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Ascender À Intenção

Baal HaSulam, Shamati, artigo 42, “O que é a Sigla Elul no Trabalho”: Por esta razão, a um é dada uma forma de escuridão do Alto, e depois vê-se que o trabalho de alguém é na pureza.

Em outras palavras, se uma pessoa pode estar em alegria num estado de escuridão, também, é um sinal de que o trabalho é em pureza, porque é preciso ser feliz e acreditar que de cima lhe foi dada a oportunidade de ser capaz de trabalhar em doação.

Se uma pessoa se sente feliz, acima de todos os seus humores, é um sinal de que ela já está separada do seu desejo de receber e que pode avançar.

Este é sempre o teste: Será que estamos imersos em nosso desejo de receber ou podemos superá-lo de alguma forma? Uma pessoa não pede para estar de bom humor, a fim de continuar seu trabalho. Pelo contrário, ela está feliz com a escuridão, o mau humor e a confusão. Acima de tudo isso, ela está pronta para fazer um esforço leve.

Não importa o humor com que estamos, não vemos isso como importante, mas superamos isso. Se as coisas parecem ruins no vaso de receber, eu posso trabalhar acima na doação, na unidade e no amor de amigos. É um sinal de que estou no caminho certo. Todo o nosso trabalho é em sentir a escuridão no vaso de receber e fazer até mesmo o menor esforço acima dele, ansiando por uma conexão, por doação.

É por isso que nós temos que executar os exercícios certos, jogar jogos com os quais aprendemos. É claro que não é fácil para um aluno novo durante os primeiros anos, mas depois ele começa a sentir a diferença entre o seu sentimento e sua intenção, o que significa entre dois sistemas diferentes.

Ele pode se sentir bem e, em seguida, ele pode se sentir mal, e ele entende que isso não importa, que ele deve funcionar apenas acima desses sentimentos e que vez após vez eles irão fornecer-lhe detalhes diferentes da perceção da realidade, que são necessários na maneira de aprender sobre as diferentes formas de Providência do Criador. Uma pessoa aceita todos os sentimentos, os bons e os maus, como um benefício, a fim de elevar-se acima deles e sempre manter a direção certa para a meta.

Nós temos que fazer constantemente esses esforços como nós tentamos preservar a energia da subida que nos permite usar o tempo e os meios que temos racionalmente, de modo que nós também possamos usá-los durante uma descida. É verdade que é muito difícil, mas pelo menos temos que tentar. Assim, gradualmente, nos desligamos do vaso de receber e passamos para outro tipo de trabalho, que já vive na intenção e não no sentimento.

Da Preparação para a Lição Diária da Cabalá 11/10/12

 

Deixe Seu Ego No Outro Lado Da Machsom

Uma pessoa chega à sabedoria da Cabala com uma pergunta muito pessoal sobre o significado de sua vida. Ela quer saber sobre si mesma e como viver para o que está acontecendo no mundo em torno dela, e que tem a fazer, a fim de entender o que está acontecendo e gerir o seu destino por si mesma. É muito difícil para uma pessoa ligar as respostas a estas questões, que são tão pessoais e íntimas e que vêm de seu ponto mais interno, com os outros.

Parece que uma coisa contradiz a outra: de um lado, está o meu ponto interno no qual eu quero descobrir o segredo da minha vida e, do outro lado, está a sociedade e toda a humanidade.

Eu poderia aceitar a ideia de que eu preciso me conectar com a natureza, mas é difícil aceitar o fato de que, para fazer isso eu tenho que me ligar com algum grupo de pessoas e de estar tão fortemente ligado a eles, uma conexão que não posso suportar, sentir que são as pessoas mais próximas e queridas para mim.

Eu tenho que trabalhar nisto acima dos meus sentimentos e minha mente, acima de todos os meus padrões anteriores. Claro, parece muito distante e incerto, mas temos que entender que é graças a isso que a entrada para o mundo espiritual é revelada a mim: é através do amor dos outros, que é tão distante, de ódio, e do lado oposto a tudo o que eu quero.

Para mim não há nada mais desagradável e repugnante do que a necessidade de me conectar com outras pessoas acima do meu desejo, servi-los, e, ao mesmo tempo, saber que toda a recompensa vai para eles e não para mim, que eles terão tudo. Eu e meu coração também estaremos com eles! Aqui, onde estou, haverá apenas o meu ego vazio.

É muito difícil de entender isso, mas estudando e trabalhando em nós mesmos, aos poucos começamos a perceber este princípio. Há uma lógica interna que está escondida em uma coisa que é mais odiosa, distante e sem sentido no nosso mundo, e isso é o que representa o mundo espiritual para nós. Através dela, através da abertura que aparece de repente na parede, podemos atravessar a Machsom (barreira) que separa o mundo espiritual deste mundo.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 11/10/12, Escritos do Rabash

O Ponto Onde Os Corações Se Conectam

É preciso um tempo muito longo até que contra todos os desejos e as rejeições o indivíduo possa se convencer a si próprio de que é essencial estabelecer uma relação com os amigos. É preciso muito tempo até que este clarifique tudo isto e se convença a si próprio, depois de muitas subidas e descidas.

Aos poucos, aprendendo com todos os estados e ações que ele tem passado, verificando-se, este começa a entender o que é bom e o que é mau para ele. Primeiro, ele pensava que era bom quando tinha sentimentos novos, entendia e sentia mais, pensando que era respeitado e poderoso. Agora ele começa gradualmente a entender que todas essas sensações agradáveis não indicam de fato o seu progresso espiritual. Pelo contrário, eles indicam que uma pessoa está se afogando mais e mais profundamente em seu ego, no seu desejo de receber, na questão da criação.

Primeiro, o indivíduo pensa que o seu avanço depende de estudar a teoria, em conhecer o material. Ele atravessa os livros desejando compreendê-los, acreditando que através deles ele será capaz de se aproximar do objetivo. Então ele corre para disseminar esse conhecimento, com a esperança de receber uma recompensa pelos seus esforços. Ele tenta romper através de diferentes direções, girando em torno de um ponto central: o amor pelo outro.

Ele alcança-o somente quando ele não tem outra escolha, e está em total desespero de nada alcançar por si mesmo. Como resultado de todas essas ações a Luz ilumina-o, e ele começa a entender e a sentir que a entrada para o mundo espiritual abre-se apenas quando o seu coração se conecta com o coração do amigo.

Através deste ponto de conexão, onde os corações entram em contato, eu saio do meu coração e penetro no coração do amigo, de modo que no coração do amigo eu vou descobrir o meu mundo espiritual. Isto é o que cada um de nós faz em relação aos amigos.

É preciso um longo período de tempo para fazer isso, uma vez que tem de ser no coração e não na mente. A mente se torna apenas uma ferramenta externa. Assim, uma pessoa avança na direção certa e descobre o estado mais distante e odioso de todos os estados neste mundo.

Anteriormente, ele não podia sequer imaginar que este é o objetivo da vida. Mas isso é ao que ele tem de chegar, que o objetivo de sua vida será a conexão dos corações de todas as pessoas no mundo em um só coração.

Temos que ter paciência com nós mesmos e com os amigos que passam por diferentes estados externos. Todos precisam do seu próprio tempo e forma de desenvolvimento até que ele finalmente descobre que não há outro trabalho senão o amor de amigos.

Quanto mais tempo tu levares neste processo, mais sucesso terás. As pessoas que pensam que eles podem iniciar este trabalho imediatamente normalmente esgotam-se rapidamente. Esse reconhecimento requer um período de adaptação, um tempo para que todos os outros tipos de trabalho “secarem”, para que a partir de toda a sua experiência e todos os seus esforços uma pessoa se sinta desesperada. Então, com a ajuda da Luz que Reforma ele vai entender e sentir que nada irá ajudá-lo salvo a conexão. Isto é quando o seu trabalho começa no lugar certo.

Uma vez que estamos conectados em uma rede geral com todas as pessoas do mundo, passamos esse sentimento e essa compreensão para todos. Assim, o mundo começa a falar sobre a necessidade de conexões mais fortes entre as pessoas, que poderão salvar a humanidade. Quanto mais trabalharmos em nós mesmos e maiores esforços fizermos, mais Luz atrairemos sobre nós próprios, de acordo com a lei de equivalência de forma que também se derrama nos vasos externos, em toda a humanidade e por isso esta ideia atinge todos.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 11/10/12, Escritos do Rabash

Doar Deverá Tornar-se Moda

É claro que nós fomos criados para só sermos capazes de nos preocuparmos com o nosso próprio bem e não temos nenhuma motivação para agir de forma altruísta. Em todos os próximos 125 níveis cada vez mais descobrimos esta verdade que está à espreita no nosso ego, que totalmente nos controla.

A única maneira de romper com isso é com a ajuda da Luz que Reforma, que nos eleva da intenção egoísta para a intenção de doação. Continuamos com o mesmo desejo de desfrutar, mas muda a sua intenção

Isto só é possível sob a influência da Luz. Quando a Luz brilha sobre o desejo, agarra-se à intenção de doar. No momento em que a Luz pára de influenciar o desejo de desfrutar, ele retorna imediatamente para a intenção de agir para seu próprio bem. Tudo depende apenas da intensidade da Luz, que influencia o desejo.

Acontece que toda a nossa vida depende de quanto a Luz que Reforma nos influencia. É por isso que nós temos que chamar a sua maior influência sobre nós. A fim de fazer isso, precisamos de uma deficiência, um desejo. Onde podemos encontrá-lo?

Para isso há uma inclusão mútua. Afinal, nenhum de nós tem um grande desejo de alcançar a doação: nós não entendemos e não vemos qualquer benefício na mesma. Então eu tenho que incorporar no grupo, no ambiente certo, o que me impressiona e me diz sobre a grandeza da doação.

Não importa se os outros não sabem o que estão falando, eu estou impressionado com eles, uma vez que é assim que eu sou construído. Se eu me colocar sob a influência do ambiente que pede doação, mesmo artificialmente, como um jogo, que me impressiona, eu começo a querer doar! Afinal, é o ambiente que inseriu a ideia de que é um atributo grande e valioso para mim.

É como a moda que é anunciada em todos os canais com muita publicidade, colorida com atores famosos que participam da campanha, que me dizem o quão importante é ter esses produtos. Eventualmente eu quero comprar o que eles querem vender, apesar de nenhum dos atores sequer pensarem em comprar esses produtos para si, e os que contrataram os seus serviços simplesmente querem fazer lucro. Todos trabalham apenas para me confundir e, eventualmente, têm sucesso: eu vou sair e comprar o que eles anunciam.

Nós precisamos da mesma coisa, mas devemos organizar este jogo por nós mesmos. Temos de aumentar a importância da doação e nos convencer de que é bom doar! Todos devem vender esta mercadoria a outros.

Estamos primeiramente incluídos nos desejos dos outros e todos adquirem um desejo de alcançar a doação. Segundo, nós trabalhamos juntos para construir o nosso meio ambiente para que ele forneça a cada um a grandeza da doação.

No final, eu recebo um desejo interno de doar tal como o meio ambiente, o grupo que insere a importância desse atributo em mim. É por isso que eu quero! Todo mundo age como se ascendesse e estivesse em doação e é atraído para isso. Estou impressionado com isso e quero atingir a mesma coisa.

Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala 10/10/12, Escritos do Rabash

Estabilidade Do Sistema Fechado

Pergunta: Você está dizendo que a comunidade integral é um sistema fechado. A partir dos cursos sobre Cibernética e Organização de Sistemas lembramo-nos que um sistema fechado é geralmente muito instável. Um sistema normalmente é considerado estável quando é aberto e livre. Pode esta analogia ser aplicada à comunidade integral?

Resposta: Neste mundo, os sistemas fechados são instáveis, uma vez que estão sob a influência de fatores externos. Eles têm de ser organizados de uma forma que lhes permita conectarem-se com influências externas, neutralizarem-se, manterem conexões recíprocas, e interagir entre eles de uma forma ou de outra. Em outras palavras, um sistema vivo não pode ser confinado a si mesmo. Ele continua em desenvolvimento devido ao impacto do ambiente ao qual se adapta da melhor forma que é capaz. Essa é a sua vantagem: o seu ambiente expande-se, etc.

No sistema que estamos a falar, uma pessoa tem de estar constantemente conectada com a sua sociedade, ela tem que alargar a sua inclusão na sociedade e vice-versa, da sociedade nela. Então, não se trata de um sistema fechado, mas sim de um sistema que está em constante expansão. É simplesmente assim que o seu crescimento e desenvolvimento gradual acontecem, de acordo com o grau da sua capacidade de preservação da sua integridade interna.

Em todos os outros aspetos, todo o sistema procura preparar-se constantemente para ainda maiores conexões com o meio ambiente.

Do Programa de TV: “O Mundo Integral: Fórmula de uma Sociedade Integral” 03/07/12

Você Quer Se Vestir De Doação? Experimente!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu atuo diante de um amigo, tentando fazer com que a meta pareça mais importante aos seus olhos, eu devo agir de acordo com o que eu penso ser grande ou de acordo com os seus atributos?

Resposta: O que você quer dizer, de acordo com o que você pensa? Você deve levar em conta apenas o amigo. Quando uma mãe cuida de um bebê, o que ela pensa? No que é bom para ela ou no que é bom para o bebê?

Quando eu atuo diante do amigo, eu viso à meta mais elevada. É claro, não de uma forma exagerada, mas eu tento transmitir encorajamento no caminho espiritual suavemente, do fundo do meu coração. Isso também me impressiona. Eu minto para mim, como se eu realmente quisesse.

Como resultado, eu recebo mais Aviut (espessura), um desejo mais profundo, e de repente eu caio. No entanto, esta queda é o resultado dos meus esforços. Eu atraí a descida, e isso já é um grande passo à frente.

Há descidas que simplesmente esperam por mim ao longo do caminho, mas também há descidas que vêm como resultado dos meus esforços. Elas são totalmente diferentes, e eu as recebo de maneira diferente, já que meus vasos estão prontos para isso.

Eu fiz algo maior de mim mesmo; eu me “desenhei” de novo numa tentativa de ser igual ao nível espiritual. Eu sou impressionado pela doação. Eu julgo todos à balança de mérito. Eu justifico o Criador, o meu passado e presente. Eu mesmo “explodo” tudo isso, ajudando os amigos, ansiando pela garantia mútua, vivendo e respirando, e, de repente, sinto uma descida nos vasos que eu mesmo criei. Embora eles não sejam reais, embora eu só estivesse agindo, graças à minha “performance”, graças à “vestimenta” que experimentei, eu consegui Aviut adicional.

Na verdade, eu ganhei uma forma superior e me antecipei. É como se eu a construísse de forma independente, e o Criador só acrescenta a “matéria” do desejo nela. Por minha inclinação para frente, é como se eu construísse um grande “eu” com antecedência, e o Criador só concorda comigo e preenche o desenho, a “bolha” que eu criei. Ele preencheu o corpo arejado com “carne”, com a matéria do desejo, e, agora, eu já estou num estado mais elevado.

Assim, eu avanço com a ajuda da minha imaginação. Naturalmente, as coisas são um pouco mais complicadas. Não basta fazer um “desenho”, e o Criador “colori-lo”, mas é um excelente meio para avançar.

Além disso, há mais uma coisa: ao agir diante dos amigos, eu realmente construo o Criador, o futuro estado de doação. Isso é porque eu não consigo imaginar o Criador como maior do que eu mesmo num nível superior. Para mim, é a mesma coisa. Eu nem imagino a mim mesmo ou ele.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/12, Talmud Eser Sefirot

A Trava Que Mostra Que Há Uma Porta Atrás Dela

Dr. Michael Laitman“Prefácio ao Livro do Zohar“: Na verdade, antes de sermos premiados em transformar o desejo de receber em nós em ‘receber a fim de doar’, pela Torá e Mitzvot (mandamentos), há fortes travas (fechaduras) nos portões para o Criador, já que elas têm um papel oposto, de nos manter longe do Criador. Assim, as forças de separação são chamadas de travas, uma vez que bloqueiam os portões da aproximação e nos afastam do Criador. Mas se conseguirmos superá-las, para que elas não nos influenciem e esfriem o amor em nossos corações, as travas se tornam aberturas, a escuridão se torna luz, e a amargura se torna doce, já que para todas as travas nós recebemos um nível especial sob a Sua Providência e elas se tornam aberturas, níveis de realização do Criador.

Isso acontece mesmo antes de passarmos a Machsom (barreira) para o mundo espiritual e, antes de adquirirmos o atributo de doação com que a pessoa começa a trabalhar. Antes disso, as travas gradualmente se tornam um convite para os sentimentos e a percepção da pessoa.

Primeiro, ela começa a entender que as travas foram colocadas lá para seu próprio bem. Então, ela realmente sente que, ao ver benefício que cada descida e queda lhe trazem, todos os problemas da vida e toda a confusão, tanto os mais próximos quanto os mais distantes, ela começa a esperar um resultado positivo em tudo o que acontece, e isso a concentra corretamente e fortalece seu caminho em direção à meta.

No final, a pessoa começa a justificar tudo e agradecer, mesmo durante um período de descida e confusão, quando os inimigos e adversários a atacam. Ela sabe que eles são as forças que foram trazidas de Cima para corrigir o seu caminho.

Ela vê o anjo bom, em vez das águas tempestuosas do dilúvio. Ela vê a mão de Deus em tudo o que acontece. Ela consegue esse sentimento graças à sua experiência e à aquisição gradual da força de doação, até que, finalmente, é realmente recompensada com a revelação da força de doação e começa a usá-la beneficamente para o seu avanço.

Da Preparação para Lição Diária de Cabalá 10/10/12

Jogue E Entre No Mundo Superior

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar fala da revelação do Criador às criaturas. Quem é o Criador? São as Sefirot superiores onde a Luz superior simples é vestida, e através das Sefirot nós, que estamos em Malchut, somos impressionados por elas de formas diferentes. Esta impressão conduz à expansão de Malchut e, assim, existe um desejo, e ele é impressionado por elas.

Neste mundo, nós somos um resultado muito distante desses processos que ocorrem no nível superior. Mas também somos impressionados pela Luz superior, que está vestida no desejo. Eu sinto esse desejo na forma da natureza inanimada, vegetal e animal, e nas pessoas. Eu vejo isso através desta imagem. É apenas a Luz que age no vaso, no desejo. Mas eu podia ver a sua aparência como uma performance teatral, como uma imagem, um jogo que aparece diante de mim, mas na verdade, nós não precisamos ver nada. Por que eu preciso ver se não tenho o desejo correto, não tenho uma Masach (tela), e não sou compatível com o mundo superior de forma alguma?

Em nosso mundo, nós vemos as coisas de uma forma semelhante: se eu tiro meus óculos, eu não vejo nada; se eu coloco óculos diferentes, eu vejo 10 metros à frente, e se coloco outro par, eu vejo cem metros à frente. Isto significa que eu percebo tudo de acordo com o que é externo a mim e o que está dentro de mim. Deve haver algum adaptador, pois a lei principal da natureza, quando duas partes se conectam, é a lei da equivalência de forma. Se existem duas coisas, na medida em que elas têm algo em comum, elas podem estar em contato, em doação mútua, impressionadas uma com a outra. Deve haver uma equivalência de forma, pois de outra forma elas não podem perceber uma à outra.

Eu estou apenas no desejo de receber. E há a Luz superior. O desejo de receber não é feito para receber alguma coisa da Luz superior ou sentir sua influência; ele está apenas separado dela. Tinha que estar. Nós sequer sentimos a escuridão. Mas uma espécie de peça de teatro é criada, algumas imagens falsas, uma ilusão chamada de “este mundo”, a esfera mais íntima de todas as esferas espirituais. Nesta esfera, o desejo de receber está separado da espiritualidade, da Luz, da escuridão, de tudo, e sente que existe. Este é o estado em que estamos agora, já que ele é uma réplica do mundo espiritual. Portanto, nós recebemos um jogo: nós tentamos e tentamos, e, como resultado, no final, atingimos a espiritualidade. Por quê? Nossos esforços são inúteis, exceto pelo fato de que tentamos. Eu tenho que investir minhas forças e, depois, em contraste com minhas forças, eu atraio a Luz que Reforma à distância.

Na verdade, o nosso mundo não está conectado à espiritualidade de forma alguma. Portanto, todo o nosso avanço é quando não estamos em contato com ele, e quando não entendemos nada. O que devemos fazer? Faça o que os Cabalistas dizem: para você atrair a Luz que Reforma. Se você atrai-la, ela vai ajudar você. Se você não fizer isso, ela não vai ajudá-lo. Você nunca irá atrair mentalmente. Isso só é possível se você se subjugar ao grupo e torná-lo seu ambiente. De toda esta área chamada de “este mundo”, você recebeu um grupo. Se você trabalhar com ele corretamente, você vai sair dessa esfera e entrar no mundo superior; caso contrário, isso não vai acontecer.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/10/12, O Zohar

“Porque As Crianças Protestam Para Ir À Escola: Mais Uma Incompatibilidade Evolutiva”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Peter Gray, Ph.D., professor de psicologia na Faculdade de Boston): “A maioria das crianças em nossa sociedade protestam para ir à escola. Eu estou lhe dizendo algo novo? Elas protestam de muitas maneiras: fingindo doença, arrastando os pés na parte da manhã, fazendo o mínimo possível para atender às demandas da escola (ou não fazem nem isso), e violando as regras da escola quando podem escapar delas. …

“Será que essas crianças são apenas ingratas mimadas? Se assim for, então você e eu, e, basicamente, todos os outros que sempre frequentaram a escola depois que o ensino se tornou obrigatório, também foram ingratos mimados. Nós todos protestamos. Na verdade, de volta aos dias em que as escolas se tornaram obrigatória, as crianças protestavam ainda mais do que agora, mesmo que houvesse muito menos do que então. Elas tinham que apanhar com varas de bétula para fazê-las permanecer na escola e fazer o que os professores lhes diziam para fazer”…

“Como eu disse em um dos primeiros ensaios neste blog, os meios pelos quais as crianças foram educadas em culturas de caçadores-coletores eram o oposto dos meios pelos quais tentamos educar as crianças em nossas escolas hoje. Um dos valores mais queridos em todos os bandos das sociedades de caçadores-coletores que já foram estudadas por antropólogos, é a liberdade. Caçadores-coletores acreditavam que é errado coagir uma pessoa a fazer o que ela não quer fazer e eles consideravam as crianças como pessoas. Eles raramente faziam sugestões diretas, porque isso pode soar como coerção”.

“Eles acreditavam que as pessoas, por iniciativa própria, iriam aprender a contribuir para o bem-estar do bando, pois iriam ver a sabedoria do fazer e experimentar sua alegria. Por centenas de milhares de anos, este foi o princípio de organização da sociedade humana”.

“A vida de caça e coleta exigia iniciativa pessoal e criatividade, e exigia a confiança de que as pessoas iriam compartilhar e cooperar porque queriam. As pessoas pareciam entender isso, e também pareciam entender que as crianças cresceriam melhor para serem livres, com confiança, cooperativas, adultos criativos, se fossem autorizadas a ter liberdade durante toda a sua infância, no contexto da comunidade moral e modelos que o bando fornecia”.

“Durante o nosso imenso período de caçadores-coletores, as crianças eram livres para brincar e explorar todo o dia, dia após dia, e dessa maneira se educar. A educação sempre era autodirigida”.

“Na verdade, a razão pela qual as crianças são naturalmente tão brincalhonas, curiosas e sociais, é porque esses traços eram as forças motivacionais por trás das habilidades das crianças de se educar. Esses traços “infantis” foram promovidos e moldados pela seleção natural, exatamente para servir à educação, em condições de liberdade infantil”.

“Portanto, quando nós forçamos as crianças a se sentar em seus lugares e a ouvir um professor, e fazer apenas o que lhes é dito, cada osso do seu corpo, e cada neurônio e músculo, resiste. Seu corpo lhes diz: ‘Isso está errado. Eu preciso controlar minhas próprias ações; eu preciso participar com as habilidades que parecem ser importantes para mim; eu preciso explorar as questões que me deixam curioso, não as que me incomodam; eu preciso prestar atenção ao que as pessoas no mundo real estão fazendo, não ao que este professor, que nem parece fazer parte do mundo fora da escola, está me dizendo. Se eu não faço essas coisas que preciso fazer, eu não vou crescer para ser um ser humano competente e digno’. Nos tempos dos caçadores-coletores, a criança que não se sentisse tão fortemente impulsionada a administrar a sua própria vida e educação teria crescido para ser uma desajustada”.

“Portanto, nossas crianças têm instintos que as levam a se educar através de sua liberdade de ação, exploração e socialização. Mas nós temos escolas que insistem que elas desistam dessa liberdade e façam o que lhes é dito para fazer. As escolas nunca funcionaram bem, e até mesmo, em teoria, não podem trabalhar bem, porque sempre colocam a escola contra a criança e, assim, causam resistência”.

“Esta abordagem radical é para deixar que os nossos filhos se eduquem, enquanto nós fornecemos as condições que tornam isso possível”.

Meu comentário: É isso que a educação integral fornece às crianças.

“Sorrir Reduz O Estresse E Ajuda O Coração”

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Medical News Today): “Um novo estudo sugere que manter um sorriso num rosto durante períodos de estresse pode ajudar o coração. O estudo, que será publicado na próxima edição da revista Psychological Science, apoia o velho ditado, ‘sorria e aguente’, sugerindo que isso também pode nos fazer sentir melhor”.

“O estudo é um trabalho dos cientistas psicológicos Tara Kraft e Sarah Pressman, da Universidade de Kansas. Eles observaram como os diferentes tipos de sorriso, e as pessoas estarem conscientes de sorrir, afetaram sua capacidade de recuperação de episódios estressantes”…

“O antigo ditado sugere que sorrir não só assinala felicidade para os outros, mas também pode ser uma forma de ajudar a lidar com o stress da vida”…

“Eles descobriram que os participantes que foram instruídos a sorrir, e em particular aqueles cujos rostos expressaram sorrisos genuínos ou de Duchenne, tiveram menores frequências cardíacas após a recuperação das atividades de estresse do que os que mantinham seus rostos em expressões neutras”.

Meu comentário: Essas ações também induzem a força superior de correção (OM, Ohr Makif), até mesmo quando queremos nos aproximar de estados espirituais dos quais ainda não participamos, pelos nossos esforços mecânicos em nos tornar equivalentes a eles, nós atraímos esses estados desejados. É o mesmo princípio, e é por isso que funciona. Nós estamos no mesmo sistema de forças do mundo do infinito (Ein Sof) e se usarmos a equivalência com o grau mais elevado, dessa forma nós recebemos alguma coisa dele.