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Esclarecimento Das Letras É A Correção Das Características

laitman_744Em torno de nós tudo é determinado. Só nós estamos mudando, e segundo as nossas mudanças internas, sentimos como se o mundo exterior, que é uma projeção de nossas sensações, mudasse. Ao meu redor eu vejo pessoas, pássaros, animais, mas todas estas imagens e ações estão dentro de mim.

Eu sinto as mudanças em mim como um reflexo externo no fundo da Luz branca, que de acordo com as minhas características internas retrata uma imagem externa para mim, um contraste de todas as cores, todas as formas, tudo o que vemos: a natureza inanimada, vegetal, animal e falante, e as conexões entre elas. Todas são reflexos de nossas características internas no fundo da Luz branca.

A pergunta surge: como podemos ver todas as nossas características egoístas internas que projetam uma imagem de um mundo externo que não é tão agradável, mas que o bom governo superior estabelece fora de nós? Isto é, como vamos ver a atitude do Criador, Sua Luz, e não a cor preta sobre um fundo da Luz branca?

Para isso, cabe a nós mudarmos completamente nossas características de negativas para positivas, da característica de recepção para a característica de doação. Se mudarmos a nós mesmos, começamos a ler no sentido oposto, não prestamos atenção nas letras, pretas, mas na Luz branca, o fundo branco entre as letras. Nós vemos as formas da Luz que são criadas pelas restrições, que são chamadas leras.

As letras são nossos Kelim (vasos), os desejos que ainda não foram corrigidos. Gradualmente, à medida que nos corrigimos, eles são dissolvidos na Luz branca.

As letras foram criadas abaixo do nível de Bina. A parte inferior de Bina é as primeiras nove letras. As nove letras seguintes são ZeirAnpin. E as quatro letras finais são Malchut. Há apenas vinte e duas letras que simbolizam os desejos que Bina produz como o desejo supremo, Gevurah superior (Gevurah Aylah), como o início, a origem dos desejos. Bina produz Malchut e, portanto, as letras começam a nascer a partir dela.

As letras são refletidas pela Luz Superior que é encontrada na Sefira Hochma no fundo de Bina, que constrói dentro de si os modelos das letras e de lá elas descem para o nosso mundo.

Elas não têm nada em comum com as letras em nosso mundo, porque estas são padrões de características. Várias combinações entre as diferentes características produzem palavras, e as combinações das palavras constroem frases. Estas não são conceitos e frases em nosso mundo. Como um programa de computador, palavras, combinações de palavras e frases simbolizam funções, características, leis de como os mecanismos funcionam; por isso, mesmo aqui, estas são as leis da natureza.

Desta forma, nós vemos as características da Luz através da escuridão. No início reconhecemos as letras pretas, os contornos entre a letra preta e o fundo brilhante. Depois, de acordo com a correção de nossas características, já podemos passar a aprender não sobre as letras no fundo branco, mas sobre o fundo branco que é limitado pelas estruturas das letras pretas.

Esta é uma ciência completamente diferente. É possível compará-la com um programa de computador, onde o negativo torna-se positivo e vice-versa, quando o positivo se torna negativo dentro do programa. Se fizermos isso dentro de nós mesmos, entenderemos que as letras são um desejo de prazer que impede a extensão da Luz Superior. E se quisermos descobrir as características da Luz Superior, nos conectar a ela, temos que subir acima das letras até essas características.

Nós podemos subir apenas se transformarmos as letras, as limitações, em Luz branca. Mas quando esta Luz já nos impulsiona, é absolutamente diferente da Luz Superior que preenchia toda a realidade antes da nossa participação especial na correção, porque o fundo que nos fornece a Luz branca é um remanescente, como os astrofísicos chamam quando falam de uma galáxia. Em outras palavras, esta radiação permanente, constante e única detém a totalidade do próprio universo.

O fundo branco que preenche Malchut do Infinito é muito fraco. E nós precisamos escrever nossas letras sobre ele, transformando gradualmente todos os desejos em Luz (ZAT de Bina, Zeir Anpin e Malchut). Em outras palavras, todos os modelos das vinte e duas letras são uma expressão de nossas características. Assim, de dentro dos modelos separados nós começamos a criar infinitas combinações de diferentes características. As letras gravadas são como um programa de computador, que pode expressar as características do mundo. Com isso vamos instalar o nosso programa a partir do zero.

Eles dizem que cabe a nós nos identificarmos com a Luz branca; pois a conclusão da nossa correção, a realização da totalidade, é ser como a Luz quando ainda não havia letras nela, o que significa ser como a Luz que existe no nível de GAR de Bina (Hochma, Keter), que é GAR de Partzuf.

As letras são diferenciadas de acordo com cores, tamanhos e características adicionais. Portanto, a Luz do mundo de Beria é vermelha e no mundo de Yetzira, verde, e no mundo de Assia, preta.

Para ser como a Luz branca, para se tornar equivalente a ela de acordo com as suas características, cabe a nós transformar todas as vinte e duas letras com todas as combinações possíveis entre si em plena equivalência com a Luz Superior. Assim, todas as letras pretas, verdes, vermelhas e brancas são transformadas em claridade, como a Luz do mundo do Infinito.

Da Lição Diária de Cabalá 07/02/14

A Unidade É O Propósito Da Evolução Na Natureza

Laitman_101Se a humanidade não aceitar o método de conexão que a sabedoria da Cabalá está oferecendo, ela vai simplesmente entrar em colapso. No final, nós ainda vamos perceber a necessidade da unidade, mas à custa de golpes terríveis.

É como filhos que não querem ouvir seus pais que imploram que sejam amigáveis entre si. Depois de muitas brigas e contusões, eles vão gradualmente compreender que é impossível brincar e se desenvolver sozinhos e vão andar no caminho certo.

Mas tal caminho para a conexão é chamado de caminho do sofrimento. A sabedoria da Cabalá nos adverte que esse caminho envolve guerras nucleares mundiais, um enorme sofrimento, fome e epidemias. A falta da nossa conexão evoca tais mudanças no clima do planeta, de modo que em breve haverá outra idade do gelo. Os Cabalistas nos dizem que se a humanidade não quiser se unir voluntariamente, terão que fazê-lo de qualquer forma, mas apenas com um pequeno punhado de pessoas que sobreviverem depois de todos esses acontecimentos terríveis, e elas finalmente chegarão à unificação.

O fato é que a unidade é o objetivo de toda a evolução da natureza, não apenas as pessoas. Todas as formas da natureza precisam se conectar num todo harmonioso. Em todas as partes da natureza (nas pedras, plantas, animais e pessoas) a harmonia deve prevalecer de tal forma que todos estes níveis se complementem e apoiem. Está escrito nos Profetas que, no final da correção do mundo, o lobo habitará em paz com o cordeiro, e um menino pequeno os conduzirá.

Tendo alcançado tal harmonia, unidade, conexão e equilíbrio, este mundo vai se transformar da multiplicidade de diferentes partes num único organismo. E um corpo que se sente como um todo começa a sentir um nível superior de sua existência que é chamado de Criador, de força superior. O nível superior da natureza contém um programa, como se fosse um computador grande, um cérebro que nos opera e nos leva à unidade e conexão, seja por meio do caminho de sofrimento, ou devido à nossa união voluntária.

A primeira vez que a humanidade começou a sentir a necessidade do método de unificação foi na antiga Babilônia. Até então, a unidade era natural, uma vez que eles viviam como uma nação compartilhando tudo. Embora houvesse muitas comunidades, grupos étnicos e clãs familiares diferentes nesta nação antiga, todos viviam em paz e harmonia. O egoísmo era muito pequeno.

Mas, depois, o egoísmo cresceu de repente, e eles começaram a sentir como estavam divididos e quanto careciam de unidade. Assim, eles entenderam a necessidade de um método de conexão. Tudo isso aconteceu há cerca de 3500 anos. Parte dos babilônios sentiu a necessidade deste método, e desde então a sabedoria da Cabalá, explica como fazer isso, tornou-se revelada.

Da Convenção Em Guadalajara “Um Coração Para Todos”, 17/07/15, “Lição Preparatória”

O Criador Precede Tudo

laitman_276_02Por que podemos entender o mundo em que estamos vivendo? Porque o sentimos. Se começássemos a senti-lo de uma maneira diferente, seria entendido como algo a mais sentido dentro de nós mesmos.

Em outras palavras, a sensação deve ser anterior à compreensão. É impossível compreender uma realidade que não sentimos. Isso não acontece. Às vezes, é possível entender algo em nosso mundo de acordo com nossa imaginação, porque temos modelos internos da sensação de objetos particulares, e é possível imaginá-los de alguma forma. Mas isso é um problema.

Nós estamos prontos para imaginar, digamos, o sabor de uvas com benzeno? Isto é, enquanto não tivermos experimentado algo tangível, os Kelim (vasos) não são criados em nós, já que os Kelim são desejos, sentimentos, e antes disso, o nosso cérebro não tem nada com que trabalhar.

Portanto, o nosso problema com o Criador é que Ele é a única força, e nós temos a oportunidade em nosso mundo de nos sentir separados Dele, e esta é a melhor coisa que Ele já fez. Ele criou algo como se isso existisse fora Dele (existência a patir da ausência) e, especificamente, desta inexistência é possível começar a alcançar o Criador.

Mas é impossível entendê-Lo com o intelecto, porque Suas características, costumes e atividades são completamente incompreensíveis para nós. Níveis de aproximação do Criador estão de acordo com o grau de equivalência com Ele. O maior problema de nos aproximarmos é que a cada passo da nossa abordagem para com o Criador, nós devemos compreender mais e mais – sentir, saber e entender dentro de nós – que todos os nossos movimentos dentro de nossos desejos, pensamentos, unidades e planos, sejam eles quais forem, quando nos dirigimos diretamente a Ele, e até mesmo quaisquer atividades opostas quando queremos torcer e mentir para nós mesmos, em tudo isso o Criador nos precede.

Não faz diferença o modo como percebemos a nós mesmos; em quaisquer desejos, pensamentos ou ações, nós sempre O descobrimos em primeiro lugar e, depois disso, a nós mesmos. E onde eu estou? Torna-se claro que o “eu” de cada um de nós está especificamente na compreensão do fato de que o Criador está em toda parte e é preciso aderir a Ele neste ponto. Assim, o “eu” vai se aderir gradualmente, em partes, em algum momento, ao Criador, até atingir plena equivalência com Ele. Esta forma é chamada de Adão (homem).

No entanto, para nós, é difícil imaginar isso, porque tudo deve acontecer dentro de nossos desejos, e isso vai ser realizado apenas quando começarmos a nos mover dentro da nossa análise interna rumo à descoberta do Criador em tudo dentro de nós e ao nosso redor, de acordo com o princípio de “Não há outro além Dele”.

O que eu estou pensando agora, este é o Seu pensamento. A minha reação a esse pensamento é também minha reação ou a reação Dele? De que forma podem os nossos pensamentos ser equivalentes? De que forma eu posso ver a diferença entre Ele e eu? Se eu não concordo com o pensamento que é despertado em mim, isso significa que esta discordância vem Dele, e aqui começa a se tornar claro onde a minha forma ainda não é como a Dele.

Esta é uma análise muito interessante. No início, é cansativa. Depois, ela começa a ser interessante. Afinal, este é um jogo interno constante que, de fato, acrescenta à nossa vida e lhe dá um significado interno, energia interna, uma fonte de movimento. Se a pessoa começa a procurar o Criador em todas as suas unidades, sentimentos e pensamentos, mesmo em movimentos que são reações inconscientes e instintivas – isso significa que ela está procurando a maneira em que ela é diferente do Criador.

Na natureza inanimada, vegetal e animal, o Criador se manifesta instintivamente. Lá, tudo acontece de acordo com leis específicas. Não há problemas, e todas as leis da natureza são realizadas com precisão.

Portanto, não podemos ter qualquer queixa contra os animais, não pode haver quaisquer queixas de animais uns contra os outros. Tudo está num equilíbrio específico: quem come quem e quem existe à custa de quem. Tudo está definido desde o início. Tudo deve existir dessa forma. Aqui, há uma transmissão precisa e instintiva da natureza. O Criador age neles naturalmente e não é expressado em nenhuma forma.

É a mesma coisa em relação às pessoas em quem o Criador não deseja ser revelado. Ele trabalha instintivamente. Nós vemos que todos os grandes políticos, economistas e em parte também os cientistas (há aqueles que já estão conscientes de sua diferença), sem mencionar as pessoas comuns, todos existem instintivamente. O Criador não é revelado em relação a eles.

De que forma Ele é revelado a nós? Primeiro, Ele nos obriga a procurar a razão da nossa existência – ou seja, começar a procurar por Ele – e nos leva a um sentimento a respeito de onde e de que forma estamos começando a crescer acima do nosso nível animal. Se eu estou envolvido neste momento, estou tentando entender em que lugar em mim, nos meus pensamentos e sentimentos, eu posso entender o Criador, onde Ele sempre me desafia, me gere desde dentro. Este pensamento está relacionado com o nível de Adão. Eu quero subir acima do comportamento instintivo e conscientemente reconhecer a gestão do Criador, consciente do meu ponto de vista. Este é precisamente o caminho que devemos percorrer.

Aqui, nós gradualmente começamos a nos separar Dele e a nos conectar com Ele conscientemente, ou seja, que antes eu estava sob a gestão instintiva do Criador: tudo o que eu fazia, toda a minha vida anterior tinha que ser especificamente assim. Tudo é atribuído a Ele!

A partir deste momento, eu quero sentir Sua atividade em todos os meus sentimentos, meus desejos, em tudo o que acontece dentro de mim e, depois disso, decidir se concordo com esta ação, como posso me aderir a Ele, mas conscientemente.

No início, eu devo sentir que Ele é Ele e que eu sou eu, e que Ele está fazendo alguma coisa dentro de mim. Será que eu concordo com Seus desejos e pensamentos com coração e mente, com o que Ele está fazendo comigo? Se não, eu preciso me conectar com Ele e aderir a Ele acima do meu desejo e pensamentos. Esse é um grande trabalho. Aqui, eu começo a me separar do Criador (isso é chamado de “análise do estado”) e depois disso, fazer uma correção, conectando-me a Ele (isso é chamado de “correção e adesão”).

A distância entre eu e Ele é determinada pelo meu ego que eu estou começando a descobrir dentro de mim, e quanto mais eu trabalho em mim mesmo, mais o meu ego cresce de menos (negativo) para um imenso mais (positivo), ou do comportamento instintivo para a consciência de que Ele é quem está agindo dessa maneira, mas eu ainda concordo com Ele e me volto a Ele. Isto avança de forma cônica, e nós temos que conectar estes dois sistemas dentro da linha do meio.

Através da compreensão de que sem o ego não podemos nos diferenciar Dele, nós nos tornamos uma criatura independente, damos grande contentamento ao Criador. Só então é que vamos começar a entender o que é a existência a partir da ausência, e de lá nos conectar à “existência a partir da existência”.

Da Lição Diária de Cabalá 07/02/14

Tornar-se Um Exemplo De Bondade E Amor

laitman_938_02Congresso em Guadalajara “Um Coração para Todos”

Pergunta: O que nós temos que corrigir primeiro: nós mesmos ou o ambiente?

Resposta: É uma questão muito complexa. Eu não posso me corrigir sem o ambiente, e não posso corrigir o ambiente até que eu me corrija. Na medida em que eu me corrijo, eu vejo que o ambiente já está corrigido e só preciso estar me corrigindo, e isso é o que cada um de nós sente.

Em essência, nós estamos numa realidade perfeita que não tem falhas. Só dentro de nós há uma sensação de que nos sentimos mal, que somos falhos e divididos. Mas quando revelamos a realidade, o ambiente e o mundo verdadeiros, nós descobrimos um mundo superior, em vez do atual. Então vemos que além da nossa percepção da realidade, nada mais tinha que ser corrigido.

Acontece que eu existia numa realidade perfeita o tempo todo, e era só na minha percepção não corrigida que ela parecia quebrada, porque eu mesmo estava quebrado. Minhas propriedades estavam corrompidas e, portanto, eu julgava tudo de acordo com as minhas próprias falhas.

Portanto, a pessoa deve entender que só ela está corrompida e todo mundo está corrigido. Mas ela só pode se corrigir se ela se conectar a todos os outros no caminho certo ao ensinar a todos como se unir corretamente.

Todas as outras pessoas que estão fora dela são partes quebradas de sua própria alma. Portanto, o trabalho da nossa correção vai em duas direções: de si mesmo para fora e de volta.

De fato, não há nenhum vício em qualquer pessoa ou na humanidade como um todo. Apenas as conexões entre nós estão corrompidas e é só aí que devemos concentrar nossos esforços: na correção não do próprio ser humano, mas da sua relação com os outros. Se nós alcançamos uma boa conexão em algum grupo, revelamos um mundo superior nela e vemos tudo de forma correta.

A pessoa deve corrigir sua atitude para com os amigos e, através dela, mostrar-lhes um exemplo de como os ama. Não há necessidade de outra coisa senão este exemplo. Se você conseguir isso, vai ver o quanto avança.

Da Convenção de Guadalajara “Um Coração para Todos” 17/07/15, “Lição Preparatória”

Nascimento De Um Grupo Único

laitman_938_03Pergunta: O que você quer dizer com o termo “grupo”? São as pessoas que estão ao nosso redor o tempo todo: a família e os amigos?

Resposta: Grupo é uma associação de pessoas que têm uma meta, um objetivo. Elas eliminam qualquer tipo de mal-entendido entre elas e agem como um único punho, cujos dedos são diferentes, mas conectados entre si numa única força unificada.

Além disto, o nosso grupo deve possuir uma característica particular. Se eles têm um objetivo comum, eles se reúnem para criar uma força para alcançar esse objetivo. Essa força só pode dar Luz, e nós só podemos obter a Luz necessária para o avanço com a ajuda do Arvut (garantia mútua).

Isto significa que quando eu pego os desejos de alguém e quero corrigir e satisfazê-los, eu sou como a Luz, ela brilha dentro de mim e eu estou incluído num grupo como uma fonte de Luz, embora eu esteja recebendo-a de uma estação de energia superior, porque quero dar satisfação aos outros.

Se todos nós agirmos assim, nos tornamos conectados através do Arvut mútuo e avançamos rumo a um objetivo comum. Em todos os níveis do nosso crescente avanço espiritual nós obtemos mais Luz, que nos conecta com mais força e nós avançamos para a frente. Isto é o que se chama grupo.

Eu acho que nós já começamos essa ação e realmente começamos a sentir que a base para nosso sucesso depende disso. Antes, algumas pessoas entendiam isso e outras nem tanto. Agora nós “penteamos” a todos com um único pente, de um tamanho único, um único estilo. Agora todos nós endireitamos a linha, sabemos e entendemos a mesma coisa. Isto é muito importante, porque agora todo mundo terá uma compreensão idêntica do material e do objetivo do movimento.

Este era o maior problema para todos, porque há muitos grupos entre nós que estão distantes entre si, e por um lado, isso criou uma grande oportunidade potencial para o avanço, mas, por outro lado, todos os grupos estavam em diferentes níveis e não se entendiam.

Mas agora nós estamos fazendo isso por um único todo e realmente nos tornamos um grande grupo.

Da Lição Diária de Cabala 07/02/14, Escritos do Rabash

Realização Empírica Da Sabedoria Da Unidade

laitman_939_01Quando nos unimos, os nossos desejos, que são tão diferentes, opostos e distantes, se fundem num único desejo.

Acontece que, por um lado, nós estamos completamente distantes, mas, por outro lado, unidos e, por conseguinte, começamos a revelar a força única da natureza.

Isto ocorre precisamente porque temos um enorme egoísmo, mas acima dele estamos tentando chegar à unidade.

A sabedoria da Cabalá é revelada apenas às pessoas que possuem uma sensibilidade especial, que sentem simultaneamente a sua desconexão e a sua unidade. Deste modo, ela será revelada gradualmente a todos no mundo.

É uma alegria ver como os nossos grupos Cabalísticos estão surgindo por todo o mundo. Muitas pessoas estão vindo estudar e querem aprender sobre o método da conexão. Ano após ano, a humanidade está ficando cada vez mais confusa, perdendo seu propósito, se desesperando como uma criança pequena que se perdeu, se extraviando, e agora não sabe para onde ir.

Nesse meio tempo, nós estamos entendendo cada vez mais claramente que método singular temos à nossa disposição. Nós só precisamos implementá-lo em nós mesmos e oferecê-lo a toda a humanidade para que eles também se unam e se sintam num nível mais elevado de existência, porque todo mundo vai se tornar um todo.

Nós ainda temos muito a aprender com isso. Não se esqueçam que nós aprendemos com essa sabedoria da natureza, não só com os livros. Nós precisamos implementar a conexão entre nós mesmos como um contrapeso ao egoísmo que nos separa. Nós somos como cientistas, revelando este método empírico.

Um grupo Cabalístico é um laboratório onde realizamos um experimento em nós mesmos, ano após ano, lição após lição, registrando todos os detalhes do processo que estamos passando.

Só nos últimos dois anos nós chegamos mais perto da fase de execução direta. Antes disso, nós só estudamos o sistema: como ele está conectado de forma ideal, ou seja, o sistema dos mundos superiores.

Em essência, o mundo superior e o mundo inferior estão no mesmo lugar. Mas quando estamos divididos, nos referimos ao nosso mundo como o mundo material. Quando nos unimos, sentimos uma realidade diferente, um desenvolvimento harmonioso, conectado por uma única força.

Toda a natureza se torna um organismo, que é chamado de revelação da Força Superior – a única força que se manifesta dentro de nós, uma vez que não pode ser revelada em algum lugar externamente, fora da conexão conosco. Isto significa a revelação do Criador às Suas criaturas, de acordo com a condição de equivalência de forma.

Da Convenção Em Guadalajara, “Um Coração Para Todos”, 17/07/15, “Lição Preparatória”

O Método da Boa Conexão

laitman_214Você e eu estamos vivendo numa época especial em que o mundo está começando a se sentir mais e mais unido. O único problema é que essas conexões são negativas ao invés de positivas. Enquanto isso, nós sentimos nossa completa dependência mútua, que está começando a preocupar e irritar todo mundo.

Se a dependência não é suave, essa conexão traz apenas problemas, como está escrito, “a unidade dos criminosos é para si mesmos e em detrimento de todo o mundo”. Se as pessoas não corrigem a si mesmas e as suas relações, é melhor se separar e manter distância.

Tudo isso começou na antiga Babilônia, onde o egoísmo se desenvolveu a tal ponto que as pessoas começaram a se odiar. Consequentemente, muitas línguas surgiram. O egoísmo entrou em erupção pela primeira vez e as pessoas se separaram. Antes disso, todas viviam como uma nação onde tudo era compartilhado.

No entanto, de repente, elas se sentem desconectadas e pertencentes a diferentes comunidades, famílias e nacionalidades, e, portanto, não poderiam continuar a viver junto. Desde então. a ciência da Cabalá apareceu.

Um sábio chamado Abraão, que viveu na Babilônia, revelou que não podemos resistir a nossa conexão. As pessoas definitivamente serão conectadas, e não vamos ter sucesso em nos distanciarmos uns dos outros. No entanto, devemos saber como nos unir corretamente, independentemente do egoísmo que cresce a cada dia que passa. Assim, a ciência da Cabalá surgiu, e é o método da boa conexão entre as pessoas.

A Cabalá afirma que primeiro precisamos corrigir a nós mesmos e nossos relacionamentos mútuos. Então, tudo o que fazemos será para o nosso benefício.

Da Convenção Em Guadalajara, “Um Coração Para Todos”, 17/07/15, “Lição Preparatória”

Reta Final Na História

laitman_203Congresso em Nova Jersey, “Completando o Círculo”, Lição 1

Um Lote Miserável

Tudo o que acontece no mundo acontece unicamente para que nós possamos revelar o verdadeiro mundo, no qual nós existimos. Em essência, tudo o que é retratado fora do desejo de uma pessoa, quando ela vê a natureza inanimada, vegetal e animal, e as outras pessoas, tudo isso é manifestação do Criador diante da pessoa. Mas ela não sente esta ou entende o que se quer dela. Consequentemente, nós estamos passando por um processo muito longo e doloroso na história, apenas para que, no final, façamos a pergunta sobre o sentido da vida: Para que tudo isso? Quem se beneficia com tudo isso? Quem eu agrado? O segredo está escondido em nossa existência?

Nós vemos lógica e significado em todas as células, na unidade da natureza, na relação de todas as suas partes, mas não encontramos nenhuma lógica em nossa própria existência. Uma pessoa, que é a “coroa da criação”, é também a parte que mais sofre de todos os seres criados. Nós possuímos uma mente e sentimentos desenvolvidos, mas ainda agimos como os maiores gastadores e desperdiçamos todo o nosso potencial para interações mútuas.

Além disso, mesmo quando percebemos isso, não podemos fazer nada. Nossa miséria é impressionante: a pessoa sabe quando faz algo estúpido que trará prejuízos a ela e aos outros, mas é incapaz de mudar.

Por exemplo, um glutão não consegue refrear seus alimentos favoritos e perde o controle, ao mesmo tempo que entende perfeitamente bem como se sentirá mal mais tarde. Nós enfrentamos o mesmo problema com todos os tipos de prazeres, grandes e pequenos.

Ao longo da história as pessoas foram se perguntando se há alguma maneira de sair. É possível entrar num estado mais maduro, mais “sólido”? É possível evitar ser tão miserável e humilde? Nós percebemos a nossa baixeza e ainda a seguimos, e hoje é sempre como o dia anterior. Nós fechamos nossos olhos e vamos com o fluxo…

De Frente para a Questão

Neste ponto, nós definitivamente precisamos agradecer os Cabalistas. Eles sofreram como muitos outros, mas conseguiram. Eles foram capazes de descobrir que toda esta vida miserável se destina a nos levar à a solução chave.

Afinal de contas, não pode ser que a nossa vida flua desde o nascimento até a morte numa existência tão absurda. Não pode ser que tal natureza sábia cria uma criatura que é tão desenvolvida e que ao mesmo tempo se comporta de maneira tão desprezível. Esta discrepância de nossas habilidades e ações é muito impressionante.

Além disso, a própria natureza nos empurra num abismo. Talvez eu queira agir de forma diferente e ser uma pessoa diferente. Se eu me planejasse e me programasse, eu agiria de forma diferente, certamente melhor do que foi “destinado” pela natureza ou o Criador.

Quando chegamos a essa percepção ou compreensão, isso indica apenas uma coisa: a necessidade de resolver a questão colocada. É aí que reside a fonte de entendimento da vida, o sucesso na vida, e o sucesso para além dos limites dos seus quadros passageiros. É improvável que isso se limite a nossa existência “proteica” por 60-70 anos.

A Ciência que nos Leva Pela Vida

As pessoas que fizeram essa pergunta descobriram que o mundo e os seres humanos aqui realmente têm um objetivo final: revelar a única força que nos envia tudo. Ela inclui o universo inteiro e “joga” com ele para que nós realmente desejemos revelá-la.

Enquanto isso, ao longo da história, apenas alguns indivíduos aprenderam sobre a oportunidade de revelar o Criador. No entanto, o número de pessoas que fazem a pergunta certa é crescente. E essas pessoas estão nos dizendo que esta é a única tarefa produtiva de uma pessoa neste mundo, a partir do momento em que ela amadurece e percebe quem é.

Como as crianças, quando têm 6-9 anos de idade, nós também perguntamos sobre a essência e o significado da vida. Talvez nós não façamos essas perguntas aos adultos, nossos pais, mas elas estavam lá.

Desde uma idade precoce, as crianças precisam receber uma educação que explique como fazer um esforço constante para revelar a força superior, a qual nos influencia constantemente, nos traz vida, e nos conduz através de tudo o que acontece no caminho.

Ao longo da história, as pessoas fizeram grandes esforços para revelar essa força. Elas descobriram todo um sistema de conhecimento gradual com ela e chamaram esse método de “a ciência da Cabalá”, que significa literalmente “a ciência da recepção”.

Ela explica como uma pessoa em nosso mundo pode receber revelação da força que a influencia e mostra toda a imagem da realidade.

De acordo com as palavras dos Cabalistas, a pessoa precisa se engajar nessa ciência de forma particularmente contínua, e levar toda a sua vida nela para atingir a força superior no tempo que lhe foi concedido. A pessoa precisa alcançá-la ao ponto de encontrá-la em todos os seus detalhes.

Tudo na vida deve ser usado apenas para suprir as necessidades básicas – na mesma medida que os animais cuidam de si. Não há nenhuma razão de se esforçar mais do que o necessário para a existência material exclusivamente, tanto quanto é necessário para existir de forma racional.

Isso não significa que nós precisamos viver em cavernas e usar peles de animais. Se não excedemos a “barra da sobrevivência” e dedicamos todo o nosso esforço para revelar o Criador, nos elevando ao Seu grau de eternidade e perfeição, em seguida, não é preciso dizer que não faremos coisas bobas, perseguindo os excessos do mundo material. Se nos limitarmos à existência simples, daremos toda a nossa força para o nosso verdadeiro propósito.

Da Convenção em Nova Jersey “Completando o Círculo” 24/07/15, Lição 1

O Método Da Revelação Do Criador

laitman_934Toda a ciência da Cabalá é para nós revelarmos onde estamos na realidade. Afinal de contas, nós existimos numa determinada realidade que não é familiar para nós. Essa realidade está escondida de nós, já que nós a escondemos com as nossas próprias qualidades corrompidas.

Em outras palavras, a correção das nossas qualidades e a revelação da verdadeira realidade são a mesma coisa. Na medida em que nós nos corrigimos, a verdadeira realidade se revela cada vez mais, até que revelamos o verdadeiro estado em que estamos em adesão com o Criador.

É por isso que o artigo principal, que temos realizar na prática, é o artigo do Baal HaSulam, “Não Há Outro Além Dele”, do livro Shamati:

Está escrito: “Não há outro além Dele”. Isso significa que não há nenhuma outra força no mundo com a capacidade de fazer qualquer coisa contra Ele. E o que o homem vê, que há coisas no mundo que negam a Providência Superior, a razão é que esta é a Sua vontade.

Portanto, nós vemos que somos opostos ao Criador, numa certa ocultação que nos separa Dele, e precisamos remover essa ocultação. Tudo o que acontece conosco nessa ocultação nos é dado de propósito como um exercício pelo Criador, a fim de nos ajudar a remover esta ocultação.

A remoção da ocultação consiste em nos corrigirmos de acordo com as qualidades do Criador, e devido a isso, a ocultação desaparece. Em outras palavras, eu assumo a ocultação, e não há nada que se interpõe entre eu e o Criador. Esta é a forma como eu me relaciono com o mundo inteiro.

Assim, “mundo”, “Olam” em hebraico, vem da palavra “Alama“, que significa ocultação, uma vez que oculta o Criador, e eu devo fazer que isso seja um meio de revelar o Criador.

Mas como? Eu não sei como abordar o mundo, muitos fatores me influenciam. Eu não sei o que fazer dentro de mim para que estas influências externas desapareçam. Eu não sei como revelar o Criador através delas.

A fim de nos direcionar corretamente, nós recebemos 10 amigos. Se eu trabalho corretamente com eles, eu aprendo através deles, juntamente com eles, como corrigir minha atitude para com eles, para que a conexão entre nós se torne um circuito para que nos tornemos tão conectados que não exista distância entre nós.

Toda vez eu tento me unir com eles fortemente, eu me dirijo mais e mais para uma vontade de revelar a unidade. Quanto mais eu me uno com os dez, mais o meu vaso interior (Kli) – percepção, pensamentos, intenção, na mente e no coração – se torna mais apto para entender o que o Criador é e o que é essa realidade especial. Fora da escuridão e da falta de compreensão e sentimento, gradualmente, eu começo a formá-Lo.

O Criador não tem forma. Eu não sei o que é, e é uma coisa boa que eu não saiba. Eu não posso saber, já que agora não há Criador em relação a uma criatura. Eu preciso criá-Lo. Eu O construo a partir dos meus relacionamentos com os amigos. É por isso que está escrito: “Você Me criou”. O Criador em hebraico é “Bo-Re – Venha e Veja”

A coisa mais importante para nós é perceber que não há Criador sem uma criatura, e nós O construímos a partir de uma conexão correta entre nós. Se conseguirmos nos unir mutuamente como um homem com um coração nas circunstâncias dadas, de tal forma que não exista distância entre nós, revelaremos a primeira forma do Criador.

Então, a distância entre nós na dezena vai aumentar de repente, e vamos nos sentir distantes uns dos outros, ódio, desprezo e impaciência. Mais uma vez, teremos que trabalhar nisso, a fim de anular essa distância.

O Rabash nos instrui a respeito de como fazer isso: todo mundo se considera um zero em relação aos outros. Todos devem ser iguais. Todos, exceto eu, são os maiores da geração, e eu me incluo neles como o menor. Eu faço tudo por eles e oro por eles, uma vez que a oração de muitos é a oração por muitos, e só essa oração é aceita pelo Criador.

Se cada membro da dezena age dessa maneira, nós anulamos novamente a distância entre nós, o que é comum para todos. Nós nos unimos novamente em um único desejo, um pensamento. Eu não sinto a mim mesmo ou os outros. Eu sinto todos nós como algo completamente unificado, como dez gotas que correm junto numa só.

Desta forma, nós conseguimos uma sensação chamada de revelação do Criador no segundo grau. Assim que conseguimos isso, nós imediatamente começamos a nos os afastar ainda mais uns dos outros. Nosso desejo egoísta de repente vai explodir desde dentro, e vamos nos odiar com tal ódio mútuo como nunca experimentamos antes.

Assim, a atitude com a qual nós trabalhamos entre nós começa de um estado chamado Monte Sinai, a montanha de ódio, e mais uma vez aprenderemos a anular essa montanha, a subir sobre ela para o próximo grau e remover a separação entre nós, revelando assim o Criador no terceiro grau, e assim por diante, cada vez mais.

Cada vez, vamos sentir que estamos revelando um novo mundo, uma nova realidade. A realidade que antes nós achávamos ser verdadeira, muda da nossa realidade externa à nossa realidade interior.

Isso não significa que o mundo que nós percebemos com nossos cinco sentidos corporais desaparece. O que desaparece é o seu controle ou independência, e nós começamos a revelar que, verdadeiramente, não há outro além Dele.

Como aprendemos da secção “Percepção da Realidade”, nós começamos a perceber cada vez mais toda a realidade que está fora de nós através da nossa realidade interior que controlamos e que é parte de nós, embora aparentemente exista fora.

Todo o nosso trabalho é chamado de “Não há outro além Dele”, já que precisamos trabalhar apenas acima da unidade. Nós vamos falar sobre como alcançar o temor, e através dele, a fé, e da fé, o “Ama ao próximo como a ti mesmo”, e, em seguida, “Ama o teu Criador”. Todos estes são graus de unificação, revelação da unidade, revelação do fato de que não há outro além Dele.

Nós teremos que passar por este processo, a fim de alcançar a revelação do Criador, pelo menos no primeiro grau, e Sua revelação sempre ocorre na forma de “Não há outro além Dele”, nada exceto esse governo único que prevalece no mundo. Nós nos unimos a Ele como um só, e não há nenhuma diferença entre o Criador e nós. Tudo isso leva a uma unidade que é chamada de “uma gota de unidade”.

Da Convenção Em Nova Jersey “Completando O Círculo” 23/07/15, “Lição Preparatória”

Convenção de Nova Jersey – “Completando O Círculo” – Lição De Preparação No. 6

Lição No. 6: Completando o Círculo e Começando Novamente

• O que temos alcançado?

• Como se contentar com a nossa realização?

• O Pacto

1) Este é o significado do que está escrito: “Vós estais hoje, todos vós”, ou seja, tudo o que vocês passaram, todos os estados que experimentaram – estados de Gadlut ou estados menores do que Gadlut, que foram considerados intermediários ou próximos. Você toma todos os detalhes e não compara um grau com outro, porque não cuida de qualquer recompensa, mas apenas em fazer a vontade do Criador… Em outras palavras, o estado em que ele está no momento é tão importante para ele como quando pensou que estava num estado de Gadlut. Naquela época, “O Senhor vosso Deus faz convosco neste dia”.

Isto significa que, assim, o Criador faz um pacto com ele. Em outras palavras, precisamente quando a pessoa aceita a Sua obra sem quaisquer condições e concorda em fazer o trabalho santo sem qualquer recompensa, que é chamado de “rendição incondicional”, este é o momento em que o Criador faz um pacto com ela. – Escritos do Rabash, Vol 1, Artigo 19 “Vós Estais Hoje, Todos Vós”

2) Que ele esteja contente com a sua porção, louve e dê graças ao Criador por lhe dar uma pequena parte no serviço do rei, mesmo que apenas um minuto por dia ou um minuto a cada dois dias. Deixe-o considerar isso um grande tesouro.

E mesmo que seu ato seja muito simples, no entanto, ele deve tentar ser feliz, e ele receberá vida do fato de que foi autorizado a servir ao rei. E ele é obrigado a dar louvor ao Criador em todas as oportunidades.

Eu ouvi de Baal Hasulam que pelo louvor e gratidão que a pessoa dá ao Criador ao se aproximar Dele, ela continua a Luz de Kedusha para baixo, de modo que se sentirá completa, e então chama-se que ela está no estado de Baruch (bendito), e Baruch se adere ao Baruch. Mas quando a pessoa se mantém no estado de amaldiçoado, Baruch não adere ao amaldiçoado, como os sábios disseram. – Escritos de Baal Hasulam, Vol 2, Carta No. 36

3) O mesmo se aplica quando a pessoa sente que  chegou um pouco mais perto da santidade, quando sente alegria por ter sido favorecida pelo Criador. Assim, ela também deve dizer que a principal razão para sua alegria é que agora há alegria Acima, na Santa Shechina, porque ela foi capaz de aproximar seu órgão privado dela, e não tem que enviar seu órgão privado para fora. E ela fica alegre por ser recompensada em agradar a Shechina… – Shamati 1, “Não Há Outro Além Dele”

E essa pessoa deve estar feliz, e oferecer gratidão e louvor ao Criador que a recompensou com uma pequena compreensão da Kedusha, independentemente do quanto ela tem… Por isso, ela diz, “a pequena compreensão que tenho na Torá e Mitzvot é mais importante que qualquer um dos prazeres mundanos… e eu vejo que há pessoas que não têm isso”. Segue-se que ela é a única em quem a bênção habita, e tem uma razão para estar feliz. Ela vê que o resto das pessoas é feliz e alegre com bobagens, enquanto o Criador lhe deu sabedoria e entendimento para se regozijar no Criador. – Escritos do Rabash, Vol. 2, Artigo 19 “O Que Significa na Obra ‘Não Há Benção No Que é Contado’”

4. … Há muitas pessoas no mundo que não receberam a força para realizar o trabalho santo, mesmo na mais simples das formas, mesmo sem a intenção e em Lo Lishma (não em Seu Nome), mesmo em Lo Lishma de Lo Lishma, e até mesmo, em preparação para a preparação da vestimenta de Kedusha (Santidade), enquanto que a ela foi dado o desejo e o pensamento de, ocasionalmente, fazer o trabalho santo, mesmo na forma mais simples possível, se ela pode apreciar a importância dele, de acordo com a importância que atribui ao trabalho santo, nessa medida ela deve louvar e ser grata por isso.

Isto é assim porque é verdade que não podemos apreciar a importância de ser capaz de manter às vezes as Mitzvot do Criador, mesmo sem qualquer intenção. Neste estado, a pessoa chega a sentir euforia e alegria no coração.

O louvor e a gratidão que a pessoa dá a isso expandem os sentimentos, e ela é exaltada por todos os pontos no trabalho santo, e sabe que trabalhadora é, e assim, sobe cada vez mais alto. Este é o significado do que está escrito, “Eu Te agradeço pela graça que fizeste comigo”, ou seja, pelo passado, e com isso ela pode dizer com confiança, e ela realmente diz, “e que Farás comigo”. – Baal HaSulam, Shamati, Artigo 26 “O Futuro da Pessoa Depende e Está Ligado à Gratidão pelo Passado

5) Baal HaSulam explicou a questão de fazer uma aliança: Quando duas pessoas veem que se amam, elas fazem um pacto entre si que seu amor sempre permanecerá. E ele perguntou: “Se elas se amam e entendem que esse amor nunca as deixará, por que qual a razão desse pacto? Por que elas fazem esse pacto, ou seja, com que propósito?”…

… Se há sempre um estado onde a pessoa terá queixas contra a outra, ambas lembrarão o pacto que fizeram quando o amor foi revelado entre elas.

Segue-se que fazer o pacto é para o futuro. É como um contrato que assinam que não serão capazes de se arrepender quando virem que os laços de amor não são como eram, que este amor lhes deu grande prazer enquanto  estavam fazendo o bem um ao outro, mas agora que o amor foi corrompido, eles são impotentes e ninguém pode fazer nada pelo o outro.

Mas se elas querem fazer algo por seus amigos, devem considerar a realização do pacto que tinham antes, e disso deveriam reconstruir o amor. É como uma pessoa que assina um contrato com seu amigo, e que o contrato os conecta para que não possam se separar um do outro. – Escritos do Rabash, Vol. 1, Artigo 19 “Vós Estais Hoje, Todos Vós”

6. E vocês, os amigos que estão aqui, assim como vocês estavam anteriormente num estado de amor, devem permanecer inseparáveis a partir de agora, até que o Criador se alegre com vocês e invoque paz sobre vocês e pelo seu mérito haverá paz no mundo. “Em prol dos meus irmãos e amigos, direi: ‘Que a paz esteja com vocês'”. – O Livro do Zohar com o Comentário Sulam [Escada], “Aharei Mot”, Itens 64-65