Textos na Categoria 'Egoísmo'

As Raízes Do Antissemitismo, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o fato dos judeus terem duas forças, recepção e doação, dá-nos flexibilidade e inteligência especial que não está disponível para os outros?

Resposta: Vamos supor que você tenha um olho que lhe permite ver tudo, mas de uma forma superficial, sem profundidade ou visão periférica. Essa é a imagem que se formaria se você fechasse um olho e se o cérebro não completasse a imagem em sua forma usual.

O judeu tem dois olhos, duas forças que ele usa para ver a profundidade das coisas. Ele vê como elas funcionam de forma mútua e como utilizar uma força com a outra para o benefício do progresso. Ele entende de antemão o que pode resultar do plano.

Os judeus têm um grande potencial, em comparação com outras nações, mas não sabemos como usar esse potencial. De fato, após o povo judeu vir para a terra de Israel da antiga babilônia há 3500 anos, os judeus alcançaram amor e união entre as pessoas, e quase imediatamente, nós começamos a nos deteriorar e a descer do nível de preocupação e conexão mútua.

Isso é chamado de destruição do Templo Sagrado. Toda santidade e doação mútua que tínhamos alcançado começaram a desaparecer gradualmente. Depois de 1000 anos, em vez de amor ao próximo, o que foi revelado entre nós foi o ódio infundado. Isto é chamado de destruição.

Depois nós entramos num estado chamado de exílio, porque entre nós não havia mais a força de conexão, mas apenas a força egoísta. No entanto, isso nos mantém juntos, mas só por causa do nosso medo do mundo, das nações do mundo que estão dispostas a nos atacar e destruir. Elas nos expulsam de um país para outro, porque nós somos uma nação que ninguém entende. No início, elas recebem todo o possível de nós, e mais tarde nos expulsam. E tudo isso é porque caímos do amor ao próximo ao ódio infundado.

Isso significa que agora há apenas a força egoísta que age dentro de nós, como no mundo todo. Apesar disso, ainda há o potencial em nós de voltar ao estado em que possuíamos duas forças, para subir acima do ego e cobri-lo com uma cúpula de amor.

Apesar de estarmos no exílio e realmente não possuirmos a segunda força, uma vez que ela só existe em potencial, certa iluminação age sobre nós, porque muitas gerações atrás, nós estávamos na espiritualidade. Algo permanece em nós: essa iluminação que agirá sobre nós quando voltarmos à espiritualidade. Esta é a razão de termos conseguimos mais do que o resto das nações do mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/11/14

Espiões São Pensamentos E Desejos

Pergunta: A fase oral da Torá diz que o Faraó manda seus espiões para o povo de Israel. Qual é o significado de “espiões”?

Resposta: “Espiões” se refere a todos os pensamentos e desejos que despertam numa pessoa durante o seu trabalho espiritual que a fazem lembrar de sua vida anterior: as alegrias diárias, as preocupações com o seu benefício pessoal, e sua participação em diferentes atividades no mundo corpóreo. A rotina diária de repente se torna desejável e parece doce, atraente, acolhedora e segura.

Pergunta: É dito que o povo israelense conseguiu resistir à pressão dos espiões, matou alguns deles e enviou os outros de volta. Qual é o significado interno dos espiões mortos?

Resposta: Nós devemos matar todas as intenções, desejos e pensamentos egoístas que aparecem dentro de nós, o que significa cortar a conexão com eles e jogá-los para fora da cabeça, e então eles morrem. Quanto mais você pensa em alguma coisa, mais você é alimentado pela energia desse objeto e mais ele se agarra a você.

Além disso, você não precisa sequer odiá-lo, uma vez que assim você também o nutre ao desfrutar o ódio. Quando duas pessoas se odeiam, por exemplo, elas sentem uma alegria interior, um sentimento de luta, um sentimento de vida. Mas quando você corta o seu ódio em relação a alguém, você deixa de senti-lo, e assim você o bloqueia.

Portanto, quando você se concentrar na meta, você mata todos os seus desejos e pensamentos corporais que constantemente acompanham você e tentam tirá-lo do caminho espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 23/04/14

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Como Alguém Proteger A Nação Da Dissolução?

Pergunta: Será que eu entendi corretamente, que no mundo físico e no mundo espiritual a inveja opera de forma diferente? Se no mundo físico eu quero aniquilar o objeto da minha inveja, no trabalho espiritual funciona ao contrário. Eu não sei o que a espiritualidade é, mas quero sentir isso, então anseio em obter isso através do objeto da minha inveja.

Resposta: Na verdade, quanto mais invejoso você é com relação ao desejo espiritual do seu amigo, mais você se beneficia.

Pergunta: Eu fui um filho da União Soviética. Constatou-se que um desejo foi despertado em nós por essas coisas, que, em princípio, estavam mais perto da prosperidade espiritual do que da prosperidade física. Portanto, era essa a direção certa?

Resposta: Na União Soviética, o entendimento correto era a educação com base nos nossos desejos e aspirações físicas para nos tornarmos a nação mais forte, para governar o mundo, controlá-lo, e mostrar a todos o chicote. Se a liderança do país tivesse agido corretamente, ela teria se ocupado com a educação das pessoas e não teria aspirado apenas a controlar melhor as pessoas.

O problema está nisso. De acordo com o que Baal HaSulam escreveu, tudo aqui foi organizado em prol de um sublime objetivo egoísta e não em prol de um objetivo altruísta voltado ao Criador. Isto porque o Criador é, em princípio, todos nós unidos num todo único geral. Esta é toda a criação, toda a humanidade e toda a natureza em plena doação mútua. A característica chamada Criador é especificamente descoberta aqui. Fora de nós, o Criador não existe.

Se a União Soviética tivesse existido para isso, teria instruído o povo corretamente e não de forma a ser o mais forte, a fim de oprimir os outros, instilar o medo, e exigir respeito. Se não tivesse havido um imenso ego que está na liderança dos políticos beligerantes, então, certamente, tudo teria sido de outra forma. Porém, visto que tudo isso foi em prol de grandes egos, não pelas pessoas, mas para a liderança do próprio povo, tudo desmoronou.

E está certamente desmoronando agora com um barulho ainda maior já que a arrogância tem aumentado: “Nós! Nós! Nós!” “Vamos mostrar a todos”. “Vamos do nosso próprio jeito”. “Nós somos os mais inteligentes, os mais fortes”, e assim por diante. Tudo isso vai rapidamente entrar em colapso. Uma nação não pode existir assim e ele chegará ao nazismo. A queda da Ucrânia é um sinal do que pode acontecer com a Rússia. E tudo isso é porque eles colocam um grande e poderoso ego na liderança.

De modo algum eu desejo algo de ruim para esta nação. Eu a considero minha terra natal, até certo ponto, mas que tomou uma direção completamente errada. Nem o Congresso nem o enorme ego nacional podem evitar a desintegração do país.

Isto é totalmente contra qualquer perspectiva, todo o fluxo da natureza e todas as linhas de desenvolvimento. Assim, ele vai desaparecer muito rapidamente como se nunca tivesse existido. O regime soviético existiu por 70 anos, e tudo vai passar muito rapidamente agora.

Do Acampamento Internacional de Verão Na Bulgária 11/07/14, Lição # 2

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Uma Questão Urgente E Sua Solução

Dr. Michael LaitmanComentário: O método de corrigir as relações entre as pessoas, que é o remédio para todas as doenças, anula toda a medicina moderna.

Meu Comentário: Mas nós não precisamos dela. O atual sistema de saúde não se importa com a pessoa, mas apenas consigo mesmo. A mídia veicula informações que despertam medo, e ninguém se preocupa com as pessoas.

Qual é o verdadeiro problema? A humanidade alcançou por muito tempo um nível tal de seu desenvolvimento que pode prover totalmente todas as suas necessidades. Isto era verdade na década de 70 do século passado, mas tudo chegou a um impasse já que as questões “E agora?” e “Por que devemos continuar vivendo?” surgiram.

Mas o homem não pensava sobre isso e novos problemas tiveram que ser criados, a fim de que ficasse bem claro que vivemos para resolvê-los. Caso contrário, estas questões vão surgir e fazer tanto a elite como os nossos líderes se sentir mal.

Assim, tudo começou a girar em torno da criação de diferentes necessidades imaginárias, e os problemas de saúde não são imaginários. Consequentemente, a medicina tem gradualmente se reconstruído ao criar novos sintomas, de modo que, ao utilizar medicamentos que ajudam a curar certos sintomas, as pessoas vão ficar ocupadas gastando dinheiro com medicamentos e viajando de um lugar para outro, a fim de procurar o tratamento, etc.

Pergunta: Este cenário foi previsto com antecedência? Será que as pessoas conscientemente examinam essa opção com antecedência?

Resposta: Claro. Nós podemos ver a publicidade na TV de produtos que são 99% desnecessários. Sequer temos a necessidade de 1% do que resta, mas só achamos que precisamos deles. Afinal de contas, nós nos acostumamos com a publicidade, somos nutridos por ela, e as ideias que ela vende já se tornaram uma necessidade inerente. Portanto, nós procuramos o que mais podemos comprar. Não podemos mais viver sem essas coisas, como um viciado em drogas que não pode viver sem drogas. Nós estamos acostumados a ser obrigados a assistir comerciais e implementar o que eles anunciam.

Alguns anos atrás eu estava no hospital após um acidente de carro e vi como os pacientes se comportam. Um deles falou constantemente com os médicos como se fossem velhos amigos. Quando eu perguntei por que ele falou com eles dessa maneira ele respondeu com orgulho que tinha 12 operações. É como se quisesse dizer: “Olha, eu sou o seu paciente fiel, eu sou seu!” E, inconscientemente, eles o tratavam como se ele fosse um dos seus: “Ele é um dos nossos”!

Isso significa que ele atingiu o estado em que eles estavam ganhando seu sustento um do outro. É como polícias e ladrões que não conseguem viver um sem o outro. A polícia tem que resolver crimes ou conspirações e, portanto, colaboram com a máfia para que ela lhes dê algumas pistas ou sacrifiquem um de seus cúmplices. A polícia prende a vítima e a apresenta como a sua realização, mas, geralmente, é a máfia que lhes dá a pista.

É o mesmo aqui. Isso se tornou um costume, e é muito interessante observar o belo trabalho do ego desde fora.

A sociedade impõe seus valores em nós e nos alimenta com esses valores como se fosse um jantar de negócios. Eles nos ensinam a amar, a ter filhos, criá-los, construir, jogar jogos sociais, consumir certos medicamentos e a estar conectados de uma certa maneira. É tudo baseado na noção de como preencher o nosso dia com preocupações, trabalho, tarefas, e não nos permitir tempo para pensar no sentido da vida.

Mas a humanidade já se desenvolveu ao ponto onde essa questão se torna vital. A fim de certificar que não nos ocupemos com ela, as autoridades têm-nos negado todo o nosso tempo livre, até o último momento.

O ponto é que a questão sobre o sentido da vida é muito maior. Se uma pessoa não encontra esta resposta, ele se torna tão deprimida que não pode superar isso. Ela não sente prazer em nada: nem na comida, sexo, família, seus filhos, em nada. Por isso, a elite suprime esta pergunta.

Mas chegou a hora de revelar o sentido da vida às massas. Por um lado, é como se estivéssemos jogando no limite. Mas, por outro lado, dizemos coisas agradáveis, tais como: “Vamos viver em unidade, vamos começar a amar um ao outro, de modo que tudo vai ficar bem”.

A sabedoria da Cabalá não se destina a despertar paixões revolucionárias em alguém, nem na elite nem nas pessoas comuns. Ela não chama as pessoas para lutar, mas se oferece para fazer uma revolução suave de forma pacífica. Esta é a verdadeira primavera, quando após uma longa geada, após o vazio interior, o retorno gradual a vida começa.

Pergunta: Será que a elite concordará com isso?

Resposta: Os líderes também vão mudar junto com as massas, uma vez que todos nós mudamos junto. Eles vão começar a perceber que, em primeiro lugar, a situação ambiental não nos permitem permanecer no mesmo nível. Nós podemos ver o que está acontecendo conosco.

Perturbar o equilíbrio ecológico envolve um maior desequilíbrio de toda a terra. Ninguém sabe quantos bilhões de dólares foram investidos este ano e ainda estão sendo investidos, a fim de superar os desastres ambientais no mundo todo.

Junto com os problemas ecológicos e climáticos, também vamos encontrar problemas nutricionais, já que poluímos o solo, mesmo no nível dos pensamentos e sentimentos. Mas quando as autoridades começarem a mudar, elas vão ver que tudo tem um limite e é a natureza que nos limita.

Elas vão perceber que temos que adquirir uma percepção totalmente nova, e, em vez de dinheiro, que perdeu seu valor, uma nova moeda vai parecer que está relacionada com a comunicação entre as pessoas.

O dinheiro é um método de conexão que enfatiza o quão grande você é e quão pequeno eu sou em relação a você, e como nós podemos satisfazer as necessidades um do outro. Em hebraico, a palavra “dinheiro” (Kesef) deriva da palavra “cobrir” (Masach), o que significa que eu cubro a diferença entre nós.

Novos métodos de comunicação entre as pessoas vão surgir, em vez de relacionamentos que são baseados no dinheiro. Eles vão se tornar popular, porque a própria sociedade começará a mudar. Se fosse só o ambiente que mudasse, ainda permaneceríamos os mesmos bonecos e as autoridades continuariam a jogar sem parar conosco. Mas, como o mundo inteiro vai mudar, a percepção também vai mudar, e as autoridades vão agir de forma totalmente diferente.

Eu acredito que isso vai acontecer num futuro próximo e espero ver, pelo menos, o início dessa mudança. É para isso que eu estou vivendo.

Nós ajudamos na aceleração do tempo. Nossas ideias fluem de imediato para a sociedade, uma vez que são uma parte integral dela. Assim, nós também temos que acelerar o desenvolvimento da elite.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 18/02/14

Quando Todos Os Limites São Ultrapassados

laitman_220Pergunta: Os animais têm um sentido natural, um instinto, que os ajuda a sobreviver. Por que não temos tais instintos saudáveis que poderiam nos trazer prosperidade e crescimento na vida?

Resposta: Em geral, o homem não calcula, prefere imediatamente se render e faz o que exige o desejo. Ele não tem escolha: eu quero! E isso é tudo.

Pergunta: Será que nós, sabendo de antemão que os desejos estão nos manejando, podemos ultrapassar esta situação?

Resposta: No final, não. A única coisa que podemos fazer é realizar exercícios especiais para criar um hábito para superar um desejo com outro desejo, isso é tudo.

Digamos, uma mãe diz a uma criança: faça sua lição de casa que eu vou comprar um sorvete para você. Ela calcula que em vez de castigo, pode receber uma recompensa, e faz a lição de casa. Um cálculo está operando, mas o desejo obriga: eu quero uma recompensa sem trabalho ou esforço do meu lado. Eu não quero fazer a lição de casa e receber o sorvete, mas não tendo escolha, eu a faço. Então, eu odeio ainda mais a lição de casa porque não consigo me livrar dela.

Na verdade, não temos escolha, porque não podemos ficar contra nosso desejo. Somente o medo, e apenas num determinado nível, ajuda a pessoa a manter a atitude correta. Isso é chamado de educação por meio da moralidade: nós dizemos às crianças como sofreremos se formos arrastados pelos nossos desejos.

Este sistema cria muitos problemas. Limitando e assustando uma pessoa, nós podemos torná-la uma máquina que age somente pelo medo.

Pergunta: Será que essa estrutura protege a pessoa?

Resposta: A proibição moral e o medo de perder a recompensa no outro mundo mantém uma pessoa, mas só se o seu desejo de receber não for grande. Mas como hoje esse desejo cresce dia após dia, a religião e a moral não podem nos manter nessa estrutura. E nós fazemos tudo que queremos seguindo nossos desejos em todas as áreas: comida, sexo, família e relações na sociedade.

Essa abertura é percebida agora como uma norma: ela é conduzida assim, já não existem quaisquer limites. Nesse caso, uma pessoa precisa verificar: isto é melhor ou pior para ela? Antes ela estava sob a pressão da sociedade, que a limitava, como diz a educação inglesa tradicional, e agora ela se sente bem vivendo do jeito que quer. No entanto, vemos que ela não está contente.

Pergunta: Qual é o próximo passo?

Resposta: Os valores e o apoio mútuo que o homem recebe da sociedade. Portanto, é necessário trazê-lo para uma conexão mútua com o ambiente. Nessa conexão mútua, ele será capaz de esclarecer as normas necessárias para alcançar o que é desejado.

De KabTV “Uma Nova Vida” 07/11/14

Do Último Exílio À Última Redenção

Dr. Michael LaitmanTorá, “Levítico” 20:1-5: E o Senhor disse a Moisés: Também dirás aos filhos de Israel: Todo filho de Israel, ou estrangeiro que vive em Israel, que der um de seus filhos a Moloque, certamente será morto; o povo o apedrejará. Voltarei o Meu rosto contra esse homem e o eliminarei do meio do seu povo, porque deu um de seus filhos a Moloque, contaminando Meu santuário e profanando Meu santo Nome. E, se o povo, de alguma maneira, fechar os olhos para o ato desse homem, quando der um de seus filhos a Moloque, e não o matar, voltarei o Meu rosto contra esse homem e contra sua família, e o eliminarei do meio do seu povo, bem como a todos que o imitarem, prostituindo-se com Moloque.

Um filho é o nosso próximo estado. “… que der um de seus filhos a Moloque”, significa dar ao ego, ou seja, permitir que os meus próximos estados se desenvolvam no sentido egoísta.

Portanto, a proibição de dar seus filhos a Moloque significa que, no estado atual, você tem que preparar o seu próximo estado, de modo a concentrar-se de forma totalmente clara e ter a certeza de estar na direção certa. Mas se você está errado e seu próximo nível cai no ego, é problema seu e não problema de seus filhos, do próximo estado.

Assim, toda a responsabilidade recai sobre os ombros do nível anterior que se preparou de forma incorreta para a subida, o que significa que o pai é responsável e não o filho. Quando uma pessoa nasce, ela não é nada. Aquilo com que você a preenche – planos, atributos, qualidades e valores – é o que ela vai ser.

É dito que se o povo fechasse os olhos com respeito ao homem que deu seus filhos a Moloque, o Criador o cortaria e a todos que o imitassem. Isso significa que, se a maioria das pessoas acredita que em seus próximos estados é preferível descer ao nosso mundo, será necessário elevar todos os desejos de novo e corrigi-los. Esse é um trabalho muito sério com pesadas perdas.

Isso já havia acontecido em nossa história e, agora, nós estamos realmente no mesmo estado de queda do caminho espiritual, o qual é chamado de “dar seus  filhos a Moloque”, e devemos subir novamente a partir desta queda, o que significa subir do último exílio à última redenção.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/04/14

Mudar Nossa Visão Para Manifestar A Verdadeira Realidade

Dr. Michael LaitmanSe nós ignoramos os corpos que nos dividem, toda a humanidade é um desejo comum de ser preenchido. Tudo o que é matéria nessa realidade, nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano, deseja prazer.

Eles se manifestam de forma diferente em cada fase. O prazer para uma pedra é quando ela tem a força interior para se sustentar em seu atual estado sólido. Ela existe e não permite que forças externas a dividam.

A planta não apenas preserva a si mesma, mas também se desenvolve, expande o escopo de sua vida e ocupa mais espaço do aquele com o qual originalmente começou. Ela desfruta o sol, a água e o ar, e sua capacidade de absorver estas coisas lhe dá um forte sentido de vida e vitalidade.

Além disso, os animais têm um desejo ainda maior de prazer e se deslocam de um lugar para outro, a fim de satisfazer este desejo.

O caso do ser humano é especial. Há pessoas que procuram, como os animais, maiores conexões com o prazer e garantias à sua preservação ao longo de toda a sua vida.

Todo mundo, de uma forma ou de outra, está familiarizado com os desejos relacionados à comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento. No entanto, algumas pessoas têm um impulso especial, pois querem se conectar com a força superior e experimentar prazer dela.

Uma pessoa com tal impulso quer saber por que, por que razão e em que a realidade ela vive, de onde veio, quem a governa, e o que acontece com ela após a morte do corpo. A pessoa sente que estas perguntas têm uma resposta. No desejo de ser preenchida e neste requisito primordial, a pessoa começa a experimentar um enriquecimento qualitativamente novo, enquanto deseja saber o que há além da vida em nosso mundo.

Há um monte de gente assim na Terra. Em particular, essas questões surgem naqueles que caem em depressão e buscam refúgio nas drogas, etc. A maioria deles pensa sobre a sua existência e o sentido da vida. Para eles, uma vida sem sentido não é doce, e eles não sentem que satisfazer desejos normais seja suficiente.

Para eles, tal existência parece animalesca, e prover a si, ter o próprio “berço” bem-construído e cuidar da prole, não separa, em princípio, os seres humanos do mundo animal. Aqui, nós ainda estamos no mesmo nível, e, na mesma linha no gráfico dos animais.

Por outro lado, a verdadeira pessoa é aquela que quer subir acima da sua vida corporal e entender por que ela vive. Esta questão veio à tona em grande escala durante os dias da Torre de Babel, quando as pessoas desenvolveram o egoísmo no nível máximo naquela época. Muitas pessoas se perguntavam por que isso aconteceu e qual era o propósito do ego. Elas se perguntavam: “O que receberemos ao construir uma torre até o céu e por que precisamos de uma obra arquitetônica como as pirâmides do Egito?”

Não havia resposta. É quando Abraão apareceu. Ele tinha estudado o problema dos flashes repentinos de egoísmo nas relações entre as pessoas e chegou à conclusão de que tudo isso era para ajudar as pessoas a se unir acima do egoísmo. Ele viu que se elas pudessem fazer isso, a própria força negativa do egoísmo iria elevá-las acima dele para uma nova altura espiritual, um nível qualitativamente novo chamado de “o mundo vindouro”.

O mundo vindouro é uma realidade totalmente voltada para a doação. Nós vivemos nossas vidas neste mundo como ela nos parece agora, emergimos desta interminável batalha egoísta onde um devora o outro, e subimos para outro nível de ser. Lá nós vamos nos tratar com amor, como está escrito: “O amor vai cobrir todos os crimes”, e essa relação será passada para os níveis da natureza inanimada, vegetal e animal.

Abraão era a propriedade da misericórdia (Hesed) e ensinou as pessoas a viver de acordo com o princípio do “ama o próximo como a ti mesmo”. Devido a isso, seus alunos ganharam uma nova percepção da realidade, vendo o mundo através do prisma da doação. Eu costumava buscar ganho pessoal em todos os lugares; eu queria usar tudo a meu favor, e agora, é o oposto. Eu mudei para ajudar os outros, amar os outros, e sentir a dor dos outros.

É quando o meu mundo mudou. Eu virei o paradigma da recepção e absorção gananciosa para o oposto, e esta é a transformação polar das minhas propriedades ancestrais que me permite abrir uma nova realidade.

Em outras palavras, tudo depende da minha percepção. Não há nenhuma realidade objetiva; é só o que eu vejo. Neste momento, a minha percepção é baseada na força da recepção, e eu tenho que alterar uma regulação dentro de mim para ver e compreender a realidade através do prisma do poder de doação. Se eu fizer isso, tudo vai aparecer na frente de mim de uma forma diferente.

Além disso, Abraão descobriu que o programa da natureza que gerencia o desenvolvimento da raça humana nos levaria a este estado. Substituir o conceito de recepção total pelo conceito de doação total, substituir o ódio pelo próximo e usar os outros para se beneficiar com amor, usando a si mesmo para o benefício deles, vai transformar o seu mundo.

Uma pessoa está acostumada a viver neste mundo e aqui tudo parece natural. Ela não compreende que, na verdade, tudo isso é apenas o fruto de certa percepção da realidade, e tudo depende do mecanismo de nossa percepção. A sabedoria da Cabalá nos ensina como mudar isso.

Assim, Abraão levou as pessoas a perguntar sobre o sentido da vida, pessoas que amadureceram e exigiram ver a verdadeira realidade, revelar a causa e o objetivo do programa. E ele as ensinou como mudar a sua visão para manifestar a verdadeira e completa imagem da realidade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/10/14

Descobrindo A Força Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os nossos esforços ao longo de nosso desenvolvimento espiritual coincidem com o plano da criação?

Resposta: Sem pedir nossa permissão, esse plano nos ajuda a avançar pelas forças da natureza, assim como os níveis inanimado, vegetal e animal.

Mas, por outro lado, nós recebemos a Torá, a sabedoria da Cabalá, entendemos esse processo e sabemos quais as fases e estados que nos aguardam. Cada um deles é a essência da revelação do mal na natureza humana. Ele acabará por ser revelado, mas a questão é como?

Se ele é revelado sem a minha preparação, eu me torno pior em comparação a todos, e o mesmo vale para todos os outros.

Mas se eu uso a sabedoria da Cabalá, ouço e aceito a ajuda dos professores, sábios e grandes Cabalistas que continuam a nos ensinar, eu descubro o mal de uma forma diferente.

Eu sei que o mal vai aumentar agora, e com os outros, eu me preparo e me concentro para isso com antecedência, para que o ódio não entre em erupção e seja libertado. Ele está fervendo, mas nós estamos no controle e sabemos o porquê e para que isso está acontecendo. Nós trabalhamos em nós mesmos, a fim de contê-lo.

Depois, a inevitável revelação do mal acontece de uma forma diferente, e em contraste com isso, nós descobrimos a força do amor. Está escrito que “o amor cobre todos os pecados”. Assim, nós podemos corrigir todo o mal dentro de nós de uma maneira boa e positiva.

Isso é possível se nós entendemos o que está acontecendo e se cada lado evita cair no ódio. Mas, para fazer isso, nós temos que unir a nação, fortalecer a boa conexão mútua entre as pessoas, ouvir os sábios, e ser bem organizados.

De KabTV “Uma Nova Vida” 25/12/14

Se Soubéssemos Ao Menos Para Quem Estamos Trabalhando!

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” 2:23: E aconteceu que no decorrer de muitos dias o rei do Egito morreu. Nós temos que entender que temos que olhar para dentro e não para fora de nós mesmos. Este é o meu Faraó e o meu Egito, e está tudo dentro de mim. No entanto, eu quero construir um novo eu dentro de mim e, para fazer isso, eu tenho que trabalhar duro e matar certos desejos dentro de mim e fazê-los colidir uns com os outros.

Imaginem o estado de Moisés, a pequena centelha de doação que cresceu no enorme ego chamado palácio do Faraó.

Chega a hora e o rei do Egito morre e eu estou no estado em que o meu ego finalmente morre. Eu entendo que não há nenhum uso para ele e quero me livrar dele, mas, por enquanto, não posso. Eu vejo que esse ego está morto. Eu quero fugir, mas não sei como me libertar dele.

“Que o rei do Egito morreu”, significa que o ego deixou de existir, assim como as pessoas morrem em nosso mundo. Ele deixa de existir apenas aos meus olhos, na minha avaliação, e perde o seu controle sobre mim. Eu não quero ser seu escravo! Ele ainda me domina, mas já é contra a minha vontade. Tanto quanto eu estou preocupado, ele morre como outros grandes governantes fazem e eu já não o levo em conta.

Eu ainda não posso me livrar de seu controle, mas já não o considero grande e não concordo em respeitá-lo e realizar todos os seus caprichos. Eu não sou mais seu escravo fiel.

Olhe para o mundo e como as pessoas tentam fazer tudo para o seu ego. Se elas apenas soubessem que ele é um estranho para elas. Se apenas entendessem e vissem que estão trabalhando para um mentiroso que astuciosamente leva tudo o que ganham de manhã à noite por seu trabalho duro. A pessoa tenta e se esforça, mas 99% do fruto do seu trabalho duro é roubado dele pelo Faraó que só deixa migalhas miseráveis ​​para que ela não morra e continue trabalhando dia após dia.

Tudo é disposto e organizado em torno da pessoa. Televisão, publicidade, imprensa e eleições agem para torná-la um escravo que não tem como escapar. Mas, aos poucos, a pessoa começa a entender que ela é um escravo, e é isso que está acontecendo agora com a nação de Israel. A pessoa percebe que tem que se libertar e escapar deste círculo vicioso, mas não sabe como.

Isto é muito semelhante à nossa situação atual; nós percebemos que se deixarmos as coisas do jeito que estão, vamos nos enterrar no nosso ego, mas não sabemos como escapar. Nó precisamos da força de Moisés!

De KabTV “Os Capítulos da Torá com Shmuel Vilozny”, 15/12/14

A Luta Constante Da Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Este tópico ardente das relações se tornou extremamente importante em nosso tempo nos círculos dominantes e seu impacto negativo na sociedade sob a sua liderança.

Governos são substituídos, mas cada vez que a mesma situação retorna. Apenas os atores e as forças mudam, mas a dinâmica permanece a mesma.

Existem vários partidos principais que lutam pelo poder, e eles estão constantemente em guerra uns com os outros, tentando desarmar o outro. Se eu o venço hoje, tudo que você faz a partir deste momento até a próxima eleição é tentar me derrubar.

Assim, um político que chegou ao poder e pretendia fazer alterações concebidas por ele é incapaz de fazer qualquer coisa porque o resto de seus adversários está se esforçando em ter certeza que ele falhe.

A próxima eleição chega, alguém ganha, e todos os outros adversários começam a interferir e tentam derrubá-lo. Tudo retorna à estaca zero. Nesta altura, todo o país está sofrendo com o fato de que os políticos estão tentando culpar uns aos outros dentro do governo. Isso só prejudica mais os cidadãos.

Esta é a nossa realidade hoje. Por que ocorre esta luta sem fim e, mais importante, como podemos mudar as coisas para melhor?

Resposta: É natural que exista uma luta pelo poder, porque todos nós somos egoístas. Uma pessoa que batalha pelo poder muitas vezes é mais egoísta do que uma pessoa simples, porque ela se eleva a este nível. No aparato da decisão, um ou duas centenas de líderes e vários milhares de funcionários são os maiores egoístas de todos.

Portanto, existe um ambiente muito aquecido e agressivo onde problemas, suborno e fraude estão concentrados. Isso é natural. Esta não é uma propriedade de um país em particular porque acontece em todos os lugares. Em alguns países é menos pronunciado, como na Escandinávia, que é tradicionalmente caracterizado por uma forma bastante tranquila de vida e valores socialistas.

A mesma luta pelo poder acontece em todos os outros países da Europa e nos Estados Unidos. Na medida em que os países se desenvolvem, eles se tornam jogadores nos mesmos jogos governamentais. É como um caldeirão fervendo que ferve continuamente em cima de uma forte chama versus ferver em fogo baixo.

Pergunta: Digamos que nós temos políticos que concordaram ir às urnas em conjunto, e conseguiram ganhar em uma coalizão. Antes disso, nós tínhamos um interesse comum que nos unia. Nós chegamos ao poder e fomos capazes de ter reformas úteis. Se continuarmos a trabalhar em conjunto, pelo menos nessa cadência, as coisas vão bem.

Mas isso não funciona! Apesar do interesse geral de permanecer no poder, não podemos agir como parceiros. Há intermináveis jogos egoístas ​​e intrigas, que não nos permitem alcançar qualquer sucesso. Por que isso acontece?

Resposta: Estes são jogos egoístas que não podem ser evitados. O egoísmo nos queima por dentro e exige que subamos cada vez mais alto, caminhando sobre a cabeça das outras pessoas para chegar lá. Apenas neste caso a pessoa se sente bem sucedida, forte, e especial. Portanto, esse egoísmo, ainda engajado numa luta, pega uma nova intriga sem qualquer motivo justificável. Esta é a vida do egoísmo, caso contrário ele não se sente vivo.

Comentário: Mas, no final, isso prejudica a todos, inclusive a pessoa que começou o conflito.

Resposta: Não importa. Enquanto esta intriga ocorre, ela preenche nossas vidas. O nosso egoísmo nos incita a lutar, mesmo em situações em que não há quase nenhuma chance de ganhar. Nós nos tornamos conscientes de que estamos numa perda e ainda nos dirigimos rumo ao conflito, porque não podemos manter uma vida tranquila. Na realidade diária, não há piadas nem vida. A luta egoísta, conflitos e atritos nos dão um sentido de vida.

É por isso que nos engajamos na luta social como clãs mafiosos rivais ou como crianças que lutam no quintal. Meninos brigam o tempo todo, mesmo que sejam irmãos. Caso contrário, eles não se sentem como se estivessem vivos. Se forçarmos todos a se sentarem calmamente no canto, isso se torna simplesmente morte para essas pessoas.

A luta reside na nossa natureza egoísta, e é por isso que todos estão suscetíveis a ela, começando com as crianças pequenas até os principais políticos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 23/12/14