar disso, eles são frequentemente se equivocam.

A capacidade de lucrar com a conexão com outras pessoas, para comprar e vender e criar relações especiais com elas, transforma uma pessoa em Adão (ser humano). Antes disso, as pessoas agiam apenas através do uso da força.

Mas hoje, qualquer pessoa com dinheiro encontra-se no topo da pirâmide social.

Se eu não tenho dinheiro, eu não posso obter alimentos, estabelecer uma família ou comprar uma casa. Em troca de dinheiro eu compro poder, respeito, e todos os meus meios de comunicação, porque tudo depende do valor pago. Acontece que o dinheiro é uma capa, com a qual posso realizar qualquer desejo.

Há algumas coisas que eu não posso comprar, como, por exemplo, a sabedoria, ou outros tipos de características que recebo da natureza. Mas é possível adquiri-las com o dinheiro através da compra de pessoas que possuem essas características. Por exemplo, eu posso pagar uma pessoa para escrever um livro que será assinado com o meu nome.

Não muito tempo atrás, não havia substituto para o dinheiro. Porém, na década de 1960, surgiu uma comunidade de pessoas que se relacionou com a riqueza com desprezo. Eles queriam ser felizes com outras coisas e queriam ser felizes internamente.

E mesmo que o ego tenha sede de satisfação, muitos hoje não concordam com uma vida de constante tensão. Uma pessoa pobre não tem felicidade porque não tem dinheiro, e uma pessoa rica não tem felicidade porque além de dinheiro, não tem nada. E isso não é um problema de dinheiro, mas um problema da sociedade que nos dá estes valores.

Quando uma pessoa tem a possibilidade de obter tudo, ela perde o seu desejo. Neste sentido, os pobres são mais bem sucedidos do que os ricos. Se eu tenho uma necessidade que posso cobrir através do esforço, se ela me puxa para frente, se eu vejo prazer ao trabalhar por ela num futuro que brilha para mim de longe, eu estou feliz.

Um exemplo maravilhoso dessa necessidade é o desejo dos amantes de conhecer um ao outro. Isto ilumina suas vidas inteiras; eles esperam por este encontro e estão prontos para superar todas as dificuldades para isso.

Se nós pudéssemos existir sem a dependência da sociedade, vamos dizer, em alguma ilha deserta, e pudéssemos educar nossos filhos como realmente queremos, então nós poderíamos acostumá-los a uma forma de vida simples. Eles viveriam sem tensão, sem crises e tragédias.

Hoje, o mundo está passando por uma crise econômica. Mas, essencialmente, esta é uma crise ideológica: nós desenvolvemos desejos artificiais nas pessoas, e depois disso, verifica-se que não podemos satisfazê-los. Com as nossas reivindicações e demandas em breve cada um vai querer seu próprio planeta. Mas, mesmo assim, ele não vai relaxar, porque vai invejar imediatamente um vizinho cujo planeta é maior.

Chegou a hora de examinar como utilizar o poder de cobertura, o poder do dinheiro. Por um lado, é necessário educar uma pessoa de tal forma que ela leve suas necessidades a um nível necessário que possamos satisfazer.

Por outro lado, é necessário pensar cuidadosamente em como organizar a economia, de modo que ela estará pronta para criar tudo o que for necessário e um sistema de educação que irá mover uma pessoa para as necessidades racionais e formas de preencher seu tempo livre.

Segue-se que na nova economia as pessoas estarão envolvidas com a criação de coberturas monetárias para o equilíbrio racional dos desejos físicos, bem como os desejos espirituais mais elevados que serão descobertos nelas. Esta é a forma como elas vão avançar.

De KabTV “Uma Nova Vida” 11/10/12

Contos: A Evolução Do Grupo De Abraão – Isaac

Dr. Michael LaitmanDepois que Abraão fundou sua escola, ele começou a desenvolver o método Cabalístico com os alunos que se juntaram a ele. Assim, ele criou três sistemas: um sistema de estudo, um sistema de disseminação, e um sistema de cumprir a sabedoria da Cabalá.

O sistema de disseminação leva em conta o nível de desenvolvimento de uma pessoa. Tudo depende de como as pessoas podem perceber a ideia espiritual, até que ponto ela está perto delas e pode responder às suas expectativas, e em que medida elas podem ver que este sistema é benéfico para si.

Mais tarde, quando elas ascenderem e se desenvolverem, elas estarão prontas para entender as outras opções que a sabedoria lhes oferece. Portanto, uma pessoa deve sempre ser abordada em seu nível, numa linguagem que ela entenda, de modo que possa ser atraída ao saber que você pode realmente ajudá-la a perceber o que quer.

É nisso que Abraão se envolveu quando explicou que o objetivo final da nossa evolução é amor e doação, e aqueles que desejam alcançá-la internamente, pelo menos até certo ponto, devem vir com ele.

Foi assim que começou o próximo estágio de desenvolvimento da escola de Abraão. Neste ponto, ele foi chamado de grupo de Abraão, já que todos os membros do grupo começaram a trabalhar na conexão entre si, aceitando o fato de que a unidade está acima da separação.

Quando o salto do ego ocorreu na antiga Babilônia e as pessoas quiseram construir uma torre para alcançar o céu, isto é, a força superior, foi pressionando a força negativa.

Abraão, porém, afirmou que a força negativa decorre da mesma força positiva e deve ser operada de forma diferente, absorvendo-a como o que chamamos de linha esquerda (a força negativa). Ele acreditava que o ego que surge nas pessoas deve ser estudado e trabalhado corretamente. Esta é a razão pela qual o período que se seguiu ao desenvolvimento do grupo de Abraão é chamado de Isaac.

O uso correto do ego é chamado de sacrifício de Isaac, o que significa que nós ligamos nosso ego e ameaçamos matá-lo, totalmente prontos para sacrificá-lo, apesar de entender que não vamos alcançar o Criador sem ele. Por outro lado, a semelhança e equivalência com o Criador só pode ser alcançada se limitarmos o ego corretamente. Para nós, é como cortar nossa própria carne.

Nós aprendemos a controlar o nosso ego, a atá-lo, controlá-lo e colocá-lo sob o atributo do amor e doação sem destruí-lo e sem ameaçá-lo, e nós nos preparamos para romper com nós mesmos (uma vez que o ego é todo o eu). Este processo faz parte de nossa evolução, e quando o realizamos, temos a oportunidade de um trabalho correto, produtivo e focado com nosso ego. Esta é a essência da história do sacrifício de Isaac.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Contos: As Escolas De Cabalá

Dr. Michael LaitmanDesde o momento em que uma pequena parte dos babilônios se juntou a Abraão e começou a trabalhar junto em unidade mútua, o ponto de partida do povo judeu começou.

Embora ainda não fosse um povo formado, o grupo de discípulos de Abraão, que eram cabalistas, recebeu dele o método de unidade com o propósito de revelar o Criador e começou a avançar.

Do ponto de vista Cabalístico, avançar não diz respeito à história de sua mudança da Babilônia para a terra de Canaã, a descida para o Egito e retorno à terra de Israel, mas ao crescimento de seu egoísmo e sua ascensão constante acima dele. De fato, a ideologia com a qual eles concordaram na antiga Babilônia continuou a agir neles.

No processo do crescimento do egoísmo, o povo gradualmente começou a mudar e se tornou mais sofisticado, tanto egoisticamente como altruisticamente. Sua unidade passou por várias metamorfoses e assumiu diferentes formas.

Portanto, a escola de Abraão se transforma na escola de Isaac, depois na escola de Jacó, depois José, e, finalmente, na escola de Moisés. Todos eles representam uma variedade de movimentos das pessoas a uma revelação cada vez maior de ego e a subida acima dele.

A escola de Isaac representa o desejo do povo de romper com seu egoísmo e subir firmemente acima dele. Este é o sacrifício de Isaac, quando a pessoa está pronta para abater seu egoísmo. De fato, num primeiro momento, ela acha que esta é a única forma de manter o seu avanço.

Depois é formada a escola de Jacó, que acredita que não se deve matar o egoísmo, mas equilibrá-lo com a propriedade da misericórdia, representada por Jacó. Afinal, quando a misericórdia começa a usar corretamente a propriedade de Isaac (a brutalidade do julgamento), então ela se transforma na propriedade de Israel, que significa direto ao Criador.

Este é um avanço sério, onde tanto as forças egoístas e altruístas estão se unindo, com o egoísmo remanescente na parte inferior e o altruísmo subindo sobre ele. Assim, subindo e descendo de forma síncrona, eles se movem juntos. Esta é a forma como as pessoas crescem, compondo as duas partes da natureza dentro de si, e na simbiose correta entre si, elas revelam o Criador.

O movimento espiritual de Israel gradualmente leva as pessoas ao Egito. O desenvolvimento no Egito significa que o egoísmo das pessoas aumentou ainda mais, até o nível do Faraó, e elas foram obrigadas a subir sobre ele.

O Faraó representa o egoísmo, sobre o qual a pessoa não pode simplesmente subir e usar. É necessário ser puxado rapidamente para fora dele, corrigi-lo em pequenas porções, transformando-o em altruísmo.

O povo de Israel, estando no cativeiro egípcio, ou seja, num estado extremamente egoísta, descobriu que não poderia seguir a ideologia de Abraão. Um novo líder, cujo nome era Moisés, surgiu entre eles. Ele foi capaz de organizá-los para que eles entendessem que o progresso deve se basear no desprendimento do egoísmo. Isso significava que eles tiveram que escapar do cativeiro egípcio, o cativeiro do egoísmo, e, lentamente, começar a corrigir suas partes.

Enquanto estavam no Egito, sob a pressão de um ego enorme, o povo estava no mesmo confronto como na antiga Babilônia. Moisés compreendeu que era necessário fazer mais um esforço, sair do Egito e ir para a terra de Canaã, como quando o grupo de Abraão veio da Babilônia.

A terra de Canaã simboliza o estado espiritual que dá às pessoas a oportunidade de se unir internamente, subir acima do egoísmo e afastar-se dele, ou seja, deixar o Egito, ir para o deserto do Sinai e dirigir-se à terra de Israel.

Esta é a essência da escola de Moisés, o seguidor direto de Abraão. Na história do desenvolvimento espiritual, não há nenhuma personalidade mais brilhante do que Moisés. Afinal, o grupo de Abraão veio da Babilônia depois de subir sobre o egoísmo manifestado e isso era o suficiente, mas agora seus seguidores, ao escapar do Egito, não só deve subir acima de um enorme ego, mas também corrigi-lo gradualmente.

De KabTV “Contos” 22/10/14