O Que Simboliza A Cobertura Da Sucá?
Pergunta: Qual é a essência da conexão entre a fé e a “cobertura da Sucá” (Schach)?
Resposta: Schach e fé são a mesma coisa. Se são a mesma coisa, que conexão pode haver entre elas? Se fossem duas coisas diferentes, eu explicaria a conexão entre elas, mas este é simplesmente o mesmo fenômeno. Não estamos falando de um teto material feito de plantas. Quando falamos da cobertura da Sucá, estamos nos referindo à tela que uma pessoa constrói sobre sua cabeça.
Schach simboliza coisas que outrora estiveram vivas e em crescimento, mas que agora morreram, coisas que chegaram ao fim do seu ciclo de vida. Uma pessoa outrora desfrutou dessas coisas, mas agora elas estão mortas para ela; o espírito da vida as abandonou. Aos seus olhos, elas perderam toda a importância e são totalmente inadequadas para o seu progresso. Então, ela pega essas coisas, que já não têm importância para ela, e as ergue acima da cabeça.
A estrutura da Sucá é feita de objetos praticamente inúteis: pedaços de madeira, folhas e galhos que não servem para nada além de, talvez, queimá-los para aquecer um pouco de água. O que mais se pode fazer com esses objetos? É impossível construir algo com eles. A cobertura da Sucá não é feita de materiais de construção comuns, como madeira maciça. Existem leis específicas a respeito disso.
Quando uma pessoa eleva acima da cabeça coisas que não têm importância, de acordo com a percepção do seu desejo de receber, significa que ela está agindo por fé em vez de razão. Nesse caso, o Schach é a fé, enquanto o seu conhecimento está localizado dentro da Sucá.
Uma pessoa está pronta para trabalhar com seu conhecimento, que é menor que sua fé, ou para usá-lo apenas de acordo com a medida de sua fé. Isso é chamado de ter todo o seu vaso de recepção sob a proteção da decisão de não receber para si, sob a proteção do Schach, a tela. Então, a pessoa se senta à sombra da Sucá, cuja sombra deve ser maior que a luz solar que entra nela. Deve haver tão pouca luz solar na Sucá que seja quase imperceptível.
Hoje, cobrimos a Sucá com ripas finas. Rabash certificava-se de que fossem colocadas tão próximas umas das outras que quase nenhuma luz pudesse passar por elas. Não se tratava de ver o céu ou as estrelas, apenas um tênue vestígio de luz. Certa vez, perguntei por quê. Parecia quase uma casa. O teto era feio, mas era realmente um teto. Disseram-me que esse era o costume: torná-lo bem denso.
Este é um dos símbolos que indicam o imenso poder e força do dossel, a força da misericórdia. É com isso que devemos nos preocupar, e não com a quantidade de luz que filtra através do teto.
Da Lição Diária de Cabalá para o feriado de Sucot, 26/09/26