Textos na Categoria 'Crise'

O Enigma Da Corporação E Da Nação

Laitman_408Nas Notícias (de OpEdNews.com): “A economia dos EUA está a todo vapor, mas a maioria dos americanos não está sentindo isso. Por outro lado, a maioria das economias Europeias ainda esté em mau estado, mas a maioria dos Europeus está relativamente bem. O que está por trás disso? Dois grandes fatos”…

“Os legisladores americanos respondem às demandas de indivíduos ricos (tipicamente executivos e magnatas de Wall Street) e de grandes corporações — aqueles com maior poder de lobby e bolsos mais fundos para bancar campanhas”.

“O segundo fato é que a maioria das grandes corporações Americanas não tem nenhuma aliança particular para a América. Não querem que os americanos tenham melhores salários. Sua única lealdade e responsabilidade é a de seus acionistas — que muitas vezes exigem salários mais baixos para abastecer lucros maiores e preços das ações mais elevados”…

“Por outro lado, as grandes corporações com sede em outras nações ricas são mais responsáveis pelo bem-estar das pessoas que vivem nessas nações”…

“Os governos de outros países ricos muitas vezes elaboram leis através de acordos tripartidários envolvendo grandes corporações e trabalho organizado. Mais este processo vincula suas corporações às suas nações”.

“Enquanto isso, empresas americanas distribuem uma parcela menor dos seus lucros para os seus trabalhadores do que as corporações europeias ou sediadas no Canadá”….

“A classe média dos EUA já não é a mais rica do mundo. Depois de considerar os impostos e pagamentos de transferência, os rendimentos da classe média no Canadá e grande parte da Europa Ocidental são maiores do que nos E.U.A. Os pobres na Europa Ocidental ganham mais do que os americanos pobres.

“Finalmente, quando em mesas de negociação globais – como o processo secreto de elaboração do acordo de comércio “Parceria Trans Pacífica”– empresas americanas não representam os interesses dos americanos. Elas representam os interesses de seus executivos e acionistas, que não apenas são mais ricos do que a maioria dos Americanos, mas também residem no mundo inteiro.

Meu Comentário: Como resultado, nosso egoísmo vai dividir o mundo em vários milhões muito ricos e o resto em bilhões extremamente pobres, e depois prosseguirá para destruir as bocas indesejadas…

A Epidemia De Solidão

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Time): “A solidão mata. Essa é a conclusão de um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Brigham Young que dizem estar soando o alarme sobre o que poderia ser a próxima grande questão de saúde pública, junto com a obesidade e o abuso de drogas.

“O sentimento subjetivo de solidão aumenta o risco de morte em 26%, de acordo com o novo estudo publicado na revista Perspectivas na Ciência Psicológica. Descobriu-se que o isolamento social — ou a falta de conexão social — e viver sozinho são ainda mais devastadores para a saúde de uma pessoa do que se sentir sozinho, aumentando o risco de mortalidade em 29% e 32%, respectivamente.

“Os pesquisadores enfatizaram a diferença entre o sentimento subjetivo e auto-relatado de solidão, e o estado objetivo de estar socialmente isolado. Ambos são potencialmente prejudiciais, encontrou o estudo. As pessoas que dizem que estão sozinhas, mas se sentem felizes, têm um risco aumentado de morte, assim como aquelas que têm muitas conexões sociais mas dizem que são solitárias. Pessoas que estão objetivamente isoladas e subjetivamente solitárias podem estar em maior risco de morte, diz Julianne Holt-Lunstad, uma autora do estudo, apesar dela observar que seriam necessários mais dados para saber com certeza”.

Meu Comentário: Este problema irá se manifestar cada vez mais na medida em que o mundo se torna mais amarrado com conexões externas, mas as pessoas se tornam cada vez mais solitárias. Há uma discrepância constante entre nossas conexões negativas e positivas no mundo, e a magnitude desse descompasso traz todo o sofrimento ao mundo.

O Algoritmo Da Verdade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Infowars): “Em vez disso, o novo sistema de classificação (ranking) vai usar o que ele determinou com sendo ‘verdade’ como sua ferramenta de classificação. Este movimento Orwelliano abre a porta para o Google homogeneizar o pensamento e se tornar o árbitro global da verdade, com a capacidade de enviar para a lata de lixo da obscuridade o conteúdo que ele declara como ‘falso’”.

“O termo classificação (ranking) refere-se à posição em que um determinado site aparece nos resultados de uma pesquisa num motor de busca. Um site ou uma página web é dito ter um ranking alto quando aparece no ou perto do topo da lista de resultados fornecidos por uma pesquisa. Na disposição atual do Google, quanto maior o número de links de entrada recebidos por um site ou página, maior o ranking. O conteúdo é considerado também, mas muito dele é sobre a popularidade”.

“Um artigo recentemente publicado do Google descreve como ele vai cuidar disso, dando a cada site ou página um ‘escore de verdade’ determinado pela contagem do número de ‘fatos incorretos’ em suas páginas. Um site que tenha poucos ‘fatos falsos’ será considerado confiável e será capaz de subir no ranking. O escore computado para cada página será conhecido como o seu escore de Confiança Baseado no Conhecimento”.

“O software do Google aproveitará em seu novo Knowledge Vault, uma base de dados automatizada que atualmente está sendo saudada como a maior loja de conhecimento na história da humanidade. O Knowledge Vault reúne e mescla informações de toda a internet numa base de ‘fatos’ sobre o mundo, e as pessoas que vivem nele. Estes são fatos que o software concorda e considera um proxy verdadeiro, com base nele ser aceito como verdade pela maioria das pessoas”.

“Sites que contêm informações contraditórias ao que está no Knowledge Vault, conhecidos como ‘inverdades’ vão ser expulsos para a parte inferior do ranking, onde poucos olhos se aventuram a ir”.

Meu Comentário: Tudo está caminhando para a completa submissão de uma pessoa. Esta é a chamada do egoísmo. Se não fosse pelo propósito da criação trazer todos à equivalência com o Criador através da realização da insignificância da nossa natureza, então é claro, o plano de gerenciamento do Google teria sucesso.

O Erro Dos Que Não Se Importam

Dr. Michael LaitmanA humanidade chegou a um beco sem saída que já se faz sentir. Nós vivemos numa aldeia global moderna e relutantemente descobrimos que temos que nos conectar, começar a pensar e falar sobre isso. É hora de tomar o nosso lugar no nível humano dentro do sistema geral.

Um Perigo para o Sistema

Toda natureza (os níveis do inanimado, vegetal e animal) é global, integral e mutuamente conectada em todas as suas partes. Todos os seres criados, desde os juncos até os maiores predadores, são soldados num único sistema, e, juntos, mantêm a ordem geral. Por outro lado, nós não fazemos parte desse quadro. O homem é a única parte verdadeira e prejudicial na natureza. É porque não temos limites na satisfação das nossas necessidades. Isso é típico de toda a raça humana em todos os aspectos da vida, incluindo a família, o trabalho, as relações sociais, etc.

A taxa de divórcio, por exemplo, está crescendo e também o abismo entre pais e filhos. Os jovens acham cada vez mais difícil encontrar um companheiro e começar uma família forte. Essas mudanças extremas tiveram lugar nos últimos 50 anos ou menos. Elas têm inclusive um impacto sobre o povo judeu que sempre se preocupou em ajudar os jovens a se casar e ajudou com o começo de sua casa.

Indivíduos Inseparáveis

A razão para tudo isso é o nosso ego, que chegou a sua última fase.

O egoísmo se refere ao fato de que eu não posso me identificar com os outros. Eu sinto os outros apenas na medida em que posso me beneficiar deles. Idealmente, eu quero espremer tudo o que puder dos outros. Isto não é uma acusação, é claro, mas um fato psicológico sobre a natureza humana. Esta é a nossa natureza.

No entanto, por outro lado, nós temos encerrado o mundo inteiro em laços mútuos de uma única rede que não pode ser quebrada, no desenvolvimento global, econômico, financeiro, social, familiar e político. O problema é que esta rede está cheia de ódio, conflitos, confrontos, egoísmo e orgulho.

Consequentemente, o mundo treme como resultado dos contínuos obstáculos, preocupações e ameaças. A falta de unidade entre nós invoca inadaptablidade à natureza em geral e, portanto, o mundo sofre terrivelmente.

Não É Problema Meu!

Pergunta: A maioria das pessoas vive uma vida normal e, apesar de lucrar em detrimento do outro, elas não estabelecem qualquer armadilha especial e não conspiram contra aqueles que as rodeiam. Portanto, onde elas erram? É difícil se ver como um egoísta absoluto no fluxo contínuo de preocupações diárias, na luta constante para sobreviver.

Resposta: Isso é verdade. Mas se você se justifica dessa forma, você ainda sofre. Portanto, você deve descobrir o porquê. Isso requer uma abordagem científica sólida, mesmo antes de se referir à sabedoria da Cabalá, que resume e inclui todo o mundo.

Uma análise racional indica que sofremos porque não podemos nos dar bem, não podemos nos dar bem um com o outro.

Você pode perguntar o que se pode esperar de um homem pobre que vai trabalhar de manhã e volta à noite. Mas, essas pessoas pobres miseráveis ​​criaram uma rede de sete bilhões de partes que não possuem as conexões certas entre os nós. Esta é a razão pela qual estamos todos em oposição à unidade incorporados na natureza.

O que é exigido de nós hoje é a unidade e a conexão correta. Nós não vamos acabar com essa guerra se não entendermos o problema.

Mas cada um de nós se fecha em seu pequeno canto:

– Eu não sei de nada, o que você quer de mim?

– Você se sente mal. Você não quer corrigir e mudar as coisas?

– Eu quero, mas não é minha culpa; eu simplesmente vivo a minha vida normal.

Não é assim que se lida com os problemas. Nós gradualmente afundamos ainda mais em situações perigosas e o ritmo dos acontecimentos está acelerando de um ano para o outro. Alguns desses eventos já estão atrás de nós e devemos aprender com eles. Nós temos que finalmente perceber o que está acontecendo, em vez de se esconder em nosso covil, fingindo que não nos diz respeito, uma vez que a humanidade é feita de tais pessoas que dizem que não têm nada a ver com essas coisas.

Do Programa na Radio Israelense 103FM, 15/02/15

De Um Beco Sem Saída Para A Luz

Dr. Michael LaitmanOpinião (Paul Craig Roberts, economista americano e colunista do Creators Syndicate): “De acordo com o conto de fadas econômico oficial, a economia do EUA está em recuperação desde junho de 2009. Este conto de fadas suporta a imagem dos EUA como o porto seguro, uma imagem que mantém o dólar para cima, o mercado de ações e as taxas de juros para baixo. É uma imagem que faz com que uma grande parte dos americanos desempregados culpe a si mesma e não a economia estagnada. A produção industrial, devidamente esvaziada, permanece bem abaixo do nível pré-recessão.

“Parece que os economistas simplesmente desapareceram da face da terra. Ou, se alguns ainda estão presentes, eles perderam suas vozes e não falam.

“Considere o ‘globalismo’. Cada país foi convencido de que a globalização é imprescindível e que não fazer parte da ‘economia global’ significa a morte econômica. Na verdade, ser parte da economia global significa morte.

“Entendam a destruição econômica que o globalismo causou nos Estados Unidos. Milhões de empregos da classe média nas fábricas e trabalhos profissionais técnicos, tais como engenharia de software e tecnologia da informação, têm sido retirados da classe média americana e dado a pessoas na Ásia. No curto prazo, isso diminui os custos de trabalho e beneficia os lucros das empresas norte-americanas que têm postos de trabalho offshore (no exterior), mas a consequência é a destruição do mercado consumidor interno na medida em que os trabalhos que permitem a formação de agregados familiares são substituídos por empregos de meio turno menos remunerados que não permitem.

“Quando os trabalhos na indústria são transferidos para o exterior, as fábricas norte-americanas são fechadas, e a base fiscal dos governos estaduais e municipais declina. Quando os governos têm problemas servindo a dívida acumulada, a tendência é o não cumprimento das suas obrigações de pensão. Isso reduz os rendimentos dos aposentados, os rendimentos já reduzidos à zero ou taxas de juros negativas.

“Se as famílias não podem ser formadas, a demanda por habitação, eletrodomésticos e móveis diminui. Os graduados na faculdade voltam para casa para viver com seus pais.

“Postos de trabalho a meio turno ferem a capacidade de poupar. As pessoas só são capazes de comprar carros porque podem obter financiamento a 100 por cento, e mais, a fim de pagar um empréstimo de carro existente que excede o valor de negociação do veículo, num empréstimo de seis anos.

“Este desenlace da demanda do consumidor, a base para a nossa economia, era totalmente óbvio no início. No entanto, os economistas ou porta-vozes de empresas contratadas prometeram aos americanos uma “nova economia”, que iria fornecer-lhes empregos melhores, mais limpos e melhor pagadores, em substituição dos postos de trabalho transferidos ao estrangeiro. Como eu já apontei por mais de uma década, não há nenhum sinal destes postos de trabalho em qualquer lugar na economia.

“O globalismo, tal como a economia neoliberal, é um instrumento do imperialismo econômico. O trabalho é explorado, enquanto povos, culturas e ambientes são destruídos. No entanto, a propaganda é tão poderosa que as pessoas participam de sua própria destruição”.

Meu Comentário: O egoísmo é invencível! O Livro do Zohar diz que nós estamos sendo preparados para o veneno na ponta da lâmina que o anjo da morte traz à boca, e o ser humano infeliz não tem outra opção a não ser abrir a boca e engolir a gota de veneno.

Afinal de contas, ele sente prazer nisso e só depois: morte! Só pela influência da Luz Superior nós podemos trazer a sua correção. Isto é o que a sabedoria da Cabalá nos explica.

Dê: Para Encontrar A Fonte Da Felicidade Em Si Mesmo!

laitman_568_01Nas Notícias (de Psychologies): “A felicidade para nós é habitualmente medida pelo capital. Nós acumulamos na forma de coisas, a ganhamos e recebemos como presente. Essa felicidade mensurável pode ser mostrada para os outros e avaliada.

“Mas quanto mais nos concentramos em coisas que nos dão prazer, mais rápido a sensação desaparece e perde o seu valor. Um dos grandes paradoxos da ciência da felicidade é a condição em que a pessoa dá e ao mesmo tempo sente satisfação máxima.

“Estudos mostram que ao exercitar regularmente a bondade para com as pessoas, a nossa visão da fonte da felicidade muda. Nós podemos encontrá-la dentro de nós mesmos. Essa sensação de poder, a capacidade de influenciar o mundo ao nosso redor e, assim, levá-lo ao bem nos impulsiona a fazer o bem repetidamente”.

Meu Comentário: Isso é verdadeiro e simples: dê, então encontre a fonte da felicidade em si mesmo!

A Economia Do Futuro Infeliz

laitman_220Opinião (Robert B. Reich, Professor de Políticas Públicas da Universidade da Califórnia em Berkeley e membro sênior do Centro Blum para Economias em Desenvolvimento): “Como você gostaria de viver numa economia onde os robôs fazem tudo o que pode ser previsivelmente programado com antecedência, e quase todos os lucros vão para os proprietários dos robôs?”.

“Enquanto isso, os seres humanos fazem o trabalho que é imprevisível – biscates, projetos de plantão, buscar e consertar, conduzir e entregar, minúsculas tarefas necessárias a qualquer hora – e ir compondo apenas o suficiente para viver.

“Preparem-se. Esta é a economia para a qual estamos nos dirigindo agora…

“As novas tecnologias de software estão permitindo que quase todo o trabalho seja dividido em tarefas distintas que possam ser parceladas aos trabalhadores quando necessárias, com a remuneração determinada pela demanda por esse trabalho específico naquele momento particular.

“Os clientes e os trabalhadores são combinados online. Os trabalhadores são classificados em qualidade e confiabilidade. O grande dinheiro vai para as corporações que possuem o software. Os restos vão para os trabalhadores sob demanda (on demand).

“Considere o serviço ‘Mechanical Turk’ da Amazon. A Amazon chama isso de “um mercado de trabalho que exige inteligência humana’.

“Na realidade, é um quadro de trabalho na Internet oferecendo salário mínimo para pequenos biscates estupidamente chatos. Os computadores não podem fazê-los porque eles requerem algum julgamento mínimo, de modo que os seres humanos os fazem por migalhas – digamos, escrever uma descrição do produto, por US $ 3; ou escolher o melhor de várias fotografias, por 30 centavos; ou decifrar escrita, por 50 centavos. A Amazon leva um fatia saudável de cada transação.

“Este é o culminar lógico de um processo que começou 30 anos atrás, quando as empresas começaram a substituir empregos em tempo integral por trabalhadores temporários, contratados independentes, free-lancers e consultores.

“Foi uma maneira de transferir os riscos e incertezas aos trabalhadores – trabalho que possa implicar mais horas do que o planejado, ou mais estressante do que o esperado.

“E uma forma de burlar as leis trabalhistas que estabelecem padrões mínimos para os salários, horas e condições de trabalho. E isso permitiu que os funcionários se unissem para negociar melhores salários e benefícios.

“O novo trabalho sob demanda muda totalmente os riscos para os trabalhadores, e elimina completamente os padrões mínimos.

“Com efeito, o trabalho sob demanda é uma reversão para o trabalho por peça do século XIX – quando os trabalhadores não tinham poder, nem direitos legais, assumiam todos os riscos, e trabalhavam todas as horas por quase nada.

“O Mechanical Turks da Amazon trabalha literalmente por centavos. Salário mínimo? Pagar 1,5 vezes por hora extra? A Amazon diz que apenas conecta compradores e vendedores, e, portanto, não é responsável.

“Os defensores do trabalho sob demanda enfatizam sua flexibilidade. Os trabalhadores podem se encaixar em qualquer hora que quiserem, trabalhar em torno de seus horários, preencher o tempo de inatividade em seus calendários…

“Uma oportunidade de fazer algum dinheiro extra pode parecer poderoso e atraente numa economia cujo salário médio está estagnado há 30 anos e quase todos ganhos econômicos foram para o topo…

“Nesta medida, a economia “que divide migalhas” (share-the-scraps economy) está nos arremessando para trás”.

Meu Comentário: Eu tenho que repetir mais uma vez que sem conectar as pessoas através da educação integral, elas vão inutilmente e infinitamente explorar uma a outra até voltar à Idade da Pedra. Estão reservados para nós sofrimentos que nos mostram uma maneira de sair deste beco sem saída, para onde o egoísmo nos impulsiona. Mas este é o caminho do sofrimento.

O caminho da Luz também é possível – atraindo-se a força da correção pela nossa unidade na educação integral. Assim que começarmos a implementá-la, vamos descobrir imediatamente as suas propriedades notáveis ​​em todos os aspectos de nossas vidas.

As Atuais Megacidades São Como As Antigas

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da University of Colorado Boulder): “Viver nos maiores e mais densos assentamentos permitiu que os habitantes de cidades antigas fossem mais produtivos, assim como é verdade para os habitantes modernos, de acordo com um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Colorado Boulder e do Instituto Santa Fe.

“À medida que as cidades modernas crescem, elas obedecem a determinadas regras. Conforme a população cresce, por exemplo, a área assentada se torna mais densa em vez de se alastrar. Isso permite que as pessoas vivam mais juntas, usem infra-estrutura de forma mais intensiva, interajam com mais frequência, e, como resultado, produzam mais por pessoa.

Num artigo publicado no ano passado, a equipe de pesquisa – liderada por Scott Ortman, um professor adjunto no Departamento de Antropologia do CU-Boulder – descobriu que este conjunto de regras, conhecidas como escala urbana, parece se aplicar às cidades antigas, bem como às modernas. Nesse estudo, os pesquisadores analisaram como os artefatos estavam espalhados e como as casas estavam distribuídas para mostrar que as cidades antigas também se tornaram mais densas na medida em que a população cresceu.

“Agora, os pesquisadores têm expandido este trabalho para mostrar que os habitantes de assentamentos antigos também se tornavam mais produtivos conforme o tamanho e a densidade de seus assentamentos cresciam, assim como nas cidades modernas”.

Meu Comentário: A humanidade, em seu desenvolvimento, passa por apenas duas etapas:

  1. Egoísta: o egoísmo inconsciente – os níveis inanimado, vegetal e animal – , e depois o egoísmo consciente (a realização do mal).
  2. Altruísta: subida até esse nível e seu desenvolvimento até o ponto do desaparecimento do nosso mundo (aparente).

Até agora, nós não mudamos a nossa natureza da etapa 1 para 2, de modo que, não importa o que nós construamos, nossas vidas estão focadas na satisfação de nossas necessidades animais (físicas), e não há grande diferença nas formas de vida em diferentes épocas.

Procurando Uma Nova Ideia

Dr. Michael LaitmanOpinião (Sergey A. Karaganov, cientista político russo, chefe do Conselho para a Política Externa e de Defesa): “Depois de ter ganho a Guerra Fria, a Europa está gradualmente perdendo o mundo. Ela está entrando na próxima fase das relações internacionais desunida e fraca, se deparando com confrontos, ou pior, uma grande guerra.

“Um grande slogan sobre a ‘casa europeia universal’ traz um sorriso sarcástico. Existe uma chance de não perder o mundo?

“A Europa não é o centro do mundo. Esta é uma entidade política, com apenas parte do sistema global, onde todos estão interrelacionados e sujeitos à influência mútua. Dada a atual falta de confiança, a perspectiva da existência de um único espaço parece ilusório. Além disso, a influência política dos Estados Unidos visa aprofundar a divisão da UE.

“Os últimos 25 anos foram desperdiçados. Sem a novas ideias e um grande objetivo que una as nações da Europa, haverá separação de acordo com as antigas e novas fronteiras”.

Meu Comentário: Isso é pré-determinado pelo plano da natureza (o Criador) para levar as pessoas à unidade pelo caminho do sofrimento ou da consciência da necessidade.

Uma Deficiência Digna Do Nosso Esforço

Dr. Michael LaitmanNós temos que tentar dar o nosso melhor ao máximo, a fim de avançar à meta da criação. Afinal de contas, esta estrada é muito mais do que o nosso desenvolvimento natural.

Uma Noz Dura

A natureza nos empurra para frente e desenvolve diferentes desejos e deficiências em nós; e nós, é claro, corremos atrás e buscamos o que nos falta. O que nos falta são prazeres que estão associados à comida, sexo, família, dinheiro, honra e conhecimento.

Esta é também a forma como os macacos constantemente cuidam de suas necessidades, e de sua lista de necessidades semelhantes às nossas. Na verdade, nós temos um estilo de vida comum: estabelecemos a mesma hierarquia social na sociedade humana; amamos o poder, e, além disso, amamos dinheiro. A natureza nos obriga a fazer isso e é assim que avançamos.

Mas nós não temos avançado de forma significativa nesta forma natural e não mudamos a sociedade humana de forma significativa nos últimos 5 a 50000 anos.

Se falamos da meta da criação, no entanto, trata-se de se tornar equivalente ao Criador, aderir-se a Ele. O Criador é uma força oposta à nossa natureza. Nós temos uma ligeira inclinação a ela que está envolta numa variedade de “vestes” muito sutis, cobertas por uma casca como uma noz.

Para alcançar a meta da criação, nós temos que estar equipados com uma nova deficiência não prevista pela natureza. Esta deficiência, o anseio pela meta da criação, não vai crescer em nós por si só; nós precisamos desenvolvê-la dentro de nós por nossos próprios esforços, certamente com a ajuda dos meios que nos foram dados: a sociedade, o método (a Torá), e o professor.

O problema é que muito poucas pessoas querem isso, menos ainda tendem a verdadeira busca, e menos ainda alcançam o que é desejado.

Saindo da Selva

A verdade é que hoje as coisas estão mudando, pois estamos diante de golpes globais que ameaçam toda a humanidade. Esses golpes nos obrigaram a pensar numa nova sociedade que não está organizada de acordo com uma hierarquia ou classes sociais que sempre elevam aqueles que são mais ricos e poderosos.

As coisas estão igualmente dispostas no mundo animal. De um modo geral, esta é a estrutura natural de um grupo, uma nação, uma sociedade, a humanidade: o maior babuíno bate no peito e exige submissão e obediência dos outros. Nós somos iguais: vivemos numa selva geral divididos em bandos.

Mas a nova natureza, a meta da criação, exige uma nova organização e reforma de nós; ela exige que nos tornemos um círculo, conectados, uma sociedade. Ela exige novos valores que não são baseados sequer no desejo de conhecimento, o que também dá um pouco de força, mas no amor e doação, no cuidado mútuo geral.

Ela exige que todos possam estar em pé de igualdade com os outros em vez de tentar dominar o outro. Em contraste com o velho paradigma, quanto mais uma pessoa sai de si mesma em direção ao cuidado do outro, ela pode se tornar mais adaptada à verdadeira meta da nossa evolução, que é o que devemos alcançar.

É hora de ser equipado com uma nova deficiência que se torna um círculo, uma conexão fora de mim, onde eu não tenho interesses próprios.

O Nascimento do Homem

Mas para eu florescer, algo chamado Adão (homem) precisa ser revelado; há a necessidade de um ambiente diferente que me forneça os exemplos corretos dos novos valores. Onde eu posso obter a necessidade disso? A natureza não me equipa com ela porque senão eu permaneceria um babuíno ainda que de outro tipo.

No entanto, um ser humano não é apenas uma estrutura social diferente, nem apenas a igualdade com os outros. Não, é uma atitude, uma inclinação; essa relação, conexão mútua, deve ser consciente de minha parte, para que eu queira a doação por causa de seu valor especial. Além disso, eu não tenho nenhuma inclinação por ela, nenhum poder que me desperte e me obrigue a desejá-la.

Aqui nós devemos de alguma forma estar equipados com um desejo, com uma nova direção, para a qual não temos nenhum desejo. A fim de fazer isso, há a força superior, a natureza, o plano da criação, que prepara uma ajuda para mim de uma maneira oposta, de modo que durante o processo de reconhecimento do mal, eu ainda seja capaz de compreender quem e o que eu sou. Gradualmente, por fases muito difíceis na ordem de causa e efeito, eu vou entender que deficiência eu tenho que desenvolver dentro de mim, a fim de continuar o meu avanço acima dela.

Quando eu entendo o problema que estou enfrentando na construção de um ser humano a partir do estado de um babuíno, eu considero esta nova deficiência como uma coisa muito valiosa. Se ela é revelada em mim, pelo menos até certo ponto, eu estou muito feliz porque é assim que um ser humano nasce, que está pronto para ascender acima da criação.

Exatamente o Oposto

Nós temos que nos relacionar com a deficiência que aparece em nós através da inclinação ao mal que o Criador criou. Ela é chamada por diferentes nomes: Faraó, Bilam, Balak, e Amaleque. Há 70 nomes para a inclinação para o mal, e em todos os níveis e em todos os estados, eles servem como ajuda contra, oposta à meta, e me permite avançar em direção a ela.

Esta ajuda invoca uma inclinação, um desejo em mim, que está focado justamente na meta. Isso me ajuda de forma qualitativa para que eu possa gradualmente entender como é diferente esta nova meta de meus sentimentos e mente atuais. Portanto, nós temos que nos relacionar com todas as perturbações que são invocadas em nós com grande sensibilidade.

Dias Vermelhos no Calendário

A mesma coisa se refere a todos os feriados judaicos e os dias vermelho no calendário. Rosh Hashana, Yom Kipur, Sucot, Simchat Torá, Tu Bishvat, Purim, Pessach, Lag Ba’omer, Shavuot e o dia 9 de Av são todos estados ao longo do caminho em que uma nova deficiência é revelada, uma revelação do novo mal que nos permite usá-lo corretamente, de forma intencional e consciente.

Isso é revelado dentro de nós desta maneira para que possamos ser livres em nosso avanço rumo à meta de uma forma consciente, como seres humanos e não como babuínos que a natureza empurra e que correm à frente apenas pela força do ego. Nós descobrimos diversas forças e equilíbrio entre elas.

A principal coisa que podemos aprender com estes feriados é que deficiências especiais nós precisamos descobrir a fim de ascender a todos os níveis que os feriados e dias especiais representam. Eles exigem uma deficiência que está focada em atingir a meta.

Essa deficiência decorre do nível humano que é externo a nós. Se olharmos corretamente para os problemas que surgem, vamos discernir a ajuda contra a força criativa dentro deles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/03/15, Escritos do Rabash