Textos na Categoria 'Egoísmo'

Egoísmo E Altruísmo

Laitman_049_01Pergunta: Qual a diferença entre egoísmo e altruísmo?

Resposta: O egoísmo difere do altruísmo apenas na intenção: sobre se eu quero fazer algo para mim ou para os outros.

Eu posso beijá-lo e será por mim mesmo, e posso dar um tapa em você algumas vezes, e será por você. Em outras palavras, a ação em si não tem sentido. É apenas a intenção que determina a sua essência.

Da Lição de Cabalá em Russo 26/02/17

O Incansável Crescimento Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO egoísmo é criado em nós especificamente para que nós, por meio do desenvolvimento dele, alcancemos a possibilidade do livre-arbítrio e comecemos a usá-lo, a despeito de nós mesmos. Então nós alcançaremos o Criador.

A propriedade do crescimento ilimitado do ego é um atributo incrível que não existe na natureza.

Se eu quiser algo e prová-lo, vou querer o dobro; se eu consumir duas vezes mais, vou querer quatro vezes mais, e assim por diante. Eu constantemente preciso dobrar o meu prazer; de outra forma, não posso senti-lo como um prazer.

Isso significa que a força do Criador está dentro do ego, e continua crescendo. Isso não existe nos outros níveis da natureza, mas o faz em nosso egoísmo. No homem, na quarta fase do desenvolvimento, após os níveis inanimado, vegetal e animal, há a centelha do Criador que está realmente concentrada no ego, que continua a crescer exponencialmente.

Pergunta: Se uma pessoa gosta do fato de que os outros se sentem mal, isso significa que é um verdadeiro egoísmo?

Resposta: Sim, quando a satisfação é à custa dos outros, eu sinto muito prazer. Ao mesmo tempo, meu egoísmo sai de minhas estruturas internas. Um leão, por exemplo, que devora certo animal, está satisfeito e não precisa de mais nada. Um homem que devora um, procura outra coisa para devorar.

Isso significa que desejos muito grandes emergem em nós e constantemente exigem renovação e são insaciáveis. Por outro lado, quanto mais você tenta satisfazê-los, mais faminto se sente. Se você satisfaz um egoísmo duplo, você está quatro vezes mais faminto, e assim por diante, e é impossível fazer qualquer coisa com tal poço sem fundo.

Pergunta: Isso se aplica a toda a humanidade?

Resposta: Aplica-se a todas as pessoas desenvolvidas. Um ser humano subdesenvolvido é como um animal, como um bebê, que você dá algo e ele está satisfeito. Um homem desenvolvido, por outro lado, quer o mundo inteiro, e mesmo isso não é suficiente para ele.

O desejo de receber tudo à custa dos outros é um tipo especial de egoísmo. Nós podemos ver a competição entre pessoas ricas e famosas, como artistas, por exemplo, que queimam de inveja uns dos outros.

Pergunta: Mas o Criador criou tudo isso. Como é que isso nos aproxima Dele para alcançarmos Seus atributos?

Resposta: Acontece de uma maneira muito amarga quando uma pessoa começa a perceber que não vai alcançar nenhum prazer, não será satisfeita “até que a morte nos separe: eu e meu saco de ouro”.

Pergunta: Você acha que uma pessoa gentil, de bom coração e honesta é uma pessoa subdesenvolvida?

Resposta: Sim, ela ainda não é egoisticamente desenvolvida o suficiente. Mas hoje, isso pode acontecer muito rapidamente.

Quando uma pessoa começa a entender que não há nenhuma razão para perseguir novas realizações, porque estas não a satisfazem, ela começa a procurar um substituto em um nível superior e chega à sabedoria da Cabalá.

Da Lição de Cabalá em Russo 26/02/17

Sozinho Em Uma Multidão De Um Bilhão, Parte 4

laitman_938_03O método da educação integral não impede que a pessoa desenvolva sua individualidade interior, mas sim permite que ela faça isso. Ninguém invade este mundo interior.

Mas, junto com isso, a pessoa também  sabe que é possível sentir o mundo, a realidade, de uma perspectiva mais ampla, acima do isolamento e do individualismo, mas apenas através de uma conexão com os outros.

Quando isso ocorre, ela começa a sentir um mundo paralelo a esse. Ninguém argumenta que somos todos indivíduos incapazes de se mover, mas isso não precisa incomodar ninguém porque estamos construindo um nível de conexão acima.

Pergunta: Será que uma pessoa ainda se sentirá sozinha?

Resposta: Uma pessoa não se sentirá sozinha porque expressará sua individualidade em conexão com outros. Esses dois níveis – o nível pessoal, individual e o nível comum, integral – existirão paralelos um ao outro e se apoiarão mutuamente.

Então, a personalidade de cada indivíduo começará a ser expressa de forma ainda mais brilhante e distinta, mas isso não levará à consequências negativas ou à solidão. Se cada um é criado com suas próprias qualidades únicas, quando essas qualidades forem expressas de forma ainda mais brilhante, isso só será benéfico para os outros e nunca em detrimento deles.

Dois dos marcos mais importantes no desenvolvimento infantil é o surgimento da individualidade pessoal e, acima dele, a interdependência mútua. Como se diz, “O amor cobre todas as transgressões”. Neste contexto, a pessoa usa sua individualidade para alcançar a conexão correta com os outros.

A natureza nos constrói de tal forma que, se eu uso minhas qualidades individuais para uma conexão com outros com a intenção de preenchê-los, e os outros fazem o mesmo em relação a mim, então esse é um ponto em que não estamos apenas nos conectando mecanicamente como engrenagens em uma máquina, mas estamos criando um sistema perfeito.

Quando nos conectarmos corretamente com este sistema, começaremos a sentir quem está nos girando: a força superior da natureza. Então começaremos a interagir e girar em harmonia com essa força; em outras palavras, conseguiremos uma união com ela.

Pergunta: Por que essa sensação dolorosa de solidão aparece em nós neste momento? O que significa essa etapa da evolução humana? Isso não existia no início da história.

Resposta: Nós completamos nossa evolução “linear” e agora devemos adicionar a ela o desenvolvimento integral “circular”. Com toda a individualidade e singularidade de cada um, devemos descobrir como usar corretamente nossas habilidades especiais para uma conexão positiva entre nós e criar um sistema perfeito. Essa é a fase final do programa da criação.

De KabTV “Nova Vida” 04/04/17

Diferença Entre Gerações, Parte 2

Pergunta: Cada geração é caracterizada por valores diferentes: algumas valorizam o dinheiro, outras o conhecimento, e cada geração subseqüente, decrescentemente, apreciam a “matéria” e cada vez mais procuram valores internos.

O fosso entre as gerações torna-se tão grande que não está claro como os pais podem hoje educar uma nova geração, que vive em um mundo que é completamente desconhecido para nós. Afinal de contas, nós crescemos no velho mundo, que talvez já passou para a história.

Resposta: Isto é corretamente notado. Imagine que um par de dinossauros deu à luz um macaco, marcando o início de uma nova era que durará muitos milhares de anos à frente. E estes dinossauros olham para o macaco e não sabem o que fazer com ele. Nem sequer é claro o que alimenta o macaco, como brincar com ele, o que falar.

É assim que muitas vezes sentem-se hoje no papel de pais-dinossauros, cujo macaco bebê nasceu mil vezes mais inteligente do que nós. Uma criança também olha para seus pais e não entende o que querem dele. Seus pais não o entendem e eles não têm nenhuma conexão com seu mundo. Eles estão conectados com ele só financeiramente, então ele espera para ser alimentado, dão-lhe dinheiro, e é deixado sozinho. [Leia mais →]

Sobre O Amor Por Você Mesmo

laitman_527_02Pergunta: O amor próprio é algo ruim?

Resposta: Pelo contrário, é uma sensação necessária em uma pessoa quando ela percebe que se ama e faz tudo pelo próprio bem. Por causa deste bem, ela descobre o método de alcançar a vida até atingir sua essência. Tudo isso decorre apenas do amor próprio, do grande egoísmo.

Pergunta: O amor próprio é um atributo do egoísmo?

Resposta: O amor próprio é o egoísmo: eu me amo e quero me preencher, é crucial para mim.

Da Lição de Cabalá em Russo 26/02/17

Sozinho Em Uma Multidão De Um Bilhão, Parte 3

laitman_232_08.jpgO problema da solidão que envolve o mundo moderno está relacionado com o vazio interior do homem. E mesmo quando uma pessoa quer se livrar desse estado, não sabe como fazer isso.

Isso não é ensinado por nossos professores na escola nem por nossos psicólogos e psiquiatras. O fato é que eles também são solitários, e é por isso que não podem nos ajudar dando conselhos sobre como estar livre da solidão e como aproximar as pessoas.

Ninguém sabe como começar a aproximar individualistas tão extremos como os nossos contemporâneos. Aqui, apenas a ciência da Cabalá pode ajudar porque ela explica como estabelecer contato acima do nosso egoísmo para que o amor possa cobrir todas as transgressões.

A individualidade de cada um permanece, não estamos tentando quebrar ninguém. Em vez disso, estamos construindo um nível mais elevado em nossa natureza: um nível de unidade, um teto comum. Nós, indivíduos, existimos sob esse teto e o construímos juntos por causa da existência harmoniosa e uma vida feliz.

Esse teto é levantado no segundo andar. Ele não anula nossas qualidades individuais, mas só nos ajuda a construir uma conexão correta acima delas. Nossos relacionamentos vêm a existência em dois níveis diferentes, isto é, no nível interno, eu permaneço isolado e infinitamente distante dos outros, enquanto no “segundo andar”, na conexão comum construída entre nós, nos encerramos em um círculo.

Dentro de mim há uma “linha direta” e meu estado pessoal interior não interessa a ninguém. Mas com respeito aos outros, eu estou completamente aberto e pronto para estar com todos como um homem com um só coração.

Essa é a integração acima do isolamento. Em outras palavras, ambos existem ao mesmo tempo. Esse é um novo método de conexão derivado da sabedoria da Cabalá, e deve ser ensinado à humanidade. As interações externas são construídas pelo método do círculo, o método da conexão integral, enquanto a abordagem interna se refere à própria pessoa.

Basicamente, estes não são dois métodos distintos. Eles se transformam em um, porque quanto mais forte nos conectamos, mais isso nos ajuda a nos desenvolvermos internamente, em nossas formas individuais. Acontece que o egoísmo de uma pessoa continua a se desenvolver e crescer. E é exatamente isso que nos permite construir relacionamentos entre nós à medida que nos conectamos em um círculo; nós somos capazes de fazer isso devido ao fato de que nos tornamos cada vez mais egoístas.

De KabTV “Nova Vida” 04/04/17

Sozinho Em Uma Multidão De Um Bilhão, Parte 2

Laitman_182_02A sociedade moderna consiste em indivíduos que não querem estar ligados a outros, ou com mais precisão, não conseguem se conectar com outros, enquanto, por outro lado, entendemos que, sem uma conexão com os outros, acabaremos vazios e infelizes.

Não podemos desfrutar a vida na solidão, sem família, filhos e amigos reais.

Todos sofrem com esse problema de solidão e ninguém sabe como resolvê-lo. É necessário um novo sistema educacional para isso, um sistema poderoso e amplo com especialistas que compreendam a raiz do problema e os meios para resolvê-lo.

Caso contrário, o problema avançará ainda mais. Ninguém vai querer se casar ou ter filhos, o uso de narcóticos e antidepressivos crescerá e o terrorismo aumentará porque as pessoas perderão toda esperança em um futuro melhor.

No passado, a pessoa era uma criatura social. Ela morava em uma sociedade e sentia que era apoiada por uma grande rede social formada por muitos outros. Mas hoje, nós nos desenvolvemos tanto que nosso egoísmo não deseja interação social, tornando-nos completos individualistas, e o desenvolvimento tecnológico moderno nos permite viver facilmente sozinhos, passando nosso tempo em frente a uma tela de TV, computador ou smartphone.

Mas, em última instância, todos esses brinquedos não trazem a pessoa à realização espiritual, e ela se vê solitária e infeliz, sentindo que deve se preencher com algo. Um vazio interno permanece nela. É sempre possível ir em outra viagem para outro país, mas depois você volta e encontra-se sozinho.

Em outras palavras, a pessoa entende que precisa de algum tipo de satisfação adicional. Parece que chegamos a um limite em nosso desenvolvimento quando precisamos decidir o que fazer a seguir.

Pergunta: Se é natural que uma pessoa se torne continuamente um individualista cada vez maior, por que não estamos felizes em permanecer sozinhos? Por que sofremos de solidão?

Resposta: O egoísmo se desenvolve em linha reta e nos torna mais individualistas, mas, ao mesmo tempo, começando em torno da década de 1950, o sistema começou a se fechar em um círculo e a nos unir à interdependência integral. O sistema exige conexões amáveis, internas e profundas entre nós, não só para termos conhecidos no trabalho. Nós somos obrigados a preencher nosso desejo de estar neste sistema com todos. A pessoa ainda não entende esse desejo, então se vê se desenvolvendo de duas maneiras diferentes ao mesmo tempo, linear e circularmente, enquanto que inconscientemente quer que essas duas formas se apoiem mutuamente e funcionem mutuamente.

A pessoa não entende por que o mundo de repente se transformou em uma pequena aldeia. Ela pensa que são apenas cientistas, políticos e corporações que dependem uns dos outros e que nenhum deles é relevante para ela. Mas, não, nós vemos que toda a natureza está presa em um círculo. Em um lado do mundo, explode algo, e do outro lado, vemos os efeitos porque tudo depende de tudo o resto. A natureza nos mostra o quão ela é impessoal e integrada.

O mesmo grau de integração está agora sendo desenvolvido na sociedade humana, mas até agora esse desenvolvimento não exige a conexão integral do indivíduo. Ainda não conhecemos essa necessidade, mas logo seremos obrigados a reconhece-la.

A natureza procura nos aproximar um do outro com tanta força que em breve não teremos escolha. Se quisermos garantir uma realização interna real na vida, precisamos encontrar a fórmula correta para conexão entre nós.

De KabTV “Nova Vida” 04/04/17

Sozinho Em Uma Multidão De Um Bilhão, Parte 1

laitman_423_03Pergunta: A solidão é um flagelo da sociedade moderna. O sentimento interior de solidão vive em uma pessoa cercada por um grande número de pessoas. Sobretudo, esse fenômeno é comum entre os jovens, e está ganhando impulso e força.

Os adolescentes passam meio dia na escola onde estão cercados por muitos amigos e, na segunda metade do dia, passam no computador em redes sociais virtuais e, no entanto, todos sofrem de solidão.

Outro grupo para quem o problema da solidão é especialmente agudo são os idosos com 65 anos ou mais, mas geralmente a solidão afeta todas as idades. Mesmo uma criança que se queixa de estar aborrecida, na verdade, significa que está sozinha, e não tem com quem brincar.

Obviamente, a solidão é puramente um sentimento interno não relacionado a quantas pessoas estão por perto. Qual é a razão pela qual as pessoas se sentem sozinhas?

Resposta: O problema da solidão começou a surgir a partir da metade do século passado, crescendo cada vez mais à medida que a humanidade chegou ao auge do seu desenvolvimento.

Em meados do século XX, o homem havia completado o desenvolvimento “linear” de sua natureza egoísta, que durou milhares de anos. O crescimento linear do egoísmo acabou; o mundo se tornou integral e global e se transformou em uma pequena aldeia onde todos dependem uns dos outros.

O desenvolvimento contribuiu para o fato de que hoje é fácil viajar de um extremo ao outro do globo. Antes disso, as pessoas viajavam apenas para negócios e comércio. No mundo moderno, todos estão viajando para algum lugar – voando, indo – e, poderia parecer, como alguém se sente sozinho aqui? O turismo é o negócio mais desenvolvido e poderoso do mundo, mas, ao mesmo tempo, as pessoas ainda estão sozinhas.

Talvez seja por isso que nos movemos o tempo todo. Talvez porque esperamos preencher esse vazio interno, essa necessidade interior? Mas isso não acontece. Pelo contrário, o turista vem para um país estrangeiro para se separar ainda mais de todos os outros.

Pode parecer que ele faz uma jornada para ver o mundo, para se familiarizar com outros países. Mas, onde quer que vá, ele sempre permanece sozinho, sentindo-se cada vez mais solitário do que em casa. O fato do mundo se tornar cada vez mais conectado externamente e mais individualista e separado internamente é um paradoxo.

Da mesma forma, as pessoas são interdependentes nos negócios e no trabalho e as culturas se influenciam mutuamente, mas ninguém lucra com isso pessoalmente ou sente a necessidade ou desejo disso.

O egoísmo dentro de uma pessoa cresce individualmente, mas, ao mesmo tempo, o mundo que nos rodeia forma um sistema global. Existe uma lacuna entre um mundo pleno e interconectado e as pessoas que não querem se conectar. Pelo contrário, o egoísmo cresce nelas e as transforma em individualistas cada vez maiores.

Portanto, nós vemos que o homem moderno não quer aceitar esse mundo, e o mundo não aceita o homem. Nós simplesmente não nos encaixamos na estrutura que a natureza fez para nós. A natureza quer que estejamos juntos, ligados por relações gentis, mas não queremos isso.

O mundo pode facilmente nos fornecer tudo o que precisamos: comida, roupas, remédios, habitação, absolutamente qualquer coisa, mas não queremos nos unir enquanto o mundo exige que façamos isso. Em vez disso, todos querem ficar sozinhos. Algum tempo atrás, uma família inteira poderia viver em uma sala e algumas famílias em uma casa. Os recém-casados ​​viviam juntos com seus pais. Mas hoje, cada adulto e cada filho precisa ter uma sala separada.

As tecnologias modernas encorajam essa tendência (naturalmente, elas funcionam para o consumidor). Como resultado, todos têm um telefone celular pessoal e um endereço de e-mail pessoal.

O egoísmo evolui dentro de uma pessoa, cada vez mais isolando-a dos outros, e nos obriga a pensar no que fazer a seguir. Afinal, nosso desejo de desfrutar exige uma satisfação que não pode ser obtida sozinho apenas para si mesmo.

De KabTV “Nova Vida” 04/04/17

Por Que As Pessoas São Preguiçosas?

laitman_564Pergunta do Facebook: Por que as pessoas são tão preguiçosas, não querendo fazer nada?

Resposta: Porque o nosso ego está exausto, não quer mais nada. Toda a natureza é tal que tende apenas a descansar. E só porque há outra lei – a natureza abomina o vácuo – que somos obrigados a ansiar pela realização.

A realização leva ao descanso e à paz, e a paz ao desejo de ser realizado, e assim nós constantemente andamos de um lado para o outro, como um pêndulo.

Um princípio completamente diferente opera na sabedoria da Cabalá, de acordo com a lei da linha do meio: uma pessoa constantemente precisa estar simultaneamente vazia e cheia. A missão da Cabalá é ensinar a cada pessoa a ser assim, mas devemos aprender a fazer isso. Ser preguiçoso é algo muito bom porque você não está prejudicando os outros desse jeito.

“Por Que Odiamos?”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Psychology Today): “Por que odiamos? Os motivos são complexos, mas seguem alguns dos fatores que podem desempenhar um papel para nos ajudar a entender o ódio e, com sorte, trabalhar pela mudança. … …

“De acordo com A.J. Marsden, professor assistente de psicologia e serviços humanos no Beacon College em Leesburg, Flórida, a razão pela qual odiamos é porque tememos coisas que são diferentes de nós.

“O pesquisador comportamental Patrick Wanis, cita a teoria “no grupo e fora do grupo”, que postula que, quando nos sentimos ameaçados por estranhos, nos movemos instintivamente para o nosso grupo – aqueles com quem nos identificamos – como um mecanismo de sobrevivência. Wanis explica: “O ódio é conduzido por duas emoções-chave, amor e agressão: o amor pelo “no grupo” – o grupo que é favorecido; e a agressão pelo “fora do grupo” – o grupo que é considerado como sendo diferente, perigoso e uma ameaça ao grupo. …

“De acordo com a psicóloga clínica Dana Harron, de Washington, DC, as coisas que as pessoas odeiam nos outros são as coisas que temem dentro de si mesmas. Ela sugere pensar no grupo ou na pessoa alvo como uma tela de filme na qual projetamos partes indesejadas do self (“eu”). A ideia é: “Eu não sou terrível; você é'”.

Pergunta: O que é o ódio do seu ponto de vista?

Resposta: O ódio é tudo o que não é benéfico para mim.

Por outro lado, essa é uma boa qualidade, porque com sua ajuda eu verifico o que mais preciso mudar em mim. O mundo inteiro é basicamente o Criador, que devo tratar com amor absoluto! E se eu trato algo com ódio, isso significa que não estou corrigido dentro de mim.

O ódio verdadeiro só é revelado no caminho do amor. Se eu avanço para amar corretamente, descubro o ódio por algo ou por alguém, e fica claro para mim o que devo corrigir em mim mesmo para alcançar o amor.

Os eventos atuais no mundo são a expressão de um grande ódio de todos e por todos. Esse é um refúgio natural, uma explosão da nossa natureza interior quando nos odiamos completamente. Nesse caso, apenas nossas qualidades negativas se manifestam, já que não temos qualidades positivas e só queremos usar uns aos outros.

Nosso egoísmo é o ódio e devemos corrigi-lo para que se torne amor. Isso é feito com a ajuda da conexão e da força especial da natureza que descobrimos.

Pergunta: Mas esse ódio que atualmente existe no mundo é revelado não no caminho do amor. É um ódio assim?

Resposta: Não, ele ainda surge no caminho do amor porque estamos no caminho da correção. Esse é apenas o período de reconhecimento do mal. Nós nos sentimos mal, mas ainda não compreendemos suas causas, consequências e o que fazer com isso.

Na verdade, o mal é a alavanca pela qual vamos transformar tudo e chegar ao bem.

Assim que reconhecermos o mal, a virada acontecerá. A sabedoria da Cabalá fala sobre isso. Ela nos diz como usar tudo isso na prática.

Portanto, venha, estude, e você verá um mundo diferente.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 13/03/17