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Não Há Lugar Mais Confortável Do Que Em Casa

laitman_766_2Pergunta: Para mim, pessoalmente, não há nada mais importante do que a minha família, filhos e casa. Embora eu não me sinta em nenhum outro lugar tão confortável e aquecido como em casa, ao mesmo tempo, as coisas nem sempre correm bem na família. Qual é o segredo da família? Como a família deve nos apoiar na vida, para nos ajudar a crescer e seguir em frente?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que compreender que a família é um fenômeno natural e, de alguma forma, também existe em animais. Por mais que a crescente prole precise de família, ela existe na natureza.

O mesmo pode ser dito das pessoas. Tendo nascido indefeso, o ser humano é totalmente dependente do amor dos pais que se preocupam com ele e se colocam aos seus pés num sentido literal e figurativo.

A família insere na pessoa os primeiros hábitos mais básicos que ela segue mais tarde na vida e é incapaz de se livrar deles. Com efeito, eles são transformados num instinto condicionado que existe para sempre. A família estabelece valores que estão permanentemente enraizados numa pessoa. Eles podem ser bons ou maus valores, mas vão ditar o comportamento de uma pessoa, quer ela goste ou não.

Inconscientemente, a pessoa vai procurar criar a mesma forma de família que ela tinha quando criança. Casando-se e tendo filhos, ela ainda vai se lembrar constantemente como era a família de seus pais e vai imitá-la, tentando tornar sua família semelhante.

É muito difícil se separar da influência da casa dos pais, não importa que relações existiam lá. A pessoa simplesmente tem que voltar para a mesma forma de família. Mesmo que ela não estivesse confortável na casa de seus pais, sofresse e não quisesse que sua família fosse semelhante, ainda assim, inconscientemente, ela chega a mesma coisa. É muito importante entender.

De KabTV “Uma Nova Vida” 15/02/15

Maaser: A Décima Parte Dos Desejos

Laitman_509Torá, “Levítico” 27:31 – 27:33: Se um homem desejar resgatar parte do seu dízimo, terá que acrescentar um quinto ao seu valor. O dízimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será consagrado ao Senhor. O dono não poderá retirar os bons dentre os ruins, nem fazer qualquer troca. Se fizer alguma troca, tanto o animal quanto o substituto se tornarão consagrados e não poderão ser resgatados”.

A décima parte de nossos desejos não pode ser corrigida por nós mesmos. Ela deve ser separada de todos os nossos esforços e transmitida ao Criador, através dos Cohanim (sacerdotes) e Levitas, como Maaser (dízimo). A mesma coisa afeta os níveis vegetal e animal: o dízimo é separado do produto do campo e dos animais que comemos.

Isto significa que a décima parte de tudo o que passa por uma pessoa deve ser dada para o bem de todos.

Na Torá há uma infinidade de leis, mas todas falam apenas de uma coisa: como depende de nós estarmos conectados corretamente com o outro, para nos tornarmos um desejo geral comum, apesar de sermos completamente diferentes e estarmos longes uns dos outros. Se nós alcançarmos uma forte conexão mútua, a característica de doação e amor que é chamada de Criador será revelada entre nós, e sentiremos uma vida perfeita e eterna.

E se não ansiarmos por isso, a plenitude e a eternidade começarão a trabalhar contra nós e preencher nossas vidas com mais e mais sofrimento.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

Afastar-Se Do Caminho Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 26:36 – 26:37: E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os perseguirá; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir. E cairão uns sobre os outros como diante da espada, sem ninguém os perseguir; e não podereis resistir diante dos vossos inimigos.

Se a nação de Israel não optar por se corrigir voluntariamente, haverá a necessidade de uma força externa muito dura, que suprimirá o ego e a forçará a se comportar corretamente. Isso é chamado de caminho do sofrimento. Junto a esse trajeto, o povo percebe o que eles têm atravessado, o quão longe eles têm se desviado do seu objetivo, e que eles precisam entender plenamente isso, a fim de voltar a cumprir o seu dever. Mas, a fim de fazer isso, os olhos têm que ser abertos para que eles se conscientizem das duas forças na natureza e como elas funcionam.

Você só pode exigir algo de uma pessoa de acordo com seu nível de desenvolvimento. Quando é que uma criança começa a entender que está numa determinada estrutura? Primeiro, ela vai para o jardim de infância, onde aprende o que é permitido e o que é proibido. Isso continua na escola. Somente com a idade de 14-15 anos é que ela se torna responsável por suas ações e entende que há determinadas leis de comportamento que, se ela quebrar, ela pode ser presa pela polícia. Após a idade de 18 anos ela é um adulto, embora ainda não esteja totalmente madura.

De qualquer forma, nós temos que levar a pessoa ao reconhecimento do que ela é obrigada a fazer e por isso ela deve cumprir essa exigência. Só então será possível mantê-la responsável. Esta é a razão de nos submetermos ao longo período de preparação de milhares de anos. O problema hoje é que até mesmo os sofrimentos que temos atravessado não nos ajudam.

A questão é se eles foram suficientes. No final do século XIX, por exemplo, os primeiros colonos chegaram à Israel. Eles estavam prontos para viver em condições difíceis, tais como um clima quente e seco, pântanos que precisavam ser drenados, e o sofrimento da malária, a fim de construir os kibutzim. Em 10 a 20 anos, as pessoas começaram a esquecer tudo isso. A segunda Aliya (onda de imigração) começou, e depois a terceira, mas elas eram pessoas diferentes, porque o ego continuou se renovando. Uma pessoa não acredita que o que aconteceu com ela ontem pode ser repetido hoje. Nem sequer é culpa dela que tudo está apagado de sua memória, pois ela é uma nova pessoa a cada dia. Portanto, o principal é a educação e o ensino dos princípios da unidade nacional e global.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

Conflito Planejado Entre Os Estados Unidos E Israel

Dr. Michael LaitmanPergunta: Desde o primeiro dia do mandato de Obama, ficou claro que ele pretende mudar a política dos EUA no Oriente Médio, aproximando-se do mundo islâmico em geral, das nações árabes em particular, e melhorar as relações com o Irã.

A violência e as crises que vêm uma após a outra no Oriente Médio forçaram Obama a desviar ligeiramente da direção que ele escolheu. Mas tanto a respeito da questão da Palestina e nas repetidas tentativas de se aproximar do Irã à custa de tradicionais aliados dos Estados Unidos na região, vemos que sua linha de conduta tem se mantido como era. Como podemos e seremos capazes de se opor a isso?

Resposta: Foi precisamente quando o Faraó era mau que nós deixamos o Egito. Não se pode dizer de forma inequívoca que Obama é ruim para nós – seu ódio aos judeus e a Israel em particular, tem um potencial para o nosso desenvolvimento.

Seu ódio e suas políticas só aceleram o nosso despertar e influencia nosso destino através da Luz Superior, como está escrito em Provérbios 21:1: “Os corações dos príncipes e reis estão nas mãos do Criador”. Portanto, nós determinamos o nosso destino, não Obama.

Pagar As Dívidas No Ano Do Jubileu

Laitman_167A Torá, “Levítico” 27:20 – 27:21: E se não resgatar o campo, ou se vender o campo a outro homem, nunca mais se resgatará. Porém, havendo o campo saído no ano do jubileu, será santo ao Senhor, como campo consagrado, e se tornará propriedade do sacerdote.

Nós podemos dar ou vender o nosso campo a outros no nosso mundo e no 50o ano, as dívidas são apagadas e tudo volta a ser como era antes. No mundo espiritual, este é um sistema muito complicado, mas também funciona dessa forma. Nós trabalhamos muito duro nos nossos desejos por um longo tempo e no 50o ano (o Jubileu) chegamos a um nível em que esses desejos sobem ao próximo nível.

Pagar as dívidas no 50º ano (o nível de Bina) não é uma descida e subida, mas uma subida para um novo nível, porque tudo que foi acumulado durante esse tempo torna-se o próximo nível, graças ao trabalho da Luz Superior. Ela corrige o que queríamos, mas não conseguíamos. Esse estado especial é chamado de “Jubileu”. Se ela permanecesse mesmo no nível corpóreo, poderia levar o mundo a um estado totalmente diferente. Infelizmente, uma pessoa nesse mundo pensa que o que ela tem é sua própria propriedade privada, mas tudo é temporário e depois de certo período de tempo, tudo vai voltar à sua raiz, ao Criador.

Pergunta: Será que isso significa que quando eu penso “Eu vou comprar uma casa e deixá-la para meus filhos” é um erro do ponto de vista espiritual?

Resposta: A pessoa tem que cuidar de si mesma para não ser um fardo para a sociedade. Ela tem que cuidar de seus filhos, ensinar-lhes uma profissão e deixá-los alguma herança. Mas a Torá nos aconselha a não contar a eles sobre a herança, porque isso pode estragá-los. Se uma criança sabe que vai receber tudo de seus pais, isso a leva a viver uma vida despreocupada, simplesmente esperando: “Virá o tempo e eu receberei tudo deles; por isso eu não preciso esquentar”.

Ela tem que ganhar coisas por si mesma. Portanto, os pais devem ser rigorosos com seus filhos, que é o que acontece conosco quando somos educados espiritualmente. Nós recebemos certas condições e temos que mantê-las, mas se não o fizermos, receberemos condições ainda mais duras.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

A Separação De Meninos E Meninas Na Escola

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (rg.ru): “A separação de meninos e meninas na escola leva a um maior sucesso acadêmico do que quando eles estudam em turmas mistas.

“Os alunos não se sentem envergonhados e não se distraem com o outro sexo, o que significa que podem se concentrar melhor em seus estudos. …

“Mesmo sabendo a resposta, as meninas vão ficar em silêncio e esperar até que alguém responda. Nas aulas gerais, os meninos levantam suas mãos primeiro para responder perguntas do professor.

“Nas aulas das meninas: todas sabiam a resposta, mas não diziam nada, porque estavam com medo de cometer um erro. O professor sentia como se estivesse numa sala de aula vazia. Mas se as alunas forem elogiadas, da próxima vez elas vão responder ativamente. Uma menina deve ser elogiada, mesmo se ela estiver errada, ou então da próxima vez ela voltará a ficar novamente em silêncio. Curiosamente, um menino não entende essa abordagem, e vai perder muito tempo pensando sobre por que ele era conhecido por dar a resposta incorreta

“As meninas são calmas e nunca gritam. …. Em turmas mistas, os professores gritam mais do que nas salas de aula do mesmo sexo. Numa sala de aula do mesmo sexo, houve menos problemas disciplinares nas aulas dos meninos e eles responderam com mais calma aos comentários do professor. Em turmas mistas, os meninos tendem a argumentar mais com o professor, a fim de se mostrar na frente das meninas.

“A grande vantagem das classes do mesmo sexo é que as crianças não estão distraídas e, assim, aprendem melhor o material. Com salas de aula do mesmo sexo em escolas comuns, existem muito poucos inconvenientes”.

Meu Comentário: Eu acho que as crianças devem estudar em salas de aula do mesmo sexo. Além disso, eu acredito que professores do sexo masculino devem ensinar os meninos e professoras devem ensinar as meninas. Essa é a forma como tem sido ao longo da história e eu afirmo que devemos voltar a isso. Na minha opinião, a humanidade vai voltar a isso depois de aprender com todos os estudos, experiências e erros.

Olhando Para O Mundo Pelo Prisma Do Desejo

laitman_928A Torá, “Levítico” 27:11 – 27:12: E, se for algum animal imundo, dos que não se oferecem em oferta ao Senhor, então apresentará o animal diante do sacerdote (Cohen), e o sacerdote o avaliará, seja bom ou seja mau; segundo a avaliação do sacerdote, assim será.

Isto se refere aos desejos do nível animal. Em cada pessoa há um grande número de desejos: inanimado, vegetal, animal, e falante, ou seja, cinco níveis de zero a quatro. Cada um dos desejos deve ser integrado com os outros para trabalhar em total doação com uma intenção em prol bem do Criador.

Mas alguns deles não podem ser corrigidos de modo que funcionem com uma intenção em prol da doação para si mesmos. Eles não podem agir diretamente, mas de forma alternada. Digamos que um burro é um animal impuro que não pode ser trazido ao templo como um sacrifício. Por isso, ele pode participar do sistema geral de governo através da realização de sua tarefa, e é assim com tudo na natureza.

Nada deve ser aniquilado; basta usar o que é apresentado a nós de forma certa. Visto que a Torá está falando sobre os nossos desejos interiores, nós precisamos investigá-los dentro de nós, classificar e diferenciá-los de acordo com seu caráter e corrigi-los gradualmente, de modo que cada um deles seja direcionado à doação de alguma forma.

Todos os desejos devem passar pelo exame do Cohen (sacerdote). O Cohen é o ponto de contato com o Criador. Assim, a pessoa precisa encontrar o Cohen dentro de si mesma, sendo este o ponto mais alto em seu estado, e ver o mundo através disso. Só então ela vai examinar e esclarecer tudo corretamente.

Ver o mundo através do Cohen significa que eu estou olhando para o mundo através da característica de doação, e vejo que todos, exceto eu, estão num estado corrigido. Então, eu constantemente continuo a ver claramente que o mundo inteiro depende de mim e como eu preciso doar a ele, para chegar à correta cooperação mútua com toda a humanidade. Este é o ponto de Cohen. Assim, ele se torna um professor. É dito: “e vós sereis para mim um reino de sacerdotes…” (Êxodo 19: 6), ou seja, professores que estão preocupados com toda a humanidade.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

O Valor Do Desejo

A Torá, “Levítico”, 27: 1 – 27: 4, 27: 7: E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando um homem expressa um voto [comprometendo-se a] valorizar a vida para o Senhor, o valor [fixo] de um homem deve ser o seguinte: A partir de 20 anos de idade até 60 anos de idade, o valor é de cinqüenta shekels de prata , de acordo com o santo shekel. E se ela é uma fêmea, o valor é de trinta shekels;

E se [a pessoa tem] 60 anos de idade ou mais, se for um macho, o valor será de quinze shekels, enquanto que para uma fêmea, ele será de dez shekels.

Valor refere-se ao tamanho do desejo, a sua intensidade, o que uma pessoa deve expressar na sua relação com o Criador. O significado de “Quando um homem expressa um voto [comprometendo-se a] valorizar a vida para o Senhor” está de acordo com esse valor.

A shekel simboliza o desejo que é exigido de uma pessoa chamada um homem ou uma mulher, de uma certa idade. Isso é determinado de acordo com a intensidade com que trabalham em prol de doar e, portanto, são semelhantes ao Criador e conectados a Ele.

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De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

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O Povo De Israel – O Ponto De Conexão Entre Os Mundos

A Torá, “Levítico”, 26:44: Mas apesar de tudo isso, enquanto eles estão na terra de seus inimigos , eu não vou desprezá-los nem vou rejeitá-los para aniquilá-los, assim, quebrando a Minha aliança que está com eles, pois eu sou o Senhor seu Deus.

A tarefa espiritual atribuída à parte da humanidade chamada “povo de Israel” não é transmitida a outros povos e não pode ser transferida para eles.

Isso depende da fundação interior da alma em todos os povos. Se ele é criado a partir daquela parte da iluminação da alma coletiva (Galgalta ve Eynaim) que uma vez que respondeu ao chamado de Abraão, isto não pode ser alterado ou destruído. Esta parte está em cada geração e cria um corpo físico ao seu redor. Desta maneira, tudo avança para a frente. Mesmo se o povo de Israel quisesse, não poderia abandoná-la ou negá-la. Isto é impossível. É uma parte constante do desejo geral, criado pelo Criador, chamada Galgalta ve Eynaim, que é a menor parte, a mais clara e mais próxima da característica de doação.

Deve cumprir o seu destino. Não há como escapar; esta é uma lei física. O povo de Israel é o ponto de conexão entre o nosso mundo e o mundo superior.

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De KabTV de “Segredos do Livro Eterno” 10/12/14

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Faraó É Visto Apenas No Centro Do Grupo

Quando uma pessoa vai para a guerra contra o seu egoísmo, ele deve apenas lembrar-se que o grupo está ao lado dele, onde ele descobrirá toda a força que irá ajudá-lo a lutar contra si mesmo, contra o Faraó, contra a sua natureza.

Devo imaginar que eu me encontro fora de mim e estou olhando para a minha besta, para mim mesmo, do lado de fora. Então eu me identifico com o grupo, e de lá eu olho para o meu corpo, para todas as minhas características, desejos e pensamentos, as quais eu considero ser meu faraó. E é assim que é, até que meu corpo seja refinado e entregue-se ao grupo, que é o meu padrão para doação. É assim que eu chego à correção.

Eu exijo que eu seja capaz de sentir o poder de doação dentro do grupo que me conduz e sustenta. Tudo isto encontra-se no centro do grupo. Se não houver Arvut (garantia mútua), então eu não descobrirei o Faraó.

[131.619]

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 2/4/14, Escritos do Baal HaSulam

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