Textos na Categoria 'Egoísmo'

Ressureição Dos Mortos

Dr. Michael LaitmanToda a humanidade existe num sistema que se assemelha ao nosso corpo, que é composto por partes interligadas. Esta conexão já existe. O problema é que ela não funciona corretamente.

Após a quebra dos desejos, cada fragmento começou a agir para o bem de si mesmo. A conexão entre eles permaneceu, apenas tornou-se o oposto do que deveria ser, porque cada um só desejava receber para si.

Esta é a forma como o sistema se desenvolveu após a quebra, tornando-se cada vez pior. Porque o desejo de receber começou a se revelar com mais força e as pessoas pensavam que, embora a sua conexão fosse egoísta, ele ainda as ajudava a se desenvolver. Os economistas de hoje ainda acreditam que a concorrência é boa porque leva a humanidade à prosperidade e sucesso.

Mas isso só parece ser bom superficialmente, porque a pessoa se sente confortável em seu egoísmo. No entanto, em essência, todo o nosso desenvolvimento é projetado somente para revelar o mal contido dentro do nosso egoísmo, e nós vamos revelar isso no final do nosso desenvolvimento egoísta.

Durante todo o curso da história, a conexão entre as pessoas egoístas (ou almas quebradas) vem crescendo constantemente. Entre elas, há certas almas, que se revelam aqui e ali, que não desejam existir de acordo com as leis da recepção e da competição, mas que desejam existir em doação mútua e ajudar um ao outro. Essas pessoas estão revelando o método de uma nova conexão altruísta, que lhes permite elevar acima do seu egoísmo para um estado de doação.

Ao se corrigirem, essas pessoas se tornam uma parte positiva do sistema geral. Estes são os Cabalistas, pessoas especiais que revelaram a força de doação, e graças a eles, ela flui para o corpo geral ou a alma geral como sangue fresco. Este fluxo fará com que a alma geral renasça e desperte.

Este mecanismo inteiro está começando a despertar dos mortos. Afinal, ele foi completamente destruído, e agora há partes que estão começando a cicatrizar ao se conectar entre si. Estas partes estão cada vez mais ativas dentro do sistema e reforçando a sua conexão mútua, despertando assim todo o sistema e injetando-o com a força de doação através das conexões naturais que existem entre todas as suas partes: as partes quebradas, as peças corrigidas, e aquelas em processo de correção.

Como resultado, todas as partes do sistema estão recebendo um pequeno impulso de energia e inspiração das partes que estão se corrigindo. Por esta razão, os justos são chamados de fundação do mundo.

Mesmo que não divulguemos amplamente, o nosso trabalho e os esforços na união ainda afetarão as partes do sistema que não são capazes de descobrir o método de correção para si. Afinal de contas, nós existimos num único campo, um organismo individual, mas, a fim de acelerar o processo de desenvolvimento, temos que incluir a disseminação externa.

Baal HaSulam escreveu sobre a necessidade de revelar a ciência da Cabalá em seu artigo, “Tempo de Agir”, bem como em seu jornal, A Nação. Isso ajudou para despertar as pessoas, o que corresponde com os nossos tempos incrivelmente acelerados.

Isso dá a cada parte do sistema a oportunidade de despertar e ver que o nosso estado de crise não é acidental e que não estamos condenados a sofrer passivamente nossas vidas inteiras. A crise é um sinal de que devemos aceitar o método de correção o mais rápido possível.

A Luz, o poder de realização, a correção e a doação, só entram no sistema geral através de suas partes corrigidas. As partes corrigidas do sistema são chamadas de Israel (direto ao Criador), e seus números estão crescendo porque mais partes novas estão despertando para a correção.

Elas são chamadas de parte interior da alma geral. O resto das partes que ainda não se corrigiram é chamado de parte externa ou nações do mundo. Em última análise, todos vão se unir e alcançar a correção completa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/08/12, Shamati # 69

 

Cuidar De Si: O Limite Permitido

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Jornal “A Nação”: Como também o amor pela nação deve ser gravado em todos os setores da nação não menos do que o amor egoísta e individual por nossas necessidades. Em outras palavras, também na quantidade suficiente para a preservação da existência da nação como uma nação que é capaz de cuidar de si mesma. E com o excedente desse valor mínimo, é possível se dedicar em prol da humanidade, da humanidade em geral, sem qualquer diferença de nação ou raça.

Isso apresenta os limites exatos para a nação judaica, e se ela os atravessa, se ela cuida de si mais do que o necessário para servir os outros, então esta preocupação a machuca e ela entra novamente na quebra. É preciso tomar para si apenas o que for necessário para a conexão em prol dos outros. Não é apenas a necessidade exagerada que causa danos, mas a conexão excessiva além da necessidade.

Pergunta: Isso significa que, de acordo com a medida do avanço, o homem precisa determinar limites para si mesmo quanto à preocupação com suas necessidades pessoais, e acompanhá-los, começar seu investimento na sociedade?

Resposta: Por enquanto, não temos nenhuma base para cálculos semelhantes. Hoje todos nós precisamos ​​concentrar apenas em como alcançar a conexão entre nós. Depois, quando a conexão for descoberta, vamos trabalhar no seu reforço, e daí vamos ver e sentir o limite. É como a minha preocupação com a minha saúde, a fim de servir os outros em doação. Mas se eu me preocupo em estar vivo e saudável acima do necessário, a fim de servir os outros, então isso já é uma Klipa (shell), ego.

Com isso, você sempre mantém esse limite, você “esculpe” a si mesmo, cria uma forma de si mesmo. Você mantém a intensidade e a saúde de todos os seus Kelim (desejos/vasos) apenas pela oportunidade de doar. Isso se chama “receber em prol da doação”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 15/08/12, Escritos do Baal HaSulam

 

Ego, Eu Não Pertenço A Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos verificar qual é a nossa intenção durante a leitura do Zohar?

Resposta: O Livro do Zohar é a fonte de Luz que chega até nós se desejarmos usá-la corretamente. Assim, ao estudar os livros Cabalísticos, eu sempre atraio alguma iluminação sobre mim, mas ela vem de acordo com a intensidade dos meus esforços e a minha prontidão. Se eu estudo para ganhar alguma coisa corpórea ou para ganhar o próximo mundo como um privilégio pessoal, então a Luz, por sua influência, cria em mim uma escuridão ainda maior. Eu me afasto ainda mais do entendimento do motivo pelo qual este sistema foi-me dado, o que tenho que fazer comigo mesmo, e como deveria tratar os outros. Mesmo quando eu leio palavras maravilhosas sobre o amor e a conexão, eu não sinto mais um sentimento de integração, não vejo a conexão e não sei como perceber o texto: se o deixo entrar em meu coração ou não. Isso significa que eu estudo como um morcego, que se alimenta à noite e não espera o amanhecer.

Mas se eu tento me conectar com outras pessoas e esta é a razão para eu aprender o método, ao manter e observar a condição para aceitá-lo no Monte Sinai, desejando juntamente com todos os outros a ser “como um homem em um só coração”, para entrar na garantia mútua, alcançar o amor fraterno e através dele o amor do Criador, então a Luz começa a avançar até mim. Este não é mais o caminho comum que é superado em estágios, mas aos poucos começo a descobrir nele o estado quebrado e ruim.

O estudo egoísta esconde meu ego de mim, e eu me vejo como justo. Por outro lado, pelo estudo correto, eu descubro que estou imerso no mal. A primeira coisa que a Luz revela a mim são meus atributos corrompidos, e eu tenho que trabalhar nesse sentido. Ao descobrir o mal, sinto sentimentos ainda piores do que os anteriores. Então, o que eu posso fazer? Afinal de contas, de acordo com a minha natureza, eu quero fugir quando me sinto mal.

Talvez eu devesse parar de estudar e me retirar do grupo? Talvez eu devesse sentir desespero? Ou talvez eu devesse estar feliz que me foi permitido descobrir o reconhecimento do mal? Deve haver uma lei para mim, um convite: se eu puder superar essa sensação desagradável, eu vou desejar a doação acima da recepção.

Eu prefiro receber um golpe, uma vez que os sofrimentos que são revelados no meu ego me mostram que eu não trabalho para ele. Apesar de eu experimentar sensações desagradáveis, eu as supero e almejo a unidade. Eu não fujo para adoçar a amargura, eu não me fecho, eu não desço e paro de estudar. Pelo contrário, eu aceito todos os problemas que vêm de todas as direções na forma de união com os amigos, como sendo enviados pelo Criador e que “não há outro além Dele”.

Eu aceito todos os estados como benéfico para o meu progresso. Eu não quero anulá-los e continuo a estudar, a fim de neutralizar o sentimento ruim. Eu realmente quero isso, eu quero que ele fique, pois me concentra exatamente em como superá-lo, para estar acima da razão. Eu aceito de bom grado todos os problemas e interrupções, a pressão das circunstâncias, a zombaria externa, os diferentes sofrimentos, já que todos eles me ajudam a me concentrar corretamente no objetivo, criando tais limitações, tais imagens, que ao trabalhar nelas eu sem dúvida avanço.

Assim eu construo dentro de mim os vasos de doação acima dos vasos de recepção. Eles continuam a crescer e sofrer, enquanto eu, estando um nível acima deles, quero manter a conexão com o Criador até atingir a fé plena, o atributo de Bina, e começar a usar meus vasos de recepção a fim de doar.

Mas eu também não tenho a intenção de me acalmar, pois subi a um nível tal que não deve haver qualquer pensamento de complacência. Pelo contrário, eu anseio cada vez mais alto e estou até mesmo preparado para receber prazer, mas não para me satisfazer, mas para cumprir o desejo do Criador.

Este é o nosso trabalho. Ao longo deste caminho eu preciso de uma fonte real, um desejo egoísta que me dê a força de doação graças à minha superação dos problemas e sofrimentos que são revelados nele, e é claro para mim que tudo vem do Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/08/12, O Livro do Zohar

Descarte Os Óculos Distorcidos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você poderia dar um exemplo específico de uma correta relação familiar? Eu ainda não entendi completamente isso. 

Resposta: Por exemplo, a mulher pensa que seu marido não a está apoiando; ela se sente solitária. No entanto, ela precisa tratar e falar com ele, como se sentisse seu apoio cem por cento. Em vez de ficar chateada de que ele não lhe dá nenhum apoio, ela lhe agradece por ser tão útil e apoiador. Como o marido vai responder? 

Em primeiro lugar, ele vai ficar chocado porque pensava que ela ia começar a brigar com ele. Ele vai pensar que ela está sendo sarcástica, mas esta situação não está apenas  invertida. Aqui temos algo oposto que vem de outro oposto e de outro oposto. Isso é porque ela vê falhas em você, e as aplica em si mesma e lhe diz que o que teria realmente visto em você se seu egoísmo não tivesse ficando no caminho. 

Pergunta: Eu não entendo como posso dizer o oposto do que sinto! 

Resposta: Por favor, entenda que nós não vemos o mundo. Nós só vemos a nos mesmos! Cada pessoa tem um filtro diante dos seus olhos que só lhe permite ver o que é bom e o que é ruim para si. 

Isso é para que eu possa me distanciar das coisas que me prejudicam e me aproximar das coisas que são boas para mim. Eu vejo o mundo muito seletivamente. 

Eu não conheço e não estou familiarizado com o mundo real, que existe fora de mim, do outro lado das minhas mãos que uso para cobrir meus olhos. Eu não entendo e não sei nada disso. 

Ele se apresenta a mim do jeito que meu desejo egoísta o pinta, mas quando começo a perceber esse desejo egoísta como um inimigo, e desejo ver o mundo como bom, desejo remover esses óculos egoístas e distorcidos, e, para isso, eu também falo bem sobre todas as coisas que vejo como más.

Isso não significa que eu estou mentindo para você, porque trato você como uma mãe trata seu filho, e gosto de todas suas qualidades. Isso é como eu o verei depois de remover os óculos egoístas, porque só um mundo perfeito existe fora de mim. 

Pergunta: Mas eu ainda estou usando esses óculos distorcidos e críticos! 

Resposta: No entanto, você deseja ver além deles. Elevar-se acima de seu conhecimento. Seu egoísmo natural está soldado nestas lentes. Eis porque você só vê falhas em sua parceira quando você olha para ela. 

Se estes fossem óculos normais, você simplesmente os tiraria e os jogaria fora, mas estas lentes estão implantadas em você, e por isso você deve aceitar tudo o que é mau como bom. Lembre-se, você está olhando através de óculos distorcidos. 

“O amor cobre todas as transgressões”. Isso significa que não restará nenhum crime, só o amor, em vez dele. Você ama tudo em sua parceira. Você simplesmente não percebe quaisquer falhas nela porque o hábito se torna uma segunda natureza. Tente tão arduamente quanto puder até isso que se torne um hábito! 

Vamos decidir que, a partir deste momento, iremos nos comportar em casa como se fôssemos ambos perfeitos e não houvesse nenhuma contradição entre nós, como se realmente quiséssemos fazer tanto bem quanto pudéssemos um pelo outro e fossemos como um só corpo, não fisicamente, na cama, mas emocionalmente, internamente. Você vai ver que tudo isso se materializou depois de uma série desse tipo de exercícios. 

No entanto, naturalmente, aqui você não pode fazê-lo sem a pressão social do ambiente. Você nunca deixa este workshop interminável. Você simplesmente existe dentro dele, e de repente verá que a natureza dentro e fora de você começa a mudar. Você verá que o mundo será diferente, bem como você mesmo e todos os seus relacionamentos. Tudo vai mudar. Como está escrito, “Eu vi um mundo oposto”.

Este parece ser um exercício psicológico, mas há muita profundidade nele. Nós precisamos de uma força coletiva que nos influencie e ajude a começar estes exercícios. No entanto, há uma condição muito importante aqui: neste grupo o professor precisa vir da comunidade do Bnei Baruch.

Da “Nova Vida” 12/07/12

Medir O Poder De Nossa Intenção

Dr. Michael LaitmanO desejo de receber não pode mudar nada, exceto a sua intenção. Imagine que seus braços e pernas estão amarrados. O que você pode fazer? Nada depende de você, exceto a sua intenção. Da mesma forma, não há outra maneira do desejo de receber poder agir.

Ele só sabe receber. Portanto, deixe-o receber e fazer a única coisa que consegue fazer. A questão é que às vezes ele recebe com a intenção para si mesmo e às vezes ele se fecha e recusa receber.

Mas como eu posso recusar receber se minha boca está constantemente aberta? Como posso me fechar? Só pela minha intenção! Se eu não considero o que eu recebo como recepção, pois não me traz prazer, isso não é mais considerado recepção.

Embora eu realmente queira esse preenchimento, eu não o desfruto já que o desejo me foi dado pela natureza, mas eu não desfruto pelo poder do meu reconhecimento. A ação do meu desejo de receber é mudar a atitude em relação a si mesmo, decidir como trabalhar com o desejo.

Na medida em que a Luz me influencia, permitindo-me subir acima do meu desejo, eu decido o que fazer com ele: restringir o meu desejo ou permitir que eu receba um pouco a fim de desfrutar. Mas pra que eu desfruto? Eu posso decidir desfrutar por mim ou pela doação. Pode ser um ato necessário de recepção que não seja condenado ou louvado.

Tudo depende pra que eu desfruto: para dar prazer ao anfitrião, ao Criador, ou para dar prazer a mim. Pode ser que nós dois precisemos receber prazer. Se nos conectamos como dois amigos queridos, nós apreciamos o fato de que damos um ao outro, o que significa que os preenchimentos ou a conexão entre nós.

Nós podemos ter muitos pensamentos e decisões, mas eles estão todos relacionados com a intenção. Eu não posso mudar nada mais do que isso: a minha boca está aberta, meus braços estão amarrados – é assim que o meu desejo de receber se parece. Tudo é resolvido apenas na “fé acima da razão”, em nossos pensamentos. Trata-se apenas das ações que estão abaixo da Masach (tela).

Apenas a minha atitude em relação ao que acontece comigo conta, e é a única coisa que importa. Eu corrijo a minha atitude em relação ao que está acontecendo até que ela se torne exatamente como a atitude do Criador. Isto significa que eu alcancei a adesão completa com Ele.

Com isso você vai sentir o quão importante é a nossa intenção. Apenas a nossa intenção pertence ao nível falante. Nós medimos o nosso nível de acordo com o poder de nossa intenção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/12, O Estudo das Dez Sefirot

Do Raciocínio Linear Ao Raciocínio Quântico

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, podemos “senti-los” com a ajuda de nossos cinco órgãos de percepção. Quando falamos do campo geral, que é revelado entre nós, verifica-se que não temos nada com que estudá-lo?

Resposta: É por isso que temos que criá-lo por nós mesmos.

O homem não difere de um animal pelo fato de ter um par adicional de mãos ou pernas, mas pelo surgimento deste novo componente espiritual, criado por ele mesmo – espiritual porque existe fora de nós, fora do corpo, por assim dizer. No entanto, é aqui que diferimos do nível animal.

Caso contrário, o que se pode dizer quando nos comparam com os animais? Qual é a diferença entre nós? Os gadgets, que eu crio ao meu lado? Este não é um nível de um desenvolvimento superior, apenas adaptação e nada mais. No entanto, a espiritualidade é o próximo nível de desenvolvimento.

A pessoa começa a atingir a essência da própria natureza, porque entra em equilíbrio com ela. Ela começa a sentir suas esferas sutis que são movidas pela natureza: a mente, a força que reside na natureza, que move os elétrons, cria toda a matéria, e a move. Isto é, nós começamos a compreender e sentir a base dessa a vida, que controla todo o universo, e sobre a qual repousa o universo.

Isto é o que a física está falando hoje. A propósito, a física quântica acabou por ser a mais avançada, embora estude as menores e mais básicas partículas mecânicas. Finalmente, através desta mecânica fina, os cientistas estão chegando às forças que estão por trás dela, e começam a perceber o programa, a mente, e todos os tipos de contradições que não podemos resolver com nossa mente linear. Nós devemos nos transferir para uma mente quântica, para realizações da natureza, que na verdade estão localizadas acima do nosso relacionamento egoísta direto. A própria vida nos obriga nesse sentido.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/02/12

Uma Nação

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa aprende pelo exemplo. Que tipo de exemplos ela deve ver a sua volta?

Resposta: A pessoa deve ver a solidariedade e uma boa atitude para com os outros, acima do amor próprio. Na verdade, o trabalho reside exatamente em elevar-se acima do ego.

Na vida, normalmente, se eu estou em desacordo com alguém ou se não me importo com ele, eu nem sequer o noto. Eu não poderia me importar menos com meus colegas de trabalho – meu relacionamento com eles não vai além de uma saudação amigável. Com relação a isso, se quisermos escapar de todos os problemas, devemos estender laços propositais acima do nosso ego. No nível deste mundo nós realizamos o mesmo trabalho que na espiritualidade: nós começamos a expressar uma atitude um pouco mais calorosa em relação ao outro. Por quê? Porque o nosso dever é estabelecer uma conexão. Afinal, nela se encontra o poder especial que é capaz de aliviar os problemas.

Essa deve ser a nossa abordagem: acima do isolamento e da indiferença que formamos; talvez não o amor, mas uma conexão mútua, para que possamos nos sentir como uma só nação.

Não é por acaso que a crise está demolindo fronteiras e demonstrando claramente que todas as pessoas estão interligadas, como se todos nós vivêssemos no mesmo país. Se combinássemos todos os nossos sistemas num único conjunto, nos elevaríamos acima da crise.

Conclui-se que eu devo encontrar a força e direção no meu ambiente, que deve me convencer de uma só coisa: que a nossa união irá neutralizar todos os problemas. Tudo o que é repleto de negatividade hoje vai se tornar instantaneamente positivo, como num passe de mágica.

Pergunta: Portanto, tudo o que estamos falando são relacionamentos positivos?

Resposta: Sim. Isto é suficiente. Eu não me importo com ninguém, mas, juntos, nós começamos a trabalhar na construção de uma sociedade melhor através da conexão entre nós, uma que esteja cheia de vida, prosperidade e otimismo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/12, Escritos do Baal HaSulam

Manter-se A Salvo Do “Mau Olhado”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós realmente nos dirigimos ao Criador, sem criar um ídolo para nós mesmos?

Resposta: O homem cria um ídolo para si em vez do Criador, porque é mais fácil para ele dessa forma. O egoísmo está sempre tentando mudar a meta, os meios e os valores com os quais seria muito mais simples para ele. Ele procura por algum tipo de satisfação para o seu orgulho, uma satisfação ou compensação rápida.

O nosso ego está inconscientemente evitando o sofrimento, o qual é imperceptível para o homem que é incapaz de pegá-lo pelo rabo. E se ele já ficou preso nele, não pode tirar conclusões corretas.

Este é um problema. Só se o homem recebe as definições corretas do ambiente, dos amigos e dos livros, e ouve os conselhos do professor, possivelmente pode ser capaz de se manter a salvo do “mau olhado”. Está escrito que na maioria dos casos, a morte vem do mau olhado, o que significa que quando o homem olha para a espiritualidade, ela não se parece com um olho bom, mas com um olho mal, egoísta, transformando-a em seu benefício. Isso indica que ele é incapaz de purificar-se de seu interesse próprio e, assim, “enterra” a si mesmo.

Assim, como alguém se salva do mau olhado, que mata o homem? Tente olhar o mundo com os olhos do outro, ou seja, com os olhos dos amigos. Então você vai vê-lo objetivamente, independentemente do seu ego.

Da Lição sobre a Carta de Baal HaSulam, 8/8/12

 

Casado, Mas Livre Com Um Passáro!

Pergunta: Se eu considerasse a minha companheira como um espelho onde poderia ver os seus defeitos, então isso continuaria a trazer-me de volta a mim próprio. Assim, em vez de desenvolver uma ligação com a minha companheira, então este exercício concentrar-se-á apenas em mim?

Resposta: Em vez de me esconder na minha casca, eu preciso sobrepor-me a tudo isso. Comecemos tudo desde o início, desde o ponto zero. Eu olho a minha esposa e vejo um número de defeitos. Agora eu começo a aplicar todos esses defeitos a mim próprio porque está escrito: “ Toda a pessoa julga na extensão da sua própria corrupção.”

Por esta razão, eu volto de novo a mim e digo que todas essas falhas estão em mim. Se eu fosse perfeito, eu não veria nada disto. Se eu amasse a minha esposa, eu não veria defeitos nela. É como uma mãe em relação ao seu filho em que não consegue ver nada de ruim nele. Isto é a forma natural de como o amor maternal funciona, cegando-a. E mesmo quando a mãe se apercebe de certas falhas no seu filho, ela o ama, e o considera lindo.

Por outras palavras, inicialmente, eu começo a compreender que todas as falhas que eu vejo na minha esposa estão em mim e a razão pela qual eu as vejo, deve-se a minha falta de amor por ela. É por isto que eu tenho que evoluir ao nível onde eu deixo de ver defeitos nela, como a mãe pelo seu filho querido. A isto chama-se subir acima do egoísmo.

Com a ajuda da minha esposa, eu realizei algumas medidas em mim e eu evoluí o nível onde me encontro, e na medida em que necessito para subir acima de mim mesmo. Acontece que eu tenho uma companheira que me ajuda a subir acima da minha própria natureza. Imagine o tesouro que eu tenho no meu lar, isto é um verdadeiro tesouro!

Por agora eu só tenho subido acima do meu ego, usando a minha companheira como um espelho. Agora estou a seguir em frente: eu subi acima de mim mesmo e já não trabalho com os meus desejos e qualidades. Neste estado neutro, eu tento sentir, examinar, e compreender desejos, qualidades, aspirações e as metas de outra pessoa, por exemplo, a minha esposa. Eu tento aceitá-las como algo que é o mais importante para mim e viver para as concretizar.

Eu sinto que se mutuamente todos agissem dessa forma, de ambos os lados, então a nossa vida seria bela. O problema é que eu sou incapaz de permanecer nesse estado. É muito difícil e requer muito esforço. Eu sou capaz de o fazer por alguns minutos, mas depois eu largo-o e preciso de apoio. É simplesmente impossível manter-me constantemente nesse estado, essa horrível pressão.

É facílimo ser egoísta pensando em mim mesmo uma vez que a natureza nos fornece combustível para isso. Há um permanente motor egoísta, trabalhando incessantemente a girar em nós, trabalhando de manhã à noite, mesmo enquanto dormimos. E isto requer uma força enorme, um esforço desumano, do qual eu sou simplesmente incapaz. Então o que é que eu faço?

Esta é a forma de alcançar a próxima decisão. A primeira foi subir acima do meu egoísmo. A segunda é aceitar o egoísmo da minha companheira ao invés do meu. Então eu vejo que sou incapaz de manter nesse estado e necessito de ambiente e suporte. O ambiente serve como fonte de força e significância, que é essencialmente a mesma coisa. Por outras palavras, eu preciso de me fornecer com a sensação da incrível importância deste trabalho acima do meu egoísmo para benefício do próximo (vizinho). É capaz de me dar isso. Então eu vou-me sentir ainda mais livre quando cuido do meu vizinho, do que quando cuidava de mim mesmo. É como se nada houvesse com que me preocupar, isto é o tipo de liberdade e paz que eu sinto.

Em primeiro lugar, todos os meus problemas ou dificuldades desaparecem porque eu subi acima da minha natureza. Eu sinto-me como que a viver num mundo cheio de bondade. Eu só me preocupo com o próximo, livre de preocupações minhas, como um pássaro voando no céu. Esta é a maneira como eu me sinto, se os outros me dão a energia, importância e aspiração.

Da série “Uma Nova Vida” 12/07/12

A Alegria Pela Antecipação Da Subida

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos preservar o estado de alegria quando sentimos que o ego nos pressiona?

Resposta: Qualquer estado, à esquerda e à direita, se manifesta em você sob a influência da Luz.

Se qualquer estado não se manifesta sob a influência da Luz, como numa pessoa comum, não há nada que você possa fazer. E se ele manifesta sob a influência da Luz, você deve estar na alegria, mesmo que se sinta inferior a tudo, sem sucesso, etc. No entanto, esta é uma manifestação do mal, a expressão do seu ego que se eleva ao próximo nível seguinte e que vai lhe dar novas realizações.

Por isso, nós devemos receber o mau estado com não menos alegria do que o bom (nos sentidos); isto é, eles devem ser iguais para você. Quando as características e sentimentos negativos se elevam em mim (raiva, cólera, todos os tipos de descidas, algumas avaliações ruins), um senso de antecipação imediatamente surge em mim: “Agora, eu começo a subir acima disso. Este será o próximo nível”.

Devido a isso, eu deveria sentir esse estado, mas não “habitar” nele. Eu deveria senti-lo um pouco, mas apenas para implementá-lo na direção certa. Então, quando eu o sinto, há alegria em mim.

É como um atleta superando um obstáculo, que acredita que ele pode enfrentá-lo, e isso o leva para frente. A linha esquerda – o sentido do mal, de descida, fraqueza – é na verdade o mais produtivo.

Da Lição Virtual 29/07/12