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Ynet: “O Segredo Para Um Ano De Sucesso”


Da minha coluna no Ynet, “O Segredo Para Um Ano De Sucesso”

Por que é costume ler o Livro de Jonas no Yom Kippur? Será que a baleia realmente engoliu Jonas ou é apenas uma alegoria? Qual é o segredo de como expiar as nossas ações e bloquear todas as flechas de ódio dirigidas a Israel? Guia dos Perplexos dos Rav Laitman para Yom Kippur.

Alguma vez você já parou para perguntar por que você jejua no Yom Kippur, por que vai à sinagoga no Yom Kippur, por que pede a um amigo ou a alguém que tenha prejudicado para perdoá-lo? Nós temos nos acostumado a manter esses costumes desde a nossa infância, e parece que a principal razão para isso é que todos nós queremos ser considerados inocentes, pelo menos em algum grau, no Yom Kippur.

Aqueles que têm recursos inclusive competem com uma soma em dinheiro para pagar pelo direito de ler o Livro de Jonas em público, um mérito bem conhecido para riqueza e sucesso nos negócios no próximo ano. As somas sobem de ano a ano, mas eles entendem o que estão pagando?

A história do profeta Jonas começa com a missão que ele recebe de Deus: advertir os gentios, o povo de Nínive, a se arrepender de seu mau caminho, do ódio infundado ao amor ao próximo. Assim como no passado, assim como Jonas, assim como nós, o povo de Israel hoje têm um papel que não podemos evitar. O mesmo papel que nos acompanha desde o tempo da antiga Babilônia quando Abraão nos uniu em uma nação com base no amor ao próximo, para estabelecer entre nós a unidade que irá servir como exemplo para o mundo inteiro. Cumprir este papel é o nosso direito de existir.

Nós temos experimentado como essa lei opera em toda a nossa história: quando estamos unidos, nós prosperamos e o mundo prospera também. Quando caímos no ódio infundado, recebemos golpes e o mundo se deteriora. Com o tempo deixamos de construir a conexão entre nós a tal ponto que não acreditamos que podemos restabelecer as boas relações entre nós novamente. Ficamos indignados ao ouvir que o nosso papel é ser uma Luz para as nações do mundo. Nós esquecemos o nosso papel e quando fugimos dele a tempestade chega ….

A Tempestade

Jonas escapa de sua missão, embarca num navio e navega para além mar. Sua fuga gera uma tempestade, e os marinheiros percebem que a razão para o seu sofrimento é o judeu que está a bordo de seu navio. Eles o jogam ao mar.

No mundo global de hoje, as nações do mundo também nos culpam por toda crise que existe. O destino da nação de Israel é inevitável. Os marinheiros da história mudam a cada vez, mas o nosso destino é o mesmo. Se não despertarmos de nosso sono profundo e concordarmos em cumprir nossa missão, chegará o momento em que certamente seremos lançados ao mar.

Jonas foi lançado ao mar e engolido por uma baleia. No final de sua autoanálise, ele concorda em cumprir a missão que recebida, e só depois é que o peixe o leva para uma praia segura, Nínive.

O Acordo

Como Jonas, nós carregamos dentro de nós um método para se conectar.  Esse é o genoma nacional que nos une em uma só nação e não podemos fugir dele. Quando nos conectarmos, serviremos como exemplo de unidade para todas as nações. A única questão é se vamos ser responsáveis o suficiente ou se, Deus nos livre, seremos lançados nas profundezas do oceano para que possamos concordar em cumprir o nosso destino.

Nosso papel é transformar o ódio infundado em amor mútuo, mas em vez de ser uma Luz para as nações, fazemos tudo para sermos como todas as outras nações. Mas o rolo compressor do desenvolvimento faz com que mais e mais pessoas e nações inconscientemente sintam que os judeus são responsáveis ​​por todas as suas angústias, e assim as nações não vão mudar a sua atitude em relação a nós para melhor até que cumpramos o nosso dever.

O objetivo do Yom Kippur é nos permitir fazer alguma introspecção profunda, e é uma oportunidade para assumirmos a nossa missão e chegarmos à decisão de se conectar e ser uma Luz para as nações do mundo. Só então a turbulência global em torno de nós se acalmará e toda a humanidade viverá em paz, e uma Sucá da paz será espalhada por todos nós.

Um bom ano novo e que todos em Israel sejam assinados e selados no Livro da Vida!

De Ynet 10/10/16

Vereis E Ninguém Mais

Laitman_109Torá, Deuteronômio, 11:02-11:03; 11:07: Lembrem-se hoje de que não foram os seus filhos que experimentaram e viram a disciplina do Senhor, o seu Deus, a sua majestade, a sua mão poderosa, o seu braço forte. Vocês viram os sinais que ele realizou e tudo o que fez no coração do Egito, tanto com o faraó, rei do Egito, quanto com toda a sua terra.

Vocês mesmos viram com os próprios olhos todas essas coisas grandiosas que o Senhor fez.

O método de correção que uma pessoa domina é universal e pessoal; não há diferença entre esse e aquele. Cada um deve passar por toda a história do começo ao fim e ser à imagem de Adão, Noé, Abraão e todos os outros personagens. Na verdade, eles são graus espirituais, imagens espirituais de cada um de nós. Todos nós devemos nos vestir com eles e avançar.

Dessa forma, toda a Torá é gradualmente imprimida em nós desde o primeiro dia da criação até o último dia da existência de todo o sistema, até que esse sistema se torne unificado e global, onde as almas mais recentes irão se fundir com todas as anteriores já corrigidas e, assim, a construção de uma única alma chamada Adão será concluída. Cada um de nós tem que passar por essa cadeia de transformações dentro si mesmo; é por isso que se diz que você, seus filhos e seus netos vão passar por esses estados.

Comentário: Mas também é dito: “Lembrem-se hoje de que não foram os seus filhos que experimentaram e viram a disciplina do Senhor, mas vocês mesmos viram com os próprios olhos todas essas coisas grandiosas que o Senhor fez”.

Resposta: O fato é que os estados anteriores são chamados de pais e os estados futuros são chamados de filhos, e em todos eles a pessoa ainda tem que alcançar a revelação espiritual, cada vez assumindo novos compromissos, novas correções e avanços em direção à meta.

Assim, quando se diz que “vocês mesmos viram”, refere-se ao grau em que você está agora.

Uma pessoa, enquanto se encontra em um determinado estado, a partir deste estado só pode entender as coisas que se relacionam com ela. Portanto, a Torá cada vez se dirige a cada um exatamente em seu nível.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/06/16

A Quem Pedir Perdão E Para Quê? Parte 2

laitman_534Pergunta: Será que isso significa que é um erro pensar que existe um Deus acima que está assistindo nossas ações e de quem precisamos pedir perdão?

Resposta: A pessoa passa por vários estágios de desenvolvimento. Portanto, é impossível dizer que algumas de suas crenças estejam corretas e outras não. Ela pensa dessa maneira hoje, mas aos poucos corrige sua percepção, aumentando o conhecimento e sentimento.

Portanto, é claro que o conceito de “Eu e o Criador” muda completamente. Eu sinto cada vez mais que a força superior é resultado da minha conexão com outras pessoas e não existe fora dela. Apenas a essência do Criador (Atzmuto), que é totalmente inacessível para mim, existe independentemente.

Nós devemos entender bem que o Criador existe apenas na conexão com as pessoas. Não pode haver apelo ao Criador com exceção da nossa unidade; depois de tudo, nós criamos o lugar para a Sua revelação através dela.

Cada um deve julgar a si mesmo: o quanto está conectado com os outros. Essa é toda a sua redenção. É impossível julgar uma pessoa individualmente. Esse é um imenso erro que fazemos sempre instintivamente: pensar em nós mesmos, contar conosco mesmos, e agir sozinho.

Esse é um erro fatal que continuamos a fazer há milhares de anos. A separação do Criador é a razão do nosso terrível esquecimento.

Comentário: Lamentavelmente, isso parece muito relevante, porque causa separação, desacordo e hostilidade entre diversas correntes e facções.

Resposta: O povo de Israel já passou por esses estados durante a destruição do Primeiro e Segundo Templos. Os judeus estavam se matando, não só com palavras, mas também com armas reais, derramamento de sangue fraterno nas guerras civis. Eu espero muito que hoje não cheguemos a esse ponto. Nós ainda não sacamos nossas espadas, mas sinceramente lutamos uns com os outros por todos os outros meios.

Isso é porque nos esquecemos de quem somos, qual é a base da nossa nação, e nossa responsabilidade em ir em direção à unidade; embora, de fato, essa seja a nossa própria correção e a correção de todo o mundo.

De KabTV “Nova Vida” 27/09/16

Uma Geração De Jovens Em Crise

laitman_547_05Nas Notícias (The Guardian): “Um número significativo de indivíduos menores de 30 anos não tem autoconfiança e corre o risco de ter problemas mentais, com as mulheres sendo mais afetadas, diz um relatório.

“Desespero, preocupações com o futuro e pressões financeiras estão produzindo efeito em milhões de jovens britânicos, segundo uma pesquisa que constatou que mulheres jovens, em particular, estavam sofrendo.

“A baixa remuneração e falta de trabalho na Grã-Bretanha de hoje estão resultando em uma ‘idade adulta adiada’, com muitos vivendo ou voltando a viver com seus pais e adiando ter filhos, de acordo com uma pesquisa com milhares de jovens entre 18 e 30 anos.

“Um grande número se descreveu como desgastado (42%), sem autoconfiança (47%) e preocupado com o futuro (51%). …

“As mulheres jovens estão sendo particularmente afetadas. A percentagem de mulheres que relatou não ter autoconfiança foi de 54%, em comparação com 39% dos homens jovens.

“Embora quatro em cada 10 jovens dizerem se sentir desgastados, o percentual de mulheres jovens foi de 46% em comparação com 38% dos homens. Um em cada três disse que estava preocupado com a sua saúde mental, incluindo 38% das mulheres jovens e 29% dos homens jovens.

“O Dr. Carole Easton, presidente-executivo da Young Women’s Trust, que apoia e representa mulheres com idades entre 16 e 30 anos lutando para viver com baixa ou nenhuma remuneração na Inglaterra e País de Gales, disse que era angustiante ver tantos jovens lutando em um momento da vida tradicionalmente caracterizado pela confiança do jovem.

“Não se enganem sobre isso, nós estamos falando de uma geração de jovens em situação de crise. … ‘ ”

Meu Comentário: A qualidade de vida não vai melhorar a menos que comecemos a trabalhar na explicação da necessidade de unir as pessoas em uma sociedade comum à semelhança da natureza. Portanto, vamos começar a despertar o efeito positivo na sociedade e ver o resultado positivo na geração jovem.

Um Por Cento Que Fez Um Humano A Partir De Um Macaco, Parte 3

Laitman_088Pergunta: Não é por acaso que o nível humano é chamado de “falante” na Cabalá, já que o discurso é o que distingue os seres humanos dos animais. Nós podemos falar, expressar nossos desejos e pensamentos. No entanto, verifica-se que os animais e, especialmente, os macacos, também têm sua própria linguagem. Como isso difere da linguagem humana?

Resposta: Os animais têm suas próprias linguagens no âmbito necessário para as suas vidas. Eles não sentem a necessidade de mais nada.

A linguagem animal passa entre cada um todas as informações relevantes para a sua vida, existência e para a manutenção das relações entre eles. Enquanto que, para as pessoas, a coisa mais importante é transmitir informações entre si sobre o nosso desenvolvimento.

É por isso que a linguagem humana deve ser muito rica e complementada com fotografias, desenhos, escrita, todos os tipos de caracteres, cantos e a transferência de informações através de cartas escritas e outros tipos de memória.

O nosso desenvolvimento nos obriga a isso. Um animal é ligado ao atual momento em que se vive agora. Um ser humano, no entanto, sente a conexão com o passado e o futuro, e, portanto, requer algum tipo de adição à sua memória que irá ajudá-lo a armazenar a informação e passá-la de uma geração para outra e dentro de algumas gerações. Essa é a única maneira dele poder avançar.

Embora essa não seja a coisa mais importante em um ser humano. Nós ainda não tocamos a principal diferença entre um ser humano e um animal, que é o seu destino especial e elevado. Até agora estamos discutindo somente coisas que nos distinguem dos animais nessa vida material: linguagem, cultura, educação, construção da sociedade humana e do governo com todos os seus sistemas.

Tudo isso foi desenvolvido por pessoas e organizado naturalmente, e está presente em diferentes culturas: na América do Sul, China, África e Oceania.

Mas o destino especial do ser humano é atingir o nível humano, que é chamado de Adão (homem). Esse não é um animal apenas um pouco mais desenvolvido. Toda a vida humana que o eleva acima do nível animal é para conhecer a fonte da sua vida, a sua causa e efeito.

Estas são as perguntas que separam o homem de qualquer animal, incluindo o chimpanzé. Um macaco não se pergunta sobre o sentido de sua vida e, portanto, não se desenvolve. E o ser humano sim, e essa questão o obriga a criar religiões, crenças, contato com forças ocultas, procurar algo que exista fora deste mundo, vida em outros planetas, e pensar no que vai acontecer com ele após a morte.

Uma pessoa é extremamente preocupada com essas questões. Ou seja, ela não está conectada apenas ao momento atual, a essa vida física, material. Pelo contrário, está pronta para dedicar sua vida inteira a descobrir com quem está realmente conectada. Quem é ela? Quem a controla e obriga? Para que está vivendo? Que programa é esse que constantemente a força a se desenvolver e faz com que ela pergunte sobre o propósito da vida e seu significado?

Essa parte da pessoa se desenvolve cada vez mais e exige uma resposta.

De KabTV “Nova Vida” 06/09/16

Ynet: “Antissemitismo: A Mesma Melodia Uma E Outra Vez”


Na minha coluna sobre Ynet – “Anti-Semitismo: A Mesma Melodia Uma E Outra Vez

Setenta por cento dos judeus da Europa não vão comemorar juntos a época de feriados por causa do medo do antissemitismo. “Nossa nação está acostumada a ser perseguida, a desculpa para nos odiar muda, mas é a mesma melodia uma e outra vez”. O Rav Laitman explica a lei do antissemitismo, por que ela se repete em todas as gerações, e como podemos evitar a próxima onda de ódio.

A onda de terrorismo emergiu novamente na semana passada em Israel e despertou a preparação e a tensão novamente. Mas o medo não permeia apenas Israel, mas também os nossos companheiros judeus na Europa.

De acordo com uma nova pesquisa preocupante realizada pela Associação Judaica Europeia e o Centro Rabínico da Europa, 70% dos judeus europeus têm medo de ir às orações e celebrações públicas em Rosh HaShanáYom Kipur, devido ao aumento de incidentes antissemitas, apesar do aumento das medidas de segurança e policiamento em torno das instituições judaicas. “O desafio dobrou nos últimos meses”, diz o CEO da associação, “nós também estamos lidando com um aumento da perseguição dos judeus pelos muçulmanos e um aumento significativo do poder de movimentos de extrema direita.

A crise de refugiados muçulmanos tem incomodado os 27 líderes da UE ao longo do último ano. É a principal causa do aumento de partidos radicais de direita que pedem para deportá-los e que está aterrorizando os judeus que vivem na Europa. Os judeus estão atualmente expostos aos ataques de grande escala, incitação à violência e abuso verbal, e apesar de suas promessas, os líderes europeus simplesmente não podem garantir a sua segurança. Metade dos incidentes racistas na França são dirigidos aos judeus; na Alemanha, o presidente do Conselho Judaico, Dr. Joseph Shuster, alertou as pessoas a não usar o solidéu em regiões muçulmanas; na Holanda, Mezuzot foram removidas das portas, e a mídia britânica está envolvida em um ataque antissemita sem precedentes contra Israel e os judeus, mas, curiosamente, 85% dos incidentes antissemitas não são relatados…

Como De Costume, Os Judeus São Os Culpados

Europa está acostumada a acusar os judeus. É o reduto do movimento BDS, que opera contra Israel, e campanhas de incitação como a “Semana do Apartheid Israelense” são lançadas nas capitais europeias, e dezenas de milhares de declarações antissemitas são publicadas diariamente on-line acusando os judeus de todo o mal no mundo. Com esse tipo de coisas acontecendo, não seria surpreendente se em breve um novo comitê internacional fosse nomeado com a “iniciativa de formular uma estratégia para impor a paz no Oriente Médio”, que concluiria que a solução para os problemas da Europa é a deslegitimação de Israel. Eles podem de repente decidir que a solução operacional para a crise dos refugiados na Europa é reassentá-los ao nosso lado na terra de Israel, o país que eles próprios atribuíram no Plano de Partilha da ONU em novembro de 1947.

Não deixem que a política os engane. O que está acontecendo na Europa agora é apenas uma nova expressão externa do padrão recorrente de ódio que tem sido parte da nossa história por gerações. Infelizmente a história nos ensina que os antissemitas têm vencido esta luta como atestam os milhões de judeus que foram assassinados inspirados em libelos de sangue desde 1144 até hoje. A principal expressão do antissemitismo hoje é anti-Israel, “o moderno libelo de sangue” sob o disfarce de antissionismo.

Por que explicações racionais sobre a situação no Médio Oriente não convencem nenhum intelectual? Por que nunca seremos capazes de escapar da nossa identidade? Por que o ódio a Israel continua a emergir apenas como tem sido à gerações? Por que é que, ao contrário de qualquer outra nação na história, quanto mais eles tentam nos destruir, não serão capazes de completar o trabalho?

A Lei do Antissemitismo

De acordo com a Cabalá, o antissemitismo não é um fenômeno passageiro, mas uma lei da natureza que pode ser medida. Quando nos unimos acima de todas as disputas e divergências, a força positiva que pode fazer maravilhas se espalha no mundo. Por outro lado, quando estamos divididos e emocionalmente distantes uns dos outros, invocamos a força negativa no mundo, que retorna e nos atinge com uma explosão de antissemitismo.

Mesmo que eles não estejam cientes disso, no fundo de seus corações os antissemitas sentem que temos a chave para o seu futuro brilhante, mas nossos ouvidos são surdos e nós sequer ouvimos quando alguns deles dizem abertamente que se apenas nos conectássemos, a sua atitude em relação a nós iria melhorar dramaticamente. Henry Ford, um dos maiores antissemitas da história, escreveu em seu livro O Judeu Internacional: O Problema Mais Importante Do Mundo, “O judeu há muito tempo tem se acostumado a pensar em si mesmo como o único requerente ao humanitarismo da sociedade; a sociedade tem uma grande reclamação contra ele que ele abandonará a sua exclusividade, deixará de explorar o mundo, de criar grupos judaicos, o fim e todo o seu ganho, e começará a cumprir, em certo sentido, a sua exclusividade, mas que nunca lhe permitiu cumprir, a antiga profecia de que ele se gaba: de que por meio dele todas as nações da terra seriam abençoadas”.

O ódio irracional que surge agora nos lembra da maneira mais difícil que temos um papel, e embora pudéssemos ficar felizes em se livrar dele, é impossível. Mesmo se assimilarmos ou tentarmos esconder nossa identidade israelense, permaneceremos sempre judeus. Nós somos uma nação que carrega uma ideia, um ideal social de amor ao homem, à nossa nação e ao mundo. Nós nos tornamos uma nação com base no altruísmo expresso pela regra “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, e apenas o retorno ao amor pode derrotar o ódio que o mundo sente em relação a nós. Os Cabalistas nos dizem que nós judeus decidimos o destino do mundo. “Assim como os órgãos de um corpo não podem existir mesmo por um instante sem o coração”, como está escrito no Livro do Zohar, “as nações do mundo não podem existir sem Israel”. Através da unidade entre nós, obrigamos o mundo a se unir e a abundância começa a fluir. Enquanto estamos divididos, nós os separamos e isso entope os tubos de abundância e leva a guerras e ódio.

Baal HaSulam (Rav Yehuda Ashlag), o grande Cabalista do século XX, escreveu que “a nação de Israel recebeu um transmissor, e na medida em que todos em Israel estão conectados, transmitem a sua energia às outras nações do mundo”. Ele também escreveu “Nós somos os filhos do ideal”, e somente quando nós o cumprirmos e nos unirmos, seremos capazes de viver em paz.

Não Há Para Onde Fugir

A pressão que pode ser colocada em nós pela Europa, e com isso por todas as nações do mundo, pode nos levar de volta aos anos em que vagávamos de um lugar para outro, na melhor das hipóteses, ou à nossa destruição, assim como há 80 anos, na pior das hipóteses. Embora possa parecer que o povo judeu tem uma casa na terra de Israel hoje, “Todas as ideias sionistas vão ser anuladas”, escreveu Baal HaSulam em “A Última Geração”. Com grande tristeza, ele descreve o processo de declínio do nosso futuro se não cumprirmos o nosso papel e transmitirmos ao mundo a força de conexão através de nós. “Esse Estado será muito pobre e seus habitantes vão sofrer muito, e muitos deles ou seus filhos, sem dúvida, deixarão gradualmente o país e apenas um número insignificante será deixado, que também irá finalmente ser absorvido pelos árabes”. Depois, não haverá realmente nenhum lugar para fugir.

Em tempos de crise, nenhum país, nem mesmo os EUA, vai nos apoiar ou receber. A mesma coisa aconteceu nos dias da Alemanha nazista, quando os judeus que se sentiam ameaçados pelo antissemitismo tentaram escapar temendo o grande desastre que se aproximava. Alguns até navegaram o infame St. Louis à América do Sul, mas quando chegaram à Cuba que o governo lhes disse que eles não eram bem-vindos e se recusaram a recebê-los. Eles navegaram para os EUA, onde foram recusados de novo, e não tendo escolha voltaram para a Europa e a maioria deles foi morta no Holocausto.

O Diagnóstico Está Feito

Baal HaSulam, que conhecia a lei do antissemitismo e todas as leis da natureza que atuam em nossa realidade, alertou as pessoas que o Holocausto estava se aproximando, “Eu já publiquei a maioria dos meus pontos de vista, em 1933. Eu também falei com os líderes da geração, e as minhas palavras não foram aceitas. Embora eu gritasse e advertisse que o mundo ia ser destruído, isso não impressionou, mas agora, após a bomba nuclear e de hidrogênio, eu acredito que o mundo vai acreditar que o fim do mundo está muito próximo e que Israel será o primeiro a se queimar, da mesma forma que foi na guerra anterior. Por isso, é certo despertar o mundo de hoje, para que eles recebam o único remédio que existe, vivam e sobrevivam” (“A Última Geração”).

O grito de Baal HaSulam ainda está ecoando hoje e é mais relevante do que nunca. Mesmo assim, quando a Europa era próspera, os judeus preferiram dançar complacentemente ao som de uma valsa em Berlim ou mastigar tranquilamente schnitzel apesar do grande perigo iminente. As ondas de antissemitismo moderno que lavam a Europa hoje devem servir como lembrete de nosso papel: se unir e ser a luz para as nações do mundo, ser um exemplo da sociedade corrigida em que todos vivem em amor fraternal acima de todas as nossas diferenças. Hoje nós também estamos chegando a escolha fatal, assim como fizemos quando nos tornamos uma nação pela primeira vez no encontro no Monte Sinai e fomos confrontados com uma decisão semelhante, quando diante de nós havia uma escolha inequívoca: se unir ou aqui será o nosso local de sepultamento, garantia mútua ou ódio infundado, tudo ou nada. Nós fizemos um esforço enorme, conquistamos o monte de ódio entre nós, e nos conectamos como um homem em um só coração.

A mensagem é clara: nós devemos culpar apenas a nós mesmos pelo ódio que o mundo sente em relação a nós. Enquanto formos cruéis uns aos outros, o mundo será cruel em relação a nós. Lá no fundo, cada judeu sente que “Todos de Israel são amigos”.

Se nos conectarmos como um feixe, vamos aproveitar o antissemitismo para a nossa vantagem. Uma vez que “o principal protetor contra a calamidade é o amor e a unidade, quando Israel sente amor, unidade e fraternidade para com o outro, não há espaço para o desastre afetá-lo (Maor VaShemesh).

Ynet 22/09/16

“Os Defensores De Sanders Queimam A Bandeira Israelense Na Convenção Democrática”

laitman_273_01Nas Notícias (Breaking Israel News): “‘Os manifestantes estão queimando uma bandeira israelense (exatamente) agora na frente do perímetro de segurança e cantando “intifada”’, tuitou o repórter Byron Tau em sua conta pessoal do Twitter nas primeiras horas da manhã de quarta.

“Como o segundo dia da Convenção Nacional Democrata em Filadélfia chegou ao fim, com um endosso oficial de Bernie Sanders à candidata presidencial Hillary Clinton, milhares de manifestantes se reuniram em frente ao Wells Fargo Center, onde a Convenção está sendo realizada, e iniciou manifestações quase violentas.

“Ignorando apelos de Sanders para se juntarem a Clinton para derrotar o candidato rival do Partido Republicano, Donald Trump, os ativistas foram às ruas protestar contra o apoio do senador de Vermont ao longo do dia.

“Nos vídeos que estão sendo enviados ao YouTube e Twitter, os espectadores podem ver uma mulher, que cobriu o rosto com um lenço preto em um método semelhante ao de militantes do Hamas, colocar fogo em uma bandeira de Israel enquanto as pessoas ao seu redor cantam ‘Vida longa à intifada!’ e ‘Morte aos EUA’. Um homem também pode ser visto usando um lenço terrorista, enquanto fora da tela outra mulher acenou com a bandeira palestina. …

“Bandeiras americanas também foram atiradas para serem incineradas”.

Meu Comentário: Bem, esses são os democratas favorecidos pelos judeus, os apoiadores de Israel! Esse é apenas um exemplo de como todos os descontentamentos, por todas as razões possíveis, em todos os países, são revelados como ódio contra Israel como a causa do seu descontentamento. Enquanto o mundo não atingir a correção, os judeus serão sempre culpados, e com razão!

Como Não Me Iludir

laitman_933Pergunta: Como é possível aprender a diferenciar entre um estado em que eu realmente subi acima do ego e o habitual sentimento feliz de realização dentro do ego? Como faço para não me iludir?

Resposta: Isso só é possível distinguir dentro do grupo, e não em qualquer outro lugar.

Você precisa se anular em relação aos outros, vendo-se maior ou menor do que eles, comunicando-se uns com os outros em canais específicos. Você deve fazer o trabalho de base dentro do grupo de Dez, de tal forma que todos serão iguais e interconectados de modo que a rede que tecemos entre nós será como as características do Criador, com doação mútua e amor entre nós. Assim, na medida em que houver equivalência de forma com Ele, a Luz será revelada nele.

Da Lição de Cabalá em Russo 08/05/16

Ynet: “Hoje É Feriado: O Diário De Uma Viagem Espiritual”


Meu artigo recente no Ynet: “Hoje É Feriado: O Diário De Uma Viagem Espiritual”

Qual é a razão para todos os costumes que tão constantemente realizamos: comer o peixe tradicional que a mãe cozinha para Rosh Hashaná, o jejum no Yom Kippur, e as decorações suspensas em uma Sucá? Eu explico os feriados de Tishrei de acordo com a sabedoria da Cabalá, e revelo como podemos mudar nossas vidas para melhor com a sua ajuda.

Costuma-se pensar que os feriados marcam eventos históricos, a vitória na guerra, o nascimento ou morte de uma pessoa especial. De acordo com a sabedoria da Cabalá, os feriados de Israel são essencialmente diferentes dos feriados de outros povos, e descrevem estações no caminho para o desenvolvimento espiritual de cada pessoa.

Os feriados de Israel e seus costumes foram introduzidos pelos grandes Cabalistas milhares de anos atrás. Os Cabalistas são pessoas como nós, que através do estudo da sabedoria da Cabalá conseguiram alcançar uma vida de amor ao próximo e através disso o amar ao Criador: a força geral de amor que existe na realidade. Eles descobriram que existe um único objetivo para essa força superior: nos levar a ser conectados, felizes e cheios de amor como Ele enquanto ainda estamos vivos. Essa força recebeu vários nomes: Criador, Luz, Natureza, Amor e até mesmo Rei, como é costume chamá-la nos Dez Dias de Arrependimento: “Não temos rei, exceto você” (Ta’anit 25b).

Para descrever as estações que o Rei nos passa no caminho para o Seu reino mágico, para se familiarizar com Ele e descobrir todo o bem que Ele preparou para nós, os Cabalistas estabeleceram o calendário hebraico e o ciclo das festas e festivais nele. Assim, um momento antes de mergulhar a maçã no mel e pendurar decorações em uma Sucá, vamos parar e esclarecer de uma vez por todas por que nos incomodamos tanto a cada ano e como podemos extrair desse costumes algo melhor para todos nós.

A Primeira Estação: Rosh Hashaná

Rosh (cabeça) é considerada uma raiz … De acordo com a raiz e a Rosh que uma pessoa estabelece para si mesma em primeiro lugar, ela continua a sua vida” (Os Escritos do Rabash , “Carta 29”).

A primeira estação na jornada espiritual da pessoa é Rosh Hashaná – “O princípio da criação da pessoa” (Os Escritos do Rabash, “Dargot HaSulam” 882). Nesta fase, a pessoa é como um recém-nascido. Ela olha as coisas boas e ruins que passou na sua vida e se pergunta: O que é tudo isso? Por que estou viva ano após ano? Quem está gerindo esta realidade e qual é o propósito da existência?

Se tiver sorte, essas questões não a deixarão partir e vão levá-la à meta, à estação final e significativa da viagem: a descoberta da rede de conexão harmoniosa entre as pessoas dentro da qual ela vai sentir o poder positivo da conexão em toda a sua intensidade – a Força superior que gere a sua vida.

O primeiro Rosh Hashaná foi “comemorado” pela primeira vez 5777 anos atrás, quando um ser humano fez perguntas semelhantes. O nome dessa pessoa era Adão. Como uma criança que quer crescer e ser como seus pais, nós precisamos ser como a força que nos criou e quer ser descoberta. Todo esse desejo vai nos dar o poder para superar nossa natureza egoísta limitada, acima da preocupação particular por nós mesmos, e nos tornar “filhos de Adão”.

Os Cabalistas chamam o desejo de saber por que estamos vivos pelo nome de “ponto no coração”. O “coração” representa a totalidade dos desejos egoístas da pessoa que continuam a crescer, começando com os desejos mais básicos – por sexo, alimentação e família, até os desejos mais desenvolvidos – por dinheiro, respeito, e conhecimento. O ponto no coração é o desejo espiritual mais desenvolvido em uma pessoa na escada dos desejos. E quando é despertado, ele sopra em uma pessoa o espírito de vida e um novo desejo de autorealização. Este desejo não é satisfeito por dinheiro, respeito ou conhecimento, mas apenas pela realização do propósito da vida. E quando pela primeira vez a mudança é sentida dentro de uma pessoa, ela celebra Rosh Hashaná.

De Rosh Hashaná em diante, a pessoa aumenta o ritmo de sua jornada. Equipada com novos poderes, ela se esforça para chegar a um verdadeiro ponto de conexão com os outros e perceber o ponto que está ardendo em seu coração. Mas a esperança é uma coisa e a realidade é outra. Em vez de unidade, ela descobre uma grande separação, o mais terrível julgamento de todos. “O dia do julgamento foi criado em Tishrei, uma vez que estes são dias de desejo. E esse desejo desperta em nós naquela época a cada ano, e é necessário despertar para completar o arrependimento mais do que durante todo o ano. E a essência do arrependimento é se unir com todos com amor e com um só coração” (” Meor veShemesh “). Essa descoberta leva a pessoa à próxima estação na viagem, Yom Kippur.

A Segunda Estação: Yom Kippur

“Nós vemos a verdade através de Rosh Hashaná, depois a pessoa pode pedir a expiação. Portanto, Yom Kippur é depois de Rosh Hashaná “(Os Escritos do Rabash”, Dargot HaSulam”, 891).

No Livro do Zohar está escrito: “‘… na medida em que luz é mais excelente do que as trevas’ (Eclesiastes 2:13), pois o benefício da luz não vem senão da escuridão”. Não há luz sem escuridão, não há doce sem amargo, e não há bem sem mal. Para alcançar o bem, também temos que descobrir o mal. De acordo com a sabedoria da Cabalá, Yom Kippur é o reconhecimento de que a nossa natureza egoísta é má desde a sua juventude. Mas é precisamente este reconhecimento que nos possibilita atingir o bom. Se em Rosh Hashaná o desejo de se conectar com outras pessoas é despertado em nós, tudo bem é produzido através da conexão com elas. Assim, durante os Dez Dias de Arrependimento, somos gradualmente introduzidos na força egoísta negativa que nos impede de alcançar a unidade. Afinal de contas, em Yom Kippur não há lugar para se esconder a quebra e o ódio mútuo que nos dividem. Assim já é possível pedir a correção de nossa inclinação ao mal, o que é bom.

“Israel não tinha feriados como o 15º dia de Av e como o Yom Kippur” (Mishná Ta’anit 4: 8). Por quê? Porque esse era um dia especial de introspecção e profundo exame de consciência. Um dia de remorso em que era costume pedir perdão “Pelo pecado que fizemos em sua presença através da inclinação ao mal” (oração de Yom Kippur).

A sabedoria da Cabalá explica que “perdão” não é apenas um pedido verbal, “Nós temos sido culpados, traídos, roubados ….”; ao contrário, é uma fase em que a pessoa se torna consciente do seu verdadeiro estado – quão longe está da conexão correta com os outros, e, como resultado disso, de conexão com a força do bem que controla sua vida. Essa difícil revelação realmente deixa a pessoa feliz, porque, como resultado, um grito irrompe dela pela mudança interior. Este pedido particular de perdão é esperado de nós, e quando chega, é atendido.

A Terceira e Quarto Estações: Sucot e Simchat Torah

“… A festa de Sucot explica todas as perguntas, mesmo as mais difíceis e piores ….” (Os Escritos do Rabash , “Carta 36”).

Na terceira estação na jornada espiritual, chamada “Sucot“, a resposta ao pedido interno chega e nós temos uma força positiva especial que transforma o mal em nós em bem. Está escrito no Talmude: “Deixe a sua morada permanente e habite em uma morada temporária” (Sukkah 2a). A mudança pela qual devemos passar é deixar a morada permanente, ou seja, o narcisismo, para uma nova morada, ao altruísmo. Então, a nossa imagem da realidade é alterada. Nossos sentidos são aparentemente invertidos. O cérebro e o coração mudam de direção: do narcisismo para o altruísmo, e a imagem de toda a realidade se revela diante dos nossos olhos. A pessoa começa a obter uma resposta ao pedido em seu coração, e todos os seus desejos que se opunham à conexão entram na “Sucá“.

Sucá simboliza a forma completa que cada pessoa vai alcançar no futuro. As leis da sua construção simbolizam a maneira pela qual a pessoa se eleva acima do seu ego e adquire a capacidade de amar e doar. Assim, por exemplo, o Shach (palha) em uma Sucá deixa mais sombra do que luz, como está escrito: “A sua sombra é mais do que seu sol” (Mishná Sucá 2:2). Esse costume simboliza uma ação na qual a pessoa “esconde”, restringe, o uso de seu ego para que possa sair dele em direção à Luz, para a conexão e o amor.

Então, ela está pronta para Simchat Torah: ela desenvolve a capacidade de ler os textos de Cabalá e atrair para si a Luz Superior, que também é chamada de Torá, para elevar a conexão entre nós até o ápice da escada de valores, e mudar a sua vida para melhor. Isto é porque a Torá é a força que está preparada para corrigir o ódio e a separação entre nós e transformá-los em conexão e amor, que é uma descoberta chamado de “Simchah” (felicidade). Então, a pessoa sente dentro de si toda a vasta extensão ao seu redor, e ganha uma vida eterna, plena e feliz.

Eu espero, desejo e oro por um ano de mudança, um ano de construção de sistemas adequados de relações entre nós.

Um bom ano para todo o povo de Israel!

Ynet 29/09/16

A Quem Pedir Perdão E Para Quê? Parte 1

laitman_571_02Pergunta: Durante estes últimos dias do ano judaico é costume pedir perdão a entes queridos e ao Criador por tudo o que fizemos. De onde vem essa tradição?

Resposta: Em primeiro lugar, nós precisamos entender quem é o Criador: é a força superior da natureza. Não podemos alcançar essa força por si só.

Ela se manifesta no fato de ter criado a criação, que é o desejo de desfrutar, para receber preenchimento, e a preenche na medida em que esse desejo se torna semelhante à força superior.

Se a criação, o desejo de receber, torna-se semelhante ao Criador, doação, então o Criador a preenche, e, nessa medida, a criação começa a revelar seu criador.

Inicialmente, as pessoas são completamente opostas ao Criador; elas pensam no seu próprio prazer e não querem dar nada a ninguém.

No entanto, se soubermos como mudar nossa natureza com a ajuda da sabedoria da Cabalá, vamos começar a revelar o Criador, a força de amor e doação, que nos dá preenchimento, saúde, sentido de passado, presente e futuro e perfeição, e nos eleva acima do tempo, espaço e movimento par o mundo de bondade absoluta.

E tudo isso é apenas conforme a nossa equivalência com essa força de doação e amor que se chama Criador. Então, onde está esse Criador? Ele está na conexão entre as pessoas se nos unirmos uns com os outros. Todos os níveis da natureza: inanimado, vegetal, animal e humano estão conectados em um único sistema. O ser humano está acima de todos os outros nesta hierarquia, e a conexão entre todas as partes desse sistema depende somente dele.

Na medida em que uma pessoa for capaz de estabelecer boas conexões entre todos e transformar esse sistema em um único sistema integral, interconectado, equilibrado e amável, com base na ajuda mútua e amor, o Criador, a força superior, será revelado nesse sistema.

Toda essa rede na qual existe a criação é chamada de um “local” que é preenchido com a força superior. É impossível revelar essa força em qualquer lugar além deste, deste vaso, que é tecido a partir de nossas relações mútuas. Quanto mais forte a nossa conexão, mais forte é essa revelação. Essa é a única maneira de sentir o Criador; não há qualquer outra maneira.

A relação de uma pessoa para com outras pessoas define a relação dela com o Criador. Quanto mais amável tornamos nossas conexões mútuas, mais iremos revelar a força superior que se manifesta entre nós.

Não há razão para pedir perdão ao Criador até que a pessoa pague todas as suas dívidas às criaturas, às outras pessoas. Se estabelecermos boas relações entre nós e fornecer ao Criador o lugar para a revelação, esse será o nosso apelo a Ele e o nosso pedido de perdão.

Nós não somos obrigados a fazer qualquer outro arrependimento diante do Criador além daquilo que implementamos nas relações com os outros. Caso contrário, seria apenas hipocrisia.

Por que eu pediria perdão ao Criador se pudesse construir um lugar corrigido onde Ele poderia ser revelado e não o fiz? Afinal de contas, esse é todo o meu trabalho, e, em vez disso, eu choro e apelo a Ele em busca de ajuda. Por que Ele precisa me salvar se eu mesmo não fiz nada para isso?

De KabTV “Nova Vida” 27/09/16