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Será Um Dia De Descanso Para Você

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo” 35:1 – 35:3: Então Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes: “Essas são as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem. Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá. Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado”.

Inicialmente, nós lidamos com os desejos egoístas de uma pessoa ou sociedade.

A Torá nos diz que tudo o que precisamos fazer é superar o nosso ego e nos reunir acima dele num único conjunto. Portanto, essa Parasha (porção da Torá) é chamada de “VaYikahel” (reuniu).

Ela fala sobre a reunião de todas as partes separadas, distantes e hostis da alma coletiva, que são encontradas em todos nós e que temos que reunir como um quebra-cabeça, numa única alma.

Através da conexão dessas partes, nós começamos a organizá-las sob a influência da Ohr Makif (Luz Circundante), a característica de doação e amor do Criador. Se tentarmos ser como Ele, na medida dos nossos esforços, Ele vai nos influenciar e ajudar nossa reunião numa conexão integral mútua.

Então veremos como nossas características mútuas criam certo todo, algum tipo de imagem completa, que na sabedoria da Cabalá é chamada de Partzuf, ou seja, um bloco ou estrutura.

Esse Partzuf é composto de Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod, Malchut. Nas primeiras seis Sefirot, que simbolizam os seis dias da semana, nós precisamos trabalhar na reunião das partes separadas da alma. Se conseguirmos isso, a Luz terminará a reunião completa, trabalhando em nossos esforços ao longo dos seis dias de trabalho. Então não precisamos fazer mais nada, uma vez que no sétimo dia o nosso trabalho está terminado.

Nós possibilitamos que Luz termine essa soldagem entre nós, na qual a unidade completa da alma emerge das partes separadas que se reuniram.

Nós terminamos uma semana, e começamos uma nova semana. Uma parte e depois outra parte é recolhida, e, dessa forma, nós reunimos toda a nossa alma comum. Dentro de um determinado número de ações como essas, nós alcançarmos a reunião espiritual de todas as partes tornando-se uma unidade completa, à semelhança de Adam (homem), o qual significa Domeh (semelhante ao Criador). Com isso, nós alcançamos a correção completa da humanidade, a qual temos que alcançar.

Portanto o Shabat é o dia mais sagrado, pois nesse dia a Luz age, influencia os nossos esforços, e os termina. É como se ao longo dos seis dias nós criássemos o trabalho a ser feito, e no sétimo dia a Luz o realiza.

Se no sétimo dia nós continuarmos esse trabalho, é como se estivéssemos felizes com essa quebra da alma de Adão, porque estamos tentando fazer o trabalho em vez da Luz. Essa é a maior violação de todo o sistema de correção.

Em geral, nós fazemos parte do trabalho e a Luz faz parte do trabalho. Se nós mesmos fazemos todo o trabalho, estamos adicionando ainda maior destruição no sistema e até mesmo rejeitando mais fortemente a reciprocidade de todas as partes que se reuniram durante a semana. Geralmente, é preferível não fazer nada do que reunir toda a semana e continuar isso mesmo no sétimo dia. Desta forma, nós negaríamos todo o método de correção do sistema e todo o seu progresso.

Assim, antes do sétimo dia, é necessário terminar os nossos esforços, o que significa que vamos parar no sexto dia e possibilitar que a Luz solde todas as partes, juntando-as. É dito: “Será um dia de descanso para você”. Basicamente, a pessoa está fazendo um trabalho e não apenas descansando. Nesse momento, nós finalmente sentimos a unidade gradual de todas as seis partes num todo geral e terminamos a correção do nível espiritual atual. Depois disso, nós corrigimos o próximo nível e o próximo, e assim por diante, semana após semana.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/10/13

De Modo A Não Permanecer Um Pedaço De Ego

Dr. Michael LaitmanO mundo inteiro é um estado egoísta da matéria. Tudo o que está nos níveis inanimado, vegetal e animal só existe a fim de se preservar da melhor maneira possível.

Na matéria humana isso é ainda mais exagerado, visto que eu quero me manter na melhor forma possível em comparação com o resto do ambiente dos níveis inanimado, vegetal, animal e humano. Eu tenho que estar no estado mais confortável para que todo o universo se envolva em servir ao meu ego. Essa é a inclinação natural de uma pessoa. Se pudéssemos apenas ver como nos restringimos internamente só porque não queremos sofrer. Eu me pergunto por que eu deveria me torturar só porque não sou Einstein ou Picasso. Eu não quero sentir pena como se estivesse cortando uma parte de mim, aceitando que não serei um Tolstoy ou Shakespeare…

O ego tem uma reação defensiva para cada desejo que não é cumprido, mas sempre que posso, eu quero agarrar e dominar tudo para o meu próprio benefício. Essa é a nossa natureza; a pessoa está pronta para engolir o mundo inteiro.

Nós não podemos mudar nossa natureza por nós mesmos. Ela foi criada e é mantida em nós e em todo o universo, graças a uma força chamada a Luz. Essa força é invisível e não é sentida de forma alguma por nossos sentidos, pois constantemente cria, desenvolve e sustenta o ego.

Mas dentro do ego, há um ponto separado que não pertence a ele, um ponto que analisa o egoísmo. A Luz que age sobre o ego também afeta esse ponto. Ele começa a se desenvolver e a sentir onde está, perguntando-se: “Eu estou em algum tipo de natureza? Quem sou eu? Onde estou?”.

Se esse ponto se desenvolve seriamente numa pessoa (na verdade esse ponto existe em todos nós, em alguns mais e em outros menos), ela começa a se perguntar: “Para que serve isso, por que, e de onde? Por que eu fui criada? Eu fui criada para sofrer? Se assim for, eu os amaldiçoo como a fonte que me condenou a tal existência. Se for por outro propósito, o que é ele exatamente? Eu exijo uma explicação de Você!”.

Quando a pessoa exige uma explicação da Luz (o Criador), ela entra em contato com essa Luz através do ponto no coração, porque esse ponto é o homem e tudo o mais existe no estado animal.

O que realmente pode me interessar? Pode ser minha própria natureza e como eu existo dentro dela no máximo de conforto durante vários anos e faço o mínimo de esforço possível e recebo tanto prazer quanto possível. Ou, eu anseio por minha raiz, por minha fonte, perguntando: “Quem és Tu, que me criou e me gere?” Essa é a mais alta forma de anseio no dipolo do ego e do ponto que pode se desenvolver dentro dele.

No momento em que o ponto no coração começa a se desenvolver, ele pode receber imediatamente o seu método não egoísta de desenvolvimento que se realiza apenas sob a influência da Luz superior. Se é isso que eu quero, que ele venha a mim com mais frequência, para ter maior influência sobre mim, isso é revelado a mim na minha razão, compreensão e sentimentos, em suas metas e planos para mim, porque essa é a fonte de poder, informações: tudo.

Isso é realmente o que o ponto no coração ou o ser humano em mim exige. Então eu recebo a Torá e começo a trabalhar com ela. Qualquer um em quem essa inclinação é invocada deve valorizá-la e verdadeiramente temer que ela possa desaparecer e que ele continuará a ser um pedaço de pedra do ego ou da besta.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/09/14

A Lei “Sobre A Educação Familiar Nacional”

laitman_565_02Sem a pressão positiva da sociedade em cada um de nós, nenhuma família pode viver bem e normalmente. Hoje nós vivemos sob uma tremenda pressão da opinião pública, mas isso foi criado pelo nosso egoísmo, que muitas vezes rompe e nos coloca em confronto uns com os outros.

“A educação familiar nacional obrigatória e as boas relações na sociedade e no Estado” deve se tornar uma lei nacional.

Comentário: Mas eu quero antes de tudo melhorar as relações na minha própria família!

Resposta: Não vai funcionar! Nem uma única família vai ter sucesso nisso. Pode haver alguns casos excepcionais e temporários, mas, no final, a família vai desmoronar se não construir a atmosfera geral que obrigará cada família a se tornar harmoniosa.

Pergunta: Onde deve começar a educação familiar obrigatória?

Resposta: Nós devemos começar estudando a natureza humana, a fim de entender como ela é egoísta e como podemos ainda manter relacionamentos entre nós.

Na verdade, o nosso egoísmo tem crescido a proporções alarmantes que não podemos tolerar ninguém que nos rodeia. Toda criança tenta se trancar em seu quarto. No final, cada membro da família terá sua própria entrada separada para não se dirigir a ninguém.

Pergunta: O que precisa ser feito após a primeira aula na educação familiar?

Resposta: É necessário colocar todos num círculo e começar a construir a relação correta entre nós. Nós podemos discutir como todo mundo imagina uma família boa e unida, que participação mútua e concessões mútuas são necessárias. Qualquer situação de vida pode se tornar um tópico para tal discussão.

Não haverá sucesso em qualquer família individual até que eduquemos toda a sociedade. Primeiro de tudo, nós precisamos educar as pessoas, e depois avançar para a educação do indivíduo, da família. Toda a sociedade deve ser educada no princípio: “Nós todos somos amigos, irmãos, como um homem com um só coração”. E quando chegarmos a este estado, cada família será fortalecida dentro da nação.

Não há outro caminho. As tentativas de fazer a paz separadamente na própria família estão fadadas ao fracasso. Nós precisamos proceder do geral para o particular: “Todos são amigos, todos são irmãos”.

De KabTV “Uma Nova Vida” 15/02/15

A Sabedoria Da Conexão Na Era Do Isolacionismo

Dr. Michael LaitmanNa vida cotidiana nós geralmente escondemos o nosso egoísmo. Se eu dependo completamente do meu inimigo, meu ego começa a desaparecer e o ódio evapora. Não há para onde fugir e eu começo a buscar como amá-lo e levá-lo a me amar. O instinto de autopreservação começa a agir, e eu não posso odiar alguém quando a minha vida, a coisa mais preciosa que eu tenho, depende dele.

Mas no nosso caso, não estamos conseguindo. O ódio está sendo revelado cada vez mais entre nós e os movimentos separatistas estão tomando conta do mundo. Quanto mais o nosso mundo é descoberto como um todo e mutuamente conectado, mais forte se torna a tendência oposta.

Cada um aspira ao isolamento e, finalmente, chegaremos a mesma situação que nos tempos antigos, onde cada cidade e área tornou-se uma nação separada. O mundo inteiro será dividido em tais reinos.

Por um lado, o egoísmo está crescendo, sentindo suas limitações e áreas de controle com mais precisão. Desse modo, ele se separa dos outros. Como resultado disto, o mundo onde sete bilhões de pessoas estão vivendo criará 10000 nações que não se dão bem umas com as outras.

Mesmo indivíduos solitários já não são capazes de conviver uns com os outros. Houve um tempo em que as famílias viviam num quarto: pais, filhos, netos. Hoje, duas pessoas não podem viver em paz no mesmo apartamento. Isso é chamado de ódio.

Da mesma forma que a nossa interdependência está aparecendo, o desejo de quebrar esta dependência, separar-se e afastar-se uns dos outros está aparecendo como isolacionismo e separação. Essas duas tendências não vão desaparecer e vão se desenvolver cada vez mais dentro da sociedade humana, e não há como resolver isso! Ambos irão crescer até o céu e não haverá como resolver esse conflito.

A arte da conexão é chamada de sabedoria da Cabalá. Em última análise, as relações entre todos – crianças, adultos, nas escolas, no trabalho, nas relações internacionais e no seio da sociedade – chegarão a um estado tal que não estaremos prontos para falar uns com os outros e precisaremos da sabedoria da conexão!

Essa sabedoria será necessária simplesmente para ser capaz de organizar as relações normais no trabalho, na escola, na família e em todas as áreas de nossas vidas. As pessoas precisarão dessa sabedoria, porque o ódio, a rejeição, a incapacidade de falar um com o outro ou até mesmo olhar para os outros vão chegar a um grau tão ameaçador que não seremos capazes de preencher essa lacuna.

Não será possível superar a falta de desejo de ver e sentir os outros. Uma pessoa vai procurar isolamento para que ninguém esteja perto dela, e ela não vai querer chegar perto de ninguém. Mas, por outro lado, ela vai ter que se sentar na classe na escola ou na universidade e estar em conexão com os outros.

Hoje, uma pessoa não pode fazer nada; até mesmo os cientistas realizam pesquisas em grandes grupos. Além disso, nos nossos trabalhos em toda parte nós precisamos nos conectar em equipes. Mas uma pessoa vai perder a capacidade de cooperar, mesmo com uma pessoa que é como ela na medida em que esse ódio cresça a tal ponto.

Portanto, a sabedoria da conexão será muito procurada. O mundo inteiro vai precisar dela.

Nós precisamos entender que todos os mundos espirituais: os cinco mundos, Olam Ein Sof (mundo do infinito), toda a escada de níveis, e os Partzufim são revelados em nós através da conexão não natural entre as pessoas. De acordo com a natureza, o ódio e a interdependência são revelados em nós. Mas se organizarmos uma conexão entre esses opostos, o ódio e a dependência, e nos comunicarmos com os outros acima do nosso intelecto, desejo, e todos os cálculos, vamos descobrir novas relações e um novo mundo.

Agora nós sentimos esse mundo através de nossos cinco sentidos, ou seja, os cinco tipos de conexão egoísta entre nós. Nós vemos tudo através do nosso egoísmo, o que significa que em cada situação nós procuramos a oportunidade de estar confiantes e desfrutar. Graças à sabedoria da conexão, a sabedoria da Cabalá, chegaremos a novos relacionamentos acima dos relacionamentos egoístas, que são relações de “…amarás o próximo como a ti mesmo” (“Levítico” 19:18), e na conexão entre nós começaremos a descobrir os cinco sentidos adicionais: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut.

Dentro destes sentidos, nós descobriremos fenômenos chamados de mundos espirituais, até atingirmos a conexão completa chamada Olam Ein Sof. O mundo espiritual é revelado na conexão entre nós, nos níveis de nossas relações que vão do desapego total à adesão completa. Essa é a escada dos níveis espirituais.

Na medida em que eu tento desenvolver o amor acima do meu egoísmo e ódio, eu descubro os níveis dos mundos espirituais. Portanto, não é necessário procurar o mundo espiritual em qualquer outro lugar, como em livros ou ações mecânicas com as mãos e pés. Tudo depende apenas do trabalho no coração e quanto eu posso me conectar emocionalmente com os outros acima da rejeição e do ódio sem querer apagar ou aniquilar isso.

Afinal, tudo é construído precisamente acima do ódio, como está escrito, “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12). Assim, com o amor construído acima do ódio, eu descobrirei um novo mundo chamado o mundo dos homens. Afinal de contas, nós estamos todos dentro desse mundo e estaremos conectados como um e receberemos a forma de Adam – homem (Domeh – semelhante ao Criador).

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/05/14

Quem Pode Passar Através Das Nuvens De Glória?

As nuvens de honra são a Luz Circundante geral (Ohr Makif) que sustenta toda a nação em certo nível de doação e amor, conexão mútua, e santidade.

É natural que a parte da nação chamada Erev Rav (multidão mista) seria mantida externamente a ela, uma vez que ansiava por servir ao redor e dentro do Tabernáculo, mas apenas para seu próprio bem e assim eles continuamente agarravam-se à fonte espiritual, para si mesmos.

Até o dia de hoje esta parte da nação tem os mesmos atributos e toda a sua vida é baseada em pequenos furtos espirituais. Esta é a razão porque eles não podem passar através das nuvens de glória que os mantêm longe, uma vez que as nuvens são o atributo de doação, sacrifício e amor ao próximo. Quando o Erev Rav vê que eles precisam trabalhar para os outros, eles são instantaneamente repelidos por isso e não querem entrar. Então esta é a Masach de proteção (tela).

A pessoa não precisa proteger nada. Ele simplesmente sabe que, se entra por aquela porta, terá automaticamente que pensar apenas nos outros e não sobre si mesmo, não sobre sua família ou qualquer outra coisa! Ele concorda em mudar totalmente sua intenção interna? [Leia mais →]

Para Não Ser Jogado Fora

Pergunta: Desde a última convenção, eu perdi muitas aulas e tenho atrasado para muitas lições. A pior coisa é que eu não me sinto envergonhado disto… O que devo fazer?

Resposta: Você será capaz de sobreviver somente se começar a espalhar o método de conexão entre as massas, assim como é feito em nossos grupos. No momento tudo que você faz é para o seu próprio bem e como resultado, você simplesmente será jogado fora como lixo despejado.

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A Química Do Amor

No jornal News (de boyko.ru): “De acordo com um estudo recente, as emoções de uma pessoa são nada além de reações químicas. A sensação de apaixonar-se é despertada por anfetaminas e, em seguida, o corpo as bloqueia e libera endorfinas que invocam lealdade e dedicação.

“O amor é uma reação química que dura entre 2-4 anos. Não é uma emoção sublime, mas apenas o resultado da quebra de determinados produtos químicos. Acontece na duração de 2 a 4 anos e, em seguida, o corpo da pessoa bloqueia esta reação, a fim de proteger-se.

“Apaixonar-se é o resultado da secreção de anfetaminas em reação a uma determinada pessoa ‘amada’. Elas realmente criam a sensação de euforia e felicidade que os amantes sentem. Estas substâncias incluem noradrenalina e adrenalina que são substâncias energizantes naturais. É por isso que uma pessoa sente que pode mover montanhas em nome do amor. Quando os amantes rompem, o período de secreção de anfetaminas alonga-se, mas, ao mesmo tempo, quando as anfetaminas quebram, liberam substâncias perigosas, incluindo amoníaco.

“Estes processos têm um efeito negativo no sistema nervoso central e depois de 2 a 4 anos, o organismo gradualmente suprime estas reações, a fim de proteger-se. As anfetaminas são substituídas por outros hormônios, endorfinas, que são comumente conhecidas como o hormônio da felicidade e sendo assim, o amor é substituído pela dedicação.

Meu comentário: Se estudarmos nossas emoções mais profundamente, ou seja, as reações de nossos desejos, descobriremos que tudo resulta da influência da Luz sobre o desejo, e a sabedoria da Cabala nos ensina como podemos gerenciar a influência da Luz sobre o desejo.

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Por Que As Pessoas Ficam Desapontadas Com As Religiões

laitman_627_2Pergunta: Por que em nossa época as pessoas ficam desiludidas com as religiões?

Resposta: A pessoa descobre que nenhuma religião pode lhe dar satisfação. Afinal de contas, todas as religiões surgiram devido ao fato de que a nação de Israel caiu do nível do amor ao próximo ao ódio infundado, tendo perdido a conexão com a força superior da natureza.

Em resposta à escuridão, a humanidade desenvolveu as religiões: primeiro o Judaísmo, depois o Cristianismo, e depois o Islã. Essas religiões não ocorreram por acaso, mas cada uma tem sua própria raiz. O Cristianismo pertence à linha esquerda, o Islã à linha direita, e o Judaísmo à linha média.

É assim que elas se relacionam com as raízes espirituais porque tudo em nosso mundo material decorre das raízes espirituais. Está escrito: “Nenhuma folha de grama cresce até seu anjo [condutor] acima bata e diga: ‘Cresça'”. Portanto, todos os fenômenos do mundo vêm do mundo superior, e não há nada de novo no nosso mundo.

A religião é projetada para dar à pessoa certa imagem da força superior quando ela não está ciente e não a entende essa força. Ela ajuda a pessoa a examinar sua natureza.

As religiões têm impulsionado o desenvolvimento da filosofia e da ciência. Primeiro a ciência era desenvolvida por pessoas religiosas, e só em algumas centenas de anos foi separada da religião e tornou-se acessível a todos.

De KabTV “Uma Nova Vida” 07/05/15

Processando O Vazio Do Deserto

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números” 1:52 – 1:53: Os filhos de Isarel armarão as suas tendas organizadas segundo as suas divisões, cada um em seu próprio acampamento e junto à sua bandeira. Os Levitas, porém, armarão as suas tendas ao redor do Tabernáculo que guarda as tábuas da aliança, para que a ira divina não caia sobre a comunidade de Israel. Os Levitas terão a responsabilidade de cuidar do tabernáculo que guarda as tábuas da aliança”.

É dito no Midrash Raba que quando Moisés contou os judeus, dividindo e classificando-os de acordo com as tribos, o Criador ensinou-lhe como se tornar um acampamento e como avançar, o que significa como juntar novamente o vaso quebrado.

Quatro tipos de egoísmo em três linhas compõem as 12 tribos, as 12 partes do vaso espiritual. O vaso quebrado deve ser corrigido unindo todas as partes em um, na medida em que as pessoas avançam no deserto, ou seja, de acordo com a revelação do ego em todos os campos e em cada tribo.

O Criador ensina como a nação deve reunir todos para que cada vez eles absorvam um novo vazio corrompido, processá-lo internamente, e corrigi-lo para o atributo de doação. Esse é o avanço no deserto em 40 anos (níveis). É assim que a parte corrigida de Malchut à Bina deve ser a unidade exata da nação e, assim, concluir a construção de sua conexão com o Criador.

O movimento do acampamento no deserto simboliza o processamento do vazio. Esse é realmente um movimento para frente muito desagradável já que o deserto está cheio de escorpiões e cobras, o sol está queimando, não há nenhuma comida ou água, e todo mundo está coberto de feridas. Em outras palavras, o deserto simboliza o egoísmo ardente e crescente de uma pessoa. As pessoas sentem a conexão entre si como uma ferida que toca outra ferida, e a dor não vai deixá-las se unir. Elas devem subir acima disso, e embora a Luz que vem não cure as feridas, ela as formata num só corpo geral, saudável. A dor e as feridas se transformam num vaso unificado onde o prazer é revelado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/12/14

Os Presentes De Abraão

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma os métodos espirituais do Oriente são diferentes da sabedoria da Cabalá? Afinal, eles falam aparentemente de coisas semelhantes.

Resposta: Existem 3.800 religiões e crenças do mundo. Todas as principais religiões realmente vieram de Abraão, que viveu na antiga Babilônia perto de 3.500 anos atrás.

Abraão ensinou seu método, ou seja, a sabedoria da Cabalá, a um pequeno grupo que ele chamou de Israel. E ele deu presentes, ou outras formas de fé, para o resto das pessoas. A Torá diz que Abraão deu presentes aos filhos de suas concubinas e enviou-os para o leste, onde todos esses métodos chegaram de volta até nós.

A diferença é que o método de Abraão possui a capacidade de corrigir uma pessoa, algo que não existe em qualquer outro método. A sabedoria da Cabalá nos possibilita atrair a força do bem até nós que está oculta na natureza e que irá corrigir nosso ódio para com o outro em amor. Essa força do bem é adicionada à nossa natureza egoísta e nós nos tornamos portadores de duas forças. A integração dessas duas forças possibilita que trabalhemos com elas, nos desenvolvamos corretamente, e descubramos uma forma adicional de realidade que se encontra fora de nós.

A física moderna fala sobre a existência de uma realidade como essa. Além do universo, o mundo que vemos agora, existem outras formas de realidade. A sabedoria da Cabalá nos possibilita sair para além da estrutura das limitações deste mundo e vejamos mundos superiores. Possibilidades como essa não existem em nenhum outro método, porque eles não contêm a Luz que Corrige. A singularidade da Torá é que ela contém uma força que corrige nossa natureza e nos eleva acima do ego a uma natureza de doação e amor, na medida em que abre os nossos olhos, como é dito: “Você vai ver o seu mundo em sua vida” (Berachot 17a).

Do Programa na Rádio Israelense 103FM, 03/05/15