Textos na Categoria 'Disseminação Cabalística'

Na Ressonância Dos Sentimentos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Divulgando a mensagem de união no mundo, trazemos a força da Luz. Qual é a melhor maneira de conduzir a Luz a uma pessoa? Como é que podemos senti-la?

Resposta: A Luz flui de um desejo a outro desejo. Palavras não são tão eficazes porque é algo externo. Por palavras, nós tocamos um homem com o rígido mecanismo da percepção padrão: ele estava acostumado a diferentes opiniões; ele pode resistir por causa do seu orgulho; ele não concorda com você por causa de seus próprios sentimentos, independentemente dos benefícios que ele possa obter.

Não importa o que tentamos transmitir às pessoas, é desejável vesti-lo no menor número possível de camadas. E a linguagem é uma espécie muito “densa” de vestimenta. Afinal, as palavras devem atravessar a mente da pessoa, restringidas por muitos fatores.

A melhor maneira de enviar a nossa mensagem é emocionalmente, compartilhando o sentimento do destinatário, impregnado com seu entusiasmo, porque o desejo não pensa, mas sente. Nós devemos unir nosso desejo com o seu desejo, ressoar com seus sentimentos, e, em seguida, você irá irradiar na pessoa o que você quer. E seu desejo contém a Luz que Reforma.

Se você enviar uma mensagem através do sistema racional, ela permanece externa e difícil de digerir. Este é o caminho certo do fracasso. As pessoas geralmente não são inspiradas pelos frutos da razão. Há uma abundância de pessoas inteligentes no mundo: hoje, você me convenceu de algo, e amanhã eu serei capaz de convencê-lo.

Por outro lado, a resposta emocional é armazenada como “registros” (Reshimot), e mesmo depois de dez anos, a pessoa pode voltar a ela. Até mesmo um pensamento aleatório é suficiente, e ela vai se lembrar da cena, da situação que experimentou uma vez. Conhecimento e pensamentos tornam-se esquecidos, mas sentimentos permanecem sempre.

Isso é muito importante: não importa a que público possamos nos dirigir, mesmo cientistas; nós devemos carregar a sensação de que irá produzir uma resposta. Nós nos voltamos para o desejo, para as necessidades humanas e tentamos dar uma resposta para o lhes falta, e tentamos dar uma solução para seus problemas, ou pelo menos uma esperança de solução.

Isso requer mesas-redondas, workshops e atividades colaborativas que carreguem uma sensação agradável, como se convidássemos as pessoas a ter uma boa vida: “Vamos fazer isso e vocês irão se animar. Vocês vão ver que nem tudo é ruim na vida, que há outro lado”.

É como uma droga que os Cabalistas chamam de “elixir da vida”. Ela não intoxica, não desconecta da realidade, mas ajuda a superá-la, e esta é a diferença das drogas reais. Devido às emoções positivas e à inspiração, as pessoas começam a apreciar a união e continuam no caminho.

O mesmo se aplica às crianças, mesmo as pequenas. Elas devem saber que se brincam juntas gentilmente, vão receber um prêmio. A união ainda não desperta seus sentimentos positivos, e por isso vamos dar-lhes doces ou presentes, para que elas possam ficar juntas. Elas serão dez vezes mais amigáveis para com o outro em antecipação do prêmio, e, em seguida, o hábito se torna uma segunda natureza. Afinal, elas já aprenderam a jogar muitos jogos juntas e já adotaram uma forma comum. Aliás, os adultos seguem o mesmo caminho: eles se reunem com suas famílias, se divertem e sorriem um ao outro; estes são seus “doces”, que os ajudam a se acostumar a agir em conjunto. Enquanto isso, notícias de união se “traduzem” em seus corações.

Uma boa atitude cura muitas feridas. Noventa por cento dos males em nossas vidas podem ser curados apenas com uma boa atitude, sem acrescentar nada mais. Mostre sua compaixão para com uma pessoa, e você vai reduzir sua dor pela metade. Mostre que você se preocupa com ela, e você reduzirá pela metade a dor restante. Esta é nossa psicologia, porque juntos, nós estamos num sistema comum. Eis por que tal atitude certamente causará uma resposta. Dê um presente para uma pessoa, e ela vai olhar para você de forma diferente. Ela não tem escolha nisso.

Isso é o que nós precisamos explicar e demonstrar às pessoas até elas alcançarem as boas relações, como as crianças que são atraídas aos doces. Afinal, nosso desejo exige prazer. Portanto, deixe a pessoa desfrutar do prazer das ações que levam ao objetivo. Mesmo que ela ainda não saiba disso, mas você sabe.

Você quer levar o mundo inteiro ao Criador. Você trata as pessoas com amor e compreensão. Às vezes você precisa de firmeza, mas em geral, você age suavemente, e é garantido para trabalhar.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 07/08/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

Unidade Com Preenchimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com relação ao público em geral, o nosso método deve ser o meio pelo qual eles serão abastecidos com necessidades básicas como alimentação, segurança e saúde. Como isso os ajuda a revelar o mundo espiritual?

Resposta: Elas revelam o mundo espiritual de forma mais passiva do que nós.

Nós nos tornamos conectados com o superior para trazer a Luz que Reforma e nos assemelharmos a Ela. Nós passsamos esta Luz adiante, levando o método de correção às pessoas. Elas executam apenas as medidas necessárias, sob a nossa direção, não se importando com a Luz, e esta prática de conexão é suficiente para levá-los ao seu ambiente. A Luz vai afetar e avançá-los ao entendimento e sentimento, e depois eles vão querer recebê-la para se mover em direção à unidade e à revelação do Criador, como está escrito: “Todos Me conhecerão, jovens e velhos”.

Assim, nós devemos transmitir o método da unidade às pessoas, para que elas se sintam bem. Nós não podemos explicar o que o “bem” realmente significa; no entanto, a Luz que Reforma reside nessas atividades, e devido a isso, as pessoas vão se mover cada vez mais na interpretação de seu benefício até que cheguem ao Bom Que Faz O Bem.

Pergunta: Como isso se funde com as necessidades das pessoas simples, por exemplo, por alimentos mais baratos?

Resposta: Nós explicamos como se unir para que o alimento se torne mais barato. Claro, ninguém quer se unir, mas esta é a condição se quisermos obter algo, e é por isso que a pessoa paga esse preço. Então, continuando a agir na mesma direção, ela descobre que a unidade é um tesouro em si mesmo: não como uma ferramenta para ajudá-la a conseguir alguma coisa, mas como um estado. Esta é a forma como a Luz age, dando-nos uma nova compreensão.

Então, vamos explicar para as pessoas que unidas elas vão ter muitas vantagens. O apoio mútuo irá incutir nelas um sentimento de segurança; sua vida se tornará melhor, mais segura, etc. Claro, você tem que pagar por isso, através da medida de conveniência pessoal, da partilha do seu egoísmo, mas isso é fácil e atraente com a participação geral. A força das massas faz o trabalho. Então, tendo se aproximado da realização, as pessoas vão ver que ela realmente traz benefícios a elas, que a solução para os problemas foi encontrada.

Não haverá repetição do cenário da União Soviética ou dos Kibutzim israelenses; o roteiro da unidade é apenas em prol de uma vida melhor. Afinal, hoje nós estamos engajados no processo, e somente através da nossa participação as pessoas se reúnem de modo que seja bom e útil para o desenvolvimento. De repente, elas vão sentir que a unidade as atrai, porque é aí que reside a raiz superior, um estado mais elevado, algo que as preenche com o espírito da vida. Portanto, elas vão avançar.

Pergunta: Onde nós precisamos começar nossas explicações para envolvê-las no processo?

Resposta: Nós precisamos desenvolver uma abordagem que permita explicar adequadamente às pessoas que a unidade pode melhorar significativamente a sociedade, para alcançar descontos e intercâmbios mutuamente benéficos, aprendendo a ajudar uns aos outros, em vez de pagar dinheiro a alguém, etc. Alguém assumirá voluntariamente um clube para crianças, outros também contribuirão e seremos capazes de viver uma vida normal, sem dinheiro, descontado pela crise. Nós vamos sentir a necessidade e os benefícios da reciprocidade.

Claro, sem a Luz que Reforma, sem a intenção de se unir seriamente, as pessoas “fugiriam” depois de terem utilizado uma a outra. Mas aqui, graças a nossa liderança, as pessoas vão sentir a necessidade do crescimento interno. Repetidamente, elas vão descobrir os desejos mais elevados que exigem satisfação, por enquanto egoísta. Então, gradualmente, elas chegarão à intenção altruísta, de Lo Lishma para Lishma (de ‘não para o Seu nome’ a ‘para Seu nome’).

Assim, todo mundo passa pelo mesmo processo, apenas o ponto de partida delas está abaixo do nosso ponto de partida. Nós começamos com o estado de “Israel”, com as aspirações “direto ao Criador” (Yashar-El). Nós temos o desejo de revelar o mundo espiritual. Elas não têm essa atração, e é por isso que temos que trazê-las junto, para sermos o que se chama “Luz para as nações”. Nós conduzimos a Luz nas ações de unidade, através das quais treinamos pessoas. Essas ações beneficiam as pessoas, e a Luz oculta nelas desenvolvem as pessoas.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/12, “Introdução ao O Livro do Zohar“

A Fome Não É O Nosso Método

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nos voltamos para o público em geral, primeiro nós propomos a eles que se unam a fim de resolver seus problemas diários. Então, o verdadeiro significado da unidade será revelado, isso é verdade?

Resposta: Sim. De uma intenção egoísta (Lo Lishma, não por causa Dele), nós passamos para uma intenção altruísta (Lishma – por causa Dele). Baal HaSulam escreve sobre isso na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot (artigos 138-139): “As pessoas se voltam à Torá a partir do pior estado”. Nós podemos perguntar: Quem as deixa? Quem lhes deu permissão para fazê-lo? As fontes descrevem em lendas como os anjos perguntaram ao Criador: “Como Você pode dar Sua Torá, Seu estudo para tais criaturas inferiores?”. Mas Moisés vence os anjos com a pergunta: “Vocês sentem inveja? Existe uma inclinação ao mal em vocês?”. Esta é a única maneira; nós temos que usar a força da Luz nas situações que o Criador nos envia de propósito, quando não há nada em nossa alma.

Portanto, nós temos que apresentar o método de correção para as pessoas e explicar que devemos nos conectar e unir. Quanto mais suave e acessível transmitirmos esta mensagem, mais rápido elas a aceitarão e não se deteriorarão em fome e estados críticos reais.

Hoje, nós não estamos morrendo de fome, mas sentimos as limitações e a crescente pressão das circunstâncias. Se agora, enquanto a situação ainda não é ameaçadora, conseguirmos convencer as pessoas, as coisas funcionarão. Se não o fizermos, as coisas vão piorar e deteriorar a um nível em que seremos capazes de atender às massas e alcançá-las. Então, seremos capazes de apresentar as explicações certas a elas e elas nos ouvirão.

Mas nós temos que levar a elas a informação sobre o que está acontecendo agora, por amor e preocupação. Nem mesmo uma fração do mal foi revelada e já temos que pensar em como superar a crise. Mas hoje nós “vamos ao povo” não para participar em manifestações, mas para explicar.

Além disso, em Israel nós cooperamos com outros movimentos sociais, a fim de criar uma rede de conexão entre as pessoas. Há muitas organizações e círculos que podem cooperar conosco no processo. Nossa participação é suficiente para iniciar o apoio do Alto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/12, “Introdução ao O Livro do Zohar“

Nunca Houve Uma Convenção Como Essa!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos convencer de que estamos à espera de uma Convenção incomum, e que realmente haverá algo de especial nesta Convenção?

Resposta: Em primeiro lugar, nós chegamos ao estado em que o mundo exige isso. O mundo está a muito tempo em “estado de desespero”, mas tudo isso é apenas mascarado, obscurecido. Não importa como você esconde os problemas, eles já vieram à tona. É por isso que, enquanto eles ainda estão tentando esconder alguma coisa, isso já não ajuda.

Assim, por um lado, nós vemos que o mundo nos obriga. Esta é a coisa mais importante, visto que a Cabalá foi revelada porque o mundo está começando a alcançar a interdependência integral. Mas ninguém, exceto a Cabalá, tem o método de preservar a sociedade, a paz, família, e a si mesmo nessa interação integral.

É por isso que a Cabalá estava esperando esse momento para se revelar e se tornar o método de construção de uma nova sociedade. Nós temos que mostrar a nós mesmos como fazer isso e aprender com palestras e oficinas como ensinar isso, de modo que seja muito claro e simples.

Em princípio, cada pessoa que vem ao Congresso é um potencial distribuidor, que será capaz de dar palestras, organizar workshops, mesas-redondas, etc. Pelo menos, se a pessoa não consegue aprender tudo, ela ainda será capaz de absorver algo e, depois, concluir seus estudos em nossos cursos. Estou muito ansioso com isso.

Nós temos que passar por todos os estados que uma pessoa deve passar, começando do zero e terminando com a conexão completa com o outro.

Da Lição Virtual 29/07/12

Uma Palestra Para Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que estamos engajados na disseminação como se quiséssemos corrigir o mundo se precisamos corrigir apenas a nós mesmos?

Resposta: Você vê outras pessoas à sua volta que aparentemente têm o seu próprio poder e são estranhas a você. Mas esta é a forma como a sua percepção dividida é revelada a você, a diferença entre você e a alma corrigida.

A alma corrigida sente que não existe um mundo externo e que tudo está em seu coração. Enquanto você não consegue se sentir desse jeito, é sinal de que há uma falha dentro de você. Então, é preciso cuidar dos outros e convencê-los. Você precisa abordá-los na medida em que eles parecem externos a você.

Você os trata como estranhos que você deve atrair para a correção. E se você fizer isso corretamente, você se educa internamente. Supostamente, ao alcançar a mão às pessoas e corrigi-las, você se corrige internamente, e devido a isso elas estão mudando!

Você acha que sai mundo afora e dá palestras para os outros? Na verdade, você dá a palestra para si mesmo. Você acha que está tentando mudá-los? É você quem se convence de mudar!

Você não pode se aproximar diretamente e fazer uma correção em si mesmo. Você não tem nenhum poder. Ao ver falhas nos outros, a força do egoísmo ajuda você a corrigi-los. Você tem que se corrigir de tal forma enganosa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/08/12, Escritos do Baal HaSulam

Não Por Quantidade, Mas Por Qualidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Não muitos são atraídos para a sabedoria da Cabalá hoje. Nós devemos esperar o despertar de novos pontos no coração de acordo com a nossa disseminação?

Resposta: Eu não tenho uma resposta exata para esta pergunta. Eu não quero dizer que os Cabalistas não escreveram sobre isso. Mas você deve entender que há um herói em quantidade e não há um herói em qualidade. Diz-se: “Você é o menor de todas as pessoas”. Portanto, no futuro, haverá também poucas pessoas, como os membros de nossos grupos de todo o mundo e também “fãs”, círculos exteriores, que não visam à sabedoria da Cabalá diretamente, mas que ouvem e nos apoiam, sentindo-se perto de nós.

Nós somos muito poucos, mas fortes e poderosos em altura, em entendimento, em reconhecimento, em nossa conexão com Divindade. Através de nós, como através de um raio, as forças fluirão para a terra, as recomendações, os planos e eventos para o público em geral. Então, quando não tiverem escolha, ou talvez porque possam acreditar em nós, as pessoas vão se acostumar com a nossa mensagem.

Se há uma pessoa com visão liderando um grupo de pessoas cegas, o Baal HaSulam diz que elas podem segui-la e ter certeza de que vão atingir a meta. Eu não acho que alguma coisa mude seriamente neste cenário.

Nós damos palestras e mesas-redondas, cursos abertos, mas não para aproximar as pessoas, não para atraí-las às nossas linhas. Pelo contrário, nós devemos trabalhar em seu “território”, e transmitir-lhes o método de correção “popular”, geral, e não o nosso método especial. As Masachim (telas), Luzes, vasos, Partzufim, restrições, tudo isso não é para elas. As pessoas só precisam saber sobre a conexão geral que facilite a vida corporal.

Esta é a nossa mensagem para o público. Nós não devemos “injetar” Cabalá e o material elevado nas pessoas. Nós devemos falar com elas ao nível dos olhos, no “pulso de seu coração”, sobre o que as preocupa: a educação de seus filhos, seus problemas diários, etc.

Devemos salientar e evocar um pouco sua deficiência e mostrar a elas que podemos acalmá-las e satisfazê-las com o nosso método.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/08/12, “Introdução ao O Livro do Zohar“

A Revolução Cabalistica E A Escuridão Antes Do Amanhecer

Dr. Michael Laitman

Pergunta: Baal HaSulam diz que se nós não mantivermos o equilíbrio entre as forças de recepção e doação, a natureza nos pune. Por que as pessoas deveriam ser punidas se elas não sabem nada sobre isso?

Resposta: Não é “punição” no sentido usual, mas sim a forma como uma pessoa é convocada para a auto-correção. Nos níveis da natureza imóvel, vegetativo e animal, a “punição” é a correção em si. Por outro lado, no nível humano, a punição é o despertar, o impulso para que uma pessoa se apressesse na sua correção no “Eu vou apressá-lo” e não “é hora”.

Nesse meio tempo, nós desenvolvemos-nos de acordo com os três primeiros níveis – imóvel, vegetativo, e animal – e nosso desenvolvimento é um processo natural e instintivo, que chamamos de “acordo com o cronograma”, “a seu tempo”, de acordo com o plano.Os Cabalistas sabiam com antecedência as datas aproximadas das diferentes fases, mas a partir do século 15, a sabedoria da Cabala tornaram-se parte disto como forma concebida para acelerar o processo. Desde então, parte da humanidade continua a receber os “normais” golpes e os problemas que as levam ao progresso científico, tecnológico, enquanto a outra parte passou a receber golpes especiais, que são intencionais e pelo qual as pessoas são evocadas a voltar-se para a sabedoria da Cabala. Este despertar iniciado a partir do Baal Shem Tov que realmente abriu as portas para o trabalho interno para o povo judeu e fundou seus princípios para as gerações futuras. Ele não escreveu nada, mas ele divulgou o método  numa medida sem precedentes. Ele era um homem excepcionalmente prático, considerando as condições em seu tempo.

Foi o Baal Shem Tov que iniciou o estudo da sabedoria da Cabala para as massas. Ele tinha o poder que lhe foi dado de Cima, é claro, para inserir as faíscas na nação devastada que havia passado por problemas como a pobreza e progrons na Europa Oriental. Ele organizou as pessoas e construiu uma rede geral entre elas. Ele começou a revelar-lhes a estrutura da realidade espiritual: os cinco mundos, Sefirot, Partzufim … então O Livro do Zohar tornou-se acessível às massas, que mais uma vez foi um evento sem precedentes. Era possível para os Chasidim o manterem na sua estante de livros uma vez que a sabedoria da Cabala não era mais proibida.

Os primeiros alunos do Baal Shem Tov eram grandes Cabalistas. Eles fundaram os movimentos hassídicos e escreveram livros que as pessoas pudessem aceitar. Esses livros, que são escritos em uma linguagem emocional muito bonita, fez as pessoas tornarem-se acostumadas com o trabalho interno.

Não é por acaso que Baal HaSulam pensa muito do alto do  Baal Shem Tov, afinal, ele começou uma verdadeira revolução cabalística e abriu a porta que costumava ser bloqueado para todos aqueles que estão interessados nela. Ele próprio ainda é um mistério, podemos falar sobre suas ações, mas não sobre ele.

Seus alunos carregavaram o seu trabalho, cada um segundo seu caráter, e, eventualmente, todos os movimentos chassídicos deram um grande passo para o cumprimento da sabedoria da Cabala entre as pessoas. As pessoas começaram a respeitar a realização espiritual, a auto-anulação e amor dos outros. Conceitos como “Ama o teu amigo como a ti mesmo” e “Adore ao Senhor com alegria” tornou-se parte da vida. Era uma época de muito intenso trabalho interno.

Somente 200 anos mais tarde houve uma descida, quando o movimento chassídico tornou-se um “ritual” e a interioridade tornou-se  em externalidade novamente.

Se voltarmos à questão, estamos escondendo os fatos a partir de nós mesmos, não quero ouvir falar deles, e no momento em que esquecer o trabalho espiritual, sestamos imediatamente de volta ao nosso trabalho corporal. Aqui, o ego que nos controla opera e esconde a menor conexão com o Criador de nós, que encobre as suas ações, sua existência. Nós não queremos saber nada sobre Ele.

Não é por acaso que esta dissimulação é tão grande, que constrói o espaço para uma pessoa  se estabilizar a si própria. Por outro lado, ele se lembra do que é importante e é evocado e trazido para o grupo. Este processo irá gradualmente se espalhar por todo o mundo, mas primeiro há o período de escuridão, que é a base sobre a qual uma pessoa se deve construir no futuro.

A partir da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/02/12 , “Introdução ao Livro do Zohar “

A Era Da Última Geração

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, p. 57: Se os adoradores do Criador tivessem pelo menos se engajado na internalidade da Torá e estendido a completa Luz de Ein Sof, toda a geração os teria acompanhado. E todos teriam a certeza de seu caminho, de que não cairiam. Mas se mesmo os servos do Criador se distanciaram dessa sabedoria, não é de admirar que toda a geração esteja falhando por causa deles. E por causa da minha grande tristeza, não posso acrescentar detalhes a isso!

Se as massas que estudam a Torá entendessem o que é o verdadeiro ensinamento… É assim que elas chamam a sabedoria da Cabalá, mas elas não querem aprender. Além disso, se elas tivessem tomado essa ciência, é claro, poderíamos ter feito grandes correções, tanto quantitativas como qualitativas. Então, hoje a nossa situação seria diferente.

Quem está mais consciente desta diferença entre o desejado e a realidade do que Baal HaSulam, quando ao invés da internalidade estamos preocupados com a externalidade? O final do século XIX, quando o retorno à terra de Israel foi permitido, foi o marco mais recente. Em geral, este período dura desde o tempo do Ari, o Messias, filho de José.
O rabino Abraham Ben Mordechai Azulai escreve na “Introdução ao livro, Ohr HaChama [Luz do Sol]” 81:

A proibição de Cima para abster-se do estudo aberto da sabedoria da verdade foi por um período limitado, até o final de 1490. Posteriormente, considera-se a última geração, onde a proibição foi levantada e a permissão foi concedida de se ocupar com O Livro do Zohar. E desde o ano de 1540, tem sido uma grande Mitzva (mandamento) para as massas estudar, jovens e velhos. E já que o Messias é obrigado a vir como conseqüência, e não por outra razão, é inapropriado ser negligente.

Disso, nós podemos entender pelo menos um pouco o quanto perdemos, porque ainda negligenciamos a ciência da Cabalá, e que mal isso transmitiu às pessoas até este dia. Em essência, nós fazemos uma grande ofensa.

Pergunta: Baal HaSulam escreve que: “A geração inteira teria nos seguido”. Isso significa que todos devem aprender a sabedoria da Cabalá?

Resposta: Ele não está habituado a falar no modo subjuntivo, e ainda: se as pessoas religiosas nessas gerações estudassem a Cabalá e acrescentassem a parte oculta – os escritos do Ari e o ensinamento do Baal Shem Tov – à parte explícita, ao longo do tempo nós teríamos corrigido nós mesmos. Primeiro de tudo, nós teríamos sentido a realidade corretamente. As pessoas não teriam abandonado a religião; o tempo da “Haskalah” (Idade do Iluminismo), causado pela separação da direção certa no desenvolvimento humano, não teria chegado.

Depois de completar o período de exílio espiritual, no século XV, o povo judeu continuou em direção à salvação e ascensão.

Foi a partir desse momento que “a era da última geração” começou. Mesmo assim nós tivemos que nos empenhar na Cabalá, isto é, o método de correção que leva a Luz que Corrige a todos, e a todos nós juntos. Então, as nações do mundo receberiam a iluminação através de nós, o que teria mudado sua atitude.

No entanto, não nos empenhamos na parte interna da Torá, a ciência da Cabalá, e, portanto, não temos a conexão com a Luz. Isso nos afetou à sua maneira, de acordo com a nova época, e isso tornou o nosso caminho mais difícil. Em vez da Luz, o mundo ficou escuro porque não fomos capazes de aceitá-La. A escuridão é a mesma Luz que não conseguimos discernir em nossos desejos corrompidos. Se tivéssemos corrigido nós mesmos, teríamos sentido Sua abordagem como algo desejável. No entanto, tudo foi ao contrário; nós não queremos a Luz, e Ela se transforma em escuridão para nós, um sofrimento terrível.

Esse é o problema: Até agora, as pessoas empenhavam-se na Torá apenas externamente, nos estudos. “Externamente” significa não para corrigir a alma. O exílio em que nós estamos foi causado pelo fato de que não nos corrigimos, mas estudamos sem avançar. Antes, nós tínhamos que agir dessa maneira, mas este período cronologicamente terminou no século XV. Nós estamos 500 anos atrasados.

Pergunta: Hoje, verifica-se que a parte secular (laica) da população está mais próxima da Cabalá.

Resposta: Certo. Vamos torcer para que essa situação mude. Entretanto, a parte religiosa está passando pela fase da consciência do mal em si e nos eventos contemporâneos. Pouco a pouco, de diferentes formas, ela começa a perceber isso. E isso vai acontecer em um par de anos.

De qualquer forma, nós não vamos corrigir ninguém, exceto nós mesmos. Quem quiser participar do processo de correção é bem-vindo. No sistema geral, nós estamos todos interligados; por isso, vamos esperar que isso afete a todos.

Se o público religioso começasse a estudar Cabalá, obviamente teríamos chegado rapidamente à correção geral. No entanto, tais são as condições, as propriedades inerentes ao desejo de receber.

Além disso, nós devemos entender que o que enfrentamos é uma consequência da quebra e do exílio. Esta parte das pessoas deve se comportar dessa maneira. Na verdade, nós somos todos levados pela natureza, e não há nada além do seu alcance. Durante o exílio, a pessoa está na natureza do desejo de receber; ela não sente a sua conexão com o Criador.

Luz superior e o Criador não são revelados a ela e não há nenhuma conexão. Por outro lado, ela se contenta com o estudo da Torá e dos Mandamentos na sua forma atual. É por isso que, amarrada pela linha esquerda, ela simplesmente não consegue sair deste estado.

Este é o resultado do caminho que temos percorrido, e não podemos acusar ninguém de nada. Nós olhamos para estes eventos sociais como pesquisadores, objetivamente, lembrando que “não há outro além Dele”. Portanto, isso tinha que acontecer.

Quanto às correções práticas, nós precisamos entender que agora tudo depende de nós. Nós não exigimos nada de ninguém além de nós mesmos. Esta é a nossa abordagem para cada parte da sociedade humana e para todos: nós temos que dar-lhes a melhor explicação, e esta a sua livre escolha.

Da 4ª parte da Lição Diária dé Cabalá 01/08/12, “Introdução ao Livro do Zohar“

Instrutores De Educação Integral: Valem Seu Peso Em Ouro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós devemos preparar aqueles que agora estão fazendo o curso em educação integral para se tornarem instrutores?

Resposta: Com certeza! O método de mudar uma pessoa deve servir a toda a humanidade. Todos que entendem, conhecem e sabem como ensinar este método vão ser vistos como um tesouro público.

Eles serão necessários em qualquer empresa, na indústria, governo, escola e família, como conselheiros familiares, psicólogos, etc. As pessoas vão precisar deles.

É por isso que precisamos apenas educar os instrutores a partir dos nossos amigos que estudam Cabalá e o método de educação integral. Eles são a base, a fonte através da qual a força superior vai agir sobre o mundo inteiro.

As pessoas vão sentir isso. Cada pessoa vai valer seu peso em ouro. Ela vai ser muito apreciada e extremamente popular. É por isso que temos que prepará-las como professores, tutores de educação integral, para todas as idades, tanto para homens quanto para mulheres.

Da Lição Fundamentos em Cabalá 16/07/12

 

Dando Ao Mundo Um Empurrão Em Direcção Ao Bem

Dr. Michael LaitmanPrecisamos acelerar o tempo. Na véspera dos Grandes Feriados em Israel, devemos estar preparados para usar este tempo adequadamente.

Vem aí um período especial, levando ao correcto entendimento da crise ao redor do mundo. Então, aquilo de que falámos alguns anos atrás, chega hoje finalmente às páginas dos jornais. Com sorte as pessoas sentirão a seriedade da situação.

Nós não queremos que sofram, mas queremos que entendam. E depende de nós. Um estômago vazio e um bolso vazio, e uma ansiedade opressiva pelo futuro das crianças, tudo isto devemos traduzir em entendimento. Afinal de contas, o estado de crise vem de grande misericórdia; vem do Criador que deseja assim unicamente elevar-nos para o bem e abundância.

Estamos a entrar num estado muito incomum e devemos conduzir uma disseminação agressiva sem um segundo pensamento. Hoje, tiramos as luvas brancas e não nos comprometemos. Claro devemos agir de forma respeitosa, como é comum na sociedade, e ao mesmo tempo, tão abertamente quanto possível, usar todas as formas de entrega e oportunidades.

Isto irá salvar-nos. Precisamos empurrar a palavra, de forma que nos empurre para frente, e o nosso sucesso é baseado nisto. Todos os nossos esforços passados têm sido a preparação para o ataque que começa hoje e continua amanhã. E então iremos vencer.

Devemos unir-nos de forma a tornar-nos uma força poderosa e empurrar o mundo conosco. É fácil fugir da responsabilidade, mas não devemos permitir quaisquer desculpas para perceber sobre o que é que, no total, o Baal HaSulam escreve em todos os seus artigos.

O passado, presente, e futuro devem estar ligados num só. Nós próprios, o nosso centro, os grupos em Israel e ao redor do mundo, assim como a população em geral precisam de se unir num sistema único e receber um ímpeto sustentável, tendo-os ligados a todos. Esta é a única forma de vencermos. Este é o nosso trabalho, o nosso propósito.

Hoje, aquilo de que falámos tornou-se realidade, mas não em formas dramáticas. Vamos esperar que possamos evitar este drama, de que as pessoas adocem o que está a acontecer com a sua razão e sentimentos, e percebam a situação, que não se submerjam em grande sofrimento físico, e o resolvam através da análise espiritual e vão na via rápida, fácil, em vez da via longa e pesada. Isto é o que está diante de nós.

É por isso que precisamos de grande ansiedade, grande preocupação com o mundo. Não estamos felizes que os problemas dos outros confirmem que estamos certos. Estamos satisfeitos que este estado tenha chegado, e agora podemos transformá-lo num caminho notável, uma subida maravilhosa.

Está nas nossas mãos. Não devemos perder o foco. Devemos tomar o mundo pela mão e subir juntos com ele até ao Criador.

Da Conversa Durante a Refeição Comemorando a Morte do Ari, 25/7/12