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Educação Integral Não Pode Ser Confundida Com Outra Coisa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quantas aulas serão necessárias para moldar a visão integral dentro de uma pessoa?

Resposta: Eu tenho certeza que a sensação da nova atitude para com o mundo é formada dentro de uma pessoa durante a primeira aula. Ela pode ser de uma hora e meia ou duas horas, dirigida à formação da conexão e interação com os outros.

Normalmente, durante a primeira aula a pessoa começa a sentir que já olha de forma diferente para as pessoas, o mundo, e para si mesma. De repente, ela percebe que não existe apenas o “eu individual”, mas há algo além disso. Ela se torna muito atraída por este “além de mim individualmente”. De repente ela sente calor. Através de sua interação com os outros ela sente confiança e relaxamento como se estivesse no ventre de sua mãe.

Comentário: Mas há vários treinamentos deste tipo…

Resposta: Isso não é a psicologia. É impossível confundi-lo com qualquer outra coisa, porque aqui a pessoa obtém um meio totalmente diferente de conexão fora de si mesma. Ela começa a sentir o mundo fora de si, além de suas propriedades. Não importa com que propriedades eu nasci, e qual educação recebi. Agora eu começo a subir acima das minhas propriedades originais e acima das propriedades já adquiridas até hoje, e começo a sentir os outros, o que eles realmente são.

O ambiente integral inevitavelmente dá à pessoa sentidos adicionais. Ela começa a sentir o mundo de forma muito mais ampla.

De KabTV, “Mundo Integral”, 27/11/12

O Mundo Imprevisível

Dr. Michael LaitmanPergunta: No processo de educação integral, será que nós precisamos divulgar que não sabemos exatamente como será a sociedade do futuro?

Resposta: Nós simplesmente implantamos a educação integral e, de acordo com isso, vamos ver a melhor forma de mudar gradualmente o mundo para corresponder aos nossos novos estados.

Este é um mundo que não podemos sequer prever. Portanto, não devemos de forma alguma nos adiantar.

O fato é que sempre evoluímos de forma linear sob a pressão do nosso egoísmo e é por isso que podíamos prever as próximas imagens, estados e planos para o futuro, mas aqui não.

O plano para a construção de uma sociedade integral reside apenas na organização do nosso auto-aperfeiçoamento mais do que qualquer coisa. E todo o resto se origina disso. É por isso que não temos plano de longo prazo; isso depende da pessoa, do ritmo de sua mudança.

A partir do momento em que aceitamos esta ideia, tudo se torna muito simples, ou seja, eu não deveria me esforçar para caber em algum tipo de estrutura futura. Eu vou alcançar a estrutura que quero alcançar. Nós já estamos nos tornando integrais e livres. O principal para nós é nos ocuparmos com a unidade, a garantia mútua, e nada mais. Daí segue o resto.

De KabTV, “Mundo Integral”, 28/11/12

Uma Personalidade Que Nunca Existiu Na Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você acha que, como resultado de passar pelo processo de educação integral, alguém pode subir ao próximo nível e permanecer um ladrão, por exemplo?

Resposta: Ele não vai permanecer um ladrão! Ele vai adquirir novos valores, uma nova percepção da realidade, e é a mesma coisa, uma vez que a realidade é percebida pela soma dos valores de uma pessoa. Por que eu vejo uma coisa, mas não vejo outra? Por que presto mais atenção numa coisa e menos atenção noutra? Isso acontece de acordo com o conjunto de valores que tenho.

Na verdade, aqueles que eu vejo como bons são prisioneiros de suas próprias imaginações pueris. Estes são, de fato, os mais prejudiciais e difíceis, e serão os últimas a chegar à correção.

De que maneira eles são melhores do que o ladrão que você mencionou? Eles também roubam, mas de forma diferente. É normal tomarem alguns bilhões das pessoas para si, o que significa que são bem sucedidos. Mas se você roubar é for capturado e colocado na prisão, isso significa que você não foi bem sucedido. Quem é melhor, quem é pior? Quem causa mais danos aos outros e quem causa menos danos? Nós organizamos tudo em seu lugar de acordo com o nosso conjunto de valores.

Ao adquirir um novo sentido, uma nova ferramenta de compreensão, a pessoa não vai se comportar como antes. Isto é de fato o que vai tirá-la de seu estado anterior.

Um novo sistema de sentir o mundo é criado nela, e ela já age de acordo com ele. É como se ela colocasse óculos novos, adquirisse novos olhos, novos ouvidos, uma nova mente coletiva. Ela leva todos em conta, não pode pensar em si mesma, mas pensa em “nós”. É uma nova personalidade a partir de uma perspectiva qualitativa, que até agora nunca existiu na natureza. Ela é chamada de Adam (humano), uma imagem unificada.

De KabTv “Mundo Integral” 27/11/12

Compreender As Leis Da Natureza

Dr. Michael LaitmanAo ensinar a uma pessoa as leis integrais, temos que transformá-la num pequeno cientista. Ela tem que entender onde está, o que realmente faz o mundo girar, e como a natureza realiza tudo. Nós somos dominados pela natureza, não estamos acima dela e nem externos a ela. De onde nós viemos, se não como resultado de seu plano e programação? Nós vemos que este plano e esta programação de fato existem.

Outrora as pessoas pensavam que tudo acontecia por acaso ou atribuíam tudo ao Criador ou a outro fator. Há coincidência na natureza? Tudo é pré-determinado. Não há nenhuma chance aqui! Nós pensamos que há coincidência porque vemos apenas a metade do fenômeno sem ver a outra metade.

Na natureza, existem conexões, leis graves e sérias. Nós existimos nelas e graças a elas. De repente, uma pessoa que vive nessas leis, que a sustentam, diz: “Elas não existem”. A pessoa sequer entende o quanto está imersa em tal absurdo, e, ao mesmo tempo, acredita que é inteligente.

Como você pode estar acima da natureza? Quem é você? Certa criança na beira de uma pequena galáxia? Eu entendo que uma criança acredita que é grande, mas se olharmos para nós mesmos de fora, então quem somos nós? O que somos nós? Veja o que uma tempestade ou um tsunami faz com todos!

Nós só somos grandes numa coisa, na preparação de armas contra nós mesmos, e em nada mais do que isso. Do que podemos nos orgulhar?! O que queremos criar? Nada de bom. Tudo é apenas para destruir o ambiente e a nós mesmos.

Onde mais podemos ver tal inclinação, tal movimento, na natureza?! Que tipo de razão uma pessoa tem, se age contra a sua própria existência?! Nós somos piores do que animais.

Animais cuidam de si mesmos da melhor forma possível; eles existem instintivamente segundo as leis da natureza. Nós, no entanto, recebemos cérebros maiores por natureza, desejos adicionais, e os utilizamos somente para a aniquilação pessoal. Que tipo de cérebros nós temos? Eles são opostos! O nosso egoísmo está nos matando.

A razão é um estudo objetivo do mundo que nos rodeia e avançar em correspondência com este mundo até o estado ideal nele.

De KabTv “Mundo Integral” 27/11/12

Um Olhar Sobre O Mundo Através Das Lentes Da Integralidade

Pergunta: Suponha-se que, durante os estudos integrais no grupo há um ladrão ou um informante entre nós. De acordo com o sistema temos que nos superar e valorizar o outro, assim como nos valorizamos a nós próprios. Mas uma pessoa sempre se justifica, portanto, se tentarmos justificar o comportamento do outro, vamos perder todos os nossos valores morais, e não poderemos destruí-los sem criar uns novos.

Resposta: Eu não destruo nenhum dos valores morais, mas aprendo a me elevar ao meu nível seguinte quando o “Nós” se torna mais importante para mim do que o “Eu”.

Como posso cooperar com toda a humanidade, se esta é sempre apreendida por mim como pior do que eu: “Este é estúpido e o outro é mais inteligente do que eu, mas aquele outro é tão bom em outra coisa, etc.”. Então, como posso eu relacionar-me com todos integralmente, se eu não aprendo agora como justificá-los? Eu tenho que aprender! Não estou a dizer com isto que devemos desculpá-los.

O objetivo dos nossos workshops (oficinas) é criar um órgão global para a perceção do mundo. Então eu vou ver que o mundo é diferente; vou ver as conexões recíprocas nele, a rede. Tudo isso vai estar em mim, e assim de repente, quando eu olhar para o mundo, eu serei capaz de dizer: “Oh, esse é o caminho que deve ser feito!” Dentro de mim não vai ser tão difícil.

Tente preparar um programa para distribuir toda a comida do mundo agora. Suponha que todas as indicações são colocadas em suas mãos: Há uma certa quantidade de alimentos no mundo, que é encontrada em certos lugares, agora distribua-a para que todos se sintam bem. Você vai sentir aos pedaços, não vai ter recursos humanos e tecnológicos suficientes para realizar isso.

No entanto, se você tem uma perspetiva integral da vida parecer-lhe-á natural, assim como uma mãe que sabe o que precisa preparar para o seu bebê e o que precisa preparar para o seu marido, etc. E tudo fica pronto! Por quê? Porque ela os sente. São parte dela, estão dentro dela. Mas se tivermos que fazer algo para outras pessoas, nos deparamos logo com um grande problema, e se for para o mundo inteiro, então ainda pior.

Por isso, é importante “sair” de mim próprio. Eu “exercito-me” com os outros. Quanto mais estúpidos me parecem, mais a sua perspetiva é oposta da minha, mais eu posso “sair de mim”, elevar-me para temporariamente estar de acordo com eles.

Pergunta: O que determina este acordo temporário?

Resposta: O fato de que eu estou criando um novo órgão integral da percepção. Eu começo a entender todas as outras pessoas e através de todo o sistema que é criado e nasce em mim, eu começo a ver como eu posso cooperar com o mundo inteiro. Eu não vou corrigir ninguém, é impossível corrigir o ego.

Todos os outros participantes passam pela mesma etapa. Mas nós não nos corrigimos uns aos outros! Nós elevamo-nos ao próximo nível.

De “Integral World”, KabTV de 11/27/12

O Centro Do Grupo Aparece Entre Nós

Dr. Michael LaitmanDurante o processo de discussão integral, não importa se você está certo ou errado. Para mim é apenas uma maneira de “sair de mim mesmo” e me transformar em outra pessoa. Desta forma, vou começar a entender como é possível sentir os outros dentro de mim. Devemos alcançar um estado quando começaremos a sentir a opinião comum, a vontade comum, a mente comum. Além disso, não importa se as respostas dos outros estão corretas, porque há somente dez pequenos egoístas reunidos no círculo.

As pessoas no grupo podem estar em diferentes níveis de desenvolvimento e as respostas podem ser um disparate absoluto. Mas isso não importa para mim. Eu não quero ser inteligente. Estou trabalhando em subir acima da minha razão. Assim, quando eu ouço a resposta do outro, eu só me preocupo em me incluir nele, entendê-lo; estou pronto para estar com meu amigo em sua resposta e sair de mim mesmo como se estivesse me transformando nele.

O que importa para mim é a ação, porque durante o processo de diálogo, a capacidade de adquirir um novo sensor, um novo sentido coletivo, aparece quando percebo e analiso tudo fora de mim, fora do meu egoísmo. Eu adquiro a saída do meu mundo interior isolado.

No final, eu começo a perceber que estou incluído nos outros. É importante que eu me aferre a este estado comum, nossa interligação comum que nasce entre nós — o desejo comum e a mente comum. Além disso, este desejo comum e mente comum repetidamente interagem entre nós de modo que, finalmente, surge algo que nos referimos como o centro do grupo.

O centro do grupo é a imagem de uma pessoa integral que consiste de um único coração (desejos) e uma única mente (pensamentos).

De KabTv “O Mundo Integral” 27/11/12

Vendo Através Dos Olhos Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que quando estudamos o método integral, começamos a perceber as qualidades negativas de outras pessoas como positivas. O que isso significa?

Resposta: Isso significa que até eu superar meu egoísmo, eu não vejo os outros, só vejo a mim. Mas quando eu subo acima de mim, eu, de repente, começo a apreciar a outra pessoa como ela aprecia a si mesma. Em outras palavras, eu vejo que suas ações são boas e adequadas. Eu estava errado em avaliá-la da maneira que fiz desde o meu prévio ponto de vista egoísta.

Comentário: Então temos não só o colapso do “eu” subjetivo, mas também o desmoronamento de toda a ética.

Resposta: Não há nenhuma ética em nosso egoísmo, nada exceto tentar tirar o máximo possível e empurrar todo mundo tão longe quanto possível. Eu estou falando sobre a nossa natureza.

Quando olhamos para outra pessoa, tentamos encontrar falhas nela, sentir que ela está abaixo de nós, e que estamos melhores do que ela. Esta é uma resposta defensiva natural do nosso egoísmo. Esta é a maneira como nós consideramos o mundo inteiro.

Eu olho para meu filho e para o filho de outra pessoa. Meu filho é sempre melhor, pelo menos de alguma forma, em minha opinião.

Eu sempre me coloco numa posição mais benéfica; caso contrário, não há nenhuma razão para eu existir. A reação defensiva do egoísmo é dirigida no sentido de fornecer-me o apoio de que tenho o direito de existir, e eu existo.

Mas quando eu me elevo acima de mim, eu vejo os outros com olhos completamente diferentes.

De KabTv “O Mundo Integral” 27/11/12

Desemprego Na Zona Do Euro Bate Recorde De Alta

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Bloomberg): “A taxa de desemprego na Zona do Euro subiu para um recorde em Novembro, à medida que a crise fiscal e as mais duras medidas de austeridade aprofundaram os problemas econômicos da Europa”.

“O desemprego na região das 17 nações subiu de 11,7% para 11,8% em Outubro, disse hoje o escritório de estatísticas da União Europeia em Luxemburgo. Este é o nível mais alto desde que a série de dados começou em 1995 e em linha com a estimativa mediana de 27 economistas numa pesquisa da Bloomberg News”.

Meu comentário: Nós devemos concordar que não há nenhum retorno para a sociedade de consumo, e quanto mais mudarmos para um novo pensamento integral (consumo razoável, partilha igual, encerramento de todas as empresas em “excesso”, estabelecimento de uma economia racional, sem nada extra), menos perderemos na transição para a nova fase de desenvolvimento.

A Realização Gradual De Um Beco Sem Saída

Dr. Michael LaitmanOpinião (Nouriel Roubini, co-fundador e presidente da Roubini Global Economics): “Ao falar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Davide Serra, fundador do fundo de hedge Algebris, e Nouriel Roubini, chefe de Roubini Economics, conhecido como o Dr. Destruição por prever a crise financeira, definiram o caso contra aqueles que pensam que a flexibilização quantitativa (QE) e baixas taxas são instrumentos de política benignos.

“‘Quando os governos emprestam, eles estão tirando dinheiro de nossos filhos. QE é a mesma coisa: nós estamos diminuindo os retornos para as futuras gerações. QE cria um dilema intergeracional’, disse Serra.

“Roubini alertou que os bancos centrais precisam pensar sobre como desligar a torneira do dinheiro barato, ou corre-se o risco de criar outra bolha, possivelmente pior”.

Opinião (Steen Jakobsen, economista-chefe e CIO, Saxo Bank): “Na Europa, dois países centrais, Holanda e Alemanha, estão agora no limite da recessão. A crise chegou finalmente à sua porta. Enquanto isso, a transmissão monetária do Banco Central Europeu de permanece obstruída por mesclas políticas. …Você pode fugir de sua dívida, mas não pode se esconder, e essa vai ser a realidade que a Europa e França enfrentarão em 2013. …

“Portanto, como é possível que os mercados de ações estejam batendo recordes de vários anos enquanto o emprego atinge mínimos históricos? Num verdadeiro mercado de touro, todos participam ao revés – mas este mercado e a economia são conduzidos por aqueles que têm acesso a financiamentos do Banco Central. Em suma, eles estão distante da realidade. Como um ato de palco de David Copperfield, é uma grande ilusão. Temos o capitalismo sem capital ou mercados livres”.

Meu comentário: Pelo menos muitos começam a entender que algo (embora não o que) precisa ser mudado, mas os políticos não ouvem. A percepção de que alguns entendem a necessidade de mudança, mas outros não, já está em curso. Mas a consciência real deve estar em reconhecer a necessidade da integração total de toda a humanidade como uma condição (o objetivo final) do nosso desenvolvimento dado pela natureza (evolução).

Isso só pode ser alcançado por meio da propriedade de união, a força unificadora, que se revela no desejo de se unir de acordo com o método da Cabalá. Natureza é integral em seus três níveis: inanimado, vegetal e animal. O ser humano, evoluindo a partir do nível animal, deve reconhecer a necessidade de se “encaixar” no quadro geral da natureza como sua maior parte integral.

Distribuição Ao Invés De Ajuda

Dr. Michael LaitmanOpinião (Oxfam): “As 100 pessoas mais ricas do mundo ganharam no ano passado o suficiente para acabar com a pobreza extrema das pessoas mais pobres do mundo, quatro vezes mais, disse a Oxfam”.

“A instituição de caridade afirma que ‘uma explosão de riqueza extrema’ foi prejudicando os esforços para combater a pobreza, num informativo publicado antes do Fórum Econômico Mundial da próxima semana, em Davos, na Suíça”.

“Ao liberar o ‘Custo da Desigualdade: Como a Riqueza e Ganhos Extremos Prejudicam Todos Nós’, a Oxfam disse que o lucro líquido das 100 pessoas mais ricas no ano passado foi de 240 bilhões de dólares”.

“Em contraste, as pessoas em ‘extrema pobreza’ vivem com menos de 1,25 dólares por dia, e a instituição de caridade exigiu que os líderes mundiais se comprometam em reduzir a desigualdade aos níveis vistos pela última vez em 1990”.

Meu comentário: Instituições de caridade não podem corrigir a situação, e o que chega à população faminta não contribui para o seu desenvolvimento, mas leva à sua degradação, porque não é acompanhado da educação integral. Assim, mesmo que todos os ricos tivessem compartilhado com todos os pobres, o mundo não teria se tornado melhor. Pelo contrário, ele teria se tornado pior.

Até nós eliminarmos a causa principal dos nossos problemas – nossa natureza egoísta – todas as nossas ações, sendo egoístas, sempre trarão um resultado negativo. O único problema é que a ação está muito longe do resultado e nós não vemos a sua conexão. Nós precisamos inicialmente combinar ajuda com educação integral, não só educação. Assim nós atingiríamos o desenvolvimento da humanidade, que seria capaz de se estabelecer num novo mundo.