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Por Definição, Não Podemos Nos Entender

Dr. Michael LaitmanSem definições corretas, não existe uma linguagem comum. Nós aparentemente usamos as mesmas palavras, mas cada palavra tem um significado completamente diferente para nós. Digamos que começassemos a ensinar uma língua estrangeira para alguém, mas déssemos uma definição arbitrária para as palavras. Nosso aluno começaria a falar com alguém e ninguém se entenderia. Como pessoas comuns, os cientistas e filósofos não entendem os Cabalistas.

Em geral, esse é o problema com todas as relações humanas, pois cada um de nós tem suas próprias definições particulares para as palavras. Normalmente, essas diferenças não são significativas, mas, no entanto, é por isso que é tão difícil para nós nos comunicarmos uns com os outros.

Considerando as diferenças entre as definições usuais aceitas na ciência e na filosofia, e na sabedoria da Cabalá, não há absolutamente nenhuma compreensão. Parece que as pessoas já sabem o que o mundo espiritual e o Criador são. As pessoas sentem que não precisam mudar para alcançá-Lo em suas sensações. Elas não entendem que percebem o mundo inteiro em seu desejo egoísta e que a percepção espiritual exige alcançar similaridade com o que está sendo estudado.

Até que cheguemos a um denominador comum aqui, é impossível falar. Por definição, não nos entendemos uns aos outros. Os cientistas são pessoas inteligentes, mas, infelizmente, usam diferentes definições.

A Cabalá declara que a percepção da realidade depende da pessoa, de suas qualidades, egoístas ou altruístas. Nós percebemos toda a realidade dentro de nós mesmos; nada existe fora. Tudo é relativo.

É difícil para os cientistas concordarem com isso. Eles não têm tais suposições prévias antes de seus estudos; eles não precisam delas. A ciência estuda tudo dentro do desejo egoísta e não sai fora desse limite. É por isso que eles não são sensíveis a essas sutilezas, estando dentro do desejo, de acordo com seu tamanho e qualidades.

Além disso, para eles, tudo já está aparente. Eles estão dentro de uma sala pequena e estudam coisas apenas dentro dela. Você pode dizer: “Mas eu estou estudando as coisas no quarto ao lado. Alguém poderia ir de uma sala para outra, e  estudar coisas lá “. Mas eles ficam perplexos: “Existe outro quarto?”. Não há necessidade, compreensão, ou percepção de que tal coisa possa existir. É por isso que eles consideram a Cabalá uma filosofia  alegadamente desligada da realidade. Para eles, a ciência, os estudos e os fatos estão apenas aqui no nosso mundo.

Em outras palavras, em seu desenvolvimento, a pessoa ainda não conseguiu perceber que existe uma realidade maior do que a que percebemos com nossos limitados órgãos de percepção. Para isso, são necessárias as respectivas qualidades internas, a revelação na pessoa do gene espiritual (Reshimo, reminiscência) para que ela comece a concordar, aceitar e sentir tais definições.

Na realidade, só os golpes ajudam aqui. A Luz bate no desejo repetidamente, deixando a pessoa sentir como ela é jogado para cima e para baixo. Assim, pouco a pouco, ela começa a perceber que tal coisa pode realmente existir.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Livrando-Se Das Ilusões

Dr. Michael LaitmanA Filosofia e a maioria das pessoas em geral acreditam que o mundo material nasceu do espiritual. Na verdade, a Cabalá afirma o mesmo: Após a quebra dos mundos e da alma coletiva, os desejos perderam suas telas, tornaram-se egoístas, e desceram cada vez mais, até que caíram “neste mundo”. Isto definiu a nossa existência neste mundo e todos os nossos sentidos, os órgãos de percepção.

Consequentemente, nós “chegamos” aqui a partir do mundo espiritual e de nenhum outro lugar. De uma forma ou de outra, a corporalidade é conseqüência da espiritualidade. A única questão é se o mundo corpóreo separou-se completamente do mundo espiritual, ou se ele ainda tem alguma conexão indireta com ele?

Nem a filosofia nem as ciências naturais deste mundo estão aptas a analisar a força da doação, estando apenas dentro do desejo egoísta. Por esta razão, elas não têm contato com o mundo espiritual e só podem imaginá-lo.

Existem experimentos “científicos” sobre o que se considera ser a “alma”, ou uma suposta conexão a ela que possa ser compreendida, os quais se baseiam em definições incorretas do mundo espiritual. Também existem argumentos filosóficos de pessoas que carecem de instrumentos de investigação e uma conexão real com o mundo espiritual, isto é, uma abordagem científica, e eles simplesmente supõem coisas.

As pessoas podem imaginar qualquer coisa. Não há limites para a imaginação humana. Por exemplo, havia observações sobre as mudanças de peso do corpo humano antes e depois da morte. Supostamente, a diferença determinava o peso da alma. É assim que eles pesavam a alma. Eles também registravam impulsos elétricos no cérebro no momento da morte, e consideravam que esta era a manifestação da alma deixando o corpo.

E sobre as diferentes alucinações no cérebro no momento da morte clínica, cuja natureza é semelhante aos sonhos? Estas foram consideradas como sendo sensações do mundo espiritual, onde a pessoa “sobe” e depois “volta”  para nós quando recupera a consciência.

Todas estas mentiras são causadas pela ausência de uma definição correta do mundo espiritual. É por isso que as pessoas ficam confusas e pensam que podem tocar o mundo espiritual e examiná-lo.

No entanto, o mundo espiritual é uma realidade que está acima do nosso desejo egoísta, acima da nossa matéria. É aqui que surge o problema da percepção da realidade, porque as pessoas estão confusas sobre o que é a matéria. Uma famosa definição estabelece que a matéria é uma realidade objetiva que nos é dada por nossas sensações. O que eu percebo? É o meu desejo.

Isto é confuso para as pessoas. Elas pensam que a matéria são corpos sólidos, líquidos, os quatro elementos: fogo, água, ar e terra, ou os níveis inanimado, vegetal, animal e o humano da natureza. No entanto, os Cabalistas dizem que a matéria é o desejo, e nós examinamos o desejo que é, de fato, nosso!

Isto é totalmente confuso para nós. Eu vejo um tubo de metal na minha frente que sou completamente incapaz de mover, e estou sendo informado de que ele é meu, e existe dentro de mim. Aqui, as pessoas ficam totalmente desnorteadas, e fica muito difícil falar com elas desse ponto.

Em outras palavras, é necessário superar muitos obstáculos, até atingirmos um ponto de vista e a definição de todos os fenômenos que nos permitam ver a realidade juntamente com os cientistas e os filósofos. Até agora, todos estão no seu próprio nicho, o que leva a uma enorme confusão.

O principal problema está nas diferentes definições de “espiritualidade” e “corporalidade”. Mais frequentemente, as pessoas assumem que a cultura e as diferentes atividades humanas estão incluídas na vida espiritual. Nesse sentido, dançar é algo espiritual.

Estas definições incorretas realmente confundem as pessoas e evitam conversas sérias. Por esta razão, antes de tudo, o mundo precisa dar definições corretas da espiritualidade e corporalidade, vida e morte, e a realidade superior.

Desta forma, nós vamos resolver todos os problemas. As definições corretas precisam estar bem enraizadas em sua mente, e você deve ver a realidade apenas através delas. Então, você certamente não vai errar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá, 27/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Um Método Científico: “Faremos E Escutaremos”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como  a necessidade de uma abordagem científica combina com o princípio do “Faremos e escutaremos”?

Resposta: Ambos combinam muito bem. “Faremos e escutaremos” é uma abordagem científica pura que existe na ciência verdadeira. Isto porque a ciência constantemente revela fenômenos que antes estavam ocultos de nós. Nós não tínhamos conhecimento factual nem conexão com eles. Tudo o que tínhamos era o nosso desejo de revelar, de desenvolver nossas percepções e habilidades, a fim de compreender fenômenos novos e adicionais, testá-los em nós, em nosso próprio corpo, com nossos sentidos, e registrá-los. Confiando nesses dados, obtemos uma imagem mais sólida da realidade em que existimos.

A mesma abordagem funciona na Cabalá. Ela é uma ciência como qualquer ciência normal, a medida que é a nossa aspiração em revelar uma nova realidade. Não há nenhuma diferença.

No entanto, nas ciências naturais comuns deste mundo, nós não somos obrigados a mudar os nossos sentidos. Nós só precisamos desenvolvê-los. O instrumento de investigação já existe: é o nosso desejo de receber prazer. Nós simplesmente devemos expandi-lo através de diferentes microscópios, telescópios e outros instrumentos que aumentam a nossa sensibilidade em relação a fenômenos até então ocultos.

A totalidade da realidade se divide em duas partes: recepção e doação. A fim de verificar, analisar e estudar a realidade que se baseia na doação, ao invés da recepção, precisamos primeiro nos armar com os respectivos instrumentos de percepção (Kelim, vasos).

Já não basta simplesmente expandir os nossos sentidos. Inicialmente, nós precisamos construir novos órgãos baseados na doação. Isso é chamado de nascimento no mundo espiritual.

No mundo espiritual, uma natureza diferente, onde estudamos a força da doação, a nossa capacidade de testar, analisar e registrar dados, depende da expansão e do desenvolvimento dos nossos sentidos. O mesmo ocorre com os nossos egoístas órgãos de percepção quando construímos diferentes ferramentas auxiliares.

É assim que surge a ciência superior chamada Cabalá. Ela é chamada de “superior” porque trabalha com a força da doação na natureza, enquanto que as ciências do nosso mundo analisam a força egoísta da recepção.

No entanto, no final nós descobrimos que existe uma fonte única tanto para a força de recepção quanto para a de doação. Isso ocorre porque essa divisão só existe em relação a nós; nós dividimos a realidade desta forma. Entretanto, ambas vêm de uma única fonte: a força superior.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Todas As Ciências Examinam O Criador

Dr. Michael LaitmanHá uma conexão histórica entre a Cabalá e a filosofia. A filosofia parece ser o alicerce de todas as ciências. Há milhares de anos atrás, não havia ciências separadas, como matemática, física, química, biologia, geografia e astronomia. Um cientista fazia tudo e era até médico, ao mesmo tempo.

Este conhecimento geral era chamado de filosofia, que se traduz como “amor à sabedoria”, conhecimento. Johann Reuchlin, famoso filósofo do século XVI, escreveu: “Meu professor Pitágoras, o pai da filosofia, tirou seus ensinamentos dos Cabalistas… ele foi o primeiro que traduziu a palavra Cabalá, desconhecida de seus contemporâneos, para a palavra Grega filosofia”.

A conexão entre a Cabalá e a filosofia, e todas as ciências em geral, é muito profunda. Realmente, a ciência já faz parte da revelação do Criador, de Suas ações, que não se revelam apenas através das sensações do corpo, mas através do mecanismo em nós que se chama  “homem” e que já pertence ao nível humano, embora ainda seja uma pessoa deste mundo.

Antes de sua conexão com a Cabalá, a ciência antiga desenvolvia-se no nível animal. Foi só depois que a Cabalá se revelou ao primeiro homem (Adam HaRishon) e desenvolveu-se por vinte gerações (de Abraão em diante), visto que ela revelou as ações do Criador, que a ciência moderna deste mundo pode surgir sobre esta base.

Nós não vemos uma conexão entre uma e outra. Afinal, a ciência normal é construída com base na mente humana e nas sensações, o desejo egoísta de receber prazer, onde revelamos o mundo, e ela parece estar desconectada da Cabalá e do mundo espiritual. No entanto, na realidade, isso não é assim, porque ela examina as mesmas ações do Criador, que só se revelam em uma matéria diferente, egoísta.

Estas são as ações do Criador que apontam para a conexão entre as partes da realidade. Por esta razão, mesmo as ciências naturais regulares são uma espécie de revelação do Criador, só que em nosso nível terrestre.

Isto ocorre porque não existe nada no Universo exceto o Criador, e tudo o que revelamos são Suas ações. Só nós podemos revelá-Lo em nosso desejo egoísta, e isso é chamado de ciências naturais. Nós também podemos revelá-Lo no desejo de doar, e isso é chamado de Cabalá.

No entanto, isso é a revelação do Criador em ambos os casos. O Criador é um, e Ele não se divide em dois. Somos nós, os investigadores, que O dividimos desta forma, dependendo dos desejos onde O percebemos.

Do lado do Criador não há separação; todas as divisões acontecem em relação a nós. É assim que nós recebemos o eterno problema de como uma coisa se conecta a outra e como elas influenciam-se mutuamente.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “A Sabedoria Cabalística e a Filosofia”

No Limiar De Descobertas Sem Precedentes

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a aula do O Livro do Zohar, milhões de expectadores olham para estranhas letras, ouvem estranhas palavras, e esperam algo que não podem definir. É isso que o senhor chama de método científico?

Resposta: Em primeiro lugar, uma pessoa normal vive de acordo com seus instintos e entende tudo de forma natural. É assim que ela foi ensinada na casa dos pais.

Segundo, a pessoa que estudou as ciências desse mundo sabe como se relacionar com a natureza baseada no conhecimento científico que obteve. Essa é uma abordagem planejada. Por exemplo: um mecânico, um eletricista, ou um especialista em qualquer outra área que recebe uma educação apropriada, pode fazer trabalho manual ou intelectual, tem um conjunto de ferramentas para o trabalho, e com isso forma sua atitude para com a natureza.

Não lhe é permitido trabalhar com algo que não seja familiar; somente depois que seu conhecimento e experiência foram checados é que ele é aceito num trabalho em um campo específico. Suponha que a pessoa estudou mecânica e agora pode consertar máquinas ou dispositivos mais complexos. Ela usa o conhecimento adquirido em seu trabalho, mas é mais ou menos ciente daquilo que está lidando.

Terceiro, um cientista é uma pessoa que descobre algo que era previamente desconhecido, um fenômeno que não poderia ser adivinhado previamente. Algumas vezes, ele pode sentir, supor, e ser estimulado por algo, mas não tem claras definições internas sobre isso. Isso é o que chamamos descobrimento de um novo fenômeno na natureza.

Nesse ponto, surge uma pergunta: como eu posso descobrir novos fenômenos? Eu preciso me sintonizar com eles, mas o que significa “com eles” se eles são novos? Eu devo antecipar certos resultados, descobertas, e eventos que talvez aconteçam, ou não devo?

Portanto, a ciência tem duas partes. Há a teoria, onde as hipóteses são feitas e depois exploradas através da pesquisa. Assim, novos fenômenos são revelados. Essa é a maior parte da ciência, que é construída no exame de ideias que os cientistas têm a respeito de descobrimentos esperados. Sem isso, é impossível avançar.

Porém, também existem cientistas que pesquisam em completa escuridão. Eles não têm teorias preliminares, hipóteses, e ideias sobre possíveis descobertas. A Cabalá é uma ciência, e nós a utilizamos em todas as formas acima mencionadas: como pessoas comuns, os especialistas que a estudam, e como cientistas que, de algum modo, podem visualizar fenômenos que podem existir.

Aqui está o problema: em todos os nossos estudos, começando com pessoas comuns como em nosso mundo e indo até grandes cientistas que não sabem aonde estão indo e o que encontrarão na natureza, e em todos esses níveis na ciência da Cabalá, existe uma parte imprevisível sobre a qual você não sabe nada.

O que é desconhecido? Você não sabe que qualidade, que fenômeno você realmente irá encontrar dentro, porque você não tem essa qualidade. Você não pode nem mesmo imaginá-la.

Afinal, você irá descobrir nela o Kli (vaso) da percepção que você constrói, enquanto que o fenômeno é o próprio vaso. Você não pode experimentar previamente o que exatamente você irá revelar dentro de você, uma vez que você nunca sentiu isso antes, não possui qualquer intuição, e não pode nem mesmo adivinhar. É um novo Kli. A impressão, a sensação, é totalmente nova.

Assim é como nós avançamos na sabedoria da Cabalá. Mesmo em algo pequeno e simples, não há nada que nós possamos conhecer previamente. Desta forma, nossa abordagem quando lemos O Livro do Zohar é correta. Eu espero que a Luz que Corrige venha e corrija meus Kelim, meus desejos. Por exemplo: eu não posso ver nada sem meus óculos. Existe algo diante de mim, mas eu preciso de um dispositivo para ver isso. Eu coloco meus óculos e vejo algo novo.

Assim, ao lermos O Livro do Zohar e olharmos para as letras “mortas” e para o texto que não faz nenhum sentido para nós, nós precisamos abordá-lo como cientistas do mais alto grau, que estão prestes a descobrir algo sem precedentes para si mesmos.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/11, O Livro do Zohar

A Cabalá E As Sete Ciências Externas

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá fala sobre o mundo espiritual e as forças que operam na natureza. Estas forças influenciam a matéria do nosso mundo, criando várias imagens, o que resulta em um universo inteiro com tudo preenchendo-o:  objetos inanimados, vegetação, animais e pessoas. Mas nós vemos tudo isso na tela, na parte reversa do nosso cérebro, e é por isso que nos parece estar na nossa frente. É assim que nós imaginamos a realidade.

É por isso que a ciência da Cabalá está separada deste quadro totalmente falso, mesmo que ele nos ajude a atingir a profundidade da criação, suas intenções e o caráter do Criador. No entanto, em essência, a ciência da Cabalá nos ensina como ir desta imagem externa ao estado interior, verdadeiro, onde apenas duas forças permanecem: a força do Criador e a força da criação.

Claro que cada uma delas se divide em muito mais partes, forças e ações específicas. Mas, em essência, estamos falando apenas de forças: o desejo de receber, o desejo de ter prazer, e o que acontece entre eles. Isto compõe toda a ciência.

Se a ciência fala sobre a interação destas duas forças fundamentais, então nós temos a ciência da Cabalá. E se ela fala sobre vários resultados delas nos diferentes níveis da matéria – inanimada, vegetal, animal e humana, então temos as ciências deste mundo.

É obvio que essas ciências são verdadeiras, porque elas nos dão conhecimento sobre o comportamento exterior, através do qual é expressa a ação dessas duas forças internas. Mas essas ciências são muito limitadas e nós só podemos confiar nelas dentro das fronteiras do nosso limitado mundo.

Acontece que a ciência da Cabalá, que explica as duas forças fundamentais que operam na natureza, é a base para todas as outras ciências. E isso não inclui apenas as ciências naturais que estudam a natureza e o mundo exterior, tais como física, química, biologia e zoologia, mas também aquelas que pertencentes diretamente ao homem, tais como música, dança e arte.

Tudo isso também faz parte das “sete ciências extenas fundamentais ” porque nos dá conhecimentos sobre as habilidades do homem de perceber e sentir seu mundo.

 Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/2/11, “Introdução ao livro Panim Meirot uMasbirot “

Experimentando Diferentes Vestimentas De Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na ciência normal eu estudo sua terminologia e fórmulas, e aos poucos começo a entender as leis pelas quais a realidade funciona. Mas por que é que eu não entendo nada quando estudo a ciência Cabalística?

Resposta: Em primeiro lugar, você pode estudar e, de alguma forma, discutir o que está escrito, imaginar as leis da Cabalá, apesar dela não falar sobre o nosso mundo e você realmente não percebê-las. Mas você não precisa de nada mais do que isso. Se você aspira a essa forma de doação, isto é suficiente para que você comece a se transformar.

A ciência da Cabalá é utilizada de forma completamente diferente do que as ciências do nosso mundo. Quando você estuda um triângulo na geometria, você não se torna um triângulo! Mas na Cabalá, quando você estuda o Partzuf ZON, você se transformar no Partzuf ZON. Você aspira a ela, e com isso você atrai a Luz que o transforma. Esta é toda a diferença! Você assume a mesma forma que você leu.

Você se desenvolve e avança ao longo da linha que conecta você com a sua raiz da alma no mundo do Infinito, e todas as suas futuras formas e estados já estão corrigidos. Você atrai a Luz sobre si a partir desses estados futuros, e a Luz influencia você, fazendo-o avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/02/11, Escritos do Rabash

A Cabalá Como Uma Ciência Aplicada

Dr. Michael LaitmanComo qualquer outra ciência, a Cabalá se baseia unicamente em experimentos. Olhe para um pequeno ser humano, como ele cresce: era assim que evoluíamos no passado.

Ao longo dos milênios, nós continuamente resumimos todas as nossas observações e, gradualmente, as transformamos em ciência. No entanto, todas elas se baseiam unicamente em experimentos, e nada mais. Estes experimentos constituem o alicerce de todas as ciências.

Se algo não é testado experimentalmente, não é uma ciência. Ele pode ser um produto da sua imaginação, e outra pessoa pode vir com algo parecido. Apenas dados estritamente recorrentes, resultados de experimentos, podem ser transformados em ciência.

Suponha que hoje eu estou no meu laboratório e estudo certa propriedade ou fenômeno. Consequentemente, eu escrevo um artigo para uma revista científica sobre o comportamento do fenômeno em questão. Posteriormente, os resultados apresentados no artigo são testados em outros laboratórios e lugares, e os cientistas escrevem seus comentários. A ciência é feita de todos estes elementos.

Isto é como foi ao longo de milênios. Mas hoje, nós não desenvolvemos a ciência da Cabalá, mas sim a aplicamos.

Desde hoje, a sabedoria da Cabalá já está explicada e demonstrada no papel. Não temos nada a acrescentar, exceto pelos materiais que escrevemos para ajudar a nos e a pessoas como nós. Ou seja, suponha que há certas propriedades físicas superiores, e isso é escrito para estudantes, crianças em idade escolar, leigos, ou para várias aplicações práticas. O mesmo se aplica à Cabalá.

Hoje nós lemos o Livro do Zohar, as obras do ARI, que estão expostas e comentadas para nós nos livros do Baal HaSulam. Essencialmente, nós não temos nada a acrescentar. Há também artigos e cartas, isto é, outros materiais que recebemos do Baal HaSulam. De forma prática, é isso.

Além disso, nós só podemos escrever sobre o que observamos e vemos em nós mesmos, de modo a ajudar outras pessoas que avançam conosco ou nos seguirão. Ou seja, nós não desenvolvemos a ciência, mas a adaptamos para aqueles que chegarem até ela.

Da Lição 3 Convenção de Berlim 28/1/11

Por Que Existem Tantas Ciências No Mundo

Dr. Michael LaitmanNa sua investigação, a ciência se baseia em nossos sentidos corporais. No entanto, se nós mudarmos nossas propriedades internas e sairmos dos nossos cinco sentidos comuns, seremos capazes de ver um mundo diferente, de investigá-lo, e descobrir  uma nova ciência.

Portanto, a sabedoria da Cabalá é um complemento para todas as ciências do mundo, porque inclui precisamente o que nós iremos ver se mudarmos nossas propriedades.

A Cabalá traz toda a criação a uma forma única. Como ciência, ela se baseia em um princípio simples: o desejo (a matéria) e a Luz (a forma revestida na matéria).

Se você estudá-los irá entender toda a natureza e as manifestações, tanto no particular como no geral, tanto em nosso mundo como em todos os níveis dos mundos superiores. Um princípio único atua em todos os lugares. A Cabalá é uma ciência universal. Se você a segue, você sempre pode determinar onde você existe e que manifestações e   efeitos você observa.

Com sua ajuda, você pode pesquisar os macro e o microcosmo, onde você tem apenas um princípio: as dez Sefirot. Você pode mergular nelas ao nível dos detalhes mais sutis, ou você pode estudá-las de forma geral. As mesmas leis agirão em toda parte!

Em nosso mundo todas as ciências diferem drasticamente entre si: biologia, botânica, astronomia, etc. É difícil traçarmos um paralelo entre elas. No entanto, se tomarmos uma base simples, o vaso e a Luz, apenas uma lei permanece. A diferença está apenas na espessura do desejo (o nível de Aviut).

Os mesmos eventos sempre acontecem nele, mas eles diferem de acordo com a espessura/grossura da matéria, e como resultado, eles demonstram o mesmo fenômeno em ciências paralelas, como a física, química, biologia, zoologia, etc.

As ciências relacionam a matéria em diferentes níveis (2, 3, 4), biologia, zoologia, geografia, etc. As  mesmas formas aparecem na natureza inanimada, nos animais e nas plantas. O processo é o mesmo em qualquer lugar e a Luz está impressa na matéria da mesma maneira. No entanto, nós percebemos a mesma forma de maneira diferente, porque a matéria é diferente.

Portanto, a Cabalá é a ciência mais universal. Nós devemos destruir os estereótipos da ignorância, que afirmam que a Cabalá não é uma ciência, mas sim misticismo e meditação cheios de  segredos.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá, “A Sabedoria de Israel em Comparação com a Ciência”

A Coisa Mais Importante é a Conexão Com a Raiz!

Toda ciência é uma linguagem. Contudo, a ciência regular explica suas realizações no mesmo nível que você os alcança (no mesmo mundo), enquanto utilizar a linguagem da Cabala explica o que você alcança em relação à raiz. Esta é a diferença entre ciência normal e ciência da Cabala. Você grava qualquer fenômeno que se estuda e alcança neste mundo no mesmo nível que você o alcançar e pesquisá-lo. No entanto, na Cabala não atinge a matéria em si, mas a sua ligação com a raiz. Esta é a coisa mais importante.

BaalHaSulam escreveu o seguinte no artigo “O Ensino da Cabala e sua Essência” … a física é o mero conhecimento das regras de um tipo particular existente em um mundo particular. É exclusivo para seu tema, e nenhuma outra sabedoria está incluída nela.

Isto não é assim com a sabedoria da verdade, pois é o conhecimento da totalidade do imóvel, vegetativo, animal, e da fala em todos os mundos com todos os seus casos e condutas, uma vez que foram incluídos no Criador, o pensamento, isto é, no fim. Por esta razão, todos os ensinamentos do mundo, desde o menor deles até ao maior, estão maravilhosamente incluídos nele…

A ligação com a raiz é única na ciência da Cabala. Isso é o que lhe permite incluir todas as outras ciências em si. Você pode explicar as qualidades de um determinado assunto, neste momento, ou a ligação entre os fenômenos, mas isso não explica a essência das coisas e fenômenos.

Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 10/2/11, “A Essência da a sabedoria da Cabala