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O Princípio Da Unidade Espiritual

938.02A condição para a conexão no mundo superior é a condição de “não em prol de si mesmo“, mas “para em prol dos outros”. Este é um princípio que simplesmente não conseguimos compreender.

Em nosso mundo, construímos sistemas de saúde, educação, segurança contra incêndios e assim por diante, mas tudo isso é feito para nós mesmos. Caso contrário, não participaríamos disso. Esse é o nosso mundo. Essa é a nossa natureza. Não devemos nos iludir pensando que somos diferentes.

Mas a unidade espiritual se constrói sobre o princípio exatamente oposto: “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

Se eu quiser alcançar isso, eu me conecto com os outros, não porque me sinto bem com eles, não porque juntos alcançaremos algo melhor como confiança, segurança e desenvolvimento bem-sucedido, mas porque aceito seus desejos e os realizo com a minha própria força. Só isso!

Em outras palavras, é como se eu mesmo não existisse. Existe apenas um mecanismo que funciona para satisfazer os desejos dos outros. Este é o cumprimento do princípio: “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

Do Congresso Internacional de Cabalá em Moscou, 02/05/16, Lição 1

Aquilo Que Nos Dá Vida

926.01Pergunta: É evidente que a chuva é uma bênção para a Terra, e assim por diante. Mas qual o significado da palavra “chuva”? O que ela significa para uma pessoa?

Resposta: A palavra “chuva” contém o fundamento, a raiz, o princípio de toda a vida corpórea. Porque a chuva é essencialmente uma bênção que desce dos céus para a terra. Ela simboliza a atitude benevolente do Criador para com as Suas criações.

Pergunta: Por favor, explique-me, no contexto do trabalho interior e espiritual de uma pessoa, o que significa o envio de chuva? O que isso simboliza?

Resposta: A chuva é uma grande e benevolente bênção espiritual que desce do alto e se manifesta em nosso mundo corpóreo na forma de chuva, água que cai do céu.

Pergunta: Que grande bênção é essa para o meu coração, para a minha alma?

Resposta: É o que nos sustenta; é o que nos dá vida.

Pergunta: Especificamente sobre a chuva?

Resposta: Sim, especificamente a água. Refere-se também à água espiritual: as águas superiores e as águas inferiores. É a força da natureza, a bondade do Criador para conosco que desce e se expressa de forma corpórea por meio de Suas ações sobre nós.

Pergunta: Quando alguém diz: “Minha alma morreu, estou seco por dentro, tudo em mim secou”, isso é um pedido por chuva?

Resposta: Sim, esse estado pode ser assustador. Assim como somos imersos na água no útero de nossa mãe e saímos com as águas. Essas coisas não são simples.

Pergunta: Então, na prática, pedimos chuva sempre que nos sentimos mal?

Resposta: Sim. Chuva, água, significa Rachamim, misericórdia. É por isso que a pedimos.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 12/11/25

Uma Oração Que Percorre Todos Os Firmamentos

962.3A oração de um homem é obra de Ruach [espírito], obra de Bechina Bet, que depende da fala. É um segredo bem guardado, desconhecido para a maioria das pessoas, que a oração de um homem rompe ares e firmamentos, abre portas e ascende (Rashbi, Zohar para Todos, Vol. 5 “VaYakhel”, “A Ascensão da Oração”).

Está escrito que a oração deve ser oferecida perto de um pilar. Isso não significa, na verdade, um pilar perto do qual se deva orar. A questão é que todos os Partzufim, do mundo do infinito ao nosso mundo, estão dispostos na forma de um pilar, onde os AHP do Partzuf superior estão localizados dentro de Galgalta ve Einaim (GE) do Partzuf inferior, e assim todos estão encaixados uns nos outros.

Não existe um único Partzuf que esteja disposto de forma diferente. Cada Partzuf está posicionado de modo que sua parte superior fique dentro do Partzuf superior, e sua parte inferior fique dentro do Partzuf inferior.

Ou seja, a parte superior do meu Partzuf está junto com a parte inferior do Partzuf superior, e a parte inferior do meu Partzuf está junto com a parte superior do Partzuf inferior. Acontece que na minha parte superior (GE) eu formo as dez Sefirot junto com os AHP do mais elevado, e na minha parte inferior (AHP) eu estou nas dez Sefirot com GE do inferior.

Acontece que, nas dez Sefirot superiores, estou conectado com o superior, e nas dez Sefirot inferiores com o inferior. Mas onde estou? Eu mesmo sou a parte que me divide em duas metades; chama-se Klipat Noga. Ela divide o Partzuf ao meio.

Klipat Noga é toda a nossa livre escolha. Se eu decidir me conectar agora com o mais elevado nas dez Sefirot superiores (1) para elevar o mais baixo (2), e estou trabalhando apenas para isso, significa que estou exercendo minha livre escolha em Klipat Noga, que está no meio.

A livre escolha é conectar-me com o Criador, em um nível superior, para corrigir o inferior. É assim que funcionamos.

Da Lição de Cabalá de 24/08/11, O Livro do Zohar

Os Desejos Expandem A Mente

282.01Um pensamento é resultado do desejo (Baal HaSulam, Shamati 153, “Um pensamento é resultado do desejo”).

Isso é de fato verdade, porque o mais importante em uma pessoa é o desejo. Os pensamentos surgem apenas para satisfazer esses desejos.

Os desejos surgem no coração, e nós apenas o ouvimos. A mente só se ativa quando é necessário para realizar os desejos que emanam do coração. Portanto, o essencial é o desejo, enquanto o intelecto é meramente uma ferramenta auxiliar, um meio para alcançar o que se deseja.

Uma pessoa pensa no que deseja. Ela não pensa no que não deseja.

Em nosso mundo, isso é natural. Você pode olhar para qualquer pessoa e, compreendendo seus desejos, adivinhar quais pensamentos ela tem. Todos os seus pensamentos são direcionados unicamente para a realização do que ela deseja. E na medida em que seus desejos têm uma hierarquia, você pode dizer quais pensamentos dominam e quais são menos importantes, o que a ocupa mais ou menos. Em outras palavras, os desejos praticamente nos governam.

Por exemplo, uma pessoa nunca pensa no dia de sua morte. Pelo contrário, ela sempre contemplará sua eternidade, pois é isso que deseja. Assim, pensa-se sempre naquilo que é desejável para ela.

O pensamento é secundário, auxiliar. Ele se desenvolve apenas porque a pessoa tem desejos. Portanto, a pessoa desenvolve o intelecto para alcançar o que deseja. Como diz o ditado: “Um homem derrotado vale por dois ilesos”. Pois aquele que é derrotado, que é forçado e compelido, torna-se mais sábio porque busca maneiras de se realizar.

Assim, a mente sempre se desenvolve quando existem grandes desejos. E, inversamente, se não há desejos, não há grande mente. Portanto, se você deseja desenvolver seus filhos, deve despertar neles grandes desejos, e não os frustrar.

Mimar significa tentar impor algum tipo de satisfação a uma criança antes mesmo que ela a deseje. Ao contrário, deixe-a desejar, deixe-a experimentar um pouco de carência, deixe-a buscar como realizar o que quer. A partir disso, seu intelecto se desenvolverá. Somente desta maneira, e de nenhuma outra.

Da Lição de Cabalá em Russo 14/03/19

Reação Defensiva Dos Judeus

294.2Pergunta: Você acredita que os judeus de Israel acabarão por promover a correção de toda a humanidade?

Resposta: São precisamente as circunstâncias em que se encontram que os obrigarão a agir assim. Por que o mundo à sua volta se opõe a eles?

Isso é antissemitismo eterno; o sentimento perpétuo de ser odiado e de ter que se defender e justificar sua existência no mundo. Quando tudo isso se transmite de geração em geração, é perpetuado pelos genes; deixa marcas comportamentais no caráter, na percepção do mundo e na atitude em relação a tudo. Não existe nada parecido em nenhuma outra nação.

Os judeus não são como os ciganos, que são simplesmente desprezados, nem como pessoas que impõem sua cultura, costumes, modo de vida ou religião a outras nações. Nesses casos, tudo deriva de um sentimento de superioridade. Mas aqui, ao contrário, deriva de um sentimento de inferioridade, insignificância e inutilidade.

Esse complexo se desenvolveu intensamente nos últimos 2.000 anos. Ele já produziu consequências secundárias e terciárias, que gradualmente evoluem e se fundem com todas as outras filosofias de vida.

Tudo isso deixou uma marca profunda em sua atitude em relação a tudo e gerou enorme tensão interna no povo, especialmente entre o ramo europeu dos judeus, que foram forçados a se desenvolver para se elevarem acima das nações vizinhas de alguma forma, para se protegerem.

Observamos, na Idade Média, como eles repentinamente experimentaram um salto em traços de caráter especiais e habilidades intelectuais; nem mesmo está claro o porquê. Anteriormente, nada parecido existia em lugar nenhum, nem mesmo entre outros ramos dos judeus em outros países onde viviam de forma mais ou menos pacífica.

Há muita pesquisa sobre este tema. E, de fato, vemos quantos cientistas, artistas e pensadores eles produzem. Tudo isso é resultado de sua reação defensiva.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada, Os Judeus de Israel”, 13/09/10

Como Se Elevar À Fé Acima Da Razão

231.01Ter fé acima da razão significa aceitar a visão do Ser Superior mesmo quando ela entra em conflito com meu próprio entendimento, como está escrito: “Eles têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem”. Isso significa que posso me elevar a um nível superior a cada vez, como se estivesse me puxando para o próximo grau, escolhendo a opinião do Ser Superior em detrimento da minha, mesmo quando ela contradiz tudo o que sei.

Se um amigo me entrega um envelope com mil dólares e eu não verifico o valor porque confio nele, isso é fé abaixo da razão. Minha confiança não contradiz o que eu sei e, portanto, não exige fé.

O conhecimento é a mente e a percepção que possuo neste mundo material, como um juiz que se baseia unicamente no que seus olhos podem ver. A fé, porém, é o que transcende esse conhecimento, assim como Bina transcende Malchut. E para ascender do grau de Malchut ao de Bina, devo avançar através da fé acima da razão.

Se eu contar o dinheiro e descobrir que há US$ 999 em vez de US$ 1.000, então US$ 999 representam meu conhecimento, e o “US$ 1” restante é a medida da minha fé. Mas se o envelope contiver apenas US$ 1, ou estiver completamente vazio, e ainda assim eu acreditar no superior, considerando sua visão verdadeira, eu me elevo acima da minha própria razão e começo a ver a partir da perspectiva do superior.

A mentalidade do superior é a opinião do grupo ou do professor. Se eu me esforçar a cada vez para elevar a fé acima da razão, isso significa que estou ascendendo em graus espirituais. Se eu não fizer nenhum esforço para aceitar a mentalidade do superior, não entrarei nem me aproximarei do mundo espiritual.

A fé acima da razão é o único ponto de livre escolha concedido a uma pessoa neste mundo.

Se eu aceitar a visão do superior e concordar que o envelope contém US$ 1.000, embora eu tenha contado apenas US$ 999, então me elevo ao seu nível. Então eu mesmo testemunho como o envelope se enche completamente, não com dinheiro, mas com a grandeza do Criador.

A fé acima da razão é um mecanismo especial, um método único que nos eleva do plano material ao espiritual, e de um plano espiritual inferior a um superior. Este é o único caminho para a ascensão: adotando a opinião do superior.

A cada vez, é como se eu renascesse em um novo nível, repetidamente. Entro no novo estado como um recém-nascido que não carrega nada do anterior; apego-me à mente do nível superior e sigo com ela.

Com meus próprios sentidos, vejo apenas 1 dólar no envelope. Contudo, além dos meus sentidos, devo aceitar que se trata de 1.000 dólares. Não anulo meu conhecimento, deixo-o como está. Vejo claramente a lacuna entre o que sei e o que transcende o conhecimento.

Essa lacuna define a diferença entre Malchut e Bina. Por um lado, “o juiz só tem o que os olhos veem” — isso é Malchut . No entanto, devo ir contra esse conhecimento e preferir o conhecimento do superior — Bina, a fé.

E nesse intervalo — nessa divergência entre Malchut e Bina , entre conhecimento e fé acima do conhecimento — o mundo superior e a realidade espiritual começam a se revelar.

Todo o trabalho na dezena procede pela fé acima da razão. Posso não ver amor entre os amigos; pelo contrário, parecemos prontos para nos devorar uns aos outros. Contudo, trabalhamos para amar uns aos outros. Aos olhos do Ser Supremo, nossa dezena é perfeita e permanece em completa unidade; aos nossos próprios olhos, parece totalmente diferente. É essa diferença que devemos examinar e superar.

Essa contradição permanece. Não consigo conciliar uma com a outra, pois essa distância é a própria lacuna entre Bina e Malchut, que não pode ser fechada; na verdade, continua a aumentar.

Esta é a diferença entre o Criador e o ser criado, à medida que desperta dentro de mim. E quanto mais sigo a fé, mais me apego ao Criador em vez de me agarrar à minha própria mente e corpo animal. É assim que o progresso espiritual se desenrola.

Da Lição Diária de Cabalá de 23/04/20, “Trabalho com a Fé Acima da Razão”

Sem Conexão Não Podemos Avançar

527Pergunta: Como podemos verificar se estamos trazendo contentamento ao Criador? O que devemos sentir?

Resposta: Devemos sentir que temos uma conexão interior com o Criador, ou seja, sentir Sua presença em meu coração, Sua atitude para comigo e minha atitude para com Ele. Em essência, este é o fundamento da conexão.

Pergunta: Sentirei isso internamente, com meu coração, mas existe alguma indicação externa, relacionada ao ambiente, de que estou corretamente direcionado ao Criador?

Resposta: Aprendemos constantemente com as fontes que isso depende do amor pelos amigos, da conexão com eles e da ajuda mútua.

Tudo isso se relaciona com a conexão dentro do grupo. Sem ela, não podemos avançar.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá de 10/11/25, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

Como Evitar Cair Em Um Buraco Nas Reviravoltas Da Vida

760.4Pergunta: Como aprender a aceitar todas as reviravoltas do destino? Diz aqui: “Aceite todas as reviravoltas do destino. É uma imagem divertida”, e assim por diante. Como aprender isso? Hoje em dia, o destino dá voltas bruscas.

Resposta: Você precisa encarar tudo isso com certa empolgação, como um jogo. Quando seu oponente faz um movimento no tabuleiro de xadrez ou joga uma nova carta na mesa, você começa a visualizar sua próxima jogada. Você deve se alegrar por estar em conexão com esse “jogador”. E desejar, por meio dessa conexão com ele, revelar o Criador.

Pergunta: Então, cada uma das minhas reações, essa é a aventura? A minha aventura interior. E todos os meus pensamentos são “como e o quê?”

Resposta: Sim.

Pergunta: Então você disse a frase: “Você se encontra em conexão com o Criador”. Mesmo que esse pensamento não exista de fato dentro de mim, é precisamente isso que leva a essa jornada pela vida?

Resposta: Sim, é isso que você deseja alcançar.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 07/11/25

O Grupo É O Meu Diapasão Espiritual

938.02É impossível medir diretamente nossa atitude mútua ou nossa atitude para com o Criador; ela só pode ser medida em relação a um padrão externo que não está Nele, nem em nós, mas sim entre nós. Nesse padrão, que se interpõe entre nós, podemos encontrar o que nos une e o que nos separa.

Este padrão é o grupo. Se eu me apego aos amigos do grupo, nessa mesma medida, descubro-me em adesão ao Criador. O grupo me dá a capacidade de mensurar parâmetros concretos, a “altura” e o “peso” do meu amor e ódio, através dos quais alcanço a adesão ao Criador.

De acordo com a medida da minha adesão à dezena, posso determinar a medida do meu preenchimento de luz. Afinal, não tenho qualquer possibilidade de medir a luz em si, apenas indiretamente, através do grupo. Através dos desejos compartilhados no grupo, começo a sentir a luz que o preenche.

Só consigo sentir prazer nos meus próprios desejos, e isso não basta. Preciso verificar como, através do prazer nesses desejos, me conecto com aquele que os satisfaz e a quem, por minha vez, eu satisfaço. Portanto, existe a condição de que “Do amor pelos seres criados se chega ao amor do Criador”.

Não podemos julgar a luz em si, mas apenas os desejos que ela satisfaz, assim como não se fala da eletricidade em si, mas apenas dos fenômenos elétricos. É revelador que a eletricidade não passe pelo interior do fio, mas sim ao seu redor.

Portanto, o grupo é o padrão perfeito para minha adesão ao Criador, como um diapasão pelo qual se avalia o som de uma corda em um instrumento musical. Até que eu toque a corda e ela comece a soar, nada se pode dizer sobre ela. Somente pelos desejos (Kelim) é que se pode julgar a luz.

Um exemplo semelhante são as notas musicais, pelas quais avaliamos uma melodia. As notas indicam quais cordas devem ser dedilhadas ou quais teclas devem ser pressionadas. Elas são a partitura dos desejos com os quais trabalhamos para ouvir os sons da música dentro de nós. Uma nota não indica o som em si, mas o instrumento que o produz. Portanto, ao alcançarmos os instrumentos de conexão com o grupo, alcançamos a adesão ao Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 27/08/18

Uma Pessoa Pode Suportar Tudo

508.1Pergunta: Você já disse mais de uma vez que uma pessoa recebe apenas o que pode suportar. O que você quer dizer com isso? Vemos que as pessoas recebem coisas que não conseguem suportar. Ou será que ainda assim conseguem suportá-las?

Resposta: Sim, elas conseguem. O que é que as pessoas não conseguem suportar? Apenas nos parece que elas não conseguem suportar algo ou sobreviver a isso. Não, uma pessoa sobrevive a tudo, suporta tudo e consegue trabalhar em si mesma a tal ponto que nenhuma outra criatura conseguiria suportar tais coisas.

Pergunta: O que significa suportar? Significa aceitar esse golpe? O que significa sair dessa situação?

Resposta: Mesmo concordar, mesmo entender, perceber e passar por isso é chamado de sair de uma descida.

Pergunta: Com base nisso, qual deveria ser o princípio orientador da vida de uma pessoa?

Resposta: O princípio da vida deve ser muito simples: em vez de sentir a mim mesmo, devo sentir os outros; devo viver não dentro de mim, mas dentro dos outros. É isso. Essencialmente, isso leva ao resultado correto.

Pergunta: Então, você está dizendo que se eu me fechar em mim mesmo, a descida é inevitável? Mas se eu estiver sempre aberto aos outros e viver para eles, então sairei rapidamente desses estados.

Resposta: Sim.

Pergunta: Por que são dadas as descidas?

Resposta: Uma descida serve para esvaziar a pessoa do passado, para que ela esteja pronta para ser preenchida pelo futuro. Cada descida e cada subida é uma renovação interior da pessoa.

Pergunta: Até quando uma pessoa pode se renovar? Que ápice ela precisa atingir?

Resposta: Até que ela se renove completamente. Este é um estado em que se retorna à essência da alma. A partir desse ponto, não há mais necessidade de mudanças internas, por assim dizer.

Pergunta: Elas retornam ao seu local permanente?

Resposta: Elas retornam ao seu lugar, ao seu ponto original na alma de Adão.

Pergunta: “A alma de Adão”, você quer dizer que é uma única alma?

Resposta: Sim, uma pessoa retorna ao seu ponto de origem nesta alma. Todo ser humano deve percorrer esse caminho de subidas e descidas para retornar a esse ponto. Não podemos escapar dele.

Pergunta: Sabemos disso de antemão? Sabemos para onde estamos indo?

Resposta: Não podemos saber porque ainda não conseguimos sentir.

Pergunta: Em que momento começo a sentir isso?

Resposta: Na medida em que você realmente se aproxima disso.

Pergunta: Por que nos é dado não sentir isso?

Resposta: Porque ainda não possuímos as qualidades de doação, amor e conexão com os outros, com outras almas, e assim por diante.

Pergunta: Estou caminhando em direção àquela conexão que nos unirá em um todo único? É para lá que estou indo?

Resposta: Sim, portanto, o mandamento, a condição principal, é: “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 11/11/25