Textos na Categoria 'Egoísmo'

“A Civilização Basicamente Parou De Progredir Na Década De 1960”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Peter Thiel, investidor bilionário do Facebook,  ex CEO da PayPal, e co-fundador da Palantir): “Para a maior parte da recente história humana – da invenção da máquina a vapor no final do século XVII até cerca do final dos anos 1960, aproximadamente – o processo tecnológico tem sido enorme, talvez até mesmo implacável. Na maioria das sociedades humanas anteriores, as pessoas ganhavam dinheiro tirando-o dos outros. A revolução industrial operou uma mudança de paradigma em que as pessoas ganham dinheiro através do comércio, e não da pilhagem.

“O auge do otimismo sobre o futuro da tecnologia pode ter sido a década de 1960. As pessoas acreditavam no futuro. Elas pensavam sobre o futuro. Muitas estavam extremamente confiantes de que os próximos 50 anos seriam o meio século de progresso tecnológico sem precedentes.

“Mas, com exceção da indústria da informática, isso não ocorreu. A renda per capita ainda está aumentando, mas essa taxa está nitidamente desacelerando. Os salários médios estão estagnados desde 1973. As pessoas se encontram em um alarmante cenário estilo Alice no País das Maravilhas, no qual se deve agir mais duramente, isto é, trabalhar mais horas, apenas para ficar no mesmo lugar. Esta desaceleração é complexa, e dados sobre os salários por si só não a explicam. Mas eles apoiam a sensação geral de que o rápido progresso dos últimos 200 anos está diminuindo muito rapidamente”.

Meu comentário: Todos os anos de desenvolvimento depois de 1960 não têm sido benéficos para a humanidade. Nós precisamos subir para o próximo nível e nos esforçar em alcançar outras metas que não as materiais, que já não conseguem nos satisfazer e beneficiar.

Uma Aliança Na Luz De Retorno

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos fazer uma aliança entre amigos?

Resposta: Uma aliança (pacto) entre amigos só é possível se houver uma parte superior garantindo sua manutenção. Uma só aliança pode ser mantida quando todos se conectam com a força superior, que proporciona a união.

Não há como mantermos essa aliança por nós mesmos; porém, se nos conectarmos, poderemos exigir isso do Criador: se fizermos isso por Ele.

O resultado é que “Israel” (as pessoas que anseiam pelo Criador), a Luz que Reforma (a Torá) e o Criador estão unidos, e o Criador mantém a aliança de acordo com o nosso pedido.

Quando a escuridão, separação e conflitos vêm, esta aliança é revelada e existe entre nós. Mas enquanto tudo está bem, é impossível testá-la. O teste é só quando nos sentimos mal.

Quando nos sentimos bem, não precisamos de qualquer aliança, já que exista a Luz: ela conecta todas as partes. A parte difícil é fazer isso quando a Luz desaparece, manter essas partes juntas. Isto é chamado de aliança.

Mas como você pode obter a Luz em um tempo de escuridão? É impossível. Mas nós queremos chegar a um estado em que mesmo quando não sentirmos a Luz em nossos vasos de recepção, sentiremos a Luz na nossa Masach (tela) e a Luz de Retorno: uma satisfação  nos vasos de doação em vez de uma satisfação egoísta.

Hoje, eu sou um escravo fiel do meu desejo de receber, e quero servir a fim de preencher outra pessoa da mesma maneira. Isto será um prazer para mim. Isso significa que eu quero fazer uma aliança.

A aliança só é testada no escuro, quando eu não consigo satisfação, mas ainda quero manter as mesmas boas relações que tinha antes. Em vez de um prazer egoísta, quero restringir o meu ego: uma Masach e a Luz de Retorno.

Isso é chamado de aliança: é um estado no qual eu não trabalho para mim, mas sim para doar. Isso significa que eu mantenho a mesma atitude não só quando me sinto bem, mas quando me sinto mal também. Quando os bons estados retornam, eu não quero ser confundido e escravizado pelo desejo de receber repetidamente, e assim  eu faço uma aliança para esse fim.

Eu quero sentir prazer nos vasos de doação, quero restringir meu desejo de receber e trabalhar com o prazer ao construir uma Masach (tela) e a Luz de Retorno acima desta restrição. Eu me dirijo ao amigo com esta Luz de Retorno e me conecto com ele. Isso é chamado de aliança.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/06/12, Shamati #76

Visão Geral do Curso De Educação Integral: Relações Familiares

Dr. Michael LaitmanHoje, basicamente não há relações familiares. Mesmo se houver uma família, todos na família se sentem como um elemento separado, independente de seu parceiro ou parceira. Além disso, as crianças se sentem independentes de seus pais ou pelo menos muitas querem ser. E os pais não querem que as crianças os incomodem.

Sob o domínio do egoísmo, nós temos involuntariamente destruído o fundamento da família, assim chamado o prédio da família. Portanto, nós precisamos fazer algo sobre isso para o bem do nosso futuro. Se hoje até 70% dos jovens não querem se casar e criar filhos, nós estamos diante de uma perspectiva nada otimista. Não estou mencionando o fato de que não haverá ninguém para alimentar o envelhecimento da população; nós estamos enfrentando este momento agora, especialmente na Europa.

Nós precisamos restaurar o charme da vida familiar, porque isso não existe hoje! Tudo é feito involuntariamente: mulheres ainda podem querer ter filhos, mas os homens são passivos, eles não querem nada.

A formação integral explica à pessoa sobre a conexão entre as pessoas, levando-a a conexão com outros. De repente, ela começa a sentir carinho e amor, sentimentos para com outras pessoas, e começa a sentir os outros mais do que antes. Hoje, as pessoas já não sentem umas às outras; eles se comunicam apenas via mensagens de texto.

A formação integral gera bons sentimentos para com os outros e evoca uma espécie de sensor de feedback: a pessoa se torna mais sensível à forma como os outros se relacionam com ela, como ela se relaciona com o quão perto ou distante está dos outros. Ela começa a responder com mais sentimentos e, assim, um senso de necessidade nas outras pessoas, perdidas devido ao egoísmo, é despertado nela.

Ela sente uma fonte de calor, alegria, sucesso e confiança nisso, e não se encerrando em seu apartamento como numa concha, e recebendo uma pensão, saúde e outros programas, de modo que tudo vai ficar bem. A necessidade de calor, empatia e contato mútuo que a educação integral cultiva nele irá levá-la ao seu desejo de recriar uma família.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 22/05/12

Visão Geral Do Curso De Educação Integral: A História Da Evolução Do Ego

Dr. Michael LaitmanComo a nossa natureza é o desejo de receber e ser satisfeito (satisfazer nossos desejos corporais por alimento, sexo e família, e nossos desejos humanos em troca de dinheiro, respeito, controle e conhecimento), o nosso ego revelado nestes desejos foi se desenvolvendo e determinando o progresso da humanidade desde os tempos antigos até meados do século XX. Portanto, nós mudamos constantemente, e ao mesmo tempo mudamos a nossa sociedade, desenvolvendo tecnologia, indústria, a família e as disposições sociais, etc.

A partir da metade do século XX, o ego parou o seu crescimento linear e começou a ficar redondo, o que significa que se tornou egoisticamente global. Assim, nós descobrimos que a natureza que nos rodeia é oposta a nós, ou seja, é altruisticamente global (em doação). Estes dois sistemas estão agora num conflito.

Nosso papel é garantir que eles não estarão em conflito e não negarão um ao outro; caso contrário, a humanidade começará a se destruir com a atração de uma indesejável influência negativa da natureza. É importante que a humanidade se torne mais como a natureza e em harmonia com ela.

Isto significa que o desenvolvimento do ego atingiu o seu fim. Por um longo tempo, ele nos empurrou para frente; nós acreditávamos que esse era o caminho para mudar o mundo e fazer o que quiséssemos com ele, e agora isso chegou ao fim.

Agora, o mundo, a natureza, está se voltando contra nós, exigindo que mudemos. Portanto, temos que passar de uma mudança no nosso meio ambiente para uma mudança em nós mesmos.

Isto é muito difícil e é impossível de se concordar, mas vemos que muitas pessoas no mundo já chegaram a essa conclusão.

O método da educação integral é construído para contar, explicar, tranquilizar e convencer as pessoas de que não é difícil mudar a si mesmo sob a influência do ambiente e da sociedade. Se agirmos desta forma, vamos criar uma sociedade harmoniosa e uma vida que vai abrir novos patamares para nós.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 22/05/12

Escravidão É A Falta Da Qualidade De Doação

Dr. Michael LaitmanQuando o homem é sucessivamente rejeitado da união e anseia por ela novamente, ele está passando por uma cadeia de situações chamada de “exílio”. Ele começa a sentir cada vez mais que este é o exílio. Exílio de quê?

Aqui há toda uma série de esclarecimentos: o exílio do bom estado, o exílio da compreensão e exílio do que pode satisfazer o meu ego. Mas eu começo a receber tudo, apesar disso tudo. Para mim não importa o que eu deveria sentir. Mesmo se eu não sentir nada, o principal é que eu vou subir acima deste estado, de modo que o exílio para mim vai ser a falta da qualidade de doação em mim.

Quando eu me anulo, eu paro de sentir o meu estado. Se eu anulo o meu “eu” (a minha personalidade), eu não existo, só o Criador existe. É como se eu desaparecesse Nele, eu não me sinto. A única coisa que eu quero é entrar na qualidade de doação, esse amor que preenche tudo em volta de mim. Se eu fizer um esforço, eu começo a sentir que realmente trabalho com ela em harmonia. Este movimento já é consciente e é expresso como o exílio correto.

Eu começo a mudar meus valores. Se antes eu sentia satisfação, compreensão, um sentimento bom, e todas as coisas pessoais eram sublimes, eu já não o sinto agora.

Agora, a coisa mais importante e principal para mim é o anseio pela qualidade de doação. Melhor ainda se eu me esforço por ela acima de situações imperfeitas, porque isso me dá plena confiança de que não é o meu ego que me empurra para frente.

Ele me enfraquece, eu me sinto mal, me sinto fora do lugar, mas, apesar de estas situações, eu sou atraído à qualidade de doação, ao Criador, a este campo que preenche tudo que está ao redor. Anulando-me, eu me torno transparente em relação a este campo e a Luz superior passa por mim.

De repente, é revelado que o Criador me acompanha, como se dizendo a Moisés (ao meu ponto no coração), “Venha ao Faraó”. Isto é, eu começo a ver que quando Ele desperta o ego em mim, Ele ao mesmo tempo me ajuda a estar conectado a Ele. Por quê? Porque quando Ele desperta o meu ego, Ele desperta grande sofrimento. Agora, se eu posso ser atraído à qualidade de doação, isso não ocorre pela satisfação, porque vai contra o meu ego: assim, ele me ajuda a fazer a minha primeira restrição (Tzimtzum) e assim eu avanço todo o tempo aumentando meus esforços na direção da qualidade de doação, a despeito do que sinto.

A questão principal aqui é a anulação de nós mesmos e estarmos atraídos à qualidade de doação. Neste caso, eu já estou construindo acima do vaso (o desejo) uma tela e a Luz Refletida. Este é o primeiro estágio espiritual.

Depois de eu dirigir a mim mesmo, eu chego a um nível tal que subo acima do “Faraó”. Este estado é chamado “Fuga do Egito”. Eu me elevei acima do meu ego; certamente, eu não fujo dele para qualquer lugar, pois ele existe em mim, mas sob a “tela”, e eu acima dele. Este é o significado do “Êxodo do Egito”, quando eu, no meu sentimento, não estou na escravidão do meu ego.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 01/04/12

Um Método Essencial

Dr. Michael LaitmanPergunta: É uma boa idéia para falar sobre a crise logo no início de uma palestra introdutória sobre a educação integral, ou é melhor focar no que é positivo?

Resposta: Em uma palestra introdutória devemos falar sobre o movimento, sobre a evolução da humanidade, sobre o que a natureza nos trouxe, e quais os desafios que ela nos apresenta. Ao mesmo tempo, devemos trazer fatos como evidência, citando pesquisas e opiniões de cientistas, psicólogos, cientistas políticos, economistas e todos aqueles que lidam com mecanismos globais da humanidade ou da natureza.

Agora, todos eles quase chegaram a um consenso de que entramos num sistema muito interessante que mostra a sua interação plena e global, e a integralidade absoluta na qual cada parte depende das outras e determina o que vai acontecer com as outras.

Neste sistema tudo funciona em harmonia, exceto o homem: ele viola o equilíbrio porque é oposto à natureza. O ego do homem se desenvolveu a tal ponto que, de repente, uma divergência, um contraste e oposição são revelados entre a sociedade humana, incluindo todos os sistemas e instituições que criamos, e o sistema geral da natureza.

Portanto, não há outra escolha. Como nós sentimos esta oposição como uma crise, devemos procurar o método de equilibrar-nos com a natureza. Então vamos nos sentir confortáveis.

Este é o tema da palestra introdutória: por que devemos estudar o método integral, qual a finalidade?

Assim, o curso integral deve ser percebido como mais importante e urgente para a humanidade, pois sem chegar a um estado de equilíbrio com a natureza, a situação global ameaçará nossa existência.

Devemos mostrar à pessoa que ela está lidando com algo que é muito importante e essencial. Ao estudar o método integral, ela adquire os vasos necessários para mudar a si mesmo e sua sociedade, que a ajudarão com sua família e filhos, no trabalho, e em cada interação com os outros, nos negócios, nas suas relações pessoais, em tudo. Ela entenderá o mundo de hoje, que por enquanto não entendemos e estamos terrivelmente confusos. A pessoa deve sentir tudo isso, de modo que ela sentirá o quão importante é o curso integral.

O curso é bastante fácil, e é dado sob a forma de uma discussão entre os participantes sentados em círculo. Eles trocam opiniões e, assim, avançam mais rápido. Este formato de estudo permite aos participantes lembrar o material melhor do que num formato de palestra.

Como a educação integral está se tornando cada vez mais popular em diferentes partes e círculos da sociedade, fica claro que quanto mais nós a alcançarmos, mais fácil será para nós nos adaptarmos aos outros, sentindo-nos assim mais seguros em todos os sentidos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 22/05/12

O Ponto De Virada Da Consciência

Dr. Michael LaitmanTemos de chegar a uma altura onde trabalhamos acima do nosso egoísmo e ele não fica no nosso caminho, onde nós nos elevamos acima dele e nos tornamos completamente livres dele. Então, não existem limitações para a pessoa.

Mas, por enquanto, o egoísmo fica em nosso caminho, sendo “a ajuda em contra”, pois isso me ajuda a revelar novos desejos, problemas e todos os tipos de falhas dentro de mim. Isto me incita a trabalhar e agir, despertando sensações diversas em mim e uma mudança de estados.

Se nada disso existisse, nosso estado seria completamente desesperador. É por isso que está escrito que “Quanto maior a pessoa, maior o seu egoísmo”. Mas, conforme a pessoa avança, ela revela um desejo de desfrutar maior, e dentro desse mesmo desejo ela revela cada vez mais detalhes e nuances mais sutis, evocando nele impressões mais fortes. Isso é chamado de um desejo de desfrutar maior.

Alcançar o maior egoísmo significa tornar-se exigente e intolerante com pequenas coisas que antes eu nem prestava atenção. E isso me estimula a realizar novas correções, mais finas, fazendo com que eu realize um trabalho muito preciso contra a minha natureza egoísta.

O Criador criou o desejo de desfrutar, sendo estranho a Ele e a nós. Mas isso nos permite sentir uma noção: a nossa separação do Criador, como “algo a partir do nada” (Yesh Mi Ein). Não há nada além disso no desejo de desfrutar. Ele inclui apenas essa qualidade, e nem uma pitada de qualquer desejo. O Criador criou apenas este ponto em particular, que surgiu “do nada”, sendo algo completamente separado.

E deste ponto separado, o desejo de desfrutar começa a se desenvolver como uma espiral que se desenrola. Tudo o que está presente neste desejo, que sai do ponto de “algo a partir do nada”, se desenvolve a partir do Criador, mas sob a forma oposta, como um antimundo.

O Criador criou certo ponto, além de Seus limites, que existe a partir do nada, e Ele mesmo veio dentro dele. Acontece que é o Criador e a criação, colocados um frente o outro. E a criação usa tudo o que tem deste “nada”, a fim de estabelecer-se no mesmo status que o Criador.

Afinal de contas, todo o resto, além deste único ponto do “algo a partir do nada” é o Criador. E o “algo a partir do nada” é o ponto de virada na nossa mente e sentimentos, que devemos sempre corrigir.

Da 1a aprte da Lição Diária de Cabalá 14/06/12, Shamati

Condições Para Aqueles Que Exigem A Vida

Dr. Michael LaitmanÉ dito na Torá que na base do Monte Sinai o Criador disse ao povo de Israel: “e agora, se vocês Me ouvirem e guardarem a Minha aliança, vocês serão um povo único entre todas as nações”. Existe uma condição aqui: “Eu vou dar-lhes a Torá, o que significa o método de correção, se vocês entenderem que devem cumprir a fórmula da correção, o plano da correção”.

O Criador dá tudo, as instruções e seu cumprimento, mas você tem que saber para onde está indo. Aqui, certo compromisso é exigido em nome do inferior, que analisa a si mesmo: Será que eu concordo com isso? E se eu não atingi ainda o nível de concordância, então o exílio no Egito pode reaparecer e, no final, vamos nos encontrar novamente na base do Monte Sinai, diante da mesma condição.

O acordo em nome do inferior simboliza a necessidade de esclarecimento: ele precisa descobrir que realmente quer isso e nada mais. Mesmo que ele não receba tal condição rigorosa, ele ainda a aceita com coração e alma, pedindo por ela e desejando-a. A condição que ele recebeu ajuda a esclarecer o que realmente tem que fazer.

Portanto, porque pessoa não chega ao encontro no Monte Sinai com uma exigência clara: “Eu quero ser corrigida! Por favor, dê-me a Torá e eu a manterei para Lhe dar alegria…”? A questão é que a pessoa chega a este como resultado da quebra. Ela tem uma deficiência, mas não pode esclarecer as coisas de forma independente. Assim, a Luz deve agir primeiro. Pela Luz que é revelada, a pessoa sente escuridão: o seu ponto no coração sobe ao Monte Sinai e, ao mesmo tempo, na base da montanha, ele constrói o “bezerro de ouro”. Na verdade, como podem todos os seus outros desejos concordar em se elevar ao mesmo nível em que ela está pronta para trabalhar em doação, fazendo o trabalho dos sacerdotes?

A pessoa deve descobrir o campo de seu futuro trabalho, toda a espessura da “montanha” de cima para baixo. Portanto, ela encara essa condição. Ela pode recusar e “morrer”, o que significa permanecer no desejo de receber, retornar ao Egito. O povo de Israel exigiu isso de Moisés mais de uma vez durante a viagem no deserto. O ego constantemente chama para retornar ao Egito, já que o Egito é descrito como uma terra fértil em abundância. Tudo estava em abundância lá; então qual era o problema?

O Egito satisfaz os desejos egoístas ao máximo. Nunca lhes faltou nada lá, exceto uma coisa: na medida em que vocês se desenvolvem, vocês sentem trevas e sofrimentos, e entram nos “sete anos de fome”, mas esta é a fome espiritual, uma sede espiritual, quando não há nada para reviver sua alma, mas apenas o seu estômago. O desejo de receber está cheio, mas para o desejo de doar este é o exílio e a morte.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua) “

À Beira De Uma Atitude Razoável À Vida

Dr. Michael LaitmanHoje nós sentimos não só o mundo à nossa volta como invertido, hostil e ameaçador, mas também nossa própria natureza como hostil, porque o egoísmo nos coloca nesses estados, e não podemos domar ou destruí-lo.

Nós estamos esgotando os recursos naturais, embora saibamos que em mais de 20 anos, eles estarão esgotados. E o que vai acontecer então? Isso não importa. A principal coisa é aproveitar ao máximo, a fim de acumular “papel verde” no banco. Então, onde está a abordagem inteligente aqui? Nós fabricamos milhões de itens plásticos para jogá-los fora no lixo alguns meses depois, e depois o óleo com o qual fabricamos esse plástico vai ter ido embora, mas nós sequer pensamos nisso.

Todas essas manifestações hostis da natureza interna e externa em relação a nós forçam a pessoa a se “encolher” e esconder em algum canto. Ela não consegue controlar nem essa ou outra natureza, nem a sua ou uma externa.

Assim, nós nos encontramos na necessidade de cruzar o ponto de bifurcação. Acrescenta-se a isso, especificamente, o reconhecimento do mal em nossa natureza que nos posiciona contra a natureza externa e não nos permite considerar tudo de forma sábia, correta e sensata. O ego nos obriga a sermos atraídos à riqueza, honra, conhecimento e controle, e nós o utilizamos apenas de uma forma prejudicial.

Tudo isso é a revelação do dano resultante daquilo que aconteceu conosco nos últimos 30-40 anos. Até então tínhamos nos desenvolvido corretamente: as pessoas usavam a natureza quando era realmente necessário. Lembro-me que a garantia do primeiro refrigerador que eu comprei tinha 18 anos! Hoje nada disso existe! Hoje tudo é feito de propósito, de modo que o produto quebre o mais rapidamente possível. Mesmo que não esteja estregado, você será chamado para substituir o antigo pelo novo com um desconto.

Acontece que nós cruzamos a fronteira da atitude correta para com a vida, o mundo e a natureza. E nós precisamos reconhecer as nossas relações ruins conosco mesmos, com os outros e a natureza. E só depois disso será possível falar sobre o fato de que existe um sistema para se alcançar a harmonia.

Ele irá revelar um enorme mundo para nós que não é construído sobre opostos, sobre a escravidão absoluta e a total liberdade, mas sobre a correta linha do meio, o que significa que tudo vai estar equilibrado. Então, nós vamos ver que essa é exatamente a forma como a natureza funciona.

Assim, eu acho que as comunicações vão finalmente mudar, o pêndulo vai mudar, a amplitude de sua oscilação que se desvia na direção oposta do estado original chegará ao seu meio. Então, vamos começar a agir de forma mútua, e não através de dispositivos de comunicação, mas através da comunicação interna direta entre todos, não verbalmente, não externamente emocional, mas criando um campo comum de comunicação. Nós temos essas aptidões para as quais não precisamos de nenhum dispositivo. Nós simplesmente sentimos a tudo e a todos como um todo coletivo.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 21/05/12

O Narcisismo Está Em Alta!

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Scientific American): “Um estudo recente descobre um declínio na empatia entre os jovens nos EUA…

“A empatia é a pedra angular do comportamento humano e tem sido considerada inata. Um futuro estudo, no entanto, desafia essa premissa, demonstrando que os níveis de empatia têm diminuído ao longo dos últimos 30 anos.

“A pesquisa, liderada por Sara H. Konrath, da Universidade de Michigan em Ann Arbor, e publicada on-line na Personality e Social Psychology Review, descobriu que a empatia relatada por estudantes universitários tem diminuído desde 1980, com uma queda especialmente acentuada nos últimos 10 anos. Para piorar a situação, durante este mesmo período o narcisismo relatado por estudantes alcançou novos níveis”.

Meu comentário: Esta é a consequência do crescimento exponencial do egoísmo em nosso tempo para o seu valor máximo, que não pode ser tolerado nem na sociedade nem na sua total oposição e violação do equilíbrio com a natureza.