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Confronto Entre Dois Sistemas

laitman_628_1Pergunta: Eu cresci numa vila. Não tínhamos nada entre as casas, separando-as umas das outras. Hoje, cada nova casa está rodeada por uma cerca alta. Esta imagem é muito clara. Como podemos remover a fronteira entre nós?

Resposta: No passado nós não nos sentíamos num sistema geral e integral. Quando ele começou a ser revelado, nós começamos a prestar atenção nos limites, porque nós somos solitários e individualistas.

Depois nós sentimos a diferença entre o sistema integral, que quer nos conectar juntos, e os indivíduos separados e solitários que querem viver “juntos” como nas células de uma colmeia.

Isto significa que cada um se sente separado em sua célula pessoal, protegido por regras jurídicas claras. Em particular, isto foi destacado no desenvolvimento do Ocidente. Nos EUA, não há nada mais valoroso do que proteger a propriedade privada.

Agora, tudo isso está caindo aos pedaços. Portanto, nós começamos a sentir o quanto, por um lado, dependemos uns dos outros e podemos causar dor e, por outro lado, não queremos esta dependência.

Está acontecendo uma colisão entre as duas abordagens. Do lado da natureza, as forças estão nos pressionando para nos conectar juntos; do nosso lado, um processo oposto está ocorrendo. Cada um de nós quer ficar sozinho, consigo mesmo. Nós ouvimos de todos os lados, “O que você quer de mim? Eu sou um cidadão obediente, não violo as regras, não sou culpado de nada”.

Como você sabe que não tem a culpa? Você é um egoísta, não participa do sistema geral junto com todo mundo. Como é possível que você seja inocente? De acordo com quais regras você verificou que não é culpado? É de acordo com o que você quer? Em relação ao seu ego, você acha que tudo está bem?

Então a dor que é revelada agora é derivada de um confronto entre dois sistemas. Certamente nós estamos sofrendo cada vez mais. Não há escolha, nós temos que nos mover rumo à adaptação com as exigências da natureza. Pois a natureza certamente vai ganhar.

Pergunta: Então não haverá qualquer dor?

Resposta: A dor aparece na fronteira onde eu pressiono você, você me pressiona e a natureza pressiona nós dois. Abra a porta e você não vai sentir dor. Às vezes nós lutamos, ficamos irritados uns com os outros, e com duas palavras alguém ao lado nos reconcilia e ficamos aliviados; então está tudo bem entre nós, podemos cooperar.

Um “click” acontece, e em um momento tudo está resolvido, a fronteira desaparece. Quando isso acontece, não há lugar para dor fisiológica, mental ou espiritual. Em última análise, todo o problema está nisso.

Pergunta: É dito, “o sofrimento de muitos é metade da consolação”.

Resposta: Isso é realmente como se sente. A dor em si não pode ser medida; você não verá sua “quantidade” em algum instrumento. Então quando a minha dor é transmitida a você e a outras pessoas, e eu vejo que todo mundo está sofrendo, o nível de dor é psicologicamente diminuído, realmente pela metade.

De KabTV “Uma Nova Vida” 09/10/14

O Meio De Vida Correto

laitman_626Pergunta: Qual é o “meio de vida correto” de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: O meio de vida adequado (negócios) é a fabricação e produção dos meios de produção e consumo em quantidade necessária para fornecer a todos os membros da sociedade um nível de vida racional normal e não mais do que isso.

Por exemplo, cada animal necessita somente o alimento que é útil e adequado para o seu funcionamento fisiológico. Uma vaca nunca bebe champanhe, e um cavalo nunca vai comer hambúrgueres. Ele precisa de aveia e a vaca precisa de grama.

Da mesma forma, uma comida saudável normal é necessária para uma pessoa que não exceda um determinado nível de necessidade. Com isso ela vai satisfazer o seu corpo e todo o resto de suas necessidades será satisfeito apenas elevando-se ao próximo nível espiritual.

Pergunta: O que seria um lucro normal nos negócios?

Resposta: Um negócio deve ser construído apenas para dar à pessoa uma satisfação normal para sua vida, não lucro.

Junto com isto, nós faremos entre nós um grande trabalho ao satisfazer mutuamente as maiores necessidades. Mas trabalhar assim já é estar incluído em nossa ascensão espiritual e será avaliado como trabalho espiritual.

Ou toda a humanidade gradualmente começará a ser incluída dentro dele ao devotar uma ou duas horas por dia, ou grupos específicos de pessoas trabalharão em turnos, vários milhões hoje, vários milhões de amanhã, e assim por diante.

Isto significa que trabalhar pelo negócio em si vai recuar rapidamente ao passado. Círculos de negócios agora pensam apenas em como trocar algumas notas de dinheiro por outras para retornar o mundo ao verdadeiro valor do dinheiro. Mas, de qualquer forma, seu valor se foi e é impossível mudar algo aqui.

O mundo integral deve ser como uma família, e numa família tudo é dividido de acordo com o que cada um precisa.

De KabTV “Contos” 23/10/14

Messias Ben José E Messias Ben David

Laitman_043Pergunta: Por que o Messias ben (filho de) José deve ser morto?

Resposta: Rav Kook escreveu: Messias ben José só revela a importância de Israel, mas o objetivo de Israel é unir o mundo numa família e chamar o Senhor. Portanto, “Messias ben José está destinado a ser morto e o Messias ben David irá governar”.

Isto significa que nós ainda estamos num período de Messias ben José, e a necessidade de elevar o valor de Israel, Yashar – El (direto ao Criador), acima de tudo, e por causa disso, chegará o momento em que nós uniremos o mundo inteiro, trabalharemos para o Messias ben David.

De Uma Conexão Egoísta Para Uma Conexão De Doação

laitman_527_03Baal HaSulam, Shamati #19: Ele disse que nós temos que saber que há a questão da importância no trabalho, quando há um contato entre o indivíduo e o Criador.

Isso significa que a pessoa sente que precisa do Criador, já que no estado de trabalho ela vê que não há ninguém no mundo que pode salvá-la do estado em que se encontra, exceto o Criador.

Este sentimento é graças à Luz. A pessoa sente que o objetivo principal na vida neste mundo é alcançar o contato com o Criador. Então, uma iluminação adicional a ajuda a entender que só o Criador pode ajudá-la. Então uma iluminação adicional a revela que ela depende do ambiente e que ele é a condição essencial pela qual ela pode chamar o Criador para ajudá-la. Assim, ela gradualmente avança graças a certa iluminação num novo nível que a influencia e conduz.

Nós saímos do estado de exílio e nele também passamos por várias fases. Primeiro, a pessoa não sente qualquer conexão com a força superior de forma alguma. Ela não tem contato com Ele, nem mesmo sob a forma da religião comum.

Depois as pessoas começam a acreditar em religiões e diferentes crenças, milagres e misticismo. A pessoa deve passar por todas essas fases. Cada vez há uma iluminação especial do Alto que nos concede certa conexão com a força superior. Isto continua até que a humanidade atinge um estágio onde perde qualquer fé na força superior e acredita só na ciência e em fatos reais.

Depois nós começamos a procurar uma conexão com a força superior como pessoas racionais e estudamos o Criador como uma força. Esta força nos governa e nós concordamos em agir mutuamente em resposta a ela. Nós só temos que esclarecer a relação que pode nos conectar.

No final, a pessoa alcança a sabedoria da Cabalá e começa a trabalhar. Isto a eleva a um nível totalmente diferente de conexão com a força superior. Não é mais graças a sua fé ou diferentes rituais, mas graças à mudança de seu desejo interno.

Então ela está em adesão com o Criador, ou seja, que todo o seu pensamento é sobre o Criador, ou seja, que Ele vai ajudá-la. Caso contrário, a pessoa vê que está perdida.

Esta é a mesma atitude quando as pessoas eram muito religiosas e acreditavam no Criador há muito tempo. A pessoa também sentia que era totalmente dependente do Criador, da vontade de Deus. Se o Criador fosse misericordioso, a pessoa viveria, mas se o Criador não a ajudasse, sua vida acabaria.

Agora nós temos que alcançar a mesma atitude, que se o Criador nos ajudar, nós viveremos, e se o Criador não nos ajuda, significa morte. Nós só damos um significado diferente para os conceitos de vida e a morte: vida significa adesão com o Criador, doação mútua, enquanto que morte significa permanecer no amor-próprio.

Nós vemos como toda a humanidade passa por estas fases, a partir da abordagem egoísta, da dependência gananciosa na força superior, a uma dependência altruísta de amor ao próximo, do anseio a se assemelhar ao Criador.

O Criador diz sobre isso, “Meus filhos me derrotaram.” Ou seja, eu lhe dei o desejo de receber, e você Me pede para lhe dar o desejo de doar em vez disso.

A pessoa se preocupa sobre ser independente, porque caso contrário não pode trazer contentamento ao Criador. Quem mais pode trazer contentamento ao Criador? Só a pessoa que pode permanecer independente e separada do Criador pelo seu ego. Ela mantém seu desejo de desfrutar e apenas o restringe, não permitindo a adesão dele com o Criador egoisticamente.

Ela adere ao Criador com o desejo de doar que ela desenvolve acima da restrição. Assim, ela continua a ser independente e, ao mesmo tempo, chega à adesão.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/14, Shamati #19

O Mais Importante É A Confiança De Que Tudo Vai Dar Certo!

Laitman_514_02Shamati 72 “A Confiança é a Vestimenta para a Luz”: Entretanto, quando a Luz da vida deixa o indivíduo, que é considerado que ele desceu de seu nível anterior de vitalidade, então ele se torna inteligente e curioso. Ele começa a calcular o lucro de tudo, se vale a pena fazê-lo ou não.

A Luz da vitalidade é a Luz da doação, a vida com amor pelos outros; isto fala de uma pessoa como uma substância, que, por um lado, a força do desejo de receber influencia e opera. Devido a isso, ela quer pegar tudo para si mesma. Por outro lado, a força do desejo de doar entra nela e neutraliza o desejo de receber, e então ela mesma quer doar.

Assim, a pessoa se encontra entre duas forças. Como é dito sobre dois segurando um Tallit, sendo este a pessoa, e cada uma puxa-a para si. As duas forças estão segurando a pessoa: a inclinação ao mal e a inclinação ao bem, o desejo de receber e o desejo de doar.

E a pessoa deve ver-se neutra. Isso significa que ela é responsável pelo desejo de receber e pelo desejo de doar, ambos falam dentro dela.

A Torá também descreve isto como se segue. É como se houvesse um velho e tolo rei e um filho pequeno e sábio. O velho rei é o desejo de receber a cuja regra estamos habituados. E o filho pequeno é o desejo de doar que nasce somente após a pessoa amadurecer e somente de acordo com seu pedido.

Nós estamos constantemente sob a influência destas duas forças operando em nossa substância. Do equilíbrio destas duas forças, qual delas vence, depende quem eu vou ser, como eu penso, e que lado eu quero.

Isto requer uma autoanálise crítica, constante autocrítica, para descobrir o que está agindo em mim neste momento: especificamente, por que estou pensando, falando e fazendo isso? Desta forma, eu me descubro em pensamento, discurso e ação.

E tudo é determinado de acordo com a força que me controla agora: a força da recepção ou a força da doação. Isso significa que eu me imagino como estando sob uma influência bilateral e agora devo perguntar o que o Criador quer de mim. Eu já comecei um diálogo espiritual com Ele, colocando-me como um observador neutro: há eu, o Criador e as duas forças com as quais Ele me ativa.

Eu examino estas duas forças e a partir delas tento trazer-me a um estado neutro, atribuir ambas ao Criador. Dessa forma, eu vou começar a exigir Dele correções adicionais além destas duas forças. Como resultado, alcançarei adesão com o Criador, atingindo a equivalência de forma com Ele tanto quanto seja possível na minha situação atual.

O importante é me sentir confiante de que estou pronto para fazer e perceber isso em todos os momentos! Se a pessoa entende que, por um lado, ela é gerenciada pelo Criador, e por outro lado tenta usar todos os meios de modo que com todas as suas dependências, ela vai examinar e controlar o seu estado, isso significa que ela está envolvida no serviço ao Criador.

Neste caso, ela examinará precisamente as ações do Criador sobre ela. E isso é chamado de “serviço do Criador”: o Criador realiza todo o trabalho na pessoa para que ela cresça e saiba o que o Criador está fazendo com ela, aprenda as ações do Criador e queira se comportar como Ele. Então, ela quer ser como o Criador, tornar-se como Ele e ser chamada de Adão (homem), que significa que é semelhante (Domeh) ao Criador.

Da Lição Diária de Cabalá 07/11/14, Shamati #72

Um Teste No Atributo De Santidade

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Vayikra“, Kedoshim, item 16: O capítulo Kedoshim é o todo da Torá e é o selo da verdade. Neste capítulo, os segredos superiores da Torá são renovados nos Dez Mandamentos e em decretos, punições e mandamentos superiores. E quando os amigos chegaram a este capítulo se alegraram.

Santo refere-se à santidade, o atributo de Bina (doação completa).

E quando os amigos chegaram a este capítulo se alegraram, uma vez que chegaram ao nível em que todos os atributos ocultos neles estão totalmente corrigidos a fim de doar e agora eles estão enfrentando o estado de receber a fim de doar. Esse não é um estado instável que está acima das nuvens, mas a entrada direta, trabalhando-se dentro da terra de Israel.

O capítulo Kedoshim é o todo da Torá e é o selo da verdade, ou seja, que toda a Torá é destinada somente a atingir o atributo de doação. Se você o mantém, você pode usá-lo como um selo sobre os diferentes desejos e usá-los corretamente. Agora você pode ter certeza que não vai errar já que é conduzido pela doação.

Pergunta: Então, por que não paramos por aqui?

Resposta: Não! Você ainda não se corrigiu, mas apenas alcançou o nível em que está pronto para trabalhar com os desejos que foram quebrados de propósito para que você seja capaz de corrigi-los a fim de doar.

Vamos supor que o Criador criou um carro e quebrou-o em partes e você pode fazer o que quiser com essas partes agora. Existe um manual em anexo e a primeira parte é teórica, como de costume, e só descreve como a pessoa deve se preparar para o trabalho. Nesta parte, você pode encontrar matemática, física, mecânica, eletrônica, tudo o que precisa saber para montar um carro.

Tendo aprendido isso, você testa a si mesmo e ascende ao nível de Kadosh. Agora você pode começar a juntar o carro corretamente. Haverá problemas ao longo do caminho, é claro, e você vai cometer erros numa parte ou outra, mas em geral você está pronto para trabalhar.

Portanto, os alunos do Rabino Simon, os autores do Livro do Zohar, estavam tão felizes quando alcançaram esse nível, uma vez que nesse nível, o verdadeiro trabalho de uma pessoa começa.

Até então, você é como um estudante que se formou, mas ainda não se provou de forma alguma. No entanto, você já tem uma base espiritual com a qual trabalhar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 19/03/14

Filhos Do Universo, Parte 7

Dr. Michael LaitmanO grande desenvolvimento da humanidade não presta atenção ao universo, e ainda é o lugar onde podemos encontrar nossas raízes. Nos enormes espaços abertos do universo, nós encontraríamos a força, aglomerados de outros tipos de matéria, antimatéria, etc.

É claro que os seres humanos exploram o universo, mas não dão a sua pesquisa o peso suficiente, porque eles estão certos de que o nosso futuro depende de quem é mais forte, mais rico ou mais poderoso. Nosso avanço não visa compreender a natureza em sua plena revelação, nem incentivar o reconhecimento de nossas deficiências.

Eu presumo que o universo é completa doação e que a força de doação criou e organizou tudo o que existe. Finalmente, através da combinação de certas forças, a doação gerou os níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza.

O universo continua a desenvolver a matéria no sentido de um nível especial, qualitativamente novo, no qual a matéria de repente se questiona sobre a força que a lançou: “De onde nós viemos? Quem somos nós?”.

Nós sabemos que o pensamento por trás de qualquer ação está no resultado para o qual a ação foi concebida. Nós reagimos ao resultado; no entanto, nós nunca prestamos atenção suficiente, nem nunca alocamos energia suficiente para esclarecer o que exatamente está nos influenciando.

Por outro lado, nós reconhecemos que somos o resultado da atividade desta força. Ao explorar a natureza humana, nós vemos claramente que não possuímos qualquer livre arbítrio nem desfrutamos de liberdade de ações. Nós somos pré-condicionados por nossos genes, instintos, cálculos sobre lucros e perdas, utilizando fórmulas primitivas.

Aqui está o problema: como podemos explorar o universo, a sua evolução e os processos que passamos se dedicamos toda a nossa energia para outras coisas?

Um dos meus alunos trabalha no Grande Colisor de Hádrons, na Suíça. Ele me disse que no início houve debates intermináveis ​​sobre se era ou não era bom começar um projeto tão enorme e caro. No entanto, o custo do Colisor é equivalente ao custo de manter as tropas americanas no Afeganistão durante uma semana.

Então, é óbvio que não aplicamos esforço suficiente para explorar a natureza. Eu lamento muito por este estado das coisas. Se nós conhecêssemos a natureza suficientemente bem e difundíssemos melhor o conhecimento para as massas do que fazemos hoje, reconheceríamos nossas deficiências. Nós descobriríamos a falta de novas propriedades: as de doação.

Então, além do desejo de receber que já temos, nós também obteríamos o poder de doação que nos permitiria explorar a natureza a partir de um novo ângulo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 02/03/14

Quanto Ao Benefício Da Quebra

Dr. Michael LaitmanShamati # 1, “Não Há Outro Além Dele”: E somente se essa pessoa tem um verdadeiro desejo é que recebe ajuda do Alto. E a ela é constantemente mostrado como ela é a culpada de seu estado atual. Ou seja, ela recebe pensamentos e opiniões que são contra a obra.

Todos esses pensamentos são resultado das Reshimot que aparecem, surgem de dentro de uma pessoa e exigem realização. Antes existia um único desejo, mas ele foi esmagado em muitos desejos, fragmentos.

Este único desejo era apenas um pequeno Kli de doação que se chamava Adam HaRishon (Primeiro Homem), que foi circuncidado, nasceu sem um ego, como um anjo. Primeiro havia apenas um pequeno desejo de doação nele. Mas depois ele anexou a si mesmo o desejo de receber, o AHP, ao provar da árvore do conhecimento. A partir daí, um desejo poderoso foi adicionado a ele que esmagou o desejo de doar em pequenas partes.

Desta forma, em vez de um desejo de doar, muitos desejos de doar foram criados. A pergunta é: “Como poderia o desejo de doar ser esmagado em muitos pedaços?” Afinal, isso é contrário à natureza de doação, que sempre nos atrai para nos conectar juntos, como algumas gotas de água que se conectam imediatamente numa gota.

Mas o desejo de receber tinha um pequeno desejo de doar cativo e o mantinha dentro de si em servidão, como o povo de Israel no Egito. Portanto, há um desejo de doar dentro, mas ele está totalmente embrulhado dentro de uma intenção em prol da recepção. Segue-se que mesmo dentro do desejo de doar, a pessoa é obrigada a trabalhar a fim de receber.

É por isso que o desejo de doar se encontra sob o controle do Faraó. Mas, por enquanto, esse estado é o oposto do Criador, uma nova tendência é descoberta dentro de si, um novo e poderoso Kli. Pois o desejo de doar que se encontra no cativeiro do desejo de receber cresceu por conta do AHP, o coração de pedra, que conectava os Kelim do povo de Israel. Assim, no momento da correção, houve uma grande melhora. Como está escrito, o povo de Israel saiu do Egito com grande riqueza. Eles levaram tudo o que era possível levar da presença de Faraó. E só o que era impossível corrigir permaneceu no Egito.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/14, Shamati # 1

As 600 Mil Faces Da Alma Comum

Dr. Michael LaitmanA Luz superior, o Criador, criou o desejo, “algo a partir do nada”, que é completamente oposto a Ele. Este desejo é a única criação que já foi feita.

Mais tarde, o desejo expandiu-se sob a influência da Luz e em algum momento começou a agir por conta própria. Ele aspirava se tornar semelhante à Luz e considerou que a Luz era um remédio para alcançar este objetivo através do ato de aceitar a Luz em prol da doação para o melhor da capacidade do desejo.

O desejo é chamado de alma (Neshama). A quantidade máxima de Luz que o desejo pode receber em prol da doação é chamado de NefeshRuachNeshama. Todavia, o desejo não pode receber outras Luzes. Só mais tarde, no final da correção, as Luzes de Haya e Yechida vão entrar no desejo. Agora, o desejo é chamado de Neshamá, uma vez que tem o nome da Luz máxima que pode acomodar.

Isso significa que todos nós representamos uma alma, um desejo. A fim de fazer este desejo único agir de forma independente e adquirir semelhança com o Criador, ele foi quebrado em vários pedaços. Em essência, ele ainda é o mesmo desejo comum, mas agora percebe-se como dividido em 600.000 estilhaços. Nós nos consideramos como um dos fragmentos do desejo comum.

Os pedaços do desejo continuaram a se estilhaçar, na medida em que cada criação neste mundo carrega uma pequena partícula do que antes era um grande vaso. Nosso objetivo é fazer com que as pessoas reconectem voluntariamente todos os elementos.

Quando conectados, cada um dos fragmentos, cada pessoa, sente-se como uma alma comum. Cada uma se funde com o resto das 599.999 partículas, e assim, toda a estrutura até um total de 600.000 é obtida. Através das nossas relações com o resto das partículas, cada um de nós constrói a alma geral de 600.000 partes.

Isso se aplica a todos os que se fundem com outras partes ou estilhaços, seguido por mais um fragmento e depois outro. Então, quando todos nós nos reconectamos, recriamos nossa alma e, juntos, constituímos um único desejo comum.

Ao nos reunirmos, chegamos a um estado em que constituímos um único navio. Cada um de nós tem que se corrigir completamente, ou seja, fundir-se com o resto das partes. Até agora, nós estamos tentando nos conectar em dezenas, mas, na verdade, a mesma abordagem se aplica a todo o vaso, todas as almas, toda a criação, cada pessoa neste mundo, àqueles que viveram antes de nós e àqueles que ainda não nasceram e que vão aparecer mais tarde, depois de nós. Não importa quando.

Todos eles são partes de uma alma, porque nós nos conectamos a eles de acordo com as nossas qualidades pessoais. Se cada um de nós se conectar ao resto das 600.000 partes, vamos recriar a alma única original. Cada um de nós se conecta com os outros de uma maneira que ninguém mais pode e cada pessoa se funde com os outros de uma maneira que nenhuma outra partícula pode fazer da mesma forma. É por isso que cada um de nós é tão importante!

Durante o processo de ligação com o outro, nós temos que ter sempre em mente que, apesar de neste momento nos fundirmos com uma pequena dezena, nós ainda estamos nos preparando para nos relacionarmos com o resto da criação por meio de nossas dezenas. Isso é chamado de uma alma.

Se agirmos dentro do nosso grupo de dez com esta intenção, será suficiente para alcançar a revelação da alma comum dentro deste grupo.

Da Convenção em Los Angeles “Dia Dois” 11/01/14, Lição 4

Negócio É Um Produto Do Egoísmo

laitman_547_06Pergunta: Como a Cabalá se relaciona com os negócios?

Resposta: O negócio é um produto do egoísmo. Se as pessoas tivessem se envolvido adequadamente no desenvolvimento de sua infraestrutura terrestre, teriam criado uma civilização onde tudo existe em pé de igualdade, teriam servido uma à outra, juntas cuidariam de seus filhos, netos, e delas próprias.

Tudo isso exigiria uma quantidade mínima de esforço e tempo. As pessoas não gastariam muito esforço em si mesmas, mas valorizariam a terra, a natureza e o ambiente.

O egoísmo faz a pessoa ir mais longe, ganhar cada vez mais à custa dos outros, e sobre esta base surgiram os negócios. O negócio é o uso dos outros para beneficiar a si mesmo. Além disso, tudo é legal e a punição pode ser evitada. Em princípio, tal subordinação de uma pessoa a outra pessoa é o mesmo que a escravidão, só que mais sutil, civilizada e mansa.

A Cabalá afirma que este é um fenômeno temporário, devido à implantação pela natureza de seu próprio programa. Assim que atingirmos o nível de autoconsciência, como pessoas existindo integralmente que dependem umas das outras, então todas as nossas interações e comunicações políticas, econômicas, financeiras, de comércio, etc. vão começar a ruir. Nós não seremos capazes de controlar e gerenciá-las.

O mundo chegará a tal estado, onde os meios de produção e as finanças não desempenharão qualquer papel, porque, por um lado, eles vão ser suprimidos pelo fator humano e, por outro lado, haverá uma nova tecnologia que vai tornar tudo tão acessível e barato, que vai levar a uma desvalorização de qualquer outro meio.

Os negócios hoje dependem de guerras, da exploração de pessoas, de manter as pessoas doentes para a prosperidade da indústria farmacêutica, etc. No entanto, tudo chega ao fim, visto que tudo gradualmente definha.

Como resultado, a pessoa que experimenta frustração e depressão irá atingir o desejo de destruir o mundo. Isso já começou com o fundamentalismo islâmico.

Portanto, de qualquer forma, tudo vai renascer, seja num mau caminho (e já estamos testemunhando isso), ou, no bom caminho, dependendo do quanto de nós conseguimos explicar à humanidade que existe outro bom caminho.

De KabTV “Contos” Parte 2, 23/10/14