Textos na Categoria 'Egoísmo'

Cabalistas Sobre A Natureza Do Homem E A Natureza Do Criador, Parte 7

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

O Egoísmo Está Incorporado na Natureza de Cada Pessoa

A natureza de cada pessoa é explorar a vida de todas as outras pessoas no mundo para seu próprio benefício (sem levar em conta o proveito da outra pessoa). E tudo o que ela dá para a outra (usando-a) é apenas por necessidade; mesmo assim há exploração dos outros nisso, mas isso é feito ardilosamente (através da distribuição de prêmios ou recompensas, privilégios para disfarçar a exploração), de modo que seu amigo não notará isso e dará de bom grado.
– Baal HaSulam, “Paz no Mundo”

Qualquer coisa fora do corpo da pessoa é visto como irreal e vazia. E qualquer movimento que a pessoa faça para amar o outro é realizado apenas… para receber uma recompensa. Assim, tal ato não pode ser considerado “amor pelo outro”, porque é julgado pelo seu fim. … Mas fazer qualquer tipo de movimento apenas como resultado do amor pelos outros, sem… qualquer esperança por qualquer tipo de auto-gratificação em troca, é completamente impossível pela natureza.
– Baal HaSulam, Matan Torá (A Entrega da Torá), item 13

Aprendendo Com Nossos Problemas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Dizemos que o consumo excessivo é o consumo à custa dos outros. Contudo, de forma a ver o mal contido nele, temos de assistir até o final do filme?

Resposta: Não. O Criador não tem escassez de minerais, vitaminas, petróleo, gás, água, ou qualquer outra coisa. Ele arranja-lhe problemas a si neste mundo para que você comece a aperceber-se da sua perda. Você está a perder-se.

O Criador não lhe mostra que em realidade você está a deixar o mundo espiritual passar-lhe ao lado, porque então você perderia a liberdade de escolha. Em vez disso, Ele coloca-o sob os choques deste mundo, dos quais você começa a perceber o mal na sua natureza. Você não revela o Criador como sendo a causa dos seus problemas, mas antes o seu próprio egoísmo.

Então, incapaz de corrigi-lo, você começa a arrepender-se de tê-lo. É assim que você chega gradualmente à percepção do mal. Então o que deve você fazer com ela? Como pode sair da armadilha? Devagar e sempre você chega mais perto da solução.

Falta de recursos, desastres naturais, e pessoas a roubar umas das outras são tudo coisas artificiais no fim das contas. Esta é uma “pequena mudança” com a intenção de nos ajudar a revelar o facto de que estamos a roubar o mundo espiritual uns dos outros.

Em realidade, por que devo eu partilhar o que tenho consigo e satisfazer-me com as necessidades básicas? É apenas de forma a aprender disto e adquirir os desejos que aspiram à espiritualidade. É este o objectivo, e tudo está estruturado precisamente desta forma desde o início. Senão cada pessoa teria o seu próprio planeta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá “Matan Torah (A Entrega da Torá)”

A História Acabou

Dr. Michael LaitmanA Cabalá fala sobre o desejo. Não existe tempo, espaço ou movimento, mas apenas um estado de ser. E quanto ao passado e o futuro? E quanto aos mundos espirituais? Eu não os sinto.

Então, existem outros estados de existência além do atual, além do nosso mundo? Eu não sei, porque eu não os experimentei. Eu não tenho sensações ou Reshimot de lá. Eu não posso alcançá-las agora e confirmar sua autenticidade.

Uma pessoa julga tudo pelo que ela vê. Este não é apenas um axioma, mas o resultado do que o desejo sente quando se desenvolveu ao nível do ser, onde é consciente de si mesmo e entende o que sente. Caso contrário, nós nos isolamos da realidade e caímos em fantasias.

Eu não falo sobre a mesmo dimensão mais elevada por mim mesmo. Os Cabalistas, os quais eu confio, me fazlam sobre ela. Eu considero suas palavras verdadeiras quando me dizem que é possível existir em diferentes estados. “Aspire a eles, ascenda até eles”, me dizem os Cabalistas. “Eles são melhores do que o que sinto agora”. Então, eu passo de um estado para o outro em meu desejo ao corrigir e melhorá-lo. Ao revelá-lo como doador, eu revelo novos estados nele.

Na nossa época, toda a humanidade está atravessando este eixo vertical, a fim de ir de baixo para cima. Nós completamos o eixo horizontal da história e não há como continuar nos movendo sobre ele. Daqui para frente, nosso caminho é para cima.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

A Matriz Global: Não Há Tempo Para Nós Mesmos

Dr. Michael LaitmanA crise está se abatendo sobre o mundo, e as pessoas sentem isso, sentem que as coisas estão ficando pior para elas. De fato, não vai ficar melhor, a menos que comecemos a corrigi-lo através da harmonia com o Criador ou a Natureza circundante, que é a mesma coisa

É por isso que nós precisamos procurar as pessoas que responderão ao nosso chamado; nós precisamos disseminar, “lançar a informação”, utilizar melhor a Internet como um meio. A Internet é praticamente a nossa única oportunidade de estar em todo lugar de graça. Primeiro, precisamos nos organizar, mas por outro lado, quando você começa a organizar os outros, você também se organiza.

A primeira coisa que precisamos para o nosso trabalho é a união interna, e, claro, o aspecto mais importante do nosso trabalho é a disseminação. A crise nos mostra claramente que precisamos cuidar mais dos outros do que de nós mesmos. Nós alcançaremos a meta mais rápido, descendo a avenida mais confiável, se disseminarmos a Cabalá. Através da crise iminente, o Criador está nos mostrando que não temos tempo para nós mesmos. Nós só temos tempo para o mundo: ao organizá-lo, vamos organizar e corrigir a nós mesmos

A crise global tornou-se evidente apenas alguns anos atrás. Ecologistas têm gritado que estamos em apuros há um longo tempo, mas foi especificamente a crise econômica que nos deixou em pânico. Por que econômica? Porque ela reflete as conexões entre as pessoas egoístas: auando essas conexões se tornam globais e integradas, tornam-se um problema.

O que é a economia? É uma representação, uma expressão de nossa conexão egoísta: a quantia que cada um de nós quer mas é incapaz de obter e só conforme permitem as relações e uniões egoístas e econômicas, de acordo com o princípio “Eu por você e você por mim”. A economia é o egoísmo puro em sua forma clara, dura e real. E quando de repente ele entra em um estado global e integrado, descobrimos que este estado é completamente oposta a ele.

Podemos negociar qualquer coisa, mesmo armas atômicas, como resultado do medo. Mas nós somos basicamente incapazes de negociar economia: todo mundo está puxando o cobertor para o seu lado. De que outra forma pode ser?

Este é o nosso problema principal . A economia já está se manifestando no mundo como um sistema global, integrado e interligado, mutuamente inclusivo, e as pessoas ainda não estão prontas para isso.

Esta é a maior discórdia que pode existir em nosso mundo, a maior manifestação aguda da nossa inconformidade com o sistema que agora está se manifestando diante de nós. Nós fomos pegos em uma rede, uma matriz analógica, onde todas as partes dependem umas das outras. Estamos nela incorporados contra a nossa vontade; somos ligados dentro dela pelos antigos laços da economia egoísta de antes, e não temos como escapar. Esta é a natureza desafiando-nos e nos mostrando claramente: “Pessoal, o tempo acabou”.

Nós precisamos avançar por nós mesmos e aliviar este estado, levar a humanidade ao pleno acordo com esta matriz através de explicações, da educação e assim por diante. Se nós não avançamos nesse sentido, mesmo da menor forma, conforme nossas capacidades, então a crise se aproxima.

A matriz tem seu próprio programa de aproximação em relação a nós, e como resultado, até mesmo contradições maiores ocorrem no mundo, como revoluções, guerras, diferentes cataclismos, e assim por diante. O despertar de um vulcão provoca graves consequências em escala global. E se 20-30 vulcões despertassem? Estamos reféns do desconhecido, estamos sentados sobre um barril de pólvora: a nossa Terra com as forças titânicas borbulhando dentro. Nós temos que entender isso e não provocar a dura atitude da natureza para conosco. No entanto, ao contrário, nós perturbamos o seu equilíbrio, e não apenas no sentido ecológico.

É por isso que todos os nossos grupos, todos devem estudar conosco e disseminar. A própria natureza nos obriga. Esta é a única forma de nós avançarmos e abordarmos a matriz global.

Da Lição Diária de Cabala em Moscou 14/06/11, Shamati # 4

O Amor É Uma Rua De Mão Dupla

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas que o amor é necessário?

Resposta: Você pode amar comer peixe no almoço, você pode amar o seu filho pequeno, ou pode amar o próximo ou o Criador. As mesmas palavras designam noções completamente diferentes.

Vale a pena enaltecer o amor ao próximo a uma pessoa que ama peixe? Como você pode descrever-lhe o prazer de doar? O que ela vai entender? Que ela tem que dar o peixe para outra pessoa? Isso é amor?

O que significa amar o próximo? Ele tem um significado completamente diferente. Amar o próximo significa anexar o desejo dele ao seu e trabalhar com o seu desejo a fim de satisfazer o desejo dele. Então, nós dois nos fundimos num todo, onde eu o satisfaço e ele me satisfaz.  No que ele se satisfaz? Em seu desejo. Seu desejo em relação ao meu é como Malchut em relação a Zeir Anpin. Eu sou como o Criador, e ele a criação. Este é o meu trabalho.

Assim, o “amor” é a relação entre o Criador e a criação. Somente isso é o amor – a atitude da criação para com o Criador. Se eu posso construir este tipo de atitude para com os outros, ou em outras palavras, se eu adquiro a qualidade do Criador (a qualidade de doação), e por meio dela eu me relaciono com o desejo do próximo como faz o Criador, verifica-se que o Criador está dentro de mim, e eu realizo as ações necessárias em relação ao próximo. Isso significa que eu amo o próximo.

Nós não temos o direito de usar a palavra “amor” em qualquer outro sentido, contexto, ou caso. Caso contrário, nós vamos confundi-la com o nosso “amor por peixe”.

Nós estamos falando sobre como o Criador, a qualidade de doação, se veste em mim. Antes de tudo, nós temos que realizar o princípio: “Não faça aos outros aquilo que você mesmo odeia”. É assim que eu me torno neutro. Depois disso eu tenho que adquirir o desejo dele em vez do meu. O desejo de outra pessoa se torna mais importante para mim e, portanto, ela se torna maior do que eu. Eu estou pronto para fazer tudo por ela, assim como faria para um filho doente em nosso mundo. Eu estou totalmente em “curto-circuito” no seu desejo; isso é o que me faz agir.

É exatamente por isso que eu sou semelhante ao Criador, como Zeir Anpin que recebe um pedido de Malchut. Quanto mais o desejo de outra pessoa é capaz de me fazer doar, maior eu sou do que ela. Este é o amor. Você vê como isso é diferente de nossas noções atuais?

Quanto mais eu posso doar a outra pessoa, mais eu forneço-lhe a Luz da correção. Afinal, há a garantia mútua entre nós. Eu não satisfaço seu desejo egoísta, mas revelo dentro dela o desejo de estar em um sistema comigo, de modo que a Shechina reine entre nós. Então, o que devo dar-lhe? Eu lhe dou o meu apoio da garantia mútua, que ela também fornece a mim, ao revelá-lo em seu desejo. Este é o amor.

Ninguém está satisfazendo o egoísmo do outro. Eu não revelo o desejo egoísta na outra pessoa, mas o desejo do apoio mútuo, a fim de revelar o Criador no relacionamento entre nós. O Criador não pode ser revelado em qualquer indivíduo ou apenas na minha atitude para com outra pessoa, a menos que seja fortalecida pela mesma atitude dela. O amor não funciona em uma direção. Ele é uma rua de mão dupla. Ele exige uma rede de conexão por onde os impulsos da doação fluem, uma rede permeada por sentimentos de amor, relações de garantia mútua e reciprocidade que nos fortalecem mutuamente.

Nesse meio tempo, o egoísmo permanece abaixo, sem fazer quaisquer cálculos para satisfazê-lo. Afinal, nós nos elevamos acima dele, conectados por nossa intenção mútua em prol da doação. E quando ele atinge um determinado nível de unidade, criando uma rede acima de nós, nós revelamos o Criador, a qualidade mútua de doação e amor entre nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

O Livro Guia Para a Bondade

Estamos em uma realidade desconhecida, e até hoje, enquanto existimos neste mundo, ainda não entendemos exatamente onde estamos, por qual programa nos desenvolvemos, e qual objetivo estamos seguindo. Nós não entendemos nada em nossa vida, e somos protegidos pela ocultação, nos consideramos espertos e inteligentes, como se tivéssemos o conhecimento, a nossa própria opinião e o livre arbítrio.

Mas quando um golpe e sofrimento nos pega de supresa entendemos que somos incapazes de qualquer coisa, que nós não entendemos nada, e não temos qualquer chance de nos comportarmos de forma inteligente. Especialmente agora, durante um momento de crise, vemos que não temos qualquer chance de nos relacionar com a realidade de forma correta, que estamos diante de problemas e nem sequer temos a menor capacidade de compreendê-los. Mesmo se, às vezes, entendemos algo um milímetro antes do tempo, isso não nos permite mudar o nosso estado ou a nos comportarmos de forma diferente. Mesmo se decidirmos que nós realmente precisamos mudar e começar a nos comportar de maneira diferente, não temos forças para mudar o nosso comportamento. Então, qual é o uso de tais decisões, se não podemos mudar a nós mesmos, a influência de um ao outro, e todo o mundo? [Leia mais →]

Cabalistas Sobre A Natureza Do Homem E A Natureza Do Criador, Parte 1

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Essência do Homem é o Desejo de Receber

O desejo (de receber, desfrutar) é a essência (primária, única) da pessoa .
– Baal HaSulam, Shamati (Eu Escutei), Artigo nº 153, ” O Pensamento É O Resultado do Desejo”

A essência de todos os detalhes na realidade é nada mais nada menos do que o desejo de receber (a diferença entre todas as partes da criação em todos os mundos vem apenas das diferenças quantitativa e qualitativa em seu desejo de realização).
– Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, item 20

A essência da alma é o desejo de receber (prazer, satisfação). E a diferença que podemos distinguir entre um objeto e outro é discernida apenas por seu desejo.
– Baal HaSulam, ” Introdução ao Livro do Zohar“, item 21

O Mundo Está Preparado Para Ouvir

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é o método que fala da necessidade de união entre cada um de nós de acordo com o plano da Natureza, a força única que controla o universo inteiro, todos nós, toda a criação. Desde os dias da Babilónia antiga, esta ciência tem sido escondida de toda a humanidade. A Cabalá apenas afirma que este ensinamento seria passado através de um pequeno “fluxo”, de professor para discípulo, por milhares de anos, da Babilónia antiga até ao presente, até que o nosso mundo se tornasse uma Babilónia moderna, isto é, um todo.

Isto significa a interconexão completa, independentemente de fronteiras, países, continentes, nações, raças, grupos e religiões que têm emergido ao longo do curso da história. A nossa interdependência tornar-nos-á tão fortes que irá eliminar todas estas barreiras.

Por outro lado, o nosso egoísmo permanecerá e continuará a se desenvolver. Devido a isto, iremos detestar-nos uns aos outros ainda mais. Iremos repelir-nos uns aos outros automaticamente; iremos pensar apenas em nós mesmos inconsciente e instintivamente. Não consideraremos os outros e apenas os usaremos ao máximo para o nosso próprio benefício. Esta será a nossa natureza durante 3700 anos, dizem as fontes Cabalistas.

Chegaremos a um egoísmo enorme, e será natural para nós. Não iremos sequer reparar que é especial, mas apenas que isto somos nós e esta é a nossa vida. Ainda assim, este egoísmo juntamente com a nossa conexão integral extensiva, com a comunicação que desenvolvemos entre nós, irá entretanto tornar-nos novamente na Babilónia.

Além disso, durante a última fase de desenvolvimento, quando esta sociedade de egoismo enorme se tornar global, iremos esgotar praticamente todos os recursos naturais e recursos energéticos: água, minerais, metais, petróleo, carvão e gás. Tudo se aproxima de um fim. Mesmo que queiramos aumentar o nosso potencial egoísta, não será possível.

A sociedade de consumo que se desenvolveu durante o século XX saturou-se, esvaziando a Terra de todos os recursos, e como resultado, não podemos continuar nesta vida, mesmo fisicamente. Atingimos tal confronto entre cada um de nós e com o ambiente que nos força a fazer algo.

A nossa sociedade irá tornar-se diferente – incontrolável. Recentemente, nós vemos revoluções ocorrendo em diferentes países; vemos como a comunicação, a conexão entre as pessoas encoraja-as a exigir mudança social. Contudo, ainda não percebemos como ou porquê isto ocorre: hoje é lá, amanhã pode acontecer aqui ou noutro local. Não vemos onde isto nos leva.

Nesse estado de confusão, sem conseguir perceber a próxima fase, vemos a ciência da Cabalá sendo revelada novamente para o mundo. Lembro-me quando estudava com o meu professor: costumávamos viajar para locais especiais, locais Cabalísticos e sentávamo-nos juntos, um diante do outro. Durante essas tardes e noites, ele tentou dizer-me que viria um tempo quando a Cabalá fosse revelada.

O que significa “revelada”? “Revelada” significa que não é você que começa a falar, mas as pessoas que querem ouvir começam a vir. Não depende de si, mas daquele que irá ouvir.

Vemos que este tempo chegou porque há muitas pessoas de diferentes países, em continentes diferentes, em várias línguas, que querem ouvir o que a natureza, o Criador, nos pedem. Querem saber com o que devemos assemelhar-nos, como devemos mudar a nós próprios, subir a que nível, como entrar numa dimensão inteiramente diferente, perceber o nível geral da natureza, a eternidade, a perfeição, para sentir isto aqui e agora no nosso mundo. É dito na ciência da Cabalá que tais pessoas surgiriam no fim do século XX.

Eu não acreditei nisso, não via estas condições. Contudo, no fim do século passado, milhares de pessoas tornaram-se interessadas em Cabalá, inconscientemente, sentindo instintivamente esta urgência graças aos seus desejos, que se desenvolveram e atingiram a maturidade. Na próxima fase, uma nova dimensão é concebida neste desejo egoísta finalmente maduro.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

O Divórcio Babilônico

Dr. Michael LaitmanNós não temos a menor idéia sobre a futura ordem mundial, porque nós entramos em um sistema de forças que nunca havia se manifestado em nosso mundo. À medida que a natureza (o Criador) se aproxima de nós, isto se torna cada vez mais claro. Assim, nós temos que começar a revelar o mundo superior, ou seja, o sistema de governo pela força superior, a Luz.

À medida que esta força externa se aproxima de nós, à medida que ela brilha sobre nós, a nossa sociedade e o mundo de forma mais sensível e intensa, nós sentimos nossa oposição a ela. Nós não sentimos a força em si, mas a nossa incapacidade de sossegar mesmo que um pouco.

O mundo se tornou imprevisível. As pessoas estão engajadas em adivinhações e até acreditam em milagres. Como é possível isso acontecer em nossa época esclarecida? Como podemos, de repente, começar a acreditar nisto depois do século XX? Todos os anos, e às vezes algumas vezes por ano, nós temos todos os tipos de datas do fim do mundo e outros eventos apocalípticos.

Além disso, nós nos encontramos sob o abraço forte da natureza que, inesperadamente, gera crises como tsunami, furacão, erupção vulcânica, incêndio, inundação, e assim por diante. Aos poucos, tudo desequilibra, fora do equilíbrio delicado em que estávamos. Isso porque nós estamos atravessando um momento decisivo. Nós já atravessamos este ponto decisivo antes, em uma escala menor, na antiga Babilônia. A humanidade inteira estava concentrada lá, e mesmo assim, ela descobriu que era uma sociedade pequena e fechada.

Hoje, apesar de haver sete bilhões de seres humanos, nós somos uma sociedade fechada. De repente, nós sofremos um “curto-circuito” e nos encontramos dependentes uns dos outros. Por outro lado, nós somos como cônjuges antes de um divórcio. Nós nos odiamos mutuamente, apesar de ainda estarmos em um apartamento. Nós devemos mudar, nós não conseguimos ficar juntos, mas os laços comuns nos mantêm juntos. Este é o “apartamento partilhado” que nos encontramos hoje na Terra.

Antes, isto se tornou evidente em um pequeno território, na Mesopotâmia, há 3.700 anos. Então, pela primeira vez, as pessoas começaram a procurar o que elas poderiam fazer. Por um lado, elas estavam no mesmo lugar e na completa e total interdependência. Por outro lado, odiavam-se e se esforçavam para estar o mais longe possível umas das outras. Duas forças opostas, duas das mais difíceis tendências estavam separando a sociedade. Então, na realidade, dois métodos foram sugeridos.

O primeiro método foi a correção de sua natureza. “Vamos corrigir o egoísmo que separa, distancia, e afasta-nos uns dos outros. Então, nós ganharíamos. Nós nos tornaríamos uma única entidade de apoio mútuo. Nós teríamos um poder enorme, e realmente iríamos erguer uma “torre para o céu “, a torre de amor mútuo, cooperação e união, a força positiva.

Assim, eles se tornariam iguais à natureza, porque tudo na natureza está interligado. Todos os seus níveis – inanimado, vegetal, e animal – agem sempre em harmonia mútua, e apenas o ser humano, com seu egoísmo, se sente acima da natureza, acreditando que pode fazer o que lhe agrada. No entanto, se ele entendesse as leis da natureza e procurasse ter correspondência com ela, ter um relacionamento harmonioso, ele sentiria toda a sua capacidade e poder. Ele entenderia e perceberia a sua finalidade, a sua essência. ”

Isto é o que foi sugerido pelos adeptos da correção humana, mas, infelizmente, a humanidade (cerca de três milhões de pessoas vivendo entre os rios Tigre e Eufrates) escolheram um caminho diferente. Como cônjuges após um casamento fracassado, eles decidiram que seria melhor para eles “sair”, dividir o apartamento compartilhado, e quebrar o contrato. Assim, as pessoas se dispersaram por todo o mundo.

Muitas fontes antigas narraram esta história. Desde aqueles tempos, nós temos o livro sobre a Cabalá chamado O Livro da Criação. Nós o temos em nosso arquivo livre, em língua russa também.

O livro chamado O Grande Comentário surgiu depois. Ele também descreve os eventos que aconteceram na antiga Babilônia e como as pessoas não conseguiram resolver o problema da união. Para fazer isso, elas tiveram que trabalhar no seu egoísmo, e superá-lo por meio de um método especial, que exigiu muito mais esforço interno e moral do que simplesmente separar-se fisicamente uns dos outros e fazer o que todos queriam, cada um em seu próprio canto.

Flávio Josefo descreve onde as pessoas foram, em que lugares. Posteriormente, todas as crenças e religiões foram originadas delas, tudo baseado no egoísmo, tudo o que o egoísmo apoia.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Últimas Notícias: Treze Minutos Sobre A Coisa Mais Importante

Dr. Michael LaitmanA crise que envolveu o mundo era muito evidente nas últimas convenções que realizamos, incluindo uma realizada na Itália há três semanas e, especialmente, há uma semana em Madrid, Espanha. Lá, a crise é muito evidente. As massas estão em desordem, e a taxa de desemprego entre os jovens é de 40%. E as coisas só pioram a cada dia. Há manifestações e protestos na rua, e muito mais.

Eu deliberadamente andei pelas ruas lá e conversei com as pessoas. Elas não sabem o que fazer e estão fazendo os protestos em frente a prédios do governo. Mas o governo também não sabe o que fazer. Todo mundo está confuso e ninguém é culpado. E tudo isso porque nós estamos diante de desafios da natureza.

Postos de trabalho não podem ser criados do nada. E para quê? Ao fazer isso nós só esgotamos ainda mais rápido os recursos naturais remanescentes, arruinamos o solo e poluímos o ambiente ainda mais. Nossos recursos hídricos e aéreos vão diminuir ainda mais rápido. Então, por que deveríamos estimular a economia que se deteriora? Só para dar trabalho às pessoas? Com este tipo de conseqüências, é melhor não lhes dar!

Na Espanha eu apareci no canal de TV mais popular no horário nobre. Em vez de falar por alguns minutos, o que foi planejado de acordo com o programa, a entrevista durou 13 minutos. Você pode imaginar – treze minutos nas notícias matinais, entre os relatos dos acontecimentos mais importantes da atualidade! Eles simplesmente não conseguiam terminar a entrevista.

Minha sugestão foi simples tornou-se um conselho prático: nós temos que sentar as pessoas para estudar. Eles devem receber subsídios do desemprego (que também será a estratégia mais eficaz para poupar dinheiro) e devem aprender sobre o tipo de mundo que vivemos, o que existe na nossa frente, e que tipo de desafio a natureza está nos lançando.

Isso não é capricho de alguém ou os interesses de determinado partido ou líderes de governo. Isto não é senão a natureza, que nos desafia. E o desafio é para nós mudarmos. Nós não temos que mudar nada além de nós mesmos.

Temos que nos tornar integrais  e globais, em conformidade com a actual crise. Afinal, a crise é a sensação da própria falta de conformidade com a natureza circundante. Portanto, se nós corrigirmos a nós mesmos dessa forma, tudo se tornará equilibrado e atingirá a harmonia. Isso é o que as pessoas devem aprender.

A entrevista recebeu uma resposta positiva generalizada em toda a Espanha, bem como na América Latina e América do Norte, e isso porque esta realmente é a única forma sensata de sair da situação que foi criada. E a Espanha não está sozinha. Grécia, Islândia, Itália e outros estão em uma situação semelhante, e há muitos outros países gradualmente entrando nesta crise. Em outros lugares a crise está vindo de diferentes maneiras.

É assim que a natureza coloca uma tarefa clara diante de nós: nós temos que mudar. Nós temos que ser parte integrante da natureza como tudo que ela contém: os níveis inanimado, vegetal e animal. O homem não deve pensar que está acima da natureza e que pode fazer tudo que deseja. Sua tarefa mais importante é tornar-se, de forma consciente, parte integrante do todo.

Ao tornar-se parte integrante da natureza, ele começa a entender o que ela é e, de repente, descobre novas profundidades nela: os mundos de Assiya, Beria, Yetzirah, Atzilut, Adam Kadmon, e o mundo do Infinito. Ele já não se esconde da natureza com seu egoísmo, mas começa a senti-la como transparente. Ele finalmente entende e torna-se consciente das forças que controlam tudo, inclusive ele próprio.

Esta é a tarefa que estamos enfrentando hoje. Portanto, se desejarmos isso e usarmos a força da aspiração para frente, que existe em muitas pessoas no mundo, nós realmente aspiraremos à auto-correção, a revelação do mundo, para sair do estado de sonho, do estado de inconsciência. Então, nós atingiremos a igualdade total com a natureza, o nível do Criador.

Da 1ª lição na Convenção de Moscou 10/06/11