Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 255
Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 255
Por que os estados desaparecem e retornam?
As percepções de Lishma e Lo Lishma em relação ao Criador e a este mundo mudam a cada instante, de acordo com as luzes circundantes que descem sobre nós do mundo de Atzilut. Nós existimos no mundo de Atzilut em potencial, isto é, no estado corrigido, no estado corrompido e em todos os estados intermediários. A luz superior que desce de Ein Sof através do mundo de Atzilut realiza uma espécie de varredura por todos esses estados, do mais baixo, gradualmente, até o mais elevado, até nossas raízes no mundo de Atzilut, e, consequentemente, recebemos luzes circundantes em constante mudança. De acordo com o que a luz superior atravessa ali, através de nossos estados em potencial, mudamos aqui na realidade. Não sabemos como devemos mudar, mas simplesmente mudamos.
Após a barreira, em nossa aquisição inicial de uma tela, começamos a nos identificar com essas mudanças, desejá-las, compreendê-las e reconhecê-las. Chegamos até a antecipá-las, a tal ponto que já pensamos antecipadamente que queremos fazer algo, e de fato o fazemos. Começamos a reconhecer os pensamentos do Criador e a nos identificar com eles a tal ponto que nosso pensamento e desejo, e o desejo do Criador, se unem. Isso é verdadeiramente chamado de “Lishma”.
Em nosso estado atual, certamente não sabemos como mudamos, mas precisamos acreditar que mudamos de acordo com nossa raiz no mundo de Atzilut. O ritmo depende de nós, da nossa consciência, do nosso estado, mas as mudanças de estado não dependem de nós. Nossa consciência é o que muda nossa sensação interior: podemos sentir que estamos sendo atingidos, ou podemos sentir que os golpes não são realmente golpes, mas uma força através da qual entramos em correção. As restrições podem ser agradáveis se o objetivo estiver diante de nossos olhos. É assim que somos comprimidos à força neste “tubo”, mas com a alegria de alcançar algo. Além disso, se não vemos o objetivo diante de nós e somos comprimidos em algum “tubo”, experimentamos isso como a morte.
Portanto, nossa consciência, nosso próprio trabalho, consiste em mudar nossa sensação de um extremo ao outro em relação à mesma ação que nos é realizada de cima. Contudo, como resultado, não é apenas nossa sensação interna de bem ou mal que muda, nem apenas o ritmo. O conteúdo também muda. Isso porque, a partir desses estados, recebemos luzes, e nosso mundo se transforma. É difícil explicar até que ponto nossa própria participação inteligente e independente na obra de correção, que nós mesmos também desejamos, altera todo o quadro. Mesmo que os estados que descem de cima sejam predeterminados, nós determinamos tudo o que está abaixo.