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Uma Era De Ideais Pequenos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os cientistas há muito compreenderam que só é possível continuar a avançar se mudarmos nossa atitude para com a realidade. Então, por que eles não descobrem que as mudanças devem ser feitas no próprio pesquisador, no homem? O que os impede de seguir nessa direção?

Resposta: É verdade que essa compreensão nasceu no tempo de Spinoza e Kant, mas como eles não tinham as ferramentas práticas, esta abordagem permaneceu teórica. Os cientistas relutam em entrar neste campo porque ele pertence à filosofia.

A psicologia também lida com mudanças no homem, mas ela não é uma ciência, uma vez que não controla os processos. Não podemos mudar algo no corpo, como por exemplo, perturbar o equilíbrio de acidez, acrescentar um pouco mais de energia, e com isso mudar a percepção da realidade de uma pessoa, gravar os resultados, e repeti-los por diversas vezes a fim de determinar uma determinada lei com base em nossas estatísticas. Não temos “botões” padrões; não sabemos exatamente o que cada pessoa descobre.

Então, o que podemos fazer? Nós não podemos realizar experimentos semelhantes, uma vez que esta área está além da natureza humana e permanece inatingível. A fim de estudar a nós mesmos, temos que subir para um nível mais elevado. Por esta razão, a ciência lida com fatos concretos, e na direção principal encontra-se num beco sem saída.

Não há nada que os cientistas possam fazer em relação a isso, mas pelo menos eles não são mais levados por fantasias. É verdade que eles falam sobre áreas “limítrofes”, e lidam com ideias abstratas que às vezes se transformam em ciência popular, e isso é natural. Afinal, não há mais novos desafios científicos. Portanto, por que não “temperar” isso até mesmo com a filosofia ou com fantasia para o público em geral?

Eu não culpo os cientistas. Eles estão à procura de desafios e preenchem nichos vazios, mas tudo decorre do desespero interior. No aspecto conceitual a ciência acabou. A pessoa que quer conhecer melhor a realidade vê que seus pés e mãos estão atados. O verdadeiro cientista tem uma necessidade de descobrir coisas, mas quando ele investiga os segredos da matéria, vê uma fronteira que não pode transcender, e esta fronteira está dentro dele. Além da fronteira interna, a sua mente e o seu sentimento, e até mesmo a sua imaginação, não funcionam mais. Ele descobre que está numa “matriz”, um “padrão” que ultrapassa os limites de suas habilidades.

Eu entendo essa tragédia, a frustração interna que lança os cientistas em direções diferentes, seja na ciência prática, na tecnologia, ou o oposto, nas teorias filosóficas e no populismo. Não há nada que eles possam fazer.

Há poucos dias, por exemplo, havia um artigo no jornal sobre a parada do projeto do acelerador de partículas para o próximo ano ou dois, isto é, após grandes esforços e recursos investidos nele e nos dizem que é porque o sistema está sendo atualizado, mas na verdade trata-se de uma tendência geral de declínio. Tudo está parando, até mesmo o programa espacial que a humanidade sonhou. Se os voos espaciais não são rentáveis ​​hoje, eles não são financiados. O romantismo está morto. Ele foi afetado antes, mas as pessoas ainda esperavam por algo maior até que o ego encobrisse totalmente o desejo. No passado, havia todo o tipo de “ideias brilhantes”, mas agora a quarta fase (Behina Dalet) está no controle, destruindo os restos de consciência humana e boas intenções.

O dinheiro determina tudo. Os ricos também controlam a política e todos os demais aspectos de nossa vida. Antigamente não era apenas dinheiro, mas hoje é o contrário, não há nenhuma outra conta. Não há orgulho, respeito, ofensas; todos eles pertencem ao passado. Hoje você só pode ferir o bolso das pessoas, pois é disso que os ricos se orgulham.

Infelizmente, fora a sabedoria da Cabalá, as pessoas ainda estão procurando um método para alterar a forma externa e não o próprio homem. Elas gostariam de alcançar a essência, mas simplesmente não têm um ponto interior para ver onde está a essência e como trabalhar com ela. Elas tentam se conectar, amar umas às outras, trabalhar para o bem da sociedade, mas são apenas declarações, e não reais mudanças internas. É porque uma verdadeira mudança só é possível com a ajuda da Luz que Reforma, pois caso contrário tudo é idealismo imaginário limitado. Elas pensam que basta chamar a todos para se conectar de forma geral, e você já está corrigido, que basta falar sobre “ama os outros como a si mesmo” e você já é especial. Isso é da natureza humana e por isso não há futuro nessas conexões.

A partir de hoje, existem duas áreas que estão muito perto da Cabalá: educação e psicologia. É bem possível que as pessoas que estudam a crise global de forma séria concordarão um pouco conosco, mas, novamente, é só até certo ponto, acima do qual ainda permanecemos por nós mesmos…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/13, “Corpo e Alma”

Tudo O Que Existe É Ligado Em Total Interação

Nas notícias (do The EpochTimes): “Através de um esforço conjunto entre cientistas da Tohoku Institute of Technology e da Universidade de Kyoto, no Japão, os pesquisadores descobriram que os humanos são realmente organismos bioluminescentes … até certo ponto.

“Naturalmente, a luz que os humanos emitem não é muito brilhante. Na verdade, o brilho que nossos corpos emitem é mil vezes menor do que o que os nossos olhos podem detectar. No entanto, os cientistas descobriram que essa fluorescência fraca pode ser capturada por equipamentos ultra sensíveis conhecidos como um “dispositivo criogênico de carga acoplada (CCD) câmera””

“Dr. Fritz-Albert Popp. Um físico alemão e fundador do Instituto Internacional de Biofísica em Neuss, Alemanha, foi creditado com a descoberta de biofóton…”

“…Biofótons, ou emissões de fótons ultrafracos de sistemas biológicos, são ondas eletromagnéticas fracas na faixa óptica do espectro – em outras palavras: a luz. Todas as células vivas de plantas, animais e seres humanos emitem biofótons, que não podem ser vistos a olho nu, mas podem ser medidos por um equipamento especial desenvolvido por investigadores alemães…”

“De acordo com a teoria biofóton desenvolvida na base dessas descobertas, a luz biofóton é armazenada nas células do organismo – mais precisamente,  nas moléculas de DNA do seu núcleo – e uma teia dinâmica de luz constantemente liberta e absorvida pelo DNA pode ligar organelas celulares, células, tecidos e órgãos no corpo e serve como uma rede de comunicação do organismo principal e como a instância principal reguladora para todos os processos da vida ”

Fonte.: http://transpersonal.de/mbischof/englisch/webbookeng.htm:

Meu comentário: Aqui está mais uma prova da conexão completa de tudo o que existe por radiação biofóton de células, esta é uma das formas de comunicação.

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Equilibrando-se No Caminho Do Amor

“O Ciclo Das Cigarras Controla Seus Predadores”

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Science Magazine): “Cigarras sazonais têm um ciclo de vida estranho que alguns têm argumentado que elas podem contar, e que tem uma afinidade particular com números primos. Isso porque suas ninhadas surgem após longos períodos de tempo; na América do Norte, elas surgem em massa do subsolo a cada 13 ou 17 anos. Agora, dois pesquisadores argumentam que os ciclos das cigarras são cronometrados para “projetar” os números de um mortal inimigo: os pássaros predatórios. Ao contrário do que se poderia esperar, as populações destas aves caem significativamente no ano que as cigarras surgem em toda a sua glória vibrante, relatam os cientistas na atual edição da The American Naturalist.

“E os mistérios ainda permanecem. ‘Nós ainda não temos uma boa teoria que explique como o ciclo das cigarras faz com que as populações de aves cheguem a seu ponto mais baixo exatamente 13 e 17 anos mais tarde’, diz Walt Koenig, ecologista comportamental da Universidade de Cornell e principal autor do artigo. ‘Nós ainda estamos coçando a cabeça com isso’”.

Meu comentário: Tudo é controlado pelo mesmo programa em que estamos todos incluídos como um todo, complementando-se mutuamente, a fim de levar tudo o que existe ao mesmo objetivo, quando toda a massa, devido ao trabalho consciente dos seres humanos em se unir com sua própria espécie, se adere à governança superior.

Sobre Fatos E Mitos

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, “A Paz”, Primeiro Método: A Natureza

Este método é antigo. Uma vez que eles não encontraram um caminho e uma saída para aproximar esses dois opostos conspícuos, eles chegaram a supor que o Criador, que criou tudo isso, que zela fortemente por Sua realidade para que nada nela seja anulado, é estúpido e sem sentido.

Assim, embora Ele zele pela existência da realidade com sabedoria maravilhosa, Ele mesmo é estúpido, e faz tudo isso sem nenhum sentido. Se houvesse qualquer razão e sentimento Nele, Ele certamente não deixaria tais anomalias na provisão da realidade sem piedade e compaixão pelo atormentado. Por esta razão, eles O chamaram de “Natureza”, o que significa um supervisor sem sentido e sem coração. Por essa razão, eles acreditam que não há ninguém com quem se zangar, orar ou justificar.

Este é um conceito, uma abordagem antiga, embora a vejamos como uma nova realização do materialismo. A maneira mais simples é ver o mundo como ele é, e essa foi realmente a abordagem inicial da humanidade. Religiões, crenças e abordagens filosóficas surgiram muito mais tarde, quando o homem se desenvolveu internamente, tornou-se mais complexo, e começou a inventar diferentes mitos. No início, as pessoas simplesmente viam a natureza e viviam nela como animais que também não acreditam em nada. É assim que devemos realmente nos relacionar com a natureza, como se diz, “o juiz só tem o que seus olhos podem ver”.

As abordagens seguintes resultaram do desacordo com o que acontece na natureza; as pessoas as inventaram como diferentes desculpas, e por isso são todas falsas. Na verdade, nós vemos fatos que são independentes da nossa atitude para com eles. Mas o homem inventa diferentes desculpas para adoçar a vida ou para desfrutar falsas esperanças.

Uma atitude saudável para com a vida está na abordagem científica. Nós vemos o efeito de imutáveis leis exatas em todos os lugares, a atividade dos sistemas e a periodicidade dos elementos naturais. Se eu vejo que essa é a maneira como as coisas são, então é assim, e não me ofereça diferentes mentiras. Eu vejo a verdade, e qualquer acréscimo a ela é individual e não podemos confiar. É nesses acréscimos que as crenças são criadas, enquanto a natureza se revela em fatos como ela realmente é.

A sabedoria da Cabalá continua esta abordagem, falando sobre os princípios da percepção da realidade. Nós vemos este mundo diante de nós, e, exceto por isso, ela diz que há toda uma área chamada de “mundo superior”, que não é imaginária, mas que pode ser estudada cientificamente. Assim, a sabedoria da Cabalá continua a ciência convencional e realiza pesquisas para além dos limites da ciência convencional.

Com a ajuda da sabedoria da Cabalá, eu continuo a investigação científica e desenvolvo novos vasos de percepção, expando a sua gama, e mantenho o princípio “o juiz só tem o que seus olhos podem ver”. Não há nada além disso. Tudo o resto, incluindo as religiões, é, na verdade, filosofia.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/12, “A Paz”

As Ciências Exatas São Realmente Tão Exatas?

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá nos fala sobre sua investigação a partir de suas descobertas, a partir do que realmente acontece. Os Cabalistas descobrem a realidade à medida que mudam seus vasos, seus desejos e suas percepções, e, portanto, não há vozes ou opiniões diferentes.

Trata-se de fatos. É o mesmo na física e na química – todo cientista pode repetir certo experimento ou outro e descobrir que, sob certas condições, uma determinada lei natural funciona de certa maneira. É o mesmo na Cabalá: diferentes pessoas observam os mesmos fenômenos naturais.

Na filosofia, no entanto, todos estabelecem conceitos com base em suas próprias suposições, de fato, reivindicam o que quer que eles sentem. Portanto, hoje está claro que você não pode contar com a filosofia.

Por outro lado, no mundo moderno integral, a Cabalá se revela como uma verdadeira ciência. As mais recentes abordagens como a física quântica e a nanotecnologia estão chegando ao que a Cabalá descobriu há séculos.

Mas a ciência comum está enfrentando um grande problema. Se por um lado os filósofos podem publicar abertamente suas fantasias, nós descobrimos dados científicos em vasos, que são nossos desejos, como um fato inquestionável.

Nós temos certeza que o mundo é como o vemos. Mas, ao mesmo tempo, não levamos em conta nossos cinco sentidos: é como se eles não existissem, como se não distorcessem a imagem de nossa realidade. A ciência neste mundo é limitada, uma vez que se baseia na percepção “animal” e dados de estudos que vêm através de seus cinco canais.

A sabedoria da Cabalá, no entanto, usa uma abordagem muito mais rígida. Ela não se baseia no homem com seus cinco sentidos “animais” corporais, mas permite-lhe abrir um novo sentido, que é externo ao nosso corpo, para sair e se elevar acima de si mesmo.

Este órgão sensorial é de fato “fora do nosso corpo”, o que significa fora de nossos desejos egoístas. É feito de uma Masach (tela) e Luz de Retorno. Nele, a pessoa percebe a realidade externa e descobre que é a Luz ou o Criador.

No todo, como os Cabalistas descobriram, toda a realidade é feita de “Luz” e “vaso”, ou em outras palavras, de um desejo que responde ao preenchimento da Luz. Os Cabalistas são muito precisos em suas definições. Eles dizem que nós não sabemos o que está acontecendo fora do nosso desejo. Por isso, trata-se apenas do próprio desejo e suas reações e impressões. O que é que as evoca? Nós não sabemos, nós só estudamos as reações do desejo e chamamos isso de “Luz”. Assim, a “Luz” é uma reação no desejo e, mais precisamente, uma reação no “vaso”.

Depois de tudo, o desejo em si ainda não é um vaso. O “vaso” é um desejo que é corrigido pela intenção altruísta que se destina a responder à Luz.

Este desejo já passou por uma “restrição”, adquiriu uma Masach e a Luz de Retorno e já está ajustado corretamente. Em seguida, ele descobre uma resposta adicional dentro dele: uma impressão a partir do ato de doação, desde o preenchimento. Nós chamamos os detalhes dessa percepção de “Luz”.

De uma forma ou de outra, tudo ocorre no desejo de receber que desenvolve a capacidade de trabalhar, como se fora a Masach e a Luz de Retorno. Todas as impressões e os contornos, ou como quer que possamos chamar-lhes, permanecem no desejo. No desejo nós conduzimos nossa pesquisa, nós a mudamos, e de acordo com essas mudanças, descobrimos a realidade.

Eu não sei de nada que está no exterior. Eu estou fechado dentro do meu vaso até o fim da correção. Quanto ao que vem depois, nós não falamos sobre isso no momento.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Se Estamos Numa “Matrix”, Como Podemos Contactar Seu Criador?

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do news.com.au): “Os cientistas da Universidade de Washington estão conduzindo experimentos para descobrir se o universo existe dentro de uma simulação de computador no estilo Matrix criada por supercomputadores do futuro.

“O experimento pode provar que somos apenas peões em algum tipo de jogo de computador maior.

“Portanto, quem criou estes supercomputadores que podem, hipoteticamente, fortalecer a nossa existência?

“O professor Martin Savage, um dos físicos que trabalham no projeto, diz que isso é incerto.

“‘Imagine a situação onde temos um computador grande o suficiente para simular o nosso universo, e começamos como uma simulação em nossos computadores. Se essa simulação é executada por muito tempo, e tem as mesmas leis que o nosso universo, algo como o nosso universo vai surgir dentro dessas simulações, e a situação vai se repetir dentro de cada simulação’, disse ele. …

“Professor Martin Savage, one of the physicists working on the project says it’s unclear.

“Em resumo, os físicos estarão olhando para a distribuição dos raios cósmicos de mais alta energia, a fim de tentar detectar padrões que possam sugerir que o universo é a criação de alguma tecnologia de computador futurista.

“Acontece que se formos coadjuvantes em algum tipo de programa de computador, o físico sugere que pode haver uma maneira de mexer com o programa, e brincar com as mentes de nossos criadores – tudo em nome da ciência, você entende”.

Meu Comentário: A Cabalá revela o programa da criação do nosso mundo; nós temos que dominá-lo e mudar a nós mesmos de acordo com ele, para revelar o criador do programa: para compreender a sua intenção, os motivos e objetivos. Então, após a correção, ou seja, do domínio completo das propriedades do criador do programa, se desenvolver fora da “matriz” – no mundo do infinito, isto é, em possibilidades ilimitadas.

Do Mundo Da Fantasia Para O Mundo Da Dimensão Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Recentemente, eu assisti a um filme em que um grupo de meninos se deparou com uma caverna onde havia uma nave espacial. Depois que eles olharam para a nave, de repente, começaram a voar. Aqueles que participam do grupo de educação integral podem começar a voar?

Resposta: Que imaginação!

Este mundo é baseado em leis físicas muito rígidas. Não há nada mais aqui! O mundo superior participa neste reino através de numerosas leis físicas.

Converse com os físicos; eles vão dizer que tudo o que há por trás deste plano material são ondas. Eles vão provar que não há tal coisa como a matéria e que ela confunde, ou seja, quando nós penetramos mais fundo nas minúsculas partículas da matéria, elas simplesmente desaparecem e se transformam em ondas e energia; nada mais que isso.

Tudo o que observamos é a interação de energias no espaço. O que há mais além do mundo observável? Quem sabe? Energia, espaço, tudo desaparece completamente quando vamos além desses limites. Não há tempo, não há movimento, não há distância alguma.

A interação entre as coisas independe da distância entre elas. Nós já vimos isso na fronteira da física.

Comentário: Esse quadro parece muito vazio para um egoísta.

Resposta: Por quê? Há um enorme campo egoísta no qual podemos trabalhar. Nós não vemos nossos corpos, nem precisamos deles. Nossos corpos se dissolvem e desaparecem de nossas sensações.

Nós nos vemos como que esticados por todo o infinito e eternidade; sentimos o infinito, o controlamos e nos realizamos com ele. Em troca, o preenchemos com nós mesmos. É assim que nós existimos. Cada um de nós considera esta dimensão de seu ponto de vista pessoal. Estes estados são quantificáveis por dispositivos físicos regulares. A Cabalá fornece ferramentas reais para nós.

Comentário: Em outras palavras, há um fluxo de energia, felicidade e amor.

Resposta: A energia é a alegria que flui através do nosso desejo com uma força enorme.

Na verdade, existem dois tipos de desejos: agradar e ser agradado. Eles estão constantemente mudando, deslocando e fluindo; essa interação complementar é a vida.

Todo o resto está fora desta vida.

Comentário: Nosso povo que gosta de fantasiar vai ficar aborrecido.

Resposta: Eu acho que as pessoas estão se aproximando da verdade num ritmo muito rápido. O nosso egoísmo cresce e contos de fadas não nos satisfazem mais.

Interesse em yoga, teorias da nova era, etc., estão quase no fim. Esse período foi necessário apenas para “decorar” a nossa existência, para adicionar uma pitada de tempero em nossa vida, para torná-la um pouco mais suculenta. É por isso que todos os tipos de vendedores estão viajando por todo o mundo vendendo fitas vermelhas, água benta, e promovendo uma série de treinamentos, mas tudo isso é demagogia; é claro, não vale nada.

De KabTV “Conversas com Dr. Laitman”, 04/11/12

Vendo O Mundo Como Ele É

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá é uma sabedoria especial que realmente explica tudo. No entanto, é preciso alcançá-la. Ela não é percebida através da mente e dos desejos com os quais nascemos, não através de nossa natureza.

Nós nascemos no nível “animal” e temos que desenvolver as propriedades do próximo nível em nós, o nível “humano” (Adam), que significa ser semelhante (Domeh – assemelhar-se, em hebraico) a força superior.

Em nossa realidade corporal nós também recebemos diferentes sinais do mundo a nossa volta conforme a nossa equivalência a ele. Eu percebo o mundo a minha volta de acordo com a minha sensibilidade à gama de frequências e a sensibilidade de meus sentidos da visão, audição e outros sentidos. Além disso, existem muitas outras frequências, de diferentes fontes, que eu não percebo. Eu percebo o mundo apenas nas frequências às quais os meus sentidos estão sintonizados ou através dos instrumentos que posso criar, a fim de ampliar o leque dessas frequências, e não mais do que isso. Nós não criamos algo que não temos, nós só ampliar o que temos.

Por outro lado, a fim de revelar a força superior, é preciso criar uma sensação completamente nova adicional dentro de nós. É nova qualitativamente. Visto que todos os nossos sentidos estão presos à recepção, na intenção egoísta para si mesmo, nós percebemos o mundo à nossa volta só em relação ao que nos interessa: qual o bem que podemos receber disso e que coisas ruins podemos evitar.

Inicialmente, eu percebo o mundo através do filtro dos meus cinco sentidos, nas frequências que estou sintonizado. Além disso, há o meu ego, que filtra todas as coisas de acordo com um princípio, “Será que vai ser bom ou ruim para mim?”. Se não houver resposta no nosso enorme desejo por algo, na estimativa do benefício ou dano potencial, então eu não percebo e não o vejo. Nós só percebemos o que o nosso desejo quer, ou seja, o que é positivo ou negativo para ele, ou o que pode me prejudicar ou me dar alegria; então eu o vejo.

Com essa abordagem, mesmo se expandirmos nossos sentidos através da criação de diferentes instrumentos, como telescópios, microscópios, etc., nada vai ajudar, pois o nosso ego, que está por trás deles, ainda vai classificar tudo de acordo com esta escala.

Há uma série de pesquisas sobre o assunto feitas por psicólogos e físicos. Na física moderna, há o conceito de “observador”. Primeiramente, a física de Newton afirmava que o universo é como o vemos. A imagem que era retratada era bem simples, embora Newton tenha estudado a sabedoria da Cabalá e também hebraico, a fim de ler as fontes na versão original.

Depois vieram Albert Einstein e Hugh Everett, que chegaram a um enunciado diferente do conceito: O mundo que nos rodeia é como nós o percebemos; na verdade, ele é totalmente diferente, mas à medida que nós o percebemos, nós o mudamos, quebramos através de nossos atributos. Ao observar os eventos físicos, nós os distorcemos apenas vendo-os, e como resultado eles não serão como eram sem nós.

Portanto, não basta que nós percebamos tudo através do filtro do nosso ego, mas mesmo quando apenas olhamos para alguma coisa, por nossa participação, nós interferimos na imagem do mundo. Olhe para uma estrela e ela já é diferente apenas devido ao seu olhar para ela, é o que dizem os físicos.

Hoje, nós chegamos ao entendimento de que há uma percepção diferente do mundo, não a percepção formal, que é baseada em atributos nossos animais. A sabedoria da Cabalá coloca isso de fora simples. Ela diz: em vez de seu sentido comum, em vez do ego em que você recebe apenas para o seu próprio benefício, estabeleça um sentido diferente, torne-o totalmente diferente, faça-o a fim doer. Se você abrir o atributo desse novo sentido de modo que ele seja focado fora de si mesmo, você irá determinar como o mundo realmente parece. Você vai ver que ele é totalmente diferente, vai ver que é real. Além disso, você irá mudar a si mesmo. O novo sentido que aparece em você é chamado de “alma”.

Na verdade, não importa como você o chama. De uma forma ou de outra, com este novo sentimento, você vai ver como é todo o mundo externo que “não foi tocado”: as forças, conexões, e seus objetivos. Você estará tão adaptado a ele e tão ligado a ele que tudo que está em seu ego, o seu estado animal, o seu corpo animal, simplesmente “morre”. Isso significa que você não vai senti-lo: esta é a forma como o atual sentimento microscópico da vida vai lhe parecer em relação ao que você vai sentir quando você descobrir o mundo fora de si mesmo e existir nele.

É para isso que a sabedoria da Cabalá leva a pessoa.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 1

A Distância Não Importa

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é um grupo? São estes corpos físicos ou minha atitude interior?

Resposta: É preferível que eu os veja como corpos físicos. É desejável que eu os perceba com meus cinco sentidos.

Quando entrarmos no próximo nível, e estivermos num verdadeiro nível de consciência da conexão mútua, a distância será inútil. Isso significa que vamos chegar a um nível sobre o qual falam os físicos como existindo além do tempo e do espaço, onde certas forças e mundos operam. É realmente assim! Os cientistas abordam essa barreira e admitem: “Sim, é possível que haja algo além dessa barreira, mas o que? Nós não sabemos. Lá a sensação desaparece e torna-se impossível estudar as coisas”.

No nosso caso, no entanto, isto não acontece. Se entrarmos na mesma área, distância e sentimento, isso não importa para nós. Eu não preciso ver ninguém, eu sinto a forma de uma pessoa, sua doação, e como estou conectado a ela na doação mútua: ela pode estar mais e eu estar menos conectado  (não faz diferença), mas já estamos num nível diferente de conexão entre nós.

Então, a distância não importa para mim e eu não sinto se é um homem ou uma mulher, um adulto ou uma criança; não importa se estamos conectados desta forma. Eu sinto as gerações anteriores de Cabalistas que existem neste sistema, que se desenvolveram e permanecem nela. Eu já tenho um sentimento diferente, óculos diferentes.

Da Convenção em Novosibirsk 07/12/12, Lição 1

Quando A Ciência Se Transforma Em Barganha

Dr. Michael LaitmanNós não podemos falar sobre alguma coisa de forma séria e científica, com base em fatos que não descobrimos. Nós tentamos estudar a complexa realidade deste mundo em partes, e mesmo se não conseguimos separar uma coisa da outra, ainda podemos descrever as coisas e ter algo em que confiar.

Por outro lado, não sabemos o que significa a Luz e o vaso, uma ação e um potencial, qual o significado de tempo, espaço e movimento no sentido espiritual e como superá-los. Aqui nós nem mesmo identificamos os elementos básicos e, de fato, não conseguimos discutir esses detalhes.

Baal HaSulam diz que “a filosofia envolveu-se num Talit que não é dela”, o que significa que se trata de algo que não pertence a ela. Como é possível discutir conceitos abstratos, a Luz e o vaso, e uma dimensão que está acima deste mundo, se você não está lá. Se você imaginá-la, vá para Hollywood, talvez eles façam um filme de suas fantasias. De qualquer forma, não é ciência e nem mesmo opiniões que presumem ser científicas, mas fantasia em sua forma pura.

Portanto, depois de exagerar nas descrições abstratas, os filósofos as abandonaram e hoje eles não lidam mais com estudos “terrenos”. Eles são incapazes de continuar a apresentar seus próprios conceitos teóricos.

Esse é outro aspecto da crise que nos mostra as limitações do homem em lidar com este mundo. Se a evolução o fez subir para um nível mais alto e ele não faz nada, ele descobre os limites de seu caminho e da crise.

A filosofia é basicamente uma ciência sobre a vida, algo que é sublime e que exige que a pessoa suba acima de sua natureza. Ela tem que ser objetiva, tem que estar adaptada à natureza, tem que subir acima do nível humano neste mundo. Antigamente os filósofos agiram nesta direção. Platão e Aristóteles, por exemplo, advertiram sobre passar a sabedoria para aqueles que não eram dignos. Eles entenderam a grandeza da sabedoria e compreenderam a natureza humana, e trabalhavam acima dela, a fim de estar acima dela de alguma forma.

Hoje não há nenhum traço disso, pelo contrário, os cientistas querem “desfrutar dois mundos”, o que significa que estão atrás de um duplo benefício: tanto científico quanto financeiro. Este é o fim da sabedoria. Ela foi vendida.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”