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O Mal Sob O Microscópio

Dr. Michael LaitmanNós não podemos desfrutar de más notícias. Por que não poderíamos chegar à correção final de forma positiva? Tudo o que temos a fazer é encontrar “uma agulha no palheiro” (1% do mal em 99% de bem) e começar a trabalhar. Tudo depende de nossa percepção do mal, da sensibilidade a ele. Esse é o propósito da sabedoria da Cabalá: desenvolver em nós a sensibilidade para a realização do mal

Nós temos que descobrir o mal em miligramas, “sob o microscópio”, o que será suficiente para ver quão enorme e insuportável ele é. Os sábios disseram que o justo vê a inclinação ao mal como uma enorme montanha. Em outras palavras, a última gota do mal ainda parece monstruosa para eles. Enquanto isso, os ímpios pensam que o seu mal é tão espesso quanto um fio de cabelo: “O que podemos dizer?”.

Assim, tudo depende do quão consciente você está e que fator de aumento sua “lupa” possui. Portanto, nunca devemos nos sentir bem em relação à agitação, fome e outros problemas do mundo que continuam a nos inundar. Devemos cultivar a realização do mal, e é isso que a nossa disseminação da Cabalá deseja despertar na humanidade.

O que estamos disseminando? Nossa autoridade? Não. A autoridade do Baal HaSulam? Não. A autoridade do Criador? Também não. Nós queremos que as pessoas aprendam a autoridade da inclinação ao mal, o ego, que comanda o show e é a causa de todos os infortúnios. Se elas estão exigindo derrubar seus governos, elas podem, ao menos, tentar entender que devemos nos desfazer do poder desse “rei velho, estúpido” em nós mesmos.

Isso é o que devemos demonstrar, para que o homem compreenda melhor quem detém o controle sobre ele e quem deve se encarregar de todos os infortúnios e problemas. A nossa fuga do mal é determinada pelo quão consciente nos tornamos disso. A rejeição do mal é a força motriz do nosso crescimento. Isso é tudo que precisamos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, Prefácio á Sabedoria da Cabalá

Trazer O Mundo À Harmonia

Dr. Michael LaitmanPergunta: O problema é que a humanidade pensa que é dona desta terra e se esforça para tirar o máximo proveito dela, arruinando-a. As pessoas não parecem entender que elas receberam a terra apenas para utilizá-la, não para possuí-la. Isso conduz a humanidade à guerras, lutas por territórios e recursos.

Como o estudo da sabedoria da Cabalá pode harmonizar os diferentes pontos de vista das pessoas, fazendo-as compreender que usando a terra de maneira egoísta elas, acima de tudo, prejudicam a si mesmas?

Resposta: Isso só pode ser feito se a pessoa vê o outro lado da moeda! Se nós não aprendermos a ver este mundo como transparente e a detectar as forças que agem na realidade circundante, não mudaremos. O nosso ego só pode quebrar se perceber claramente como as suas ações estão trazendo-lhe dor: “Vai me doer”.

Nós devemos alcançar o estado que nos revelará a integridade da natureza. Então, eu simplesmente não serei capaz de cometer o mal, pois verei como me machuco com isso. Esse é o único caminho! Não há nenhum outro. As pessoas não aprenderão de outra forma.

Mas nós só podemos revelar esse tipo de conexão mútua entre nós por meio de um trabalho no ambiente, nos esforços para nos unificar, enquanto tentamos os elevar acima do nosso ego. Então, nós começamos a sentir o quanto isso é difícil e começamos a estudar a nós mesmos, nossa natureza, todas as nossas qualidades egoístas; nós discernimos se somos ou não capazes de nos unificar com os outros contra o desejo, e elevá-los aos nossos olhos.

Este é um tremendo trabalho psicológico interno, que continua até que comecemos a descobrir as forças internas. Basicamente, isso ocorre quando colocamos revelamos a força geral, o poder da união, que transforma cada um de nós.

No entanto, nós não temos escolha. Hoje, a humanidade se encontra em um estado muito perigoso. Nós podemos ver claramente que em mais 10 a 15 anos todos os recursos energéticos estarão esgotados. A exploração de todas as principais fontes de energia, como petróleo, gás, carvão ou a água, está sendo reduzida drasticamente. Nós precisamos alcançar o equilíbrio com a Natureza.

Da Palestra em Roma , 20/05/11

Eu Não Posso Viver Com Ou Sem Eles

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá diz que toda a realidade consiste do desejo, o qual está em constante evolução. A partir do nível inanimado, cresce o nível vegetal, seguido pelos níveis animal e humano.

O desejo continua o seu desenvolvimento implacável nos seres humanos, e é por isso que cada geração é diferente da anterior, e até mesmo uma pessoa durante sua vida continua a mudar o seu desejo, seu ego, e está em constante desenvolvimento.

Assim, nós crescemos acima do nível animal, construimos a sociedade, a indústria, a tecnologia, a ciência, e assim por diante. No entanto, a saciedade é inerente a este desenvolvimento. Ela manifestou-se primeiramente na antiga Babilônia, quando uma situação especial foi criada: por um lado, as pessoas alcançaram um egoísmo maior, querendo “construir uma torre que chegasse até o céu”; por outro lado, elas mergulharam no ódio recíproco, de tal forma que já não se entendiam.

Estas duas forças opostas as levou a um estado insuportável. O mesmo processo acontece na família antes do divórcio: os cônjuges estão ligados por laços fortes, como as crianças, a casa comum, a vida domética, a vida e, ao mesmo tempo, experimentam um ódio intransponível; eles não conseguem se suportar. Sob tais circunstâncias, a ciência da Cabalá foi revelada na Babilônia.

A Cabalá ensina a pessoa a se elevar acima do egoísmo até a conexão mútua, a harmonia em uma sociedade integrante. Assim, nós nos tornamos semelhantes à natureza, que também é “redonda” em sua essência, ou seja, integral, global e inseparavelmente interconectada em todas as suas partes.

Se tivéssemos nos unido dessa forma à natureza, teríamos chegado ao equilíbrio e revelado todas as forças que estão presentes nela e a governam. Então, teríamos nos conectado à força geral que governa tudo. No entanto, naqueles dias a humanidade preferiu rejeitar o caminho da correção e dispersou-se, como no exemplo dos cônjuges divorciados.

Como é dito na ciência da Cabalá, nós voltaríamos a esse estado 3.700 anos depois; porém, desta vez, não teríamos para onde fugir uns dos outros. Nós estaríamos totalmente interconectados em todo o mundo, odiando-nos mutuamente, e não teríamos a capacidade de governar sozinhos. O nosso egoísmo está crescendo à escala das maiores e múltiplas crises, e, como os Cabalistas escrevem, isso deveria acontecer no final do século 20.

Quando eu comecei a estudar a sabedoria da Cabalá, em 1975, eu não acreditava que tudo aconteceria desta forma. Isso era algo distante e inatingível. Poderia o mundo alcançar uma crise em áreas como educação, família, cultura, drogas, terrorismo, tecnologia ou ciência? Será que as pessoas ao redor do mundo sentiam-se interconectadas? Nada disso podia ser sentido.

No entanto, isso aconteceu dentro de poucos anos. Hoje, nós estamos no mesmo estado descrito na história da Babilônia; por essa razão, desde então a ciência da Cabalá está aberta ao mundo pela primeira vez.

Ao ser revelada ao mundo, ela convida a todos a se familiarizar com as leis gerais da realidade, para que possamos superar nosso egoísmo e viver em interconexão mútua, como faz uma grande família. Na verdade, a força global da natureza nos rodeia cada vez mais perto, comprimindo-nos tanto que pode levar à destruição da humanidade.

Da Palestra em Roma , 20/05/11

O Mundo Não Vai Sobreviver Sem Fé Acima Da Razão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Anular-se a si mesmo parece algo tão artificial para uma pessoa secular; toda nossa natureza é contra isto. O que pode forçar a humanidade a se sentar no banco escolar e estudar a Cabalá?

Resposta: Eu não entendo por que a auto-anulação parece tão artificial para você. Eu costumava estudar em uma universidade e havia um professor que eu considerava um grande especialista em sua área. Eu queria absorver todo o seu conhecimento e, portanto, anulava-me diante dele. Isto também é chamado de auto-anulação.

Se eu leio um livro ou um artigo e quero entender o que está escrito nele, eu penetro no pensamento e na emoção do autor. É uma espécie de auto-anulação. Eu não conseguiria fazer nada sem anular-me! Anular-se significa se abrir à recepção dos conhecimentos, das informações, das sensações externas.

Existe uma expressão: “Os sábios vieram e disseram”. Desta forma, pessoas inteligentes vieram – cientistas políticos, psicólogos, economistas, professores – os 10 por cento da nata da sociedade, os mais inteligentes, a parte inteligente da humanidade, preocupada com o nosso futuro, e disseram aos remanescentes, os restantes 90 por cento: “Senhores, nós estamos enfrentando um enorme problema!”.

“Se nós continuarmos desta forma por mais dez anos, e uma guerra mundial não ocorrer antes disso, ficaremos sem recursos naturais. Nós não seremos capazes de produzir nada. Nós precisamos de algo para comer e energia para aquecimento e refrigeração. Mas temos que reduzir nosso consumo a um nível razoável”.

Se os cientistas, pessoas inteligentes, dizem isso, então por que você não acredita neles? Quando eu vejo um médico que olha para o meu raio-X e prescreve um tratamento para mim, eu confio nele e aceito o tratamento. Embora eu não tenha nenhuma maneira de verificar o que aconteceu nesse quadro (afinal, ele é meu? Pode ser o raio-X de mais alguém), eu tenho que acreditar no meu médico e no seu remédio; eu não tenho escolha.

A fim de tomar a medicação, eu tenho que acreditar, neste nível, naquele que a dá para mim, que ela é algo bom e irá me curar. Isto também é chamado de auto-anulação. Isso acontece em toda parte: quando eu vou a um professor, a um médico, em qualquer lugar onde eu gostaria de receber alguma coisa. Eu tenho que estar preparado para pagar por isso (Leshalem em hebraico), ou seja, para completar (Leashlim em hebraico) a mim mesmo.

Quando todos os meios de comunicação, muitas pessoas importantes, cientistas, professores, políticos, economistas falarem disso, eles serão capazes de convencer as pessoas. Isto é melhor do que uma guerra mundial, quando você não sabe o que pode acontecer com você em um instante.

Nós não temos escolha. Você não pode ditar as suas próprias condições à natureza, se ela impõe tais condições. Quer você queira ou não, você tem que concordar. Ou você pára esta crise com sua própria participação interna ou perece. Isto não é como com a sua mãe, quando você pode ser caprichoso por um tempo e fazer o seu próprio caminho. Estas são as leis da natureza.

Essas leis são explicadas a você por pessoas sérias, respeitadas, que as entendem. Não pense que elas se beneficiam com isso: elas estão na mesma situação que você. Este é o nosso problema comum.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati #40

Campo de Treinamento

Comentário: Como regra, os profetas falam de duas opções de desenvolvimento: fácil e difícil…

Resposta: Suponhamos que seu filho é preguiçoso e teimoso. Ele é inteligente, mas não tem vontade de realizar seu potencial corretamente. Como você gostaria de vê-lo no futuro?

Comentário: Um jogador de futebol famoso

Resposta.: Eu entendo. É sonho moderno de pai judeu.

Bem, você o leva para uma escola de futebol, mas ele é preguiçoso e não quer trabalhar. Ele é obrigado a ter rotina diária, fazer exercícios regularmente e dormir bem à noite, sem festas. A vida dos atletas é uma vida dura, de fato, mas segue um cronograma rigoroso. Pessoas sacrificam os seus melhores anos para se tornarem profissionais. Neste caso, o corpo se torna uma máquina que é forçado a trabalhar para ter plena capacidade.

Bem.. seu filho não quer praticar. O que você pode fazer? Mas você tem certeza de que futebol é o seu futuro. Então, você pega um cinto. Aqui, surge a pergunta: Bater pode fazer dele um jogador de futebol? Será que isso irá movê-lo na direção certa?

Comentário: Não isso simplesmente o prejudica.

Resposta: Isso significa que o cinto não ajuda. Mas depois desta “obra educativa” seu filho faz um cálculo: O que ele deve fazer? Ele sofre tanto com o bater e com os treinos. Onde está o sofrimento maior, e onde está o menor? Seu desejo egoísta compara os resultados, e ele decide: Se seu pai lhe faz sofrer mais do que o treinador faz, ele vai para uma prática de futebol.

Na equipe de futebol, ele encontra outros meninos e, gradualmente, adquire um gosto pelo futebol. Se ele não tiver, você continua a puni-lo até que ele cumpra o seu programa.

Vemos neste exemplo que o sofrimento simplesmente o aproxima da realização. Podermos conseguir isso sem sofrimento? Nós somos preguiçosos e teimosos, cada um de nós. Não se trata apenas de atividade física, somos obstinados na mente e no coração, na percepção e na sensibilidade. A cada segundo, nós deixamos de lado coisas importantes, fazemos uma pausa para fumar, dormimos com os olhos abertos.

Como podemos usar cada momento de nossa vida para o treinamento espiritual? Para isso, temos que constantemente incendiar com os desejos dos amigos. Caso contrário, o Criador infligirá golpes sobre você, e você vai sair do seu deslumbramento por causa do medo ou dor, um ou outro. No entanto, você deve realizar todo o programa, porque sem ele vai faltar desejos.

Conseqüentemente, você enfrenta apenas uma oportunidade para cumprir o desejo do Criador. Você vai fazê-lo em qualquer caso, mas você tem duas opções, dois caminhos, que conduziram a esta realização. Você não pode escapar do treino e despertar; no entanto, você pode seguir o longo caminho do sofrimento, em que você dorme (embora, não como um bebê). Ou, você pode seguir o caminho curto, onde são dadas as oportunidades de perceber-se rapidamente recebendo desejos adicionais, suplementares despertando do meio ambiente. Eles agitam o seu entusiasmo, e você corre para a sua prática.

Não importa de que jeito que você vem para a prática esta é a sua escolha.

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Da parte 4 da Lição Diária de Cabalá, 31/05/2011, “A Paz”.

O ABC Do Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanNós estamos entrando num novo mundo que está abandonando o luxo e se restringindo em relação ao consumo racional, em relação ao que uma pessoa normal precisa. Nós não seremos capazes de produzir máquinas de lavar roupa que não funcionam em três anos, enquanto que hoje isso está sendo feito intencionalmente para que, ao invés de consertar, a pessoa compre uma nova.

Nós teremos que nos mover para um novo estado de existência. É isso que os governantes mundiais precisam entender. Mas, como eles irão manter suas nações pacificadas? Como eles educarão e explicarão todos os fatos às pessoas?

Por isso nós precisamos preparar um pacote de recursos educacionais que se sustente em uma base firme e demonstre com absoluta clareza o que nós iremos oferecer a todos. Não há outra opção. Nós precisamos estudar o novo mundo.

Você não precisará ir ao trabalho. Você irá, ao contrário, à escola, mas não com o propósito de aprender. Você irá estudar como receber da vida o verdadeiro prazer. Isso vale a pena? Você não será capaz de continuar trabalhando de qualquer jeito; ninguém precisa mais de você. A Grande Depressão foi parte do desenvolvimento, um declínio intermediário no processo cíclico, mas hoje tudo isso mudou. Nós estamos ficando sem recursos. Nós chegamos ao limiar de uma nova fase. Muito têm sido escrito sobre isso.

Assim, nossa tarefa é informar ao público que a antiga era chegou ao seu final. Não há e não haverá mais empregos. Como as pessoas se sustentarão? Bem, façamos somente mercadorias que precisemos e só o suficiente para todos, enquanto aprendemos como as distribuir e como viver no novo mundo.

Nós temos que contar a elas sobre a evolução humana e a história, o crescimento do egoísmo ao seu estágio final, o estágio de integração e as leis pelas quais o sistema integral opera, as interconexões de todas suas partes, e como reciprocidade e conexão verdadeira se revelam nele. Essa é a nossa única opção pois é o que a natureza está nos forçando fazer.

Nós deveríamos chegar ao estado de consumo harmonioso, como os animais que tiram da natureza somente o que precisam para se sustentar. Eles fazem isso instintivamente, sem cálculos, enquanto que nós precisamos estruturar nosso relacionamento com a natureza conscientemente, sensivelmente, através do aprendizado, nos restringindo, e dominando nossa inclinação ao mal, simplesmente porque entendemos que não é permitido fazer de outra forma.

Mas, como iremos satisfazer nossos egos quando o homem quer consumir o mundo e se pede que seja feliz só com comida e abrigo? “Isso é tudo? O que eu sou, um urso numa caverna, um pássaro numa gaiola?”. Certamente não, você irá receber uma satisfação ainda maior do que desejou antes, mas nunca conseguiu. “Isso pode ser feito. Vamos descobrir como chegar lá.

Assim, nós obrigamos o público a aprender, o dirigimos adiante. Ninguém vai querer fazer isso unilateralmente; todos procuram satisfação imediata. Assim, temos que preparar um pacote de recursos educacionais e um sistema de educação pública. Isso vai começar lentamente. Agora mesmo, nós não podemos dizer isso abertamente ao mundo, mas é tempo de perceber e disseminar materiais sobre o que está causando a crise. Isso vai espalhar luz sobre a solução. Afinal, não há nada lá fora. Querendo ou não, você terá que fazer o que deve fazer.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 31/05/11, “A Paz”

Levante O Seu Olhar

Dr. Michael LaitmanTodo o trabalho começa especialmente neste mundo e na nossa época. Atingimos o estado onde o nosso desejo de desfrutar cresceu, completamente envolvido no nível corpóreo, e agora somos capazes de começar a percebê-lo comparando-o com o desejo de doar. Por outras palavras, acabámos o nosso desenvolvimento nos níveis inanimado, vegetal e animal, e agora temos de começar a nos desenvolver no nível humano, que inclui duas forças: recepção e doação.

Antes, eu tinha uma visão completamente “plana”; via à minha volta apenas aquilo de que podia beneficiar e obter para mim mesmo, aqueles que eu podia usar. Agia apenas no desejo de desfrutar, que é a base da natureza inanimada, vegetal e animal. Assim, não tinha qualquer “divisão” ou dúvida; costumava ir apenas em uma direcção: como ter mais sucesso no meu desejo egoísta.

Isto traduz-se numa vida corpórea simples, sem olhar para a vida pública, que nunca havíamos desenvolvido antes. Nós sempre olhamos para a sociedade como um objecto de uso. Contudo, agora o desejo de doar deperta e manifesta-se em nós. Não conseguimos resistir a este desejo e temos de levá-lo em consideração.

Pela primeira vez na história, a humanidade inteira entra num estado no qual o desejo de receber e o desejo de doar têm de ser equilibrados e controlados por nós. Se nós não estabelecermos o seu equilíbrio, causaremos transtornos e crises.

Assim, a coisa mais importante para nós é criar o ambiente correcto para toda a humanidade. O nosso grupo mundial tornou-se o primeiro a servir como exemplo. Assim, o nosso crescimento “de baixo para cima” começa, enquanto que antes disso, estivemos a nos desenvolver apenas no nível horizontal.

Então, revelaremos a interacção correcta entre o desejo de receber e o desejo de doar (Malchut e Bina) nos nossos desejos quebrados. Para alcançar isto, pedimos a Luz que Corrige. É como se eu revelasse: aqui está o meu egoísmo, e eu gostaria que ele agisse de forma diferente, para conectar-se com outros e participar no trabalho mútuo.

É por isso que peço à Luz para vir e corrigir o meu desejo, para estabelecer algum equilíbrio, reciprocidade no nosso sistema, de forma que nós possamos doar uns aos outros, fazer concessões, e nos conectar. Então, a Luz vem e leva-nos de volta à sua Fonte. Isso é chamado de correção “de baixo para cima” que temos de concretizar.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/5/11, Talmud Eser Sefirot

O Silêncio Como Sinal De Impotência

Dr. Michael LaitmanAs pessoas com o ponto no coração receberam o entendimento, os meios, a capacidade de ajudar o mundo. Temos de pôr em prática o que quer que tenhamos recebido, para nos realizarmos totalmente.

Ainda temos tempo: As pessoas ainda procuram pela causa de todos os problemas, uma oportunidade para melhorar a situação. Entretanto, as pessoas irão perceber que não existe uma solução em particular para o seu país, porque ele depende do mundo inteiro. “Qual é a lógica em nos juntarmos na praça? Como isso irá ajudar-nos? Portanto, eu preciso pedir ao mundo inteiro?”. “Sim, precisa. Vamos encontrar juntos aquilo que não reparámos aqui; vamos perceber de onde a ajuda pode vir”.

Então, as nações irão voltar-se para nós. Os profetas escrevem sobre isto, falando do grande sofrimento no mundo inteiro. Não são apenas calamidades locais, mas epidemias, desastres naturais e por aí fora. Tudo isto para pressionar Israel, apesar do seu tamanho aparentemente pequeno na escala global.

Um drama global está a desvendar-se diante dos nossos olhos. Em Israel, nós ainda não estamos na posição das pessoas que perderam os seus trabalhos ou serviços sociais essenciais, tais como saúde e segurança social. Nos Estados Unidos, por exemplo, um vasto número de devedores não consegue pagar a sua hipoteca, enquanto que suas casas desvalorizaram e custam menos que o crédito que negociaram com os seus bancos.

A situação é desoladora. As pessoas verão isto melhor quando a crise se tornar mais integral e inegavelmente global. Não é uma coincidência que participantes do G8, que se reuniram em Deauville, tenham tido um encontro sem sentido.

Eu não estou rindo deles; não há mesmo nada que eles possam fazer. Um desastre maior chegou, todos percebem isto, e todos estão em silêncio. E eles não conseguem parar os encontros porque têm de fazer algo, nem que seja de fachada.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 30/5/11, “A Paz”

Conheça O Mundo Em Que Você Vive

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que nós vamos atingir as pessoas em posição de autoridade? Afinal, nós queremos quebrar as paredes da caixa em que elas vivem.

Resposta: Nem um pouco. Nós não brigamos com o governo, não destruimos a política e a economia, não quebramos o estilo de vida habitual. Nós lutamos apenas pela educação do povo e nada mais. Eu sou a favor de deixar tudo no mundo como está, apenas acrescentando o princípio do “amar o próximo como a si mesmo”.

Não é da minha conta o que foi construído até agora. Deixe-os construir mais. Apenas uma coisa é importante para mim: as pessoas devem saber em que mundo elas vivem, para que vivem, e como podem realmente se satisfazer de modo que cheguem à meta sem cair no auto-engano e se divertindo com todos os tipos de jogos que dão apenas  uma satisfação transitoria, inadequada e que terminam com a morte.

Eu não anulo nada, não me oponho aos programas do governo, bancos, prefeituras, etc. Eu não me importo com isso. Faça o que quiser: se você quer roubar, roube, faça outras coisas bobas. Isso não é importante; eu não olho para isso. Tudo o que eu quero é acrescentar a educação.

A finalidade da educação é dar conhecimento sobre o mundo em que vivemos, como ele funciona, o que o move, qual o seu objetivo, o que aconteceria se nós seguíssemos este programa, e o que aconteceria se nós nos desviássemos dele ou seguíssemos na direção oposta. Quanto sofrimento isso nos trará? Que tipo de sofrimento? Se vale a pena ou não? Eu quero que as pessoas saibam, vejam o que elas enfrentam, para poder ler o mapa e nada mais.

Todas as outras questões estão em outro plano, e eu não me sobreponho a ele em nada: Meu escritório fica no andar de cima. Nós estamos falando apenas do que estamos destinados a entrar de qualquer maneira. Nós esgotamos os recursos naturais e poluimos a Terra. Assim, nós temos que passar de uma sociedade de consumo para uma sociedade equilibrada; em outras palavras, parar de de agir feito bobos.

As pessoas precisam das coisas simples do dia a dia: moradia, trabalho, alimentação, vestuário, etc. Isto deverá ser fornecido a todos, e todo o resto tem que ser interrompido. Temos que parar a produção de bens inúteis, parar de medir o sucesso pessoal por meio da produção. Esses bens esvaziam o planeta e poluem o ambiente.

Assim, você vai trabalhar metade do dia para suprir as necessidades e estudar o resto do dia, passando por exames de tempos em tempos. Você será pago por isso e só por isso.

As pessoas não conhecem o mundo em que vivem. Elas se formam na escola, sem corresponder com a realidade em que vivem. Elas vivem em suas ilusões, no isolamento do mundo, surpresas com os problemas que atraem para si. Esses problemas surgem porque, como crianças, nós agimos para prejudicar a nós mesmos.

Assim, eu quero apenas uma coisa para você: acrescentar a educação e, o mais importante, a formação, o treinamento, a essência do que é a correção do relacionamento entre as pessoas. Então, você vai estar em sincronia, em equilíbrio,com o mundo, você vai se tornar um todo completo, que é o imperativo do tempo. Todos os elementos têm que estar corretamente conectados com o mecanismo principal, com as redes de interconexão natural, e você ainda não sabe disso.

É disso o que estou falando. Na verdade, essa educação vai mudar a pessoa, mas isso acontecerá gradualmente, como que por si mesmo. Eu não luto com a natureza das coisas; eu só explico o mundo para você, mostro onde você vive, e, como conseqüência, você muda. Você vê os fatos na sua frente, e o que você pode fazer? Nós não podemos fazer nada: ao ver as leis imutáveis, nós vamos levá-las em conta.

Nada pode ser mudado de uma só vez. As pessoas agem de acordo com sua natureza. Isto pode ser corrigido? A destruição é inerente à natureza humana, e até dar aos seres humanos uma educação correta, até que eles não vejam por si mesmos que arriscam perder suas vidas, eles não irão parar. Eles devem ver isso da forma mais clara, como se estivessem às porta da morte. Esta é a educação, a formação que nós precisamos.

Caso contrário, nós não iremos sobreviver na Terra. Isto é confirmado pelas pesquisas. Não há nenhum outro meio, exceto a educação. Nós não temos que moralizar e dizer às pessoas se elas são boas ou más. Elas são como a natureza as criou. Elas não podem roubar menos, mentir menos, pois não conseguem. Esta escrito: “Vá ao Criador que me criou”. O Criador lhe disse desde o início: “Eu criei a inclinação ao mal”. Você não vai reclamar com Ele sobre as ações Dele, não é?

Você só tem uma solução: “A Torá como um tempero”; em outras palavras, a educação de acordo com o método da Cabalá.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/11, “A Liberdade”

Tentativas De Atenuar Os Golpes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Estou surpreso que uma série de mudanças tão dramáticas no mundo causem uma reação tão fraca das nações líderes. O que está acontecendo conosco?

Resposta: Eu acho que os “manda-chuvas” do mundo entenderam que não estão no controle da situação, e estão tentando atenuar o golpe. Eles estão especialmente preocupados com o declínio acentuado na produção de petróleo e a consequente forte queda na economia global.

Isso certamente terá impacto na reconstrução global. As indústrias automobilística e da aviação serão exterminadas e um novo modo de transporte público deverá ser implementado. As pessoas só comprarão o essencial, o que esmagará vários setores da economia.

Dez por cento dos cidadãos dos EUA trabalha na indústria automobilística. Uma seqüência de falências quebrará a economia nacional e causará a ascensão de partidos políticos extremistas, como os que surgiram sob circunstâncias semelhantes na Alemanha dos anos 1920s.

Não é por acaso que a Cabalá afirma que a próxima etapa no desenvolvimento coletivo global é a da correção através do método da Cabalá ou o fascismo! Eu suspeito que os EUA deliberadamente acabaram com sua indústria automobilística, corretamente percebendo que seria a primeira a cair na iminente crise global. Isso deu a suas outras indústrias e seus trabalhadores tempo para fazer uma transição dos setores da economia tão dependentes do petróleo, como o automóvel, para outros modos de produção e consumo, que são mais simples, mais naturais e diretos. Quanto à mídia, eles simplesmente cumprem ordens daqueles que lhes pagam.