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Sem Descidas, Só Subidas!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando as pessoas se dispersam de Sochi para suas casas, elas não querem mais ser do jeito que eram antes. Mas o que elas podem fazer se a cidade as “encobre” com todos os seus problemas?

Resposta: Nós temos que ter duas “coberturas”, as quais nós devemos estar sempre preocupados em proteger.

Há a minha cobertura externa. Diante de todo mundo, eu atuo como um ator teatral. Tudo o que eu mostro aos meus colegas de trabalho, vizinhos, e até mesmo a minha família é tudo externo. E dentro está o meu próprio eu. Este é o meu “Sochi”, meus amigos, a minha espiritualidade, minha verdadeira vida.

Quando vocês estão em seu Sochi, vocês podem se permitir temporariamente ser compostos por uma parte com a qual entram em contato com todos e se tornam um único Adão (homem). Depois disso, quando vocês se dispersam, quando saem para o mundo externo, vocês devem se vestir imediatamente com sua “camisa exterior”.

É precisamente na oposição entre estes dois estados, estes dois órgãos, numa pessoa que ela cresce.

Comentário: Portanto, quando a pessoa voltar de Sochi, ela se vai sentar em casa ansiando e sofrendo.

Resposta: Nós podemos usar a próxima Convenção em São Petersburgo. Nós precisamos reunir todos num único conjunto. Por que nós pensamos que as pessoas estão ansiando e caindo? Não há descidas! Há apenas subida agora, e isso é tudo: grite e resmungue! O que já foi, já foi. Eles desceram; então, eles desceram. Isso aconteceu porque o ambiente externo influenciou todos. Mas agora é preciso se animar rapidamente e começar a trabalhar.

Nós podemos usar este imenso poder! As pessoas estão prontas para se unir, e entendem vocês! Portanto, vocês devem começar a conectar e uni-las, prepará-las e atraí-las para a Convenção.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 2

Afaste-se Da Impureza

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 15: 31-33: Assim separareis os filhos de Israel das suas imundícias, para que não morram nas suas imundícias, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles. Esta é a lei daquele que tem o fluxo, e daquele de quem sai o sêmen da cópula, e que fica por eles imundo; como também da mulher enferma na sua separação, e daquele que padece do seu fluxo, seja homem ou mulher, e do homem que se deita com mulher imunda.

Essas leis devem ser observadas pois, caso contrário, você pode ser infectado pelos desejos impuros. Não é que eles existam em você ou que você ainda não os descobriu, mas contanto que você os utilize, você espalha a infecção dentro de você, e assim é mais difícil examinar os próximos desejos e fazer a distinção entre os desejos puros e os impuros, ou seja, aqueles que visam o benefício dos outros e aqueles que visam o seu próprio benefício e em prejudicar os outros. Portanto, nós devemos diferenciar com precisão os nossos desejos, separar e corrigi-los, e usá-los para ascender. Se uma pessoa não fizer isso corretamente, ela não será capaz de ascender espiritualmente.

Todas as ações descritas na Tora e em que níveis você as executa são, portanto, essenciais. Elas são gerais, uma vez que se repetem em todos os níveis, mas num formato ligeiramente diferente: mais estreito, mais interno, mais refinado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/03/14

Como Curar A Praga Do Antissemitismo No Mundo

Dr. Michael LaitmanO povo judeu já existia há 4000 anos. Eles emergiram da antiga Babilônia graças a Abraão que reuniu em torno dele alguns escolhidos entre todos os babilônios. Depois disso, esse grupo realizou o exílio egípcio, a peregrinação no deserto, os eventos no Monte Sinai, e voltou para a terra de Israel onde construiu o primeiro e segundo Templos.

Nos primeiros dois mil anos, desde a saída da Babilônia até a destruição do Segundo Templo, nós vivíamos como um povo espiritual de acordo com as leis do “Ama o próximo como a ti mesmo”, em garantia mútua e unidade, como uma grande família . Esta é a forma que o povo de Israel deve viver. Só desta forma ele pode existir em segurança, e ninguém pode escravizá-lo.

“O amor por Israel” não é um conceito abstrato. Pelo contrário, indica que cada um ama o seu povo e está ligado a ele. Mas a perda desse poder da unidade entre nós foi simbolizada pela destruição do Templo. Nós caímos do amor fraternal ao ódio infundado para com os outros, e assim fomos expulsos desta terra, para o exílio por 2000 anos.

Nos últimos dois mil anos, nós não temos sido um povo. Afinal, o povo de Israel são os mesmos babilônios que se conectaram com base nos ensinamentos de Abraão, o que significa a lei do amor fraterno, a unidade e a conexão. Portanto, hoje nós não somos um povo. Eu espero muito sinceramente que a última guerra finalmente nos force a compreender que somente o retorno ao “amor de Israel”, isto é, “Ama o próximo como a ti mesmo” nos leve de volta ao estado corrigido.

E, sem isso, não podemos existir. Enquanto isso, nossa nação existe em tal forma que não é apropriada para ela, que nós aparentemente achamos que é certa. Mas este é apenas um alívio temporário que nos foi dado de cima por um determinado tempo, para que possamos nos desenvolver como pessoas e retornar ao amor fraternal.

Na última campanha, “Escudo de Proteção”, em agosto de 2014, nós vimos que as pessoas estão começando a entender que é necessário unir e ter medo de perder a unidade alcançada no final da operação militar.

Desta vez, uma mudança está acontecendo entre as pessoas. A singular impressão interna se manteve que especificamente esta unidade é vital para nós. Portanto, hoje eu tenho esperança de que nós não vamos deixar essa centelha que foi acesa em nós desapareça. A nação retorna à vida diária, cada um com seus problemas pessoais. Mas, mesmo que isto seja assim, nós não perdemos este anseio de unir que nasceu em nós durante a guerra. Assim, nós podemos abordar o conceito de “povo de Israel”.

Se começarmos a nos aproximar, vamos realmente criar um escudo de proteção acima de nós e alcançar a existência segura do povo de Israel na terra de Israel. Tudo depende apenas de nossa conexão entre nós. Isto é porque nós somos um povo criado a partir de um grupo que foi reunido a partir de representantes de todos os babilônios com base na unificação e amor.

Especificamente graças a esta mensagem, eles seguiram Abraão. Assim, se hoje nós podemos ser, pelo menos de alguma forma, semelhante ao grupo espiritual que existiu há 4.000 anos, mereceremos uma vida completamente boa, segura e estável nesta terra.

Nós sentimos isso ultimamente, o mundo inteiro começou a se relacionar com Israel de uma maneira muito hostil: todas as nações, sem exceção. Isto é simplesmente uma praga que se espalhou por toda parte. Ela só vai parar se o povo de Israel se unir e mostrar ao mundo inteiro uma nova forma de vida, um novo povo, uma nova nação, que existe em função da unificação de todos os seus cidadãos, em vez de existir para o bem de seu ego com constante competição e hostilidade.

O mundo espera um bom exemplo de nós e não está conseguindo. Assim, ele culpa o povo judeu por todos os seus problemas. A culpa dirigida a Israel é o reconhecimento de sua dependência dele. As nações do mundo entendem que suas vidas dependem de Israel que não tem exercido a sua função, a sua missão. O mundo está esperando que o povo de Israel se torne um exemplo das novas relações entre as pessoas e a boa vida.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 39

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein.

Como a Terra foi Esfriando

Como podemos ver, a característica da matéria é unir. Ela se liga na primeira oportunidade e até mesmo contra as possibilidades. Por exemplo, em oposição ao físico Ludwig Boltzmann. (Ludwig Boltzmann (1844-1906), físico austríaco, um dos fundadores da teoria cinética-molecular e da física estatística):

“Todos os processos naturais levam a um aumento da desordem, ou entropia”. (“Sinergetika: Palestras para Biólogos“).

Como nós sabemos, como resultado de processos que se iniciaram após o Big Bang, surgiu uma série de objetos diferentes, incluindo a nossa terra natal. É interessante, como esse processo planetário aconteceu.

A principal hipótese da origem da Terra pode ser reduzida às hipóteses da formação “quente” que sugere uma relação da matéria do planeta e o sol e a semelhança de seu desenvolvimento (Laplace, Fesenko, Hoyle) e a origem “fria” pela acumulação de partículas, capturadas pelo campo gravitacional do Sol (Schmidt). (Dicionário Acadêmico).

Aparentemente, o tema da origem da Terra ainda está em desenvolvimento. De qualquer forma, é difícil imaginar que alguém seja capaz de dizer com certeza como isso aconteceu, já que estamos falando de eventos que aconteceram há bilhões de anos.

Enquanto isso, os Cabalistas, embora não esteja claro com que base, acreditam que o tempo não seja um obstáculo e descrevem esses tempos primordiais em detalhes:

“Vamos tomar o planeta Terra como exemplo: em primeiro lugar, ele era somente uma bola de gás como uma névoa. Através da gravidade interna, ela concentrou os átomos ao longo de um período de tempo, num um círculo mais próximo. Como resultado, a bola de gás foi transformada numa bola de fogo líquido”.

“Durante eras de guerras terríveis entre as duas forças na Terra, a positiva e a negativa, a assustadora força nela foi finalmente triunfante sobre a força do fogo líquido, e arrefeceu uma crosta fina ao redor da Terra e endureceu lá”.

“No entanto, o planeta ainda não tinha acabado a guerra entre as forças, e depois de algum tempo, a força líquida de fogo dominou e explodiu num grande barulho das entranhas da Terra, subindo e quebrando em pedaços a crosta dura e fria, transformando novamente o planeta numa bola de fogo líquida. Em seguida, uma era de novas guerras começou até que a força fria dominou novamente a força do fogo, e uma segunda crosta foi resfriada ao redor da bola, mais dura, grossa e durável contra a eclosão dos fluidos no meio da bola”.

“Desta vez, ela durou mais tempo, mas, finalmente, as forças líquidas dominaram mais uma vez e entraram em erupção desde as entranhas da Terra, rompendo a crosta em pedaços. Mais uma vez, tudo foi arruinado e se tornou uma bola líquida”.

“Assim, as eras se alternaram, e cada vez que a força de resfriamento era vitoriosa, a crosta que ela fazia era mais grossa. Finalmente, as forças positivas dominaram as forças negativas e entraram em completa harmonia: os líquidos tomaram seu lugar no centro da Terra, e a crosta fria tornou-se grossa o suficiente ao seu redor para permitir a criação de vida orgânica, como é hoje”.

“Todos os corpos orgânicos se desenvolveram pela mesma ordem. Desde o momento em que são plantadas até o final da maturação, eles passam por várias centenas de situações devido às duas forças, positiva e negativa, e a sua guerra mútua, tal como descrito em relação à Terra. Estas guerras produzem o amadurecimento do fruto” (Baal HaSulam, “A Solução”).

Como podemos nos relacionar com esta descrição? Como você quiser. Na minha opinião, a descrição é bastante interessante e imaginativa. E quem sabe se foi assim ou não.

Aumentando Nossa Sensibilidade

Dr. Michael LaitmanComentário: Você diz que o nosso próximo trabalho é realizar exercícios para aumentar nossa sensibilidade.

Resposta: Todo o nosso trabalho se resume a isso. A única coisa que muda em nós é nossa sensibilidade e, portanto, nós percebemos o mundo ao nosso redor como mudando. Mas, na verdade, ele continua igual. Isto significa que a Luz Superior preenche tudo.

Meus Reshimot (reminiscências) estão constantemente mudando e girando, substituindo um novo Reshimo sob a Luz Superior constante que preenche tudo, e, portanto, diferentes imagens aparecem em mim, como simples quadros num filme.

Pergunta: O que devemos fazer para começar a sentir a dor e o sofrimento dos nossos amigos?

Resposta: Nós começaremos a sentir nossos amigos somente como resultado de nossos esforços e, através disso, a Luz Superior irá nos influenciar.

A Luz age de duas formas: por um lado, ela pode influenciar o vaso não preparado para que nossos Reshimot cresçam constantemente, e assim vemos que o mundo está se desenvolvendo e se desenvolvendo muito mal, porque os Reshimot são revelados como cada vez mais quebrados. Isto é porque os Reshimot vêm num fluxo cada vez mais forte, aparecendo no fundo da Luz branca constante. Mas se quisermos descobrir estes Reshimot por nós mesmos, uma vez que sua correta realização nos permite avançar ao Criador e nos assemelha e nos torna como a Luz, nós sentiremos nossa evolução como boa.

Existem duas opções para perceber a Luz: uma negativa, como a escuridão e uma positiva, como a Luz. Portanto, eu dou o exemplo de que há Luz (Ohr), e há Orta (noite em Aramaico). É a mesma coisa, e estas duas palavras têm a mesma raiz hebraica.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, lição 2

Esperando Uma Enorme Influência

Dr.Michael LaitmanPergunta: A fim de corrigir e equilibrar o ego, a pessoa deve senti-lo como mal. Quanto devemos tornar a indiferença e a insensibilidade em relação aos outros intoleráveis?

Resposta: A indiferença é o maior problema. Quando eu odeio, isso é bom; quando eu amo, isso é muito bom. No entanto, nós passamos 99% de nossas vidas com sentimentos de indiferença. As pessoas consideram isso normal em nossa vida atual.

O que pode me ajudar a sair da indiferença, despertar e me manter neste estado cada momento da vida? Só o ambiente.

Você se moveu através de estados muito bons de grande elevação da sensibilidade, mais internos, não uma solicitação externa de mudança. Isto é invejável.

Se todos os nossos grupos fossem assim, certamente a situação geral se tornaria muito melhor. Será possível alcançar isto na próxima Convenção, tentando preparar e transmitir a todos os sentimentos e sensações que você experimentou, está experimentando e tentará novamente experimentar dentro de você. É possível.

Se você se conectou ao estado que experimentou com os 300 amigos que estavam em Sochi, e o multiplica por cinco anos, com a mesma massa que estará na Convenção em São Petersburgo e depois disso, 500 vezes, e ainda muito mais, com a massa que vai se dispersar em todo o mundo, nós podemos alcançar muito mais.

Este é um dos exemplos mais úteis, porque você vai multiplicar as sensações, as demandas, as aspirações mútuas, a neutralização do ego e o desejo de ser um todo, por essa quantidade de pessoas com a ajuda da inveja, mostrando-lhes como isto está trabalhando dentro de você e não nelas. Então, a multiplicação de seu desejo vai acontecer juntamente com os anseios delas, e isto irá produzir uma imensa influência e impressão.

Da Convenção em Sochi 25/08/2014, Lição 2

No Ponto De Equilíbrio Entre Duas Forças

Dr. Michael LaitmanInicialmente, há apenas uma força da natureza que criou, gerencia e determina tudo. Ela não é nem positiva nem negativa. É simplesmente um atributo.

Nós só podemos sentir esta força pelos seus aspectos opostos, porque não sentimos nada sob a forma de um fenômeno, um valor. O termo “valor” significa que ela inclui dois parâmetros: a base e a dimensão, um (o que ela é e o que ela quer).

Nossos sentimentos são sempre feitos de dois atributos opostos baseados em diferentes contrastes: preto e branco, silêncio e ruído, etc. Isto significa que como seres criados nós sentimos a nós mesmos somente se há duas forças opostas dentro de nós.

O Criador é uma força única que quer nos criar e nos levar para o estado superior, mas para existir e ser capaz de alcançar todos os estados temos que ser feitos de três forças:

•A força negativa que nos diferencia do Criador; o ego, sem o qual não pode haver um ser criado.

•A força positiva que pode equilibrar o nosso ego.

•A força intermediária que é criada e revelada entre elas como resultado do equilíbrio correto entre as duas forças, ou seja, o melhor uso do ego na sua forma correta, na forma de doação e amor. Este é o resultado, porque a terceira linha, a linha média, é o homem.

Para equilibrar o ego que recebemos do Criador, nós precisamos avaliá-lo como mal e perceber que ele nos foi dado de cima e para equilibrá-lo, a fim de fazer algo que se assemelhe ao Criador a partir dele. Assim, todo o nosso trabalho se resume a um pedido, uma demanda, uma ação que atrai a força positiva que pode equilibrar a força negativa.

Nós temos que avaliar o ego como uma força negativa que está dentro de nós, e o atributo de amor e doação (atruímo) como a força positiva que é externa a nós. Ela é o atributo do Criador e, portanto, sustenta toda a criação. Nós devemos querer equilibrar estas duas forças dentro de nós, usando o ego em seu estado de equilíbrio com a linha direita, tanto quanto pudermos.

Tudo isso pode ser cumprido apenas sob a influência do exemplo que o ambiente define para nós, porque uma pessoa nunca sentirá o desejo de trabalhar contra a sua própria natureza, contra seu ego. Ela sempre evitará isso e irá encontrar todos os meios para não anular o seu ego.

Equilibrar o ego através da doação significa usá-lo num estado zero, apenas para existir numa forma mínima ou restringindo o uso do ego e, assim, permitindo que ele seja usado corretamente, equilibrando-o com a linha direita. Mas tudo isso é apenas na medida em que a pessoa pode trabalhar com o ambiente.

O mundo todo (a natureza inanimada, vegetal, animal e o homem), a condição que sentimos que existimos, nos é dado para que possamos usar o ambiente corretamente e desejar adquirir a força positiva que equilibra a força negativa.

Portanto, o mundo inteiro é a revelação do ego sobre o fundo branco da Luz, e o ego deve nos levar gradualmente a um estado em que vamos começar a sentir que este estado é insuportável. Ou ele vai se desenvolver sob a influência do ego crescente e trazer sofrimentos que irão nos forçar a procurar uma maneira de lidar com o ego.

Nós devemos desenvolver a correta força positiva dentro de nós e, através disso, sentir mesmo o menor ego dentro de nós como mal. Isso será suficiente para equilibrar, neutralizar e usá-lo corretamente.

De qualquer forma, o curso natural de nossa evolução, que é constante e não pode ser alterado ou afetado de nenhuma forma, significa que o ego está crescendo constantemente em nós e na natureza inanimada, vegetal e animal, mas em menor grau. A única coisa que podemos fazer é sentir que o ego é ruim o mais rápido possível e, assim, atrair a Luz que o equilibra e corrige.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 2

A Guerra Com Um Inimigo Sem Rosto

Dr. Michael LaitmanPergunta: A recente guerra [em Israel] deixou as pessoas com a sensação como se nós tivéssemos perdido o controle da situação e a capacidade de viver uma vida normal em nosso país. Acostumamo-nos com a sensação constante de ansiedade, incerteza, à espera das sirenes e a incapacidade para dormir à noite.

Aparentemente, a guerra acabou, mas nós sentimos que não conseguimos paz, segurança e a resolução deste conflito. Um acordo foi assinado, mas ninguém acredita nele. Já assistimos a sete acordos de cessar-fogo que foram violados. Onde está a garantia de que este será observado?

A pressão externa está crescendo, e Israel encontra-se em isolamento internacional. Esta guerra trouxe grandes danos para a economia de Israel e uma onda de demissões. Há um sentimento de insegurança minando nossos alicerces: o exército, o governo. O que está acontecendo conosco e o que podemos fazer nesta situação?

Resposta: Eu realmente simpatizo com este sentimento geral de ansiedade, medo, frustração, amargura e desespero, e ao mesmo tempo estou cheio de esperança e confiança, que não existiam antes.

Parece-me que desta vez nosso povo finalmente sente toda a instabilidade da nossa posição e será capaz de acordar para a correta exigência de segurança e estabilidade, que não foi cuidada e foi negligenciada até mesmo antes.

Lembro-me que a Guerra dos Seis Dias despertou emoções tão fortes em mim, como se tivesse nascido de novo. Sentia-me como um judeu, com meu próprio país, que agora foi se estabelecendo corretamente, seguindo em frente e construindo-se em uma nova forma. A partir desse momento comecei a fazer todos os esforços para sair da antiga União Soviética e me mudar para Israel. Por sete anos, de 1966 a 1974, fui recusado e lutei pela oportunidade de me repatriar.

Havia um sentimento de que Israel estava se movendo na direção certa. Mas quando eu vim para Israel, senti que as pessoas estavam numa espécie de euforia após a Guerra dos Seis Dias. Havia uma sensação de que estávamos mais fortes e não nos importávamos com o resto do mundo. Éramos como uma criança autoconfiante que não entende seus próprios limites, suas forças e deveres.

Esta vitória produziu um efeito negativo sobre o nosso povo, enchendo-o com tanto orgulho que ultrapassou os limites do orgulho nacional necessário. Perdemos o senso de moderação e saímos do equilíbrio, negligenciando todos os limites, que tivemos que estabelecer para nós mesmos. Tivemos que educar nosso povo e organizar a vida dentro e fora do país da maneira correta. Mas em vez de tudo isso, havia apenas um sentimento de desprezo, orgulho e confiança em nosso heroísmo.

Após a guerra do Yom Kippur, não era perceptível que a nação tinha recebido alguma correção. Acho que Golda Meir, que era a chefe do governo naquela época, esperava que houvesse uma séria análise interna a ser feita, uma reconsideração da atitude deles e se chegaria a algum tipo de equilíbrio entre as partes em conflito. Mas isto não aconteceu. As pessoas estavam como surdas.

Todas as operações militares subsequentes deixaram a mesma pegada — a guerra do Líbano, ataques terroristas, atentados em ônibus — foi uma desgastante guerra com os terroristas. A guerra do Golfo foi adicionada a isto, quando não pudemos fazer nada com os mísseis de Saddam que eram lançados sobre nós. Nós tivemos muitas oportunidades para a análise interna, mas não as usamos.

Só agora, na última guerra, é a primeira vez que sentimos que estamos contra um inimigo que não pode ser derrotado por meios convencionais. Não há ninguém para assinar um acordo de paz porque não é um Estado, mas simplesmente uma gangue de terroristas com quem nada pode ser feito.

É possível lutar com um país, ir para a batalha, chegar a algum tipo de resultado, depois assinar um acordo e deixar por isso mesmo. Nós saberíamos que estes acordos seriam executados pelo menos em certa medida e nos manteriam em alguma estrutura.

Mas aqui não há ninguém com quem assinar um acordo. Claro, os acordos que assinamos agora não valem nada. Uma vez que os terroristas tenham uma oportunidade, eles vão nos atacar, nem mesmo recordando o papel em que seus nomes são assinados.

Além disso, nós não assinamos um acordo com eles porque não reconhecemos esse direito ao Hamas. E eles não reconhecem o nosso direito de existência. A guerra contra os terroristas é uma guerra com um inimigo sem rosto. Eles podem prometer algo a você hoje e amanhã fazer o que quiserem.

Portanto, nós certamente não conseguiremos alcançar quaisquer acordos de paz. O cessar-fogo pode durar meses ou anos, ou pode acabar amanhã. Todo mundo está ciente disso: nós e eles. Nós estávamos sob pressão da Organização da Nações Unidas, dos Estados Unidos e da Europa, mas eles entendem que estes acordos são inúteis, porque têm o mesmo problema com esses terroristas.

Portanto, eles querem acordos assinados com eles às nossas custas que permitirão à Europa e à América existirem pacificamente. Eles jogam Israel como um osso para o cão. Nós precisamos tentar não nos transformar em tal osso porque somos dependentes da Europa e dos Estados Unidos, portanto estamos numa situação difícil.

Mas todas essas condições despertam muita esperança em mim de que o povo de Israel eventualmente comece a descobrir qual é a solução, do que nós dependemos, que poder pode nos ajudar, e onde ele está. E então nós vamos reconstruir nossas vidas de uma nova maneira.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 38

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

O desenvolvimento começou com o Big Bang.

O desenvolvimento está na conexão.

As tendências de desenvolvimento estão numa crescente complexidade de conexões.

O programa de desenvolvimento “empurra” para a conexão com “o destinatário correto”.

O propósito do programa de desenvolvimento é conectar os opostos absolutos.

Corrigir O Erro Para Reduzir O Sofrimento

Dr. Michael LaitmanNós existimos num campo de pensamento. Quando este campo opera numa direção, enquanto eu opero em outra direção, a diferença entre as vias, o meu erro e o seu grau, são percebidos como o grau do meu sofrimento.


Quanto maior o erro, maior o sofrimento. Tudo depende de quão oposta a direção dos meus desejos está em relação ao programa da criação.

Como eu faço para me testar em relação ao programa da criação? Eu tenho o grupo para isso. Quando eu me anulo em relação ao grupo, em outras palavras, quando aproximo meu desejo do programa da criação, começo a me mover de acordo com este programa e assim me sinto bem, o sofrimento não me afeta, porque a fonte de todo o sofrimento é a nossa falta de correspondência com o programa da criação.