Textos na Categoria 'Crise'

O Primeiro Contato Com O Método De Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Somente após a conclusão da fase atual é que o desejo percebe que deve ir para o próximo nível. Como é que nós vamos convencer a humanidade que o desejo egoísta atingiu seu limite?

Resposta: Nós não vamos convencer ninguém. Nós queremos que as pessoas percebam que é assim por si mesmas. Esta tomada de consciência nunca deve vir de nós. Pelo contrário, as mentes inteligentes da humanidade entendem que é impossível continuar egoisticamente, uma vez que estamos consumindo a nós mesmos e, com isso, a Terra.

Isso ainda não é tão óbvio e não nos faz tremer, mas já penetrou na nossa mente. Nós já entendemos que esse é o caminho do mal, apesar do fato de não o sentirmos ainda. Afinal, uma sensação é uma correção realizada.

As pessoas estão preparadas para discutir esta questão, mas não sabem como resolvê-la. Elas têm um linha de conexão básica com o método, um entendimento de que a natureza do homem deve ser corrigida, mas ainda não sabem como fazê-lo.

Nós estamos sendo arruinados pelo egoísmo, o nosso “anjo da morte”. O público “pensante” está disposto a concordar com tudo isso. No entanto, eles ainda não têm claro como corrigir isso e qual o benefício que isso trará. Ainda assim, é um começo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Quando Um Fluxo Se Transforma Em Um Rio

Dr. Michael LaitmanPergunta: No que devemos nos concentrar: na disseminação externa ou na conexão interna?

Resposta: Em primeiro lugar, disseminar exteriormente, para que as pessoas saibam que a crise pode ser superada, que na realidade isto não é uma crise. Da mesma forma, a descida do Rabi Shimon antes da sua decisiva subida acabou sendo o estado mais agradável e desejável.

A crise destina-se ao nosso bem. Usando-a corretamente, podemos chegar ao melhor estado de forma fácil, livre, e sem problemas.

Recentemente, eu fui perguntado: “Pelo que podemos substituir o desejo humano, que seja maior do que as necessidades da vida normal?”. Isso é basicamente o que nós temos que explicar às pessoas.

A crise é realmente para o nosso bem. De uma forma ou de outra, nós alcançaremos o equilíbrio entre nós, o equilíbrio com a natureza. Não temos para onde fugir: ou a matriz da natureza, aproximando-se de nós, nos corta em pedaços pela força e nos conecta novamente em uma “mistura”, uma “massa” coletiva, ou alcançamos isso voluntariamente, a fim de nos transformar e unir. A diferença é enorme.

Se compreendermos esse movimento corretamente, então certamente a crise é para o nosso bem. Nós podemos transformar uma vida trágica, que ameaça a nós e nossos filhos, em uma bela subida. Nós temos que explicar isso para o maior número possível de pessoas.

Quando a Cabalá era disseminada através de um pequeno fluxo, de mestre a discípulo, bastava que algumas pessoas com alto conhecimento a passassem de forma plena, precisa e clara. No entanto, este fluxo tornou-se um grande rio que envolve toda a humanidade. A crise global e integral está chegando, e nós não estamos falando do nível do ensino, dos detalhes, mas da amplitude e acessibilidade.

Com esse propósito, o Baal HaSulam escreveu artigos como “A Revelação da Divindade”, “A Garantia Mútua”, e “A Liberdade”. Eles fornecem informações iniciais, devidamente dirigidos ao público mais variado e amplo possível.

No nosso tempo, a força geral de correção existe exatamente nas massas, nas enormes massas de pessoas. Através de nós, elas entendem qual é a questão, nós tornamos sua vida mais fácil com o amor para com elas. Em resposta, elas darão um pequeno empurrão para a frente, e nos afetarão também. Diz-se a este respeito que as nações do mundo nos levam ao Templo do Criador, isto é, eleva-nos. Elas nos elevam especificamente porque nós lhes damos o método.

Da Lição Diária de Cabala em Moscou 14/06/11, Shamati # 4

A Matriz Global: Não Há Tempo Para Nós Mesmos

Dr. Michael LaitmanA crise está se abatendo sobre o mundo, e as pessoas sentem isso, sentem que as coisas estão ficando pior para elas. De fato, não vai ficar melhor, a menos que comecemos a corrigi-lo através da harmonia com o Criador ou a Natureza circundante, que é a mesma coisa

É por isso que nós precisamos procurar as pessoas que responderão ao nosso chamado; nós precisamos disseminar, “lançar a informação”, utilizar melhor a Internet como um meio. A Internet é praticamente a nossa única oportunidade de estar em todo lugar de graça. Primeiro, precisamos nos organizar, mas por outro lado, quando você começa a organizar os outros, você também se organiza.

A primeira coisa que precisamos para o nosso trabalho é a união interna, e, claro, o aspecto mais importante do nosso trabalho é a disseminação. A crise nos mostra claramente que precisamos cuidar mais dos outros do que de nós mesmos. Nós alcançaremos a meta mais rápido, descendo a avenida mais confiável, se disseminarmos a Cabalá. Através da crise iminente, o Criador está nos mostrando que não temos tempo para nós mesmos. Nós só temos tempo para o mundo: ao organizá-lo, vamos organizar e corrigir a nós mesmos

A crise global tornou-se evidente apenas alguns anos atrás. Ecologistas têm gritado que estamos em apuros há um longo tempo, mas foi especificamente a crise econômica que nos deixou em pânico. Por que econômica? Porque ela reflete as conexões entre as pessoas egoístas: auando essas conexões se tornam globais e integradas, tornam-se um problema.

O que é a economia? É uma representação, uma expressão de nossa conexão egoísta: a quantia que cada um de nós quer mas é incapaz de obter e só conforme permitem as relações e uniões egoístas e econômicas, de acordo com o princípio “Eu por você e você por mim”. A economia é o egoísmo puro em sua forma clara, dura e real. E quando de repente ele entra em um estado global e integrado, descobrimos que este estado é completamente oposta a ele.

Podemos negociar qualquer coisa, mesmo armas atômicas, como resultado do medo. Mas nós somos basicamente incapazes de negociar economia: todo mundo está puxando o cobertor para o seu lado. De que outra forma pode ser?

Este é o nosso problema principal . A economia já está se manifestando no mundo como um sistema global, integrado e interligado, mutuamente inclusivo, e as pessoas ainda não estão prontas para isso.

Esta é a maior discórdia que pode existir em nosso mundo, a maior manifestação aguda da nossa inconformidade com o sistema que agora está se manifestando diante de nós. Nós fomos pegos em uma rede, uma matriz analógica, onde todas as partes dependem umas das outras. Estamos nela incorporados contra a nossa vontade; somos ligados dentro dela pelos antigos laços da economia egoísta de antes, e não temos como escapar. Esta é a natureza desafiando-nos e nos mostrando claramente: “Pessoal, o tempo acabou”.

Nós precisamos avançar por nós mesmos e aliviar este estado, levar a humanidade ao pleno acordo com esta matriz através de explicações, da educação e assim por diante. Se nós não avançamos nesse sentido, mesmo da menor forma, conforme nossas capacidades, então a crise se aproxima.

A matriz tem seu próprio programa de aproximação em relação a nós, e como resultado, até mesmo contradições maiores ocorrem no mundo, como revoluções, guerras, diferentes cataclismos, e assim por diante. O despertar de um vulcão provoca graves consequências em escala global. E se 20-30 vulcões despertassem? Estamos reféns do desconhecido, estamos sentados sobre um barril de pólvora: a nossa Terra com as forças titânicas borbulhando dentro. Nós temos que entender isso e não provocar a dura atitude da natureza para conosco. No entanto, ao contrário, nós perturbamos o seu equilíbrio, e não apenas no sentido ecológico.

É por isso que todos os nossos grupos, todos devem estudar conosco e disseminar. A própria natureza nos obriga. Esta é a única forma de nós avançarmos e abordarmos a matriz global.

Da Lição Diária de Cabala em Moscou 14/06/11, Shamati # 4

A Oferta Que Não Devemos Recusar

Dr. Michael LaitmanA Natureza, de forma instintiva, firme e automática, suporta o sistema de reciprocidade, interconexão, harmonia, assistência, globalização e integração, sustentando assim a vida. Portanto, nós dizemos que a força superior é a força do amor. No entanto, os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza têm um “pequeno” elemento adicional: o homem, a sociedade humana que não deseja seguir esta lei. Ela é criada intencionalmente de modo a evoluir de forma aleatória, empurrado por seu egoísmo.

Imagine um gigantesco sistema onde uma parte, que é a mais avançada, eficiente e frágil, não funciona em sincronia, em harmonia com o resto. Portanto, todo este sistema aos poucos atinge um estado de completo desequilíbrio. É isso que nós estamos começando a finalmente perceber. A humanidade tornou-se um tumor canceroso consumindo tudo fora de si, quebrando o equilíbrio, e, naturalmente, causando uma reação correspondente.

Como então alcançamos a harmonia? Afinal de contas, caso contrário, destruiremos todo o organismo. Isso está se tornando óbvio. Não é preciso ser um profeta para ver para onde as coisas estão indo.

É exatamente isso que a sabedoria da Cabalá descreve: como precisamos nos corrigir através do estudo das leis da natureza integral. Não entre em misticismos e comece a estudar fenômenos astrais; tudo o que temos a fazer é aprender as leis dos sistemas integrais, fechados e globais, que são também chamados de redes analógicas, conhecidas por nós da engenharia. Há uma quantidade enorme de material científico matematicamente preciso que nos informa como sistemas fechados apoiam o seu equilíbrio interno.

Nós temos que estudar a nós mesmos como os elementos inadequados para esse sistema em nossas ações, desejos e pensamentos. E se nós sinceramente desejamos alcançar algum tipo de existência normal, mesmo ao nível do mundo material (sem mencionar o que mais podemos revelar, quando entramos em homeostase com a natureza), então nós alcançamos a harmonia geral.

Hoje, isso pode parecer um pouco desnecessário e desagradável, mas, no entanto, a natureza já está empurrando, forçando, e exigindo de nós os esforços internos e as ações destinadas a transformar a nós mesmos. Afinal, estar alinhado com a natureza circundante significa considerá-la, e não simplesmente consumir e exaurí-la. Como e em que sentido podemos mudar a nós mesmos?A parte onde a Cabalá discute isso chama-se a “Garantia Mútua”.

Garantia é o nosso acordo mútuo (não só referente a nós mesmos, mas a toda a natureza) para alcançar a compreensão e o equilíbrio total. Em termos de Cabalá, é Malchut do mundo do Infinito ou, em outras palavras, uma qualidade comum e mútua de amor e doação.

Obter a “qualidade do amor” significa levar em consideração as necessidades do outro como minhas. É exatamente assim que todas as partes do nosso organismo interagem no nível biológico. E a natureza nos empurra para alcançar o mesmo grau em nossa interação social por meio da unificação social com o outro. Ela pode nos forçar a fazê-lo, causando sofrimento. Se, no entanto, começamos a avançar nessa direção, seremos transformados de forma rápida, confortável e fácil. É isso que a sabedoria da Cabalá nos oferece para aprender.

Da 5ª Lição na Convenção de Moscou, 11/06/11

O Livro Guia Para a Bondade

Estamos em uma realidade desconhecida, e até hoje, enquanto existimos neste mundo, ainda não entendemos exatamente onde estamos, por qual programa nos desenvolvemos, e qual objetivo estamos seguindo. Nós não entendemos nada em nossa vida, e somos protegidos pela ocultação, nos consideramos espertos e inteligentes, como se tivéssemos o conhecimento, a nossa própria opinião e o livre arbítrio.

Mas quando um golpe e sofrimento nos pega de supresa entendemos que somos incapazes de qualquer coisa, que nós não entendemos nada, e não temos qualquer chance de nos comportarmos de forma inteligente. Especialmente agora, durante um momento de crise, vemos que não temos qualquer chance de nos relacionar com a realidade de forma correta, que estamos diante de problemas e nem sequer temos a menor capacidade de compreendê-los. Mesmo se, às vezes, entendemos algo um milímetro antes do tempo, isso não nos permite mudar o nosso estado ou a nos comportarmos de forma diferente. Mesmo se decidirmos que nós realmente precisamos mudar e começar a nos comportar de maneira diferente, não temos forças para mudar o nosso comportamento. Então, qual é o uso de tais decisões, se não podemos mudar a nós mesmos, a influência de um ao outro, e todo o mundo? [Leia mais →]

O Mundo Global Não se Divide em Partes

Há duas forças que nos influenciam: uma nos leva por trás, e a outra nos puxa para a frente. Assim, a Cabala afirma que nós temos duas maneiras de atingir o objetivo.

1. Se fizermos a força que nos puxa para frente maior do que a força que nos empurra por trás, vamos avançar de uma forma confortável e rápida com a compreensão e desejo. Então, uma estrada muito agradável e rápida para correção pessoal e a revelação de nosso estado perfeito abre diante de nós. Neste caso, vamos perceber o estado atual como um ponto de viragem, um trampolim para um salto muito gentil e bom.

2. Se não nos esforçarmos em frente e ajudamos a todos os outros, ou seja, toda a humanidade, a força negativa vai nos empurrar para a frente através do sofrimento. É claro, levando em consideração a nossa interconexão global em todo o mundo moderno, que sofreria mais ainda. [Leia mais →]

Cinco Passos Para Sair Da Crise

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho uma pergunta sobre os níveis superior e inferior. Em nosso estado, o que significa receber um desejo do nível inferior? O que posso fazer com ele e para onde posso dirigi-lo? Como posso receber este desejo mais cedo e avançar sem perder tempo?

Resposta: Na verdade, nós estamos entre o mundo superior e a humanidade. Se quisermos receber os desejos de toda a humanidade, a fim de elevá-los, e receber do Alto a Luz Superior para levá-la para baixo, então este esquema funcionará. Para isso, nós devemos disseminar às massas o conhecimento sobre a solução do problema da nossa crise geral, a qual a humanidade está apenas começando a sofrer. Há muitos problemas pela frente.

Por isso, nós temos que tomar as seguintes medidas: 1) Precisamos fazer com que a humanidade conheça a crise, que ela é proposital e não aleatória; 2) A fim de nos elevar, nós devemos receber da humanidade seu desejo de ascender, de sair desta crise; 3) Nós devemos elevar esses desejos a fim de realizá-los dentro de nós mesmos; 4) Receber a satisfação geral neles, e 5) Passá-los para baixo. Assim, nós trabalhamos com o superior e o inferior.

Da 6ª lição na Convenção de Moscou 12/06/11

Não Uma Crise Mas Uma Descoberta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como explicamos ao público que a era do consumo galopante está a acabar?

Resposta: A pessoa não precisa de explicações para se sentir com fome; contudo, quando a crise bate, apenas o governo consegue dar-lhe comida.

Pergunta: Portanto, estamos a construir um estado de bem comum, não estamos?

Resposta: Certamente estamos, uma vez que a função do estado é fornecer a todos abrigo, sustento, roupas, cuidados médicos, e por aí fora. Necessidade básica não é um pão de forma e um copo de água por dia. Não, estamos a falar de uma existência normal, mas não mais que isso. Para o resto, educamos uma pessoa como receber a satisfação ideal de outra fonte, em vez de correr atrás das “bênçãos da civilização”.

Está a chegar ao fim de qualquer forma, e não há nada que possamos fazer sobre isso. O mundo está a afundar-se na crise, a qual deve provavelmente demonstrar-nos que não podemos consumir mais do que precisamos. Você pode não querer aceitar isso, mas a natureza irá forçá-lo a tal, quer goste ou não. Além disso, não podemos explicar ao público o que está a acontecer e dizer-lhe como precisam de agir, isto é, construir um novo governo, um novo mundo integral, a não ser que os enviemos para a escola.

Tal como ensinamos crianças, também ensinaremos adultos sobre as leis pelas quais o mundo opera, o mundo em que eles se encontram agora. Afinal de contas, se uma pessoa não compreende os mecanismos de um mundo inteiramente integro, ela não pode sobreviver nele. Não há solução mais efectiva e acessível para transformar as pessoas que uma educação global.

Você deseja continuar a obter o que precisa? Aqui vamos nós, só não se esqueça que se deve vir à aula. Você quer provocar distúrbios? Isso não irá resolver os seus problemas.

Recentemente, Amr Moussa, o candidato presidencial Egípcio, admitiu que em vez de um novo começo, a revolução resultou numa crise ainda mais profunda que não parece vir a acabar. Ele falou com dor uma vez que esta viragem de eventos era a última coisa que ele esperava encontrar. Não é culpa dele ou de Mubarak: eles simplesmente não vêm o processo como um todo. As pessoas pensaram que o novo governo encontraria os fundos, mas o dinheiro é inútil agora.

Assim, não há outra forma excepto perceber quantos alfaiates, agricultores, e outros trabalhadores precisamos de forma a manter uma pequena percentagem da população nas áreas de produção necessárias, enquanto o resto tem de ser enviado para a escola. Esta é a única escolha pois tal é o programa. Esta é a única solução que fornecerá às pessoas as necessidades básicas de forma a não se revoltarem e perceberem que já não há para onde ir: assim é o mundo e o sistema integral em que vivemos.

A verdade é que entrámos num novo território em vez de numa crise; devemos operar no novo formato governado por diferentes leis. E temos de atravessar este ponto fraco de forma a alcançar a perfeição.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/5/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

O Mundo Está Preparado Para Ouvir

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é o método que fala da necessidade de união entre cada um de nós de acordo com o plano da Natureza, a força única que controla o universo inteiro, todos nós, toda a criação. Desde os dias da Babilónia antiga, esta ciência tem sido escondida de toda a humanidade. A Cabalá apenas afirma que este ensinamento seria passado através de um pequeno “fluxo”, de professor para discípulo, por milhares de anos, da Babilónia antiga até ao presente, até que o nosso mundo se tornasse uma Babilónia moderna, isto é, um todo.

Isto significa a interconexão completa, independentemente de fronteiras, países, continentes, nações, raças, grupos e religiões que têm emergido ao longo do curso da história. A nossa interdependência tornar-nos-á tão fortes que irá eliminar todas estas barreiras.

Por outro lado, o nosso egoísmo permanecerá e continuará a se desenvolver. Devido a isto, iremos detestar-nos uns aos outros ainda mais. Iremos repelir-nos uns aos outros automaticamente; iremos pensar apenas em nós mesmos inconsciente e instintivamente. Não consideraremos os outros e apenas os usaremos ao máximo para o nosso próprio benefício. Esta será a nossa natureza durante 3700 anos, dizem as fontes Cabalistas.

Chegaremos a um egoísmo enorme, e será natural para nós. Não iremos sequer reparar que é especial, mas apenas que isto somos nós e esta é a nossa vida. Ainda assim, este egoísmo juntamente com a nossa conexão integral extensiva, com a comunicação que desenvolvemos entre nós, irá entretanto tornar-nos novamente na Babilónia.

Além disso, durante a última fase de desenvolvimento, quando esta sociedade de egoismo enorme se tornar global, iremos esgotar praticamente todos os recursos naturais e recursos energéticos: água, minerais, metais, petróleo, carvão e gás. Tudo se aproxima de um fim. Mesmo que queiramos aumentar o nosso potencial egoísta, não será possível.

A sociedade de consumo que se desenvolveu durante o século XX saturou-se, esvaziando a Terra de todos os recursos, e como resultado, não podemos continuar nesta vida, mesmo fisicamente. Atingimos tal confronto entre cada um de nós e com o ambiente que nos força a fazer algo.

A nossa sociedade irá tornar-se diferente – incontrolável. Recentemente, nós vemos revoluções ocorrendo em diferentes países; vemos como a comunicação, a conexão entre as pessoas encoraja-as a exigir mudança social. Contudo, ainda não percebemos como ou porquê isto ocorre: hoje é lá, amanhã pode acontecer aqui ou noutro local. Não vemos onde isto nos leva.

Nesse estado de confusão, sem conseguir perceber a próxima fase, vemos a ciência da Cabalá sendo revelada novamente para o mundo. Lembro-me quando estudava com o meu professor: costumávamos viajar para locais especiais, locais Cabalísticos e sentávamo-nos juntos, um diante do outro. Durante essas tardes e noites, ele tentou dizer-me que viria um tempo quando a Cabalá fosse revelada.

O que significa “revelada”? “Revelada” significa que não é você que começa a falar, mas as pessoas que querem ouvir começam a vir. Não depende de si, mas daquele que irá ouvir.

Vemos que este tempo chegou porque há muitas pessoas de diferentes países, em continentes diferentes, em várias línguas, que querem ouvir o que a natureza, o Criador, nos pedem. Querem saber com o que devemos assemelhar-nos, como devemos mudar a nós próprios, subir a que nível, como entrar numa dimensão inteiramente diferente, perceber o nível geral da natureza, a eternidade, a perfeição, para sentir isto aqui e agora no nosso mundo. É dito na ciência da Cabalá que tais pessoas surgiriam no fim do século XX.

Eu não acreditei nisso, não via estas condições. Contudo, no fim do século passado, milhares de pessoas tornaram-se interessadas em Cabalá, inconscientemente, sentindo instintivamente esta urgência graças aos seus desejos, que se desenvolveram e atingiram a maturidade. Na próxima fase, uma nova dimensão é concebida neste desejo egoísta finalmente maduro.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

O Divórcio Babilônico

Dr. Michael LaitmanNós não temos a menor idéia sobre a futura ordem mundial, porque nós entramos em um sistema de forças que nunca havia se manifestado em nosso mundo. À medida que a natureza (o Criador) se aproxima de nós, isto se torna cada vez mais claro. Assim, nós temos que começar a revelar o mundo superior, ou seja, o sistema de governo pela força superior, a Luz.

À medida que esta força externa se aproxima de nós, à medida que ela brilha sobre nós, a nossa sociedade e o mundo de forma mais sensível e intensa, nós sentimos nossa oposição a ela. Nós não sentimos a força em si, mas a nossa incapacidade de sossegar mesmo que um pouco.

O mundo se tornou imprevisível. As pessoas estão engajadas em adivinhações e até acreditam em milagres. Como é possível isso acontecer em nossa época esclarecida? Como podemos, de repente, começar a acreditar nisto depois do século XX? Todos os anos, e às vezes algumas vezes por ano, nós temos todos os tipos de datas do fim do mundo e outros eventos apocalípticos.

Além disso, nós nos encontramos sob o abraço forte da natureza que, inesperadamente, gera crises como tsunami, furacão, erupção vulcânica, incêndio, inundação, e assim por diante. Aos poucos, tudo desequilibra, fora do equilíbrio delicado em que estávamos. Isso porque nós estamos atravessando um momento decisivo. Nós já atravessamos este ponto decisivo antes, em uma escala menor, na antiga Babilônia. A humanidade inteira estava concentrada lá, e mesmo assim, ela descobriu que era uma sociedade pequena e fechada.

Hoje, apesar de haver sete bilhões de seres humanos, nós somos uma sociedade fechada. De repente, nós sofremos um “curto-circuito” e nos encontramos dependentes uns dos outros. Por outro lado, nós somos como cônjuges antes de um divórcio. Nós nos odiamos mutuamente, apesar de ainda estarmos em um apartamento. Nós devemos mudar, nós não conseguimos ficar juntos, mas os laços comuns nos mantêm juntos. Este é o “apartamento partilhado” que nos encontramos hoje na Terra.

Antes, isto se tornou evidente em um pequeno território, na Mesopotâmia, há 3.700 anos. Então, pela primeira vez, as pessoas começaram a procurar o que elas poderiam fazer. Por um lado, elas estavam no mesmo lugar e na completa e total interdependência. Por outro lado, odiavam-se e se esforçavam para estar o mais longe possível umas das outras. Duas forças opostas, duas das mais difíceis tendências estavam separando a sociedade. Então, na realidade, dois métodos foram sugeridos.

O primeiro método foi a correção de sua natureza. “Vamos corrigir o egoísmo que separa, distancia, e afasta-nos uns dos outros. Então, nós ganharíamos. Nós nos tornaríamos uma única entidade de apoio mútuo. Nós teríamos um poder enorme, e realmente iríamos erguer uma “torre para o céu “, a torre de amor mútuo, cooperação e união, a força positiva.

Assim, eles se tornariam iguais à natureza, porque tudo na natureza está interligado. Todos os seus níveis – inanimado, vegetal, e animal – agem sempre em harmonia mútua, e apenas o ser humano, com seu egoísmo, se sente acima da natureza, acreditando que pode fazer o que lhe agrada. No entanto, se ele entendesse as leis da natureza e procurasse ter correspondência com ela, ter um relacionamento harmonioso, ele sentiria toda a sua capacidade e poder. Ele entenderia e perceberia a sua finalidade, a sua essência. ”

Isto é o que foi sugerido pelos adeptos da correção humana, mas, infelizmente, a humanidade (cerca de três milhões de pessoas vivendo entre os rios Tigre e Eufrates) escolheram um caminho diferente. Como cônjuges após um casamento fracassado, eles decidiram que seria melhor para eles “sair”, dividir o apartamento compartilhado, e quebrar o contrato. Assim, as pessoas se dispersaram por todo o mundo.

Muitas fontes antigas narraram esta história. Desde aqueles tempos, nós temos o livro sobre a Cabalá chamado O Livro da Criação. Nós o temos em nosso arquivo livre, em língua russa também.

O livro chamado O Grande Comentário surgiu depois. Ele também descreve os eventos que aconteceram na antiga Babilônia e como as pessoas não conseguiram resolver o problema da união. Para fazer isso, elas tiveram que trabalhar no seu egoísmo, e superá-lo por meio de um método especial, que exigiu muito mais esforço interno e moral do que simplesmente separar-se fisicamente uns dos outros e fazer o que todos queriam, cada um em seu próprio canto.

Flávio Josefo descreve onde as pessoas foram, em que lugares. Posteriormente, todas as crenças e religiões foram originadas delas, tudo baseado no egoísmo, tudo o que o egoísmo apoia.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11