Textos na Categoria 'Crise'

Uma Pergunta Retórica: “De Quem É A Culpa?”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que precisa acontecer para que as massas comecem a adotar o método de correção?

Resposta: As massas ainda não compreendem de onde todos os problemas estão vindo. Não tem a ver com o governo, planos, manipulações políticas e econômicas, ou intrigas “por baixo dos panos”. A pressão norte-americana e a mão de obra barata da China são apenas o lado externo do jogo, mas as pessoas pensam que alguém neste mundo ainda tem poder sobre elas, como se os líderes políticos como Ahmadinejad, Obama, ou Merkel pudessem realmente determinar algo.

Qual é o objetivo de ir para as ruas reivindicar alguma coisa em voz alta se isso não está funcionando mesmo assim? Quantos governos precisam mudar para nos mostrar alguma utilidade? Temos que entender de uma vez por todas que as mudanças só podem vir de Cima, pela força da natureza, e não pela vontade de algum governante. Ele é exatamente igual ao seu povo. O que ele sabe? O que ele pode eventualmente fazer no mundo global, onde o bem-estar de cada país depende de todo o resto?

Há uma lógica simples nisto. Existem mais de 250 países do mundo. O que um primeiro ministro pode fazer com determinado país sob condições de total interdependência? Quais as opções que eles têm no mercado comum? A economia global é governada por leis cruéis, e é impossível dar um passo à direita ou à esquerda uma vez que todos estão ligados à sua própria zona de influência. Será que cada chefe de Estado tem direito a uma varinha mágica, juntamente com sua cadeira?

As massas têm esperança de uma mudança de poder, quando, na verdade, isso só vai piorar, não por causa de certos líderes, mas porque eles estão olhando na direção errada. As pessoas ainda estão para perceber quem está realmente no comando da situação. Se nós não disseminarmos a sabedoria da Cabalá no mundo, elas nunca irão saber, embora vão sentir que isso é culpa nossa. Elas não estão cientes da Cabalá, que escondemos em nossas mãos, mas elas estarão apontando o dedo somente para nós.

Então, como é descrita a era de Gog e Magog, o mundo inteiro estará fazendo se queixando de nós. Primeiro, haverá guerras entre as nações, e depois elas se voltarão contra Israel. Isso natural, visto que elas estão em conflito e não têm idéia do que fazer sobre isso.

Eles vão culpar os outros, até começar a entender que todos estão em perigo, todo mundo está desesperado, mas não há salvação em nada. De onde é que veio este infortúnio? De quem é a culpa? Não, não é do Obama, Ahmadinejad, Merkel ou Sarcozy . Eles não têm culpa, mas só os judeus. Como assim? É assim que eles se sentem.

É uma reação natural de um anti-semita: “É tudo culpa sua!”. Francamente, estão eles errados? Não, eles não estão. Isso é como vai ser se não disseminarmos o método de correção no momento certo e mostrar a vontade de dividi-la com o mundo.

Temos de agir à frente de todos os seus protestos e estar prontos para responder ao desejo do mundo. Temos de aplicar o medicamento antes que a doença se torne grave. No entanto, não é porque nós temos medo deles, mas porque essa é a vontade do Criador, que não quer ver ninguém sofrer.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, “A Paz”

Últimas Notícias: Treze Minutos Sobre A Coisa Mais Importante

Dr. Michael LaitmanA crise que envolveu o mundo era muito evidente nas últimas convenções que realizamos, incluindo uma realizada na Itália há três semanas e, especialmente, há uma semana em Madrid, Espanha. Lá, a crise é muito evidente. As massas estão em desordem, e a taxa de desemprego entre os jovens é de 40%. E as coisas só pioram a cada dia. Há manifestações e protestos na rua, e muito mais.

Eu deliberadamente andei pelas ruas lá e conversei com as pessoas. Elas não sabem o que fazer e estão fazendo os protestos em frente a prédios do governo. Mas o governo também não sabe o que fazer. Todo mundo está confuso e ninguém é culpado. E tudo isso porque nós estamos diante de desafios da natureza.

Postos de trabalho não podem ser criados do nada. E para quê? Ao fazer isso nós só esgotamos ainda mais rápido os recursos naturais remanescentes, arruinamos o solo e poluímos o ambiente ainda mais. Nossos recursos hídricos e aéreos vão diminuir ainda mais rápido. Então, por que deveríamos estimular a economia que se deteriora? Só para dar trabalho às pessoas? Com este tipo de conseqüências, é melhor não lhes dar!

Na Espanha eu apareci no canal de TV mais popular no horário nobre. Em vez de falar por alguns minutos, o que foi planejado de acordo com o programa, a entrevista durou 13 minutos. Você pode imaginar – treze minutos nas notícias matinais, entre os relatos dos acontecimentos mais importantes da atualidade! Eles simplesmente não conseguiam terminar a entrevista.

Minha sugestão foi simples tornou-se um conselho prático: nós temos que sentar as pessoas para estudar. Eles devem receber subsídios do desemprego (que também será a estratégia mais eficaz para poupar dinheiro) e devem aprender sobre o tipo de mundo que vivemos, o que existe na nossa frente, e que tipo de desafio a natureza está nos lançando.

Isso não é capricho de alguém ou os interesses de determinado partido ou líderes de governo. Isto não é senão a natureza, que nos desafia. E o desafio é para nós mudarmos. Nós não temos que mudar nada além de nós mesmos.

Temos que nos tornar integrais  e globais, em conformidade com a actual crise. Afinal, a crise é a sensação da própria falta de conformidade com a natureza circundante. Portanto, se nós corrigirmos a nós mesmos dessa forma, tudo se tornará equilibrado e atingirá a harmonia. Isso é o que as pessoas devem aprender.

A entrevista recebeu uma resposta positiva generalizada em toda a Espanha, bem como na América Latina e América do Norte, e isso porque esta realmente é a única forma sensata de sair da situação que foi criada. E a Espanha não está sozinha. Grécia, Islândia, Itália e outros estão em uma situação semelhante, e há muitos outros países gradualmente entrando nesta crise. Em outros lugares a crise está vindo de diferentes maneiras.

É assim que a natureza coloca uma tarefa clara diante de nós: nós temos que mudar. Nós temos que ser parte integrante da natureza como tudo que ela contém: os níveis inanimado, vegetal e animal. O homem não deve pensar que está acima da natureza e que pode fazer tudo que deseja. Sua tarefa mais importante é tornar-se, de forma consciente, parte integrante do todo.

Ao tornar-se parte integrante da natureza, ele começa a entender o que ela é e, de repente, descobre novas profundidades nela: os mundos de Assiya, Beria, Yetzirah, Atzilut, Adam Kadmon, e o mundo do Infinito. Ele já não se esconde da natureza com seu egoísmo, mas começa a senti-la como transparente. Ele finalmente entende e torna-se consciente das forças que controlam tudo, inclusive ele próprio.

Esta é a tarefa que estamos enfrentando hoje. Portanto, se desejarmos isso e usarmos a força da aspiração para frente, que existe em muitas pessoas no mundo, nós realmente aspiraremos à auto-correção, a revelação do mundo, para sair do estado de sonho, do estado de inconsciência. Então, nós atingiremos a igualdade total com a natureza, o nível do Criador.

Da 1ª lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Da Separação À União

Dr. Michael LaitmanA sociedade humana é dividida em duas partes. As pessoas cujo ponto no coração já despertou compõem uma pequena parte da humanidade: essa parte é nós. O resto das pessoas não têm o ponto no coração, ainda que um forte desejo egoísta esteja concentrado nelas.

Duas forças (positiva e negativa) agem em nós. Nós avançamos criando uma conexão entre o nosso ego e o desejo de alcançar o mundo espiritual, o qual desenvolvemos através do estudo e das forças recebidas do ambiente. A conexão construída pela combinação dessas duas forças é chamada de linha média.

O resto das pessoas, como a ciência da Cabalá explica, gradualmente se juntam a nós, achando que não há alternativa: o seu egoísmo, exigindo satisfação o tempo todo, vai sofrer. Ao longo do desenvolvimento humano o egoísmo do homem foi constantemente crescendo e esforçando-se para satisfazer-se o máximo possível. Hoje, quando o ego humano perdeu a esperança de obter satisfação, depara-se com uma crise.

Isso incentiva as pessoas a se aproximarem de nós, embora elas não saibam de quem e como se aproximar. Para tornar o caminho delas mais fácil, devemos disseminar a sabedoria da Cabalá e explicar que há um método de correção da crise. Quando elas se juntarem a nós, juntos começaremos a trabalhar na linha média e, assim, alcançar o mundo do Infinito.

O que vamos ganhar, como resultado? Vamos alcançar a eternidade e a perfeição. Nós nos elevaremos acima da nossa realidade, acima do ponto da criação do nosso Universo e do mundo inteiro, até a realidade superior.

Atualmente, o ponto no coração desperta em muitas pessoas: já há milhões delas. E as pessoas cujo ponto no coração ainda não foi revelado sentem a crise, além do egoísmo. Elas sentem que lhes falta a força positiva, sem a qual não podemos viver. Elas sabem que devem corrigir a crise, sentem que a solução está oculta na união, mas não sabem como fazer isso.

Em um mundo global e integral, tudo deve ser unificado; a natureza nos mostra isto. Hoje, ela mostra que devemos alcançar o mundo do Infinito, que somos um todo. É exatamente isso que a crise veladamente nos aponta e dirige.

Nas pessoas que deveriam conduzir a humanidade para este objetivo, a crise revela o ponto no coração, uma força positiva, que elas podem adquirir do grupo e do estudo. Com a ajuda dele, elas podem se mover em direção ao mundo do Infinito de forma independente. E aqueles cuja crise não dá a força de unificação, mas sentem que lhes falta essa força, gradualmente receberão explicações daqueles cujo ponto no coração despertou, se juntarão a eles, e junto com eles aspirarão à meta.

Da Lição 2 da Convenção na Espanha,, 04/06/11

Avançando Com Medo Da Morte

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pessoas que não têm o ponto no coração podem se associar com a nossa mensagem de união?

Resposta: Sim, elas podem. Há muito conteúdo sério que fala da necessidade de se unir. Pessoas de reflexão entendem que o egoísmo está destruindo a raça humana, enquanto a humanidade está egoísticamente destruindo a Terra, e é por isso que devemos mudar do egoísmo para a união e subir ao altruísmo. Só então aprenderemos a conviver uns com os outros e salvar nosso planeta, o único lar que temos. Afinal, não podemos nos mudar para outro “apartamento”. Muitos autores mundiais descrevem esta imagem com clareza e precisão.

A questão é como fazer essa transição. É evidente que a humanidade está à beira da guerra e enfrenta um futuro sombrio; o ego insaciável a está empurrando para isso. A solução também é óbvia: ser “bons filhos”, “amigos uns dos outros”, restringir o consumo, e aprender a distribuir adequadamente os recursos. Mas como podemos fazer isso do ponto A ao ponto B, se a natureza humana é o desejo de desfrutar? Como podemos  corrigí-lo? Como podemos transformá-lo em doação?

Uma coisa é quando falamos dos instintos básicos, como o amor materno. Mas as pessoas não costumam se sentir desta forma; o amor só aumenta quando a dificuldade vem, como resultado da necessidade. Assim, tente abrir os olhos delas para que elas possam ver como a situação é grave e mostre-lhes uma condição específica: o mundo só vai escapar da morte por meio da união e da participação mútua. Em seguida, sem ter outra escolha, eles concordarão com isso

No entanto, realizar essa transição exige que, a cada momento, em cada detalhe, cada minúscula partícula, cada migalha de pão e gotículas de água, a pessoa sinta claramente: se eu não compartilhar com as outras pessoas, eu estarei morta. Isso deve permear todo sentimento, ação e escolha. Assim deveria ser

E a razão para isso é: em seu desejo egoísta, que está constantemente buscando o prazer, a pessoa sente que vai cair morta se sucumbir ao egoísmo. Se a situação é um pouco diferente e a morte não for instantânea, ela vai roubar. Essa é a natureza do homem. Não podemos pedir ao homem o que está além de seu poder, acima de sua natureza

Assim, parece que todo mundo deve temer isso? É impossível. Na “Introdução ao TES” o Baal HaSulam escreve que nos tempos antigos, os Cabalistas recorriam ao ascetismo, como está escrito: “Viver de pão e água, dormir no chão, e trabalhar na Torá. Se você fizer isso, você será um homem de sorte”. Disso resulta que, mesmo no caminho de tais sofrimentos você precisa do poder da Torá. Caso contrário, você deve sentir constantemente infortúnios que pairam sobre você: unir-se ou perecer.

É por isso que os Cabalistas explicam que ao se submeter a tais estados dolorosos, a pessoa deve “trabalhar na Torá”.Afinal, você ainda tem que atrair a Luz que Corrige. Se não, não há vida, e não há escolha. Qualquer herói neste mundo pode ser facilmente enganado. Vivemos através de  sensações egoístas, e qualquer um pode responder da maneira que desejar. Afinal, o homem é o desejo de receber, não um herói.

Portanto, cabe a nós fornecer a solução para eles. As pessoas vão pensar que encontraram por conta própria, enquanto na realidade, ela será enviada por nós. E quanto mais depressa avançarmos, mais fácil será para nós impedir que elas sejam enganadas.

Nós devemos confiar na lógica e explicar que empregamos a força interior da natureza, o poder da união, a força vivificante que dá vida a tudo o que existe. Todas as nossas definições devem ser levadas um pouco mais perto das pessoas, para que elas não comecem a pensar que estamos falando de alguma força sobrenatural que trabalha além da natureza das coisas. Não, ela é a base da própria natureza e se mantém para nos ajudar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Aproximar As Pessoas Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: A crise global já se apresentou publicamente. Quando as pessoas começarão a fazer perguntas sobre o que está acontecendo? Quando virá a tempestade?

Resposta: Isso depende de nós. Nós temos dar o melhor de nós para disseminar o método da nossa correção. Nossa mensagem é simples, e podemos oferecê-la aos governos dos países que já estão em apuros.

O principal problema é o que fazer com o altíssimo egoísmo. O ser humano tem um desejo normal (material) de prover tudo o que for necessário para sua existência. Ele precisa de comida, família e outras coisas, sem as quais não pode viver. Além disso, seu desejo egoísta, que visa receber mais, continua crescendo. Isso é tão inerente a cada um de nós que não podemos nem mesmo definir o que é uma necessidade básica.

Será que uma pessoa ficará satisfeita se receber o pão de cada dia, por assim dizer? Não, não vai. Então, o que fazemos com o egoísmo? Com o que nós podemos encher o buraco negro?

A resposta para isso é a seguinte: o egoísmo cresceu para que possamos transformá-lo em desejo espiritual, um vaso espiritual cheio de realização, doação, amor e, finalmente, Luz superior. Como isso é feito? Como podemos fazer uma transição da sociedade de recebedores, insaciáveis na sua busca de riqueza material, para uma sociedade de consumo mínimo, baseada nas necessidades básicas?

Caso contrário, o mundo não será capaz de existir, devido ao rápido escoamento dos recursos. O consumismo não será mais capaz de satisfazer o nosso egoísmo. As pessoas do mundo não serão capazes de comprar de loja em loja, enchendo os carrinhos “até a boca”. A festa acabou, e a partir de agora todos recebem apenas o que necessitam.

Assim, como as pessoas ficam satisfeitas? Nós devemos enviar todas elas para a escola. Elas receberão todos os bens necessários em troca dos seus estudos. Caso contrário, elas não têm direito nem a isso. De fato, por que deveriam? Problema é problema, e todos estão na mesma situação. O governo lhes dá as necessidades básicas, todas continuam vivendo onde devem, a estabilidade é preservada e, ao mesmo tempo, todas começam a estudar.

O que elas estudam, exatamente? Elas estudam as leis da vida no sistema integral. Na realidade, elas são as leis do grupo, mas a Cabalá não é mencionada nas aulas. O assunto refere-se a sistemas e mecanismos pertencentes a uma sociedade unificada. Recebendo tudo o que precisam, ao menos durante as aulas, as pessoas ouvem e estudam os fatos, provando que não temos outra maneira de sobreviver, exceto através da unidade.

Você está lidando com “selvagens” que vem para aprender, que querem apenas ganhar dinheiro e obter determinado benefício. Mas, aos poucos, eles começam a entender que não há outra opção, que entramos em um novo sistema, e que o mundo irá se desenvolver de forma diferente agora. O consumismo terminou; este tipo de sociedade está morrendo. Ela não viveu tanto tempo assim, de qualquer maneira, no máximo cem anos, do final do século XIX até os anos 70-90 do século XX. E mesmo durante esse período houve crises, incluindo a Grande Depressão dos anos 30.

Assim, as pessoas começam a estudar, enquanto o governo lhes dá tudo o que precisam, o que é muito menos dispendioso do que a criação de novos empregos. Isso é inútil, pois ninguém vai comprar o que pode ser produzido. Além disso, as matérias-primas e energia estão quase mortas.

Assim, a solução mais concisa e barata é enviar as pessoas para a escola, independentemente do local dela: em casa, via Internet, nos teatros, ou em qualquer outro lugar. A chave é colocar sob a estrutura da educação. Entretanto, o estudo vai tornar a pessoa sábia e fazê-la entender que está entrando num mundo novo, onde as leis anteriores não funcionam. O Baal HaSulam escreve assim: nós devemos ir para a escola e aprender novamente a viver no futuro.

Finalmente, graças aos estudos, as pessoas ganharão um novo desejo e começarão a perceber mudanças nele, até começarem a entender que a realização pode vir de outro nível, mais elevado. O processo será gradual já que estamos lidando com uma massa gigantesca que está começando a amadurecer. Isso vai realmente nos transformar.

A partir de hoje, não temos outras opções. É por isso que ninguém consegue descobrir nada. Mas imagine a quantidade de Luz que estas centenas de milhares de pessoas podem atrair, apenas ouvindo o que lhes é ensinado. Essa é a solução apontada pelo Baal HaSulam, a solução que nos é adequada logicamente, já que não há qualquer outro meio, exceto aproximar as pessoas um pouco mais da Luz.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

A Necessidade Da União Está Amadurecendo

Dr. Michael LaitmanO tema do nosso Congresso é “União: o Futuro do Mundo”. Eu estou muito emocionado, porque depois de muitos anos estudando Cabalá, a união do mundo e a necessidade dela estão finalmente começando a se tornar aparente.

Ao longo de bilhões de anos de desenvolvimento do nosso mundo, bem como no processo de vários eventos antes de sua concepção, tudo evoluiu justamente para este ponto – o ponto de percepção da necessidade de união. Somente agora ele está começando a despertar, a ser expresso, e mostrar a sua necessidade. E você e eu estamos no centro desta realização.

Tudo começou quando a única força da natureza, a força de doação, ou o Criador, que é a mesma coisa, começou a atuar, emanando e criando a matéria. Primeiro, ela criou a matéria espiritual, ou seja, o desejo: o desejo de ser preenchido, o desejo de sentir a si mesmo e tudo ao redor.

Este desejo se desenvolve sob a influência da força inicial, a força da natureza. As fases de seu desenvolvimento são chamadas de “as quatro fases da expansão da Luz Direta”. Todo o propósito do desenvolvimento da criação, ou do desejo, encontra-se em torná-la semelhante à natureza, em ter que alcançar uma harmonia saudável, ou em outras palavras, alcançar a equivalência e adesão com o Criador, pois a adesão é alcançada através da equivalência de forma. É necessário que a matéria, ou seja, o desejo que está em oposição à Luz, oposto à qualidade de doação, finalmente passe por todas as fases do seu desenvolvimento e perceba que o melhor e mais elevado estado é a equivalência com a Luz, a equivalência com a natureza perfeita, a harmonia e união com ela.

No entanto, para atingir este estado, é necessário primeiro sentir que você é totalmente oposto a ela, ou seja, sentir-se em uma qualidade que é completamente oposta à Luz, experimentar o egoísmo, a crueldade, o desejo de pensar só em si mesmo, apenas a sensação de si, a incapacidade de sentir alguém ou de pensar em outra pessoa, a menos que seja para seu próprio benefício, a menos que traga benefícios pessoais, a menos que isso signifique usar os outros. É assim que as qualidades, que são as mais opostas à Luz, precisam ser expressas na criação.

Em nosso mundo, essa criação é o homem, que passa por uma enorme quantidade de fases de desenvolvimento ao longo da história, até atingir a sensação e, o mais importante, a percepção de que é completamente oposto à força da natureza. Este é um processo muito difícil e demorado. Ao longo de centenas de milhares de anos nós avançamos e o egoísmo ficou gradualmente mais forte dentro de nós. Externamente, nós vemos como o homem desenvolveu-se em sua formação social até atingir o estado atual. Como um todo, esse egoísmo, esse desejo sempre nos empurrou para a frente até o presente momento.

Agora, como ultimamente, estamos começando a nos convencer de que esse egoísmo, essa natureza que temos, é realmente nosso inimigo, e nosso único inimigo. Ao separar-nos uns dos outros, ele literalmente nos priva da possibilidade de viver normalmente, mesmo no nível deste mundo material.

Nós estamos nos tornando cada vez mais fechados, cruéis, separados, assustados, e estamos assumindo uma postura defensiva, privando-nos de uma vida normal e perdendo o sentido da existência. E de fato: Por que vivemos? Só para nos defender e proteger? Somente para nos colocarmos em algum tipo de limites e viver nele determinado período de tempo com certo nível de conforto e segurança? Isso é tudo?

É assim que se sente o homem neste mundo, a medida que se torna cada vez mais cruel, por natureza, com o tempo. Nós fazemos assim. O nosso egoísmo nos leva a isso.

No final, tudo isso está sendo expresso como uma enorme crise. Em alguns países, a crise se faz sentir mais, e em outros menos, mas ela está amadurecendo. Não importa o quanto a ocultemos, não podemos fazer nada em relação a isso. Ela se expressa cada vez mais na economia, na estrutura social, na diminuição do papel da família, e em todos os problemas que surgem na nossa sociedade, como a crise da educação, drogas, terrorismo e assim por diante.

Em todas as áreas da atividade humana o homem está enfrentando várias crises, mas no final é tudo uma crise de nossa oposição à natureza. Naturalmente, isso só pode ser corrigido nesta essência.

Nós não podemos corrigi-lo de outra maneira. Vemos como os líderes mundiais estão tentando, como as autoridades são incapazes de fazer qualquer coisa, e mesmo os tiranos, que usam o dinheiro e os exércitos que estão à sua disposição, são incapazes de mudar algo. O mundo está inexoravelmente caminhando para uma grande ruptura. A força e o poder ainda estão tentando manter o mundo nos limites anteriores, mas já não conseguem fazer isso.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Oferecendo ao mundo uma solução

Pergunta: Milhões de pessoas em todo o mundo desejam crescer espiritualmente. Mas e quanto ao resto?

Resposta: Todo mundo sofre, todo mundo sente-se mal. Veja como cresce o descontentamento em torno do mundo. Não é óbvio que estamos à beira de adversidade? Este processo está acelerarando a uma velocidade impressionante. Recentemente recebi uma carta da Espanha, onde as pessoas comuns estão enfrentando sérios problemas. O desemprego está subindo rapidamente aos céus.

É assim que o Criador está empurrando e fazendo com que todos o encarem. Querendo ou não, as pessoas começam a perguntar: “O que fazemos? Como sair das dificuldades? “Primeiro, evitar dificuldades é a chave: Se uma pessoa não tem nada para comer e sem dinheiro para pagar o aluguel, se ele ou ela não tem necessidades, questões espirituais dificilmente lhes interessam. Mas você pode mostrar-lhes a solução.

Leia o que os analistas escrevem, pesquise onde quiser hoje, ninguém tem soluções para os problemas que o mundo está enfrentando. Pelo menos muito já é evidente. Aqueles que ainda estão no poder, bem como os comentadores políticos têm plena consciência de que chegamos a um beco sem saída. Ninguém tem a coragem de levantar a mão e oferecer uma solução própria. É demasiado óbvio como irrealista e impraticável qualquer coisa que eles possam oferecer. E neste tipo de situação, só podemos falar. Precisamos nos apressar para fazê-lo.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

Material relacionado:
Eu Não Posso Viver Com Ou Sem Eles
Quando A Crise Se Torna Insuportável

Viver De Acordo Com Regras Diferentes

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá explica que, se nós quisermos voltar à nossa raiz (que é exatamente o que nós almejamos, o que é importante para nós), teremos que nos elevar acima do nosso universo, para uma dimensão maior, acima da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade). Em outras palavras, nós devemos realizar uma ação oposta à quebra desse desejo criado de modo único: nós precisamos nos conectar uns com os outros novamente.

O nosso egoísmo não desaparece na nossa conexão; pelo contrário, ganhamos a força para superá-lo. Assim, a força da nossa união é 620 vezes maior do que era inicialmente, no momento de nossa criação, e é por isso que nós sentimos e entendemos a nós mesmos, a realidade, e o Criador do jeito que eles são. É por isso que nós crescemos no nosso mundo e nos desenvolvemos a partir dos níveis vegetal, animal e humano, onde o nível humano implica equivalência com o Criador.

Nós nos desenvolvemos por muitos anos no nível humano, até que o nosso ego se tornou tão grande que não podíamos conviver uns com os outros como antes. Nas gerações anteriores, estávamos conectados uns com os outros. Cada um sentia como se pertencesse a uma família, tinha uma casa, pais, filhos e netos. Ele sabia que tinha parentes e amigos que poderiam ajudá-lo nos momentos difíceis. As pessoas estavam ligadas às suas famílias e viviam em grandes famílias, clãs e tribos.

Hoje, nós rapidamente nos desconectamos dos nossos parentes, e os nossos filhos vão se afastando de nós ainda mais rápido. A conexão entre nós está perdida e não sentimos necessidade dela. A família não parece algo obrigatório. Não importa que estejamos sozinhos; nos sentimos livres assim. Nosso desejo egoísta tem crescido tanto que não nos importamos com nossos familiares e dificilmente nos interessamos por nossos amigos.

Antes, nós tínhamos um monte de amigos. Participávamos de vários clubes e conhecíamos pessoas que tinham interesses em comum. Hoje, a pessoa dificilmente tem um amigo. As pessoas preferem ficar sozinhas. Elas são indiferentes em relação a seus países e podem se deslocar para locais diferentes com o coração leve. O mundo tornou-se redondo e sem fronteiras.

Além disso, o desenvolvimento do ego nos trouxe a um ponto onde perdemos nossa conexão egoísta natural. O ego nos preparou para um estado onde podemos nos unir pelos laços de uma nova conexão que é realizada e completada por nós, de modo que todas as fronteiras e diferenças naturais entre nós, que foram causadas ​​pelo egoísmo, desaparecem, e podemos subir ao nível “humano”, organizado não pelo grau de parentesco, mas de acordo com a afinidade espiritual.

Da Lição 2 na Convenção de Madrid, 03/06/11

É Tempo De Começar A Cuidar Do Mundo

Dr. Michael LaitmanQuando a pessoa começa a praticar no grupo, tentando sair de si mesma e se unir com os desejos dos outros em amor e doação, trabalhando acima de seu egoísmo, ela descobre uma distância que a separa dele: a medida completa do seu ódio e resistência egoísta. Gradualmente, ela começa a ver quão infinita é essa distância, isto é, como ela está distante dos outros.

Porém, quando a pessoa trabalha em si mesma e alcança certa proximidade, ela descobre que a distância, assim como a Luz superior (a força superior) está oculta. Resulta que a distância entre ela e os outros está dividida em 125 estágios ou degraus. De modo geral, esse caminho está subdividido em cinco mundos, cada um dos quais consiste de cinco Partzufim, enquanto que cada Partzuf é formado por cinco Sefirot, que também se conta como dez.

A cada novo degaru a pessoa se ajusta mais acuradamente à forma considerada como um Partzuf espiritual, que inclui dez Sefirot. Nós nos movemos adiante ao nos revestir neles e nos estruturar internamente para nos compatibilizar com eles. Gradualmente, nós nos aproximamos de sua forma ideal, até que toda a estrutura da Árvore da Vida tenha se vestido na pessoa. Por isso foi dito que o homem é a Árvore da Vida.

Hoje, no estágio final da evolução da humanidade, nosso egoísmo está saciado. Ele não pode mais se desenvolver. Assim, nós nos sentimos deprimidos, exaustos, e nos voltamos para as drogas e para o terror, insatisfeitos com o modo que vivemos.

Essencialmente, nossa saciedade egoísta é o impulso para sair para uma realidade mais elevada, para nos enriquecer com o amor. De fato, nós não temos outra escolha. Nós pensamos que estamos restringidos pelo mundo integral aprisionado em nós, mas isso está além do ponto. É chegado o tempo da humanidade subir a outro nível de existência, a uma dimensão mais elevada. Por isso o mundo está mudando tão rapidamente diante dos nossos olhos.

Esperemos que tenhamos sucesso em educar o público a alcançar o amor e a união, para que as pessoas possam pisar na nova dimensão tomando um atalho prazeroso, sem mudanças drásticas. Essa é a única razão de estarmos trabalhando ao redor do mundo e contando a todos sobre nossa experiência.

Nossa percepção do mundo ordena que expliquemos às pessoas tão rápido quanto possamos que o mundo está entrando num novo estado, que a natureza é totalmente global. Nós precisamos explicar que a natureza nos colocou numa espécie de “bolha”, onde somente uma força está agindo, e se nós não nos harmonizarmos com essa força, iremos enfrentar enormes problemas.

Mas, como nos harmonizar com a força unificada? Para fazer isso, nós precisamos estar conectados da mesma maneira que os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza estão ligados instintivamente. Toda a ecologia é somente uma rede integral de laços, onde somente o homem em seu egoísmo destrói esse equilíbrio. Se nós não nos harmonizarmos com a natureza, não sobreviveremos.

Assim, nós estamos disseminando a Cabalá e explicando à humanidade a necessidade de união, de subir acima do egoísmo e nos alinhar da melhor maneira para nos compatibilizar com a natureza. De outra forma, nós somos um tumor canceroso em seu corpo, que consome o ambiente e morre.

Certamente, existe uma diferença entre o progresso interno, pessoal, e individual e o nosso trabalho em escala global, que oferece uma qualidade inferior. Todavia, nós nos responsabilizamos por essa tarefa simplesmente porque é tempo de começar a cuidar do mundo inteiro. É para isso que a sabedoria de Cabalá é destinada.

Da Palestra em  Roma 20/05/11

Quando A Crise Se Torna Insuportável

Dr. Michael LaitmanA crise que sentimos hoje é um indicador da nossa falta de unidade entre nós. Em essência, a crise deixa-nos ver que somos egoístas e individualistas completos que vivem num mundo global. E este é o problema. A Natureza está a revelar-nos a globalidade do mundo, mas a nossa natureza egoísta é completamente oposta a ela.

Esta diferença ou abismo entre as duas é sentida por nós como crise. É por isso que sentimos dor e confusão em tudo o que fazemos, e é a razão porque somos colhidos por doenças e infortúnios. Isto vem da falta de semelhança entre o nosso desejo egoísta e a Luz superior.

Por isso, temos de ver a crise actual como o ponto inicial da ascensão da humanidade para o estado especial do qual descendemos, de acordo com o programa contido na partícula informativa que nasceu pela Luz. Nós nascemos aqui, no nosso universo, e agora estamos a voltar a esse estado perfeito.

A parte da humanidade na qual o ponto no coração veio à superfície está a desenvolver-se com a ajuda de duas forças. Tudo o que precisamos são das condições correctas: o grupo, estudo, e o professor. A segunda parte da humanidade está a atravessar um processo de desenvolvimento e a atingir um estado de crise que se está a tornar insuportável. Aqui é quando surge uma questão: O que é que significa “insuportável”?

A sensação de sofrimento horrível pode levar a humanidade a guerras, aniquilações, e todo o tipo de problemas. É exactamente isto que está a acontecer: parte da população está a esquecer-se de tudo através de drogas, outros participam em terrorismo, e outros ainda não estão preocupados com nada – eles afundaram-se completamente no roubo. O egoísmo está a quebrar-se em todas as direcções. Devido à falta de satisfação interior as pessoas sentem que não sabem o que fazer com elas próprias.

Estes fenómenos negativos estão a expor toda a extensão de desespero e descrença que a humanidade sente hoje. E as pessoas não são as culpadas disto. Elas sentem uma pressão interior muito grande, que está a causar explosões de violência. Então o que pode ser feito para aliviar a sua situação?

Já falámos sobre a disseminação da ciência da Cabalá. Esta é a salvação. Se disseminarmos a sabedoria da ciência da Cabalá antes do ego das pessoas vir à superfície, então iremos salvar o mundo de grandes problemas. Por isso, tudo depende das pessoas com um ponto no coração.

Nada depende do mundo e não devemos esperar que seja feita qualquer acção por outras pessoas que não têm um ponto no coração. Elas não têm a força positiva que é capaz de subjugar os seus egos. Elas são apenas transportadoras de um enorme desejo egoísta, e apenas nos dão uma adição da sua insatisfação e dor.

Temos de processar este enorme desejo, sintonizá-lo, e juntos com ele aspirar à unidade. Temos de continuar a estudar e, em resposta, aumentar a disseminação, com ênfase especial na necessidade de nos unir. Somos aqueles que têm de unir em um o nosso desejo comum quebrado– o nosso vaso espiritual comum. Mesmo que ele esteja quebrado, contém partes que estão interligadas, apesar de elas terem qualidades de desejo completamente diferentes. Por isso, se todos os outros se juntarem a estes desejos interligados, eles ficarão também incluídos nesta ligação.

É assim que uma parte da humanidade constrói activamente uma ligação entre cada um, enquanto que a outra parte da humanidade participa no processo de forma passiva.

Da 2ª Lição de Convenção de Madrid 04/06/11