Textos na Categoria 'Casamento'

Jogando No Amor

Dr. Michael LaitmanComentário: Uma série de treinamento familiar, que terminou há pouco tempo, acabou com um dos casais num choque tão grande que eles estão realmente se separando agora.

Resposta: Isso significa que eles não encontraram o entusiasmo agradável, seguro e perfeito do apoio mútuo que deveriam encontrar em suas concessões mútuas.

Ou seja, eles fizeram concessões contra a sua vontade e sob pressão, porque isso é o que foi recomendado. Eles não fizeram esforços para se acostumar a elas, e não tentaram jogar com elas e ajustá-las para que essas ações pudessem se transformar num hábito, uma segunda natureza.

Esta fase de adaptação é bastante longa. Uma vez que não somos ensinados a fazer concessões mútuas na escola, na universidade ou quando nos casamos, nós perdemos essa abordagem para a maioria da nossa vida e agora temos que compensar isso.

Tudo deve ser forma voluntária e fácil, sob a forma de um jogo. Eu não viso fazer concessões, mas jogar nelas: na relação adequada, na família correta, no amor.

Nós participamos conscientemente deste jogo, e ele gradualmente se torna nossa vida. Não há mentira nisso, porque com isso nós nos reeducamos. Nós somos configurados como um computador; todos os tipos de programas foram instalados em nós sem nos perguntar se concordamos ou não, e agora nós vivemos sob a sua influência.

Normalmente as pessoas dizem: “Olhem para os pais da noiva ou o noivo, para o seu modo de vida, e vocês vão entender quem é a noiva ou o noivo”. Geralmente é assim. Portanto, nós temos que mudar a nós mesmos, para alcançarmos relações mútuas completamente diferentes, e isso só é possível com a ajuda de um treinamento constante, jogando, que vai se tornar um hábito.

Por exemplo, você pode sugerir o seguinte exercício para casais: “Pensem na sua última briga, quando você ameaçou sua esposa, enquanto ela estava pronta para golpeá-lo com uma frigideira. E agora joguem de forma contrária”. Eles, como num filme, rodam o filme de trás para frente, se aproximam um do outro, e tentam resolver o problema elevando-se acima de si mesmos. Por isso eles criam características completamente novas dentro de si, dando origem a uma nova natureza: de doação, amor e integração mútua entre si.

Nós nos propusemos para o que queremos ver: apenas qualidades positivas um no outro, como se não houvesse qualidades negativas. Claro, elas existem em todos, mas nós não as vemos. Isto significa amor. O amor é quando você olha para seu cônjuge e sente prazer. Outra pessoa olha e não entende o que você gosta.

Tal sentimento comum mútuo, que os cônjuges alcançam, é o seu próximo nível espiritual, onde eles se unem num todo e começam a atingir o estado mais elevado da natureza. Esta é uma meditação ativa, durante a qual eles dão à luz a uma nova qualidade, um novo nível de conhecimento, sentimento.

Ao mesmo tempo, eles se elevam a essas dimensões, onde começam a sentir como se fossem gerenciados por natureza, e como eles podem agora controla-la.

De KabTV: “Uma Conversa sobre a Família” 28/05/14

Estudo Mostra Que Casais Sem Filhos São Mais Felizes

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The Telegraph): “Um estudo da Open University descobriu que, quando as pessoas eram convidadas a avaliar a qualidade de sua relação, aquelas sem filhos surgiram como as mais felizes em geral.

“Durante séculos, ter filhos foi sustentado por muitos como a melhor fonte de realização e significado na vida.

“No entanto, de acordo com um dos maiores estudos já realizados em relacionamentos da Grã-Bretanha, casais sem filhos têm casamentos mais felizes.

“O projeto descobriu que as pessoas sem filhos são mais satisfeitas com seus relacionamentos e mais propensas a se sentir valorizadas por seu parceiro do que casais com filhos.

“O estudo, pela Open University, envolveu entrevistas e pesquisas com mais de 5.000 pessoas de todas as idades, status e orientações sexuais.

“Quando as pessoas foram convidadas a avaliar a qualidade de sua relação, aquelas sem filhos surgiram como as mais felizes em geral.

“Para homens e mulheres, aqueles que não tinham filhos classificaram melhor a qualidade de sua relação do que aqueles que tinham. Eles também fizeram muito mais para ‘manter’ a sua relação, como ter tempo para sairem juntos ou conversar, do que aqueles com filhos.

“No entanto, quando solicitados a classificar como estavam felizes com suas vidas, em geral, houve uma divisão de gênero. As mães eram mais felizes em geral do que qualquer outro grupo, enquanto que as mulheres sem filhos eram as menos felizes. Por outro lado os homens com filhos surgiram ligeiramente menos felizes do que aqueles sem”.

Meu Comentário: Nunca antes as pessoas ponderaram a necessidade de casamento e filhos. Isso sempre foi dado como certo. O egoísmo aumentado desencadeou uma atitude crítica à instituição da família, ao casamento e à procriação. Agora nós estamos num período de transição e não é possível resolver nada.

Mas, em breve, nós vamos ficar sóbrios e tomar as decisões necessárias quanto aos golpes que a vida nos impõe para subir acima do nosso egoísmo, para começar a olhar por cima dele, e sobre o significado da nossa existência.

Claro que para a nossa atual existência, realmente não vale a pena viver. Mas, vale a pena viver por causa da revelação do Criador e da vida eterna, que é perfeita, mesmo nesta vida.

De Modo Que Vai Esquentar Em Casa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Sem dúvida muitos casais pensam que estão sofrendo um com o outro, sem entender que eles não estão fazendo isso para a outra pessoa, mas para si mesmos, de modo que serão deixados sozinhos em paz. Então, que concessões devem ser feitas?

Resposta: A verdadeira concessão é quando eu me controlo, embora naquele momento eu esteja pronto para explodir, porque acho que estou certo, mas eu começo a reagir ao meu parceiro de acordo com a forma como ele queria que eu reagisse. Isso significa que eu estou “vestido” em outra pessoa.

Este sistema deve ser desenvolvido e requer necessariamente o apoio do ambiente. Os casais devem falar sobre essas situações o tempo todo e praticá-las, a fim de chegar a um estado em que o hábito se torna uma segunda natureza.

Suponha que a casa esteja uma bagunça. Por que você deve repreender o outro e dizer algo supérfluo? Vá imediatamente para um terreno comum, que é recíproco e bom. Comece a abraçar e beijar no meio dessa bagunça.

A principal coisa é que você deve se sentir bem. Pois, com um sentimento de felicidade e amor, você nem vai querer mudar alguma coisa e vai viver na serenidade toda a sua vida no meio dessa bagunça.

Às vezes você entra em algum apartamento e tudo está limpo e impecável, mas não há calor. Enquanto que em casa, com você, há calor de uma atmosfera de amor, reciprocidade e contato interno.

Em um verso japonesa está escrito: “A criança morre; quão frio vai estar em casa; não há mais ninguém que fará um buraco na janela”. Isso significa que, enquanto a criança brincava, o calor prevalecia em casa. Agora, a criança não está mais, e vai ficar frio.

O mesmo ocorre aqui. Tudo depende do sentimento. Esta é a principal coisa a ser feita.

De KabTV “Uma Nova Vida” 28/05/14

O Caminho De Uma Mulher

Dr. Michael LaitmanPergunta: E se eu avanço mais rapidamente do que a minha mulher?

Resposta: Essa é uma atitude errada. O avanço dos homens e das mulheres são diferentes em natureza e estilo, e a comparação é inadequada aqui. O que uma mulher faz na criação não é o mesmo que o homem.

Às vezes, homens e mulheres podem encontrar uma linguagem comum, mas como regra geral, eles são incapazes de fazê-lo. Comece a ler qualquer artigo ou ouvir uma lição e você vai ver que ela pensa diferente de você, como se estivesse se dirigindo ao assunto de uma perspectiva diferente. No final, as mulheres chegam aos mesmos detalhes de percepção, mas o caminho e a análise de homens e mulheres são muito diferentes.

Homens e mulheres podem discutir questões comuns, mas quando se trata de detalhes, você precisa levar em consideração o seu nível atual.

Pergunta: Eu vejo que as nossas impressões se complementam a partir de lados diferentes. Mas, ao mesmo tempo, minha esposa tem que gastar um monte de tempo e esforço com o nosso filho.

Resposta: Esta é a correção das mulheres. As mulheres cuidam dos seus filhos e às vezes parece que isso é feito à custa de sua autocorreção. No entanto, é exatamente assim que as mulheres avançam, e o dever de uma mulher é ser mãe.

Algumas se perguntam, “talvez eu não deveria ter filhos e deveria me dedicar completamente ao estudo, disseminação e correção?” Não. As mulheres devem corrigir suas almas ao cuidar de seus filhos, ao estar junto com eles, e conforme o tempo e o desejo que permanecem depois disso.

Se a mulher tem a oportunidade de se casar e ter filhos, ela deve fazê-lo. As mulheres devem cuidar dos filhos, mesmo que pareça que sem filhos elas poderiam ter feito muito mais e avançado muito mais longe em seu caminho espiritual. Ela poderia, mas esse não é o caminho de correção de uma mulher.

Pergunta: As mulheres com filhos deveriam se comparar com aquelas sem filhos que têm mais tempo para estudar e disseminar?

Resposta: Não. Se uma mulher com filhos participa no estudo ou quaisquer outras atividades, na medida em que pode, ela produz uma correção muitas vezes maior do que a de uma mulher que “se abstém” de ter filhos, porque ela quer se envolver na Cabalá. Esse tipo de “abstinência” não ajuda.

Nós simplesmente não percebemos que este mundo é construído de acordo com a espiritualidade. Se nós trazemos centelhas de espiritualidade para esta vida, nós chegamos mais perto da correção. A pessoa não pode subir ao próximo nível espiritual se não estabeleceu uma base para este nível neste mundo. É por isso que nós temos que casar, ter filhos, e seguir em frente desde lá.

Seria ótimo se todos os meus alunos estivessem desconectados dos cuidados deste mundo e se dedicassem à espiritualidade. Imagine: todos estudam e disseminam. Mas, pelo contrário, eles se casam e as mulheres são quase que imediatamente cortadas do processo e os homens são obrigados a sustentar suas famílias e a resolver problemas sem fim, juntamente com seus cônjuges.

Isso é exatamente o que significa a correção. Não podemos esconder esse fato. Mais tarde, você vai entender que esta é a melhor maneira de fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível.

Por outro lado, aqueles que evitam o casamento rejeitam a possibilidade de correção. Isso se aplica a homens e mulheres. Portanto, se há uma possibilidade, você deve começar uma família e carregar o fardo.

De qualquer forma, uma família é preferível a qualquer outra coisa, porque é uma parte básica da correção do mundo. Não é por acaso que hoje o mundo se depara com o colapso da estrutura familiar; esta situação precede a correção básica.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Amor Moderno Das Castas: Como Casamentos Reforçam A Desigualdade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Slate):“Não é tão raro nos dias de hoje que pessoas se casem fora do seu grupo étnico ou religioso ou vivam numa região do país diferente de onde cresceram. Entre as pessoas com formação superior, em particular, a tendência não é tanto a de se casar dentro de sua comunidade quanto a de se casar dentro do seu grupo educacional. De vez em quando você vê um graduado da faculdade casado com alguém que abandonou os estudos (meus pais, por exemplo), mas é muito raro. Visto que rendimentos são normalmente medidos em nível doméstico para fins estatísticos, isso tem muita relevância para uma visão abrangente das tendências nacionais. Em particular, o “acasalamento seletivo” deste tipo é um dos principais motores de desigualdade de renda em nível doméstico.

“Qual o tamanho? Jeremy Greenwood, Nezih Guner, Georgi Kocharkov e Cezar Santos relatam num novo estudo que, se em 2005 o encontro entre maridos e esposas tivesse sido aleatório, o coeficiente de Gini (a medida de desigualdade de renda mais comum) teria sido de 0,34 ao invés de 0,43 do mundo real, uma diferença de cerca de 25 por cento.

Claro, dizer que a desigualdade seria menor se os casamentos fossem randomizados não está nos dizendo muito. Desde muito tempo que o marido de uma mulher com nível universitário é muito mais propenso a ter um diploma universitário do que seria sugerido por puro acaso. Mas vários fatores demográficos estreitamente relacionados mudaram dramaticamente ao longo das duas últimas gerações, de uma forma que tornou o acasalamento seletivo uma força econômica muito mais potente. E a relação entre os padrões de casamento e as outras tendências é um motor importante da desigualdade”.

Meu Comentário: O egoísmo governa o mundo, não o romance. Apenas a exigência de uma distribuição igualitária de renda e a educação de todos, como se todos nós pertencêssemos à mesma família, vão acalmar o mundo. Entretanto, ainda é preciso se convencer de que a nossa natureza nos leva à manifestação de rejeição e ódio em todas as suas formas para se chegar à realização do egoísmo como mal absoluto, a fim de buscar a maneira de corrigi-lo.

Mentalidade – A Linguagem Interna Dos Seres Humanos

Dr. Michael LaitmanPergunta: De acordo com o método integral, para se criar uma família basta que um homem e uma mulher não sejam repelidos pelo um outro. Por outro lado, você mencionou que as almas são reunidas seletivamente, como resultado de sua semelhança de Reshimot (genes espirituais). O que mais nós temos que saber, a fim de implementar corretamente a metodologia?

Resposta: Nós sabemos que na espiritualidade a convergência acontece de acordo com o princípio da semelhança.

A semelhança neste mundo se manifesta em características comuns de personalidade, interesses comuns e pontos de vista, educação e nível social semelhantes. Todas estas coisas são muito importantes quando se trata de criar uma família.

Naturalmente, quando um casal está envolvido no avanço espiritual, isso se torna mais importante. No entanto, a semelhança material em nosso mundo deve ser comparada. Então, quanto mais as pessoas são semelhantes, próximas em espírito e educação, mais fácil e preferível é para eles terem uma família, que vem da lei espiritual da equivalência.

Eu não posso me casar com uma mulher da Austrália ou da África, por exemplo. Eu não estou falando sobre a cor de sua pele, mas sim de nossas propriedades internas, pois elas são totalmente diferentes entre si! Não vamos entender um ao outro pelo resto de nossas vidas!

Nós vamos conviver na mesma casa e até mesmo ter filhos (isso não é um problema), mas vai ser extremamente difícil para nós entender um ao outro internamente, porque a linguagem interior dela é completamente diferente da minha. Só parece que ela diz as mesmas palavras que eu; na verdade, as imagens que estão escondidas por trás das palavras que vivem em seu coração e mente são completamente diferentes das minhas.

Nós falamos uma língua material, mas cada um de nós temos uma linguagem interna completamente diferente que se baseia nas imagens que estão escondidas pelas palavras. Quando eu digo algo, eu tenho certa imagem por trás da palavra que eu disse e esta palavra evoca uma imagem totalmente diferente nela. Nós mal vamos nos entender. Na prática, isso simplesmente não acontece.

No reino espiritual, nós estamos unidos, incluídos um no outro. Eu aceito o seu mundo interno e ela toma o meu, não material, mas espiritual! Nós somos incapazes de aceitar o mundo material interno de outra pessoa porque não podemos corrigir nada neste mundo. Não podemos corrigir nossas qualidades materiais com as quais nascemos e que foram desenvolvidas em nós no processo da nossa formação e educação. Nós simplesmente não podemos fazê-lo!

Nós vemos essas coisas acontecerem mesmo com as pessoas em nosso círculo interior que tomam um marido ou esposa de um lugar distante e com uma mentalidade completamente diferente. Eles simplesmente não se entendem! Eles vivem juntos porque fazem parte do grupo e é por isso que adquiriram algo em comum, mas eles ainda não têm o significado interno de um olhar ou de entender um ao outro sem palavras. A mentalidade é extremamente importante!

Pergunta: Os cônjuges que têm diferentes mentalidades podem melhorar seu relacionamento ao aspirar à espiritualidade?

Resposta: Eu não creio! É impossível “entrar” em outra pessoa com um tipo diferente de mentalidade. É muito difícil! Até mesmo psicólogos ou políticos não podem fazê-lo. Ninguém pode! É preciso uma reorganização geral e completa do próprio cérebro. É impossível ter duas mentalidades simultaneamente. Mecanicamente, artificialmente isso pode supostamente acontecer, mas não realmente.

A mentalidade se refere à essas imagens conceituais do mundo que a pessoa adquire durante os primeiros 15-20 anos de sua vida. É impossível substituir ou alterá-las!

Qual é a linguagem interna que cada um de nós tem? São nossas imagens internas deste mundo que representamos em conexão com específicas formas, pensamentos e palavras. Por exemplo, às vezes nós vemos todos os tipos de códigos na tela do computador que representam a linguagem interna de um computador. Apesar de digitar palavras e dar comandos em inglês, russo e outras línguas, o computador converte-os em sua linguagem oculta que ele executa.

Nós também temos uma língua interna semelhante: ela é imutável e não pode ser alterada. Portanto, eu posso me relacionar externamente com outra pessoa, mas sempre haverá uma barreira entre nós. E não há nada que possamos fazer sobre isso; é o resultado de estarmos expostos ao ambiente durante a nossa infância e juventude.

Da Discussão sobre “Grupo e Disseminação” 20/10/13

Fortaleçam As Famílias, Não As Destruam!

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível que uma única mulher no grupo procure um parceiro entre amigos casados ​​no grupo?

Resposta: Não. Nós podemos nos permitir destruir os casais? As mulheres não vêm aos nossos grupos para quebrar casais e tomar o marido de outra pessoa! Que egoísmo; ninguém pode discordar disso. Nós temos que parar tentativas como essas de imediato e até mesmo remover uma pessoa como esta do grupo, seja homem ou mulher!

Não se trata apenas da destruição da família, mas também daquele egoísmo que é revelado neste ato; ele não tem lugar num grupo. Tenha em mente que o nosso ego coletivo atua reciprocamente, de modo que essas ações inserem uma separação muito forte num grupo.

Há casos em que um homem se divorcia porque sua esposa não concorda com o seu caminho espiritual. Então, uma mulher solteira pode mostrar-lhe sinais de interesse. No entanto, é proibido que ela seja a causa de seu divórcio. Ela não deve dar-lhe a esperança de um futuro. Não podemos permitir isso!

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 22/10/13

Como Escapar Da Solidão?

Dr. Michael LaitmanComentário: Muitas vezes, a frustração e a depressão são causadas por um medo profundo e distinto de estar sozinho neste mundo, privado de conexão com os entes queridos. Em outras palavras, há uma base sólida sobre a qual construímos os relacionamentos familiares.

Independentemente do fato de que nós podemos não precisar um do outro como antes, o declínio evidente das tradições familiares, a disponibilidade de parceiros sexuais, as portas que costumavam estar fechadas no passado estão agora amplamente abertas, e apesar do fato de que os parceiros familiares têm significativamente menos em comum nos dias de hoje, ainda há algo intrínseco em nós: o medo existencial primordial da solidão que muitos experimentam hoje.

Resposta: No entanto, as pessoas são menos propensas a encontrar uma resposta para esse medo no casamento. A confiança mútua e o apoio mútuo não estão mais associados com uma família contemporânea. O medo existe, mas as soluções ainda não são visíveis.

Por todos os meios, é melhor estar com alguém ao invés de ficar sozinho. Pessoas com muita “bagagem” sentem que os seus parceiros dependem delas, pois entendem que são responsáveis ​​por eles, pelo menos devido a hábitos que foram construídos no passado. Nós somos apenas pessoas.

No entanto, ao mesmo tempo, eu não acho que o medo de estar sozinho mantenha as pessoas dentro de uma família boa e fiel. Esta “teoria” não precisa ser provada por contradição, nem pode ser resolvida escondendo-se as desvantagens negativas. Tudo o que realmente precisamos é sermos positivos.

Pergunta: A psicologia declara que não nos apegamos a alguém apenas por causa do medo; pelo contrário, nós estamos buscando uma ligação, uma unidade interna mais profunda. No entanto, não há dúvida de que muitas pessoas são movidas pelo medo. Este é o lugar onde começa o processo, embora seja bastante óbvio que a conexão correta não venha dele. Pelo contrário, o medo dá origem a outros fenômenos, muitas vezes nos impedindo de quebrar as conexões que eram inerentemente defeituosas.

Vamos falar de uma situação em que as pessoas se esforçam em estabelecer relacionamentos, mas não sabem o que fazer. A pergunta é: Por onde começar?

Normalmente, vários métodos oferecem às pessoas meios de autoexploração que lhes permitem conhecer a sua natureza: “Que parte de mim eu posso dedicar para me conectar com o meu parceiro?” Depois de fazer esta pergunta, se faz uma “lista”: “O que eu espero do meu parceiro e da nossa vida em comum?” Então, quando a pessoa compreende o que quer e espera, ela pode ser configurada num tipo particular de relação. Este exercício é muito comum nos dias de hoje. Ele está correto?

Resposta: Eu presumo que ele é popular não só hoje. Sempre foi assim: pessoas calculavam a sua contribuição e a contribuição de seus parceiros em sua vida comum. Casamenteiros de todos os tipos sempre se comunicaram desta forma e ajudaram os jovens e seus pais a “fazer bons negócios”. Na verdade, tudo se tratava de negócio. Ambos os cônjuges em potencial eram egoístas e deviam sobriamente justificar se valia a pena viver juntos. Seus sentimentos em relação ao outro eram apenas um dos muitos componentes desta fórmula. Suas emoções tinham um “poder de compra” e eram incluídas em uma equação geral.

Esta abordagem é correta? Acho que não. Claro, ela funcionou por algum tempo, mas nós mudamos drasticamente. Nós não sabemos exatamente o que queremos hoje, e, especialmente, não sabemos o que vamos querer amanhã. Além disso, nossa psicologia é, em grande parte, pervertida por um enorme efeito externo que nos empurra de um lado para o lado com restrições e permissões artificiais, benefícios imaginários e perdas.

Cada “moda”, cada “mudança de estação” nos muda completamente do lado de fora, além de todas as mudanças internas que atravessamos. É por isso que o nosso cálculo das vantagens e desvantagens da nossa futura vida familiar em potencial pode estar errado. Só se definirmos um valor superior como objetivo e concordar com certo desafio, com um objetivo que nos eleva acima das interrupções que acontecem tanto na sociedade como dentro de nós, só então a sociedade e as suas células, os jovens casais, não só sobreviverão, mas prosperarão.

De KabTV “A Nova Vida” 06/09/13

Família No Século 21: Atualização

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há menos coisas em comum entre nós hoje; antigas tradições comunitárias desaparecem gradualmente. Parece que o mundo está repleto de muitos relacionamentos, “costurado” com redes avançadas de comunicação… No entanto, a verdadeira plataforma de interligação e unidade desapareceu.

Em que base nós podemos construir uma “infraestrutura” comum? O que une as pessoas, principalmente no nível da família, enquanto os antigos tipos de conexões entram em colapso?

Resposta: Esse é o problema. Anteriormente, o vínculo natural entre nós se baseava em três fatores, três necessidades básicas: comida, sexo, família. Mas hoje, tudo mudou.

Primeiro de tudo, alimentos preparados está prontamente disponível em todos os lugares, a minha futura esposa não precisa saber cozinhar. Então, ao ficarmos solteiros nós adicionamos um grande e gordo “positivo” à nossa existência.

Além disso, o sexo é totalmente acessível e disponível para todos hoje. Além disso, nós somos criados com esse espírito. Mesmo se quisermos manter uma relação sólida e permanente, o mundo nos confunde com seus padrões, o tempo todo nos lembrando do quanto nós “perdemos” se mantivermos as abordagens “à moda antiga”. Portanto, o nosso ambiente atrai um grande “negativo” na “caixa da família”.

Em terceiro lugar, a simples noção de “família” nos assusta, uma vez que impõe obrigações e nos “encarcera” na prisão de responsabilidades infinitas.

Como consequência, é óbvio que nós temos que criar um modelo de uma estrutura familiar diferente, que não se baseia mais em imagens irreais de garotas modestas com tranças usando vestidos longos. A família patriarcal desapareceu, juntamente com a disposição doméstica de três gerações mantendo uma família tradicional com um grande quintal, galinhas e uma horta. A nova família está logo ali, a qual, aparentemente, deve adquirir uma forma muito diferente.

Na família nós vemos um pedaço, uma pequena célula do sistema global. Nós ensinamos as pessoas a manter uma relação como a conexão universal correta que corresponde à natureza; isso é necessário para a sobrevivência nessa sociedade contemporânea. Nós devemos chegar à reciprocidade mútua e à unidade, como no exemplo de um sistema unificado, um único mecanismo, um organismo vivo capaz de se equilibrar, controlando a sua vida e cuidando de sua saúde em geral. É assim que funciona um organismo biológico saudável, e este é um modelo de como a sociedade humana deve se comportar. Nós devemos aprender com estes exemplos e aproximá-los do nosso nível de existência.

Nós temos que tratar a “célula” familiar de acordo com este princípio. Nós devemos tratá-la como parte de um “corpo” comum. Ela tem dois polos opostos, um homem e uma mulher que estão conectados e representam uma unidade social básica. A educação integral vai mostrar às pessoas que somos obrigados pela natureza a nos unir e nos mostra que a unidade é a única atitude correta que podemos exercer na vida.

Quando as pessoas perceberem e sentirem isso, a opinião pública vai mudar: ficará claro que o casamento é necessário para o relacionamento e para as unidades familiares que compõem a sociedade, que também serão como uma grande família. O mundo inteiro vai ser como uma grande família. Esta é a única maneira de alcançar o sucesso genuíno, nos livrar da frustração e do desespero, resolver os problemas opressivos, e entrar num novo período, numa vida nova, sem precedentes.

Este é o único método possível. Nós não podemos ter sucesso por nós mesmos ficarmos presos a uma abordagem pessoal limitada. Tudo o que fazemos deve ser parte de uma preocupação comum sobre como tornar a nossa sociedade uma única família. Eu repito: a opinião coletiva desempenha um papel-chave aqui. Ela vai obrigar os jovens a se conectar como casais corretos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 06/09/13

Familia Na Última Generação

Pergunta: Por favor, fale sobre o tema “família na última geração”. Como é possível, de acordo com o exemplo da cooperação mútua no grupo, como transmitir este estado para a humanidade?

Resposta: Se nós queremos compreender e perceber algo do modo correto, nós devemos de prestar atenção à alma e não ao corpo. A alma é o anseio por unidade, por revelar a derradeira força motriz, o Criador. Portanto, quando estamos a falar de almas, queremos dizer sua atração.

A nós parece-nos que são atraídos para as características externas ou as partes internas de uma pessoa. Mas, de facto, elas juntam-nos aos nossos Reshimot (genes espirituais). Isto não é falar sobre uma atração genética entre um e o outro, antes sobre uma atração espiritual. A atração genética é o involucro para a atração espiritual. Por outras palavras, há uma certa tendência entre os Reshimot para serem atraídos um para o outro e formarem uma aliança entre eles. No nosso mundo, isto é chamado de “aliança dos sexos”, a união entre um homem e uma mulher, na sua essência não de um homem e de uma mulher, mas sim de Reshimot.

A ideia é que, entre os Reshimot nós precisamos de conectar o Reshimo de Aviut (o Reshimo da força de Masach) e o Reshimo de Hitlabashut (a Reshimo do poder da Luz) .

O Reshimo de Aviut é a parte feminina, e o Reshimo de Hitlabashut é a parte masculina. Se estes dois Reshimot estão ligados entre si corretamente, então eles criam uma ação espiritual com a Luz, convocam a Masach, e assim por diante.

É o mesmo aqui também. É dito: “Um homem e uma mulher e a Shechinah entre eles”, onde há um homem e uma mulher, há um Reshimo positivo e um negativo. Quando eles estão ligados entre si e criam uma Masach, uma intenção para o bem do Criador, então a Luz Superior está envolta dentro deste Reshimo e começa a construir um novo Partzuf, que neste mundo é idêntico ao nascimento de uma criança.

Dentro desta união estão ações espirituais que nós ainda não conhecemos. No entanto, todas as ações físicas e eventos que ocorrem no nosso mundo correspondem a atividades espirituais.

Uma família, no nosso mundo, torna-se o núcleo no qual o trabalho espiritual é possível. Portanto, se estamos a falar de uma família na última geração, então, certamente, a cooperação mútua entre o marido e a sua mulher ocorrerá no nível espiritual. Eles se tornarão num elemento espiritual por si mesmos que irá trabalhar na união acima dos seus egos para que na adesão interna entre eles, se irá assemelhar ao Criador.

Este é um trabalho mútuo muito sério. Eu acho que nós o alcançamos. Nós já temos exemplos de um marido e de uma mulher que estão verdadeiramente ligados entre eles desta maneira. Tudo começa com o trabalho em si mesmo, e, através desta unificação espiritual, um efeito completamente diferente dentro da própria família é alcançado. Isto é possível.

Da Conversa sobre Grupo e Disseminação 20/10/13