Textos na Categoria 'Educação'

Misticismo Ou Falta De Sentidos?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O fundador da homeopatia, Hahnemann, escreveu o livro O Organon da Arte de Curar, e sua história é muito semelhante ao que aconteceu com O Livro do Zohar. Após a morte de Hahnemann, a última e mais atualizada versão foi mantida no sótão de sua casa por um longo tempo. Somente anos mais tarde, um de seus bisnetos encontrou e publicou-a. Hahnemann adicionou a esta versão os fundamentos da alma ou da espiritualidade. Ele é o pai da homeopatia, e ninguém tinha falado sobre isso antes dele. Como você pode definir este conceito, que parece ter um significado místico?

Resposta: A homeopatia atua em nós através de forças que não sentimos. Apesar de serem transmitidas por veículos materiais, é impossível distingui-las e medi-las. Se você pegar um medicamento homeopático, você não vai encontrar nada, exceto o veículo, como o açúcar, por exemplo. Assim, podemos entender por que as pessoas consideram essas influências como místicas.

Mas não há nada de místico nisso. A questão é que não temos as ferramentas com as quais podemos determinar qual é a energia do veículo. Se eu pegar um medicamento químico comum, eu posso determinar do que ele é feito em qualquer laboratório. Numa medicamento homeopático, qualquer veículo pode ser o material, por exemplo, um pedaço de madeira. Embora não haja nada “químico” nisso, se eu sugá-lo ou até mesmo tocá-lo, eu vou receber a sua energia interior, e ele vai me influenciar.

Este é o lugar onde reside o processo aparentemente “místico”. Eu recebo energia através do contato com o seu veículo. Este efeito pode ser transmitido pelo toque, pelos nervos, e a melhor maneira é através da terminação nervosa debaixo da língua.

Nós somos um sistema enorme, um computador gigante. Cada um dos órgãos opera sobre uma determinada frequência, e os medicamentos homeopáticos influenciam todos estes órgãos.

Em geral, no entanto, quando falamos de todo o corpo, cujos órgãos individuais cooperam uns com os outros, e cada célula sabe tudo o que acontece em todas as outras células, então temos que imaginar tudo isso como um sistema que é mutuamente conectado, operando em frequências e ondas, interagindo completamente dentro de si.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Nós Podemos Medir O Efeito Dos Pensamentos?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Podem dez ou mais pessoas, que pensam positivamente sobre alguém que está doente, ter um efeito sobre ela?

Resposta: Sim, mas onde você vai encontrar dez dessas pessoas cuja influência seria forte o suficiente para realmente se manifestar e ser medida?

Eu conheci um professor americano que recebeu financiamento do governo para a realização de estudos semelhantes em diferentes lugares ao redor do mundo. Ele realizou cerca de sessenta estudos sobre a influência de massas que compartilham ideias semelhantes em diferentes partes do globo. No entanto, honestamente, eu não estava interessado em seus resultados. Eu não acredito que seja possível chegar a quaisquer conclusões reais aqui. Ele pode ter tido alguns dados estatísticos, mas nada mais que isso. Como podemos medir o impacto de tal fenômeno, como se manifesta, como o mal ou o bom olhado?

É impossível descobrir qualquer conexão, já que uma pessoa comum não pode descobrir tal influência e não pode trabalhar com ela: acumular, medir e comparar. Isso só é possível se a pessoa estiver no nível de um grupo cujos membros trabalham em conjunto no desenvolvimento gradual de um “órgão” sensorial comum que possa sentir novos atributos e novas características comuns. A conexão que é criada entre eles pode influenciar qualquer um deles. Em seguida, este grupo se torna um detector.

Pergunta: O que você acha da família? Uma família com seus laços naturais é considerada como um grupo, ou isso não é suficiente?

Resposta: Se um membro da família está doente, os outros membros também podem se sentir mal, é claro. Isto é de conhecimento comum, e os médicos sabem e entendem isso. Além disso, eles também dizem que o câncer se espalha num nível energético.

Se olharmos à nossa volta, podemos ver que os animais, por exemplo, sofrem dos mesmos males que seus proprietários. Se o proprietário estiver deprimido, o gato ou o cão também irá sofrer com a mesma doença, embora os animais normalmente não sofram de depressão. Isto significa que ela é transmitida num nível energético.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Enriquecimento Mútuo

Mutual EnrichmentPergunta: As pessoas que participam dos workshops integrais têm um nível diferente de experiência. Qual é a melhor maneira de formar os círculos? Nós devemos reunir as pessoas mais experientes num círculo e as principiantes em outro?

Resposta: Os participantes experientes podem estar juntos num círculo com os principiantes, mas apenas com o propósito de enriquecer uns aos outros. Em outras palavras, você quer treinar os participantes experientes para que eles possam realizar workshops no futuro, e ao mesmo tempo, você quer mostrar aos principiantes abordagens surpreendentes, perguntas, respostas e discussões que, por enquanto, são impossíveis entre eles.

Portanto, a melhor maneira é misturar o grupo: sete ou oito de dez participantes devem ser principiantes, e o resto do grupo deve ser de pessoas mais experientes que não suprimam os principiantes, mas apenas os oriente e apoie.

Da Palestra sobre Educação Integral, 02/04/13

Em Nome De Uma Ideia Coletiva

Dr. Michael LaitmanComo regra geral, a interação integral entre as pessoas acontece num grupo de dez, com a condição de que eles tentem resolver juntos, internamente, os seus problemas. Seu objetivo é alcançar o equilíbrio, e não importa o quão diferente eles sejam e quão diferente considerem a tarefa que enfrentam, eles devem se apoiar e chegar a uma resolução comum, sem qualquer conflito.

Por fim, sua decisão pode ser completamente estranha a cada um deles, mas eles ainda vão considerá-la correta. Todo mundo vai aceitá-la, uma vez que no período de tomada de decisão, muitos membros do grupo mudam drasticamente os seus pontos de vista original.

Há dois fatores definidores aqui: primeiro a pessoa muda seu ponto de vista, sob a influência de outras pessoas, tentando controlar completamente a si mesma. Ela simplesmente flui com o fluxo e fica sob a influência das crenças dos outros. De repente, ela descobre que pensa da mesma forma que os outros, embora anteriormente tivesse uma opinião contrária.

Isso também pode ser feito de uma maneira oposta: ela vê que os outros pensam de forma diferente, mas não consegue desistir de uma opinião pessoal. Ainda assim, segue a maioria. Assim, ela “amarra” seu ponto de vista à abordagem geral e vai junto com eles. Ela não desiste de sua opinião, mas reconhece que é melhor agir em conjunto com os outros do que imprudentemente insistir em seu ponto de vista pessoal, uma vez que somente juntos eles podem chegar a uma nova decisão. Assim, ela desiste da sua abordagem pessoal em prol da ideia geral.

Ao mesmo tempo, ela ainda continua a experimentar o conflito interno, mas este se torna muito mais equilibrado. A pessoa percebe que continua pensando do seu jeito, mas para manter as conexões com os outros, ela se prepara para subir ao nível deles e pensar como eles.

Em outras palavras, existem dois níveis em nós: “eu” e “nós”. Neste caso, se o “eu” aceita a atitude dos outros sem conflitos internos e ainda preserva “Sua” própria opinião, ela permanece internamente calma. Ele não causa desequilíbrio interno no “eu”. Pelo contrário, o “eu” sente que conseguiu superar a si mesmo e essa ideia deixa o “eu” muito confortável.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/ 04/13

Homeopatia: O Estudo Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu sei que você lidou com homeopatia. Eu conheço alguns de seus pacientes que foram realmente curados. Por que você escolheu a homeopatia entre todos os outros métodos?

Resposta: A homeopatia não obstrui o meu caminho de fazer o que realmente importa. Além disso, é um método com o qual você pode ajudar as pessoas, mesmo depois de uma única sessão.

Pergunta: É interessante que quando nós falamos sobre o efeito placebo, a maioria das pessoas atribui a homeopatia a esta categoria. Elas dizem que se trata de pílulas que realmente não contêm quaisquer substâncias ativas.

Resposta: Na verdade, não existem substâncias químicas nelas, uma vez que está acima da constante de Avogadro. Na medicina homeopática existe o poder da matéria da qual ela é composta. Isso significa que é um poder real que está por trás da matéria e que, no entanto, não podemos definir.

Aqui existem muitos campos que não podemos definir. Quando uma pessoa olha para as minhas costas, por exemplo, eu sinto seu olhar. Mas qual é o poder que está focado em mim? De onde é que ele deriva, dos seus olhos? Há muitos desses fenômenos no mundo.

Se usarmos a homeopatia corretamente, ela é muito influente. De fato, em nossos dias, quando o corpo está poluído por produtos químicos, é uma situação muito diferente do que era no início da homeopatia. No passado, as pessoas costumavam receber 3 a 5 potências e bastava para se ter um efeito sobre uma pessoa. Hoje, todavia, potências que são mil vezes maiores não têm qualquer efeito sobre a pessoa.

A homeopatia é uma ciência muito complexa. Eu acho que é mais complexa do que todas as outras ciências médicas, uma vez que também é individual. É claro que não é alopática (um fenômeno que é atribuído ao efeito avassalador de um organismo sobre o outro pela extração de substâncias químicas). Isso depende do habitat da pessoa, do ambiente em que ela vive, da sua raça e da sua nacionalidade. Na verdade, tudo isso deve ser estudado no que diz respeito à sua alma.

Pergunta: Para escolher um medicamento homeopático específico para uma pessoa, o profissional deve confiar não apenas num determinado sintoma, como dor de ouvido, por exemplo, mas na psicologia geral do paciente?

Resposta: Sim, o seu componente espiritual interior é levado em conta, pois mostra o que a pessoa contraiu e como pode ser neutralizado. A Homeopatia primitiva do tipo alopática cura o paciente com base em sintomas externos, mas a verdadeira cura é realizada apenas com base no mundo interior da pessoa.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Estudo: Depressão Se Espalha Como Infecção

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Notre Dame News): “De acordo com um novo estudo da Universidade de Notre Dame, um estilo particular de pensamento, que torna as pessoas mais vulneráveis ​​à depressão, pode realmente ser ‘contagioso’ para os outros e aumentar seus sintomas de depressão seis meses mais tarde. …

“‘Nossas descobertas sugerem que pode ser possível usar o ambiente social de um indivíduo como parte do processo de intervenção, seja como um complemento às intervenções cognitivas existentes ou, eventualmente, como uma intervenção autônoma”, de acordo com o professor de psicologia da Notre Dame, Gerald Haeffel.

“‘Nosso estudo demonstra que a vulnerabilidade cognitiva tem o potencial de aumentar e diminuir ao longo do tempo, dependendo do contexto social, o que significa que a vulnerabilidade cognitiva deve ser pensada como maleável ao invés de imutável’”.

Meu comentário: Além disso, isso é transmitida como todos os nossos outros impactos ao meio ambiente, e depois volta, do meio ambiente para nós, na forma de ondas “virais”, de influências, que não sentimos. Uma vez que nós estamos todos conectados à rede de conexão universal entre nós, bem como a todo o mundo inanimado, vegetal e animal, nós pegamos esse “vírus” e, inversamente, ele pega o nosso estado emocional.

Isso é visto mais claramente na relação entre animais de estimação e seus donos: os animais têm o risco de contrair as mesmas doenças, especialmente a depressão. O estudo confirma mais uma vez que uma pessoa só consegue sentir felicidade numa sociedade “saudável”, ou seja, que isso depende apenas do nosso relacionamento e desejo mútuo de felicidade.

A Verdadeira Medicina Judaica

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante todo o processo do desenvolvimento humano surgiram vários tipos de medicina, como, por exemplo, a milenar medicina chinesa: acupuntura, reflexologia, fitoterapia, e assim por diante. A Ayurveda tem 3500 anos: aromaterapia, yoga e o sistema de Chacra. O povo judeu já existia há mais de 5000 anos. Qual é a sua contribuição para o desenvolvimento da saúde?

Resposta: É a sabedoria da Cabalá. Ela mantém o equilíbrio da pessoa com a natureza. E não há medicamentos, massagens, agulhas, velas, ou fragrâncias. Não estou menosprezando nada, mas simplesmente dizendo que elas têm um impacto mecânico secundário, embora haja também um significado psicológico nisso.

Sabe-se que na medicina Talmúdica, todos os tipos de substâncias biológicas são utilizados. Mas a verdadeira medicina judaica em si é apenas uma preparação interna dirigida ao equilíbrio do ser humano dentro de nós, e não o animal, mas especificamente o ser humano dentro de nós, ao equilíbrio do meu ego com a natureza, a sua correção. A Cabalá diz que toda vez que eu descubro o ego dentro de mim, eu tenho que estar num movimento interno para equilibrá-lo, ou seja, corrigi-lo.

Ele vai para cima e para baixo como uma bóia na água, e eu me preocupo o tempo todo em como corrigi-lo. Dessa forma, eu chego a uma saúde ideal e absoluta.

Mas isso envolve todo um sistema de trabalho educativo, que os antigos judeus realizaram através de uma extensa educação e formação. Nunca houve ninguém entre eles que não soubesse ler e escrever ou não estivesse familiarizado com o sistema do seu organismo, o sistema do mundo a sua volta, sua interação com a sociedade e o mundo circundante. Todas as leis descritas no Talmude e em outros livros antigos foram aceitas depois em todo o mundo através dos gregos e romanos. Todas elas são manifestações externas do que era praticado entre os judeus.

Mas eu volto a salientar que toda a medicina é construída no equilíbrio do meu “eu” egoísta com a natureza altruísta, ou seja, na correção do meu “eu” interior.

Portanto, “amarás o teu próximo como a ti mesmo” é a lei essencial da saúde física, espiritual, externa e interna.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

A Fonte De Todos Os Problemas Do Universo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode motivar um médico a mudar? É claro para o paciente que ele quer ficar saudável, mas para um médico? Como pode um médico e um paciente ser encorajados a se tornar mais próximos uns dos outros?

Resposta: Eu nasci e cresci numa família de médicos. Minha mãe é ginecologista, meu pai era dentista, e meus tios também eram médicos. Se, de repente, alguém ficasse doente, logo havia um estetoscópio, medicamentos. Todos sabiam o que fazer, você tinha tratamento, e estava tudo bem, sem problemas. Neste sentido, todo o posto de saúde estava em minha casa.

O mesmo sentimento de família deve existir entre médicos e pacientes; caso contrário, não há confiança em relação ao médico. Mas hoje, um médico não pode permitir isso. Não importa quantos presentes você dê, ele ainda está inundado de pacientes.

Portanto, deve existir um sistema completamente diferente, com ênfase não em medicamentos, mas na atenção à pessoa, tal como na antiga medicina chinesa.

Isto é, o sistema de assistência à saúde deve incluir toda a vida de uma pessoa. Essa é uma tecnologia de vida: como você nasceu, o que você respira, o que você come, o impacto do seu ambiente, como seu corpo reage a tudo isso (como um sistema biológico para o sistema circundante), e como viver a sua vida: casar, dar à luz, ficar velho e morrer.

Mas tudo isso deve ser visto como um sistema que está em equilíbrio com a natureza. Para isso, a pessoa tem que estar orgânica e integralmente conectada à natureza, respeitar suas leis, compreender o que é exigido dela, e como ela tem que estar sintonizada com uma interconexão mútua.

Assim como a harmonia e o equilíbrio dentro de nós significa a saúde do corpo, o equilíbrio na natureza significa a saúde do meio ambiente. Portanto, deve haver homeostase entre nós e o meio ambiente. Nós perturbamos o equilíbrio da natureza, prejudicamos o equilíbrio dentro de nós mesmos, mas o mais importante, isso perturba o equilíbrio entre nós e o meio ambiente. Aqui, nós não correspondemos a ele de forma alguma.

Sabe-se que a natureza circundante age de acordo com a lei de auto-estabilização: você dá tanto quanto recebe. Assim, a homeostase é sustentada e o equilíbrio é preservado. Mas nós estamos em absoluta disparidade com a natureza, porque consumimos barbaramente tudo e não damos nada em troca, apenas a poluímos.

Tudo depende da educação da pessoa, da sua educação ambiental em primeiro lugar. Mas nós chamamos isso de educação integral, pois, a fim de mudar a atitude humana em relação à natureza e a sociedade, é necessário mudar o próprio ser humano.

Nós vivemos na sociedade que constantemente nos afeta de forma negativa, e nós fazemos o mesmo, sendo conduzidos por nosso egoísmo: só para consumir, suprimir o outro, ganhar o máximo possível ou, melhor ainda, roubar, sem dar nada em troca. Assim, nós temos que corrigir ambos: o ser humano e toda a sociedade.

Como resultado, nós chegamos a uma única conclusão: o homem precisa ser mudado. A única fonte de todos os problemas do universo é o ser humano. Infelizmente, nenhuma atenção é dada a esta questão.

Portanto, agora nós podemos ver como, por um lado, a crise nos pressiona, e ela vai limpar tudo, mas por meio da sua mão firme. A natureza não conhece dúvidas, ela pressiona de modo que algumas espécies sejam extintas, e isso é o que pode acontecer com a humanidade: tudo está caminhando para isto. Nós vamos ter que enfrentar a Idade do Gelo e outros problemas ambientais e sociais. Nós vemos que o nosso desequilíbrio com a natureza não nos leva a nada de bom.

Por outro lado, nós temos o método nas mãos que mostra como podemos mudar o ser humano e torná-lo parte integral da natureza. Então nós seremos capazes de ver toda a natureza: inanimada, vegetal, animal e humana, como um único organismo. A propósito, este é também o ponto de vista da medicina chinesa que trata o ser humano não como uma parte separada, mas como estando integrado no regime geral da natureza.

De KabTV “A Medicina do Futuro” 07/04/13

Preocupações e Prospectiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: Podemos dizer que um método linear e individual de resolução de problemas (por exemplo, encontrar uma solução para a dependência de drogas) leva ao crescimento deste fenômeno?

Resposta: Sim, nós podemos. Estes problemas vão continuar expandindo-se, visto que nosso o egoísmo continua se desenvolvendo. Se nós não envolvermos as pessoas numa interação altruísta, elas nem saberão o que fazer com elas mesmas e vão se sentir como sendo totalmente destroçadas.

É por isso que vários problemas como a dependência de drogas, terrorismo, suicídios e assim por diante, se tornarão fenômenos regulares. As pessoas têm que fazer alguma coisa com elas mesmas, mas elas não sabem o que exatamente deveriam estar fazendo. Assim, estes problemas só vão crescer. A única coisa que podemos fazer é ensinar a todos como entrar numa nova esfera integral da natureza.

Em primeiro lugar, as pessoas têm que aprender a se organizar num pequeno ambiente integral. Em seguida, elas vão sentir que ele as torna muito mais confortáveis quando estão passando por várias situações infelizes, tais como problemas familiares, problemas sociais e assim por diante.

As pessoas vão se sentir mais seguras e confiantes. Elas vão inclusive sentir que o mundo em que estão conectadas se torna muito mais amigável para elas, não para os outros, mas para elas particularmente.

A autorregulação individual começa a ocorrer, uma homeostase que nos preenche de potenciais, sensações e sentimentos completamente diferentes.

Da Palestra sobre Educação Integral, 02/04/13

Terminologia E Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: As ciências sociais contemporâneas não oferecem condições adequadas para a definição do nosso próximo estado, quando todos nós nos tornaremos conectados. Como devemos transmitir este fenômeno através da linguagem científica?

Resposta: Você não deve usar termos antigos, já que eles vão ser entendidos convencionalmente. Aqui, nós temos a oportunidade de “brilhar” e desenvolver uma nova linguagem.

Pergunta: O que pode ser “novo” exceto a integralidade? Os cientistas têm dificuldade em compreender os termos “integralidade” e “compartilhamento”, já que soam especialmente abstratos para eles.

Resposta: Na epoca da União Soviética, eu costumava ouvir constantemente a palavra “compartilhamento”. É uma palavra muito adequada! Nós subimos gradualmente para uma conexão boa e benevolente entre nós, uma inclusão recíproca e mútua, mesclando e estabelecendo contatos que nos permitem fazer um grande retrato (mosaico) composto por cada um de nós. Cada um neste mosaico é uma parte separada preocupada em como combinar com as “saliências e concavidades” dos outros, como completar os outros corretamente.

Talvez a “integralidade” seja demasiado abstrata de uma noção. Por outro lado, “inter” e “entre” são prefixos que são usados numa base constante; nós apenas temos que nos acostumar a eles. “Integralidade” pode ser substituída por algumas outras palavras. Eu a estou usando porque me parece que ela define muito bem o próximo estado que o mundo estará em breve.

Pergunta: O principal menosprezo criado por cientistas é o seguinte: “Como pode um estado psicológico da mente levar ao bem-estar financeiro ou ao desaparecimento de doenças?”

Resposta: Vamos consultar as estatísticas. De onde vem a instabilidade financeira? Ela não é originada pelo nosso egoísmo? Não são todos os bancos usurpados por um pequeno grupo da elite que “devora” tudo e ainda não aproveita bem o que eles têm? Todas as “verdinhas” que eles juntam apenas se deterioram.

Por que a nossa saúde está do jeito que está? É porque é muito mais rentável vender medicamentos e criar dispositivos de diagnóstico do que curar doenças. Isso permite vender mais medicamentos, gerando mais lucros. Em outras palavras, até mesmo o sistema de saúde diz respeito em como aumentar os lucros de alguém.

Nós já mencionamos o sistema de ensino? É um completo fracasso. O mesmo se aplica aos valores da família, a educação das crianças, artes, cultura, etc.

Quando os cientistas estudam todas as esferas da nossa vida e exploram muitos fenômenos sociais, eles veem que a causa da negatividade é o egoísmo humano. Ele estraga tudo. Dê uma olhada em nossa cultura ou ciência! Não tem mais nada a ver com a ciência; é uma fonte de dinheiro. Hoje em dia, tudo é para compra e venda.

Em outras palavras, o egoísmo consome tudo que existe em todos os países, em todo o mundo… Tudo está sujeito a “cortar” e “serrar”. Não está claro que temos que nos corrigir, em vez de corrigir o mundo externo?

Nós nunca seremos capazes de corrigir o que já foi danificado, a menos que as pessoas comecem a se observar de forma diferente e ver o mundo de um ângulo diferente: ao menos através de alguns elementos de cumplicidade, reciprocidade, harmonia, consideração e integralidade. Isso explica por que o mundo continua a rolar ladeira abaixo. É por isso que a educaçao integral é a nossa tarefa mais importante e urgente.

Da Palestra sobre Educação Integral 02/04/13