Textos na Categoria 'Egoísmo'

A Garantia Mais Confiável

A mais básica necessidade do homem é a estabilidade e segurança: Ele quer economia, condições de vida e saúde física estáveis. Isso é normal um desejo instintivo de se sentir seguro, que é necessário para o corpo animado. Animais também o possui – por exemplo – armazenam alimentos no inverno.

Mas como o nosso desejo egoísta é um grau maior do que de todas as outras criaturas, nós queremos ter a proteção que serviria como um seguro de vida para nós, além disso, pensamos que vamos viver para sempre . E, além disso, queremos proporcionar a segurança mais confiável para os nossos filhos.

Embora nós vemos que isso não funciona na prática, ainda não podemos abandonar a idéia. Vivemos em um mundo muito instável e inseguro e, portanto é bastante claro que é impossível fornecer um seguro para o nosso futuro ou mesmo para os nossos filhos, trabalhando duro e ganhando muito dinheiro.

É um problema psicológico bem conhecido. Eu diria que é um problema espiritual, porque se admitirmos que existe a força superior que organiza toda a nossa vida e controla tudo o que acontece conosco, não importa o que façamos, então não podemos oferecer nenhuma segurança para nós mesmos. [Leia mais →]

Deixe A Luz Trabalhar!

Pergunta: para revelar a força superior, é preciso sair de dentro de nós, do nosso egoísmo. Mas, essencialmente, fazemos isso para nosso próprio bem, a fim de receber prazer eterno. Não é essa a coisa mais egoísta que jamais pode existir?

Resposta: Isso é verdade! Naturalmente, todas as nossas ações são puramente egoístas. E não importa o quanto eu minto para mim mesmo sobre o desejo de contato com outras pessoas, alcançar o amor pelo meu próximo, tudo isso é para o meu prazer pessoal.

Mas algo muito especial acontece no meio, algo que nem sequer percebemos. Ao agitar o próximo: “Vamos nos unir! Vamos cantar e dançar! Estudamos juntos! “Evocamos a força superior. Ela nos influencia e nos muda, mesmo sem a nossa intenção. Isso é chamado de “Segula”, a “qualidade milagrosa” da Luz Superior.

E então de repente o que eu sinto “realmente? Eu realmente quero mudar? Porque de repente? Eu estou louco? Para doar? Para amar de verdade? Pensar nos outros? Então o que vai acontecer comigo? [Leia mais →]

Ascender À Quebra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem estados que todos os grupos atravessam, incluindo os grupos de crianças. Nós sentimos que alcançamos certo nível de união e, em seguida, o nosso egoísmo cresce e tudo se desmorona, fazendo-nos perder a confiança. Como podemos adquiri-la novamente?

Resposta: Este é um bom estado. Nós estamos avançando no caminho espiritual juntos e unindo-nos a fim de conquistar juntos o mundo espiritual. Em outras palavras, nós unimos nossas forças egoístas tentando invadir a espiritualidade e alcançar o Criador. Pensamos que esta é a nossa iniciativa, que estamos liderando.

Mas então começamos a revelar ódio, repulsa, e os problemas entre nós. Isso é porque nós temos que perceber que somos incapazes de doar, que somos egoístas que não desejam se unir, a menos que haja uma meta diante de nós que seja clara ao nosso egoísmo.

Quando decidimos nos unir, conversamos e pensamos sobre a espiritualidade, e a estudamos nas lições. É assim que nós nos “destruímos”, porque atraímos a Luz de lá diretamente em nossa quebra egoísta, e devido ao desequilíbrio, à diferença de qualidade entre ambas, a quebra desenvolve-se naturalmente. Nós a revelamos.

É quando nós temos que entender que descobrimos a verdade e ascendemos do nível material ao nível da quebra. Se agora, neste nível, começarmos a nos unir por meio da mesma luz, aplicaremos o método da correção e revelaremos a realidade espiritual dentro dos Kelim (vasos) corrigidos. É quando começamos a fazer as correções, visto que até agora não havia nada para corrigirmos, porque estávamos unidos pelo nosso egoísmo, estando felizes com o quanto era divertido.

Cada pessoa que alcança a quebra e age contra o seu egoísmo deve unir-se com os amigos, apesar da repulsa. Isso só é possível fazer com a ajuda da Luz superior. Ela me separou dos outros e agora eu preciso sentir que ela me reúne a eles. Tão logo ela faça isso no menor grau, eu começarei a sentir o mundo espiritual. Afinal, a conexão entre nós já é a espiritualidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/3/11 sobre a Confiança

A Verdadeira Confiança Vem Da Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Ohr Bahir.  Segurança é fé em si mesmo. No sentido psicológico é o sentimento de resistência. Isso é porque nada irá resistir em face do desejo, além da exaustão ou impaciência nos esforços.

Desta forma, um herói sente uma força poderosa de paciência interna e não desiste em face de nada, acreditando em si mesmo e em sua força. Mas uma pessoa fraca sente que não tem a força da paciência, e quando outra pessoa lhe causa sofrimento, ela não pode resistir e, assim, rende-se imediatamente a ela.

Pergunta: O que é a fé em si mesmo? Isso soa egoísta.

Resposta: O texto está escrito de uma forma que é decifrado diferentemente abaixo, em nosso mundo, e acima, no mundo espiritual. Em nosso mundo você deseja resistir se acredita que está certo, se aspira à meta, se realmente precisa de algo, ou se ama as pessoas pelas quais você se esforça, como seus filhos, parentes, e aquelas próximas a você. Por outro lado, na espiritualidade tudo é feito pela força da Luz que influencia você.

Não é segredo que o heroísmo em nosso mundo é a força do egoísmo. Nós precisamos da inveja, do desejo apaixonado, do amor-próprio e de outros estímulos para nos “animar” e adquirir a capacidade de resistir. Além disso, nós recebemos a capacidade de resistir da natureza. Algumas pessoas são capazes de resistir a grandes sofrimentos desde o nascimento.

Mas quando a pessoa entra no mundo espiritual e começa a trabalhar para a doação, isso para jánão funciona. Não há mais fortes ou fracos. Todos estão no mesmo nível e não são assistidos por sua natureza material. No mundo espiritual, a pessoa precisa da força que veste as Luzes nela.

Obviamente, aqui também cada pessoa difere das outras, mas ela difere pelo seu propósito espiritual, que é determinado pela raiz de sua alma. A respeito de qualquer outra coisa ela se sente fraca e sem poder. Quanto mais a pessoa avança, mais fraca se sente, e mais ela depende da Luz que corrige.

A princípio nós todos somos heróis, “verdadeiros homens”. Mas daí começamos a ficar fracos, até que descobrimos que não nos restou nada. É assim que nós “quebramos”, compreendemos nossa fraqueza, e graças a isso, entendemos que na verdade não precisamos ser capazes de fazer nada além de procurar pelas forças para persistir e resistir.

Eu só tenho que encontrar a força da fé. Então, eu irei adquirir a capacidade de resistir , a força da doação agindo acima do conhecimento. Deixe-me sentir vazio dentro, deixe-me não ter nada que valha à pena trabalhar, deixe-me estar completamente desprovido de energia, porque o meu egoísmo não me empurra adiante e não me dá forças. Todavia, se eu recebo a força da doação da Luz que corrige, eu já posso compreender isso. O grau da minha segurança depende disso.

No mundo material o grau da minha segurança depende do quanto está contido em meus Kelim (vasos) de recepção. Mas na espiritualidade é o contrário. O grau da minha segurança depende do quanto está contido nos meus Kelim de doação.

Ninguém tem qualquer “gosto especial” aqui e ninguém excede outros em poder. Cada pessoa desce a zero e experimenta um total vazio e fraqueza, e depois começa a adquirir a força da doação que vem do alto. Mas isso acontece somente na condição de que ela esteja unida com a força superior. O desejo de receber precisa sempre ser anulado ante o superior, para que assim o desejo do doar possa dar a pessoa a força de resistência e confiança.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 3/3/11 sobre  a Confiança

Por Que Nós Precisamos De Dinheiro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o dinheiro se relaciona com a espiritualidade e como ele nos ajuda a avançar?

Resposta: Dinheiro (Kesef, em hebraico) é uma cobertura (Kisui) sobre o meu egoísmo. É uma força que permite-me cobrir o meu egoísmo, preenchê-lo ou usá-lo para a satisfazer os outros. O dinheiro me dá a oportunidade de trabalhar com o meu egoísmo – em seu benefício ou contra.

Portanto, no mundo todo o dinheiro tem de ser usado apenas em prol da conexão entre as pessoas. A pessoa deve deixar para si apenas o necessário para a vida e dar todo o excesso para a correção do mundo.

Na futura geração, no mundo corrigido, o dinheiro irá desaparecer. Eu vou receber tudo que preciso da sociedade; então, por que eu precisaria de dinheiro? Se o mundo inteiro for corrigido e as necessidades de cada pessoa forem fornecidas, e se ninguém precisar de satisfação excessiva, então para que o dinheiro? Não haverá nenhuma necessidade dele.

Ele será necessário para de alguma forma regular os processos de intercâmbio e transferência de uma empresa para outra e entre as fábricas, a fim de fornecer a todo o mundo e para atingir a forma corrigida e perfeita, mas isso não vai acontecer por meio de papel-moeda por muito tempo. Vamos ter de alguma forma que medir a conexão entre nós. Nós, de fato, avaliaremos isso pelo “dinheiro”, mas não será o mesmo dinheiro que está em circulação hoje, mas o grau de doação de uma pessoa a outra.

Se nós mudamos para doação, nós também precisamos de “dinheiro”. No entanto, ele adquire a forma de uma tela que é medida pela união que ela conduz.

“Quanto você pagou?”. A resposta é: conforme a união que surgiu! Entretanto, hoje o preço que eu pago é determinado por quanto eu receberei para mim mesmo ao separar-me dos outros, criando assim a separação entre nós.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 01/03/11,Lição sobre Dinheiro

As Primeiras Tentativas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quanto mais esforços fazemos em prol do sucesso do grupo, mais sentimos que estamos trabalhando para o nosso próprio ego….

Resposta: Você deveria estar feliz com isso, porque essa é a revelação do mal. Sem revelar o mal, não vamos chegar à bondade.

Eu vejo que, no final, a única coisa que quero de minhas ações em prol do grupo é extrair benefícios pessoais. Qual será a próxima?

O problema é que, sozinho, esse “ponto de epifania” não é suficiente. Você não pode fazer nada com ele. Minha ação tem que ser objetiva; ela tem que ter um vetor. Caso contrário, a minha força interior continua a ser meramente potencial, como um motor abafado. Pode até ser um bom motor com uma capacidade de 200 cc, mas e daí?

Eu tenho que “resumir” o meu desejo e dirigí-lo a uma ação específica. Isso significa que eu preciso de dois pontos para formar um vetor. A mente é o que dá sentido a essa minha força. É por isso que a força e a razão trabalham bem uma com a outra. Isso é válido.

Assim, mesmo se eu tiver alcançado o desespero em minha atitude para com o grupo, isso ainda não me dá a oportunidade de agir. Agora, eu tenho que conectar o meu estado com o objetivo.

Eu apenas senti que eu sou contrário a mim mesmo. O egoísmo foi revelado nas minhas ações ou em uma de minhas ações: eu fiz isso por mim e não poderia apontá-lo nos amigos.

Em primeiro lugar, eu tenho que lembrar que não há outro além Dele. O problema não é que eu não tenha êxito nisso, mas sim que o Criador dispôs esta situação para mim, assim como a sua análise. Torna-se claro que eu não poderia fazer nada por causa do meu egoísmo, e isso é porque o Criador quis me ensinar, para me mostrar que sou governado pelo ego.

Então. o que devo fazer? Por que Ele quer que eu sinta isso? Para que através dele eu perceba a importância do objetivo, a qualidade da doação, que é oposta ao que eu recém revelei.

Onde eu conseguirei essa importância? Desse próprio estado. Afinal, não há Luz sem vaso, sem sensação que não inclua a combinação de ambos: Luz e Kli. Com o que eu vou me comparar a fim de sentir que sou mau? Isso acontece em comparação à forma como eu entendo a doação, imaginando que poderia ter atuado melhor, tratando os amigos de uma forma melhor.

Nesse caso, já existem dois pontos! Como, então, eu posso agora mudar do ponto da minha própria insignificância e maldade ao ponto da doação? O que me falta? Falta-me força, e é isso que eu deveria exigir.

Mas isso não é tudo. Por que eu deveria exigir isso? Para me fazer sentir bem, para parar de sentir repulsa por mim mesmo? Afinal, o meu egoísmo sofre com a recente “revelação”. Nesse caso, seria revelado que eu ainda sou um egoísta, tendo somente dado uma “volta”, e estando no próximo nível do amor-próprio.

Em vez disso, eu não quero todo o meu trabalho e o seu resultado para perseguir o êxito pessoal. Eu quero realizar uma ação na qual vou revelar prazer ao Criador. Ele corrige-me e eu quero isso para dar prazer a Ele.

É assim que eu tento avançar um pouco mais, e depois um pouco mais, tanto quanto possível. Estas são as minhas primeiras tentativas, que eu devo literalmente “mastigar”,  “provar” com a minha língua, ou, mais precisamente, “romper “com meus dentes .

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/02/11, Escritos do Rabash

Refletindo Na Árvore Do Bem E Do Mal

Se nós não cultivarmos em nós mesmos uma sensibilidade ao bem e ao mal, nós não saberemos como empregá-los da forma correta. Tudo depende da sutileza da percepção.

Além disso, é importante como determinamos o que é bom e o que é mau uma vez que, habitualmente, o que é bom para o egoísmo da pessoa ela considera como bom, embora possa prejudicá-la também. Assim, qual é o ponto de referência para poder definir bem e/ou mal? É em relação a mim, à sociedade, ou ao Criador? O que é “bem” e “mal” afinal?

Hoje, nós nos encontramos encarando esse grande problema. Por toda nossa história, temos feito o que é melhor para nós mesmos, tomando a liberdade de distribuir óleo cru e gás, poluindo nosso habitat, e não nos preocupando com nada, até conseguirmos a chance de observar, com horror, o que fizemos. Porém, não há caminho de volta. Os cientistas dizem que o destino do globo está decidido: nós passamos do ponto de retorno e não podemos restaurar seu bem-estar. [Leia mais →]

A Doação É Invisível Mas Infinitamente Importante

Dr. Michael LaitmanNo caminho espiritual pergunto-me a mim mesmo o que parece ser uma questão irresolúvel sobre como ultrapassar a minha inclinação ao mal, o egoísmo. Os Cabalistas dizem-lhe, “Você tem de tentar”. Perceba isto: O Criador é verdadeiramente oposto à sua natureza; a qualidade de doar é extremamente odiada por você; você não pode sequer pensar sobre amor ao próximo, sem falar na sua implementação.

Portanto o que deve você fazer? Mova-se gradualmente. Faça acções que o levem à oração. Escolha todos os meios possíveis e truques de forma a ainda assim sentir a importância da qualidade de doar e de a colocar por baixo da qualidade de recepção. Mesmo se é repulsiva à sua natureza, mesmo se sente que não quer doar porque acha a doação muito azeda ao gosto, então pelo menos com a sua mente você irá ainda assim começar a valorizar esta qualidade pelo seu tamanho e grandeza pelo facto de ser a qualidade do Criador. Ela governa o mundo e é respeitada pelo ambiente em que você entrou.

Usando vários truques, você evocará a Luz que Corrige. Por outras palavras, ao estudar, trabalhar no grupo, e disseminar, você preparará a sua intenção: “Eu quero a influência da Luz. Eu quero que a Luz, a força de doar que criou o meu desejo, isto é a força de recepção, me influencie, influencie o meu desejo, e lhe adicione a intenção de doar”.

Você não sabe exactamente o que é que está a pedir, mas tente na mesma. Afinal de contas, você quer revelar o Criador, isto é, a qualidade de doar. Você quer sentir o mundo superior, viver na qualidade de doação. Você quer revelar o Kli comum, a alma comum, ou seja, viver com a preocupação por todos os outros desejos, que lhe serão revelados na forma do sistema da alma única. Gradualmente, graças à intenção antes e depois do estudo, juntamente com os amigos você atingirá algo chamado de “milagre” e irá começar a sentir que mais e mais, você realmente respeita e valoriza a qualidade de doar.

De repente, torna-se muito importante para si. Reina no mundo inteiro porque a doação não tem de ser exprimida. É primário; de facto, é a inteira força da vida em toda a realidade. Esta qualidade suporta o nível inanimado, ascende ao nível vegetal, dá forças vitais ao nível animal, e dá ao homem união e conexão com o Criador.

Quando este “milagre” acontece a uma pessoa, de repente ela sente amor e conexão com essa qualidade. Um sentimento especial emerge dentro dela em relação à qualidade de doar. Está pronta para receber dela tudo o que queira dar, fazer qualquer coisa só para se assemelhar a ela e dar-lhe prazer. Uma pessoa sente que é capaz de fazer isto e aquilo e portanto leva bondade à qualidade de doar, o Criador.

Tudo isto ocorre dentro de mim sob a influência da Luz. Contudo, apenas acontece na medida dos meus esforços, em conformidade com a sua qualidade e quantidade. Antes de estudar, preparo-me ao perguntar: Para que é que estou a estudar? Porque é que estou a abrir o livro? A resposta é que é unicamente para adquirir a qualidade de doar, revelar a força de doar, revelar o Criador e fundir-me com Ele. Por outras palavras, é no sentido de me unir com a força de doar de forma que ela comande dentro de mim, para que se transforme na minha intenção acima do desejo.

É assim que uma pessoa avança até que o desejo egoísta se lhe revele por completo, onde a força de doar se tornará uma intenção para ela, o desejo de doar acima do desejo de receber. Então o desejo de receber e a intenção em prol da dorção irão estar juntos e a pessoa atingirá a adesão com o Criador.

É assim como nos apreendemos a nós mesmos correctamente. Está escrito sobre isto que “Israel transporta consigo o desejo do Criador.”

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/2/11, Escritos do Rabash

Más Notícias Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas ensinam-nos o caminho para a raiz para que cada um de nós atinja a raiz da sua alma. Eles dizem-nos que a coisa mais importante é a intenção. Há uma força Acima com a intenção de nos corrigir e nos levar por todas as fases até ao estado final e glorioso. Contudo, temos de preceder a ascensão com as nossas próprias acções antecipando-a com o nosso pedido e desejo.

No fim temos de sentir algo que não somos capazes de alcançar actualmente. Não temos nada ao que nos possamos segurar, nem oportunidade. Este “algo” aparece insignificante e sem sentido. Porquê tal acontece? A razão é porque o fenómeno que temos de sentir é a doação e o amor pelo próximo. É esta a força do Criador, a qualidade chamada “o Criador” que envolve e preenche toda a realidade.

Não a percebemos nem a sentimos, e somos incapazes de nos aproximar dela. Fomos criados deliberadamente de forma oposta para que vejamos a Luz a partir da escuridão, e então a percebemos, sentimos e manifestamos.

A Luz simples tal e qual cegar-nos-ia. Por isso, nós existimos e desenvolvemos na qualidade de recepção, adquirindo gradualmente mais e mais detalhes de percepção. Então chega um momento quando nos desesperamos com a recepção e adquirimos um ímpeto para com a qualidade de doar. Esta centelha que acorda dentro de nós é chamada “o ponto no coração”.

Então somos levados para mais perto para o percebermos. Somos levados para um instrutor, livros e o ambiente. Agora podemos fazer evoluir esta centelha na verdadeira qualidade de doação e amor ao próximo. O nosso trabalho reside em fazer todas as acções possíveis que nos possam ajudar a aumentar o nosso valor do instrutor, as fontes primárias, e o ambiente. Quando os elevamos acima do nosso egoísmo, acima da qualidade de recepção, a qualidade de doar torna-se mais importante para nós e começamos a sentir maior respeito pela Luz que pela escuridão, ou pelo Criador que pela criação.

Eu li sobre isto nas fontes primárias, e isso quer dizer que tenho de fazer esforços para este fim. Contudo, quando fico frente a frente com ele, quando faço um plano para começar a respeitar e elevar a doação acima da recepção aos meus olhos, o que eu descubro dentro é futilidade e falta de interesse no tema. Sinto que não me interesso nem um pouco pelo instrutor, o grupo, ou os livros. Tudo perde sabor.

Porquê? Porque o meu egoísmo, o meu desejo por prazer não vê nenhum benefício aqui. Pelo contrário, a partir desse momento sente que o que está à nossa frente são perdas.

Como posso eu causar-me qualquer mal a mim mesmo se eu sou o desejo de desfrutar por completo? Sou simplesmente incapaz disto. A possibilidade de me prejudicar não está inerente a mim.

Então que devo fazer? Resulta então que o meu avanço para com o Criador reside na separação constante do que agora me parece ser “bondade”. Para lá disso, aproxima-se do “mal”. É isso sequer possível?

A resposta a esta questão só pode ser recebida da ciência da Cabala.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/2/11, Escritos do Rabash

O Fim Do Caso Amoroso Com O Ambiente Material

Dr. Michael LaitmanPergunta: O egoísmo é muito perspicaz. Portanto, como eu posso ter certeza de que meu jogo com ele está realmente me levando para a frente, e não é outro truque que o egoísmo está fazendo comigo?

Resposta: Se eu me incluo no ambiente e sou permeado pelo que é importante para ele, eu avanço pela fé acima da razão. Eu deliberadamente curvo-me diante do grupo e adoto seus valores, porque eles são espirituais. Eu me coloco diante deles para que eles me elevem.

Eu nunca tenho as forças para subir de forma independente. Ao mesmo tempo, estou sempre em algum ambiente que me dirija em direção a valores específicos. Os valores do ambiente material também são artificiais e falsos. A sociedade me motiva a comprar um carro, uma casa e móveis, mas quem disse que eu realmente preciso de tudo isso? Afinal, o corpo é um animal e tudo que ele quer é descansar. Dê-lhe um determinado número de calorias e um lugar confortável para deitar. Ele não quer mais nada.

No entanto, a sociedade me diz o que eu tenho que comprar e a que eu tenho que aspirar. Caso contrário, as pessoas não me respeitam. Assim, instigado pelo ambiente, passo minha vida inteira tentando fazer as coisas para torná-lo igual a mim.

Mas agora, quando eu já estou cheio até a borda, eu já não quero dançar a sua música. Em vez disso eu entro em um novo ambiente. Eu escolho uma sociedade que tem um objetivo espiritual. Agora, tudo o que tenho a fazer é elevá-lo aos meus olhos e assim eu vou crescer com a sua ajuda.

Assim, eu construo um ambiente artificial para o meu crescimento espiritual. É aí que reside todo o meu trabalho. Quanto mais eu elevar os amigos aos meus olhos, mais eu ascenderei.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá  22/02/11, Escritos do Rabash