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Novos Significados De Velhos Artigos

Dr. Michael LaitmanUm bom ambiente é o único meio de atingir a meta. Quando nos reunimos com uma intenção como esta, com uma intensidade como esta, com um desejo como esse e vemos como todos os nossos amigos em todo o mundo estão nos seguindo, se juntam conosco, e nós sentimos a pressão sobre nós, então certamente este assunto é ouvido e atrai uma influência completamente nova e forte.

Eu já contei varias vezes essa história, de quando perguntei ao Rabash: “O que está me incomodando? Por que eu não avanço?”, ele imediatamente respondeu que eu precisava de amigos. Francamente, eu não entendi por completo por que, exceto o que foi dito. Eu comecei a procurar, a dar palestras e, finalmente, trouxe pessoas a ele. A partir delas os grupos foram formados.

Então o Rabash começou a escrever artigos para os grupos, porque eu não sabia o que dizer a eles. Primeiro, ele escreveu artigos curtos em papéis de embalagem prateada de cigarro. Em geral é assim como ocorria quando andávamos e falávamos no parque e não tínhamos outro papel: eu tirava o a embalagem prateada de um maço de cigarros e ele escrevia.

É assim que os primeiros artigos surgiram. Depois disso, eu levava comigo folhas de papel dobrado ao meio. Depois, eu comprei uma máquina de escrever para ele e ele começou a digitar textos com um dedo. Muito mais tarde, nós recebemos uma máquina de escrever elétrica e assim foi indo. Portanto, hoje, nós temos muitos artigos do Rabash.

Esses artigos estabelecem todos os princípios da interação humana no grupo como o ambiente mais importante para o crescimento espiritual. Nós os estudamos repetidamente de forma metódica, e de acordo com o nosso crescimento, nós vemos como naquelas frases, naquelas palavras, um novo significado é descoberto o tempo todo.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Dois” 13/07/13, Lição 4

A Base Da Escada Espiritual

Dr. Michael LaitmanO crescimento espiritual da pessoa começa com o fato de que ela se esquece completamente de si mesma e se encontra com toda a sua mente, intelecto e emoção, com o desejo de pensar apenas no grupo como um todo unificado. Além disso, isto não depende do grupo em si, tal como no exemplo do Rabi Yossi ben Kisma.

A pessoa se “dissolve” nele e começa a vê-lo em sua verdadeira forma. Aparentemente, este não é um grupo e nem seus amigos com quem ela passou tanto tempo junto. Não! Ela simplesmente vê um encontro de grandes Cabalistas, uma alma. Pode ser que eles sequer suspeitem disso, enquanto que ela já descobre isso neles, porque tudo depende de nossas características pessoais através das quais nós vemos o mundo.

Hoje em dia é assim quando nós olhamos para o mundo físico; nós supomos que é como nós o vemos. No momento que mudamos nossas características, nós vemos uma sociedade e um ambiente completamente diferentes, e os nossos amigos serão vistos em outro nível, de uma forma diferente.

Portanto, essa pessoa não tem reclamações contra o ambiente; ela sempre dá aos seus amigos o benefício da dúvida, sem crítica: eles estão totalmente certos, realmente acreditam na meta; e ela justifica tudo o que eles fazem. A principal coisa para ela é simplesmente se anular, e dar a eles tudo o que for possível, toda a sua energia, toda sua vitalidade. Desta forma ela entra no grupo e os vê espiritualmente. Assim, certamente, de acordo com seus esforços, a “Luz Circundante” a influencia, corrige a qualidade da pessoa, a ajuda, e ela começa a ver um mundo totalmente diferente, em vez do antigo ambiente, até a realização da correção. Isto é como tudo acontece.

Portanto, este trabalho e, especialmente, a intenção nesse sentido, torna-se a base para a escada espiritual. Depois disso, ocorrem descidas e subidas.

As descidas e subidas da vida normal não interessam à pessoa: família, trabalho, e tudo o mais; ela certamente precisa organizar tudo isto na medida em que isso for necessário para a sua existência física, uma vez que isso não irá terminar quando sua espiritualidade começar. Isso continua existindo porque todas as nossas subidas começam a partir disso, nós caímos mais uma vez para o nível deste mundo, nós subimos para o próximo nível espiritual, e novamente caímos no estado egoísta deste mundo. E é assim que ele é 125 vezes. Isto é mais complicado e difícil.

Portanto, eu sempre enfatizo que a coisa mais difícil é o primeiro nível, quando a pessoa é capaz de estar separada de si mesma pela primeira vez e entra num grupo de tal forma que se ela perde, não existe. Ela não tem medo, ela está feliz com isso, ela se descobre de uma forma diferente, na forma de todo o grupo. Dentro dele, ela descobre a correta ligação recíproca entre todos os amigos, chamada de “Criador”, que se encontra entre eles, e isso é misturado com esta rede de articulação recíproca. Isso é chamado de sua adesão com o Criador.

Conforme o crescimento espiritual de uma pessoa, mais e mais a oposição, contradições, descidas e dúvidas aparecem. E mais uma vez ela é elevada acima deles para estados como aqueles, pelos quais atravessaram as grandes almas, os alunos do Rabi Shimon, onde estavam prontos para queimar uns aos outros em cinzas com o fogo do ódio. E esta foi a primeira condição desse nível elevado no qual eles se encontravam. Ou seja, antes que eles pudessem começar o trabalho espiritual, eles tinham um estado inicial como este.

Portanto, as subidas e descidas são obrigatórias. Graças a elas nós subimos, mudando o ego para doação e amor. E todo o tempo, quanto maior se torna o nosso ego, maior adesão nós podemos alcançar entre nós, acima desse ódio que está sendo descoberto em níveis mais altos, e nós vamos em frente.

Da  Convenção em São Petersburgo “Dia Dois” 13/07/13, Lição 4

A Escolha Do Ambiente Adequado

Dr. Michael LaitmanComo é possível ajudar uma pessoa a escolher o ambiente certo? Nós precisamos descrevê-lo corretamente a nós mesmos e como trazer as pessoas a nós, pois a partir delas é criado o ambiente que nos influenciará, no qual nos dissolveremos.

Há um problema aqui. Por um lado, nós queremos que este ambiente seja tão amplo e rico quanto possível, tanto quantitativa como qualitativamente. Por outro lado, pode ser que ele seja qualitativamente grande, mas em detrimento da quantidade, e o oposto, que ele possa ser quantitativamente grande, à custa da qualidade. Neste sentido, nós temos essas questões e preocupações. “Deve o grupo ser pequeno, mas coeso e forte? Ou o contrário, ele deve ser amplo e grande, mas todos os tipos de subgrupos e correntes podem surgir nele sem qualquer unidade especial?”

O que devemos fazer nesta circunstância? Como devemos nos comportar? Não há receita para isso. Nós temos que fazer as duas coisas. É necessário variar constantemente. E ao fazê-lo, nós mesmos crescemos.

É absolutamente necessário tentar trazer novos amigos. Certamente nós os fazemos passar por certo tipo de “sala de espera”, deve haver algum tipo de absorção aqui, uma Academia Internacional de Cabalá (Centro de Educação de Cabalá da Rússia) ou todos os outros tipos de cursos e aulas. Poderia haver aulas à noite, até mesmo aulas de pós-graduação e, em seguida, se eles concordarem, é possível trazê-los gradualmente ao grupo.

Da Convenção de São Petersburgo “Dia Dois” 13/07/13, Lição 4

Eu = A Luz = O Criador

Pergunta: Durante o último congresso houve um sentimento claro que tudo depende apenas dos amigos, que fazem tudo para alcançar a meta, e que apreciamos este estado. Então você disse que, estando neste estado, havíamos esquecido o Criador. Onde está a fronteira entre os amigos e o Criador? Que esforços devemos fazer agora para acrescentarmos ao estado a nossa união com o Criador?

Resposta: Esta é uma pergunta difícil. Se eu acredito que o Criador faz tudo, então o que os amigos fazem? Se eu acreditar que o Criador controla os meus amigos e doa-me através deles, isso significa que eu conecto os amigos ao Criador e eu sou exterior a ambos, ou que eu me conecto aos amigos e todos O procuramos, mas estamos juntos, e Ele ainda não está entre nós. Então, como podemos encontrar o estado certo aqui?

Baal HaSulam diz que para avançarmos corretamente temos de imaginar um estado igual em simultâneo (há um triângulo equilátero no desenho): o Criador, o grupo e eu. Nós temos que nos encontrarmos no centro para encontrá-Lo, a mim e ao grupo, os três elementos. Portanto, temos que ansiar pelo centro, para que estes três elementos se movam constantemente em conjunto na nossa consciência: eu, o grupo ou a Torá (Luz), e o Criador.

Temos que sentir permanentemente que estamos ficando mais próximos entre nós, até que nos encontramos no centro. Isto significa que a condição para o desenvolvimento espiritual é Eu = a Luz = o Criador. Quando estes três parâmetros em mim forem idênticos significa que todos eles são um ponto.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/07/13, Shamati 59 “Sobre a vara e a serpente”.

O “Mais” E O “Menos” Da Convenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Após a Convenção, nós estamos constantemente tentando manter o nível que alcançamos lá, apesar do Aviut (espessura) adicional que descobrimos em nós agora. Como o estado que nos é revelado agora, se relaciona com o processo que estamos passando?

Resposta: Nós não podemos ascender como gostaríamos, já que não valorizamos o nosso esforço, que é a nossa recompensa. Agora, depois da Convenção, nós temos que estar felizes por perdermos o sabor da união e que não sentimos qualquer desejo de nos conectar. Nossas relações se tornaram maçantes, insípidas e escuras. Mas isso é realmente ótimo, já que agora nós podemos tentar preencher o vazio que é revelado por nós mesmos!

Nós temos que ver esta oportunidade como um presente. Na verdade é um verdadeiro presente dos céus. Nós queríamos doar e agora nós temos um vazio que podemos preencher! Quando vamos sentir tal vazio de novo?

O estado de união na Convenção nos foi dado como exemplo para que agora sejamos capazes de fazer a mesma coisa por nós mesmos. Na Convenção nós recebemos o “mais” (positivo) para que agora, quando o sinal de “menos” (negativo) aparecer, façamos a mesma coisa. O “mais” é o exemplo que veio do Criador. Agora nós temos a oportunidade de repetir Suas ações e alcançar o mesmo resultado.

O “mais” representa uma subida e o “menos” representa uma descida. O Criador nos deu um exemplo, Ele nos revelou o sentimento, a forma, e agora vocês devem fazer o mesmo. No entanto, nós não valorizamos este esforço e não nos sentimos gratos por ele. Pelo contrário, preferimos amaldiçoar o Criador e nos ressentir do que Ele fez conosco. Nós negligenciamos a chance de nos tornar como Ele.

É durante uma descida que podemos provocar e atrair sobre nós a Luz Circundante. O problema todo é que nós temos que fazê-lo, mas não queremos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/13, Escritos do Baal HaSulam

A Luz Vai Colocar Tudo Em Seu Lugar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam escreve que há apenas uma alma, apenas um desejo que foi criado. A espiritualidade não é dividida em partes. Portanto, ela pode ser encontrada de forma completa em cada um de nós e em todos juntos.

“Em cada um de nós” significa que eu posso me incluir em todos, e depois descubro a alma coletiva, ou seja, não só esses bilhões que estão vivendo agora, mas também aqueles que ainda não nasceram e que nascerão no futuro. Esta não é a imagem que imaginamos.

Em outras palavras, este é um único volume, uma alma, uma substância. Isso é revelado a nós somente na medida em que podemos existir corretamente e no nível de intensidade com que podemos interagir.

Em conformidade com isso são determinadas as propriedades de cada pessoa, cada partícula em cada um de nós. Há pessoas que se caracterizam pela disseminação, isto é, pelo contato com grande número de pessoas, e há aquelas que são o oposto, se caracterizam pela conexão com um estreito círculo de pessoas, mas com um elevado nível de intensidade de conexão com elas. Ou seja, é de acordo com a qualidade ou quantidade; em cada um de nós há ambas as coisas e conforme as características de sua alma.

Por exemplo, o coração, enquanto ele está claramente envolvido em seu trabalho estritamente focado, conecta-se a uma infinidade de órgãos. Enquanto isso, outros sistemas, como os vasos sanguíneos, o sistema linfático, o sistema nervoso e outros, por outro lado, se estendem por todo o lado, atingindo todas as partes do corpo. Nossas conexões também são assim. É possível ver isso em relação ao que a pessoa anseia. Eu vejo isso em relação aos meus alunos, por exemplo, o quanto eles são mais ou menos capazes de se encontrar (tanto quanto eu posso ver).

Mas geralmente não há nenhum significado para isso, porque a Luz aparentemente coloca-nos onde estamos. Não há nada de novo, nós só aceleramos nosso desenvolvimento atraindo a Luz Circundante. Por outro lado, ela nos fará avançar de qualquer forma, de acordo com o plano da natureza. Mas este programa é encontrado somente no nível da Luz de Nefesh (da palavra “Nefesha“), que significa o estado inanimado.

Ou seja, a Luz nos empurra o tempo todo e nós fugimos dela porque sua pressão é percebida como negativa; nós estamos sempre nos desenvolvendo desta forma. Mas este tipo de desenvolvimento não é bom, porque ele pode levar a grandes catástrofes naturais, guerras e afins. E se não fizermos nada, vamos nos deparar com tudo isso.

Por outro lado, se nós atraímos a aceleração da Luz Superior, sua iluminação aumentada sobre nós mesmos, nós avançaremos mais rapidamente.

Baal HaSulam, na “Carta 13“, escreve sobre o trabalho em grupo: Você deve saber que existem muitas centelhas de santidade em cada um do grupo [entre nossos amigos]. Quando você juntar todas as centelhas de santidade num só lugar [num único desejo], como irmãos, com amor e amizade, você certamente terá [isto é, alcançará] um nível muito elevado de santidade por um tempo, a Luz da vida [o nível de doação].

Da Convenção em São Petersburgo 13/07/13, Lição 3

Fé Contra A Razão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós avançamos realmente na “fé acima da razão”?

Resposta: Embora nós tenhamos descoberto que estávamos avançando durante a Convenção, nós também recebemos outra grande adição. Agora, não só acreditamos no professor e em nosso avanço correto, mas também entendemos que, além disso, agora temos que avançar numa maior “fé acima da razão”. Isso significa que, graças à mensagem que recebemos, nós podemos avançar em maior fé agora.

Se avançarmos corretamente, vamos encontrar mais problemas à medida que o ego vai nos puxar mais fortemente para trás e que ainda teremos que avançar sobre ele e contra ele. “Fé acima da razão” significa fé contra a razão.

Como podemos avançar contra a razão? Quando nós avançamos na espiritualidade, cada nível anula o nível anterior de acordo com a lei espiritual de “negar o negativo”. Cada vez que nós crescemos, nos tornamos mais sábios e inteligentes e nosso conhecimento sobre o nível seguinte é o oposto do conhecimento sobre o anterior nível.

Cada Partzuf é feito de dez Sefirot, de Keter a Malchut. Malchut do superior se torna Keter do inferior, o que significa que altera as suas propriedades para os atributos opostos. No entanto, quando nós subimos, Keter do inferior se torna Malchut do superior, e, portanto, torna-se também o oposto.

Malchut é o atributo de recepção e Keter é o atributo de doação. Assim, cada vez que subimos, nós precisamos transformar recepção em doação, na “fé acima da razão”. Quando você sobe para os próximos dez níveis, visto que sua Keter tornou-se Malchut, é como se você negasse todo o seu conhecimento anterior e todas as dez Sefirot que você tinha no nível anterior tornam-se o oposto e estão incorretas no próximo estado.

É como falar com uma criança que vê as coisas do seu nível, enquanto você as vê de forma totalmente diferente. As razões e as ações são diferentes, apesar de você ver o mesmo resultado.

“Fé acima da razão” é fé contra a razão. Ela sempre nega a razão anterior e você deve avançar contra ela, ou seja, acima. Eu tenho o conhecimento anterior e ainda avanço de acordo com a fé.

Quando Rabash me explicou o que significa “fé acima da razão”, ele me deu o seguinte exemplo: suponha que um amigo tomou emprestados mil dólares de outro amigo e quer devolver o dinheiro. Quando ele lhe devolve o dinheiro, verifica-se que há um dólar a menos no envelope. Ele pergunta se o amigo devolveu todo o dinheiro e seu amigo diz que sim. Será que ele começa a pensar quem está certo agora? Não. Se o amigo diz que são mil dólares, eu aceito isso como mil dólares. Isso significa que eu não acredito no que vejo, pois agora tenho os olhos do meu amigo em vez dos meus próprios olhos. Eu não acredito nos meus sentimentos e no que sei; eu avanço na “fé acima da razão”.

O que o meu amigo me diz significa os vasos externos, os atributos externos são mais importantes para mim; eu aceito isso como uma informação mais precisa, que é mais clara e correta do que a minha. Então, se o grupo decide algo, eu imediatamente aceito e embora seja claro para mim que exista menos de mil dólares aqui, eu aceito como mil. É um substituto para mim. Em geral isso parece totalmente ilógico e irreal, e é realmente assim.

Baal HaSulam diz que certas pessoas podem parecer perversas e outros justas de acordo com seus atributos, e então nós as vemos da maneira oposta, algumas pessoas parecem ricas e outras pobres e, daí nós vemos de forma oposta, algumas pessoas parecem inteligentes e outras tolos e, depois, o oposto. Tudo depende de nós. No mundo espiritual, nós mudamos completamente a imagem, alterando os nossos atributos. Os órgãos e as conexões entre eles são revelados de uma forma totalmente diferente.

Portanto, a “fé acima da razão” é o meio pelo qual nós avançamos e subimos a escada espiritual. Não podemos fazê-lo de outra maneira! “A fé acima da razão” é a fé oposta do que sabíamos anteriormente. Se não temos fé contra o que sabíamos antes, nunca subiríamos de um Partzuf (estado) para o segundo, o terceiro, e assim por diante. Esta é a forma como a transição ocorre.

Se nos foi dada a mensagem e sentimos que estamos no caminho certo durante a última Convenção e que o nosso professor nos orienta corretamente, embora realmente não acreditássemos nisso, nós temos um problema agora. Então, onde está a nossa fé? Como podemos fechar os olhos e ignorar o que sabemos? Se não fizermos isso, vamos avançar egoisticamente. Pela primeira vez, é-nos dada uma chance real de conquistar o nosso próximo nível num ataque “acima da razão”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 21/07/13, “Fé acima da Razão”

Diferentes Sistemas, Um Modelo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós estamos disseminando a educação integral. Basicamente, esta é realmente a sabedoria da Cabalá que foi adaptada para o uso com as massas. Eu gostaria de saber a relação em porcentagem, quanto deve ser investido na disseminação interna e quanto na disseminação externa?

Resposta: Normalmente os cientistas investigam os diferentes efeitos e fenômenos da natureza, colocam tudo em fórmulas e gráficos mostrando as dependências. Então, com base nisso, eles começam a examinar os materiais apropriados, e após a experimentação eles traduzem tudo em processos tecnológicos práticos necessários para a vida.

Antes do desenvolvimento tecnológico atingir as prateleiras das lojas ele passa por um longo processo. No início, os cientistas estão envolvidos com fórmulas, gráficos, física, cálculos matemáticos e aparelhos. Então você verá os dispositivos embalados em caixas nas lojas. Toda dona de casa pode comprar, digamos, um forno de microondas, colocá-lo na cozinha, ligá-lo, e aquecer pãezinhos.

Você pode imaginar o caminho do desenvolvimento desde o estudo sobre as microondas e seu impacto em vários objetos, etc., até a dona de casa aquecendo uma torta para sua família! Embora ela não esteja familiarizada com o princípio de como o dispositivo funciona, isto não lhe interessa. Ela só sabe que é necessário definir uma temperatura particular, num determinado momento, e então ela vai ter uma torta quente. Isto também é física e da sua utilização.

É assim com a sabedoria da Cabalá. Ela explica a estrutura do mundo, as forças que nos influenciam. Mas de acordo com o nível da pessoa, ela poderia aprendê-la como física avançada, ou seja, a natureza interna das coisas, ou como uma aplicação prática em si mesma.

Nós investigamos a sabedoria da Cabalá em sua forma pura, com a ajuda de gráficos, fórmulas e um grande volume de textos complexos. Vocês mesmos sabem quantos anos ela pode ser estudado, mas não ser totalmente explorada. Porém, na prática, ela só explica a interação entre duas forças, positiva e negativa, como elas estão correlacionadas e integradas na ligação entre elas, o ambiente resultante que é formado entre elas, de que modo nós podemos mudar isso para que seja confortável e benéfico para a pessoa, para que estas forças possam ser utilizadas de forma mais eficaz. Mas o problema é que, a fim de utilizar essas forças corretamente, a pessoa deve ser corrigida.

Aparentemente, nós não usamos a cooperação entre estas duas forças (positiva e  negativa) no nível de nossas características internas, mas no nível egoísta. Nós tentamos escravizar não só toda a natureza, mas a família, a nação, toda a humanidade e toda a terra, e fazemos delas o que pode vir à mente.

E isso só se torna possível para nós até certo ponto, mas não mais, porque a natureza não o permite. Ou seja, nós não podemos manejar as duas forças no nível seguinte. Este nível nos é revelado apenas na medida em que a nossa forma se torna semelhante a essas duas forças. Somente se a pessoa começa a mudar sua natureza é que ela pode usar essas forças e manejá-las.

O nosso mundo é um espaço em que vivemos com a nossa natureza egoísta, porque é assim que nascemos e desenvolvemos, e nesse âmbito, nós podemos usar a força positiva e negativa num intervalo permitido.

Os níveis seguintes são 125 níveis de oposição entre essas duas forças. Estes não são apenas os níveis de força ou habilidade, mas são novos níveis qualitativos, a partir dos quais, devido à conexão entre eles, formas completamente novas de vida são criadas. Nós não estamos preparados para penetrar nisso, uma vez que só é possível compreender esses níveis acima de nós na medida em que nos tornamos equivalentes a eles.

Atualmente, toda a humanidade entrou na mais recente crise porque ela já evoluiu para um nível no qual ela deve mudar e subir do nível mais baixo para o próximo nível. Nós estamos começando a sentir isso agora.

A transição para a próxima fase envolve uma mudança em nossa natureza, de egoísta para altruísta. E aqui um problema é despertado. Nós estamos aprendendo a mudar nossa natureza baseado no fato de que nós mesmos somos atraídos para isso. Mas a maioria das pessoas não é atraída para nada. Portanto, a natureza e a crise vão obrigá-las a se envolver com isso.

Elas não se ocuparão nisso como nós nos ocupamos. Nós aprendemos o método em si, a estrutura, a cooperação entre as duas forças, o campo de energia entre elas, as Luzes, a mistura entre as forças. Tudo isso pode ser traduzido para a linguagem da pura física ou a linguagem da emoção, porque tudo passa pela pessoa ou em outras formas de expressão. Nós estamos familiarizados com isso a partir de nossas fontes.

E o homem comum, que não é puxado para frente, como nós, deve, no entanto, subir para o próximo nível, pois a vida vai empurrá-lo por meio do sofrimento; ele não vai ter que fazer isso. Ele é como a dona de casa que usa o microondas. Nós só precisamos mostrar a ele, ensiná-lo o que pressionar, e tudo vai ficar bem.

E é preciso pensar nisso. Por isso, cabe a nós reescrever este método na sua forma mais simples e acessível, pois o nosso futuro físico e espiritual depende disso. Isto é, se quisermos chegar à descoberta do próximo nível, do próximo estágio, mesmo da próxima dimensão (embora isso soe místico, nós não somos místicos), então cabe a nós adaptar o método para nós mesmos e reescrevê-lo de uma forma simples para os outros.

Se tomarmos um livro sobre as leis de Newton no nível universitário, nós vemos que estas fórmulas são bastante complicadas, mas na escola as aprendemos como fórmulas curtas e resumidas: massa, velocidade, aceleração, queda livre, e assim por diante. Exatamente assim nós devemos reescrever todas as nossas leis complexas, as relações integrais em sua forma mais simples. Este é um problema muito sério e devemos cuidar dele.

Nós aprendemos sobre a relação entre as duas forças de acordo com as relações entre um homem e uma mulher numa família, ou os pais com os filhos, ou outras relações no nível físico ou na conexão entre dois sistemas: positivo e negativo na forma de Abba ve Ima ou ZON, ou Arik Anpin e Atik. Apesar da mudança de nomes, o princípio permanece o mesmo, uma ligação entre positivo e negativo. Dependendo da intensidade da relação entre eles, a altura do sistema que eles geram é estabelecida.

Através das conversas sobre a “Nova Vida” ou as discussões de outros assuntos, o meu interior não muda em nada, pois para mim é o mesmo diagrama. É exatamente assim como ocorre no momento da lição matinal, durante as três horas que saltam de um assunto para outro. No entanto, eu não me esgoto; eu poderia ensinar mais dez horas. Você pode ficar cansado, mas eu não, porque para mim não existe um modelo.

Da Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13, Lição 3

Criando Um “Firmamento Celestial” Acima De Nós

Dr. Michael LaitmanCada nível resume e incorpora tudo o que acontece dentro dele. Nós constantemente estamos aprendendo conosco mesmo sobre os estados e as características pelas quais passamos, que gradualmente se acumulam. Depois disso, como um medidor, nós chegamos à fase em que zero se torna um, e depois disso, atingimos novamente o estágio em que um se torna dois, e assim por diante. O mesmo ocorre conosco.

No entanto, quando o número um ou dois surge em mim, ele aparece como uma soma negativa de todas as descobertas negativas anteriores, acima das quais eu posso subir, e agora eu subo acima de todas elas juntas, e o primeiro nível positivo é criado por mim.

Portanto, nós devemos entender que o Criador nunca nos é revelado de uma forma boa. Ele nos obriga a mudar, e, então, nós O sentimos, ou seja, os nossos próprios estados corrigidos serão sentidos por nós como características do Criador.

Portanto, nós não precisamos procurar em outro lugar, mas apenas dentro de nós, esclarecendo onde estão as características que estão agindo contra a conexão, criadas como resultado da quebra da alma coletiva. Nós as descobrimos e superamos o tempo todo. É assim que avançamos. Isto é, o amor cobre todos os erros não intencionais e todos os crimes, e nós avançamos de acordo com este princípio.

Agora, quando nos encontramos numa boa atmosfera como essa, sem preocupação mútua, primeiro é preciso criar um “firmamento celeste” acima de nós, tal ambiente, como uma cúpula, que irá manter todos nós na consciência constante de que precisamos descobrir dentro de nós a oposição à conexão e superá-la o tempo todo.

Se isso não surgir em nós, é sinal de que não ansiamos pela conexão, mas quando realmente ansiamos por ela, sentimos imediatamente a oposição. Isso ocorre porque na espiritualidade não há nenhuma parada. Imediatamente, todos os tipos de distúrbios serão adicionados a nós como estágios de avanço.

Muitos dos textos originais falam sobre como os Cabalistas sentiam ódio mútuo um pelo outro. No Livro do Zohar diz-se que os alunos de Rabi Shimon sentiram tal ódio mútuo que estavam prontos para queimar um ao outro; uma chama de ódio ardia entre eles.

Aparentemente, eles não tinham nada com o que disputar. Todos eram pobres e viviam numa pequena caverna. Em relação a que eles sentiam ódio? Era porque queriam ficar perto um do outro para corrigir a sua natureza e descobrir com isso a característica de doação e amor, o Criador.

Portanto, o grande poder do ambiente, o grupo, é o lembrete constante de que se o grupo trabalha corretamente, todas as oposições que surgem entre nós são o nosso único meio de ascensão espiritual.

De tijolos como estes (as características corrigidas) a alma é construída. As características de rejeição são as partes quebradas do templo da alma. Ao conectá-las, nós reconstruímos este Kli (vaso), a nossa alma coletiva.

Nós fazemos um esforço para nos conectar e, finalmente, descobrimos o mal em cada um de nós: nós não desejamos nos conectar. Junto com isso, nós precisamos sentir a pressão do grupo, de forma que não vamos fugir da hostilidade e do ódio que surgem em nós com relação a alguns dos amigos ou todos eles. Sob pressão do grupo, nós começamos a ansiar pela conexão em oposição à força da separação. Portanto, a pressão do grupo deve ser forte.

Ao ansiar pela conexão, nós começamos a entender que não só exigimos a pressão do grupo aqui, mas também um poder superior, a Luz Circundante (Ohr Makif). Assim, três componentes obrigatórios aparecem: nós, o grupo e a Luz Circundante. Através deles, este problema é resolvido e nos conectamos.

Na próxima vez, é a mesma coisa. Isto é, as condições para a conexão se transformam num começo. Assim, após a conexão, nós precisamos procurar novamente uma razão ainda maior para nos conectar, e mais uma vez temos a rejeição e a descida, sobre as quais subimos novamente, e vamos em frente. Todos nós estamos passando por um processo como este.

Da Convenção em São Petersburgo “Dia Um” 12/07/13, Lição 2

Aprender A Superar O Orgulho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos trabalhar com o orgulho que foi revelado após a Convenção?

Resposta: Após a Convenção, houve de fato uma revelação de orgulho, especialmente na Europa. Cada parte do mundo tem seus típicos problemas e fraquezas, e a Europa e a Rússia são diferentes nesse sentido.

O que é o orgulho? Em relação a quem se refere e para quê? A pessoa tem que esclarecer isso por si mesma:

• Eu sinto orgulho porque entendo e sei tudo, por ter alcançado algo e agora sou grande e tenho tudo. Isso vai passar e desaparecer por si só num par de dias.

• Eu sinto orgulho porque estou vários níveis acima de todos os outros, e eles são infelizes, lutando com suas pequenas crises, enquanto eu estou acima deles. Eu entendo tudo e realmente não me importo com nada, na medida em que olho para eles de cima. Isso está errado.

Se nós falamos de conexão e sobre o fato de que temos que corrigir a quebra entre nós, então, no final, nós temos que nos preocupar com todos, como com os nossos próprios filhos. Eu não acho que você iria se relacionar com pessoas dessa forma se achasse que elas fossem seus filhos, mas é exatamente assim que devemos nos relacionar com elas.

Na verdade, eu não vejo nenhuma razão para você estar orgulhoso. O que tem de tão especial em você? O que você alcançou por si mesmo? Nada.

Você estava num grupo, você foi trazido, empurrado, e diferentes ações foram realizadas em você. Você participou de forma passiva, sem compreender a essência do por que e onde isso deve levar. Você sequer visava o estado atual e não sabia como ele era. Isso significa que suas ações não estavam focadas e, assim, verifica-se que você teve sorte. Então, do que você se orgulha?

Eu posso dizer por experiência própria que, quanto mais alto a pessoa sobe, mais ela avança, e quanto mais perto ela está do Criador, mais humilde e inferior ela se sente. É porque ela vê a ação da Luz infinita que organiza tudo num dado momento, que constrói e recupera tudo.

Continue trabalhando e a sensação de orgulho vai passar. A principal coisa é que ela não deve desviá-lo do seu caminho espiritual. Se houver quaisquer desvios e você se comportar como uma criança obstinada, eu estou acostumado com isso. Portanto, nada pode ser feito, exceto superar isso gradualmente. Nós vamos aprender de que forma faze-lo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 7/21/13, “Fé Acima da Razão”