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A Ciência Nos Colocou No Caminho Do Sofrimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, seção 41: O Zohar escreve sobre o texto “e aqueles que Me buscam, Me encontrarão”, e pergunta: “Onde se encontra o Criador? Eles disseram que o Criador é encontrado apenas na Torá”.

Nós devemos entender completamente as suas palavras. Parece que o Criador está escondido somente em coisas corpóreas e realiza todas as futilidades deste mundo, que estão fora da Torá. Assim, como você pode dizer o contrário, que Ele se oculta apenas na Torá?

Isto significa que nunca podemos descobrir o sistema correto, as verdadeiras forças da natureza que nos governam, a supervisão e o governo superior, nem o poder superior que está trabalhando numa ação, se não estivermos envolvidos na Torá interior, que é a sabedoria da Cabalá, da maneira correta. Mesmo a ciência do mundo físico não pode nos aproximar disso.

Ao se envolver com o desenvolvimento científico, a pessoa se insere no caminho do sofrimento; já que ela espera e quer chegar a uma boa vida através de realizações científicas, uma situação oposta é criada, e ela só prejudica a si mesma. E isso é claro, pois desta forma ela não desenvolve seus Kelim (vasos) para a descoberta do poder superior que é bom e benéfico.

Conclui-se que a ciência nos leva ao fracasso e nos desvia do caminho certo. Tanto quanto nós valorizamos e respeitamos a ciência moderna, em última análise, deve ser entendido e reconhecido que ela nos leva ao caminho do sofrimento. Certamente tudo foi planejado desde o início, pois sem descobrir o mal é impossível alcançar o bem. Isso ocorre porque o intelecto humano deve descobrir sua impotência vazia.

Mas se desde os dias do primeiro Adão (homem), da primeira descoberta da sabedoria da Cabalá, a humanidade a tivesse aceitado como o único meio para descobrir o poder bom e benéfica, em seguida, ela teria ido pelo caminho ideal diretamente ao objetivo da criação.

Então não teria havido nenhuma necessidade do progresso científico e da evolução da sociedade humana. Uma pessoa teria se envolvido em seu desenvolvimento espiritual, enquanto o trabalho físico obrigatório teria sido apenas para cumprir os requisitos da existência bestial, para alimentar a sua “besta”. E todos os desenvolvimentos restantes teriam sido apenas para a necessidade de desenvolver o Adão dentro de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Unidade Com Base No Amor Ou No Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a unidade pode possivelmente nos defender de inimigos externos? Afinal de contas, nós estamos rodeados de grupos terroristas fanáticos. Alguns deles aparecem de repente no nosso horizonte e sua crueldade tem sobrecarregado o mundo. Sua ameaça parece muito convincente. Como a força do amor que estamos tentando criar entre nós pode se opor a isso? Pode o amor nos proteger de foguetes ou agressão?

Resposta: É natural que os terroristas se comportem com tal brutalidade. Qualquer união estável se baseia tanto no amor autêntico ou no ódio genuíno, um dos dois.

A animosidade que existe em grupos terroristas em relação aos seus inimigos externos os conecta. É por isso que eles acendem o ódio em relação a nós. Eles também procuram a conexão. No entanto, há uma forma alternativa para alcançar a unidade, ao amar nossos amigos.

Ambos os grupos estão buscando unidade e aspiram a ter sucesso com a sua ajuda. Aqueles que se conectam com base no ódio precisam de um inimigo externo que eles possam continuar aborrecendo e desprezando. Eles escolheram Israel e os judeus como o melhor objeto para sua hostilidade, porque todo o mundo tradicionalmente odeia os judeus. Além disso, os judeus são realmente culpados (pelo menos as nações do mundo inconscientemente se sentem assim, mesmo aquelas que nunca tiveram quaisquer relações com os judeus).

Além disso, Israel tomou os territórios que antes eram ocupados por árabes que se chamavam os palestinos. Em outras palavras, os árabes têm um motivo para nos odiar. Além disso, eles têm um objetivo comum para difundir o Islã em todo o mundo que os une. Hoje em dia, essa ideia atrai muitos jovens, uma vez que eles são fascinados pela força e admiram aqueles que estão armados.

As pessoas procuram unidade e comunhão; elas estão tentando compreender o objetivo de suas vidas. Hoje, o Islã é a única religião que oferece um propósito concreto de existência, que é tão forte que as pessoas estão prontas a cometer suicídio, porque estão convencidas de que este ato é a melhor maneira de se realizarem e que elas vão receber uma recompensa imediata depois que morrerem.

Essas ideias atraem os jovens europeus que estão prontos para se juntar a um exército islâmico. Eles consideram isso “romântico”: “Nós estamos juntos! Temos uma meta! Esse cara é a favor de nós, é nosso amigo; o outro cara é contra nós, é nosso inimigo!” As pessoas adquirem algo pelo qual podem viver, obtêm um objetivo e se tornam conscientes dos marcos em seu caminho para alcançá-lo. Elas acham que já sabem como viver.

O resto do mundo não tem nada a oferecer a elas. Em algum momento, todo mundo ficou fascinado com o sonho americano. Todo mundo olhou para os EUA e visualizou tornar-se como os EUA. Hoje, esse sonho desapareceu como uma bolha de sabão. Coisas semelhantes ocorreram na Europa: O que aconteceu com a unidade europeia? Onde está o paraíso prometido? Para onde foi a esperança de que uma Europa unida seria um exemplo para o resto do mundo?

Pergunta: Por que os europeus não podem viver em união com os seus próprios povos nativos?

Resposta: O ser humano é uma criatura que muda constantemente de valores. Portanto, hoje nós não estamos satisfeitos com o que consideramos ser grande ontem. Um dia antes, pensávamos que as coisas eram boas o suficiente, mas um dia depois já pensamos nelas como insuficientes ou erradas. Amanhã, algo novo vai surgir em nossos horizontes. Os nossos desejos egoístas e aspirações mudam constantemente, aumentam e se expandem.

O islã é atraente para muitos, pois oferece às pessoas metas concretas. Ele proclama: “Todos os muçulmanos devem se unir para que o Islã conquiste o mundo inteiro! Se levarmos o conhecimento sobre Alá que governa tudo e todos, se espalharmos a informação sobre o que exatamente devemos fazer para seguir a Sua vontade, o mundo inteiro será nosso, incluindo o mundo futuro. Mesmo se você morrer em um minuto, você vai subir imediatamente para o céu”.

Sua ideologia está enraizada em dois mundos: este mundo material e a dimensão futura. Os muçulmanos pedem a unidade neste mundo entre todos que compartilham sua ideologia. Eles apontam para o seu inimigo muito distintamente. Aos poucos, eles vão penetrar todas as nações, sem exceção: China, Índia e Rússia… Eles não estão com pressa, nem sentem quaisquer restrições de tempo: “Se não nós, então nossos filhos; se não eles, então os nossos netos… Por fim, nós vamos atingir a meta. O que importa é que nós avançamos para a nossa meta e vamos impor a ‘jurisdição’ islâmica sobre todo o mundo. Nós devemos participar neste movimento para que mereçamos estar nos mundos futuros”.

Eles já sentem a sua unidade; eles estão confiantes de que seguem uma meta grande nobre e eterna. Portanto, esse tipo de inimigo é impossível vencer. Não há ninguém com quem falar ou fazer as pazes, visto que os nossos adversários têm uma ideologia poderosa. Como resultado da última operação militar em Gaza, mais de dois mil palestinos morreram. Existem inúmeras ruínas em seus territórios, mas eles ainda celebram esta situação como se fosse a sua vitória. Eles não contam suas perdas.

Os muçulmanos têm uma confiança interna de que estão fazendo a coisa certa. Eles consideram a sua luta como sendo uma guerra santa. É impossível lutar contra este tipo de inimigo. Os tratados de paz com eles não valem nada. Certamente, isso é absolutamente claro para o nosso governo e todos ao seu redor.

A questão é como podemos sustentar essa ameaça como o povo de Israel? Nós podemos arrumar nossas malas e sair (o que eles terão prazer em nos deixar fazer e ainda vão nos dar tempo para isso). No entanto, se decidirmos ficar em nossa terra, vamos ter que encontrar uma solução alternativa. Este problema pode ser resolvido! Há algo que pode nos tornar mais fortes do que eles: a nossa unidade.

Ao alcançar a unidade, iremos acionar o poder geral de natureza, a força superior, que Israel possuía na época de Abraão e durante os primeiros dois mil anos de sua história, ou seja, durante o Primeiro e o Segundo Templos. Se nos unirmos, “como um homem com um coração” pelo amor ao próximo, se alcançarmos o estado em que “todos em Israel são amigos”, e se formos um exemplo para todo o mundo, todos vão começar a nos tratar de uma forma boa, incluindo os árabes. Assim que iniciarmos a nossa unidade e nos reconectarmos com o outro, o mundo inteiro vai mudar a sua atitude em relação a nós de forma adequada.

De qualquer forma, não temos outra escolha. Nós devemos nos unir, pois é a única solução para a situação. Nós temos a oportunidade de verificar essa doutrina aqui e agora.

Eu lamento profundamente pelos soldados e civis que perderam suas vidas durante a última operação terrestre. No entanto, a situação atual é diferente de batalhas anteriores, pois desta vez nós temos a oportunidade de mudar a direção dos pensamentos dos israelenses, e fazer os israelenses entenderem que a estabilidade e a segurança só podem ser alcançadas como resultado de nossa conexão.

Nós temos um ensinamento que fala sobre estas questões: a sabedoria da Cabalá. Esta ciência foi escondida de nós durante o exílio, mas hoje em dia se revela a nós, e é nosso dever torná-la conhecida. Esta ciência explica como atingir a conexão certa que, então, atrairá a força superior.

Se a força superior está entre nós, nós estamos cobertos por uma “cúpula” que nenhum inimigo pode quebrar. Nossos inimigos irão simplesmente desaparecer. Depende apenas da nossa capacidade de implementar a sabedoria da Cabalá para o bem da conexão entre nós.

A Cabalá fala sobre a unidade e o amor de Israel. Essa foi a herança judaica durante os primeiros dois mil anos da nossa existência desde o momento em que saímos da Babilônia até a destruição do Segundo Templo. Durante os próximos dois mil anos de exílio, a Cabalá foi ocultada de seu povo. No entanto, hoje ela se revela mais uma vez, para que possamos usá-la para recriar a unidade.

Isso explica por que temos que revelar a sabedoria da Cabalá e mostrar aos outros que não se trata de “fitas vermelhas”. É um método para alcançar a unidade que se destina a nos ajudara nos tornar “o povo de Israel na terra de Israel”. Isso vai nos ensinar como levar uma vida estável e segura. Então, o mundo inteiro vai tratar Israel como nós merecemos de acordo com as nossas raízes: a unidade que se baseia na verdadeira Torá, o ensinamento da verdade.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 27/08/14

A Sociedade Perfeita De Abraão, Parte 5

Dr. Michael LaitmanJuntamente com seus filhos, Jacó entrou no Egito, onde morreu mais tarde. Isso aconteceu porque não só o ponto original foi “revivido” do Egito, mas todo o sistema surgiu a partir dele. O sistema teve origem no Egito, ou seja, surgiu do terrível estado fragmentado que era milhares de vezes pior do que a Babilônia.

Em essência, é a mesma Babilônia, apenas mais terrivelmente desconectada. Em vez de Nimrod, surge o Faraó, em vez de Abraão, surge Moisés.

A história se repete, mas numa nova espiral. A correção de um enorme e crescente egoísmo (“Egito”) começa a partir daí.

Pergunta: Então, em vez de ser apenas uma família ou uma tribo, eles se tornaram uma nação, certo?

Resposta: Sim. Este poder é chamado de “a nação”, embora todos eles sejam uma só alma. É sempre sobre uma só alma. Não há nada no mundo, exceto uma alma unificada, ou seja, um desejo que surgiu na Babilônia e foi dividido em dois segmentos principais:

  • Aqueles que se juntaram a Abraão e estavam dispostos a combinar todos os desejos em um.
  • Aqueles que não queriam se reconectar e se tornar como um todo. Os últimos foram espalhados por todo o mundo.

A parte que saiu com Abraão gradualmente se reconectou no primeiro nível, depois no segundo nível, e depois no terceiro: Abraão, Isaac e Jacob. Em seguida, eles receberam um egoísmo maior, adicional: o Egito e o Faraó, ou seja, as forças governantes que dominam o povo. Eles conseguiram superar o enorme egoísmo que os separava internamente. Por favor, usem a sua imaginação para formar uma imagem em que vocês sentem um desprendimento mútuo chamado “Egito”. Um desprendimento muito maior, óbvio, recíproco, cuja fonte é o “Faraó”. Ambos são denominações de novas camadas de egoísmo.

Assim, ao superar os níveis de desconexão denominados “Egito” e “Faraó”, apesar de todas as pragas do Egito que esse grupo teve que passar, eles se transformaram numa nação forte depois que saíram do Egito. Eles absorveram uma nova dose de egoísmo e a transformaram numa conexão mútua. Como resultado, eles se tornaram prontos para ascender ao método de correção de seus egos chamada “Torá”.

Aqui nós estamos falando de um novo tipo de conexão que é diferente da conexão de Abraão, Isaac, Jacó, ou mesmo de Moisés. É um novo tipo de unidade que se chama de “nação”, e que só pode ser alcançada se as pessoas não só usam os poderes naturais de união, mas também quando eles os induzem a partir da natureza com consciência.

Esta é a diferença entre todas as etapas anteriores (da Babilônia ao Monte Sinai) e a fase posterior de correção que começou a partir do Monte Sinai e continua mais adiante: a partir desse ponto, as pessoas fizeram esforços para atingir a força que as conecta. Não só elas aspiram a ser um e se reúnem, mas chegam a uma fase em que a sua realização cognitiva da força de conexão (o Criador) é ativada.

Pergunta: O seu avanço anterior também era baseado no princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”?

Resposta: Eles nunca tinham atingido o Criador. Apenas alguns deles, seus líderes, como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés e Aarão, realizaram esta tarefa, na medida em que era “como se” tivessem falado com Ele diretamente. O resto da nação falhou em atingir este objetivo. É por isso que Moisés anunciou a seu povo o que exatamente o Criador lhe havia dito. Não havia qualquer percepção direta ou aparente do Criador naquela época.

No entanto, eles conseguiram ascender a um novo nível no qual juntos começaram a alcançar o Criador. Na época do êxodo do Egito, eles testemunharam muitos “sinais”, lenta e gradualmente o Criador começou a se manifestar entre eles: Ele falou do Tabernáculo, caminhou à frente deles, etc. Em geral, passo-a-passo, as pessoas começaram a perceber que viam “milagres”. Basicamente, o Criador se manifestou pouco a pouco.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

Quem Somos Nós Realmente ?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil para nós saber que a nossa nação é especial e que tem uma missão especial?

Resposta: Porque ela é complacente e o povo quer se perder nos outros e ser como todos os outros. Ele pensa consigo mesmo: “Há mais de duas centenas de países no mundo, então por que Israel não pode ser apenas um deles? Por que  temos que nos destacar? Qual é a vantagem disso?” Mas não vamos ser capazes de nos esconder de nossa missão.

Pergunta: As pessoas dizem que esta é a razão de não gostarem dos judeus porque eles se destacam e se consideram especiais.

Resposta: Eu não acho que nós queremos nos destacar, mas é assim que ocorre. Os judeus participam de todas as empresas importantes e são muito bem sucedidos no que fazem. Você não pode esconder o fato de que cerca de treze milhões de pessoas têm uma influência decisiva no mundo e se destacam na ciência e em todos os campos que você possa pensar.

O que são treze milhões de pessoas em relação a toda a humanidade, considerando o fato de que apenas metade delas é adulta? É ainda menos do que a população de uma grande cidade, mas veja o impacto que elas têm sobre toda a humanidade. É claro que a humanidade tem dificuldade em aceitar esse fenômeno.

Isto é especialmente verdadeiro visto que há uma raiz espiritual aqui que obriga o mundo a ver os judeus como estranhos. Cada nação sente intuitivamente algo contra nós, mas mesmo entre os próprios judeus há uma atitude negativa em relação a Israel, porque, afinal de contas, nós nos reunimos como o grupo de Abraão a partir de todas as nações que viviam na Babilônia. Em cada judeu há a raiz da nação de onde ele vem, além da raiz espiritual, chamada Israel, que ele recebeu.

Enquanto esta raiz espiritual se manteve e agiu ativamente, nós éramos a nação israelense. Mas depois que caímos da altura de esta raiz, nós nos tornamos como todas as outras nações e até mesmo piores. Se Israel cai, ele desce mais baixo do que todas as outras nações.

É por esta razão que as principais raízes das nações do mundo estão sendo reveladas em nós agora, mais do que a raiz espiritual. Por isso, nós queremos aprender com as nações do mundo, para ser como elas e aceitar suas críticas. É um fenômeno mais ou menos natural e típico de todo mundo.

Nós só precisamos entender quem nós realmente somos e por que isso está acontecendo conosco, o que está oculto em nós, qual o processo que passamos e ainda temos que passar, qual a nossa missão neste mundo, e por que todas as nações nos acusam, admitindo, na verdade, que elas dependem de nós.

Se elas afirmam que Israel é responsável por todos os problemas do mundo, é sinal de que Israel é tão forte, especial, superior e poderoso que pode afetar o mundo inteiro para o pior. Como pode cerca de 13 milhões de pessoas, que é a população de um estado pequeno, ter um grande impacto em todo o mundo? Como isso acontece?

Esta é sua maneira de nos dizer que somos a fonte, o tubo através do qual elas recebem a energia boa ou ruim. Se nos comportarmos de maneira diferente, vamos nos tornar a fonte de bondade para o mundo.

A bondade não está em trazer ao mundo novas descobertas e prêmios Nobel, mas em trazer a Luz e a paz mundial. Esta não é uma invenção técnica, mas uma força que atinge e acalma as pessoas, uma força que as conecta corretamente e as torna um todo. Assim, elas vão começar a viver em paz e harmonia, cuidando umas das outras. A todos será garantida uma vida segura e pacífica neste mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/08/14

O Que É Igualdade?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é igualdade? A pessoa nasce, vem a este mundo, e tudo o que ela vê, tudo, é totalmente dividido e separado, começando com o que ela sente internamente e terminando com o que ela externamente. Apesar de tudo, para pessoas individuais, há um desejo especial de igualdade. De onde vem isso?

Resposta: Todas as nossas características, observações, situações e leis vêm apenas de um estado, o estado de unidade, o estado do sistema integral e analógico em nos encontramos.

O sistema integrado é construído sobre o princípio da nossa total dependência mútua. Isto significa que todos nós somos totalmente iguais. Talvez para um, parâmetros particulares sejam mil vezes maiores do que para outro, mas, se o sistema está completamente conectado, então, para esta grande pessoa, de algum modo a sua grandeza depende da pessoa menor. Isso porque todo o sistema é integral, e se algum tipo de interrupção mínima acontece nele, ele falha completamente! Este é o princípio da igualdade.

Este princípio não se baseia em quem você era e quem eu era desde o início. É com base no que temos que chegar para levar o sistema a um estado integral sob a nossa influência. Em outras palavras, a natureza criou um sistema integral e nos criou completamente opostos a este estado.

Nosso papel é atingir o estado ideal, sem a conexão com o qual, cada um de nós é alguém grande, pequeno, sábio, tolo, fraco ou forte. Todos nós devemos chegar à dependência mútua. Somente em tal caso é que vamos descobrir a nós mesmos para sermos completamente igual.

Tudo é derivado do princípio da totalidade do sistema no seu estado inicial e final. E nós, no meio, devemos levá-lo ao seu ideal planejado por meio de nossos esforços. Daqui derivam todas as leis de cooperação mútua num grupo, num coletivo, numa sociedade, na humanidade.

De KabTV “Uma Conversa sobre o Método Integral” 07/09/14

Num Envoltório Externo E Sem Ele

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu aumento minha sensibilidade no grupo, a fim de sentir cada vez mais meus amigos. Eu tenho que fazer o mesmo no mundo exterior?

Resposta: Não, sob nenhuma circunstância! Você tem que se conectar com o mundo exterior através de uma espécie de divisão e mostrar que você também é grosseiro, insensível e indiferente como todo mundo. Caso contrário, as pessoas iriam pensar que você é um excêntrico, uma pessoa que não é deste mundo.

Você vai ser escarnecido e usado. No trabalho, seus colegas não vão entende-lo. É por isso que eu enfatizo que você deve ser composto de duas camadas e suas vestimentas exteriores devem ser idênticas para o mundo exterior. Você tem que aprender a fazer isso!

O Rabash costumava dar um exemplo muito bom. Ele costumava trabalhar na pavimentação de estradas de Jerusalém e Hebron. Os operários trabalhavam de sol a sol, e à noite, quando todo mundo costumava se sentar para comer e tomar chá, eles começavam longas conversas sobre política e outros assuntos até meia-noite e depois iam dormir.

Mas quando todo mundo caía no sono, ele costumava se levantar e estudar a sabedoria da Cabalá. Se eles viessem reclamar com ele: “Você é nosso amigo ou não?!”, ele respondia que não tinha nada a dizer-lhes; isto é, ele mostrava alguma indiferença e, em seguida, eles iriam deixá-lo sozinho.

Mesmo no ônibus, quando alguém se sentava ao lado do Rabash e tentava falar com ele, ele fingia estar dormindo. Mas ele se comportava exatamente como todos os outros em todos os outros sentidos.

Portanto, nós devemos sempre colocar esta camisa externa de modo a não diferir dos outros.

Pergunta: Mas como podemos sentir mais as pessoas quando saímos para disseminar? Como nós vamos atingir essa sensibilidade? Aumentando-a entre nós e, então, sentindo mais o público?

Resposta: Esta é uma questão totalmente diferente. Quando você sai para disseminar, você encontra pessoas que estão prontos para entrar em contato com você. Nesse caso, você pode usar o seu valor espiritual, a fim de conectar-se a eles, a fim de dar-lhes algum preenchimento espiritual, para satisfazer o contato e a conexão interior. Este não é mais o mundo externo, mas as pessoas que estão avançando para uma conexão interna com você.

É para eles que você cria diferentes faces externas, adaptando-se a eles, como ao trabalhar com crianças, por exemplo. Como você costuma falar com crianças, como lhes dá exemplos, como brinca com elas? Você constantemente tenta ser como elas, descendo um pouco à sua idade e ao seu nível de compreensão. É o mesmo aqui, mas com isso você começa a se abrir. Esta é a maneira natural de cada professor.

Da Convenção em Sochi, Lição 2

Qualidade É O Que Importa

Dr. Michael LaitmanA plenitude do grupo depende da sua adesão àqueles que avançam e não daqueles que avançam olhando para trás, para a retaguarda, para aqueles que estão no fim, pensando: “Como podemos reduzir de modo que os outros possam nos alcançar?”. Isso não está certo. Nós só devemos ansiar em avançar!

Muitos ainda são contra a educação integral e a disseminação: “Nós estudamos a sabedoria da Cabalá e tudo o resto não nos preocupa”. É claro que isso é problema deles, mas eles devem saber que não têm nenhuma conexão comigo. Como eles pretendem continuar a se envolver num trabalho espiritual? Se seu objetivo é saber o que os livros dizem, eles podem até aprender de cor, mas nunca serão capazes de alcançar e revelar a espiritualidade!

Se eles são contra o nosso método, então, na verdade, eles não têm nada para procurar no grupo. Estou falando sério. Todos os espertos, aqueles que só querem estudar, mas não disseminar, podem partir. Eles não são meus alunos e eu não os vejo como alunos.

Que haja um pequeno grupo, mas um grupo qualitativo. Na espiritualidade, a qualidade é o que importa e não a quantidade.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 4

Um Brinquedo Que Deve Ganhar Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é “a honra do Rei” que uma pessoa pode prejudicar através de seu ego?

Resposta: Quanto a “honra do Rei”, isso significa que eu O aceito como me controlando, organizando e gerenciando toda a minha vida, e tudo o que está dentro de mim e ao meu redor. Tudo o que sinto e penso, tudo o que aparece na minha consciência, vem Dele, de alguma fonte.

Suponha que eu perca a consciência e, depois, comece a recuperar a consciência. Todas as emoções que sinto dentro de mim e o mundo ao meu redor são derivados de uma fonte anterior.

Esta fonte superior molda, forma e me dá a sensação de que existo dentro de um corpo físico, dentro de um contexto, com mãos e os pés, e que um mundo inteiro gira em torno de mim. Mas tudo isso é retratado num único ponto dentro de mim, dentro da minha consciência.

Este ponto, que descreve a sua existência a si mesmo, tem uma fonte espiritual mais elevada chamada de Criador. Ele é chamado de Criador, porque Ele me criou. Além disso, o Criador (Boreh) expressa Bo Reh (venha e veja), porque eu posso vir a Ele e senti-Lo.

O Criador criou dentro de mim algum ponto que sente si mesmo sente como existindo numa forma única, num corpo humano que está vivendo neste mundo, no universo. Mas este ponto tem a possibilidade de expandir sua percepção corretamente, de modo que a partir desta imagem física que ele obtém de cima, do Criador, ele pode alcançá-Lo, a sua fonte.

Isso significa que ele deve aprender como ele é construído, como os processos estão ocorrendo dentro dele que parecem externos e aparentemente acontecendo no mundo a sua volta. A partir disso, ele pode alcançar a Fonte. Mas, em nome disso, ele deve voltar a reunir em seu interior tudo o que parece exterior a ele.

De tudo o que acontece dentro do meu corpo, eu também devo localizar este ponto interno exclusivo, que se conecta desde dentro com a Fonte, com a causa de sua existência, e toda a percepção desta realidade. Este é um estágio mais avançado.

O problema é entender e, principalmente, sentir, que o Criador determina toda a minha realidade, a minha percepção e também do mundo.

Imagine-se como uma espécie de boneco de brinquedo, um pequeno urso com uma mola sob tensão, que é gerido por algum tipo de programa que o faz se mover. Mas ele tem um ponto especial dentro dele de modo que ele sente que existe desta forma. E este ponto é a fonte da alma, pois tudo o resto pertence ao Criador, a fonte mais elevada que me ativa.

Mas este ponto é o Adão em mim, o início do futuro Adão. Todo o resto pertence ao Criador e é gerenciado de cima. Então, a partir deste ponto, é importante que eu comece a entender a minha vida e quem a gerencia. Isso é chamado de “de Seus atos O conheceremos”.

Eu olho para as obras que Ele realiza com o meu ponto, em como Ele forma o meu “eu” e todo este mundo, e a partir disso eu me torno consciente Dele.

Desta forma, eu finalmente alcanço o Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 07/09/14, Escritos do Rabash

Em Vez Do Casamento Civil

Comentário: Parece que o nosso próximo nível é servir as pessoas. Há, por exemplo, tantas pessoas solitárias que é realmente terrível. Mas, apesar do fato de que existem tantos sites de namoro online, isto não resulta em pessoas que começam uma família. Tendo acumulado muita experiência trabalhando com grupos, eu vejo a imagem exata de como falar sobre este assunto com as pessoas e como  ensiná-los.

Resposta: Eu não acho que aproximar as pessoas e ajudá-las a começar uma família é a solução para o problema. Estamos em uma fase na história da humanidade em que as pessoas não se vêem ligadas a uma família. Elas se conectam rapidamente, tem filhos e começam a arrepender-se: “O que nós fizemos?! Isso nos limita tanto, é sufocante!”

Estou começando a entendê-los melhor recentemente. O que os está sufocando é o ego que evoluiu para o seu tamanho máximo. Temos que elevar a necessidade de ter uma família, de modo que ela se torne parte de nosso vaso (Kli) espiritual. Só assim seremos capazes de falar sobre casamento. Caso contrário, ele não levará a nada.

Quanto mais avançarmos, mais veremos essa situação. Então, as pessoas começarão uma família apenas quando elas puderem ter certeza que este é o seu caminho para o alto e não porque elas foram subitamente inspiradas no grupo ou em algum workshop. Só quando atingem um certo estado espiritual e crescem espiritualmente elas entenderão o significado de uma família.

A idéia do casamento civil praticamente desaparece e, em seu lugar, haverá famílias espirituais. É a necessidade da criação de uma célula de família que se tornará a razão para começar uma família.

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Da Convenção Em Sochi 24/8/14, Lição 1

Material Relacionado:
O Colapso Da Instituição Do Casamento
A Carreira De Uma Mulher Bem Sucedida Compromete O Casamento

O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 44

Do livro: O Segredo Essencial dos Judeus, M. Brushtein

Os Postulados da Teoria da Integralidade

Nós somos parte da natureza, o resultado de seu desenvolvimento.

A natureza garante o bom desenvolvimento de cada uma de suas partes.

Como resultado do programa de desenvolvimento, de forma consistente, em todo o globo, apareceram os mundos vegetativo e animal, e, finalmente, o ser humano.

Nós não podemos revelar o sentimento e a mente que governam no universo.

O final do desenvolvimento é um estado perfeito.

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Material Relacionado:
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 41
O Segredo Essencial Do Judeus, Parte 42
O Segredo Essencial Dos Judeus, Parte 43