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A Sabedoria Da Ascensão

Dr. Michael LaitmanComentário: A moderna sociedade israelense sofre de divisão. As pessoas sentem que são estranhas umas as outras, realmente a ponto de ter aversão e ódio. Às vezes, você simplesmente quer que alguém desapareça, subir num avião com sua família e partir para sempre.

Resposta: Isso é o que nós sentimos na época do exílio egípcio. Esta é a escravidão, quando o ego nos domina, “joga” conosco de forma mais rigorosa, e cria relacionamentos como estes entre nós.

Como resultado, nós nos encontramos numa posição onde simplesmente não temos para onde ir. Hoje, alguns ainda pensam que podem fugir para algum lugar em outro país, mas nada vai ajudar.

Pergunta: Portanto, Israel se tornará uma panela de pressão onde as pessoas estão trancadas, totalmente incapazes de se tolerar?

Resposta: Certo, assim era no passado e é o que também vai acontecer no futuro. Não haverá outra escolha para nós além de alcançar a unidade. Além disso, sem achar uma saída, vamos concordar que a unidade só é possível acima do ódio.

Uma Ponte Sobre O Abismo

Pergunta: Os abismos que separam as pessoas têm tomado forma e cristalizado por anos. Hoje, a impressão é de que é impossível construir pontes sobre eles. É possível esquecer todas as diferenças e insultos? É possível ter controle sobre o potencial negativo?

Resposta: É possível. Eu não lhe pergunto quem e o que você é, a que comunidade ou partido você pertence. Não é nada disso. Eu só sei de uma coisa: eu estou com você, nós estamos com todo mundo, precisamos estar juntos, e isso é o que eu estou passando. Certamente, nós somos diferentes, opostos. Nós até nos odiamos. Tudo isso é completamente sem importância. Em vez disso, o que importa é apenas uma coisa: nós temos que começar a nos conectar e unir entre nós.

Nós demonstramos essa conexão e unidade através dos workshops, onde nos sentamos com pessoas muito diferentes, estranhas, refletindo todo o espectro social. Vamos tomar um representante de cada partido, senta-los juntos e organizar um workshop, e você vai ver que, mesmo numa composição mista como essa, eles vão descobrir maneiras de se conectar. Eles descobririam isso com a condição: de que ninguém pisoteie os outros e fomente o ódio neste chão. Pelo contrário, cada um está pronto para se unir e se conectar com os outros acima de todos os pensamentos e desejos anteriores.

Então, nós realmente realizamos isso, e no centro do círculo algum tipo de nova força é revelada, calor, compreensão mútua, capacidade de suportar e manter uma conexão mútua. Esta é a segunda força fundamental latente na própria natureza, o poder do amor. Não é o amor que irrompe entre um homem e uma mulher, mas a mesma força que penetra através das relações interpessoais.

Passos Em Frente

Hoje, nós estamos na dimensão do ódio e do egoísmo. Eu não tolero os outros; eu sempre procuro ser superior a eles e quero vê-los abaixo de mim, sob o meu controle.

Mas, é impossível continuar desta forma. Nós chegamos a um ponto em nosso desenvolvimento onde o egoísmo está nos devorando de dentro. Ele não vai nos deixar viver como antes, nem o povo de Israel, nem a humanidade como um todo. Portanto, pela primeira vez na história, a sabedoria da Cabalá foi revelado ao mundo. Sua função é nos ensinar como, sob novas condições e apesar da oposição, podemos segurar e manter uma boa conexão mútua.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 22/03/15

Uma Paz Inquieta Que Vai Dilacerar A Economia Global

Dr. Michael LaitmanOpinião (Mark Leonard, diretor do Conselho Europeu de Relações Exteriores): “Em 1914, a ordem econômica do mundo entrou em colapso porque as suas mais poderosas nações entraram em guerra. Um século mais tarde, as grandes potências são avessas ao derramamento de sangue – e perversamente, esse poderia ser o gatilho para outro desmoronamento da economia mundial.

“Os governantes enviaram uma vez a cavalaria quando queriam redesenhar o mapa. Agora, o campo de batalha principal é econômico. Em muitos teatros, as sanções têm tomado o lugar de ataques militares. Competir nos regimes comerciais está se tornando tão importante quanto alianças militares. O historiador americano Edward Luttwak chama isso de uma competição de geoeconomia, definida pela ‘gramática do comércio, mas a lógica da guerra’.

“As negociações comerciais também se tornaram uma arma econômica. Com o desaparecendo das esperanças de um acordo global, um labirinto de negociações comerciais bilaterais e regionais está ocorrendo. Mas ao invés de ligar o mundo num único sistema, fortes jogadores regionais estão tentando criar mercados fechados com acesso preferencial para suas próprias empresas, em detrimento dos Estados mais fracos.

“Uma teoria otimista, uma vez declarou que empresas multinacionais tornariam nações outrora hostis mais dependentes umas das outras, e que isso as tornaria uma força para a paz. Governos, observou-se, tinham um interesse esclarecido em garantir regras previsíveis e abertas que permitiriam às empresas prosperar, sem ser impedidas pelas fronteiras políticas.

“Mas o aumento das tensões entre as grandes potências está transformando esses momentâneos cavaleiros do mundo corporativo em peões. As instituições multilaterais, que deveriam ser as vigilantes benignas de uma nova era de cooperação em que todos ganham, estão se tornando um campo de batalha para a competição geopolítica”.

Meu Comentário: Não pode ser de outra forma, já que o mundo está se desenvolvendo através do desenvolvimento do egoísmo, de modo que o mal está empurrando o mundo para frente. Assim, ser otimista significa não conhecer a base para o desenvolvimento do mundo. Está escrito: “Eu criei o egoísmo e criei a Torá para a sua correção”, e sem o conhecimento da correção do egoísmo pela sua força oposta, nós temos apenas uma força negativa no mundo, que o controla e empurra para a destruição.

Nossa Agressividade Pode Nos Destruir

Laitman_727Opinião (Steven Hawking, Físico Teórico, Cosmólogo Inglês, Autor, Diretor de Pesquisas do Centro para a Cosmologia Teórica dentro da Universidade de Cambridge:

“‘A falha humana que eu mais gostaria de corrigir é a agressividade. Ela pode ter tido vantagem na sobrevivência em cavernas, para conseguir mais comida, território ou um parceiro com quem reproduzir, mas agora ela ameaça destruir todos nós’, respondeu-lhe Hawking, de acordo com o Independent. ‘Uma grande guerra nuclear seria o fim da civilização e talvez o fim da raça humana,’ explicou.

“Não só a agressividade humana já não serve a um propósito óbvio, mas os avanços tecnológicos, tais como armas nucleares, têm feito uma incrível quantidade de dano que pode ser feita com muito pouco esforço por um pequeno número de pessoas. Hawking não é único cientista proeminente a ter feito essa observação; Carl Sagan falou contra o desenvolvimento de armas nucleares durante a sua vida.

“[Ele também foi perguntado] quais traços humanos ele gostaria de ver mais vezes. Não sem surpresa, ele comentou que ele gostaria de ver mais bondade e compreensão.

“‘ A qualidade que eu mais gostaria de ampliar é a empatia. Ela nos reúne num estado pacífico e amoroso’, respondeu ele.

Meu Comentário: Esta opinião é óbvia, mas como podemos alcançar a empatia com os outros, como com os nossos familiares, nossos filhos…? – Isto é o que explica a Sabedoria da Cabalá!

Os Estados Unidos Estão Perdendo O Interesse No Oriente Médio

Laitman_633_4Nas Notícias (from Maariv Online): “Eu vi um estudo num programa de televisão que até recentemente os Estados Unidos importavam 25% das exportações mundiais de petróleo. Eles eram dependentes da Arábia Saudita e de outras nações. Hoje, tudo mudou.

“Eles desenvolveram uma tecnologia para obter gás mais barato e óleo do xisto (um tipo de mineral), e atualmente os Estados Unidos estão no topo do mercado dos principais fornecedores de energia.

“Agora os Estados Unidos estão enfrentando o problema oposto, encontrar mercados para a venda de seus recursos. A direção preferencial não é o Oriente Médio, mas as nações da Europa e a região do Extremo Oriente. Este fator explica a perda de interesse dos Estados Unidos em relação a Israel. Para os aliados da nação Judaica, o principal trunfo é a tecnologia, mas os Estados Unidos não precisam disso e podem se virar sem os Israelenses.

“A Rússia, China e Europa precisam de tecnologia, mas os chineses a roubam, e a União Europeia a substitui com imigrantes. A Rússia definiu os extremistas islâmicos como uma ameaça à segurança, e num fundo de mudanças geopolíticas um quadro poderia ser criado cujos sinais já estão brotando hoje; seus interesses serão idênticos àqueles de Israel, e ele se tornará seu aliado.

“A fim de estabelecer uma aliança com a Rússia, um regime Republicano de dois mandatos na Casa Branca é obrigatório. Isto irá gradualmente mudar o caráter das relações mútuas e não trará um conflito com os Estados Unidos, que por sua vez foi expresso na proibição de fornecimento de munições, armas e peças de reposição. Em uma visão geral, é possível dizer que os Estados Unidos decidiram sair e ir embora, e o que Israel será para eles? Ele não terá qualquer importância. Chegou a hora de procurar novos aliados”.

Meu Comentário: A força de Israel não estará na força das armas e da tecnologias, mas só através de uma conexão com a força superior que pode ser aumentada e expandida infinitamente através da união entre nós de acordo com o método da sabedoria da Cabalá.

Um Dos Dois, Não Há Um Terceiro

Laitman_421_01Pergunta: Por que o Baal HaSulam escreve que depois da democracia e do socialismo vem um regime fascista?

Resposta: Porque a democracia é incapaz de satisfazer o desejo de prazer. O desejo de prazer cresce e exige progresso. A própria pessoa quer estar mais conectada e a democracia lhe leva a isso. No entanto, que tipo de benefício ela obtém da conexão? Como nós percebemos isso?

A realização da unidade só pode ser em prol do nosso benefício pessoal ou em prol do Criador. Um dos dois, não há um terceiro. Se avançarmos de uma forma simples e natural, a conexão ocorre em prol do nosso benefício. E isto significa que estamos conectados contra todos os outros e tentamos transformá-los em nossos escravos, subjugá-los.

Uma abordagem como essa pode ser vista em todo o mundo, seguindo mais ou menos cada governo democrático. Depois que as pessoas obtêm pelo menos um pouco de liberdade, elas imediatamente começam a sentir que não têm conexão. No entanto, elas não sabem como usá-la: “Então nós nos conectamos, e agora?”.

Nós somos obrigados a explorar essa conexão em prol de alguém ou de alguma coisa. Em última análise, isso é realizado no combate contra os outros e mostrando o quão fortes, unificados e consolidados nós somos entre todos os povos. Isso surge natural e inevitavelmente. Hoje esta tendência já pode ser vista no mundo. De um mês para o outro mundo se aproxima cada vez mais do nazismo.

Basta olhar para o que geralmente está acontecendo no mercado comum europeu, sua tomada de decisão, os eventos que acontecem nos Estados Unidos, na Rússia e em muitas nações. Pode ser que você não sinta muito isso, mas eu vejo que o nazismo está se tornando aceitável na sociedade.

Nós estamos começando a falar sobre isso como algo legítimo. Começamos de uma distância com o fato de que devemos discuti-lo para que ele não volte. Mas, nesse meio tempo, até que comecemos as discussões, organizamos convenções e material impresso e as pessoas se acostumam com o assunto. Esta é a primeira fase.

Embora se diga que o nazismo é um fenômeno negativo, os pesquisadores e historiadores supostamente devem discutir o assunto. Depois que os filósofos e os futuristas participam da discussão, eles investigam e analisam como e por que isso aconteceu. Como resultado disso, eles chegam à conclusão de que esse comportamento é inerente à natureza humana e que o regime nazista era uma etapa natural e válida para o desenvolvimento da humanidade. Ou seja, ele é incorporado na nossa natureza e não pode ser evitado. Assim, a legitimação do fascismo é feita.

Depois disso, começam os discursos sobre a necessidade da unidade do povo, a necessidade de sanções contra os imigrantes, a necessidade de se unir contra os inimigos, porque somos fracos e estamos perdendo. Seria como falar de medidas necessárias para a sobrevivência. A ideia se espalha gradualmente. Para este propósito, existe uma tecnologia especial com a ajuda da qual em poucos anos será possível vender qualquer coisa às pessoas.

Hitler também não chegou imediatamente ao poder. Muitos anos se passaram desde a Primeira Guerra Mundial até a Segunda Guerra Mundial. Ele tinha algum tipo de base sobre a qual se levantar; ele foi realmente eleito pela maioria. Hoje é ainda mais fácil fazer isso, porque a conexão em nossos dias tem ainda mais procura, e é um tema ainda mais sensível. Há uma decepção ainda maior em nosso desenvolvimento.

Nós, como a humanidade, já paramos de nos desenvolver. Um novo telefone celular a cada semestre não demonstra um avanço tecnológico. Essas tecnologias já são velhas; não há nada de novo, apenas uma mudança na forma externa para vender o produto. Nós chegamos ao limite do desenvolvimento do pensamento técnico e logo a mesma coisa vai acontecer na biologia e tudo o mais.

Portanto, há muitas razões para o desenvolvimento do nazismo. Estas tendências continuam a crescer em todas as nações: França, Ucrânia, Estados Unidos, Rússia, e valeria a pena pensar nisso antes que seja tarde demais.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Tópico: Dia em Memória do Holocausto

O Futuro Da Europa Está Em Nossas Mãos!

laitman_426Pergunta: Qual é o futuro da Europa, como você o vê e qual será a solução para o problema iminente da imigração que a população local encontra?

Resposta: A Europa tem sido tolerante com o grande número de imigrantes sem exigir a sua integração na sua nova casa. Consequentemente, a identidade nacional desapareceu, e agora a diversidade étnica na Europa é muito grande.

Existem duas abordagens para este problema: uma sociedade multicultural ou assimilação.

Eu vejo o problema na destruição completa dos laços sociais. A sociedade se torna global e integral, mas, ao mesmo tempo, cada vez mais egoisticamente separada. A alienação social é típica de toda a sociedade, e eles não serão capazes de restaurar a antiga sociedade civil.

Ela só pode ser construída, mantendo-se a diversidade e estabelecendo uma cobertura geral de amor acima dela. Isso só é possível por meio do método da sabedoria da Cabalá, e nós podemos chegar a isso, quer pelo caminho do sofrimento ou pelo caminho da Luz. A escolha que fizermos vai determinar o sucesso da nossa disseminação da educação integral (da sabedoria da Cabalá).

A Limpeza Diária No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão importante celebrar Pessach (Páscoa Judaica) e observar suas condições?

Resposta: Este feriado judaico não é para comemorar um determinado dia na história. Pelo contrário, cada dia você tem que sentir como se saísse do Egito, tudo de novo.

Sair do exílio não é um evento antigo que nunca vai acontecer de novo. Todos os dias você tem que subir ainda mais acima de seu egoísmo e unir-se com outras pessoas através de laços de bondade.

O que nós celebramos em Pessach é o fato de que temos esta oportunidade. Nenhuma nação além de Israel tem a oportunidade de subir acima de seu egoísmo, para se unir e começar a sentir realmente como nós subimos acima da nossa natureza.

Pergunta: Então, os feriados são um tipo de lembrete?

Resposta: Os feriados são um programa com o qual temos que trabalhar dia após dia. Tudo depende de qual nível a pessoa se encontra. Nós estamos sempre em movimento, através de estados interiores especiais chamados Pessach, Sucot, Shavuot, Tu Bishvat,  dia 9 de Av, e assim por diante.

Pergunta: Por que há uma tradição que é passada de uma geração para a outra de realizar a refeição festiva de Pessach, quando os pais dizem aos seus filhos sobre o êxodo da escravidão no Egito?

Resposta: É porque nós precisamos aprender – ensinar os outros – sobre a ordem de sair do Egito, ou a ordem em que nos elevamos acima do nosso egoísmo e nos unimos com os outros, alcançando finalmente a garantia mútua e a unidade em torno do Monte Sinai (a montanha de ódio mútuo). O pai tem que ensinar seu filho a maneira certa de se unir com os outros.

Tanto pai quanto filho (meu estado ontem e meu estado hoje) estão dentro de mim todos os dias. Tudo acontece dentro da pessoa e no interior da nação.

Pergunta: O que você diria a uma pessoa moderna que não vê qualquer outra coisa neste mundo que não seja ela mesma e seu telefone celular? Como você lhe diria sobre a conexão entre as pessoas, sobre os diferentes tipos de relacionamentos? Que tipo de nova vida você pode prometer-lhe?

Resposta: A harmonia universal, a conexão entre as pessoas, é semelhante a um time de futebol perfeitamente coordenado, ou até mesmo a máfia, que estão ligados por laços estreitos. Esta conexão sempre faz a pessoa se sentir confiante, feliz, lhe dá um bom senso de unidade e de inclusão mútua nos desejos dos outros. Ela pode chegar a uma unidade de tal magnitude que desde dentro ela vai saber tudo o que os outros sabem.

Como todos nós estamos dentro de um sistema, o conhecimento e as sensações do mundo inteiro podem fluir entre nós, sem qualquer limitação. Os cientistas estão revelando que o nosso cérebro é um modem conectando-nos ao repositório comum de informação que está no ar.

Pergunta: Por que as crianças de hoje não são tão felizes?

Resposta: Porque elas atingiram um nível de egoísmo que não podem encontrar satisfação. No passado, se uma família tinha um quarto para morar, isso era suficiente para que eles fossem felizes. Mas hoje cada pessoa precisa de um apartamento separado e um carro para dar uma volta sozinha. Nós estamos sempre nos isolando e cada pessoa se encerra dentro de si.

Ninguém se sente feliz, e a razão para isso é o nosso isolamento. A felicidade só pode ser sentida quando você sente como  a energia, a força, e o calor fluem dentro da nossa conexão com o outro.

A solidão é a escravidão egípcia e vale a pena sair dela.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 15/03/15

Como O Poder É Perigoso

Nas Notícias (De Psychologies.ru): “Por que as pessoas no poder mostram claramente tirania, obstinação e instabilidade mental”? A resposta é simples: a ligeira sensação de superioridade sobre os outros pode ter um impacto significativo sobre todos nós.

“Nós todos notamos como, quase instantaneamente, as pessoas nomeadas para um alto cargo, transformam-se. Elas são impacientes e exigentes. Qualquer, mesmo o menor progresso na carreira, pode mudar radicalmente os seus comportamentos. O tom de suas vozes elevam-se, e tornam-se duras e arrogantes. Como todos nós, elas não têm nenhuma dúvida sobre estarem certas.

“Ao receber poder sobre os outros, sentimos nossa superioridade. Nossos desejos tornam-se mais altos do que as regras da decência e do comportamento, menos ética. Um senso de autoridade nos permite comportar ruidosamente e deixar uma bagunça.

“A partir deste momento paramos de compreender os sentimentos dos outros e ignorar os seus esforços. Todas as decisões são tomadas de forma independente e autoconfiante, especialmente nos casos em que o destino de centenas ou milhares de pessoas dependem disto”.

Meu comentário: Portanto, a cabalá incentiva permitir apenas pessoas corrigidas a “conduzir”, aqueles que estão livres dos propósitos pessoais egoístas. Foi assim no antigo reino de Israel durante o Primeiro e Segundo Templos, quando toda a população e, especialmente, os sábios que conduziam estavam no estado de revelação do Criador, que mantinha todos acima do seu egoísmo.

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Nós Dependemos Uns Dos Outros

Pergunta: Existe uma razão para todos os nossos problemas?

Resposta: Se houver um conflito com nosso cônjuge, nossos filhos, nossos vizinhos, no trabalho, e até mesmo dentro de nós mesmos, isso significa que o nosso ego, chamado Faraó, nos domina.

Pergunta: Mas a escravidão no Egito, de que a Torá nos fala, só foi em tempos antigos e terminou há muito tempo.

Resposta: O Faraó nos domina o tempo todo, até mesmo agora. Os eventos descritos na Torá não estão relacionados a um determinado período de tempo e não são uma estória histórica. Nós ainda estamos escravizados ao mesmo ego, à nossa natureza egoísta, que não nos permite viver uma vida normal.

Nós vivemos em um mundo especial hoje, em um momento especial. Estamos todos conectados em uma rede, num mundo integral, uma economia integral, e dependentes uns dos outros. Se a comunidade internacional impõe certas sanções contra qualquer país, ela corta as suas ligações com aquele país, como o Irã, por exemplo, este estado cai, já que todo mundo depende de todo mundo. [Leia mais →]

Líderes Das Proximas Revoluções

laitman_214Cada vez que a sociedade, a espécie humana, quer ascender a um novo nível e melhorar a sua situação, mudanças significativas são realmente feitas através de revoluções: na visão de mundo, na estrutura social, na estrutura política.

Toda revolução nos avança ao próximo estado; quando esse estado também é descoberto como insuficiente, uma nova revolução ajuda a dar mais um passo à frente.

É assim que o nosso desenvolvimento acontece: através de revoluções, de níveis de renovação.

Hoje nós estamos enfrentando a próxima revolução necessária e inevitável que acontecerá na área mais interna das nossas vidas: nas relações entre nós.

Na nova era elas mudarão drasticamente, e em vez de sermos estranhos e estarmos afastadaos um do outro, vamos sentir proximidade e conexão mútua, e vamos começar a viver de acordo com o princípio de reciprocidade e apoio, como irmãos numa família unida. Esta revolução nos relacionamentos influenciará bastante a situação atual.

Venham, vamos nos concentrar na característica única que caracteriza todas as revoluções, tanto as que já ocorreram e as que ocorrerão no futuro: sempre no início do processo, há pessoas únicas que a motivam e atraem outras depois delas.

Líderes Revolucionários, Antes e Depois

Não há revolução sem um revolucionário que se atreva a dizer coisas em voz alta que os outros só pensaram, mas não tinham coragem o suficiente para dizer. Uma pessoa assim faz uma diferença real.

Se considerarmos os revolucionários do século XX, como Lenin, Che Guevara, Martin Luther King ou Nelson Mandela, podemos discernir as características que caracterizaram todos eles. Eles começaram a sua atividade na sua mocidade; eles eram pessoas educadas que sentiam os processos latentes que estavam ocorrendo na sociedade; eles sentiram o povo e sua dor. Eles sofreram injustiças juntamente com eles; eles foram “cozidos” neste fogo; eles amadureceram, e gradualmente moldaram a nova agenda, a ideologia revolucionária.

Como resultado disso, como aprendemos com a história, eles realmente conseguiram realizar grandes mudanças na sociedade e no mundo.

Pergunta: Vamos comparar os líderes revolucionários do século XX e os líderes da revolução que se aproxima. Existe uma diferença entre eles, ou será que estamos esperando que surja o mesmo tipo de líder que levante a bandeira e atraia a humanidade depois dele?

Resposta: Primeiro de tudo, a palavra “revolução” pode ser entendida de forma diferente e nem sempre com precisão.

Em geral, sabemos que a pessoa é um desejo de prazer, vivendo para satisfazer o seu desejo. Com esse objetivo, ela muda a forma das relações sociais e passa de um modelo para outro: da família à aldeia, da aldeia à cidade, da cidade à nação, às relações internacionais. Tudo isso satisfaz a necessidade humana, o desejo de desfrutar e se sentir bem.

É assim que o ego saudável administra o mundo, é assim que nos desenvolvemos de geração em geração, e por isso temos que mudar alguma coisa de vez em quando. E as mudanças que são causadas pelo desenvolvimento do nosso ego não podem ocorrer de forma contínua, em todos os momentos, especialmente à luz do fato de que sequer estamos conscientes da velocidade desses processos. Somente na atual geração o ritmo das mudanças essenciais claramente se aceleraram, enquanto que anteriormente elas ocorriam uma vez em alguns séculos. Assim, mesmo as revoluções derivadas da necessidade de adaptar as relações sociais ao nosso desenvolvimento interior, por vezes, acontecem apenas raramente.

Além disso, é necessário compreender que as revoluções do passado não eram tão poderosas e extremaa. No final, o próximo estado nascia do estado anterior, mesmo que isso acontecesse com lutas, conflitos, discussões tempestuosas que, necessariamente, tipificam a transição da escravidão para a liberdade relativa, do feudalismo ao capitalismo.

Isso causou grandes mudanças, não só no relacionamento entre as pessoas, mas também na relação com o poder superior (religião), e também na indústria e economia. De fato, a Revolução Industrial alterou as relações entre nós, e isso requer, inevitavelmente, mais inovações sociais.

Compreensivelmente, sempre houve pessoas que expressaram a aspiração comum. Além disso, vários setores da sociedade sempre se relacionaram de forma diferente às mudanças. Muitas circunstâncias e fatores contribuíram para esse processo. No entanto, em geral, o desenvolvimento é condicionado à sociedade alcançar um acordo com as condições globais, com a natureza.

No passado, nós avançávamos devido ao fato de que a natureza causava certo progresso em nós. Eles moldavam e causavam reações e modificações internas. Seguindo essa reação nós tínhamos que mudar alguma coisa.

Em geral, é interessante que quanto mais perto de nossa época na escala das gerações, as mudanças que ocorreram tornaram-se mais nítidas e têm exigido mais entendimento, acordo, e participação das pessoas.

Por exemplo, no passado, na transição da era pré-histórica para a era da escravidão não houve guerras ou revoluções, porque as inovações foram relativamente favoráveis tanto para os senhores como para os seus escravos. Então essa transformação se tornou um processo social e levou à criação do novo regime no poder com leis e sistemas de aplicação específicos.

Mas isso não era resultado de uma análise consciente e conclusões posteriores; era simplesmente a própria vida exigindo uma subida ao próximo nível. Sob a influência da natureza nós entendemos que a escravidão já não compensava e não podia continuar. Condições que foram criados no comércio e na indústria exigiam que os escravos estivessem interessados em seu trabalho e eles foram libertados do estado de absoluta falta de direitos, porque isso permitia obter maior lucro deles.

Assim, no decorrer do tempo, o escravo se tornou um trabalhador subordinado ao seu patrão, e depois disso se tornou completamente livre. De uma forma ou de outra, neste processo tudo dependia do desejo de prazer, o grau de benefício que eu posso obter de alguém e ele de mim.

E assim a natureza desperta mudanças em nós durante nosso desenvolvimento interior, e constantemente nos obriga a digerir, entender e sentir essas mudanças, a concordar com o processo geral, com as alterações nela, com a sua adaptação e absorção na sociedade humana.

A nossa contribuição, nossa participação, encontra-se especificamente nisso. Nós temos que nos manter no meio: mesmo que a natureza nos obrigue a mudar, apesar disso, todos nós temos que fazer as mudanças.

É assim que a evolução e revolução são integradas. A humanidade passa por um processo interno de desenvolvimento e junto com isso o processo social é o início de inovações nas relações sociais. E apesar de tudo isso ser causado pela natureza, é preciso compreensão, consciência e realização de nossa parte.

Pergunta: Qual é o lugar aqui para um líder, um revolucionário, que vai sair à frente e atrair os outros depois dele?

Resposta: Este é sempre o caso: o líder reúne um grupo de amigos e outras pessoas de círculos mais externos ao seu redor, até atingir as massas, muito passivas, mas envolvidas no processo de mudanças.

Pergunta: De que forma o revolucionário se destaca no ambiente passivo geral?

Resposta: Ele tem a capacidade de inflamar os outros. Afinal de contas, a necessidade, o desejo, por uma mudança para melhor existe também entre eles, e ele deve, portanto, “compra-los” através de promessas. Junto com isso, o revolucionário é, geralmente, mais desenvolvido, entende e sente mais, de modo que vê o mundo de uma forma um pouco diferente. Além disso, ele sabe como transformar as pessoas e de que forma proporcionar-lhes a necessidade da revolução, ou seja, o imperativo para as alterações na estrutura social. Se a pessoa for bem-sucedida, se age no momento certo e nas circunstâncias certas, ela realiza seu objetivo.

Os revolucionários sempre foram pessoas educadas; eles entendiam o que estava acontecendo, sabiam ler a grande imagem, e também possuíam carisma especial. Além disso, eles tinham ajudantes ao seu lados que estavam prontos para despertar as massas. Dessa forma, eles lideravam o desenvolvimento.

Por outro lado, a palavra “revolução” nem sempre é apropriada. Claramente estamos falando de mudança; no entanto, mudanças como estas já se encontram cozinhando na sociedade; só é necessário trazê-las para fora, desenvolvê-las e passá-las do potencial para a ação.

A história nos dá exemplos de várias gerações: os líderes eram sempre pessoas inteligentes e educadas, de classe média ou alta, e não “pessoas comuns”, e, ao mesmo tempo, eles eram capazes de se conectar às massas e levá-las à transformação. Esse fenômeno nunca era confinado à elite, mas de lá se espalhava ao público em geral.

A revolução que hoje nós enfretamos é excepcional. Ela será única.

Em princípio, o processo é o mesmo: a natureza age em nós e nos empurra para a mudança. Mas desta vez as mudanças não são causadas ​​porque o desejo já mudou e somente o ambiente ainda foi organizado de maneira apropriada, como foi o caso em transições de uma formação para outra em épocas anteriores. Não, hoje nós só devemos mudar a nós mesmos. Antes da revolução mudar a face da nossa sociedade, é necessário mudar a pessoa. Portanto, isso exige um trabalho avançado de nós, a base sem a qual nada será bem sucedido.

Portanto, nós temos que sair às pessoas e ensiná-las a construir novas relações, novas leis, de acordo com o que vamos viver. A natureza está nos empurrando especificamente para isso; isto é o que ela insere em nós. Então, primeiro uma revolução “educacional” é necessária: nós devemos fazer de tudo para sair às pessoas e educá-las.

De acordo com os sinais exteriores isso é um pouco parecido com o que os bolcheviques, com Lenin como cabeça, queriam fazer na Rússia. Eles também disseminavam material impresso, comunicando-se com as massas de trabalhadoras nas fábricas, e em cada esquina explicavam sua mensagem. Embora essa não tenha sido uma mudança na pessoa e na sociedade, eles estavam agitando o público e explicando o que precisava ser feito.

Ao longo do caminho eles se adaptaram às pessoas e realmente apelara aos pobres, aos plebeus, que estavam muito longe da revolução industrial que o país precisava desenvolver e não ser um apêndice agrário da Europa.

Pergunta: Assim, a próxima revolução será uma revolução na educação e exigirá uma publicidade avançada em todos os estratos da sociedade. Só depois disso que vai ser preparado o solo para a fase decisiva: a mudança da pessoa. Nesse caso, que características devem caracterizar os líderes da próxima revolução?

Resposta: Em primeiro lugar, eles serão guias, um “exército” de guias. Eles devem se voltar às pessoas, especialmente através de redes virtuais, por meio da Internet, uma vez que isso abrange o mundo inteiro e faz com que seja possível chegar a todos, sem estar envolvido com material impresso.

Em geral, a verdadeira revolução atual não é nas capitais. Há uma situação diferente: a revolução penetra internamente, e na primeira etapa ela ocorre principalmente dentro da pessoa.

Pergunta: O que é essa revolução interna?

Resposta: Como em todas as revoluções, a pessoa deve estar em desespero com a situação atual. Mas, ao mesmo tempo, deve compreender as razões para a situação: isso não depende das elites predatórias que estão apenas preocupadas com elas, e nem do governo que não faz nada prático. Aqui a coisa toda é na natureza humana.

Ninguém é culpado, e não tínhamos a intenção de queimar, destruir ou derrubar ninguém; afinal, o próximo funcionário será o mesmo, se não pior. Não, nós vemos que o nosso inimigo é a nossa natureza. É o predador que fica dentro de nós, o ego que se preocupa apenas com ele. Dentro de mim e em cada um de nós se senta um animal selvagem que só pensa em si mesmo. Ele olha para o mundo desde dentro de uma pessoa e faz um cálculo: “Como posso ter prazer? Como posso usar todos apenas para o meu próprio bem? Como posso humilhar os outros? Afinal de contas, este também é prazer… “.

Portanto, primeiro a pessoa exige uma revolução na compreensão de seu destino: “É lógico que eu sou totalmente dependente do animal selvagem que está se escondendo dentro de mim; eu sou subordinado a ele”.

E assim nós chegamos à conclusão de que é necessário construir um sistema para a nossa correção interna. Ele vai nos mostrar o que é esta “besta”: nossa natureza, a inclinação ao mal, o ego, que destrói toda a iniciativa e não possibilita controlá-la e relaxá-la. Pelo contrário, ela sempre nos domina e até sai do seu caminho; apesar de tudo isso ainda está no comando. Por mais que eu queira sair de sua autoridade, dominá-la, no final eu vou descobrir o mesmo rosto bestial que me governa, embora em outro vestido. Eu simplesmente não tenho outra natureza além desse ego.

Este processo é chamado de “reconhecimento do mal”: eu aprendo a reconhecer a besta em mim e vejo o quão louca ela é, seu total controle sofisticado, e nada é deixado para mim.

Só uma coisa pode me salvar: se eu me conectar com os outros. Então nós encontramos o ponto de conexão entre nós e agimos a partir daí. Então, nós podemos estreitar cada vez mais a conexão entre nós, dominar a besta dentro de nós, a inclinação ao mal, jogá-la fora, e nos distanciar dela. Esta é a única forma.

O trabalho neste sentido, é educação integral, ou a sabedoria da conexão. O nome não é tão importante. O que importa é a forma como percebemos a primeira etapa da revolução.

Assim, segue-se que o próximo revolucionário é um líder, um professor, um guia. Ele não resiste contra qualquer pessoa; ele não incita uma parte do povo contra a outra parte, ou uma nação contra outra nação. Os bolcheviques especificamente precisaram de uma guerra com a ajuda da qual poderiam dominar as elites que estavam enfraquecidas. Não há nada como isso aqui, porque estamos diante do homem. E não faz diferença se ele trabalha a terra ou é um rei; isto não importa. Afinal de contas, todos, desde o menor até o maior, estão doentes com uma doença única, todos nós somos dominados pela inclinação ao mal e todos somos seus servos.

Por isso, todos devem passar por mudanças através do estudo para estar cientes do que está acontecendo, para entender o modo de desenvolvimento da espécie humana, o nível atual e o próximo nível para o qual nós temos que subir. Quem é sábio, vê, já adquiriu inteligência e sensibilidade. Assim, de acordo com as mudanças internas, vamos começar a realizar mudanças na sociedade.

Essa não é uma revolta, não é terror; isso deve vir de dentro, de acordo com o nível de desenvolvimento, de acordo com o entendimento e a consciência, de acordo com a profundidade do desejo humano. Assim, apenas o método de publicidade, explicação e educação, quando o poder de uma sociedade sobre a pessoa a transforma, vai funcionar. Só assim é possível avançar. E a imagem do próximo revolucionário é criada a partir disso.

Pergunta: Isto é, ele é um guia, um professor, e seu papel é o de trazer a pessoa e toda a sociedade, todos, todos os setores, para o reconhecimento da natureza humana que nos traz problemas e destrói nossas vidas. Isso não possibilita que possamos construir um bom relacionamento com os outros. É o inimigo interno que se esconde dentro de nós. Assim, segue-se que uma pessoa ou grupos de pessoas que se levantam no comando da próxima revolução são educadores cujos método é completamente oposto da abordagem agressiva, de conflitos e confrontos?

Resposta: Certo. A violência não tem lugar aqui, porque toda essa revolução é baseada especificamente na igualdade. Nós atraímos a força para mudar a partir da unidade, e a verdadeira unidade só é possível entre iguais.

O guia é grande, alto, compreensível e forte: isso é correto. Mas em relação aos outros ele é especificamente menor do que tudo: ele os apóia, ensina e serve. Não há espaço aqui para uma nova elite.

Depois, seus emissários começam a aparecer, pessoas que estão prontas para trabalhar no campo. E depois disso, enquanto as pessoas estão passando por mudanças, chega a vez dos organizadores, organizando a nova sociedade que está adaptada às mudanças internas que as pessoas estão passando.

Assim, segue-se que a revolução acontece dentro da pessoa – e de acordo com isso define a nova imagem da sociedade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 03/04/14