Textos na Categoria 'Convenções'

Eles Já Estão Cansados De Esperar Por Nós No Segundo Andar, Parte 2

Dr. Michael LaitmanA quebra foi de propósito, a fim de permitir que nós preparássemos nossa alma para a revelação da Luz Superior dentro dela. Quando nós tentamos corrigir a quebra e estabelecer relações de amor e doação mútua entre nós, nós descobrimos que não podemos fazer isso.

É bom que não possamos fazer isso por nós mesmos, já que assim ansiamos pela Luz, pela força de doação, que deve nos ajudar. Nós queremos que essa força apareça no meio de nós e nos permita conectar numa rede de doação mútua.

Eu atraio a Luz na medida em que quero doar aos outros e amá-los. Quando a Luz aparece, eu sinto a conexão com os amigos e começo a ver e a senti-los graças à influência da Luz. A Luz nos coloca em diferentes estados com diferentes conexões e, assim, eu posso ver e aprender como o nosso vaso coletivo começa a se conectar e como todos os seus componentes são integrados corretamente pela Luz.

Na verdade, eu não vejo a Luz, mas sinto suas ações que me ajudam a conectar com os amigos. Eu vejo o que está acontecendo na rede das conexões que são reveladas entre nós, e, assim, eu estudo as ações da Luz e começo a compreender e sentir. É dito: “De Suas ações Lhe conheceremos”.

Assim, a rede de conexões entre nós é construída gradualmente na medida em que eu preciso dela. Os amigos me ajudam a ansiar por isso, eu me esforço e por isso atraio a Luz e construo esta rede.

Dentro da rede, nós descobrimos a Luz Superior e como ela nos formata, o que significa que nós a alcançamos de acordo com suas ações. Mas isso também não é suficiente, porque nós temos que subir do amor dos seres criados ao amor do Criador. Assim que chegamos ao amor dos amigos, nós subimos para um nível superior por nosso desejo de ser igual à força que atua na rede de conexões entre nós.

Isso significa que nós não queremos nos assemelhar à conexão real entre nós no primeiro andar, mas à força que opera dentro dela, que se chama segundo andar.

Esta é a forma como são criados três níveis. O primeiro nível é o piso térreo, que é onde estamos durante o período de preparação.

Nós subimos ao primeiro andar quando alcançamos o amor dos amigos. Ele só é chamado de amor dos amigos, mas, na verdade, estes são os meus esforços para construir a rede de conexões entre nós com toda as dez Sefirot, já que toda a criação é composta por dez Sefirot. Então o Criador é revelado nessa rede.

Nós realmente construímos Malchut, a Shechina, que é o lugar onde o Criador pode habitar e ser revelado. Construir tal lugar é chamado de amor dos amigos, nas palavras comuns deste mundo, mas nós devemos entender que se refere à construção dos vasos espirituais, à rede de conexões.

Graças a isso, nós realmente reconstruímos a rede de conexão, corrigimos a quebra e começamos a entender as ações do Criador. Se o Criador não tivesse quebrado essa estrutura, nós nunca teríamos sido capazes de revelá-Lo, mas teríamos sido anjos que estão em seu atributo natural de doação.

Mas já que pedimos a revelação do Criador para que Ele nos conecte após a quebra e nos ajude, vamos, portanto, conhecer Suas ações e atingir “a vantagem da Luz sobre a escuridão”. É assim que podemos imaginar o vaso e a Luz dentro dele porque eles se tornam duas entidades separadas, como um corpo e a Luz que o preenche.

Não devemos pensar que o amor dos amigos é redundante. Passam-se anos antes que uma pessoa comece a entender a importância do amor dos amigos, como resultado da influência de pequenas porções de Luz. Nós podemos aumentar a importância disso por nossas ações um perante o outro. Na verdade, ninguém sente a real importância, o que é ótimo; desta forma, nós reconstruímos a alma quebrada. Então, nós descobrimos a nossa adesão ao Criador dentro dela.

É impossível tratar o Criador melhor do que os amigos! É impossível se conectar a Ele, doar a Ele e amá-Lo mais do que conectar, doar e amar os amigos. Afinal, tudo é determinado pelos vasos.

Todos devem entender que, no final, não há escolha senão se anular perante o grupo, tentar se conectar com todos com todo o seu coração e alma de modo que em vez de sentir a si mesmo, vamos sentir somente todos juntos como um todo.

É porque nós queremos acelerar o nosso desenvolvimento e ajudar-nos a chegar ao estado em que vamos finalmente começar a descobrir o espaço espiritual onde organizamos uma convenção de conexão e nos reunimos para fazer um esforço coletivo para nos conectarmos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/12/14, Escritos do Rabash

Aprender A Viver Num Mundo Integral, Parte 2

laitman_254_01Baal HaSulam, Artigo “A Liberdade”: Acontece que quando a humanidade atingir seu objetivo, no que diz respeito ao sucesso dos corpos, ao levá-los ao grau de completo amor ao próximo, todos os corpos no mundo se unirão em um só corpo e um só coração, como está escrito no artigo, “A Paz”. Só então toda a felicidade destinada a humanidade se revela em toda a sua glória.

A humanidade precisa chegar a um estado em que todos atingem a espiritualidade e a revelação completa do Criador.

Baal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Volume 3, Ohr Pnimi, Item 88: Todas as nossas relações com as orações e as Mitzvot práticas são a fim de esclarecer repetidamente e a elevar todas as almas que caíram do Primeiro Homem e caíram nas cascas, até que elas sejam trazidas de volta à sua raiz inicial, como eram antes do pecado da Árvore do Conhecimento, o que significa que, antes do pecado da Árvore do Conhecimento o Primeiro homem já estava em sua plenitude final.

Nem mais, nem menos. Nós temos que corrigir toda a quebra que o primeiro homem (Adam HaRishon) sofreu e restaurá-lo ao estado corrigido. Todas as pessoas no mundo devem chegar à completa revelação do Criador.

Baal HaSulam: Na nossa geração, quando cada indivíduo precisa da ajuda de todos os estados do mundo para alcançar a própria felicidade (uma vez que estamos vivendo num mundo global integral), o indivíduo deve ser escravizado ao mundo inteiro como uma engrenagem numa máquina.

Todos nós somos como engrenagens no mesmo mecanismo, totalmente dependentes um do outro, de tal forma que ninguém pode chegar à correção, a menos que todos estejam corrigidos. No momento, isso não diz respeito a nós, pois nós estamos apenas no primeiro nível de correção, antes da revelação do Criador. Há 125 outros níveis da escada espiritual diante de nós e quanto mais alto subirmos nessa escada, mais teremos que nos expandir e mais pessoas nós teremos que incluir no processo de correção para revelar o mundo superior. Isto é especialmente verdadeiro hoje, quando nosso mundo se tornou integral.

Baal HaSulam, “Paz no Mundo”: Portanto, a possibilidade de realizar condutas boas, felizes e pacíficas num estado é inconcebível quando não é assim em todos os países do mundo, e vice-versa.

É impossível chegar a uma boa vida em apenas um país. Hoje todo mundo sabe disso. Pelo contrário, se for ruim num determinado lugar, será ruim para todos. É uma pena que os políticos não entendem isso.

Portanto, como podemos atrair as pessoas para a correção? Nós podemos ter sucesso com quantidade e podemos ter sucesso com qualidade. Pode ser um grupo muito pequeno, mas forte de Cabalistas, mas às vezes é o contrário, quando a média é baixa, mas o tamanho do grupo compensa isso pelo número de membros, 30, 49 ou 70 pessoas.

Há um herói em quantidade e um herói em qualidade assim como na nossa vida. Se eu tenho que mover uma carga de um lugar para outro, eu posso fazer isso com a ajuda de vários “heróis”, mas se não tenho nenhum “herói”, eu posso fazer o mesmo trabalho com um número muito maior de pessoas comuns.

O mesmo é verdade no que diz respeito à sabedoria da Cabalá. É claro que devemos ansiar por qualidade, mas não devemos subestimar a quantidade, uma vez que também é muito útil. Mesmo que sejamos pequenos, nós podemos conseguir se houver uma quantidade e podemos fazer o trabalho ainda mais rápido.

Há uma grande vantagem para um grande número de participantes. Se um deles cai, outro sobe. Todos ajudam um ao outro, e o fato de que todos estão em diferentes níveis e em diferentes estados torna mais fácil realizar o trabalho. Portanto, nós temos que ter certeza de que o grupo se expande, cresce, e “engorda”.

Baal HaSulam, “A Última Geração”, Parte 2: A inclinação da vida é alcançar cuidadosamente a adesão em prol do Criador sozinho, ou premiar as massas com a adesão com o Criador.

Isso significa que nós temos que alcançar a adesão com o Criador enquanto ainda estamos vivos. Esta é precisamente a razão pela qual nós nascemos num corpo físico, o que significa que recebemos um ego extra chamado de corpo. Agora nós temos que subir acima do ego, aderir ao Criador e se conectar a Ele.

Baal HaSulam diz que este é o objetivo de todo homem. Mas se você não puder alcançá-lo, você será capaz de fazê-lo por meio da disseminação da sabedoria da Cabalá aos outros. Como se diz: …Assim, você pode saber que a inclinação da vida é alcançar cuidadosamente a adesão em prol do Criador sozinho, ou premiar as massas com adesão com o Criador. Baal HaSulam, “A Última Geração” Parte 2.

Cada pessoa tem o seu próprio estilo de trabalho. Há aquelas que se dedicam à disseminação e outras estudam, o que significa que se envolvem tanto numa correção externa ou numa correção interna, cada uma de acordo com suas habilidades.

Do Congresso em Verona 22/11/14, Lição 4

Emitir A Luz Pelo Nosso Desejo

Dr. Michael LaitmanQuando nós olhamos para a nossa vida neste mundo, parece que somos obrigados a passar muitas horas em atividades desnecessárias. A vida está organizada de uma maneira dispendiosa com tantas horas gastas com sono, alimentação, trabalho e família. Uma pessoa fica com algumas pepitas de tempo no final.

Algumas pessoas calculam e descobrem que têm apenas alguns minutos restantes fora de toda a sua vida e não são claras porque vivem suas vidas.

Por outro lado, nós entendemos que toda a nossa vida material é construída de acordo com raízes espirituais. Em nosso mundo não há nada que não tenha sido consequência do mundo superior, uma vez que todos os ramos materiais derivam de suas raízes espirituais mais elevadas.

Mesmo atividades simples em nosso mundo, como sono, trabalho e alimentação, parecem um desperdício de tempo, mas no mundo superior elas têm uma forma espiritual. Aparentemente, o nosso mundo é projetado corretamente, não importa o quão irracional possa parecer para nós. Primeiro nós precisamos tomar isso como uma hipótese, e depois vamos ver.

A nossa vida parece muito curta ou muito longa, confusa e sem qualquer significado, mas ela está aparentemente disposta na melhor forma para alcançar a meta mais elevada. E se assim for, é necessário perguntar: “Onde está essa razão secreta, essa meta correta para a qual devemos lutar? O que exatamente há para se escolher nesta vida e como que mergulhamos nessa análise? ”

Mesmo durante quando estamos no trabalho espiritual estudando, nem sempre somos capazes de nos concentrar corretamente. O que pode ser descrito como o mais importante e necessário? O que pode ser alcançado nessa vida, a fim de torná-la bem sucedida e usar corretamente esta oportunidade que nos foi dada?

Nós chegamos ao ponto mais importante onde todo o nosso trabalho e esforço estão concentrados. Este é o local pelo qual todos nós devemos nos esforçar e buscar: a revelação do Criador. Este é o único local para o qual devemos dirigir nossos esforços, para tentar chegar o mais próximo possível, até que possamos tocá-lo e, assim, começar a construí-lo.

Tem sido escrito que nós criamos o Criador. Nós precisamos construir um vaso, um desejo conjunto dos muitos desejos estranhos e diferentes que são estranhos entre si. A capacidade do vaso é determinada pelo contraste e a conexão de todos os componentes, a qual será revelada a nós como a propriedade de doação que está localizada acima da propriedade de recepção.

O confronto destas duas propriedades, uma contra a outro, é como nós revelamos o Criador. Como está escrito: “O amor cobre todos os crimes”, o qual é construído acima do ódio.

É claro que a coisa mais importante é construir este lugar comum para nós que é combinado de nossos desejos. Por isso, todo mundo tem que saber que tipo de desejo está sendo falado, o que queremos que ele faça, como a pessoa organiza e constrói o desejo correto, como dirigi-lo corretamente, qual será o seu efeito, e o que nós precisamos de sentir dentro dele.

O interessante é que nenhum de nós tem um desejo bom o suficiente para a revelação do Criador! Se ele estivesse presente em nós, nós precisaríamos apenas aumentar o seu tamanho e poder à custa da nossa associação. Mas tudo se baseia exatamente no oposto, que é a anulação do desejo oposto existente dentro de uma pessoa.

Na Cabalá, isso é chamado de tela e Luz Refletida. Nós precisamos construir tais desejos internamente e ver que eles estão contidos neste desejo particular que aparece como oposto, como uma aspiração de doar. Só neste desejo é que somos capazes de nos conectarmos uns com os outros e alcançarmos tal qualidade e força poderosa que começaria a emitir Luz por si só. Portanto, a coisa mais importante é esse lugar comum que devemos alcançar.

Do Convenção de Associação 05/12/14, Lição 2

Aprender A Viver Num Mundo Integral, Parte 1

laitman_579A Luz criou o desejo de receber e depois o dividiu em cinco fases. A fase da “raiz” – Keter, ainda pertence à Luz. A partir dela, a primeira fase emerge que pertence ao desejo, ao Kli, a Hochma. A fase de Hochma é o desejo de receber que quer ser doador como Keter e se torna Bina. Bina produz ZeirAnpin, um único Kli que integra recepção e doação dentro de si. E Zeir Anpin produz Malchut, que inclui todas as características dentro de si e quer ter tudo sem levar nada em conta; o principal é ser preenchida.

Esses estados são chamados de Quatro Fases da Luz Direta, porque eles criados pela Luz que se estende diretamente de cima para baixo. A última fase, Malchut, que é o única Kli verdadeiro, a criatura, também é dividida em cinco partes: 0, 1, 2, 3, 4.

Desejos nos níveis 2, 3 e 4 são muito fortes, difíceis, e, especialmente, egoístas. Eles são chamados de desejos receptivos, os AHP. Os desejos nos níveis 0 e 1 são os desejos mais leves, Galgalta ve Eynaim (GE).

O objetivo da criação é levar toda Malchut ao estado de Keter, como o Criador. Para que isso aconteça, muitas ações ocorrem, incluindo a quebra. E agora, cabe a nós corrigir tudo. É interessante notar que existem partes de Malchut que não estão prontas para serem despertadas para a correção por si e exigem um despertar externo. E há partes que despertam por si e anseiam pelo objetivo da criação, pelo Criador. Elas já querem alcançar os céus e o mundo superior aqui nessa vida. Essas pessoas vêm estudar a sabedoria da Cabalá; elas querem saber o significado da vida: Para que estamos vivendo?

Muitos fazem esta pergunta, especialmente em sua infância, entre as idades de 5 a 10 anos. Porém, depois a criança cresce e deixa de perguntar sobre isso. No momento em que a atração sexual se desenvolve nela, ela esquece essas perguntas sobre o sentido da vida. O que pode ser feito sobre isso? Assim é a vida. A sociedade as suprime numa pessoa e ela para de pensar no significado de sua existência.

Entre algumas das pessoas há Reshimot (lembranças) espirituais que as forçam a procurar o sentido da vida. E outras pessoas não estão prontas até mesmo para imaginar perguntas como estas. Mas todos nós somos partes do mesmo Kli, todos devem chegar à correção.

A singularidade do Kli integral é que cada parte inclui todo o resto das partes em si. É impossível corrigir a fase da raiz ou a primeira fase sem incluir todo o resto das fases dentro delas. Esta é a lei do sistema integral.

Mesmo o nosso corpo funciona de acordo com o mesmo princípio, mesmo que não estejamos ciente disso. De acordo com a medicina oriental existem pontos nas mãos e nos pés que representam todos os órgãos do corpo: os rins, o coração, todos os órgãos. E isso é realmente assim.

Portanto, para nos corrigirmos, nós temos que ser atraídos para a correção de todo o mundo. Não há escolha! Em nossos dias, esta é uma obrigação! Em períodos anteriores, os Cabalistas se corrigiriam, já que não havia possibilidade de falar abertamente com as pessoas sobre a sabedoria da Cabalá e sobre o significado da vida. Portanto, os Cabalistas estavam em ocultação. Era inclusive proibido abrir a boca para falar sobre Cabalá publicamente.

Esta situação continuou até 30-40 anos atrás. Era proibido falar sobre a sabedoria da Cabalá na rua, visto que ninguém era capaz de ouvir. Se alguém descobrisse que você estava estudando Cabalá, as pessoas simplesmente fugiam amedrontadas de você. Era considerado crime. E as livrarias não vendiam livros sobre Cabalá.

Assim, ao longo das gerações, desde a antiga Babilônia, os Cabalistas corrigiram o que era possível, ou seja, eles mesmos. Até mesmo 30 anos atrás, eles estudavam secretamente a sabedoria da Cabalá. E só em nossos tempos a Cabalá emergiu do esconderijo e se tornou um conhecimento comum.

Mas junto com isso, nós temos que corrigir o mundo; caso contrário, não podemos corrigir a nós mesmos. Era suficiente para os Cabalistas do passado se corrigir, mas para nós isso não é mais suficiente. Muitas fontes têm sido escritas sobre o assunto.

Baal HaSulam escreve no artigo, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Mas o fim da correção do mundo só ocorrerá ao se levar todas as pessoas no mundo sob a Sua obra, como está escrito: “ E o Senhor será rei sobre toda a terra (ou seja, sobre cada desejo); naquele dia o Senhor será Um, e Seu nome Um”(Zacarias, 14 9).

Do Congresso em Verona 22/11/14, Lição 4

Coração A Coração

laitman_943Pergunta: O que você espera da próxima Convenção?

Resposta: Primeiro, nós precisamos levar a Convenção a sério e passar cada minuto e cada hora de dela numa inclinação coletiva para se conectar, a fim de revelar o nosso atributo de doação coletivo onde vamos descobrir o Criador.

Ao mesmo tempo, não devemos esquecer todos os grupos e todos os nossos amigos que não são podem estar conosco em pessoa, por várias razões. Não vamos esquecer ninguém.

Nós também não vamos esquecer toda a nação de Israel e o mundo inteiro também.

Vamos constantemente tentar implementar o impulso interior que cada um de nós tem para a conexão durante todas as atividades e os eventos na Convenção, a fim de sentir o coração dos amigos como um coração.

Este é o sentimento que devemos ter como resultado da Convenção e devemos tentar mantê-lo durante a semana. Em algumas semanas teremos outra Convenção e mais uma vez vamos ver até que ponto os nossos esforços em conectar nos ajudam a avançar.

Se todo mundo for sério em sua tarefa de contribuições, vamos realmente ser capazes de conseguir algo.

Cada um deve mostrar ao outro o quão sério ele é e a sua prontidão para atingir a meta, para alcançar a conexão. Ele deve mostrar aos outros que trabalha com o coração aberto no que diz respeito aos outros e em que medida é atraído para a conexão entre eles, para realmente estar conectado de coração a coração. Esta é a impressão e a inspiração que devemos receber de todos. Todos têm que dar o exemplo de quanto querem e anseiam estar conectados e quanto querem quebrar todas as divisórias entre nós.

Nós devemos chegar cada vez mais perto um do outro, de modo que cada um veja até que ponto anula a casca (Klipot) de seu corpo (Guf). É nossa obrigação prosseguir nestes esforços.

Da 2ª da Lição Diária de Cabalá 04/12/14, Escritos do Baal HaSulam

Conectar-se Por Meio Do Professor

Dr. Michael LaitmanA coisa principal a aprender não é o estudo de fenômenos distintos, mas as conexões entre eles: Como um fenômeno depende do outro, de forma direta e de forma oposta. Isto significa que o estudo nos fornece uma imagem das conexões entre todas as partes da realidade.

Nós prestamos mais atenção a isso durante as aulas. Nós aprendemos mais nas conexões entre os elementos do que nos elementos reais. É impossível estudar apenas uma coisa.

Acontece que uma pessoa não pode estudar por si mesma. Portanto, está escrito: “Eu aprendi com todos os meus alunos”. O professor não aprende por si mesmo, mas com seus alunos. Portanto, se nós disseminamos a sabedoria da Cabalá ou ensinamos o método integral, aprendemos com nossos alunos e, assim, avançamos.

Mas se eu não ensino e não tenho alunos, não posso avançar. A pessoa só pode aprender com seus alunos, e essa é uma condição essencial. Agora nós podemos entender por que os Cabalistas nos chamam para disseminar a sabedoria da Cabalá. Nós não estamos fazendo um favor a ninguém com isso, mas estamos ajudando a nós mesmos.

Ensinar um aluno significa estabelecer uma conexão entre ele e o Criador. Isso é realmente o que um professor ensina a seu aluno: como conectar-se com o Criador. Isto significa que o professor está entre o Criador e o aluno como um mediador, um guia, um condutor.

Um aluno se conecta com o Criador através do professor, quer ele queira ou não. Toda vez, ele renova a sua conexão com o Criador, seja de forma positiva ou de forma negativa; todas as mudanças são através do condutor, do professor. Não importa o que o aluno faz, se ele sobe ou desce, ele ativa este condutor e o professor ganha com isso.

É impossível se conectar com o Criador, a menos que você seja um guia, um condutor que transmite ao grupo ou a um aluno. Isto vai junto com o fato de que não há necessidade de corrigir a pessoa em si, mas sim a sua atitude para com os outros, incluindo o Criador.

Da Convenção em Verona 22/11/14, Lição 4

Se Apenas Soubéssemos O Quanto Ganhamos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais os benefícios que eu recebo quando contribuo para a disseminação do conhecimento da Cabalá no mundo? Que recompensas eu recebo do Criador quando digo ao mundo inteiro que é preciso alcançar a adesão com o Criador?

Resposta: Há apenas uma alma que caiu e se quebrou em muitos pedaços. Agora, cada parte, cada um de nós, restaura sua parte do vaso inteiro da alma. Eu reuni o vaso inteiro de acordo com minhas propriedades, organizei e juntei as peças de acordo com suas propriedades, a outra pessoa o faz de acordo com as suas, etc.

Portanto, é importante trazer um monte de gente neste mundo para estudar e para a correção. Por exemplo, eu fui capaz de trazer 50 pessoas para estudar a Cabalá com Rabash.

Nós somos uma alma integral onde todo mundo está incluído no outro e cada um contém partes de todos os outros. Obviamente, o que é bom para mim é despertar alguns fragmentos caídos da alma sem vida.

Eu os desperto, os incendeio, os reanimo e os convenço de que vale a pena estudar e se esforçar para atingir a meta e eles então começam a fazer alguma coisa. Assim, eu desperto os outros, e eles fazem uma correção para mim!

Não é que eu esteja fazendo um favor, empurrando-os para a correção, para a meta da criação e o Criador. Pelo contrário, alertando os outros, eu os convenço a realizar o trabalho para mim, uma vez que eles corrigem a minha alma.

Suponha que eu vá para uma Convenção e ensine vocês. Acredite, eu ganho muito mais do que todos, na medida em que passo o conhecimento para vocês e um despertar. Eu desperto vocês e vocês começam a se corrigir, mas, na verdade, vocês estão corrigindo minha alma.

Nós não compreendemos isso e, portanto, negligenciamos a disseminação. Parece-nos que não importa quantas pessoas sabem sobre Cabalá, nós não somos afetados pessoalmente. Internamente, eu possuo tais propriedades que nunca posso corrigir diretamente, mas apenas através de alguém, de uma forma indireta.

Se o grupo está acordado e me afeta ao me inspirar com a grandeza do Criador e a meta espiritual, eu desperto e começo a trabalhar enquanto sou abastecido pelos amigos.

Eu pego um estudante e começo a ensinar-lhe, e enquanto estuda, ele corrige minha alma. Se apenas soubéssemos quanto a pessoa se beneficia da disseminação, todos teriam corrido com entusiasmo ao grupo para disseminar. É como abrir uma fábrica onde seus empregados trabalham para você. Os estudantes corrigem a alma do professor.

Do Congresso em Verona “Dia Dois” 22/11/14, Lição 4

As 600 Mil Faces Da Alma Comum

Dr. Michael LaitmanA Luz superior, o Criador, criou o desejo, “algo a partir do nada”, que é completamente oposto a Ele. Este desejo é a única criação que já foi feita.

Mais tarde, o desejo expandiu-se sob a influência da Luz e em algum momento começou a agir por conta própria. Ele aspirava se tornar semelhante à Luz e considerou que a Luz era um remédio para alcançar este objetivo através do ato de aceitar a Luz em prol da doação para o melhor da capacidade do desejo.

O desejo é chamado de alma (Neshama). A quantidade máxima de Luz que o desejo pode receber em prol da doação é chamado de NefeshRuachNeshama. Todavia, o desejo não pode receber outras Luzes. Só mais tarde, no final da correção, as Luzes de Haya e Yechida vão entrar no desejo. Agora, o desejo é chamado de Neshamá, uma vez que tem o nome da Luz máxima que pode acomodar.

Isso significa que todos nós representamos uma alma, um desejo. A fim de fazer este desejo único agir de forma independente e adquirir semelhança com o Criador, ele foi quebrado em vários pedaços. Em essência, ele ainda é o mesmo desejo comum, mas agora percebe-se como dividido em 600.000 estilhaços. Nós nos consideramos como um dos fragmentos do desejo comum.

Os pedaços do desejo continuaram a se estilhaçar, na medida em que cada criação neste mundo carrega uma pequena partícula do que antes era um grande vaso. Nosso objetivo é fazer com que as pessoas reconectem voluntariamente todos os elementos.

Quando conectados, cada um dos fragmentos, cada pessoa, sente-se como uma alma comum. Cada uma se funde com o resto das 599.999 partículas, e assim, toda a estrutura até um total de 600.000 é obtida. Através das nossas relações com o resto das partículas, cada um de nós constrói a alma geral de 600.000 partes.

Isso se aplica a todos os que se fundem com outras partes ou estilhaços, seguido por mais um fragmento e depois outro. Então, quando todos nós nos reconectamos, recriamos nossa alma e, juntos, constituímos um único desejo comum.

Ao nos reunirmos, chegamos a um estado em que constituímos um único navio. Cada um de nós tem que se corrigir completamente, ou seja, fundir-se com o resto das partes. Até agora, nós estamos tentando nos conectar em dezenas, mas, na verdade, a mesma abordagem se aplica a todo o vaso, todas as almas, toda a criação, cada pessoa neste mundo, àqueles que viveram antes de nós e àqueles que ainda não nasceram e que vão aparecer mais tarde, depois de nós. Não importa quando.

Todos eles são partes de uma alma, porque nós nos conectamos a eles de acordo com as nossas qualidades pessoais. Se cada um de nós se conectar ao resto das 600.000 partes, vamos recriar a alma única original. Cada um de nós se conecta com os outros de uma maneira que ninguém mais pode e cada pessoa se funde com os outros de uma maneira que nenhuma outra partícula pode fazer da mesma forma. É por isso que cada um de nós é tão importante!

Durante o processo de ligação com o outro, nós temos que ter sempre em mente que, apesar de neste momento nos fundirmos com uma pequena dezena, nós ainda estamos nos preparando para nos relacionarmos com o resto da criação por meio de nossas dezenas. Isso é chamado de uma alma.

Se agirmos dentro do nosso grupo de dez com esta intenção, será suficiente para alcançar a revelação da alma comum dentro deste grupo.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 11/01/14, Lição 4

Quando Irmãos Estão Juntos

laitman_942No caminho espiritual eu sempre vou descobrir o quanto o meu grupo, o meu Grupo de Dez é incrível e terrível.

Eu não concordo com nenhum dos amigos; eu estou pronto para rasgá-los em pedaços e, junto com isso, depois, com a ajuda da Luz que Reforma, nós nos fundimos de tal forma que não há limites para a nossa unidade. Nada nos separa até mesmo por um fio de cabelo; todos nós somos soldados e consolidados junto com um coração.

É dito sobre isso no Livro do Zohar: (Salmos 133: 1): Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união também. Estes são os amigos quando se sentam junto e não estão separados uns dos outros. No início eles parecem como guerreiros que querem se matar. E depois eles voltam a conviver com amor e fraternidade. O Criador, o que Ele diz sobre eles? “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união também”. A palavra “também” vem para incluir a Shechiná (Divindade) com eles. (Zohar, “Acharei Mot“, Item 64-65, Comentário Sulam).

A Shechiná é o lugar onde o Criador é revelado, o desejo comum dos amigos, seu coração comum.

“E não só isso, mas o Criador escuta as suas palavras, e Ele tem satisfação e é feliz com eles”.

Sobre isso é dito: (Provérbios 10:12) “… o amor cobre todas as transgressões”. No início, é necessário descobrir todas as oposições, e acima delas o amor, a Luz, (Eclesiastes 2:13) “…na medida em que a luz é mais excelente do que as trevas”. Caso contrário, sem sentir a intensidade da separação em primeiro lugar, nós não sentimos a intensidade da unidade.

Nós podemos ver o resultado desta abordagem quando, de acordo com o princípio da unidade do Criador, que (Deuteronômio 04:35) “… não há outro além Dele” e Ele é o “bom e beneficente”, nós começamos a nos comportar de forma diferente no trabalho, na família, com nossos filhos, com nossos vizinhos. Em geral, nós começamos a olhar para o mundo todo de forma diferente. No nosso grupo nós mantemos esta linha permanentemente, e em outros lugares, tanto quanto possível.

É necessário ampliar cada vez mais os círculos de relações corretas com o que está à nossa volta, de modo que, em última análise, nós vamos ver em toda a realidade apenas o Criador, que administra tudo, envia tudo e termina tudo.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 01/11/14, Lição 3

Um Herói Entre Heróis

laitman_572_03Se os problemas na vida é o que nos dirige, se estamos apenas procurando onde nos escondermos deles, então este é o caminho longo e difícil do sofrimento. Neste caso, eu realmente quero fugir daquilo que o Criador está fazendo comigo. Eu estou aparentemente lutando com Ele, de modo que certamente não vou conseguir nada desta forma.

Mas, se eu não me esqueço que estou lidando especificamente com o Criador, eu reajo de forma diferente a quaisquer distúrbios. Eu não os elimino, mas sim me preparo de modo que através da “equivalência de forma” com a Luz, através da doação que eu irradio, eu neutralizo e transformo cada fator ruim em bom, e é assim que eu tenho êxito.

Dessa forma, o sucesso é ser um “herói entre os heróis”. Trata-se de uma superação dupla: eu transformo meu inimigo num estado neutro, e depois o transformo em meu parceiro. E sobre isso que se diz: “Quem é herói? Alguém que transforma seu inimigo em seu amante”.

A partir disso nós vemos que em nosso trabalho não devemos nos prender mesmo completamente nesse sentido típico da vida comum. Eu preciso fazer um esforço para ver que por trás de cada pessoa existe uma força que a ativa. Eu organizo um contato com essa força através de cada objeto ou entidade. É especificamente com isso que estou envolvido e não a pessoa como ela é.

Como se faz isso? Eu tento conectar com uma pessoa de modo que possa estar mais perto da força que a motiva. É basicamente assim que eu coloco toda a humanidade numa rede que está conectada a mim e eu descubro o poder coletivo, o Criador, a Luz Infinita, que se revela em toda a Malchut, todos no mesmo Kli, que eu, em última instância, combino comigo.

O começo do caminho, a subida na escada espiritual e o estado final estão todos escondidos neste desejo. Assim, em tudo o que passamos, tudo o que descobrimos, nós só devemos manter esta direção. Em cada situação, em cada detalhe que aparece na minha frente e, em geral, na realidade, essa força singular, boa e beneficente é ocultada.

Eu não posso continuar nesta direção sozinho. Mas, trabalhando com meu Grupo de Dez, e em relação a ele, ele molda em mim esta abordagem do “não há outro além Dele” e do “bom que faz o bem”, e eu avanço em direção à revelação.

Além disso, é evidente que nós temos que sair para disseminar, porque precisamos descobrir o Criador de toda a realidade, ou seja, descobri-Lo em Sua totalidade.

Este é o nosso trabalho, o nosso avanço.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 01/11/14, Lição # 3