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Quando A Guerra Acabará?

293Comentário: Irina pergunta: “Há realmente guerras na espiritualidade? Eu sempre pensei que só havia amor lá”.

Minha Resposta: Desde o início do mundo até o fim, todo o universo, exceto o Criador, a única força superior do amor, todo o resto é construído na batalha dos opostos, ou seja, na guerra.

E o Criador é alcançado por nós quando alcançamos o amor na forma de anulação absoluta do ódio, da guerra e do confronto, ou seja, na anulação completa de todos diante dos outros. Desta forma formamos a imagem do Criador em nós mesmos, nós O criamos. Como é dito: “Vocês Me fizeram”.

Pergunta: Você está falando de uma guerra dentro de cada pessoa agora? Isso é uma guerra espiritual?

Resposta: Sim, e o externo está apenas no nível animal.

Pergunta: Você disse uma vez que as guerras externas ocorrem porque não conduzimos nossas guerras internas adequadamente e, portanto, as guerras externas aparecem. Você pode explicar isso um pouco mais? Eu não terminei minha guerra?

Resposta: Tive que lutar, tive que resistir e tive que ficar, agir à frente das forças da luz contra as forças das trevas dentro de mim, e assim ver como com isso estou movendo o mundo em direção a um estado de conexão, reaproximação e amor em todas as suas peças opostas. Desta forma eu trago o estado de guerra para o estado de paz real.

A palavra é “Shalom”, “Shlemut”, conexão completa (“Ashlama”).

De alguma forma, eu ainda não terminei algo em algum lugar e, portanto, dei a oportunidade de se manifestar na forma mais baixa, neste mundo físico.

Pergunta: Então agora, para parar esta guerra externa, eu tenho que voltar novamente às minhas guerras internas?

Resposta: Eu tenho que fazer isso, e todo mundo tem que fazer. Como a guerra é externa, ela existe apenas para nos levar a uma conexão interna.

Pergunta: Então a resolução da guerra por forças externas onde alguém ganhou e alguém perdeu não é a solução da guerra?

Resposta: Claro que não.

Pergunta: Então haverá a próxima guerra?

Resposta: Claro! Não resolvemos nada com isso. Isso se resolve na estrada, no caminho: como continuar a próxima página da guerra.

Pergunta: Então a próxima página da guerra, de uma forma ou de outra, ocorrerá? E talvez ainda mais assustadora?

Resposta: Claro que será mais assustadora. O mais importante é determinar rapidamente no início do conflito o que é e extingui-lo conectando e complementando as partes conflitantes para que elas revelem o Criador.

Pergunta: Digamos que há duas partes conflitantes que se odeiam. Como elas podem parar de repente no início de um conflito?

Resposta: Elevem-se entre si, elevem-se acima de si mesmos, imaginem como seria o mundo se estivessem tão unidos que não pudessem distinguir um do outro, mas apenas sentissem a conexão entre eles.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 07/03/22

Dois Lados De Uma Guerra

294.2Pergunta: Por um lado, todas as guerras, por assim dizer, revelam maior conflito entre as pessoas, portanto o ódio se manifesta. Por muito tempo depois da guerra, as pessoas se odiavam por centenas de anos. Isso é contra a direção da natureza, que nos integra?

Resposta: Sim, mas exacerba, destaca e revela todas as razões que existem entre os povos, e há algo a corrigir. Em princípio, em todas as fontes primárias, está escrito que o ódio é inerente ao desígnio da criação e, quando se manifesta, é bom. Isso já é meio passo para corrigi-lo. As pessoas só precisam descobrir como fazer isso.

Pergunta: Por outro lado, quando as pessoas participam de hostilidades, isso as aproxima muito, elas sentem o gosto da unidade. Deste ponto de vista a natureza nos ensina de alguma forma?

Resposta: Sim, claro. Portanto, muitas pessoas amam os militares.

Pergunta: A guerra está sempre associada ao medo animal. Esse medo por si mesmo, pelo próprio corpo, pela vida e pelos parentes pode ser transformado em temor a um poder superior?

Resposta: Não diretamente, mas pode. Pode nos ajudar a sair do medo animal e nos elevar ao medo humano.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 01/03/22

Uma Guerra: Dois Objetivos

220Pergunta: A guerra forma um tipo especial de personalidade, um tipo especial de psicologia de um participante em combate. Você acha que uma pessoa que esteve em uma guerra está mais predisposta ao desenvolvimento espiritual?

Resposta: Pode ser o contrário. Ela já entende o que é e realmente não quer, ao contrário de um menino que está disposto a tentar de tudo.

Comentário: Há sempre um espírito de unidade na guerra, e mais tarde as pessoas se lembram desses estados.

Minha Resposta: Podemos dizer que isso é um subproduto. É necessário para vencer.

Comentário: A natureza nos move para nos aproximarmos uns dos outros, para a unidade.

Minha Resposta: Este é um assunto completamente diferente. Há causa e há efeito. Se a razão é que vou à guerra para me unir aos outros e criar um certo estado comum, uma comunidade, esta é uma guerra diferente. Esta é uma guerra contra nós mesmos, contra o egoísmo que está dentro de nós e não nos dá a oportunidade de nos unir.

No entanto, se vamos matar ou conquistar alguém, nossa conexão é egoísta e visa derrotar alguém. Este é um objetivo completamente diferente.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 01/03/22

Guerra E Oração

507.04Pergunta: Se a guerra se manifesta na matéria, nas forças brutas da natureza, e não dentro de uma pessoa ou na humanidade, isso significa que a humanidade perdeu a guerra interna? Ou não é tão claro?

Resposta: Há uma luta constante em diferentes níveis. Às vezes, isso se transforma em uma guerra e continua.

Pergunta: Se uma guerra estourar, em princípio, não é mais possível evitá-la com orações?

Resposta: Sim, como se diz: “O poder foi dado a um anjo mau, uma má inclinação”.

Pergunta: O pior é que nada pode ser evitado. Vemos o tempo todo que uma pessoa não acredita que algo possa acontecer e até o último momento pensa que tudo vai passar. E quando tudo começa, já é tarde demais, você não pode fugir e as orações não ajudam. Só o tempo vai ajudar.

Resposta: Não só isso. Você ainda precisa tentar fazer uma correção em um nível mais alto. Ou seja, anexar mais participantes à correção, e ela será mais poderosa e, de alguma forma, poderá até suprimir o mal que está chegando no momento.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 01/03/22

Como Deve Ser A Nova Economia?

962.5Pergunta: Como você acha que a nova economia deveria ser?

Resposta: A nova economia deve ser econômica. Uma pessoa não deve extrair tudo do solo, do ar ou da água. Ela deve ser guiada por uma vida mais harmoniosa e consumir o quanto precisar, e não roubar e nem saquear. Nosso planeta não é sem fundo. Não nos permitirá continuar a agir assim.

Pergunta: Aonde chegaremos?

Resposta: Na verdade, ao fato de que não sobrará nada. É como, por exemplo, pais que deixam para seus filhos alguns milhões de dólares, e ele os toma e os desperdiça em um ano.

De KabTV, “Encontros com a Cabalá”, 05/01/22

“A Anistia Internacional Está Afirmando Que A Política De Israel Contra A Palestina É Equivalente Ao Apartheid. Isso É Uma Distorção Grosseira Ou Um Reflexo Preciso Da Situação? O Que Você Acha?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: A Anistia Internacional Afirma Que A Política De Israel Contra A Palestina É Equivalente Ao Apartheid. Isso É Uma Distorção Grosseira Ou Um Reflexo Preciso Da Situação? O Que Você Acha?

Em vez de discutir se o relatório é uma distorção grosseira ou um reflexo preciso da situação, há fatores mais profundos em ação na narrativa de “Israel como um estado de apartheid”. Embora o relatório descreva Israel como conduzindo políticas de apartheid em relação aos palestinos e também aos árabes israelenses, as visões negativas sobre Israel são de fato originadas nas relações egoístas entre o próprio povo judeu.

Abertamente, não encontramos relatos sobre conexões negativas entre judeus, mas secretamente, há um sentimento profundamente semeado nas nações do mundo de que o povo judeu deve ao mundo um método de correção das relações humanas até o ponto de “ame seu próximo como a ti mesmo”, e que os judeus não estão conseguindo fornecer este método. O sentimento do povo judeu não fornecer ao mundo um método para superar os impulsos divisivos é o que, em última análise, se forma como visões negativas que as nações do mundo mantêm em relação ao povo de Israel e a narrativa de “Israel como um estado de apartheid” é uma dessas consequências. É como o Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) escreve em seus “Escritos da Última Geração”: “É fato que Israel é odiado por todas as nações, seja por motivos religiosos, raciais, capitalistas, comunistas, cosmopolitas, etc. É assim porque o ódio precede todas as razões, mas cada uma apenas resolve seu ódio de acordo com sua própria psicologia”.

Em suma, a conexão é uma lei da natureza e o povo de Israel foi estabelecido como um canal pelo qual passar a conexão nos níveis mais profundos da natureza para a humanidade. A solução para as crescentes visões negativas sobre o povo de Israel é, portanto, que eles percebam seu papel no mundo, ou seja, implementem o método que leva a “amar o próximo como a si mesmo”. Como tal, eles se tornam “uma luz para as nações”, ou seja, um canal para a tendência de “amar o próximo como a si mesmo” se espalhar pelo mundo. Pelo contrário, sua falha em realizar este método impede que tal tendência se espalhe pelo mundo, e o mundo sente cada vez mais que o povo de Israel é uma fonte de escuridão, até um ponto em que o mundo sentirá que não há o direito desta nação existir.

Portanto, não temos escolha a não ser começar a aumentar nossas conexões positivas um com o outro até o pico do amor. Ao fazer isso, inverteríamos o mal em bem e veríamos paz e harmonia em todo o mundo. Da mesma forma, descobriríamos que o mundo inverteria sua atitude em relação a nós de negativa para positiva.

Baseado no vídeo “Por que a narrativa ‘de Israel como um Estado de Apartheid ganha cada vez mais atenção?” com o Cabalista Dr. Michael Laitman e Oren Levi. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

Quem Moldará A Felicidade Para Nós?

65Pergunta: Uma parábola antiga diz que Deus moldou um homem de barro e ele tinha um pedaço não usado. “O que mais posso moldar para você?” Deus perguntou. “Molda-me a felicidade”, respondeu o homem. Deus não respondeu e apenas colocou o pedaço de barro restante na palma da mão do homem.

Onde está aquele pedaço de barro que uma pessoa pode usar para deixar de ser um animal e experimentar-se na perfeição e na eternidade?

Resposta: Está aqui. Ele só precisa ser visto.

Pergunta: Onde está essa linha? Onde está este ponto?

Resposta: Eu acho que este é o livro Cabalístico central O Livro do Zohar. Todos os outros materiais Cabalísiticos se reúnem em torno dele. Ele nos revela como alcançar a felicidade.

A partir do nível seguinte, o nível do Criador, devemos atrair a força que nos criou, nos conduziu através de todas as metamorfoses através de toda a história até nosso estado presente, e se manifestou em nós e causou esta questão desde dentro, para que possamos agora atrar esta força para nós mesmos e começarmos a nos elevar ao seu nível.

Mas o próprio homem deve dar o salto do nível animal para o nível do Criador. Em todos os outros níveis — inanimado, vegetativo e animal — subimos automaticamente. A natureza tem nos movido e evoluído constantemente. E agora devemos nos elevar.

É por isso que a Cabalá é revelada. É o instrumento com o qual devemos entrar na nova dimensão. Tornar-se igual ao Criador é nosso objetivo; portanto, uma pessoa é chamada de “Adão”, isto é, semelhante ao Criador. Somente alcançando isso, preencheremos todos os nossos vazios e nos tornaremos verdadeiramente felizes.

Esse pedaço de “barro” que o Criador colocou em nossas mãos é a Cabala como um método de alcançar a felicidade.

Pergunta: Em princípio, pode-se dizer que todo o desenvolvimento de uma pessoa e toda a sua vida visam realizar a futilidade e a insignificância de seus desejos?

Resposta: Mas todos esses desejos estão corretos. Pelo contrário, eles nos levam adiante. Nada precisa ser limpo. Tudo o que está dentro e fora de nós é especialmente criado para que possamos usá-lo corretamente e realizá-lo para alcançar o objetivo mais elevado.

Então descobriremos que em cada um de nós não há uma única má qualidade, nenhuma má qualidade. O Criador amassou “argila” em nós com todos os tipos de pequenas coisas dentro para que todos ocupassem o estado mais perfeito para si.

De KabTV “Close-Up, Resumindo”, 07/04/10

“Lá Vem Outra Onda” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Lá Vem Outra Onda

Enquanto a mídia está ocupada cobrindo a guerra na Ucrânia, a Covid voltou a assombrar a humanidade. Na China, mais de cinquenta milhões de pessoas estão em quarentena; em Hong Kong, o número de mortos está aumentando; em Israel, o número de reprodução (R) está subindo rapidamente e agora está bem além da marca de propagação de 1. Se pensávamos que a Ômicron era contagiosa, a nova cepa, BA.2, é 30% mais, e variantes híbridas como a Deltacron também estão surgindo. Novas cepas e novas ondas continuarão aparecendo até aprendermos tudo o que precisamos aprender com o vírus.

O vírus não está aqui para nos ensinar sobre si mesmo; está aqui para nos ensinar sobre nós. Pensamos nessas ondas como ondas de Covid-19, mas não são. A linhagem original praticamente desapareceu; estamos lidando com um vírus diferente porque nós mesmos somos diferentes. É por isso que as vacinas que derrotaram a cepa original não são mais eficazes.

Como eu disse desde a primeira aparição do vírus no início de 2020, esse vírus, ou seus “parentes”, veio para ficar. Ele precisa nos ensinar a viver de forma mais pacífica e harmoniosa uns com os outros e com a natureza, e não vai embora até que aprendamos.

Podemos não ter notado, mas o vírus já ensinou muito. Nossas aspirações de carreira mudaram drasticamente. De repente, todo mundo está falando sobre A Grande Demissão e o fato de que tantas pessoas agora preferem trabalhar em casa.

Muitas pessoas também se contentaram com menos dinheiro em troca de mais paz de espírito. O movimento em direção a uma semana de trabalho de quatro dias também está ganhando força em todo o mundo. Mesmo na Ásia, conhecida por seu vício em trabalho, grandes corporações como a Panasonic e outras mudaram ou estão em processo de mudança para uma semana de trabalho de quatro dias.

A educação tradicional também está caindo em desgraça. “Até 2019, o número de alunos educados em casa vinha crescendo entre 2% e 8% a cada ano. De 2019 ao outono de 2020, a porcentagem de alunos educados em casa mudou de 3,4% para 9%.” De acordo com o National Home Education Research Institute, “havia cerca de 3,7 milhões de alunos em casa em 2020-2021 nas séries K-12 nos Estados Unidos (aproximadamente 6% a 7% das crianças em idade escolar)”.

Estas não são pequenas alterações. Menos pessoas trabalhando significa consumo mais modesto, menos congestionamento nas estradas, especialmente se as pessoas estiverem trabalhando em casa, e mais tempo para a família. Da mesma forma, crianças educadas em casa exigem que os pais fiquem em casa e cuidem da educação e ocupação dos filhos. Isso, novamente, afeta muitos outros aspectos da sociedade.

É por isso que acho que a Covid não é um castigo, mas uma correção. A única razão pela qual sentimos essa correção como dolorosa é que nos ressentimos da mudança, então a natureza nos impõe.

Em nosso nível atual de narcisismo, sem restrições externas, podemos destruir a nós mesmos e ao mundo conosco. A guerra na Ucrânia é apenas um exemplo do que o orgulho e a fome de poder podem infligir. Portanto, acho que devemos ser gratos às restrições da Covid. Estamos contando suas vítimas, mas não temos ideia de quais catástrofes seu aparecimento evitou.

Dito isto, não creio que devamos continuar a sofrer as suas restrições. Como a natureza nos impõe correções e não temos escolha a não ser obedecer, como é claramente o caso, podemos impor essas correções a nós mesmos em vez de convidar bacilos1 desagradáveis a fazer isso por nós.

Tudo o que precisamos corrigir é nosso comportamento egoísta. Para fazer isso, precisamos estar cientes de que, em um mundo que se tornou totalmente interconectado, pensar que podemos pegar tudo o que queremos independentemente dos outros e aproveitar a dor alheia não é apenas imprudente, mas destrutivo para todos, inclusive para nós mesmos.

Precisamos entender que se queremos subjugar outras pessoas, mesmo em pensamento, muito menos em ação, estamos prejudicando a nós mesmos e ao nosso meio ambiente. Nenhum outro ser além dos humanos tem pensamentos tão maus e narcisistas. Se os aniquilarmos de dentro de nós, poremos fim à guerra, à fome, à exploração, ao abuso, à tirania e a tudo o mais que assola nosso mundo. Se estivermos relutantes em aprender, os vírus eliminarão essas pragas da humanidade.

“Fome Insaciável De Poder Do Homem” (Medium)


Medium publicou meu novo artigo: “Fome Insaciável De Poder Do Homem

Desde o início dos tempos, o homem ansiava pelo poder. Desde o início dos tempos, as lutas pelo poder perturbaram a vida pacífica das pessoas. Hoje, também, a fome de poder está causando estragos e destruindo inúmeras vidas. O poder transforma as pessoas em valentões. Não podemos matá-lo, mas podemos usá-lo positivamente. A menos que aprendamos como fazer isso, ele destruirá a todos nós.

Pode-se dizer que a fome de poder é a principal característica do homem. Queremos controlar tudo ao nosso redor. Isso é verdade não apenas para governantes impiedosos, mas para todo ser humano.

A fome de poder existe dentro de nós desde o momento em que nascemos. Veja como os bebês pegam tudo o que sua mão pode segurar. Isso também é um desejo de controlar, de manter. É o estado de ser fundamental do nosso desejo: querer possuir e controlar tudo o que vejo, colocá-lo sob meu governo, para que eu esteja no controle e tudo o mais seja subordinado a mim.

Em outras palavras, a fome de poder começa nas necessidades mais básicas e aumenta para níveis em que as pessoas perdem a capacidade de julgar corretamente por causa de sua obsessão pelo poder. O desejo inicial é natural, mas nos humanos evolui para um monstro desastroso.

O problema não é que queremos algo, mas que nossos desejos crescem além do nível em que podemos equilibrá-los. No final, tornam-se desejos não apenas de conseguir o que queremos, mas principalmente de impedir que outros consigam o que querem e de tê-los à minha mercê.

Existem duas forças fundamentais na existência: atração e rejeição. Elas se manifestam em todos os níveis: físico, biológico, emocional e moral. Em toda a natureza, os opostos se equilibram. Nos seres humanos, a força de atração cresce de geração em geração e continua crescendo ao longo de nossas vidas até crescer fora de equilíbrio e fora de controle. Para manter o equilíbrio que o resto da natureza mantém naturalmente, devemos aprender a fazer isso.

Desde cedo na vida, devemos ensinar às crianças sobre a natureza humana, como podemos mantê-la sob controle, quais objetivos devemos estabelecer para nós mesmos e como alcançá-los de maneira construtiva para nós mesmos e para a sociedade. Precisamos mostrar às crianças quais ambientes sociais são bons para elas e quais não são, e por quê, e mostrar a elas o mal que o egoísmo imprudente pode infligir.

Uma vez que as pessoas tenham adquirido controle sobre seu ego, elas podem usá-lo de forma positiva e construtiva. Se tais pessoas desejam governar, uma vez que tenham aprendido a governar seu ego, elas podem se tornar grandes governantes. Elas serão capazes de resistir à intensificação e inflação do ego e, em vez de dizer l’état, c’est moi (o Estado sou eu), como fez Luís XIV, elas se sentirão humilhadas pelo privilégio que o público doou-lhes para conduzi-lo com sabedoria.

Na verdade, um líder deve ter um sentimento inerente de indignidade. A menos que um líder sinta que outras pessoas sabem melhor, são mais capazes ou têm mais experiência e sabedoria, nada o impedirá de se tornar um tirano. No entanto, a humildade e um certo sentimento de inferioridade freiam o ego e permitem que o líder permaneça atento, agradecido e, acima de tudo, atencioso.

A Guerra É Uma Correção De Forma Dramática

293Pergunta: Várias guerras ocorreram ao longo da história: guerras civis, religiosas, frias e de informação. Existe alguma diferença entre os tipos de guerras em termos de correção da humanidade?

Resposta: Praticamente não. Todas as guerras são a falta de equilíbrio entre as linhas direita e esquerda, entre o bem e o mal, entre a propriedade de doar e a propriedade de receber. Isso acontece o tempo todo apenas em diferentes níveis.

Comentário: Em nosso mundo é muito difícil descobrir onde estão o bem e o mal porque, em princípio, toda a história é escrita pelos vencedores.

Minha Resposta: Não importa. Estamos falando do que está acontecendo, não como eles julgam e o que eles escrevem.

Pergunta: Então, em nosso mundo, não existe um lado bom e o outro mau?

Resposta: Você ainda pode dizer que as pessoas que abrem fogo e matam outras são más.

Comentário: Mas elas também têm suas desculpas.

Minha Resposta: Não importa. Um homem matando outro homem é o maior mal.

Pergunta: Existem até mesmo leis claras na Torá que você pode matar somente quando alguém vem até você e quer matá-lo. A guerra sempre significa que muitos jovens morrem. Qual é o ponto em tudo isso?

Resposta: A guerra também é uma correção, mas de uma forma muito acentuada e dramática.

Pergunta: Importa como uma pessoa morre?

Resposta: Existem quatro tipos de matar uma pessoa: queimadura, apedrejamento, corte da cabeça, estrangulamento. Mas, em princípio, como uma pessoa morre depende da raiz de sua alma.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 01/03/22