Textos na Categoria 'Egoísmo'

A Economia Comportando-se De Acordo Com A Fórmula Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vemos que a humanidade está atualmente tentando corrigir e melhorar os sistemas econômicos mundiais. Mas há algum propósito em mudar algo só para sermos convencidos de que isso não funciona e que antes nós precisamos de mudanças internas?

Resposta: Nós já estamos revelando o fato de que o nosso sistema econômico é falho. Mas nós ainda estamos tentando corrigi-lo utilizando os velhos instrumentos , e ao fazer isso nós só o arruinamos ainda mais. Aos poucos, torna-se claro para as pessoas que elas são impotentes aqui e que o velho modo de pensar não é mais eficaz. O único problema é que nós ainda não entendemos onde conseguir uma nova mente.

E por parte deles, os Cabalistas ainda não sabem como transmitir essa nova maneira de pensar para a humanidade, para que todos trabalhem em conjunto para criar novos sistemas. A economia é a base da nossa vida material, da produção e do comércio, e do fornecimento de todos os bens. No reino material não há nada mais importante do que a economia, porque este é o programa de conexão entre nós, que agiu de forma totalmente egoísta até hoje, com base na recepção do melhor benefício em todos os aspectos.

Esta é a fórmula simples da economia que deve ser realizada em todos os lugares. Claramente, as pessoas ainda estão tentando roubar aqui e ali, se puderem, mas esta abordagem não está de acordo com a fórmula. Na forma ideal, a economia nos diz sobre como organizar as relações na sociedade para que todos recebam o máximo benefício. Este é o sonho dos economistas.

No entanto, agora nós temos uma fórmula completamente diferente. Nós temos que continuar redefinindo o significado de “o padrão de vida necessário para uma vida digna”, tomando cuidado para fornecê-lo a todos. Nós temos que educar as pessoas para que cada uma aspire a atingir este nível, com algumas pessoas subindo até ele debaixo (ou seja, aqueles que estão abaixo deste nível) e outras descendendo até ele de cima.

Este nível necessário não é a linha de pobreza mínima, mas muito maior, um que suponha uma vida normal. Algumas pessoas se elevam até ele, enquanto outras descem até ele, mas o fazem por seu próprio desejo, o que deve ser alcançado pela educação. Todos os excessos restantes devem ser distribuídos para as necessidades gerais do governo, que pode incluir a defesa ou qualquer outra coisa.

No entanto, se estamos falando de um mundo que está se movendo totalmente em direção à correção e não precisa gastar dinheiro na defesa, então podemos reduzir enormemente a produção. De acordo com a nossa equivalência com a natureza, temos que chegar ao estado onde nós existimos como órgãos de um corpo humano, onde cada um recebe apenas o que é necessário para viver em prol da doação aos outros. Portanto, nós teremos uma vida onde a produção e o comércio gradualmente se tornarão cada vez mais restritos, até atingir um nível onde todos chegarão ao o nível que nós decidirmos, e não crescerão mais a partir de lá.

Assim, nós ajudaremos a natureza a se restaurar e não estaremos sugando seus últimos recursos restantes. Nós deixaremos algo para nossos filhos e netos. Nós usaremos os recursos naturais de uma forma que nos permita estar sempre em equilíbrio, harmonia e circulação com a natureza.

Esta é a nossa responsabilidade, e se não conseguirmos isso, a natureza nos ensinará através de métodos muito severos. Não haverá água ou petróleo a nossa volta, nenhum outro recurso. Em poucas décadas, nós ficaremos sem nada. Então, tudo o que tivermos construído se tornará inútil e toda a produção chegará a um impasse, pois não haverá nada com que se trabalhar. Não haverá iluminação, aquecimento ou refrigeração – nada. Isso porque nós teremos perdido todos os recursos em nós mesmos, em coisas desnecessárias que vão além das necessidades. E não haverá ninguém para culpar além de você mesmo pelo fato de que seus filhos não têm nada pelo que viver.

No entanto, por enquanto nós ainda estamos tentando roubar o máximo que podemos, sugando o máximo possível da terra. Nós ainda estamos começando a explorar no meio do oceano a fim de extrair petróleo. Nós esgotaremos tudo, até chegarmos ao pólos Norte e Sul. Mas, em algum momento, estes recursos ainda terão que acabar, e então nós finalmente entenderemos….

Entretanto, eu espero que, apesar disso, nós consigamos desenvolver uma nova fórmula da economia, cujo objetivo não é a gratificação egoísta imediata, mas a conquista do equilíbrio. Nós temos que discernir como deve ser a nova economia dentro de uma nação que existe entre outras nações que ainda não se corrigiram. Depois, essa fórmula se espalhará para o mundo inteiro.

Eu acho que será muito mais fácil implementar esta fórmula do que o que está acontecendo hoje, porque em essência, nós temos que simplificar tudo, alcançar o equilíbrio e restaurar a circulação normal.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/09 /11 , “A Nação”

Parafusos Não, Mas Criadores De Um Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanÉ muito difícil para nós mudar as idéias que formamos ao longo de toda a nossa vida até agora. Na verdade, é simplesmente impossível. De uma forma ou de outra, nós continuamos com nossa percepção antiga, mesmo que pareça que já estamos mudando. Na verdade, nada está se movendo. No entanto, agora temos que mudar nossa antiga perspectiva para uma nova, e essa mudança tem que acontecer em todo o mundo. Então, onde podemos obter essa nova percepção, uma visão integral?

Suponha que amanhã o mundo inteiro queira se transformar numa rede totalmente conectada, onde cada um dedica toda a sua energia para trabalhar para o bem da sociedade (mesmo que hoje ninguém queira ou sinta isso, mas vamos ser sonhadores por um momento). Como é que nós descobriremos como construir este sistema, como devemos estar conectados e interagir uns com os outros?

Como podemos construir tal governo e sociedade, produção e comércio, já que tudo isso deve existir enquanto vivemos no corpo material? Portanto, somos obrigados a organizar todo o sistema de relações que garante a nossa vida na terra, a fim de satisfazer as necessidades dos nossos corpos animados.

Para fazer isso nós precisamos de muitos sistemas, mas como podemos construí-los com as leis da doação, onde cada um é livre e age livremente em direção à doação máxima aos outros, onde cada um sabe o que deve fazer nesta máquina idealmente organizada, onde todas as engrenagens estão girando em harmonia? Isso parece uma utopia. Portanto, como é realmente possível fazer essa transição?

É possível escrever um romance sobre isso, mas como podemos imaginar racionalmente um sistema econômico que seja necessário em tal sociedade, a estrutura judicial e de governo, todo este mecanismo, desde os maiores elementos até os menores parafusos, incluindo o fornecimento de bens, os cuidados aos idosos, famílias, crianças, a construção e a cultura? A organização de tudo isto é muito complexa, porque tudo deve funcionar em “movimento perpétuo”, sem o combustível que estamos acostumados!

Tudo tem que trabalhar com uma fonte diferente de energia: o amor ao próximo. Mas de onde ela vem? Se eu simplesmente a recebo de cima, do jeito que agora eu sinto amor por meus filhos, então eu estarei trabalhando novamente de forma automática, como uma máquina. Então, qual é a diferença? Em vez do amor egoísta, eu serei impulsionado pelo amor ao próximo; então, o que vai mudar?

Portanto, nós temos que construir uma coisa sobre a outra, de modo que trabalhasse sob resistência, ascensão, a sensação de nós mesmos entre dois mundos ou dois desejos, onde cada um sobe contantemente acima de seu egoísmo, que o puxa de volta à terra.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 06/09/11, “A Nação”

Pegue o Ladrão

Pergunta: Em nosso mundo, é costume ser humilde diante de uma pessoa que considero importante. Por que é tão difícil de fazer isso no mundo espiritual?

Resposta: No nosso mundo quando nos rebaixamos diante de uma pessoa importante, o fazemos porque nos dá lucro. Nosso egoísmo sempre realiza ações que são rentáveis ​​para ele. Se uma pessoa é influente, poderosa e rica, então vale a pena para mim abaixar-me diante dela e estar ao lado dela, para servi-la, porque eu sei que, geralmente, uma pessoa pequena recebe um grande problema, e espero receber algo assim.

É assim que costumamos agir neste mundo. E se não agirmos dessa forma, então nós recebemos golpes que nos fazem aprender este princípio. Suponha que eu não queira ouvir o que um policial diz para mim. Então eu recebo uma multa ou recebo chamadas ao tribunal onde eu recebo uma punição. Então da próxima vez eu vou ouvir. Isto é, no nosso mundo é egoístamente rentável ouvir uma pessoa poderosa, e se eu não entender isso, então a vida vai me ensinar com golpes.

 

No entanto, isso não funciona assim em relação ao Criador, porque Ele está escondido! Afinal, se sua qualidade de doação se tornou revelada a você, então você deve correr atrás dele como um ladrão que corre à frente da multidão, gritando: “Peguem o ladrão!” Parece que você ama o Criador do fundo do seu coração, porque você pode receber muito dele. Quem não gostaria de se unir a esta força, que controla o mundo inteiro? É claro que isso é o que cada pessoa faz.

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O Egoísmo Na Linha De Chegada

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que a ciência da Cabalá diz sobre o momento atual? Como é que ela pode nos ajudar nesse importante período de transição?

Resposta: Nós vivemos em um momento especial. Nosso mundo está no limiar da subida para um novo estágio de desenvolvimento do ser humano dentro de nós: um estágio espiritual e interno.

Até agora, como a ciência da Cabalá explica, nós estávamos nos desenvolvendo naturalmente, obedecendo aos impulsos do nosso egoísmo. Ele nos obrigou a transformar a sociedade, mudar a vida familiar, desenvolver tecnologias, remodelar países e formações, e introduzir mudanças na educação e cultura. Nós estávamos sempre caminhando para onde o impulso natural nos arrastava.

Mas hoje nós chegamos a certa saciedade. O mundo como que pára de nos fornecer prazeres. Ele já não nos satisfaz economicamente: nós sentimos certas barreiras, que nos impedem de seguir em frente. A teoria americana da sociedade de consumo, com o crescimento infinito da exportação e importação, com capacidade tecnológica e produtiva ilimitada, se esgotou. Além disso, nós passamos para uma tendência descendente, em declínio, a qual, segundo os economistas, será longa e ninguém sabe quando acabará.

De acordo com a ciência da Cabalá, a forma como a entendemos hoje, a crise nunca terá fim. Nesta fase de desenvolvimento, nós percebemos o nosso egoísmo, bem como o potencial da natureza circundante, causando um sofrimento terrível. Como resultado, nós estamos à beira do colapso nas áreas de desenvolvimento social e humano, educação e ecologia.

Nesta situação, nós precisamos considerar o que aconteceu conosco. Será que nós vamos continuar dessa maneira? Nós literalmente arruinamos a nós mesmos, tendo, evidentemente, cometido um erro em nossos objetivos e metas. Nós queremos aumentar o consumo, destruindo assim o meio ambiente? Queremos ficar presos em nossa corrida “mecânica”?

Tendo utilizado muito pouco produtos manufaturados, nós os jogamos fora para comprar novos. Esta é a nossa vida. Será que queremos preencher o nosso ser com jogos similares em termos de riqueza, honra e poder? Será que o significado da vida humana reside em trocas mensais de telefones celulares e outros símbolos de consumo?

Hoje, o processo que estamos atravessando nos obriga a diminuir o ritmo e nos convida a refletir sobre ele. Evidentemente, existe um programa diferente construído na Natureza, e nós temos que olhar para ele.

A sabedoria universal, o equilíbrio geral e a homeostase que descobrimos na Natureza, permanecem fora do homem. Para a Natureza, o ser humano é um elemento estranho, um tumor canceroso, devorando seu ambiente e a si mesmo.

Nós estamos destruindo a sociedade humana, estragando a nós mesmos e nossos filhos, distorcendo tudo, sem deixar qualquer oportunidade para uma existência correta. Se olharmos para o mundo “de lado”, as pessoas parecem estar cegas, seguindo um caminho suicida. Elas continuam brincando de jogos de poder, para destruirem a si mesmas, as crianças, a sociedade e o futuro, e elas não estão cientes disto.

É por isso que nós estamos em crise. Na verdade, esta não é uma crise. Esta é a salvação. Hoje, quando todos os sistemas criados por nós estão em colapso, nós temos um sinal claro que nos leva à verdade. Finalmente, nós podemos perceber que não temos outra escolha exceto uma mudança radical de atitude perante a vida.

Em vez de continuar se dirigindo para a auto-destruição, o que ainda é pretendido por políticos, economistas e, de fato, pela maior parte da humanidade, todas as pessoas, comunidades e organizações que já percebem o que está acontecendo devem desenvolver em conjunto uma novo abordagem em relação ao mundo e à natureza, a fim de progredir de uma maneira diferente.

A Escravidão Voluntária: Executando As Leis Da Natureza

Hoje, nós estamos em um estado especial, quando pela primeira vez a humanidade já não entende o seu desejo. Uma mudança muito importante está acontecendo: toda a humanidade está se deslocando do primeiro (“inanimado”) para o segundo nível (“vegetal”). Por enquanto, isso não está claro para nós, mas é só o começo.

Aos poucos, nós entenderemos que a natureza, os nossos desejos, o govermo superior, e a nossa vida comum e familiar, tudo isso é relativo, dependente de algum fator que é desconhecido para nós, que não podemos sentir ou levar em conta. Nós chamamos este fator de sociedade, ambiente, humanidade global e integral, uma nova conexão entre nós que está sendo revelada hoje. Mas, na realidade, a pessoa descobre que é completamente dependente de toda a humanidade; nós estamos totalmente em suas mãos.

Atualmente, nós estamos saindo da subordinação inconsciente para o governo superior, sob o qual existíamos obedientemente no “nível inanimado”, acreditando que esta era a única forma de vida e que devíamos nos habituar, porque não há mais nada. Mas agora, nós estamos descobrindo nesta vida um outro componente: o ambiente. Na verdade, não é um ambiente externo, mas a força superior que está sendo revelada para nós. A pessoa começa a sentir que ela depende do ambiente, que o ambiente depende dela, e que ambos se influenciam mutuamente.

Em essência, esta é a revelação do govermo do Criador em relação ao ser humano. De acordo com isso, a pessoa mudará para escapar dos problemas e confusões iminentes, já que ela permanece no desejo de desfrutar. Vários fenômenos estão começando a se revelar diante dela, e ela sente que é uma receptora. Ela percebe que há alguém, um grande doador, o ambiente, o mundo, do qual ela depende. Assim, a revelação da Luz, do governo superior sobre o homem, acontece.

E quando a pessoa entende que tudo depende completamente do ambiente, ela entra na segunda fase de desenvolvimento: “vegetal”. Ela tem que dar à comunidade da qual ela recebe, percebendo que a lei de reciprocidade existe, e que esta não será boa para ela ou para a sociedade se ela só recebe.

Ela não divide mais o mundo de forma rígida em duas partes: ela e “eles”, ou seja, todos os outros. Estando no “nível inanimado”, ela procurava apenas receber, mas como ela não tinha conhecimento e o fazia instintivamente, isso não contava como recepção; ela estava apenas obedecendo à sua natureza.

Agora, quando ela sobe para o “nível vegetal”, ela deve realizar ações conscientes e dar em troca. Isto é, ela tem que mudar seu comportamento, que no nível inanimado era considerado 100% correto, mesmo que ela roubasse e tomasse para si, já que a sua natureza a obrigava a fazê-lo.

Agora, ela recebe um pouco de liberdade de sua própria natureza e, por conseguinte, deve dar ao ambiente. O mundo inteiro deve chegar a isso; nós precisamos aprender a não apenas receber, mas também dar.

Assim, nós cumprimos o nível inanimado do nosso desenvolvimento. Todos os outros níveis: vegetal, animal e humano serão acrescentados ao primeiro nível (inanimado). Na medida em que eu revelo meu egoísmo acima do nível inanimado, eu corrijo a minha inclinação egoísta e retorno ao nível inanimado realizando as leis da natureza como um escravo, mas voluntariamente.

Portanto, tudo é baseado no nível inanimado. Dentro deste HaVaYaH está toda a criação e a atitude da força superior em relação a ela.

Da 1ª parte da  Lição Diária de Cabalá 26/08/11,  Shamati # 115

“Deixe O Meu Povo Ir!”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Até que ponto a humanidade deve ir para perceber que o verdadeiro problema é o ego?

Resposta: Nós precisaremos ir até o fim. Eu vejo que os economistas já começam a falar as palavras da Cabalá, comparando o nosso ego a um tumor canceroso.

Qual é o limite que o mundo deve alcançar antes que atinja essa consciência? A quase completa autodestruição, uma vez que é assim que o nosso ego funciona. É exatamente como o conto do Faraó. Imagine uma terra grande e bonita, um verdadeiro oásis no meio do mundo miserável de outrora, que se destrói completamente após as dez pragas do Egito, e a única razão é que o nosso ego teimoso insiste em ficar em pé.

E ele é incapaz de fazer qualquer outra coisa, porque não sente ou entende que existe uma solução. Nós podemos usar este exemplo para ver que devemos sempre nos dirigir ao ego e exigir: “Deixe o meu povo ir!”.

A Nova Base Econômica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você se propõe a resolver os problemas sociais em Israel, em termos práticos?

Resposta : Em primeiro lugar, nós temos que nos sentar em uma mesa redonda e começar a discussão, em estrita observância aos princípios da garantia mútua. Esta é a única maneira de encontrarmos a resposta à demanda do país por justiça social.

Na mesa-redonda, os representantes de vários setores falariam sobre os problemas sociais existentes. Então, depois de considerar o quadro como um todo, começaríamos a avaliar nossas possibilidades, fazendo uso dos serviços de peritos e especialistas em seus vários campos.

No entanto, eles devem aderir ao princípio da garantia mútua. Soluções práticas em qualquer campo profissional devem sempre ser propostas pelos peritos, que também estão conectados entre si pela garantia. Isso porque eles diferem em suas opiniões e avaliações.

A economia é moldada a partir do nosso egoísmo, o qual nós realmente não entendemos. Além disso, a necessidade de superá-lo intensifica nossa ignorância. No final, até mesmo os profissionais estão confusos; nós vemos para onde eles nos levaram e o que eles têm feito.

De qualquer forma, é claro que se, até hoje, tudo costumava se basear no desejo egoísta da pessoa, a partir deste ponto, nós temos que construir uma economia diferente com base no nosso desejo comum de doação, que é chamado de “garantia mútua”. É por isso que tomar decisões e implementá-las certamente deve ser realizado sobre o princípio da garantia. Esta é a principal diferença da nova abordagem.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/08/11, “Arvut“

Conectar o Mundo Inteiro Dentro de Você

Pergunta: Como posso me conectar com o mundo se o mundo inteiro só pensa em si mesmo?

Resposta: Isso não importa. Parece apenas que o mundo pensa sobre si mesmo. Na realidade, ele não pensa em si, mas é você quem percebe o mundo desta forma.

Quando você se torna corrigido e conecta todos consigo mesmo, de repente você vai descobrir que não há “outros”. Seu egoísmo falho fez o mundo inteiro aparecer dividido em partes e fez parecer que você precisa corrigi-los, quando na verdade, você está corrigindo a si mesmo.

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Da aula virtual em 14/08/11

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Como Superar O Peso Do Egoísmo Habitual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito que o trabalho interior deve se tornar um hábito. Por outro lado, a pessoa deve abandonar o seu mundo e todos os seus hábitos anteriores, e entrar num lugar desconhecido, da mesma forma que o Criador envia Abraão para longe, ou atravessar o “Mar Vermelho”. Como eu posso avançar neste novo caminho, porque eu sinto que se eu continuar do jeito que sou, permanecerei no mesmo lugar?

Resposta: Esta é uma observação muito sábia. O hábito é bom para atingir o nível atual. Mas, para superá-lo, é preciso abandonar a sua terra, da forma como Abraão o fez. Deixar um velho hábito significa pretender adquirir um novo. Mas nós estamos sempre adquirindo um novo hábito, uma nova natureza, um novo grau.

Se eu quero aprender alguma coisa, eu tomo o exemplo de um especialista. Para ele, essa ciência tornou-se habitual, mas não para mim. Ele tem uma compreensão, uma realização, e um comportamento habitual, enquanto eu não. Mas eu quero me tornar o mesmo que ele. É por isso que eu tenho que deixar para trás os meus hábitos, que eu adquiri no passado e que tenho no nível atual. Uma vez que eu termino de dominar este nível, eu me apego a algo superior.

No entanto, quando eu faço isso na espiritualidade, eu tenho que olhar para o comportamento interno do superior, ao invés do comportamento externo. Eu não verei nada olhando para a externalidade. Eu devo de alguma forma discernir a que eu tenho que me unir dentro dele, que qualidade eu tenho que revelar nele, como usá-lo a fim de subir ao seu nível e aprender com ele.

Eu tenho que exigir que ele me eleve, porque sou impedido por meus velhos hábitos, como por pausas. Por um lado, eles me apoiam no meu nível, mas por outro lado, eles se agarram a mim e não me deixam subir mais alto.

Eu tenho que receber uma força especial contra esses laços, contra os hábitos, que me arrancará desse estado. Esses hábitos são como a gravidade da Terra, como um peso que não me permite sair do chão. Se eu peso 100 quilos, eu preciso de uma força maior do que esse peso para me elevar. Ela deve ser pelo menos de 101 quilos. Caso contrário eu não subirei.

E a mesma coisa acontece na espiritualidade. Eu tenho que pedir que o superior aplique uma força maior em mim do que meus hábitos e força atuais. Estes são mecanismos muito simples.

Como eu posso pedir que ele anule toda a minha natureza anterior, a qual estou tão acostumado? Nós somos como crianças que estão tão apegadas aos seu cobertor velho ou travesseiro que elas se apegam a eles e não concordam em abandoná-los por nada. É por isso que eu preciso de um ambiente que me permita deixar para trás os meus hábitos e adquirir algo novo, algo superior!

É como se você estivesse ouvindo uma voz interior lhe dizendo, “Saia da sua terra” – este é um despertar que vem do Alto. Isto é o que o Criador diz a Abraão. Nós estamos enterrados dentro de nossos hábitos e somos incapazes de sequer pensar em deixá-los. Dentro dos meus hábitos, eu me sinto confiante e melhor do que nunca. Se uma pessoa sente qualquer aspiração de deixar seus hábitos, isto está vindo até ela do Alto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/08/11, Shamati

A Crise Da Dívida Europeia É Um Ciclo Vicioso

Dr. Michael LaitmanEditorial na Mídia (por Siim Kallas, Vice-Presidente da Comissão Européia): “Nem a declaração de insolvência de qualquer país nem a sua saída da zona do euro são medidas razoáveis. Se você tentar quebrar este ciclo vicioso, tendo um dos países se declarando insolvente, os outros países, que lhe deram empréstimos, serão empurrados para a beira da falência. O que acontecerá então?”.

Comentário: É impossível para qualquer um quebrar os laços com os outros. Mas quando os laços são egoístas, quem quer que vai para baixo leva o resto consigo e usa a morte deles propositadamente para se salvar.

Portanto, a única alternativa é elevar-se acima das soluções protecionistas egoístas e começar a agir só com base na dependência total, integral, global, comum e na garantia mútua. Não há outra solução. O próprio egoísmo está nos empurrando para mudar isso.