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Tanto Qualitativa Como Quantitativamente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a pessoa começa seu caminho espiritual, ela deve ter algum tipo de desejo, de “combustível”. Conforme o grau de realização, será que este tipo de combustível muda ou permanece o mesmo? Em que fase o doador do presente torna-se mais importante do que o presente em si, ou este significado também é egoísta?

Resposta: Esse “combustível” com o qual nós trabalhamos (ou seja, a razão de eu existir, viver, seguir em frente) é alterado tanto quantitativa como qualitativamente. Esta razão melhora o tempo todo, tornando-se mais qualitativa.

Se antes só o seu “eu” era importante para você, agora, mesmo contra a sua vontade, o grupo se torna importante. E isso não é porque você precisa do grupo para atingir a meta superior, mas da mesma forma que uma criança é importante para seus pais.

Portanto, gradualmente, um estado é criado quando isso é seu e depois isso é mais importante do que você mesmo. Aos poucos, o componente superior, o poder superior, começa verdadeiramente a ser descoberto no grupo. Você vai ver que, basicamente, este não é um grupo, mas aquela criatura que chamamos pelo nome de “Malchut” e nela o Criador é descoberto. Mas isso vai acontecer quando você começar a se relacionar com ele exatamente como o Criador se relaciona com você, mesmo no modo mais inferior.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 14/12/13, Lição 2

Velocidade E Aceleração

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a velocidade e a aceleração na espiritualidade e como podemos usar isso?

Resposta: A ideia é que a natureza nos empurra para o desenvolvimento por meio do sofrimento, ou seja, através de um sentimento de falta de satisfação no estado atual e a possibilidade de realização no próximo estado. Estas são as forças da evolução: a força negativa por trás e a força positiva pela frente.

Quanto mais avançamos, mais forças negativas são reunidas por trás e menos forças positivas nos atraem pela frente. Nós vemos que já que avançamos de acordo com a nossa natureza egoísta, muito pouco é iluminado para nós na frente. Por isso, o mundo está num estado de apatia e depressão.

E aqui nós estamos chegando a uma situação em que temos que explicar às pessoas que todas as forças negativas não estão nos conduzindo para que possamos fugir delas, e para que possamos entender a nova forma do nosso desenvolvimento, ou seja, para mudar a intenção, a relação com o outro, com o mundo, e, desta forma, com o Criador.

A principal coisa é a intenção. Os desejos são determinados, surgem e são realizados apenas na medida em que é possível satisfazê-los com a intenção correta.

Em nosso mundo, a velocidade de avanço é determinada por nós por trás, na medida em que ela se move e nos empurra pela frente através da influência negativa e que avançamos a uma velocidade constante.

Estudar a Cabalá possibilita que nós realizemos uma aceleração ou contração do tempo, que é a mesma coisa, com a ajuda de três componentes: o grupo, o estudo e a disseminação.

A velocidade é o parâmetro que não depende de nós; a natureza nos move em direção à meta. Por outro lado, a aceleração depende de nós.

Velocidade não é uma contração de tempo. Sabe-se que a forma de correção leva 6.000 anos, desde a primeira correção que foi feita por Adam 5780 anos atrás até a última correção que vamos alcançar em mais 220 anos, quer queiramos ou não. Este é o chamado caminho da velocidade.

Mas, ao mesmo tempo, existe a possibilidade da aceleração. Na medida em que nós aceleramos o nosso caminho, nós o transformamos qualitativamente, porque nós mesmos queremos isso.

Por exemplo, há uma diferença entre uma criança pequena que precisa aprender e está constantemente sob pressão, e uma criança que está interessada em tudo e estuda com sucesso. Ela pode acabar rapidamente as lições na escola e sente que está neste processo como se estivesse num jogo fácil e bom. O mesmo ocorre conosco, também.

Se nós escolhemos um grupo e dentro dele, como em um mundo pequeno, em uma pequena sociedade, criamos todas as condições que nos avançam para frente, assim vamos atingir a meta muito mais rapidamente do que sob o rolo compressor e a pressão da natureza.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 14/12/13, Lição 2

“Reinicialização” Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: No primeiro semestre, eu senti que alguma coisa estava acontecendo dentro de mim; no segundo semestre, eu participei ativamente do trabalho, enquanto que no terceiro semestre, descobri que na verdade não entendi nada, e que nenhum sentimento permaneceu além do medo de me perder. E mesmo que eu ouça as lições matinais, eu não as ouço.

Resposta: Você, pessoalmente, juntamente com vários outros alunos, estão passando por um período interno exclusivo dos preparativos para o novo estado. Portanto, não se preocupe, isso vai passar. De repente, um despertar virá até você e você vai começar a sentir algo completamente novo. Esta ainda não será a entrada no mundo espiritual, mas já algum tipo de sensação espiritual.

A ideia é que o programa interno está mudando dentro de nós. Ele está sendo aperfeiçoado o tempo todo e tudo está acontecendo como num computador: você está carregando um novo software e depois você deve “reinicializá-lo para passar de um nível de trabalho para outro.

Isso é exatamente o que está acontecendo com você agora. A perfeição interior da adaptação do programa a isso e ao mundo espiritual está sendo realizada em você e em breve você vai começar a sentir mais.

E o estado de confusão, vazio, falta de compreensão e confusão, irá retornar muitas vezes; caso contrário, você não poderia avançar. Isso é comum a todos, mas aos poucos você vai se acostumar com isso.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 14/12/13, Lição 2

Siga Em Frente, Não Pare!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que eu não consigo manter o sentimento de unidade, a “bola de framboesa”? Ela continua desaparecendo.

Resposta: Não importa se ela desaparece. Nós devemos olhar o benefício de nossos atos, e se eu consigo adicionar esforço, eu fico mais feliz por perde-la do que se eu a tenho, porque o que eu já tenho é meu. Se eu paro mesmo por um segundo no estado que alcancei, ela começa a apodrecer.

No momento em que começo a desfrutar o meu estado, eu devo entender que é um prazer egoísta. Se eu gosto da mudança de estados, o derivado, ou seja, não a velocidade, mas a aceleração, o aumento da velocidade das mudanças, então é o prazer correto. Se eu simplesmente desfruto o estado em si, então já é uma casca.

Assim como na física, um corpo que se move a uma velocidade constante que pode ser muito alta é considerado parado, e em relação a mim, ele não está se movendo. Só podemos considerar que ele está em movimento se sua velocidade muda. Portanto, se a sua velocidade cresce constantemente, você pode estar feliz, e é uma boa alegria. É chamado de “alegria de uma Mitzvah“, uma vez que você está constantemente adicionando, ou seja, que você está aumentando cada vez mais os desejos de correção.

Além do mais, você não deve desfrutar um estado constante. Você deve avançar como um homem velho que está curvado, constantemente à procura de uma deficiência, a fim de acelerar a sua velocidade.

Pergunta: Como podemos manter a bola framboesa?

Resposta: A bola de framboesa só pode ser mantida pelo esforço do grupo e com a ajuda da Força Superior. Nós temos que jogar constantemente com esta bola, como farinha quando assamos matzá, que você não consegue parar de amassar nem por um segundo, até que você a coloca no forno. Ela não pode ser amassada por mais de 18 minutos: as nove Sefirot da direta e as nove Sefirot da Luz Refletida, e logo em seguida colocada no forno!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tema: “9 Passos”

Unidade E Oposição De Desejos E Intenções

Dr. Michael LaitmanEm seu artigo “A Paz”, Baal HaSulam escreve: Isto é feito através da lei do desenvolvimento impressa na Criação contra a vontade da humanidade, onde as próprias obras dos ímpios necessariamente instigam as boas ações, como mostramos acima.

Nós estamos todos sob a influência dessa lei que nos impulsiona para frente através do sofrimento.

No entanto, o Criador deu ao homem a mente e o poder, e deixa-o controlar e guiar a lei. É possível acelerar e impulsionar o processo de desenvolvimento livremente, independente do tempo.

Como podemos perceber esta oportunidade que nos foi dada?

Nossos desejos são irrelevantes, pois eles sempre permanecem absolutamente os mesmos, e não podemos diminuir, aumentar ou desenvolvê-los de forma alguma. Nós temos que esquecê-los, como se eles não existissem, porque nós não os controlamos. A Cabalá diz que só podemos controlar as intenções. Não se trata de limitar nossos desejos, nem do que devemos fazer com eles. Está escrito assim, mas o que está implícito nestas palavras é a intenção.

No entanto, se formos capazes de alterar de alguma forma a nossa intenção, como vamos fazer isso? Para isso, este mundo é dado a nós. Nós estamos num estado muito interessante: ao contrário de espiritualidade, nós podemos agir de forma altruísta, dar, conectar e amar com a intenção “em prol de nós mesmos”. Em outras palavras, este mundo permite que nos enganemos.

Este estado interessante está debaixo de todos os mundos espirituais.

Cinco mundos descem do mundo do Infinito até o nosso mundo: Adam Kadmon (AK), Atzilut (A), Beria (B), Yetzirah (E), Assiya (A), e o último, o nosso mundo.

Geralmente nós pensamos que ele é um mundo muito primitivo, sem valor. Na verdade, não é assim. Aqui, nós podemos agir com intenção. Intenção e ação existem em todos os outros mundos espirituais, mas lá elas estão unidas e são iguais; lá, elas atuam apenas na medida da sua intenção de doar.

Neste mundo, é o oposto: uma pessoa pode agir tanto em prol da recepção e doar simultaneamente. Ao mesmo tempo, as nossas intenções são dirigidas exclusivamente a receber “em prol de nós mesmos”. Em outras palavras, neste mundo, nós podemos realizar ações que são opostas às intenções e ter intenções que contradizem as ações. É um fenômeno muito interessante.

Quando nós vemos uma criança pequena, vemos claramente suas ações simples e intenções muito naturais: ela pega tudo só para si. Os animais agem da mesma maneira. É óbvio. É por isso que nós os amamos, já que eles não mentem para ninguém, suas ações e intenções não se contradizem. Eles carecem totalmente de malícia.

Um homem adulto age externamente com intenções internas. Ele pode ser muito educado, respeitoso e gentil e, ao mesmo tempo, perseguir um objetivo que pode machucar alguém só por causa do seu próprio benefício.

No entanto, esta oportunidade nos é dada só neste mundo em que são possíveis ações e intenções contraditórias, para começarmos nossa subida ao mundo superior de forma independente, objetiva e completa. Nós somos aqueles que escolhem a forma de subir à espiritualidade, porque nos é dada a oportunidade de agir em prol da doação, embora as nossas intenções permaneçam más: em prol de nós mesmos.

Como podemos nos puxar para o mundo superior? É muito fácil. Temos que nos colocar numa comunidade de pessoas que têm a mesma oportunidade de agir e ter intenções de outras pessoas normais, egoístas e astutas neste mundo, ou seja, aquelas que entendem sua natureza pelo menos um pouco. Elas têm um desejo de mudar suas intenções, embora a única coisa que possamos realmente mudar são as ações, e não as intenções.

Se juntarmos este grupo de pessoas e agirmos supostamente em prol de trazer prazer e benevolência uns aos outros, nós desejaríamos nos conectar num todo unificado e fazer da doação mútua o nosso objetivo; neste caso, nós agimos corretamente, em prol da doação, mas nossas intenções estão erradas. Nós não podemos fazer nada sobre elas.

No entanto, se estudarmos a Cabalá juntos, em grupo, aprendemos como a unidade das intenções e ações são implantadas nos mundos superiores. Em seguida, uma iluminação especial desce do mundo superior até nós e muda a nossa intenção.

Nossas ações são normais. Nós estamos orientados um ao outro, a fim de nos conectarmos, ao passo que as nossas intenções permanecem “para o nosso próprio bem” (Lo Lishma).

Sob a influência da Luz Circundante chamada Ohr Makif (O’M), que é uma energia especial, uma força extraordinária, nós começamos a mudar; conforme a nossa transformação, nosso ambiente também se modifica de “em prol de nós mesmos” para “em prol dos outros” ou “em prol dos nossos amigos” e, mais tarde, em prol de algo maior e mais alto. É assim que nos aproximamos do estado de Lishma e começamos a sentir-nos na intenção de doar.

Estar na intenção de doar é existir no mundo superior, porque nesta intenção, nós começamos a perceber propriedades totalmente diferentes, superiores da matéria. Nós começamos a sair de nós mesmos, do nosso estado limitado pelas sensações deste mundo, e como resultado, nós rapidamente avançamos ao mesmo objetivo ao qual a natureza nos leva.

Ao aspirar voluntariamente à frente, nós evitamos o sofrimento. Os nossos sofrimentos são agora chamados de “aflições do amor”, já que agora nós pensamos em como avançar de forma mais eficaz, como acionar melhor a Luz Circundante até nós, e como mudar mais rapidamente nossas intenções.

Nós realizamos ações minimamente necessárias em relação ao grupo e a humanidade, uma vez que a humanidade tem que subir para o mesmo objetivo: mudar da intenção “em prol de si mesma” para “em prol dos outros”. Ações físicas não importam muito. Nós precisamos delas só para mostrar o lugar onde podemos implantar o poder da Luz Circundante, a força da Luz de correção.

Portanto, o estudo da Cabalá, que nos fala sobre o que é percebido com a ajuda das intenções corretas – a chamado Luz de doação (Ohr Hassadim) e a Luz de Retorno (Ohr Hozer) – nos ajuda a mudar nossas intenções e começar a sentir e atingir a governança superior, a força superior.

Ela explica por que precisamos tanto de nossos amigos, porque só entre eles, só entre nós, nós podemos fazer o trabalho interno que corrige nossas intenções.

É por isso que o nosso principal objetivo é chegar ao desejo de alcançar um novo estado que é predestinado, por natureza, e persegui-lo. A natureza quer nos levar para fora do estado chamado “mundo” em que estamos hoje e nos elevar para o mundo do Infinito. Este é o nosso objetivo final.

Se nós entendermos claramente essas coisas, sabemos que é mais urgente e essencial para nós criar grupos que interajam entre si em todas as suas partes, de modo que todas as nossas ações sejam direcionadas para algum tipo de doação. Ao agir desta forma, podemos evocar a correta Luz Circundante até nós durante nossas aulas e corrigir as nossas intenções.

A Cabalá nos diz que tudo o Criador criou foi apenas um desejo, Malchut do mundo do Infinito. Então, nesse desejo surge a intenção que passa pela quebra (shevira) no mundo da Nekudim.


Além disso, nos mundos de Atzilut (A), Beria (B), Yetzirah (Y), e Assiya (A), aos poucos ela começa a ressuscitar, enquanto neste mundo, desejos e intenções permanecem divididos em 613 partes.

Nosso trabalho consiste na correção da intenção “em prol de nós mesmos” para a intenção “em prol da doação”, “em prol dos outros” em cada um dos nossos desejos. Então, o desejo será considerado corrigido.

Em outras palavras, quando estudamos a ciência da Cabalá, a Luz Circundante desce até as nossas intenções; por sua vez, elas se prendem aos desejos, e os desejos corrigidos entram no mundo superior. É aqui que nós começamos a sentir o mundo espiritual. Assim, corrigindo-nos gradualmente, nós subimos para o nível dos 613 desejos até alcançarmos a correção final.

Da Convenção Virtual em Moscou 13/12/13, Lição 1

A Responsabilidade Que Sentimos Um Pelo Outro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre o conceito de garantia mútua e 0 de bola (esfera) de framboesa?

Resposta: Você pode definir o primeiro estado de unidade de várias formas. A ideia desta analogia simplesmente me ocorreu num determinado momento. Eu queria expressar o sentimento especial de calor que todo mundo sente, que é agradável e esclarecedor em si mesmo.

A garantia mútua é a conexão entre os vasos quebrados que se conectam acima da quebra, na medida que entendem que devemos estar conectados. A força da conexão, a sua necessidade, a sua vitalidade e a responsabilidade que sentimos um pelo outro é chamado de garantia mútua. Isto mostra até que ponto eu sou responsável pelos outros e os sinto dentro de mim como eu mesmo.

A garantia mútua é um estado interior de conexão que leva em conta todas as condições: como nos relacionamos, com que vasos, em que nível de Aviut (espessura). Refere-se ao vaso que está prestes a se conectar. É devido à separação entre estas partes e a sua conexão, ao crescimento da linha de esquerda e da direita da linha, uma em oposição à outra, que juntamos o conceito chamado garantia mútua.

Na garantia mútua, que é o nosso vaso espiritual, nós começamos a receber a Luz que Reforma e a ver que somos corrigidos. Então, a nossa garantia mútua é novamente corrompida e temos que corrigi-la mais uma vez. Tudo está incluído neste conceito. Baal HaSulam escreveu dois artigos: “A Entrega da Tora” (Matan Tora), visto que não temos como nos corrigir sem a força superior, e o artigo que se seguiu, “Garantia Mútua” (Arvut), que explica como operar e gerenciar a força superior para subir ao objetivo da criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tema: “9 Passos”

Garantia Mútua De Um Bom Humor

Dr. Michael LaitmanNosso único problema reside em estabelecer a conexão correta. No momento, nós não estamos conectados, mas quando a conexão se tornar mais forte e estreita, teremos que descobrir como cumpri-la. Suponha que eu tenho vários milhões de cordas para amarrar e você tem vários milhões de cordas para amarrar e nós precisamos descobrir como conectá-las corretamente: que corda se conecta a outra, em que frequência e quando, em que sequência e ordem.

A principal coisa é sentir a importância da meta. A garantia mútua é um sentimento interior que devemos alcançar que determina o estado interior da nova realidade. Não é apenas um ponto de conexão entre nós; ele, na verdade, se expande depois e se torna um ponto da nova realidade. É por isso que precisamos do sentimento de importância que nos capacite tanto e que sustente e promova o ponto da garantia mútua, que mais tarde se torna a garantia mútua entre nós, a qual inclui todo o mundo e o Criador.

Esta é a importância da meta, a importância do grupo, bem como a importância do amigo. Eu tenho que constantemente esclarecer coisas, descobrir o que preciso, a fim de aumentar a ideia da garantia mútua a qualquer momento: o que é redundante, o que significa, o que eu não preciso. A importância do trabalho deve ser grande e nós temos que evocá-la em cada amigo.

No final, nós voltamos à grandeza do grupo que deve impressionar a todos de uma maneira diferente, ao inflamar inveja, paixão, desejo de respeito e controle, em outras palavras, usando todos os meios para nos estimular e sacudir. É assim que todos devem trabalhar em todos os outros. A garantia mútua começa quando eu vejo que é minha responsabilidade que o meu amigo deve estar simplesmente de bom humor por estar entre nós, e daí esta garantia mútua se desenvolve mais e mais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/13, Lição sobre o Tema: Preparação para a Convenção

Cabalá E Sufismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quais são as semelhanças entre a sabedoria da Cabalá e o Sufismo, e onde eles divergem?

Resposta: O Sufismo não é contrário à sabedoria da Cabalá. Eles falam sobre a mesma coisa. Porém, o Sufismo não explica a técnica da construção de criação, o sistema da criação e sua conduta. Ele é mais adaptado às massas, uma vez que fala sobre a solução para os problemas humanos e espirituais, mas no nível do nosso mundo.

O Sufismo não explica a estrutura do mundo superior na forma precisa como está registrado na sabedoria da Cabalá: Sefirot, Partzufim, Olamot, Ohr, NRNHY, KHB ZON, Tzimtzum, Masach, Ohr Hozer e todo o resto do conceitos. Somente na sabedoria da Cabalá há descrição da “mecânica celeste”.

Em princípio, você poderia dizer que não tem nenhuma necessidade disso. No entanto, não é bem assim. Quando você começa a atingir o mundo superior, essa mecânica torna-se necessária. Você não consegue ordenar e esclarecer dentro de você, contando apenas com suas emoções ou o guia. Para você o guia já deixou de ser uma pessoa e é uma característica interna. Você não vê caras, mas sim sente o Criador. Então você precisa de definições e emoções mais profundas, você deve trabalhar com os estados mais sutis e mais calculados.

Eu não sou um grande especialista no Sufismo, mas parece-me que ele é uma parte da Cabalá. E se penetrarmos mais profundamente na verdade Sufismo, é possível descobrir onde esse divisor se encontra, além do qual a sabedoria da Cabalá é um imperativo. De acordo com a base, o Sufismo é o estudo certo para levar a pessoa precisamente à meta, mas até um limite específico.

A ideia é que, com todos nós, existem diferentes níveis de ego. O Sufismo para num nível profundo do ego. E para as pessoas com um grande ego, o Sufismo não é suficiente, pois elas exigem uma arma contra maior si. Por isso, elas exigem a sabedoria da Cabalá.

Infelizmente, o Sufismo parou seu desenvolvimento há algum tempo. Hoje no mundo muçulmano ele não é desejado. Esta é uma grande pena, porque antigamente havia uma conexão entre os judeus e os muçulmanos através Sufismo.

Pergunta: Eu tenho amigos entre os Sufis. Eu posso tentar explicar-lhes como o nível do seu desenvolvimento pode ser alterado dessa forma?

Resposta: Eu acho que não vale a pena atrair aqueles que estão envolvidos com o Sufismo à sabedoria da Cabalá. Somos contra a coerção. Nós temos livre entrada e saída. Eles podem vir, ouvir e ir, não há nenhuma obrigação aqui. Mas eu gostaria de dar-lhes algum livro popular sobre a Cabalá, de modo que eles vejam onde há linhas semelhantes e onde há uma diferença.

Em princípio, a sabedoria da Cabalá é a parte interior da Torá e muitas partes do Alcorão são baseadas na Torá. A Torá constitui a base para todas as religiões. Portanto, não há contradições aqui.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 15/12/13, Lição 5

Em Preparação Para A Chegada Do Convidado Desejado

Dr. Michael LaitmanNós estamos apenas tentando descobrir todos os componentes do conceito de garantia mútua. O fiador dessa garantia é o Criador, a Força Superior. E esta força deve ser manifestada em cada ação: no seu início, no meio e no fim. O Criador é muito “ciumento”, e se nós nos esquecemos Dele, Ele imediatamente nos abandona, e nós caímos imediatamente, uma vez que todo o nosso progresso ocorre apenas por causa Dele.

Qual é a diferença? Afinal, o Criador suporta toda a natureza: os níveis inanimado, vegetal e animal. Mas lá nós não temos que participar no nosso relacionamento com Ele de forma consciente. Mas no nosso grau de desenvolvimento humano, nós temos que estar dirigidos ao Criador o tempo todo. Caso contrário, que tipo de homem é Adão se ele não sonha em tornar-se semelhante (Domeh) ao Criador?

Assim, é preciso se preocupar com o componente que falta em nosso avanço: com o Criador! Nós podemos não ter sucesso imediatamente e no início ter a sensação de que falta alguma coisa para manter a nossa unidade. Na verdade, nós sempre começamos com a revelação da nossa quebra. Mas o Criador deve estar no início e no fim de qualquer ação, e em cada momento.

Ele deve nos conectar como a força da garantia, a força de correção, o exemplo que queremos ver diante de nós, o sistema de referência. Eu O vejo em todos os amigos e dentro da bola de framboesa: o ponto de nossa unidade. Eu entendo que Ele é o que percebe a nossa conexão e unidade. Eu vejo somente Ele-Ele-Ele!

Em essência, no que nós trabalhamos com os amigos? Nós trabalhamos juntos na revelação do Criador entre nós! Ele é o convidado mais importante e honrado. Nós esperamos por Ele, nos preparando para Sua chegada! Nós preparamos uma conexão entre nós, tal expectativa e esperamos que Ele venha!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tema: “9 Passos”

A Cédula Em Termos De Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanNós precisamos de paciência e tempo, a fim de compreendermos o conceito de educação integral. Nós começamos a falar sobre isso há três anos e durante esse tempo algumas pessoas nos deixaram, outras ainda não entendem isso, e há aquelas que não querem ouvir ou saber sobre isso. Nós dificilmente ouvimos do que se trata. Eu espero que pelo menos durante o mês que nos resta antes da Convenção eu seja capaz de quebrar essa resistência.

É o “muro de ferro” que Baal HaSulam fala! A sabedoria da Cabalá é a educação integral, mas nós não queremos aceitar isso. As pessoas expressam sua objeção à ideia da educação integral, deixam os grupos e não conseguem entender o nosso trabalho com o público. Isso é natural, já que estamos lutando contra o principal princípio egoísta de todo o mundo.

Portanto, dê-nos tempo para avançar um pouco. Vamos torcer para que haja um avanço em um mês e que a ideia de que a mudança depende apenas da garantia mútua seja impressa em todos. Isso é o que nós estamos discutindo agora: os meios para a mudança espiritual é a garantia mútua. Você quer essa mudança? Vá em frente. Mas eu lhe aviso de que se é por isso que você está vindo, traga dinheiro: a cédula da garantia mútua. Se a sua cédula for valiosa em termos de garantia mútua, você receberá tudo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/13, Lição sobre o Tema: Preparação para a Convenção