Textos na Categoria 'Convenções'

A Boneca Problemática Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso imaginar a grande responsabilidade para com os amigos num submarino afundando. Como eu posso sentir essa ansiedade e essa tensão durante os workshosps, quando não há tal o drama acontecendo ao nosso redor?

Resposta: Escute, ninguém está lhe pedindo quaisquer truques, como um mágico, para tirar um coelho da cartola. Não há necessidade de realizar todos os truques, mas simplesmente tentar amarrar sua demanda, sua deficiência, à força superior, e isso é tudo. Tente exigir, pedir alguma coisa. No momento em que lhe faltar alguma coisa para o seu progresso espiritual, volte-se para o Criador imediatamente com qualquer pedido que você tenha. Se você conseguir amarrá-lo corretamente ao Criador, você não terá problemas.

Seu trabalho é ser o elo, o adaptador, entre as deficiências e a fonte. Ninguém está pedindo para ser a fonte de energia e nem mesmo para ser o usuário dessa energia, ou seja, fazer algo por si mesmo. Seu trabalho é passivo: simplesmente se incomodar e continuar a pedir o que você quer do Criador. No entanto, você deve pedir sabiamente. Você deve esclarecer com precisão o que você quer exatamente, pedir por isso. Você deve compreender que o Criador organiza dificuldades para você precisamente para que você o incomode, aprenda com Ele e avance.

O problema é que você está deixando o Criador. Baal HaSulam diz que o maior pecado que uma pessoa pode cometer neste mundo é esquecer o Criador e se separar Dele. Portanto, não se separe e continue incomodando-O com seus pedidos. Essa é a única coisa que você é obrigado a fazer.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Quando As Fontes Se Estendem Para Fora

Dr. Michael LaitmanNós devemos estar constantemente preocupados com a unidade que é atingida, a “bola de framboesa”. Por um momento, nós somos capazes de mantê-la por nós mesmos, procurando maneiras de mudar, de renovar a nossa unidade. Mas isso só é possível por um breve instante, que é o suficiente para entender que temos que ter um fator externo aqui. Este fator externo é o conjunto da humanidade. Se quisermos manter a bola framboesa, a nossa conexão com o Criador, devemos nos estender para fora, para o mundo externo.

Há uma história de que o Baal Shem Tov recebeu essa resposta de Cima para a pergunta: “Quando é que o Messias virá?”: “Quando o ensinamento se espalhar para fora”. Em outras palavras, toda a nossa missão é manter nossa conexão com o Criador, e nós necessitamos de pessoas de fora não para segurar e manter a bola framboesa, a nossa unidade, mas precisamos desta bola de framboesa e de nós mesmos, a fim de servir a todas as pessoas. Ou seja, nós não usamos a comunidade externa para agarrar a bola framboesa, mas sim, nos apegamos a bola framboesa e a nós mesmos, a fim de servir o povo.

Estas observações são muito importantes. As palavras parecem simples, compreensíveis, e muito próximas, mas, na verdade, isso não é tão simples. É assim que, gradualmente, começamos a ver a integralidade, a interface global, as conexões, a unidade, o Arvut (garantia mútua) que habita em toda a natureza.

Nós descobrimos que todos os níveis do mundo físico (a natureza inanimada, vegetal, e animal), que não levávamos em conta antes, estão de fato incluídos num todo indivisível. O universo inteiro, toda a realidade percebida, todo o nosso mundo interior, e nosso contato com o Criador estão conectados num único sistema. É assim que chegamos a um entendimento do mundo integral.

Nesta quarta etapa do caminho, nós estamos começando a esclarecer e determinar o quanto precisamos do público em geral, que sem ele não podemos satisfazer o Criador, e o quanto o Criador não nos quer, mas especificamente esse círculo exterior do público geral, toda a humanidade. É assim que atingimos a nossa função e nossa missão. Nós devemos desaparecer; este é o papel do “reino de sacerdotes”. Nós não existimos por nós mesmos, mas sim servimos o público em geral, toda a humanidade, e o Criador. E nisso vemos nosso papel exaltado. Nós não temos nenhuma parte nisso ou naquilo; mas sim, nós nos conectamos entre eles como um tubo. E isso é bom, pois com isso nós realmente podemos estar mais próximos da natureza do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Pois Você É A Menor De Todas As Nações

Dr. Michael LaitmanNo momento em que atingimos o primeiro ponto de unidade e o primeiro ponto de adesão, já no próximo instante sentimos nossa impotência e desespero. Na verdade, parece que somos apenas uma gota de sêmen.

Toda essa bola de framboesa, a nossa meta estimada, nosso sonho sublime, é na verdade apenas um ponto específico. Isso significa que nós trouxemos todo este mundo a um ponto inicial, ao primeiro nível da escada espiritual.

Portanto, o que mais nós fazemos com este pequeno ponto? Nós precisamos aumenta-lo. Porém, com o que, pois já fizemos tudo o que era possível na conexão entre nós? E agora a próxima etapa é apresentada a nós, a quarta etapa do avanço, dentro da qual toda a humanidade é gradualmente incluída, círculo após círculo.

Nós chegamos agora ao estado de uma “nação de sacerdotes”. Cada um de nós já desempenhou o seu papel como um “primeiro sacerdote” (Cohen) para os amigos, isto é, um “sacerdote” simboliza que ele não tem nada seu e não tem nenhum pensamento de si mesmo. Pois toda a sua herança é o Criador. Os sacerdotes não têm herança nem propriedade, mas apenas trabalham no Templo Sagrado. Este Templo Sagrado é o nível de Bina, ou seja, tudo é para o bem da doação.

É assim que começamos a entender o significado do resto da humanidade. Até agora, talvez nós pensássemos que, além do grupo, não precisamos de nada. Mas agora começamos a entender que, se não nos juntarmos e nos incluirmos dentro de todas as suas deficiências externas, não teremos nada com que se voltar ao Criador. Como está escrito: “Porque você é a menor de todas as nações”; em outras palavras, não temos mais deficiências. Portanto, é dito “menor”, pois isso se refere à qualidade e não a quantidade. Nossos desejos são muito pequenos.

Conclui-se que é preciso aumentar a importância da meta em relação a toda a humanidade, para começar a trabalhar com o público. Para isso, devemos estudar a história da humanidade: esclarecer por que já passamos por todo este caminho. Entenda que a meta da criação inclui em seu interior cada pessoa e até mesmo a natureza do inanimado, vegetal e animal. Mas no momento em que corrigimos as relações entre as pessoas, com isso também corrigimos todo o mundo inanimado, vegetal e animal, todo o meio ambiente e o clima. Nós só precisamos começar a trabalhar corretamente com a humanidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Eu – Nós – Um

Dr. Michael LaitmanSe nós ansiamos em atingir o estado de Arvut, nós devemos de certa forma retratar essa meta como um estado geral em que estamos conectados, a fim de descrever para nós mesmos o que significa estar “juntos”. Foi assim que chegamos ao conceito de “centro do grupo”, a unidade que é produzida entre nós e é estabelecida como o nosso bem comum.

Nós nos tornamos parceiros na construção desta comunhão de “Casa, Kli e vaso”. Cada um deve trazer a parte mais essencial e valiosa de seu coração, o “ponto no coração”, e, portanto, a partir de dez “pontos no coração”, nós construímos este Kli. De “Eu” + “Eu” + “Eu” + “Eu” que estão conectados entre si, surge o “Nós”. Depois disso, este “Nós” também se derrete e se torna “um”.

Este é um problema psicológico. Nesse meio tempo, nós não sentimos ou entendemos como isso é possível, mas é assim que acontece. Certamente tudo é realizado apenas através da influência da Luz, mas de acordo com os nossos esforços. Então nós chegamos ao conceito de “bola de framboesa”. Este não é um termo Cabalístico, mas é como estamos chamando-o. Como crianças que estão jogando bola, é assim que, nesse meio tempo, vamos jogar com a unidade.

Desta forma, nós chegamos à terceira seção no caminho, a bola de framboesa, e é preciso esclarecer o que é isso. Uma bola de framboesa é a nossa unidade, a conexão entre nós, dentro da qual todos desaparecem. Cada um sai do seu “eu” para todos nós, e depois este “todos nós” torna-se um.

Esquecer-se de si mesmo e se conectar em conjunto também é possível na vida regular, como equipes esportivas, grupos de criminosos, ou piratas. Isto é muito fácil quando todo mundo tem um objetivo egoísta comum: roubar um banco ou navegar num submarino. Houve um incidente em que um submarino começou a afundar e parte da tripulação poderia ter escapado. Mas quando souberam que a outra metade não seria capaz de sair do submarino, eles voltaram porque não podiam abandonar seus amigos, e se afogaram com eles. Este trabalho especial que eles tomaram para si possibilitou que pudessem entender como seria possível viver sem o outro. A conexão se tornou mais cara para eles do que a vida. Mas isso ainda é uma abordagem egoísta no âmbito deste mundo, embora este fosse um ato muito especial.

A bola de framboesa é especial porque nós precisamos entender como nos conectar. Nós ainda estamos aprendendo a nos unir. Entretanto, estas são tentativas e não ações práticas, apesar de sermos completamente sérios sobre como trabalhar com elas.

Isso é educação. Após isso, nós devemos estabelecer esse conhecimento para os nossos alunos nos cursos integrais e explicar o que está acontecendo conosco e com toda a humanidade e o que deve acontecer se quisermos que a nossa evolução contínua avance em um bom caminho, no caminho do “Eu vou apressá-la”. Se não, nós temos que avançar pelo caminho do sofrimento pelas mesmas etapas, mas em total confusão, sem compreender o nosso desenvolvimento e sem sentir nada, exceto o mal.

Imagine a imensa diferença no avanço através de explicações, ajuda mútua e a influência da Luz, ou escapar dos golpes; quanto sofrimento vamos passar! A diferença entre o caminho do sofrimento e o caminho da Luz é imensa.

Portanto, a primeira etapa é entender o Arvut (garantia mútua). A segunda etapa é do que ele é composto. A terceira etapa é a bola framboesa: como a partir do conceito de “Nós”, nos tornamos “Um”. Isso é possível com a condição de que dentro desta unidade, nós começamos a sentir o Criador, a entendê-Lo. A sensação de que estamos à procura Dele juntos, como uma tropa de elite, nos leva à verdadeira unidade, a um todo perfeito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tópico: “Preparação para a Convenção

A Era Das Decisões Coletivas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho dúvidas sobre a tomada de decisão coletiva. É impossível sentar-se em um círculo por horas e discutir todas as questões. Será que depois de uma discussão como esta uma pessoa ainda tomará uma decisão? Caso contrário, isso vai levar muito tempo.

Resposta: Eu acho que as pessoas em sua maioria serão envolvidas em discussões apenas em círculos como estes, e com relação ao trabalho, pode ser que elas trabalhem uma hora por dia e talvez nem trabalhem. Todo o seu tempo, elas vão estar à procura de soluções sobre como ser como o Criador. Nisso, elas vão ver que esta é a sua principal ocupação, e vão obter prazer disso. Nesse meio tempo, nós não entendemos como algo assim é possível, mas é assim que vai ser!

Este será o centro de sua vida. Além de comer e dos cuidados necessários para o corpo físico, todo o resto das atividades de uma pessoa vai ser dedicado a isso: 24 horas por dia em pensamento e 15 horas em ação. A pessoa vai se envolver constantemente em criar uma conexão cada vez mais estreita com os outros, mais interna e emocional, física ou virtualmente, até que comecemos a descobrir que o corpo físico não existe, e todo mundo vai começar a ser visto como imaginário.

Todas as decisões serão aceitas coletivamente. Isso é natural. De onde alguém pode saber melhor do que outros? Mesmo agora, isso funciona assim. Em sociedades de grande porte, centenas de pessoas participam da gestão e tomada de decisões críticas. Como se pode tomar uma decisão se o que ontem parecia a você como completamente correto, hoje é simplesmente ridículo e vice-versa?

Uma pessoa não está pronta para fazer qualquer coisa sozinha. Se ela quer ser como o Criador, como ela pode continuar a trabalhar sozinha? Este não é um modelo que torna possível estabelecer-se no caminho certo. Portanto, hoje, não temos outra opção. O tempo das pessoas talentosas, dos políticos de destaque, dos economistas e dos líderes passou. O administrador de hoje não é de forma alguma superior aos outros e não está pronto para tomar a decisão certa. Tudo está em declínio. Afinal de contas, nós começamos um novo desenvolvimento e este deve ser coletivo, integral!

Portanto, nós aconselhamos todos os gestores em todos os tipos de sociedades que organizem e montem grupos para a tomada de decisões. Isso já está acontecendo agora, porque as pessoas sentem intuitivamente que uma decisão como esta é mais confiável. Só que agora elas se reúnem e discutem, e cada uma promove sua opinião. No entanto, aos poucos, elas vão descobrir a partir de sua experiência pessoal, que, desta forma, é impossível chegar a uma decisão. Aparentemente, teoricamente, está tudo bem! No entanto, na prática, isto não está bem. Isso não produziu bons resultados.

Assim, elas vão ouvir o nosso conselho e aceitar que o grupo deve esclarecer questões, não através da discussão entre si, mas por meio da autoanulação de todos em relação ao centro do grupo para esclarecer a opinião de cima. O Criador deve estar presente nisso, o qual lhes dará uma solução perfeita. Nossas decisões e soluções já são chamadas de integrais.

Para uma discussão como esta, deve haver dez pessoas. Portanto, no governo, há todos os tipos de comitês; há uma assembleia. Mesmo a partir do benefício pessoal egoísta, as pessoas entendem que não é mais possível entregar todo o governo para uma única pessoa como para os reis no passado. Deve haver conexão, seja egoisticamente (pelo menos) ou espiritualmente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tema: “Nove Passos”

Nove Passos Para A Descoberta Espiritual

Dr. Michael LaitmanNossa meta é chegar à equivalência e harmonia com a Luz, em outras palavras, chegar ao fim da correção, ao amor eterno e à doação. Este estado requer a nossa consciência e a elevação a todas as características necessárias, a fim de entender o que nos falta para nos equivalermos à Luz, que mudanças internas devemos passar.

Isto é, todo o nosso trabalho é entender o que eu estou sentindo agora e o que estaria sentindo no estado corrigido. Em cada estado, eu devo reagir como a Luz.

A cada momento da minha vida, eu devo desejar o equilíbrio com ela, ou seja, a equivalência de forma. Para isso, primeiro é necessário estar consciente das propriedades da Luz. No entanto, nesse meio tempo, nós estamos em ocultação e não sentimos a Luz. Enquanto não chegamos à equivalência de forma com ela, como eu posso me assemelhar à Luz, se eu não a sinto?

Aqui, uma condição nos salva, que foi criada especialmente para nós: este mundo. É um milagre que não existe em nenhum dos outros mundos. Aqui, neste mundo, mesmo que eu esteja na quebra completa, totalmente oposto à Luz, apesar de tudo, eu tenho a possibilidade de descobrir os desejos que, como eu, estão à procura de equivalência com a Luz. Assim como eu, eles recebem essa aspiração do Alto, esta gota de sêmen, este “ponto no coração”, sem o qual essa aspiração não seria despertada.

A partir deste ponto, nós já podemos começar com ações similares às da Luz. Ou seja, quando interagimos uns com os outros, podemos criar a partir de nós mesmos um exemplo do que se chama a ação da Luz: doação, amor, ajuda mútua, cooperação mútua e despertar. Nós temos a oportunidade de fazer essas ações que a Luz faz conosco para aquecer uns aos outros um pouco, para agitar, ou seja, para despertar o desejo e a inveja num amigo.

Em vez da Luz, do Criador, nós temos o grupo. O Criador leva a pessoa à boa sorte e diz: “Pegue!” Em outras palavras, Ele a leva a um laboratório, coloca-a no modelo através do qual podemos avançar com a ajuda dos amigos, apesar do nosso estado quebrado, arruinado. O Criador nos leva até eles, e agora você começa a agir!

Tudo o resto depende de você, da maneira com a qual você faz o trabalho e se relaciona com o grupo como com o Criador que doa a você. Quando você começar o diálogo, o trabalho recíproco com o grupo, você vai esclarecer como o grupo influencia você e você influencia o grupo. Então, é possível subir em conjunto.

Portanto, nós temos que chegar a um estado chamado Arvut (garantia mútua), que obriga a ajuda mútua e a influência mútua por todos a cada membro do grupo. Nós nos apresentamos diante de cada amigo como a doação da Luz, do Criador sobre ele, e ele deve reagir a nós como uma criatura que quer se corrigir e se assemelhar à Luz.

Em outras palavras, cada um quer se identificar com o grupo, estar conectado, aderir a ele, para se tornar um homem com um coração, com uma só mente. Ou seja, eu tenho que me fundir nos amigos para que absolutamente nada seja deixado de mim. Eu quero mergulhar no grupo. Isso é o que cada um deve fazer, e com isso, todo mundo está ajudando a todos.

Como resultado disto, após a última gota de esforço, nós realmente nos tornamos um homem com um coração. Essa gota é como o último pedaço que comemos numa refeição, e depois dele vem a saciedade, e nós sentimos que estamos cheios. Desta forma, nós completamos um HaVaYaH completo, dez Sefirot. Você vê, apenas a última fase, Malchut de Malchut, sente, entende e sabe com quem está lidando, por que e como deve se comportar, como é construída, como o Criador é construído, e que o deve ser feito em resposta se recebe tudo Dele: a Luz e o desejo.

Portanto, Arvut é a primeira fase – conexão num único todo – e parece que não há nada mais a fazer. No entanto, nós entendemos que, por enquanto, estas são apenas palavras, como se diz, “o fim da ação está no pensamento inicial”. Em pensamentos, nós já queremos chegar ao resultado final, mas você deve ir por uma via que pode ser longa. Você vê, eu devo construir a mim mesmo, e só então vou reconhecer o Criador.

Tudo é criado de cima de uma forma perfeita, mas a criatura deve atingir essa perfeição, estar ciente do Criador, tornar-se como Ele, compreendê-Lo em toda sua profundidade, e se assemelhar a Ele em todas as suas ações. Você vê, se o estado da criatura é inferior à equivalência completa com o Criador, não se considera que o Criador tem sido benéfico com ela.

Nós temos que passar por todas essas etapas, e enquanto não tivermos terminado a fase anterior, não podemos passar para a próxima fase. Portanto, desde o início, nós estamos falando sobre a Arvut, sobre alcançar equivalência de forma com o Criador, sobre a harmonia com a natureza: realizar a cópula, abraçar, beijar, todas as expressões de equivalência de forma com o Criador, e, apesar de tudo, estas são ainda palavras, e agora nós começamos a construir este estado, ou seja, entramos na segunda fase em diante. Em geral, é possível descobrir as nove etapas no caminho para a descoberta espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

A Cabeça De Uma Pessoa Controla O Seu Corpo

Dr. Michael LaitmanO trabalho de uma pessoa com o grupo pretende manter a conexão com os amigos, mesmo que ela se afaste deles fisicamente, quando vai trabalhar ou quando vai para casa. Eu não deveria romper com eles, mesmo quando estou em estados difíceis, não só cansado ou com indiferença, mas mesmo quando sinto ódio e repulsa.

A Luz Superior joga comigo, enquanto eu tenho que dividir-me em duas partes. A primeira parte é tudo o que eu sinto, já que todos esses sentimentos vêm da Luz em meu desejo. A segunda metade determina o que devo fazer, ela me controla.

É como se eu tivesse dois papéis. O primeiro papel é o de sentir tão profundamente quanto puder os estados que a Luz me traz. O segundo papel é controlar o meu sentimento e entender de onde ele vem, o que ele faz e como devo mudá-lo, a fim de avançar para o estado desejado.

Eu tenho que ser um perito, examinando, esclarecendo e verificando-me, para me dirigir à meta. Mais tarde, esses dois discernimentos se fundem e, assim, tornam-se o corpo (Guf) e a cabeça (Rosh) do Partzuf espiritual. A cabeça determina o que acontece no corpo e como ele deve funcionar, mas só se esta parte, o meu especialista, tiver o controle sobre a outra parte, sobre o desejo.

Nesse meio tempo eu tento existir nestes dois papéis e ver-me constantemente de fora, esclarecendo o que a Luz faz comigo, como eu mudo, como devo mudar, e como devo reagir a cada estado.

Eu estou constantemente me avaliando a partir deste sistema de controle. Eu mudo ao me tornar mais independente do meu sentimento, dos discernimentos em meu desejo. Eu tento fazer o meu melhor para não me identificar com o desejo e para me elevar acima dele. Isto significa que a minha “cabeça” está acima do “corpo”.

Esta é a função da segunda fase ao longo do caminho do nosso progresso espiritual. Eu espero chegar a um estado em que sinto que todos os desejos e inclinações que são criados em mim pela Luz são bons, embora eu não os sinta dessa forma e não veja que são importantes, uma vez que tudo está quebrado. Mas eles são bons e benéficos para o meu avanço e essenciais ao longo do caminho: eu tenho que corrigi-los gradualmente, um por um, coletá-los à uma meta, à adesão ao Criador, uma vez que são partes da minha alma.

Então, eu me examino como um avaliador que vê todas as corrupções em mim, e fico contente com isso, uma vez que apenas corrigindo-as eu posso avançar. Se eu descobrir mais corrupções, é um sinal de que estou avançando bem, já que revelei deficiências tão grandes que deveria fazer alguma coisa. Isto significa que, por um lado, este problema pode ocupar todos os meus pensamentos e todo o meu coração. Eu me encontro numa situação terrível e não sei o que fazer. Os problemas são tão grandes que a minha cabeça explode por causa da horrível tensão.

Mas, por outro lado, eu deveria saber que este estado inteiro foi enviado a mim pelo Criador para que eu só posso resolver todos estes problemas na conexão com Ele e com a meta. A solução para o problema começa quando a meta se torna mais importante do que o problema.

Se é assim que eu vejo essas duas abordagens, então eu não me importo com o que acontece comigo: minha meta é ser corrigido e me assemelhar ao Criador em doação, amor e adesão, que são mais importantes para mim do que o meu estado pessoal. Assim eu resolvo cada estado. Se eu me coloco acima do estado, este geralmente não precisa mais de uma solução. Eu vejo que não preciso de mais nada, “tudo é resolvido no pensamento”. No que diz respeito ao nosso estado, isso significa que cada estado é menos importante do que a nossa garantia mútua, uma vez que a garantia mútua é a meta que temos que alcançar na conexão entre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/14, Lição sobre o Tema: “A Preparação para a Convenção”

Trabalhando Com O Mundo Como Uma Garantia De Progresso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o meu trabalho com o mundo pode me mudar de forma que eu alcance o Criador?

Resposta: É muito simples. Eu já expliquei isso muitas vezes.

Digamos que nós aspiramos a subir ao Criador, à qualidade de doação. Nós não podemos abordar o Criador apenas para o nosso próprio bem, mesmo que peçamos que a propriedade de doação seja concedida a nós. “Dê-me a qualidade de doação! Corrija-me!” Por quê? Soa como se você estivesse culpando o Criador por torna-lo “mau” e agora você está pedindo-Lhe: “Corrija o que você fez”!

Há nuances muito sutis aqui. Lembre-se, nós não podemos nos dirigir ao Criador com nossos pedidos pessoais. Nossa demanda tem que ser geral e vir de todos os amigos. Só quando tentamos nos unir num grupo e criamos propriedades comuns entre nós é que podemos nos dirigir ao Criador, pedindo-Lhe para se manifestar em nós. Nosso apelo por Ele é chamado de MAN e Sua resposta a nós é chamada de MAD.

Porém, mesmo que recebamos algo em troca, será apenas uma ligeira sensação de espiritualidade chamada Galgalta ve Eynaim ou Hafetz Hesed (aquele que não deseja nada para o seu próprio benefício), nada mais!

A fim de sentir verdadeiramente a espiritualidade e obter a força superior, nós não precisamos de desejos próprios, mas sim dos desejos dos nossos amigos. Caso contrário, a nossa demanda pelas propriedades altruístas será apenas um ato egoísta.

“Por que você precisa de qualidades altruístas? Seja feliz com a maneira que Eu criei você!” Se a pessoa quer se elevar acima de sua natureza, não deve pedir para alterá-la.

Pense nisso e tente “digerir” internamente esses estados. Se justificarmos o Rei, nós validamos tudo o que Ele faz para nós, mesmo que Ele nos aprisione. Se nós não aprovamos o Rei, isso significa que o nosso egoísmo está gritando em nós e que nós julgamos tudo através de nossos próprios estados.

Portanto, nós devemos abordar o Criador juntos, a fim de revelar verdadeiramente o Criador, em vez de orar só para nós mesmos. Se fizermos isso, vamos adquirir um “pequeno acréscimo”, sete bilhões de pessoas, toda a humanidade.

Se cuidarmos dos outros como se fossem nossos filhos, vamos começar a senti-los. Tão logo a nossa influência sobre eles começar, a reação deles vai, de repente, tornar-se clara para nós. Vamos começar a nos preocupar com eles. Vamos compreender e senti-los como se fossem nossos filhos. Vamos perceber o que é bom e o que é mau para eles, uma vez que vamos sentir a sua dor interna.

Vamos sentir sua reação, sua demanda, seu MAN pela salvação e unidade que será direcionado a nós.

Nós somos incapazes de fazê-lo por conta própria. Então, novamente, será que eles podem realmente se unir e se tornar um todo, mesmo que não sejam um grupo Cabalístico? Eles não sabem nada nem querem estudar, uma vez que não têm qualquer predisposição para isso.

Para se conectar internamente, eles precisam da Luz Superior, do Criador. MAD fará a transição através de nós até eles. Eles vão sentir isso, porque enquanto os educarmos, nós nos tornaremos uma fonte de energia para eles. Nós atuamos como um elo para eles.

Da Convenção Virtual em Moscou 15/12/13, Lição 5

Pureza De Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem medidas externas ou revelações que mostrem a pureza da minha intenção?

Resposta: Suas verdadeiras intenções não são conhecidas, até mesmo para você, e os outros certamente não as conhecem. Assim, a sabedoria da Cabalá é chamada de sabedoria oculta, a parte interna do mundo, uma vez que fala sobre o que não é revelado em nosso mundo.

Como podemos determinar nossas intenções? Basta tentar fazer tudo no grupo com boas intenções, e, gradualmente, você vai começar a sentir como se mentisse para os outros e para si mesmo, e vai desfrutar isso como a revelação da verdade.

Ademais, isso não só sugere que você já tinha más intenções em ação e que agora a sua verdadeira essência é revelada, mas que também no futuro elas permanecerão assim. Portanto, o que fazer? Pedir boas intenções.

Assim, comece a realizar boas ações físicas para o bem do grupo, tente trabalhar dentro deles com a intenção correta. Como resultado, você chega à conclusão que tudo isso é feito apenas para o seu bem.

Este é o resultado correto, você revela a verdade. E mesmo que você se sinta desconfortável, deve ser grato ao Criador e pedir que a partir de agora Ele lhe dê a oportunidade de fazer a coisa certa. Então, você tem a intenção correta.

A próxima vez que você fizer algo pelo grupo, vai ser mostrado a você novamente que você não tinha a intenção correta, e de forma idêntica, você avança. Neste avanço por ciclos, você constantemente descobre dentro de si mesmo a incorreção de suas intenções, mas as descobre cada vez num novo nível.

Obviamente, é uma situação desagradável. No entanto, por meio do apoio geral, pela inspiração geral, ao entender que é especificamente desta forma que podemos avançar, você vai ver que esta é uma maravilhosa batalha interna. No final, de dentro de todas essas sensações conflitantes, o homem começa a compreender a si mesmo, o mundo e o Criador.

Da Convenção Virtual em Moscou 13/12/13, Lição 2

Abrindo O Livro

Dr. Michael LaitmanHá uma força no Livro do Zohar que nós podemos usar. Mas, a fim de descobrir o potencial interior deste livro, nós temos que estar de certa forma no seu nível. Portanto, como funciona esse mecanismo? Nas lendas e contos de fadas o herói encontra um baú secreto que ele abre com uma grande chave pesada. Que chave vai abrir o segredo do Zohar para nós? Qual é a chave que se encaixa em cada fechadura? É a equivalência de forma. Esta é a chave que colocamos no buraco da fechadura. É apenas pela equivalência de forma que podemos abrir O Livro do Zohar. Esta é a regra fundamental básica.

Mais tarde, naturalmente, nós precisamos do grupo e da conexão com os amigos, etc., a fim de chegar a uma equivalência de forma com este livro. Assim, nós abrimos O Zohar e o lemos de acordo com nossa equivalência de forma, de acordo com o amor e o ódio que estão em contraste um com o outro.

Isso significa que não é tão simples realmente abrir o livro. Se nós abrimos o livro, isso ainda não significa que o livro realmente se abre diante de nós. Tudo depende do que acontece entre nós. Se estamos conectados, também estão conectados ao livro e, em seguida, com a mesma intensidade podemos alcançá-lo e sentir o grupo de Rabi Shimon, os dez amigos, as dez Sefirot. Não se trata de pessoas, mas da sua essência, da qualidade que está no desejo. Assim nós começamos a conhecê-las, somos atraídos a elas, e um pouco de cada uma delas é revelada em nós.

Nós temos energia suficiente. Ao anular o nosso ego e na conexão acima, nós estabelecemos uma conexão que nos ajuda a descobrir o que está escrito no Zohar. Nós estabelecemos as bases, a infraestrutura, o lugar comum, uma vez que o local espiritual só pode ser coletivo. Aqui nós nos tornamos iguais ao primeiro nível da revelação do Livro do Zohar, na intensidade da nossa conexão acima dos distúrbios, de acordo com a lei da equivalência de forma.

A fim de fazer isso, nós vamos nos reunir na Convenção de fevereiro, fazer um grande esforço e pagar um monte de dinheiro, renunciando muitas outras coisas, a fim de chegar a este encontro geral. Todo esse esforço deve nos levar a uma ascensão e conexão. Esta é a forma como foi organizado desde cima: se usamos os meios que foram preparados para nós, nós chegamos ao resultado desejável.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/14, Lição sobre o Tópico: “Preparação para a Convenção”