Textos na Categoria 'Ciência'

Consciência Unida Em Nosso Mundo E No Mundo Espiritual

942Pergunta: Em nosso mundo existe a chamada sabedoria da multidão. Qual é a diferença entre esta consciência unida e aquela no mundo espiritual?

Resposta: O fato é que, em nosso mundo, quando queremos investir juntos em alguma causa comum, nos anulamos parcialmente. Portanto, todos expressam sua opinião para obter um bom resultado geral. Nós meio que inconscientemente usamos esse princípio Cabalístico.

Anulando a mim mesmo, eu adiciono aos outros; “Vamos tentar juntos”. Como resultado, obtemos algo mais ou menos perfeito, melhor do que cada um de nós separadamente. Este é, em geral, o princípio correto.

Mas os Cabalistas dizem: “Vamos nos unir, não para compor algum belo apelo ou resolver algum enigma, mas para criar um espaço vazio entre nós, onde todos se colocam, livres do egoísmo”.

É quando eu me afasto e quero estar aqui com os outros, então coletamos todas as nossas partes livres do egoísmo. Essa consciência não tem nada a ver com o eu de cada um. Basicamente, o espaço está vazio porque não o temos. Nós apenas o criamos por nossos próprios esforços e então um nível superior, uma consciência superior, se manifesta dentro dele.

Pergunta: Jung introduziu o seguinte conceito de consciência coletiva: unificação baseada em arquétipos comuns que são aceitos e compreendidos por todos os membros do grupo. Qual é a diferença entre esse tipo de unidade e a unidade da consciência baseada na autoanulação?

Resposta: Os Cabalistas têm objetivos diferentes e uma técnica diferente. A técnica depende do objetivo, do que eu quero alcançar. Eu quero alcançar a propriedade de doação, conectar-me acima de mim com os outros. Ou seja, eu quero retratar uma propriedade minha que não está dentro de mim para que apareça acima de mim. Nesse caso, sou, por assim dizer, a base sobre a qual desejo me retratar.

Pergunta: Então, a diferença está no nível de conexão com o campo de informação?

Resposta: Claro! Elevando-me dessa forma, não trago nenhuma das minhas indignações, erros ou qualquer coisa para este campo. Na medida em que faço isso, começo a sentir, pelo menos um pouco de sua radiação.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 29/03/19

Acima Da Velocidade Da Luz

746.02Pergunta: Aprendemos que todos os desejos em nós são iniciados pela luz superior e transferidos através do Reshimo (registro de informações). Na física quântica, as chamadas interações informacionais sem qualquer portador são agora examinadas de maneira muito ativa. Algumas dessas influências são transmitidas mesmo acima da velocidade da luz, praticamente instantaneamente. É possível dizer que existe o mesmo mecanismo na transmissão do Reshimo?

Resposta: Que existe uma interação acima da velocidade da luz, acho que pode ser compreendida até pela nossa mente. Em princípio, se nosso universo, este espaço gigantesco, não pudesse interagir instantaneamente entre si a partir de seus diferentes pontos, esse sistema não funcionaria. Simplesmente não existiria. Haveria caos em todos os lugares.

Então, estudamos esse chamado caos e vemos cada vez mais leis claras nele. Além disso, de forma que apreendamos e entendamos o que está escondido ali. Mesmo assim, são leis! Afinal, as leis são interações entre várias causas, consequências e condições. Claro, elas existem acima da velocidade da luz.

Mas na Cabalá, a velocidade instantânea não é considerada algo inconcebível porque não funciona com a matéria, mas com intenções e pensamentos. É um espaço totalmente diferente. Não há nada lá que seja restrito pela matéria, tempo ou movimento.

Pergunta: Há uma disputa de longa data entre cientistas sobre ações de curto e longo prazo. Você acha que a abordagem correta é a ação à distância, quando a ação é transmitida instantaneamente para todas as partes?

Resposta: Qualquer pequena ação evoca uma reação instantânea em todas as partes da criação. Temos que admitir, no entanto, com base em nossa prática de observar o cosmos, como vemos que é uma pequena parte incompreensível. Talvez seja porque não vemos a imagem completa. Mas este é apenas o nosso conhecimento inicial. O que podemos falar aqui?! Observamos apenas a parte mecânica do universo, a natureza inanimada. Onde está o resto? Tudo isso ainda não foi revelado.

Mas o fato de que todo o sistema da natureza está interconectado, a Cabalá fala sobre isso desde a primeira linha. A Cabalá fala sobre a criação do mundo, a criação do universo, a criação de toda a matéria. Que tudo vem de uma raiz e essas são todas as forças de disseminação, que estão em plena conexão e interação umas com as outras.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 22/03/19

Para Perceber O Mundo Como Ele É

214Pergunta: Podemos dizer que a consciência coletiva é um nível qualitativamente novo e a Cabalá está empenhada em ensinar as pessoas a alcançar um novo nível de percepção da realidade?

Resposta: Não, eu não diria isso, porque neste caso a consciência deveria ser completamente oposta à terrena.

Se todos nós recebemos tudo dentro de nós mesmos e em nossas propriedades naturais primordiais sentimos esse reflexo, como, por exemplo, em um filme fotográfico, então a percepção Cabalística é completamente diferente.

Ela permanece por si mesma, e a pessoa que anula seu egoísmo e pode entrar na percepção da realidade sem perturbá-la, sente-a como ela é. Isto é, não nas propriedades egoístas, mas precisamente no grau de semelhança de suas propriedades com todas as propriedades e ações possíveis que ocorrem fora dela.

A Cabalá compreende o mundo que não passa por nossos sentidos. Uma pessoa, desenvolvendo-se, faz esforços especiais em si mesma para começar a sentir o mundo Cabalístico, para ser capaz de entrar em um estado onde ela não é totalmente egoísta e percebe tudo não em si mesma, mas fora de si mesma. Na prática, ela está afastada de qualquer interação com o mundo exterior.

O mundo ao seu redor existe por si mesmo? Existe. Eu o percebo em mim mesmo, o que significa que o percebo de forma egoísta. Nós construímos nossas ciências com base no que percebemos, seja por nós mesmos ou com a ajuda de dispositivos que inventamos.

E a Cabalá diz: “Não, vamos perceber o mundo como ele é”. Em primeiro lugar, precisamos chegar a um estado em que, nos anulando, passemos a sentir como se não existíssemos e, consequentemente, passemos a sentir o mundo verdadeiro ao nosso redor. E à medida que nos anulamos passo a passo, começamos a sentir tudo o que acontece naquele mundo. Essa é toda a ciência da Cabalá.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 29/03/19

Sinta Toda A Natureza

214Pergunta: Como uma pessoa pode explicar na linguagem da ciência que a obtenção da integralidade do mundo está ligada à sua ascensão aos níveis espirituais, como incluir mundos espirituais na estrutura do universo integral e explicar o próprio fato de sua existência?

Resposta: A ciência Cabalística é uma ciência que se revela para uma pessoa que vive em nosso mundo, então, é claro, tudo isso é possível. Precisamos apenas tentar entender isso corretamente e explicar para os outros.

Nós alcançamos nosso mundo na medida em que nosso ego cresce, toma forma e se desenvolve. Portanto, a Cabalá está envolvida no desenvolvimento do egoísmo em sua forma correta, ou seja, em sua configuração correta quando entendemos o desejo de receber como o desejo básico de nossa natureza e acima dele formamos outra estrutura, um desejo de doar como uma reação artificial que devemos alcançar acima de nós mesmos.

Com a ajuda dessas duas ações, direções e intenções, podemos sentir e apreender absolutamente toda a natureza em todas as suas manifestações, percebê-la e transmiti-la aos outros. A ciência Cabalística nos permite fazer isso.

De KabTV, “Curso Integral”, 19/03/21

“Quantas Forças Existem Na Natureza?” (Linkedin)


Meu novo artigo no Linkedin: “Quantas Forças Existem Na Natureza?”

A comunidade científica tem estado em alvoroço ultimamente com uma possível descoberta de novas partículas, ou mesmo uma nova força na natureza. Cientistas que trabalham no Fermilab, um laboratório nacional do Departamento de Energia especializado em física de partículas de alta energia perto de Chicago, dizem que viram fortes evidências de uma força desconhecida trabalhando em nível subatômico, o que fez com que uma partícula chamada “múon” oscilasse em um maneira que eles não esperavam com base na compreensão atual da física. Chris Polly, um dos principais cientistas do experimento, descreveu isso como “o momento do pouso do nosso rover em Marte”. Marcela Carena, chefe de física teórica do Fermilab, acrescentou com entusiasmo: “Sinto que esta pequena oscilação pode abalar as bases do que pensávamos que sabíamos”.

Devemos começar a ter mais consideração pelas necessidades dos outros, e não apenas pelas nossas. Além disso, devemos fazer isso como uma sociedade, e não individualmente, uma vez que, individualmente, não funcionará em uma sociedade egocêntrica.

O Fermilab não está sozinho. No mês passado, pesquisadores do Large Hadron Collider (LHC) na Europa também encontraram indícios de uma força desconhecida em ação. Eles esmagaram partículas chamadas “quarks belos”, esperaram que as colisões produzissem quantidades iguais de elétrons e múons, mas acabaram produzindo quinze por cento mais elétrons do que múons. “Algo engraçado está acontecendo”, observou David Kaplan, um físico teórico da Universidade Johns Hopkins em uma entrevista para o Global News. De acordo com Kaplan, os resultados dos experimentos apontam para algo que poderia ser explicado por uma nova partícula ou força que não está no Modelo Padrão. “Este não é um fator de enganação”, disse ele. “Isso é algo errado.”

O entendimento atual da física subatômica, trabalhando sob o que é chamado de “O Modelo Padrão”, afirma que existem quatro forças na natureza: gravidade, eletromagnetismo, a força forte e a força fraca. Até agora, as quatro forças conseguiram explicar quase tudo. Agora, aparentemente, o Modelo Padrão não pode explicar os novos fenômenos, e os cientistas estão questionando sua compreensão do mundo. Se houver cinco forças, eles não entendem como as coisas funcionam. Pior ainda, eles não conhecem a natureza dessa força, se existem outras forças que eles ainda não conhecem, ou se há mesmo uma nova força ou uma nova partícula para descobrir. Isso pode ser bastante confuso, se você for físico, mas, na verdade, existe uma maneira fácil de colocar ordem nesse enigma.

Eu escrevi extensivamente sobre isso em meu livro Auto Interesse versus Altruísmo na Era Global, mas tentarei compartilhar a essência da explicação neste pequeno fragmento. No nível mais básico da realidade, existem duas forças. Elas não têm nomes científicos, mas são opostas, e suas interações criam e mantêm cada grama de realidade. Quando estão equilibradas, a matéria prospera; quando há desequilíbrio entre elas, a matéria decai e se deterioram. Essas forças, que podemos chamar de positiva e negativa, criam as cargas opostas entre prótons e elétrons, as estações opostas do ano, a oposição entre dia e noite, nascimento e morte, crescimento e decadência, masculino e feminino, amor e ódio. Especificamente em humanos, essas forças se manifestam como desejos: o desejo de receber e o desejo de doar.

Quando há exploração, é claramente um exagero do desejo de receber. A maternidade, por outro lado, é o melhor exemplo do desejo de doar, mesmo que a mãe receba prazer ao dar.

Esses desejos não são estáticos. Seu desenvolvimento cria o que conhecemos como evolução, mas eles mantêm seu equilíbrio, ou como os biólogos se referem a isso – a homeostase – ou seja, um equilíbrio dinâmico onde as forças se alternam em dominância.

Atualmente, o ápice da evolução é a humanidade. No entanto, em humanos, há uma falha: o desejo de receber é dominante em nós, e o desejo de dar é, digamos, dócil. Como resultado, as revelações que fazemos são todas usadas pelo desejo de receber. É por isso que toda descoberta científica é imediatamente usada para propósitos egoístas: desde a busca pela fama, passando pelo ganho de riqueza, até o desenvolvimento de armas e tecnologias militares.

Como nossos desejos continuam se desenvolvendo, continuaremos a descobrir novas partículas, novas forças e novas leis na natureza. O único limite para nossas descobertas é a intensidade de nossos desejos. Quanto mais eles crescerem, mais vamos descobrir. No entanto, você pode ter certeza de que faremos mau uso de tudo o que descobrirmos, assim como fizemos mau uso de tudo o que aprendemos sobre a natureza até hoje. O único resultado possível de descobrir mais forças é que elas serão usadas para infligir mais danos e dor à humanidade e ao nosso planeta.

A verdadeira descoberta que precisamos fazer é como equilibrar nosso desejo desequilibrado de receber com nosso irresponsável desejo de dar. Devemos lembrar que qualquer estrutura na natureza onde as duas forças estão desequilibradas tem vida curta. Se quisermos ser mais do que uma centelha na história de nosso planeta, devemos aprender a equilibrar receber com dar.

Em palavras mais simples, devemos começar a ter mais consideração pelas necessidades dos outros, e não apenas pelas nossas. Além disso, devemos fazer isso como uma sociedade, e não individualmente, uma vez que, individualmente, não funcionará em uma sociedade egocêntrica.

Já descobrimos o que as armas nucleares podem fazer. Agora, mais uma vez, estamos ficando obtusos o suficiente para usá-las, apesar de todas as suas consequências. Portanto, embora existam inúmeras forças na natureza, há apenas uma que realmente precisamos descobrir: a força de dar, o desejo de dar. Isso nos revelará a física da felicidade.

Não Há Nada No Mundo Que Não Possa Ser Alcançado

251Pergunta: Na ciência moderna, existe uma teoria e uma confirmação experimental de que o nosso mundo é totalmente predeterminado. No entanto, a ciência contém parâmetros ocultos que hoje são inatingíveis. É possível combinar essas duas afirmações: nosso mundo sendo totalmente predeterminado e a inatingibilidade dos parâmetros nos quais ele se baseia?

Resposta: Eu acredito que não existe tal conceito de inatingibilidade. Tudo depende do grau de desenvolvimento de nossos desejos, intenções e qualidades internas.

Em geral, tudo é alcançável. Não há nada que uma pessoa em nosso mundo não possa alcançar. Para fazer isso, você não precisa se mover, morrer ou se transformar em alguns outros estados ou mundos. Tudo isso pode ser alcançado neste mundo, em nossa vida.

Depende de como uma pessoa se desenvolve, talvez não em uma única vida, porque existem ciclos de vidas. Mas, no final das contas, qualquer pessoa em nosso mundo vai conseguir tudo na medida em que trabalhar em si mesma e se desenvolver.

De KabTV, “Curso Integral”, 19/03/21

Sintonizar-se Com O Meu Próximo

600.02Pergunta: Que instrumentos a ciência Cabalística oferece para estudar o fenômeno da consciência e da mente?

Resposta: Sair de si mesmo é o que precisamos para sentir o campo de informações que nos cerca. E só é possível sentir isso além de você.

Sair de si mesmo é um esforço para se conectar com tensões internas semelhantes de acordo com leis e regras específicas, ou seja, é preciso, por assim dizer, entrar nelas, colocar-se abaixo delas. Tudo se constrói para “entrar” no outro, fundir-se com ele, e com todas as suas forças, físicas e espirituais, ajudá-lo em tudo, excluindo o seu “eu”.

Se eu me anular e tiver um objeto do qual estou tentando me tornar parte, e me fundir com ele, entrar nele e me dissolver nele, eu posso me elevar acima de mim mesmo. Essa é a prática.

No início, isso é puramente emocional. Depois, além das emoções, bom senso, raciocínio e conclusões são adicionados aqui, surge um método de sair e entrar no outro, surge uma sensação de “eu” e “fora de mim”. E fora de mim está um campo.

Em quem estou entrando então? E quem é esse outro, meu amigo? É alguma substância que imagino fora de mim na qual estou tentando me dissolver completamente. O que acontece neste caso com minha consciência, minhas sensações, minhas capacidades? É aqui que começa a transformação de uma pessoa em “mais um”.

Pergunta: Isso acontece de acordo com a lei da ressonância? Todos os dispositivos para estudar campos comuns usados ​​na física são dispositivos que usam o princípio da ressonância.

Resposta: Aqui é o mesmo! Eu tento me subjugar e ressoar com o outro.

Pergunta: Essa é uma lei universal geral de pesquisa?

Resposta: E não existem novas leis. É que eu tento fundir todas as minhas sensações sensoriais, definições e capacidades com outras de acordo com as mesmas leis físicas, e nada mais. Eu sintonizo como se estivesse pegando um instrumento musical e afinando-o para uma determinada referência.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 03/01/19

Conhecimento E Consciência

 202Pergunta: Você diz que existe uma interação muito interessante entre a mente e o sentimento. Por um lado, nossa base são os sentimentos e, por outro lado, ainda estamos falando sobre uma abordagem consciente. Isso significa que uma pessoa que se move para o espiritual deve fazer isso conscientemente. A mente está envolvida?

Resposta: Sim, é que não temos consciência disso.

Eu tinha um amigo que era afinador de órgão na Catedral Dome em Riga. Ele uma vez me disse como afinar este instrumento antigo. Isso envolve uma matemática terrível! Esses cálculos, essas fórmulas! O que seus fabricantes sabiam, o que eles pareciam entender?! Tudo isso é ouvir e tudo isso é sentir.

Por um lado, matemática, fórmulas, ondas, colunas de pressão atmosférica e assim por diante. Por outro lado, podemos dizer que este não é um aparelho conceitual, mas sensorial: como afeta a membrana, a audição, penetra, atinge o coração. Onde tudo isso acontece? Como podemos dividir isso em sistemas sensíveis e inteligentes?

Comentário: Tradicionalmente, a psicologia e todas as ciências associadas a ela dividem a psique humana na esfera do consciente e do extraconsciente. Então, há mais divisões: o extraconsciente é dividido em subconsciente e supraconsciente, que é responsável pela criatividade. Mas o sentimento funciona no nível subconsciente. Em geral, a maior parte da personalidade pertence ao extraconsciente.

Minha Resposta: Nós apenas os processamos inconscientemente com nosso aparato matemático conceitual. Igual a quem escuta música. Se soubéssemos todo o seu aparato sensorial e perceptivo, poderíamos descrever tudo. Estas são fórmulas puras.

Pergunta: Mas o resultado desse processamento é o produto final, nosso conhecimento. Ou seja, já podemos possuir a mente e de alguma forma gerenciar. É possível dizer que o conhecimento que posso transmitir aos outros pertence ao reino da consciência? É correto identificar consciência e conhecimento?

Resposta: Não, acho que não. Conhecimento é a quantidade de informação adquirida por uma pessoa que a ajuda a existir. Este é o arquivo de ações, práticas, experiências e tudo o que ela possui.

E a consciência é a possibilidade de percepção em um determinado nível. Uma pessoa com pouco conhecimento pode ter uma consciência que um enorme elefante não tem.

Ou seja, o conhecimento é material acumulado e a consciência é a possibilidade de percepção.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 03/01/19

O Que Significa Mudar A Natureza Humana?

546.02Pergunta: Um cientista pode entender o que significa mudar a natureza humana sem participar dessa experiência?

Resposta: Claro. Isso é muito fácil de entender.

Na natureza, existe o egoísmo e existe uma força que pode transformá-lo em seu oposto, em altruísmo. Só precisamos saber como atrair essa força para nos corrigir. Isso se consegue por meio de um trabalho específico em pequenos grupos onde nos anulamos diante dos outros, de maneira puramente mecânica, como se estivéssemos em um jogo.

Mas será que nós, egoístas, podemos nos anularmos? Nós podemos. Ao fazer esses esforços, atraímos a força positiva da natureza.

A natureza consiste em duas forças, positiva e negativa, mais e menos. Hoje, somos controlados apenas pela força negativa. E podemos atrair a positiva com nossos próprios esforços. Então, enquanto existirmos entre as duas forças e equilibramos a natureza, começaremos a entendê-la e controlá-la nós mesmos.

De KabTV, “|Desafios do Século XX”, 24/04/19

Sutilezas Da Percepção Do Mundo

764.2Comentário: Em nosso mundo, lidamos com ciências corporais comuns. Do ponto de vista da Cabalá, o fenômeno da consciência exige que de alguma forma tentemos mudar a percepção habitual do mundo, que está completamente ligada ao materialismo ou ao misticismo.

Minha Resposta: Misticismo está fora de questão aqui. Existem campos que hoje não podemos medir. Nós apenas adivinhamos sobre sua existência da mesma forma que fazemos sobre algumas ações cósmicas.

Não podemos sentir tudo com nossas mãos. Embora a ciência moderna esteja longe de ser medieval, ela já é a ciência do século XXI, mas ainda assim, é necessário introduzir alguns conceitos sobre o fato de existirmos dentro de um campo e senti-lo.

Por sermos constituídos por uma determinada estrutura, esse campo, agindo sobre nós, provoca em nós certas sensações, e as percebemos como o mundo que nos cerca e nele existimos. Dentro de cada pessoa existe uma espécie de sensor que sente que existe em um determinado mundo, dentro de um determinado campo.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 03/01/19