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Ynet: “O Homem Que Abriu O Caminho Espiritual Da Nação De Israel”


Da minha coluna no Ynet: “O Homem Que Abriu O Caminho Espiritual Da Nação De Israel”

Na idade de 35, ele apareceu em Safed, misterioso e majestoso, e durante os dois anos e meio antes de sua morte súbita mudou o curso da história e trouxe uma mudança tremenda. Graças a ele a sabedoria da Cabalá foi revelada para quem quisesse estudá-la e não apenas para alguns poucos escolhidos. O ARI, o rabino Isaac Luria Ashkenazi, o maior Cabalista de Safed, faleceu no dia cinco de Av, 444 anos atrás. Ele deixou atrás de si um método de estudo e uma mensagem relevante, que foram adaptados para o nosso tempo pelo Baal HaSulam, Rav Yehuda Ashlag.


“Se eu tivesse encontrado até mesmo um justo entre vós, eu não teria sido levado deste mundo antes do meu tempo”, disse o ARI tristemente aos seus alunos alguns instantes antes de falecer.

Rav Isaac Cohen, que estava ao seu lado, chorou amargamente e disse: “o que vamos fazer agora”? O ARI respondeu: “Diga aos amigos em meu nome que a partir de agora eles não se envolvam na sabedoria que eu ensinei a todos, uma vez que não a compreenderam corretamente, e só o Rav Chaim Vital vai envolver-se nela escondido e sussurrando”. Rav Isaac Cohen ficou muito irritado e perguntou: “Existe alguma esperança”?  “Se você for recompensado Eu virei, e o ensinarei”, o ARI respondeu. “Como é que virá e nos ensinará depois de morrer”?! Perguntou Isaac Cohen novamente. “Você não tem porque perguntar o que está escondido”, respondeu o ARI, e faleceu com a idade de apenas 38! (Shaar HaGilgulim).

O Zohar: O Mundo Total do ARI

O ARI foi o maior Cabalista no século XVI de Safed, e a figura central e mais significativa na história da nação de Israel e da sabedoria da Cabalá. Ele nasceu em Jerusalém em 1534. Seu pai morreu quando tinha oito anos e, como resultado, a família encontrou muitas dificuldades. A fim de melhorar a sua situação, sua mãe decidiu mudar-se para o Egito, para viver com seu irmão. Lá, o ARI viveu a maior parte de sua vida, e mergulhou no estudo do Zohar.

Depois de atingir grandes níveis espirituais e com o seu entendimento oculto especial do desenvolvimento da humanidade, sentiu que tinha chegado o momento de revelá-lo. Ele mudou-se para Israel e estabeleceu-se em Safed. O ARI sabia que iria encontrar o rabino Chaim Vital, seu aluno fiel, que mais tarde iria escrever seus ensinamentos e difundir a sua sabedoria no mundo.

Assim, em 1570, com a idade de 36 anos, o ARI mudou-se para Israel e estabeleceu-se em Safed, a cidade dos Cabalistas. Fpi séculos depois da época de Rabi Shimon Bar Yochai (Rashbi) e do grupo do Zohar, anos nos quais a humanidade esperou pelo professor certo que iria abrir o próximo nível espiritual da sabedoria da Cabalá. A chegada do ARI a Israel e a publicação do “Livro do Zohar” foram sinais claros de que havia chegado a hora.

A Centelha do Rashbi

Quando chegou a Safed, o ARI começou a estudar com o grande Cabalista da época, o rabino Moshe Cordovero (Ramak). Mas, pouco depois, os papéis foram trocados: o ARI começou a ensinar o grupo de Cabalistas e o Ramak aprendeu com ele.

O Rabino Moshe Cordovero foi o primeiro a reconhecer a grandeza do jovem Cabalista e como seu amigo e aluno ele costumava dizer: “Você deve saber que um homem que se senta aqui subirá diante de mim e iluminará a geração com a sabedoria da Cabalá. Se os canais foram obstruídos no meu tempo, os canais serão revelados em seu tempo. Você deve saber que ele é um grande homem, a centelha do Rashbi”.

“Naquela época a humanidade estava em uma crise sem precedentes: a Idade Média acabara; o Renascimento começava e trazia mudanças revolucionárias na tecnologia e na indústria. O ego humano entrou em erupção e empurrou o mundo para uma evolução acelerada e muitas tempestades. Duzentos anos depois a humanidade estava prestes a passar por terríveis mudanças radicais na Europa, especialmente revoluções e guerras civis sangrentas.

O ARI, que havia previsto as mudanças na natureza humana, percebeu que tinha que desenvolver um caminho alternativo de desenvolvimento espiritual, que iria equilibrar a erupção do ego, a fim de evitar o terrível sofrimento. Assim, ele adaptou a sabedoria da Cabalá e transformou-a em um método acadêmico científico, prático, em vez do método de conexão que até então era permitido apenas para poucas pessoas especiais. De acordo com seu método, se suas instruções fossem seguidas corretamente, as pessoas seriam capazes de seguir e as massas iriam praticá-lo. O método de correção que ele desenvolveu (e ainda é estudado hoje) leva a uma mudança sem precedentes no desenvolvimento espiritual da humanidade e mudou totalmente a história.

O Bastão é dado ao Rabino Chaim Vital

Apenas dois anos e meio foram suficientes para o ARI deixar a sua marca significativa na história da Cabalá. Ao mesmo tempo, ele nunca escreveu quaisquer dos seus ensinamentos. Toda a sua teoria Cabalística nos é conhecida apenas a partir dos escritos de seus alunos e um dos mais proeminentes e seu seguidor foi o rabino Chaim Vital (Harav).

Assim como o rabino Aba serviu pelo lado do Rabino Shimon (Rashbi), para escrever seus ensinamentos, que foram publicados no Livro do Zohar, o Harav anotou e escreveu toda a sabedoria da boca de seu professor, que hoje é conhecida como Cabalá do ARI.

“Primeiro a pessoa deve organizar suas orações e aceitar o mandamento de amar seu amigo como a si mesmo, e sintonizar o seu coração para amar a todos os filhos de Israel como sua própria alma, uma vez que assim procedendo a sua oração, que inclui todas as orações de Israel, sobe e será frutífera. Todos devem incluir-se como um órgão de seus amigos. Se um amigo está com problemas, todos devem compartilhar sua dor, e orar por ele, e, portanto, ele deve compartilhar todas as suas orações e suas ações e palavras com seu amigo, e meu professor me avisou muito a respeito da questão do nosso amor aos amigos“. (Shaar HaKavanot)

O Harav não acrescentou nada às palavras do ARI, e quando não tinha certeza se entendeu o seu professor, dizia especificamente isso. Uma das principais obras do ARI é o livro Etz HaChaim (A Árvore da Vida), que descreve todos os sistemas dos mundos superiores e as leis da criação como um método científico claro, e também os Oito Portões, uma série de livros, que também inclui explicações sobre reencarnações.

Seus Sucessores

“O Santo ARI foi o Messias Ben Yosef, e assim pode revelar uma sabedoria tão grande”, disse o rabino Yehuda Ashlag. Sua grande sabedoria simboliza o ponto entre o fim do período de exílio, que se caracterizou por uma grande divisão entre as pessoas e o início da redenção, caracterizado pela unidade maravilhosa entre toda a humanidade. “Se eu pudesse dizer palavras de elogio, eu o elogiaria todos os dias e diria que sua sabedoria está sendo revelada todos os dias como No dia em que a Torá foi dada a Israel”.

Baal HaSulam foi o primeiro no século XX a alcançar o espiritual nível do ARI e poderia, portanto, interpretar seus escritos para a nossa geração. Ele escreveu uma conexão maravilhosa chamada O Estudo das Dez Sefirot e na introdução escreveu que o livro foi feito para qualquer pessoa nos nossos dias que deseja encontrar a resposta para a pergunta: “Para que eu estou vivendo”?

Essa pergunta não desapareceu e está escondida no coração de cada pessoa. Da mesma forma que crises terríveis irromperam no tempo de ARI, que balançaram a humanidade e estimularam muitos a fazer esta pergunta, assim, tais crises ocorrem hoje: uma série de ataques terroristas em todo o mundo, a ascensão do Islã radical, o desvanecimento da UE, a crescente polarização entre diferentes setores e comunidades, e assim por diante. É realmente estudando e lendo o método especial desenvolvido pela ARI, com o comentário de Baal HaSulam, seu seguidor, que podemos encontrar uma resposta para o sentido da vida. Eles imediatamente elevam a pessoa à espiritualidade e a capacitam a sentir a unidade acima da separação que nos governa e conduz à destruição global.

“Se o meu povo me ouvisse, por vezes, quando o mal fica mais forte, iria gastar todo o seu tempo estudando o Livro do Zohar e os escritos do ARI e, assim, anularia todas as aflições e atrairia uma abundância de Luz (NotzarHesed). Basta estudar destes dois grandes Cabalistas que abriram o caminho para nós para a realização da felicidade, plenitude e eternidade, a fim de construir as conexões certas entre nós, para uma boa vida e para subir a escada espiritual, que está colocada para nós, uma escada que alcança o céu.

Do artigo do Ynet em 08/08/16

A Ordem De Correção Dos Desejos

laitman_232_04Torá, “Deuteronômio”, “Eikev”, 7:22 – 7:23: E o Senhor teu Deus lançará fora estas nações pouco a pouco de diante de ti; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo não se multipliquem contra ti. E o Senhor teu Deus as entregará a ti, e lhes infligirá uma grande confusão até que sejam consumidas.

O processo de correção dos desejos ocorre gradualmente, do mais leve ao mais pesado. As nações são os nossos desejos no nível do homem. Os animais do campo, gafanhotos, mosquitos, e assim por diante, simbolizam desejos do nível animal.

Tudo o que vem da terra, erupções (até que você arranque o solo), inundações, etc., são desejos do nível inanimado. Ou seja, pode ser o que você quiser em qualquer nível: inanimado, vegetal, animal e humano, e tudo isso está dentro de uma pessoa e está sujeito à correção.

Portanto, isso acontece gradualmente, começando pelo menor desejo e terminando com o maior. Embora, basicamente, se você pode corrigir um grande e elevado desejo, tudo que está incluído nessa categoria e está sob esse desejo é corrigido.

Pergunta: Será que isso significa que podemos corrigir o maior desejo primeiro?

Resposta: Depende de onde a pessoa está. Em princípio, inicialmente, tudo é corrigido do nível mais baixo para o mais elevado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/04/16

Nova Vida # 324 – Verdade E Falsidade

Nova Vida #324 – Verdade e Falsidade
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Qual é o significado de verdade e falsidade em nossas vidas, de acordo com o que isto é definido? Em que casos é possível relacionar-se com mentira como verdade, e é possível alcançar a verdade absoluta?

Nós não sabemos o que é verdade. Cada geração tem valores diferentes; cada pessoa muda durante a sua vida.

É da natureza humana pensar constantemente apenas acerca de si mesmo e do próprio bem. Se é assim, que tipo de verdade pode haver aqui? Para mim, a verdade é o que é bom para mim e falsidade é o que é ruim para mim.

Todas as nossas vidas são uma grande mentira. Quero explorar todos para o meu próprio bem, mas escondo isso. Segue-se que não existe uma verdade absoluta ou falsidade absoluta; tudo é uma questão de conveniência. Isto é muito importante na política.

Mesmo quando uma pessoa faz algo de bom para alguém, é apenas porque sente-se perto dele. Segue-se que a verdade é a nossa natureza, ou seja, o nosso desejo de receber, de controlar, de explorar tudo para o nosso bem.

Nossos filhos são menos hipócritas do que nós. Nós recebemos uma educação sobre como falar de forma agradável e assim por diante. Isso não tem nenhum poder sobre eles.

Houve um tempo em que havia ideais, socialismo, sionismo. Hoje está claro que todos apelam somente para si mesmo e tudo é uma mentira. Hoje não há poder em fazer um investimento. É ainda possível descarregar tudo de graça na Internet com o apertar de um botão.

O que uma pessoa pensa como sua verdade é basicamente resultado da educação que recebeu. Quando a pergunta, “Para que estou vivendo?”, é despertada, eu tenho a oportunidade de chegar mais perto de descobrir a verdade sobre mim mesmo.

Na Torá é proibido mentir, pois seu objetivo é elevar a pessoa à altura de “Amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18), à verdade. Assim, a mentira é algo que não me traz ao amor ao próximo.

O poder superior é totalmente amor, doação e doação. Não há mentiras nisso. Eu sou o oposto, e meu trabalho é tornar-me como ele.

Verdade e falsidade são relativas. Uma mentira inocente é uma mentira benéfica. É necessário verificar se o objetivo é para o bem dos outros ou um objetivo diferente. O que deve sempre me guiar é o bem dos outros, separado do meu interesse pessoal. Um homem deve complementar sua esposa para o bem da paz em casa. A verdade superior do “e amarás o teu amigo” é obrigatória.

Cabe a nós definir a aspiração a amar o próximo como a meta da vida. Sem isso, todas as nossas vidas poderão ser falsas.

Há pessoas que têm uma tendência a mentir. Elas também podem mudar. Elas especificamente têm uma tendência à criatividade.

Ao avançar em direção à verdade, ao amor ao próximo, no âmbito da família, passamos por todos os tipos de estados. Cada um deve ajudar os outros dando um bom exemplo, mostrando que está fazendo um esforço para amar. Como alguém lida com uma criança que mente na família?

Conclusão: Se definirmos o amor ao próximo como o objetivo de nossa vida, isto é chamado de viver no caminho da verdade.

De KabTV “Nova Vida # 324 – Verdade e Falsidade”, 23/3/14

Por Que Eu Comento As Notícias

laitman_600_02Comentário: Ultimamente você parece um comentarista político e não um Cabalista.

Resposta: No nosso desenvolvimento cultural compartilhado chegamos ao final do estágio anterior do desenvolvimento humano, numa fase em que a humanidade evoluiu de acordo com a lei natural, através do seu egoísmo continuamente crescente, como uma criança ou adolescente.

Mas assim como o período da infância termina, também este período está terminando, e hoje a natureza está nos forçando a crescer e se relacionar com a vida de forma diferente. Para isso, cabe a nós trabalharmos contra os nossos desejos egoístas e superá-los com a fé acima da razão.

Para realizar essa transição da infância para a idade adulta, a sabedoria da Cabalá foi revelada e nos diz onde estamos, o que aconteceu ao longo da história, e o que vai acontecer no futuro. A partir desse momento, temos diante de nós duas formas de desenvolvimento: o caminho do sofrimento ou o caminho da Torá, o bom caminho. A sabedoria da Cabalá nos ensina a caminhar no bom caminho, o que significa aprender a se assemelhar a natureza e se unir como toda a natureza está unida.

O sentimento integral vai apresentar diante de nós o verdadeiro mundo em que existimos. Mas agora ele está escondido por nosso sentimento egoísta estreito. Ao descobrir o verdadeiro mundo, seremos “criadores” de outro mundo eterno e perfeito.

Visto que essa transição é imperativa para todos e deve acontecer no nosso tempo, como está escrito na sabedoria da Cabalá, e de acordo com tudo o que está acontecendo no mundo, parece que devemos ensinar a sabedoria da Cabalá com novos eventos, e explicar a causa dos eventos e para onde eles estão nos levando.

É possível ver os meus comentários de anos anteriores e ser convencido sobre quão certo eles estão. Mesmo Baal HaSulam escreveu sobre política nos escritos “A Última Geração” e no jornal, “A Nação”.

Ajuda Não Egoísta

laitman_559Pesquisa (Proceedings of the National Academy of Science): Psicólogos das Universidades de Yale e Harvard realizaram uma série de estudos.

“A prossocialidade humana apresenta um quebra-cabeça evolutivo, e a reciprocidade surgiu como uma explicação dominante: cooperar hoje pode trazer benefícios amanhã. Teorias de reciprocidade preveem claramente que as pessoas só devem cooperar quando os benefícios superam os custos e, portanto, que a decisão de cooperar deve sempre depender de uma análise de custo benefício. No entanto, a cooperação humana pode ser muito espontânea: bons amigos concedem favores sem fazer perguntas, o amor romântico nos ‘cega’ em relação aos custos de devoção, e princípios éticos fazem prescrições morais universais. Aqui, nós fornecemos a primeira evidência, ao nosso conhecimento, de que os efeitos da reputação impulsionam a cooperação espontânea. Nós demonstramos, usando experiências com jogos econômicos, que as pessoas se envolvem em cooperação espontânea para sinalizar que podem receber confiança para cooperar no futuro.

“Os seres humanos frequentemente cooperam sem pesar cuidadosamente os custos e benefícios. Como resultado, as pessoas podem acabar cooperando quando não vale a pena fazê-lo. Por que arriscar cometer erros caros? Aqui, nós apresentamos a evidência experimental de que as preocupações com a reputação fornecem uma resposta: as pessoas cooperem de forma espontânea para sinalizar a sua confiabilidade aos observadores.

“As pessoas que ajudam outras pessoas de forma não egoísta e não para benefício próprio são percebidas como mais confiáveis e, portanto, ajudam os outros”, o que significa que querem parecer mais confiáveis, que podem contar com elas e serem aceitas para trabalhar; assim, inconscientemente, elas fazem coisas que são consideradas desejáveis por outros. …

“… Nós descobrimos que os participantes são mais propensos a se envolver em cooperação espontânea quando o seu processo de tomada de decisão é observável para os outros. Além disso, confirmamos que as pessoas que se envolvem em cooperação espontânea são percebidas como, e realmente são, mais confiáveis do que as pessoas que colaboram de forma calculista. Tomados em conjunto, estes dados fornecem a primeira evidência empírica, de nosso conhecimento, de que a cooperação espontânea é usada para sinalizar confiança, e não apenas uma estratégia de tomada de decisão eficiente que reduz os custos cognitivos”.

Resposta: É claro que essa é a forma como essas pessoas querem ser aceitas. Então, elas se promovem para adquirir algum “lucro”: ganhar status social, serem promovidas no trabalho, etc.

Pergunta: Será que elas se comportariam de forma diferente se não houvesse esse benefício pessoal?

Resposta: Claro! O egoísmo é a nossa natureza, que exige calorias, energia, investimento. De onde vem essa energia? Nós temos que ver o que podemos obter dele no futuro; como podemos nos preencher. É com um tanque de gasolina em um carro que você enche num posto de gasolina.

As pessoas estão prontas para dar um lote por uma recompensa futura que lhes ilumine: para falarem favoravelmente delas, para serem promovidas no trabalho, para que seus filhos estejam orgulhosos delas, os vizinhos as respeitem, etc. Vale muito a pena!

Caso contrário, por que comprar um determinado apartamento ou um determinado carro e gastar um monte de dinheiro com isso, quando poderíamos viver em paz perfeita e muito bem sem eles.

Nossas ações não podem ser livres de cobiça, porque nossa natureza não nos permite fazê-lo! Nós temos que gastar calorias em tudo, joules (unidades de medição de energia), não importa como medimos isso. Portanto, nós temos que receber esta energia, o que significa que deve haver algo que nos forneça essa energia pela qual trabalhamos, e se não a recebemos, não podemos trabalhar, porque somos todos mecanismos! Nós só podemos operar se tivermos energia disponível ou se ela iluminar para nós no futuro.

Comentário: Mas os pesquisadores em Yale e Harvard sequer mencionam o egoísmo.

Resposta: Claro que não, porque eles não entendem isso. Eles acreditam que é natural para uma pessoa que dá fazê-lo e que não há egoísmo nela, e até mesmo o oposto.

Comentário: Mas eles concluíram que tais ações são gratificantes.

Resposta: Isso não é considerado egoísmo. O egoísmo é a clara satisfação do nosso desejo de prejudicar outros. Se eu negocio com alguém para comprar algo por um preço mais barato e ele quer vendê-lo por um preço mais elevado, é normal. É a natureza humana, mas pode ser o oposto.

O pintor Modigliani, por exemplo, pintava com “sangue”, porque estava com tanta fome que não podia segurar um pincel e caia exausto em sua armação. Essa é considerada uma nobre alma, sacrifício pessoal, não egoísmo. Mas, na verdade, esse é um egoísmo evidente e flagrante.

A pessoa não tem a exata compreensão da sua natureza; ela gosta de distorcer tudo. A humanidade ainda está imersa em seus jogos, em confusão.

Nós temos que entender que a natureza age de acordo com um princípio muito simples: se houver energia, eu me viro; se não houver, eu fico parado e pronto. Portanto, se fizermos algo, isso significa que há um benefício oculto nisso, e se quisermos trabalhar sem ele, temos que saber como se conectar a uma fonte superior de energia através do estudo da sabedoria da Cabalá e tornar-se uma máquina de movimento perpétuo.

Então, vamos receber a energia de uma fonte externa, como se estivéssemos conectados a um tubo invisível de energia em prol dos outros. Se nós recebermos isso, vamos ser capazes de trabalhar, mas não de qualquer outra forma.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 24/07/16

Cuidado Com A Armadilha!

laitman_546_01Torá, “Deuteronômio”, 7:16: Vocês destruirão todos os povos que o Senhor, o seu Deus, lhes entregar. Não olhem com piedade para eles, nem sirvam aos seus deuses, pois isso lhes seria uma armadilha.

Quaisquer teorias, métodos e metas que não perseguem um objetivo preciso e acurado – a adesão com o Criador na equivalência de forma com Ele – devem ser abolidos.

É necessário se afastar desses ensinamentos que estão muito perto da Cabalá, para que eles não cativem e confundam a pessoa. Afinal de contas, ela ainda não conhece todo o método, não está no fim da correção, de modo que, do pedestal que atingiu, possa olhar para tudo e avaliar. Portanto, ela deve seguir estritamente as fontes Cabalísticas genuínas, sem se mover para a esquerda ou para a direita!

A propósito, há muita literatura desnecessária na Cabalá escrita por pessoas que não completaram ou apenas começaram a atingir o mundo superior. Portanto, é necessário estudar a Cabalá apenas através das fontes autênticas.

Pergunta: Essa é a “armadilha”?

Resposta: Sim, e uma bem grande! A armadilha, como um petisco, atrai você, mas se fecha. É isso aí. É difícil sair de lá. E você não sabe quando ela vai se fechar. Uma vez na armadilha, você começa a pensar que está no caminho certo.

Infelizmente, eu tenho muitos alunos que estiveram conosco no caminho, mas devido a algum pretexto deixaram e foram para outras correntes, e é difícil tirá-los de lá.

É possível que eles pensem o mesmo de nós, que estamos de lado e eles na corrente principal. Não há nada a ser feito, o futuro dirá.

Observação: Em princípio, “servir outros deuses” significa servir materiais egoístas?

Resposta: Significa servir quaisquer fins egoístas, o que inclui tudo o que existe no nosso mundo.

Pergunta: O que significa uma armadilha no trabalho interno de uma pessoa? Digamos que ela está se movendo para a terra de Israel e amanhã, figurativamente falando, tem que entrar nela, mas, de repente, cai em servir outros deuses …

Resposta: Isso geralmente acontece antes de entrar na terra de Israel. No entanto, mesmo depois de entra-la, a enorme guerra para destruir todos os ídolos continua, já que começamos a trabalhar com o mesmo egoísmo que deixamos no Egito e o convertemos em altruísmo.

A questão é que o desejo egoísta está na parte inferior. Nós saímos dele, há 40 anos estamos acima dele, dominando todas as qualidades egoísta descritas acima, e depois começamos a elevar progressivamente as qualidades egoístas convertendo-as em altruístas. Essa é a entrada para a terra de Israel. Na verdade, a terra de Israel é o mesmo que o Egito no estado corrigido, convertido.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 13/04/16

Nova Vida # 323 – Qual É O Segredo Do Sucesso Na Vida?

Nova Vida # 323 – Qual É O Segredo Do Sucesso Na Vida?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

O desenvolvimento tecnológico abriu possibilidades de sucesso para quase todas as pessoas. Como isso influencia as conexões entre nós e qual é o propósito deste desenvolvimento?

Resumo

No passado, a tecnologia estava ligada a materiais como aço e madeira, produção pesada.

Hoje tudo é virtual, fácil, rápido e dinâmico. Criatividade, brilho, computadores e robôs são o que importa.
– A mão-de-obra é menos necessária para a humanidade. Computadores e tecnologias avançadas estão substituindo e apressando tudo.
– Start-ups, a juventude brilhante, biotecnologia, impressoras tridimensionais. Nós imprimimos o que queremos.
– Dentro de pouco tempo teremos sucesso em estender a vida humana.
– Habilidades artísticas como compor, pintar, dançar: no futuro seremos capazes de “baixar” este tipo de software em uma pessoa, e, então, uma questão vai ser levantada – se tudo pode ser alcançado ao se pressionar um botão, o que é sucesso na vida?
– Apenas uma área permanecerá em que poderemos ser bem sucedidos graças a nós mesmos: a construção de conexões com os outros.

Computadores e máquinas serão capazes de fazer tudo para nós, e a tarefa de construir uma nova sociedade permanecerá para nós.
– Hoje as pessoas e as organizações se conectam através de redes, a fim de serem bem sucedidas, mas essa não é a conexão que estamos falando. Nós estamos falando da construção de uma conexão integral entre uma pessoa e tudo o que está fora dela, todos nós como uma família.
– Quando queremos nos conectar como um único corpo, descobrimos o poder de doação e amor que preenche toda a natureza . A percepção da realidade vai ser alterada. Vamos ver a conexão eterna entre todas as partes, para além da vida e da morte. E isso vai ser considerado o verdadeiro sucesso na vida, e não todos os jogos de hoje.
– Isso se refere à transformação do desejo que nos motiva a partir do desejo de receber para si mesmo a um desejo de doar aos outros.

O material do qual somos construídos é o desejo de prazer. Nós o corrigimos com a característica de doação acima dele.
– Eu sou um individualista; eu dobro todos em meu benefício. Há um poder superior na natureza que pode me atualizar.
– Neste processo de atualização de relacionamentos com os outros, há um lugar para a competição positiva. Esse é o sucesso de amanhã.
– Ao nascer, ninguém é igual aos outros. Mas o trabalho em atualizar a natureza equaliza todos nós.
– Quando nos complementamos mutuamente, a maravilhosa singularidade de cada um fica esclarecida.

Dia a dia a ciência está descobrindo o quanto todos os detalhes e todas as leis estão conectados em um único sistema.
– Até o momento nós medimos o sucesso egoisticamente; amanhã vamos medir o sucesso com o quão benéfico eu sou com todos.
– Se não trabalharmos na melhoria de nossas relações com os outros, não seremos capazes de utilizar o avanço tecnológico para melhor.

De KabTV “Nova Vida # 323 – Qual É O Segredo Do Sucesso Na Vida?” 20/03/14

Unidade E Personalidade

laitman_938_07Pergunta: Será que a unidade entre nós depende da anulação da nossa personalidade individual?

Resposta: A unidade depende apenas da anulação da personalidade egoísta, e não da anulação total da nossa personalidade individual. Se eu vejo que o ego só me prejudica, eu quero me tornar uma personalidade totalmente diferente.

A personalidade permanece e se torna livre. Hoje eu estou sob o domínio do ego e sou atraído a prazeres como comida, sexo, família, dinheiro, respeito, conhecimento e controle, e me contorço nesses desejos, sempre ansiando e, preenchê-los, tanto quanto possível. Assim eu só roubo de mim mesmo e não resta nada de mim.

Da Lição de Cabalá em Russo 17/04/16

Os Reis Do Mundo

Dr. Michael LaitmanTorá, “Deuteronômio”, “Eikev“, 7:24: Ele entregará nas mãos de vocês os reis dessas nações, e vocês apagarão o nome deles de debaixo do céu. Ninguém conseguirá resistir a vocês até que os tenham destruído.

Reis são os nossos desejos mais importantes. Há um conjunto de 620 desejos em uma pessoa e todos devem ser corrigidos. Cada grupo de desejos tem suas dez Sefirtot, suas qualidades, e é necessário corrigir as principais.

A correção é realizada não nos próprios desejos, mas na intenção. A intenção é a cabeça do grupo de qualidades. Portanto, ela deve ser corrigida precisamente porque os desejos seguem obedientemente as intenções que uma pessoa cria. As intenções de receber para mim mesmo são os reis maus e impuros do mundo.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/04/16

O Criador E Eu

laitman_744Pergunta: Se não há outro além Dele, quem maneja o diálogo dentro de mim? É o criador falando com Ele mesmo quando Lhe pedimos alguma coisa, estamos irritados com Ele, e Lhe agradecemos? Ele é o único que sente o que está acontecendo com a pessoa e se volta a Si mesmo? E o “eu” que segue e assiste tudo também é o Criador? Então, porque não é dito que não há outro além de mim?

Resposta: Você está certo sobre isso. Não há outro além de você, e apenas na medida em que o Criador for descoberto por você é que você vai descobrir que não há outro além Dele.

Pergunta: Será que o Criador afasta a pessoa? E se Ele afasta, por quê?

Resposta: Para ensinar a pessoa a “andar”, assim como nós ensinamos uma criança pequena.