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“Combater O Estresse Crescente Devido Às Mudanças Climáticas” (Kabnet)


Meu novo artigo na KabNET: “Combater O Estresse Crescente Devido Às Mudanças Climáticas”

O aquecimento global é um tópico em chamas. Ondas de calor extremas, sem paralelos na história humana, tornaram-se uma fonte de estresse crescente, um problema que já não percebemos de longe, mas em nossa própria pele.

Estima-se que o estresse calórico custará à economia global US$ 2,4 trilhões por ano na próxima década, de acordo com as Nações Unidas, mas o impacto sobre a saúde mental não é menos preocupante. Os americanos já estão entre as pessoas mais estressadas do mundo, e o aquecimento global de hoje não está contribuindo para aliviar a pressão, particularmente entre a geração jovem.

O calor extremo pode representar riscos à saúde que não permitirão que as pessoas trabalhem, particularmente ao ar livre, levando à perda de 80 milhões de empregos em todo o mundo até 2030. Essas são projeções desfavoráveis ​​da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que lembram que não há tempo a esperar. Enfrentar o estado atual exigirá novos paradigmas, uma maneira completamente nova de pensar, já que as anteriores nos levaram a uma realidade precária.

Estudos recentes revelam que as pessoas que sentem mais o calor são a nova geração. Ao mesmo tempo, eles são os agentes autorizados a mudar o mundo fracassado herdado de seus pais e avós. Mas há um problema: uns surpreendentes 90% da Geração Z entre as idades de 15 e 21 anos relatam a pior saúde mental que qualquer geração nos EUA, o nível mais alto de estresse, de acordo com a American Psychological Association. O estresse relatado é devido à violência armada, turbulência política e problemas pessoais. É a população mais vulnerável em termos de bem-estar mental, e agora um novo e assustador desafio foi imposto a eles: carregar sobre seus ombros a responsabilidade pelo futuro.

 “Precisamos encorajar e apoiar a geração jovem para lubrificar as rodas da recuperação, levando a humanidade a um estado de tranquilidade e equilíbrio em todos os níveis da natureza”.

O sucesso da nova geração em inverter a situação dependerá de como eles começarão a se comportar. A geração mais velha – por sua busca imprudente de novas indústrias e desenvolvimento – está destruindo nosso planeta. Precisamos apoiar os esforços da nova geração para acabar com essa tendência apressada e descuidada. Precisamos entender que o mundo é integral, interdependente e cada vez mais interconectado. Portanto, toda ação impacta todo o sistema: a Terra, o cosmos e a nós mesmos. Mas mesmo antes das ações, o maior poder que temos é o poder do pensamento.

Se nos aproximarmos uns dos outros, conectados através do poder do pensamento, ou seja, intenções positivas para beneficiar uns aos outros, seremos capazes de deter o aquecimento global e a deterioração do planeta. No entanto, a preocupação e os pensamentos de um indivíduo sozinhos não produzirão resultados. A força que gerará uma mudança verdadeira e efetiva só pode ser ativada coletivamente.

Como nossas relações podem ser uma força tão poderosa capaz de mudar nosso ambiente? A razão é que o nível humano – o mais elevado e mais desenvolvido na natureza – é precisamente onde o problema reside. Nossa natureza egoísta – ganho pessoal à custa dos outros – é a força mais prejudicial e destrutiva da natureza, afetando negativamente os níveis inferiores da natureza: inanimado, vegetativo e animado. Portanto, o caminho para restaurar o equilíbrio da natureza é reparar nossa conexão quebrada como seres humanos, a causa fundamental do desequilíbrio ecológico.

É claro que em um mundo onde pelo menos uma dúzia de países tem capacidade nuclear, não pode haver uma solução egoísta no nível físico. Nós apenas temos que mudar a nós mesmos, nossa atitude e comportamento uns para com os outros, a fim de recuperar a harmonia do nosso ecossistema.

A hora para isso é agora. Portanto, precisamos encorajar e apoiar a geração jovem para lubrificar as rodas da recuperação, levando a humanidade a um estado de tranquilidade e equilíbrio em todos os níveis da natureza.

Adicione A Força Do Bem À Força Do Mal

laitman_923Após a destruição do Templo e a saída da espiritualidade, as pessoas decidiram diminuir seus relacionamentos até o nível mais baixo: em vez de uma conexão interna de coração para coração, elas apenas se tornaram exteriormente educadas umas com as outras. Assim, foram criadas leis externas que determinam como agir no campo, como tratar o boi ou o burro de outra pessoa e a propriedade do vizinho, a fim de, pelo menos, não roubar e prejudicar um ao outro.

Se é impossível se conectar com os corações, pelo menos não permita que o ódio exploda entre nós. Portanto, no nível terreno e corporal, era necessário estabelecer todos os tipos de leis de comportamento, que, como se refletissem as leis espirituais. Se não há amor pelo próximo como por si mesmo, então pelo menos não faça aos outros o que você não deseja para si mesmo.

Assim, os relacionamentos foram reduzidos do nível do coração para o nível corporal das mãos, pés e língua. Em vez de nos conectarmos de todo o coração aberto, começamos a seguir instruções, verificando cada vez no livro o que deveríamos dizer ao outro para não ofender o outro. Afinal, não havia outro jeito.

Acontece que, externamente, os relacionamentos eram extremamente educados para não ofender o outro de forma alguma, mas internamente, cada um odiava os outros e não queria se aproximar deles. Mas a principal lei da Torá é amar o próximo como a si mesmo.1

A conexão é alcançada não através da mudança de todos, mudando sua opinião, compreensão e coração. Pelo contrário, com toda a diversidade de opiniões, devemos nos erguer acima de todas as contradições e nos conectar uns com os outros lá. Caso contrário, nunca chegaremos à unidade.

O povo de Israel deve se conectar em dois níveis, como está escrito: “o amor cobrirá (o segundo andar) todos os crimes (o primeiro andar)”. Vamos aprender como fazer esse saboroso sanduíche em que amor e ódio, mais e menos, doce junto com amargo e salgado, combinam-se. Um não pode ficar sem o outro.

Toda a criação deve existir de tal forma, e isso só acontecerá se o povo de Israel implementar essa abordagem correta e direcionar todos os outros para ela. É por isso que precisamos aprender a nos conectar acima de todas as diferenças, ódio e rejeição entre nós. Por um lado, estamos prontos para nos estrangular, mas, ao mesmo tempo, nos abraçamos e existimos entre esses dois estados na linha média.

Portanto, cada um de nós está correto: eu, você e ele, estamos certos, cada um a seu modo. Mas, para a verdade e a justiça comuns, é necessário elevar-se acima de todos no amor que cobre todas as diferenças. Devemos aprender tal fé acima da razão, a linha média, a ascensão acima da natureza humana egoísta. Isso é chamado existência no nível espiritual.

Assim que aprendermos a fazer isso e sairmos do egoísmo, elevando-nos acima das nuvens, acima deste mundo, acima da força da recepção egoísta, nos encontraremos no mundo aberto e começaremos a sentir a realidade espiritual.

A correção é adicionar a força do bem à força do mal, egoísta. O Criador criou a força do mal e Ele nos dará a força do bem conforme o nosso pedido. É dito sobre isso: (Profetas, Isaías 45:7) “Quem forma a luz e cria as trevas, Quem faz a paz e cria o mal; Eu sou o Senhor, que faz tudo isso”. Isto é, tudo vem do Criador. Mas precisamos conectar a luz e a escuridão para que “as trevas brilhem como luz”.

A conexão entre todos deve surgir acima do ódio, porque todo mundo odeia todos os outros, inclusive a si mesmo. Somente a sabedoria da Cabalá, que nos ensina sobre a linha média, pode ensinar sobre tal conexão. Dentro deste sanduíche que construímos entre o primeiro e o segundo andar, entre ódio e amor, revelamos o Criador e nos aderimos a Ele, alcançando uma existência eterna e perfeita.

Não é necessário destruir o mal; basta entender que ele é o alicerce ao qual devemos acrescentar o bem. Portanto, eu estou pronto para encontrar alguém que me odeie. Eu não o vejo como um adversário, mas como um parceiro para alcançar um novo estado ao qual todos nós precisamos chegar.2

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/7/19, Tishaa BeAv (Dia Nove de Av)
1 Minuto 05:35
2 Minuto 26:30

“Como Um Judeu Americano, Eu Estou Horrorizado Com O Antissemitismo E Racismo … Em Que Ponto Faz Sentido Deixar Os EUA?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: “Como Um Judeu Americano, Estou Horrorizado Com O Antissemitismo E O Racismo Que Parece Ter Escorregado Debaixo De Uma Rocha Desde Que Donald Trump Foi Eleito. Em Que Ponto Faz Sentido Deixar Os EUA? O Que Teria Que Acontecer Para Você Sair? “

Não vai ajudar você deixar a América. Não pense que, deixando a América, você fará bem para si mesmo e para o mundo. Para causar um impacto positivo no mundo, o que também colocará um fim no antissemitismo e no racismo, você precisará começar a entender o que as nações do mundo exigem de você e o que você precisa corrigir. Seu bom futuro depende apenas disso. Portanto, eu recomendo, o mais rápido possível, reconhecer qual é o papel dos judeus em relação a todas as nações do mundo, e vamos abordar este trabalho porque, ao fazê-lo, asseguramos um bom mundo para eles, para todos nós, e nossas futuras gerações.

A Estrutura Do Universo, Parte 7

laitman_548.03Mundos Superiores – Graus da Revelação da Luz

Pergunta: Os diferentes graus de ocultação da luz do Criador são chamados de mundos?

Resposta: As revelações da luz do Criador em mim são chamadas de mundos. “Paz”, em hebraico: “Olam” (Alama) vem da palavra “esconder”.

Pergunta: Então, isso não é sobre alguns mundos como nós pensamos em mundos?

Resposta: Não. Não há parâmetros físicos neles. Eu os sinto apenas em mim mesmo, no meu desejo.

Pergunta: Os Cabalistas dividiram isso em cinco mundos. Isso significa que se eu ocultar a luz do Criador do meu desejo de receber em 100%, é o mundo mais alto de Keter?

Resposta: Não, pelo contrário. Quando me oculto completamente, é o mundo de Assiya. Acima dele, quando me oculto um pouco menos, é o mundo de Yetzira. Em seguida é o mundo de Beria. E quando eu começo a revelar seriamente a luz, é o mundo de Atzilut. A revelação completa da luz é chamada de mundo de Adam Kadmon. Assim, temos todos em todos os cinco mundos.

Pergunta: Todos esses mundos vêm antes da criação do nosso mundo?

Resposta: Nosso mundo, como dizem, é ilusório. É como se não existisse no mundo espiritual porque é totalmente construído na recepção. É o estágio preliminar do mundo de Assiya (o retângulo vermelho no desenho) – um estado supostamente existente.

Pergunta: Quem descreveu esses mundos e quando o fizeram?

Resposta: Os Cabalistas têm descrito tudo isso há milhares de anos. A primeira descoberta dos mundos foi feita por Adão. O que chegou até nós e é descrito na Torá foi escrito por ele e seus alunos Shem, Ham e Yefet.

Pergunta: Então esta informação existe há milhares de anos?

Resposta: Faz quase 6.000 anos desde a época de Adão. Esse conhecimento foi passado de geração em geração: 10 gerações de Adão até Noé e de Noé até Abraão outras 10 gerações, e então, como descrito na Torá, de Abraão até nós.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 27/11/18

Eu Me Responsabilizo

laitman_962.7A nação de Israel é um grupo incomum, porque nossa conexão não está em um nível corpóreo e, portanto, é muito instável. Aparentemente ela nos conecta em algum lugar acima, mas não sentimos nenhuma conexão mútua. Tudo isso é por causa de nossos grandes egos que nos separam. Não há conexão natural, corpórea e mundana; existe apenas uma conexão espiritual, que evita nossos sentidos.

Baal HaSulam escreve que apenas problemas comuns nos unem, como irmãos no infortúnio. Assim, nos assemelhamos a um monte de nozes em uma bolsa unidas apenas pela bolsa, o que não as deixa dispersas. Portanto, nossa única esperança é uma educação pública, um movimento em direção à unidade nacional capaz de inflamar o amor pela nação dentro do povo, para que nos sintamos como um só corpo.

Devemos nos sentir não como irmãos no infortúnio, como fazemos hoje, mas precisamos sentir a conexão natural e eterna que existe dentro de cada um de nós, da qual ninguém pode se esconder. É a luz superior que nos mantém juntos. Outras nações estão conectadas instintivamente pela própria natureza, sentindo um sentimento de pertencer à sua nação. Mas para o povo de Israel, essa conexão requer nossa participação, devemos tirá-la de cima de nós mesmos.

Este amor existiu entre nós na época de Abraão, o fundador da nação de Israel. Mas depois da destruição do Templo, começou a desaparecer e ficou completamente perdido ao longo dos anos do exílio. Precisamos reconstruir esse amor agora para que seja natural e espiritual. Afinal, não há amor corpóreo entre nós e não queremos a conexão um com o outro como as outras nações. Não sobrou nada do amor nacional após os dois mil anos de exílio.1

Eu tenho que fazer tudo para despertar o grupo. Independentemente da resposta deles, eu continuo fazendo tudo para uni-los: orando silenciosamente pelos meus amigos, e fazendo vários atos que todos possam ver, liderando pelo exemplo. Ao fazer isso, não dependo de ninguém além do Criador, por isso peço a Ele que me dê a força e o desejo. Então, eu me volto aos meus amigos e tento inspirá-los. Eu me responsabilizo: “Se eu não for por mim, quem será por mim?”2

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/19, Escritos do Baal HaSulam, Jornal, “A Nação”
1 Minuto 1:00 – 1:19
2 Minuto 12:00

Sua Adição Ao Gmar Tikkun

laitman_961.2Mesmo quando um homenzinho no fundo pede e exige, ele passa sua deficiência até a própria Malchut de Ein Sof . Em resposta, a luz do infinito desce sobre ele, passando por todos os graus e deixando um registro sobre este indivíduo em cada um deles. Este fio, que se estende de cima para baixo, é gravado em seu nome. Assim, toda vez que ele eleva uma deficiência e traz um pouco de luz, ele investe sua parte, sua adição ao fim geral da correção.1

A realização de um Cabalista depende de seu estado, caráter e da altura da raiz de sua alma. No entanto, um Cabalista não aspira a obter discernimento na espiritualidade tanto quanto possível; ele quer ver apenas o que é benéfico para a correção. Se a revelação não é para o benefício da correção, ele “esconde sua face”. A oração dos justos se eleva apenas para a correção, e ele deve cuidar da tela que lhe permitirá aceitar a revelação somente à luz de Hassadim, não para o seu próprio bem.2

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá, 31/07/19, Escritos de Baal HaSulam “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, Item 160
1 Minuto 42:30
2 Minuto 43:40

“A Causa Dos Disparos Em Massa Recorrentes Na América (Parte 2)” (Newsmax)


Meu artigo na Newsmax: “A Causa Dos Disparos Em Massa Recorrentes Na América (Parte 2)”

O clima político e social divisivo de hoje nos EUA, um caldeirão dentro de uma sociedade fervilhante que entra em erupção em tiroteios em massa recorrentes, se assemelha a uma versão moderna da antiga Babilônia, 4.000 anos atrás. Um olhar sobre como a crise foi tratada naquele importante período da história nos dará as chaves para uma coexistência mais harmoniosa hoje.

Os antigos babilônios começaram como uma civilização unida. No final, eles experimentaram um crescimento em seus egos. Como resultado, começaram a explorar uns aos outros para ganho pessoal e sentiram uma crescente divisão social com seus conflitos e dificuldades.

Incomodado com a crescente divisão e ódio na sociedade, um sábio babilônico, Abraão, começou a promover seu método – um método de conexão – que tinha como premissa a ideia de que, alcançando uma conexão entre a sociedade humana, alcançamos equilíbrio com a tendência de conexão da natureza e, assim, experimentamos uma infinidade de resultados positivos: paz, amor, felicidade e significado para citar alguns. Ele convidou qualquer um que quisesse aprender os caminhos da natureza: como a natureza é fundamentalmente uma qualidade de conexão, doação e amor, e como a sociedade humana poderia se elevar acima de seus impulsos divisivos para se harmonizar com a natureza.

As pessoas que vieram até Abraão formaram um grupo.

Este grupo ficou conhecido como “os judeus”, que significa “um povo unido” (a palavra hebraica para “judeu” [Yehudi] vem da palavra para “unido” [yihudi] [Yaarot Devash, Parte 2, Drush no. 2]). Isto é, os judeus nunca foram um povo biologicamente conectado, mas um ajuntamento de pessoas que sentiam os problemas das divisões crescentes de sua civilização, e que a solução para esses problemas estava em aprender e aplicar as leis da natureza à sociedade humana.

A rejeição de viver de acordo com um paradigma egoísta destrutivo, por um lado, e a atração pela ideia e método unificadores que Abraão ensinou, por outro, acabaram por se acumular na conquista, por um grupo, de uma percepção e sensação de vida novas e unificadas.

Eles aprenderam a não cair nas exigências do ego por autorrealização por conta dos outros, e também experimentaram novas sensações exaltadas além dos prazeres oferecidos em qualquer outro lugar, resultantes de seus esforços mútuos para se unir. Sua unidade então se espalhou por toda a consciência humana da época, como aparentemente do nada, as pessoas começaram a pensar e agir de forma mais positiva, pacífica e atenciosamente umas com as outras.

O sublime estado de unidade em expansão por toda a civilização humana veio e se foi, quando o ego humano acabou por ultrapassar o nível de unidade que o grupo liderado por Abraão alcançou.

No entanto, o imenso significado do que esse grupo conhecido como “os judeus” alcançou – a unidade acima da divisão – permaneceu ao longo da história, continuando em nossa era, como uma impressão inconsciente na humanidade. Em sua forma positiva, esta impressão é de que os judeus têm algo especial que outras nações não têm. Em sua forma negativa, esta impressão é de que os judeus são de alguma forma responsáveis ​​pelos infortúnios da sociedade. Todos os tipos de razões são apontadas a respeito do que há de errado com os judeus, dos judeus mantendo poder demais nos países em que foram assimilados, das conspirações judaicas, da cobiça judaica e de muitos outros. No entanto, a razão principal está no que fez os judeus “judeus” (isto é, “unidos”): que eles uma vez perceberam um método de conexão acima dos impulsos divisivos humanos, que se tornou a solução para os problemas da civilização humana e hoje se espera que eles façam isso de novo.

Como a sociedade humana acumula cada vez mais sofrimento e impressões negativas para a realização de seu desamparo e desespero – que nenhuma das chamadas “soluções” que tem para oferecer, sejam novas políticas, leis, armas ou tecnologias, funcionará para o benefício duradouro da sociedade – a demanda inconsciente sobre o povo judeu para implementar o método de conexão que uma vez alcançou cresce.

Neste momento, é difícil relacionar os tiroteios em massa ao papel dos judeus no mundo, mas a raiz da frustração, do ódio e do desespero que leva a tais manifestações está entrelaçada com o potencial que o povo judeu tem de inclinar a balança num sentido ou outro, para se tornar um exemplo a seguir.

Portanto, assim que nós, judeus, nos tornarmos uma força capaz de estabelecer a unidade acima do ego e da divisão social, pouparemos o mundo e nós mesmos de mais sofrimento e, além disso, traremos uma abundância de felicidade, confiança e harmonia na humanidade em um nível totalmente novo que nunca experimentamos antes. Eu espero que essa mudança positiva aconteça mais cedo ou mais tarde.

Este artigo é parte 2 de uma série. Para ler a Parte 1, clique aqui agora.

A Estrutura Do Universo, Parte 6

laitman_608.02Recepção Consciente da Luz

Pergunta: Tudo o que nós recebemos hoje são processos incontroláveis? Eu tenho um desejo de receber, que vem de fora, eu nem sei onde esses pensamentos e desejos de repente surgem em mim. Eu não tenho liberdade de escolha nisso?

Resposta: Naturalmente.

Pergunta: Então, o que vem a seguir é que chegamos ao fato de que uma pessoa deve ter um poder que restringe a recepção, controla seus desejos, chamado de tela?

Resposta: A capacidade de controlar a si mesmo está em uma ação especial, quando posso me ocultar do Criador, cortar minha conexão direta com Ele e cortar Suas instruções que eu instintivamente seguia. Eu acredito que não posso fazer isso agora. Eu faço uma ação chamada restrição (Tzimtzu), ostensivamente me separando do Criador.

Apenas na medida em que posso me conectar com Suas ações, aceitá-las e cumpri-las, com base em meu desejo de ser como Ele, posso recebê-las.

Isto é, como Ele dá, eu também recebo. Eu não posso fugir disso; eu ainda continuo a ser um receptor, mas a minha recepção já tem uma forma completamente diferente quando decido que preciso disso para ser semelhante ao Criador.

Se o Criador der, emana de Si mesmo, então minha ação de doação a Ele está no fato de que eu, após a restrição, me abro de certa maneira, até certo ponto, e recebo dele prazer com uma clara compreensão de que faço isso para agradá-Lo. Em princípio, isso vai contra a minha vontade.

Pergunta: Então, eu disfarço a luz do Criador, o que significa prazer do meu desejo de receber. A luz é constante, como o sol, sempre atua e doa e se tenho uma tela, ou seja, a capacidade de controlar o fluxo de luz, eu a oculto do meu desejo de receber. Esta é a realização consciente do Criador?

Resposta: Sim, e se eu me revelar, isso é chamado de recepção consciente da luz ou de uma conexão especial com o Criador.

De KabTV “Fundamentos da Cabalá”, 27/11/18

Há Um Fim Para Estudar Cabalá?

laitman_261Pergunta: Existe um fim para estudar Cabalá?

Resposta: Não. O fim para estudar está no infinito. Mesmo depois de deixarmos este mundo, continuamos nossa conquista no mundo superior, fora de nossos corpos. Então não se preocupe, tudo ainda está à frente.

Pergunta: Em que estado final uma pessoa deve chegar?

Resposta: O estado final é a conexão total com todos os seres criados e com o Criador em uma união única, em um desejo comum.

Da Lição de Cabalá em Russo, 10/03/19

A Estrutura Do Universo, Parte 5

232.09O Desejo De Malchut De Se Tornar Independente

Comentário: Suponhamos que eu receba, nem mesmo sinta de quem, e isso não me interessa. É como quando você dá algo a um animal e não importa quem você é.

Mas a luz começa a desenvolver Malchut de uma maneira que, no último estágio, ela começa a entender quem está dando a ela e quer se tornar semelhante ao Criador.

Resposta: Sim, é assim, ao contrário do seu desejo original. Para fazer isso, ela tem que abandonar as ações que realizou antes.

Portanto, Malchut se reduz, deixa de receber, e assim, pelo menos de alguma forma se assemelha à força superior, na qual não há desejo de receber.

Então ela começa a se desenvolver, o que é ditado por motivos completamente diferentes. Malchut decidiu que deve ser independente, caso contrário não existe.

Se ela simplesmente receber ou simplesmente parar de receber, como acontece nos quatro estágios da luz direta, ela age em total conformidade com as instruções da luz direta. Portanto, isso é o que é chamado de quatro estágios da luz direta.

Quando ela pode se tornar independente? Só se ela for neutralizar a luz. Como ela pode fazer isso? Ela concorda com todas as suas ações somente quando ela mesma permite que ela se influencie.

Na medida em que puder se proteger da influência da luz e se colocar de modo a primeiro impedir seu impacto, e então resolver isso, isto manifestará sua independência, seu entendimento do Criador e aprovação de Suas ações.

Isto é, quando eu limito minha falta de independência e deixo de ser um animal, me torno humano. “Humano” é “Adão” em hebraico, e vem da palavra “similar – Domeh” ao Criador. Na medida em que posso me restringir de um animal inconsciente recebendo e me tornar um receptor consciente, sou chamado de Adam.

Este é o controle absoluto, a compreensão do que estou fazendo e a manifestação das propriedades do Criador em mim.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 27/11/18