Textos na Categoria 'Egoísmo'

A Convenção Em Nova Jersey: Unidos Em Um

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Convenção de unidade em Nova Jersey está chegando. Nós entendemos que tudo depende da preparação. Como nossos amigos em todo o mundo precisam se preparar para este encontro?

Resposta: Primeiro de tudo, nós nos conectamos na Convenção para alcançar unidade, Arvut, fusão entre nós: todas essas condições são necessárias para descobrir a força superior que controla o mundo e constrói toda a realidade. Este é o objetivo de aprender a sabedoria da Cabalá. Isso é projetado especificamente para encontrar essa força superior. A sabedoria da Cabalá é a revelação da força superior às criaturas, como Baal HaSulam escreve no artigo, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”: “Esta sabedoria não é nada mais, nada menos, do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência, por regras fixas e determinadas, entrelaçando-se num objetivo único e exaltado, descrito como “a revelação de Sua Divindade às Suas criaturas neste mundo”.

Esta é a razão de nos reunirmos numa Convenção: construir as condições através das quais o Criador será revelado. A descoberta do Criador às criaturas é o objetivo da sabedoria da Cabalá. Isto é realizado através da unidade entre nós. Isto é o que queremos alcançar numa Convenção, e nós devemos pensar sobre isso.

A força que descobrimos é a força de doação e amor. O “Criador” é o fundamento da doação e amor. Ele é o bom e benevolente, porque a benevolência é a característica de alguém que faz o bem. E “não há outro além do bom que faz o bem”.

Para revela-Lo, nós também precisamos adquirir dois detalhes de percepção:

· Não há ninguém, exceto nós, unidos como uma pessoa com um coração;
· Cada um de nós é bom e benevolente para todos os outros.

Desta forma, nós criamos um “lugar” onde o Criador pode ser descoberto de acordo com a lei de equivalência de forma. Quando as relações entre nós forem ajustadas para o princípio do “bom que faz o bem”, então o Bom superior que faz o bem vai se manifestar entre nós. É assim que vamos revelar o Criador nas criaturas, tornando-nos a Shechinah, ou seja, o “lugar” onde Ele habita.

Isto é o que nós queremos descobrir em todo o mundo na Convenção que será realizada em uma semana. É para isso que devemos nos preparar.

Deve ser dito que a Convenção será única em seu escopo. Uma grande variedade de participantes estará reunida lá, e isso é bom. Diversidade fortalece a unidade.

Eu espero que nós possamos nos conectar corretamente e que todos nós sintamos que pertencemos a essa unidade para a qual devemos retornar; para sermos integrados, para sermos como um de novo. Então, dentro desta unidade comum, o Criador será descoberto, e a descoberta dessa força superior vai resolver todos os nossos problemas, tanto físicos como espirituais.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/13, “A Garantia Mútua”

Lavar “Nossas Vestimentas” Na Luz de Hassadim

Dr. Michael LaitmanEntão todo o povo respondeu a uma voz, e disse: ‘Tudo o que o Senhor tem falado, nós faremos’. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo.

E disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando eu contigo, e para que também te creiam eternamente. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor.

Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles as suas vestimentas,

E estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o monte Sinai. (A Torá, “Êxodo”, “Jetro”, 19:08-11)

Nós começamos a entrar em contato com o atributo de doação, a ser atraídos a ele, e a absorvê-lo a partir do seu ponto mais alto, que é chamado de “Moisés” (da palavra “Moshech” ou “mover”, “puxar”), que puxa a si mesmo a partir do ego. Desta forma, este recebe energia superior, um atributo superior, e, portanto, começa a sentir de que forma agora é possível continuar a trabalhar pela doação ao Criador.

A pessoa começa a adquirir o mesmo atributo absoluto, como o Criador, diante de Quem ela está agora. Ela sente o Criador, mas ainda não pertence a Ele. Eles estão unidos, mas de uma forma externa.

A pessoa entende que agora precisa de todos os seus atributos egoístas, de modo que, tanto quanto for capaz, ela vai trazê-los para si, para puxar fortemente dentro do ponto no coração que está em contato com o Criador, para entrar gradualmente dentro dele a partir do seu ego, para se conectar, adicionar toda a nação, os atributos que ela deixou por um tempo, no ponto em que é chamado de “Moisés”.

Por esta razão, eles precisam passar por um determinado período de preparação final: três dias de separação do seu ego e a correção dos seus atributos externos, chamados de “vestimentas”.

Em cada um de nós existem cinco níveis: a raiz (Shoresh), a alma (Neshamah), o corpo (Guf), a vestimenta (Levush) e o palácio (Eichal). A parte interna (a raiz, a alma e o corpo) nós já corrigimos. Sem isso, não teríamos partido do Egito, o ponto no coração não teria se separado do ego. Agora, nós precisamos corrigir a roupa, as chamadas “vestimentas” da alma, e depois também o palácio, o resto dos atributos do mundo.

Os três primeiros discernimentos são: a raiz, a alma e o corpo. Ou seja, se nós expressamos isso de uma maneira pitoresca, então no início, nós corrigimos tudo o que existe no meu corpo, na carne, a minha parte interior. E a roupa é o que está em mim. Isso é o que eu troco, o que eu posso tirar e vestir. O palácio é o resto do mundo.

“E eles lavaram as suas vestimentas” significa lavar os atributos não corrigidos com a Luz de Hassidim e corrigi-los.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/13

Um Jogo Com Surpresas

Dr. Michael LaitmanA pessoa é composta por dois componentes: seu próprio “eu” e sua existência. Nós podemos renunciar à nossa própria existência, provando para o nosso ego que vale a pena. Nós vemos que o mundo muda, seus valores também mudam, tornando-se cada vez menos materialista. O desejo de receber muda não apenas quantitativamente, mas também qualitativamente, e por isso prefere satisfações mais sutis.

Além disso, existem muitos tipos de pessoas, e cada uma gosta de coisas diferentes: música, arte ou esportes, que são considerados mais “espirituais” do que simplesmente ocupações “materialistas”. Mas, em essência, estes são todos os tipos de satisfações egoístas materialistas, e são todas iguais em relação ao desenvolvimento espiritual de uma pessoa. A única diferença está em quanto uma pessoa prefere uma preocupação pessoal em comparação com uma preocupação coletiva. Isso determina o seu desenvolvimento.

Sempre houve pessoas que gostavam de trabalhar para o bem de todos. Elas forneceram inspiração para as pessoas fazerem revoluções sociais, ficarem à frente de movimentos de caridade e ajudaram os necessitados. Dez por cento de toda a humanidade tem uma inclinação para a doação, seu ego desfruta doar. Isso permite que a pessoa se sinta superior, respeite a si mesma, orgulhe-se de si mesma, mesmo que ninguém saiba sobre seus bons atos. Este é um tipo especial de egoísmo.

Mas renunciar ao “eu” é impossível. É possível fazer algo parecido com isto apenas através da Luz que Reforma, e mesmo isso não é diretamente, mas indiretamente. A pessoa investe numa sociedade, tenta ser incluída nela, e, em seguida, a Luz começa a influenciá-la e a mudá-la através da sociedade.

Apenas desta forma é possível uma mudança. Esta é a patente exclusiva, já que, na verdade, não queremos que isso aconteça. É impossível desejar isso de verdade, mas como somos capazes de agir desta forma, a mudança em nós acontece. Isso é chamado de “eu me esforcei e encontrei”. Nós estamos dispostos a fazer um esforço especial para sermos incluídos no ambiente, como se tivéssemos o desejo de doar, como se desejássemos descobrir o Criador e dar satisfação a Ele.

Tudo isso é “como se”, mas neste jogo há certa condição para todos estes esforços entrarem no sistema por “diversão”, mas, de verdade, é como se nós realmente desejássemos isso. E o sistema começa a reagir a nós. Enquanto a pessoa não está realmente pedindo, ainda assim, de repente, ela encontra uma resposta. Ela sempre encontra algo que não esperava de forma alguma, e, portanto, isso é chamado de “achado”. Isso sempre é descoberto como uma surpresa, rápida e abruptamente. Poratnto, por meio de correções externas nós chegamos às correções internas, através da correção da existência da realidade nós podemos corrigir a própria realidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Rabash

A Dispersão É Boa Para O Ímpio E A Convenção É Boa Para O Justo

Dr. Michael LaitmanOs Escritos do Maguid de Koznitz, “A Obra de Israel”: Os sábios disseram: “A dispersão é boa para os ímpios e a Convenção é boa para o justo”. Isso porque o ímpio se separa do Criador, acha que se coordena de acordo com seu próprio desejo, e assim diz: “Eu vou governar”, que é a fonte da quebra.

Assim, cada ímpio sente que “eu vou governar”. Portanto, eles estão no mundo da separação e não conseguem se conectar como os círculos porque não podem se sentar juntos, e assim a dispersão é boa para eles. No entanto, embora cada justo trabalhe com o Criador num estilo diferente, todos eles ainda visam a uma única coisa: ao seu Pai no Céu, e eles se reúnem e se juntam como um homem com um coração.

Quando cada um se abaixa e louva o trabalho do Criador, isso lhe dá o poder e a mente para trabalhar para Ele, e por isso não se sente superior ao seu amigo, e no mundo de verdade eles se unem entre si.

A pessoa deve se convencer o mais rápido possível e não deixar o tempo passar até que finalmente escute e acredite que o mundo espiritual não se encontra além de algumas galáxias distantes ou em alguma dimensão longe. Ela se encontra, de fato, numa dimensão diferente, mas essa dimensão está em seu coração, nos desejos e pensamentos do seu coração. Tudo está no coração do homem, nos seus desejos: “o coração entende”, o coração pensa.

Apenas controlando o desejo é possível chegar à dimensão superior, onde o superior habita, e Ele é o único que doa em relação ao menor, aquele que recebe em seus pensamentos, desejos e intenções.

A pessoa só pode ter pensamentos que visam e operam pela unidade através da auto-anulação e submissão, ou seja, os pensamentos dos justos podem se unir, pois são todos destinados a uma fonte, à sua unificação com o Criador. Os pensamentos dos ímpios, no entanto, são cada um para o seu próprio benefício, e assim todos eles estão separados e não podem alcançar nada.

Portanto, nós devemos descobrir o mais rápido possível, de forma verdadeira e decisiva, que o primeiro nível espiritual significa a auto-anulação, a conexão com os outros, de qualquer maneira possível. Não devemos ter medo de que isso seja muito honesto e que alguém possa ficar com medo e fugir. O Criador nos dá um exemplo, mostrando-nos que o mundo inteiro está numa crise terrível que insere desespero e desamparo no coração das pessoas.

Assim, como resultado de todos os nossos esforços em nos conectar egoisticamente e encontrar a espiritualidade onde ela não se encontra realmente, nós devemos descobrir esse desespero. Então, desse desespero, como está escrito: “e os filhos de Israel suspiraram do trabalho”, nós seremos forçados a nos voltar à força superior e exigir que Ele nos salve.

Quanto mais rápido e corretamente nós descobrirmos o fato de que não está em nosso poder alcançar a auto-anulação, mais rápido seremos capazes de alcançar a verdade. Isso só é possível através da conexão, da unidade, e da lutar pela raiz única.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 22/04/13

Numa Ilha Deserta E Em Manhattan

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós dizemos que queremos corrigir a pessoa. Que parte dentro de nós é chamada de ser humano?

Resposta: Se nós separarmos as três principais necessidades físicas do homem que estão relacionadas com o corpo físico (animal) – comida, sexo e família -, a realização desses desejos é a satisfação das necessidades animais normais. O próximo nível dos desejos – riqueza, poder, fama e conhecimento – pertence às aspirações humanas, e você deve satisfazê-las apenas de acordo com o ambiente social que o rodeia.

Você pode satisfazer os seus desejos animais na família independentemente de onde você mora: numa fazenda, numa pequena aldeia, ou numa ilha desabitada. Você tem uma família, esposa e filhos, tem comida suficiente e vive em paz. Se os seus desejos são maiores do que comida, casa e família, então você não pode viver numa ilha desabitada. Você quer estar em Manhattan, porque só lá você tem a oportunidade de realizar sua aspiração por riqueza, poder, fama e conhecimento.

Pergunta: No entanto, o que estaria de errado se eu fosse um médico famoso e ganhasse cem vezes mais do que os outros?

Resposta: Se você está em seu estado animal numa ilha separada, em equilíbrio com o meio ambiente e consumindo tanto quanto precisa, você não agride a natureza. Você come e se reproduz, e está tudo bem.

No entanto, em Manhattan, com desejos de riqueza, poder e conhecimento, você também deve estar em equilíbrio com a natureza material que o rodeia. Você se encontra numa nova “selva”, mas será que você está em equilíbrio com ela? Surge a pergunta: o que é “equilíbrio” na sociedade atual, não em algum lugar numa ilha ou numa aldeia, mas em Manhattan?

Isso significa que você dá tanto quanto recebe. Isso é a lei básica da natureza, a lei de equilíbrio.

Esta lei também se aplica aos nossos corpos. Tudo o que existe – a natureza inanimada, vegetal e animal – aspira ao equilíbrio. E se o equilíbrio desaparece repentinamente, esta é uma condição temporária, uma doença, como no nosso corpo, quando existe uma diferença entre os vários parâmetros internos.

A questão é se tudo isso é estabelecido corretamente. Se considerarmos nosso sistema interno natural, então podemos medir a saúde da sociedade como a saúde do corpo. De acordo com este sistema, você pode aprender como devemos nos comportar no ambiente, isto é, com a nossa própria espécie.

O fato é que os lobos, ursos ou tigres não destroem o meio ambiente. Eles tomam tanto quanto precisam de comida e nada mais. Estando em desequilíbrio com a natureza, nós a destruímos e, assim, destruímos a nós mesmos.

Imagine se um urso saudável matasse todos os coelhos com suas patas. O que ele iria fazer amanhã? Morreria de fome. Assim, a natureza instintivamente cria nos animais um reflexo de proteção, e um urso bem alimentado não quer nada mais. Ele pode brincar com os outros coelhos.

O instinto de caçador só desperta nele com a sensação de fome. O urso não é inimigo daquele que ele mata; ele não faz isso para dominar os outros. Ele não anseia por poder, como geralmente é mostrado nos desenhos animados. Não é verdade! O urso vê os outros animais como fonte de sua energia e nada mais.

No entanto, o ser humano vê na outra pessoa um objeto que pode dominar. Quanto mais eu a humilho, mais eu me sinto melhor. Eu estou disposto a subjugar o mundo inteiro e quero isso. Eu quero saber mais do que ninguém, para ter mais influência do que qualquer outra pessoa, para que todos se curvem para mim, para que eu seja o mais rico. Eu quero que o meu “Eu” exista. Tudo o resto é apenas minúsculos insetos, rastejando ao meu redor.

É claro que a pessoa não pode ser responsabilizada por isso, porque a natureza desenvolve todos esses desejos dentro de nós. Com que propósito ela os desenvolve?

Mesmo que não saibamos por que, ao menos precisamos entender a causa de todo o nosso sofrimento. É apenas no fato de que temos que entrar em equilíbrio uns com os outros. Qualquer estado de desequilíbrio traz grandes problemas, e eles nos levam à destruição.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

O Homem É Mais Perigoso Que Um Animal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma pessoa que usa e suprime outra pessoa não está em equilíbrio com a natureza. Mas isso não é natural para ela, pois esta é a sua natureza?

Resposta: É natural se você usar algo só para as suas necessidades biológicas, dentro dos limites do seu egoísmo animal, como o lobo que come o cordeiro para viver e nada mais.

Mas o ser humano está disposto a escravizar todas as pessoas na terra. E isso é natural, porque de acordo com o seu potencial de desenvolvimento biológico ele é apenas um animal, e sua parte humana ele deve usar num nível completamente diferente.

Em seu corpo físico (animal), a pessoa tem que receber certa quantidade de energia. Cada animal pode usar o ambiente para isso. Ele está localizado num determinado nicho biológico, que é a sua casa, onde ele come, reproduz e assim por diante. Esta é a maneira que qualquer criatura biológica existe, desde um pequeno inseto até os elefantes.

É por isso que a nossa condição proteica necessita de energia. Para este propósito, você pode usar o ambiente como os animais que atacam uns aos outros, matam e comem dentro desta estrutura. A respeito disso, as pessoas no passado eram realmente como os animais.

Mas, além de atacar, os animais têm uma maneira especial de proteção. Se, por exemplo, os tigres estão lutando uns com os outros, eles não prejudicam o outro, mas apenas ameaçam, determinam quem é o mais forte, e o mais fraco obedece e sai. Isso acontece com todos os tipos de animais: ninguém nunca prejudica o outro, porque não come sua própria espécie.

No entanto, existem canibais entre os seres humanos. Os animais não têm isso, eles nunca usam sua própria espécie como alimento, mas a alimentação tem certo padrão: eles matam e comem apenas alguns tipos de animais e apenas nas quantidades necessárias para repor a energia da vida. Se um leão estiver com a barriga cheia, você pode andar ao lado dele que ele não vai olhar para você.

O ser humano não pode ter o suficiente. Seu egoísmo, além do tipo animal, também é humano. E pela adição do egoísmo humano, ele está disposto a subjugar o mundo inteiro.

No passado, o egoísmo estava num nível simples. Depois, ao longo dos milênios, ele se desenvolveu em nós cada vez mais, e ultimamente tem aumentado exponencialmente. Agora, ele começa a se tornar redondo e muda de individual para integral, para global.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

A Fonte De Todos Os Problemas Do Universo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode motivar um médico a mudar? É claro para o paciente que ele quer ficar saudável, mas para um médico? Como pode um médico e um paciente ser encorajados a se tornar mais próximos uns dos outros?

Resposta: Eu nasci e cresci numa família de médicos. Minha mãe é ginecologista, meu pai era dentista, e meus tios também eram médicos. Se, de repente, alguém ficasse doente, logo havia um estetoscópio, medicamentos. Todos sabiam o que fazer, você tinha tratamento, e estava tudo bem, sem problemas. Neste sentido, todo o posto de saúde estava em minha casa.

O mesmo sentimento de família deve existir entre médicos e pacientes; caso contrário, não há confiança em relação ao médico. Mas hoje, um médico não pode permitir isso. Não importa quantos presentes você dê, ele ainda está inundado de pacientes.

Portanto, deve existir um sistema completamente diferente, com ênfase não em medicamentos, mas na atenção à pessoa, tal como na antiga medicina chinesa.

Isto é, o sistema de assistência à saúde deve incluir toda a vida de uma pessoa. Essa é uma tecnologia de vida: como você nasceu, o que você respira, o que você come, o impacto do seu ambiente, como seu corpo reage a tudo isso (como um sistema biológico para o sistema circundante), e como viver a sua vida: casar, dar à luz, ficar velho e morrer.

Mas tudo isso deve ser visto como um sistema que está em equilíbrio com a natureza. Para isso, a pessoa tem que estar orgânica e integralmente conectada à natureza, respeitar suas leis, compreender o que é exigido dela, e como ela tem que estar sintonizada com uma interconexão mútua.

Assim como a harmonia e o equilíbrio dentro de nós significa a saúde do corpo, o equilíbrio na natureza significa a saúde do meio ambiente. Portanto, deve haver homeostase entre nós e o meio ambiente. Nós perturbamos o equilíbrio da natureza, prejudicamos o equilíbrio dentro de nós mesmos, mas o mais importante, isso perturba o equilíbrio entre nós e o meio ambiente. Aqui, nós não correspondemos a ele de forma alguma.

Sabe-se que a natureza circundante age de acordo com a lei de auto-estabilização: você dá tanto quanto recebe. Assim, a homeostase é sustentada e o equilíbrio é preservado. Mas nós estamos em absoluta disparidade com a natureza, porque consumimos barbaramente tudo e não damos nada em troca, apenas a poluímos.

Tudo depende da educação da pessoa, da sua educação ambiental em primeiro lugar. Mas nós chamamos isso de educação integral, pois, a fim de mudar a atitude humana em relação à natureza e a sociedade, é necessário mudar o próprio ser humano.

Nós vivemos na sociedade que constantemente nos afeta de forma negativa, e nós fazemos o mesmo, sendo conduzidos por nosso egoísmo: só para consumir, suprimir o outro, ganhar o máximo possível ou, melhor ainda, roubar, sem dar nada em troca. Assim, nós temos que corrigir ambos: o ser humano e toda a sociedade.

Como resultado, nós chegamos a uma única conclusão: o homem precisa ser mudado. A única fonte de todos os problemas do universo é o ser humano. Infelizmente, nenhuma atenção é dada a esta questão.

Portanto, agora nós podemos ver como, por um lado, a crise nos pressiona, e ela vai limpar tudo, mas por meio da sua mão firme. A natureza não conhece dúvidas, ela pressiona de modo que algumas espécies sejam extintas, e isso é o que pode acontecer com a humanidade: tudo está caminhando para isto. Nós vamos ter que enfrentar a Idade do Gelo e outros problemas ambientais e sociais. Nós vemos que o nosso desequilíbrio com a natureza não nos leva a nada de bom.

Por outro lado, nós temos o método nas mãos que mostra como podemos mudar o ser humano e torná-lo parte integral da natureza. Então nós seremos capazes de ver toda a natureza: inanimada, vegetal, animal e humana, como um único organismo. A propósito, este é também o ponto de vista da medicina chinesa que trata o ser humano não como uma parte separada, mas como estando integrado no regime geral da natureza.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Da Audição Externa Para A Interna

Dr. Michael LaitmanNa medida em que a pessoa sente a importância da meta, ela está pronta para renunciar a tudo o que a impede de alcançá-la. Mas leva tempo até que ela começa a ouvir o que está sendo dito, porque o coração é quem ouve e não os ouvidos. Ela pode revisar muitas vezes o que está escrito nos artigos, mas ela não ouve. Então, ela começa a ouvir, mas não entende. Depois disso, ela começa a entender algo, mas não o absorve. Daí, ela começa a absorvê-lo, mas, por enquanto, isso não toca seus desejos.

Quando isso finalmente penetra em seus desejos, ela começa a comparar o que tinha com o que entra em seus desejos agora. Ela começa a calcular e decidir o que fazer, para esclarecer qual desejo é preferível: qual é mais útil, eterno, igual, e assim por diante. Então, ela decide se é capaz de abandonar o seu eu atual, seu ego, se consegue esvaziar um lugar por outro dentro de si – ela é obrigada a fazê-lo. Será que ela quer isso ou não?

Depois disso, ela já começa a agir na sua escolha, querendo que o ambiente externo a influencie o máximo possível, de modo que ela possa fazer um cálculo dentro do seu coração com relação ao bem do outro e não ao seu próprio bem. Tudo isso tem que ser com sua concordância, por sua livre escolha, acima do seu desejo egoísta anterior. Desta forma, ela avança em direção à meta.

Portanto, nós vemos muitas pessoas que aprendem que estão, supostamente, junto com todos, mas ainda ouvem apenas com a “audição externa”. Pode levar anos antes que isso entre nelas. Algumas começam a ouvir somente após 10 a 15 anos, e outras muito mais rápido. Há todos os tipos de reações da alma, pois, basicamente, isso tem a ver com a sua correção.

Portanto, até que a pessoa perceba a necessidade de transformar a sua essência interior privada em coletiva, muito tempo vai passar. Esta constitui a parte mais difícil do nosso trabalho, o passo mais difícil. Após isso, a pessoa só aumenta o desejo de doar, mas primeiro ela precisa estabilizar e consolidá-lo, colocá-lo no topo da montanha, acima do seu ego, e isso requer um grande trabalho. A pessoa só pode pedir aqui para ter paciência e um pouco de submissão, que é o que nos ajuda.

Assim, nós não temos nenhum fundamento para estar com raiva das pessoas que ouvem sobre o método de educação integral e ainda não sabem como implantá-lo, explicá-lo para as pessoas. Ainda não é a hora delas absorverem o método internamente. Há uma diferença entre a capacidade de ouvir e capacidade de realizá-lo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 21/04/13

O Embrião Da Próxima Fase

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o avanço espiritual sempre vem ao sentirmos uma carga maior, apesar de trabalharmos no grupo e na realização do método?

Resposta: Como você pode avançar se não sente uma carga maior, se não tem o ego, se não sente que precisa corrigir alguma coisa? Como é que vamos subir? Onde está a massa que você deve corrigir, a massa da qual você deve esculpir sua forma que é semelhante ao Criador?

Isto significa que o ego que recebemos ao nascer, e que cresce em todos os níveis, é a matéria da qual formamos a alma. A alma é o mesmo ego, feita de uma forma que se assemelha ao Criador. Se em vez de engolir tudo no ego, eu tento passar a Luz superior através de mim para todo mundo, o ego torna-se a matéria espiritual, uma Masach (tela) e a Luz refletida. É então que a alma é formada a partir dele. Nós aprendemos sobre isso no “Prefácio à Sabedoria da Cabalá” e no Talmud Eser Sefirot.

O Criador criou o desejo para que pudéssemos trabalhar com ele corretamente. O desejo cai na intenção egoísta. Ao mudar a intenção para uma intenção oposta, altruísta, uma intenção com a ajuda da Luz, nós usamos esse desejo para doar. Ela deve se desenvolver constantemente em nós, para que subamos o tempo todo e nos tornemos mais semelhantes ao Criador. Assim, sem as constantes “quedas” no ego e as correções que as seguem, não podemos subir.

Da mesma forma que andamos sobre duas pernas, pisando alternadamente no pé esquerdo e no pé direito, há também uma ação e uma ação oposta em nosso trabalho. Não pode ser de outra forma em nosso mundo, pois uma força e a outra força só podem ser opostas a Ele. Como ela pode ser criada semelhante ao Criador, ou seja, para levar a criatura a um estado em que esteja no mesmo nível, com o mesmo status, como o Criador? É por isso que a criatura foi criada a partir da matéria que adquire a forma do Criador, Sua imagem, a forma oposta a Ele. A descida de uma pessoa é como uma subida; ela já é o embrião da próxima fase.

Da Lição Virtual 4/21/13

Terminologia E Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: As ciências sociais contemporâneas não oferecem condições adequadas para a definição do nosso próximo estado, quando todos nós nos tornaremos conectados. Como devemos transmitir este fenômeno através da linguagem científica?

Resposta: Você não deve usar termos antigos, já que eles vão ser entendidos convencionalmente. Aqui, nós temos a oportunidade de “brilhar” e desenvolver uma nova linguagem.

Pergunta: O que pode ser “novo” exceto a integralidade? Os cientistas têm dificuldade em compreender os termos “integralidade” e “compartilhamento”, já que soam especialmente abstratos para eles.

Resposta: Na epoca da União Soviética, eu costumava ouvir constantemente a palavra “compartilhamento”. É uma palavra muito adequada! Nós subimos gradualmente para uma conexão boa e benevolente entre nós, uma inclusão recíproca e mútua, mesclando e estabelecendo contatos que nos permitem fazer um grande retrato (mosaico) composto por cada um de nós. Cada um neste mosaico é uma parte separada preocupada em como combinar com as “saliências e concavidades” dos outros, como completar os outros corretamente.

Talvez a “integralidade” seja demasiado abstrata de uma noção. Por outro lado, “inter” e “entre” são prefixos que são usados numa base constante; nós apenas temos que nos acostumar a eles. “Integralidade” pode ser substituída por algumas outras palavras. Eu a estou usando porque me parece que ela define muito bem o próximo estado que o mundo estará em breve.

Pergunta: O principal menosprezo criado por cientistas é o seguinte: “Como pode um estado psicológico da mente levar ao bem-estar financeiro ou ao desaparecimento de doenças?”

Resposta: Vamos consultar as estatísticas. De onde vem a instabilidade financeira? Ela não é originada pelo nosso egoísmo? Não são todos os bancos usurpados por um pequeno grupo da elite que “devora” tudo e ainda não aproveita bem o que eles têm? Todas as “verdinhas” que eles juntam apenas se deterioram.

Por que a nossa saúde está do jeito que está? É porque é muito mais rentável vender medicamentos e criar dispositivos de diagnóstico do que curar doenças. Isso permite vender mais medicamentos, gerando mais lucros. Em outras palavras, até mesmo o sistema de saúde diz respeito em como aumentar os lucros de alguém.

Nós já mencionamos o sistema de ensino? É um completo fracasso. O mesmo se aplica aos valores da família, a educação das crianças, artes, cultura, etc.

Quando os cientistas estudam todas as esferas da nossa vida e exploram muitos fenômenos sociais, eles veem que a causa da negatividade é o egoísmo humano. Ele estraga tudo. Dê uma olhada em nossa cultura ou ciência! Não tem mais nada a ver com a ciência; é uma fonte de dinheiro. Hoje em dia, tudo é para compra e venda.

Em outras palavras, o egoísmo consome tudo que existe em todos os países, em todo o mundo… Tudo está sujeito a “cortar” e “serrar”. Não está claro que temos que nos corrigir, em vez de corrigir o mundo externo?

Nós nunca seremos capazes de corrigir o que já foi danificado, a menos que as pessoas comecem a se observar de forma diferente e ver o mundo de um ângulo diferente: ao menos através de alguns elementos de cumplicidade, reciprocidade, harmonia, consideração e integralidade. Isso explica por que o mundo continua a rolar ladeira abaixo. É por isso que a educaçao integral é a nossa tarefa mais importante e urgente.

Da Palestra sobre Educação Integral 02/04/13