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Se Você Não For Até O Mundo, O Mundo Irá Até Você

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”: As Raízes Superiores, chamadas de “externalidade”, como já explicado acima, são geralmente chamadas de “serva” e “escrava”. Isso visa mostrar que elas não têm a intenção de prejudicar, como pode parecer numa análise superficial. Em vez disso, elas servem a interioridade, como o escravo e a escrava que servem seus mestres.

Parece que o mundo está cheio de conflitos, guerras, ódio e problemas, e embora pudéssemos realmente gerir entre nós pela cooperação e reciprocidade, no final, tudo é destinado a uma coisa: mesmo na situação atual, todos servem a todos. É muito difícil aceitar isso, e mas é assim que funciona. As relações entre nós podem parecer desagradáveis e horríveis, mas ainda todos servem a todos.

Claro, não podemos aceitar esta forma de satisfação; pelo contrário, podemos sustentar a mesma coisa de uma maneira mais rápida, melhor e mais confortável. Ainda temos que aceitar a Providência superior: não importa o que aconteça, tudo acontece com a finalidade da correção mútua.

Pergunta: Hoje eu ouvi a notícia de que os líderes iranianos querem destruir Israel. Eu tenho que dizer a mim mesmo: “Isso é bom, isso nos serve?”.

Resposta: Não há dúvida de que nos serve, mas nós poderíamos aceitar a atual fase do nosso desenvolvimento de uma maneira mais agradável e confortável, se nos relacionássemos corretamente com o que está acontecendo. O problema está em nós, no povo judeu, e por isso atraímos sobre nós especificamente esta forma de pressão externa, em vez de uma atitude amigável.

As forças de desenvolvimento são expressas desta forma já que não estamos nos preparando para aceitá-las corretamente. Quem mais dever culpar além de nós mesmos? É deste lugar que derivam todas as acusações dos judeus.

Afinal de contas, a iniciativa está em nossas mãos; nós temos o método, e em torno de nós estão os desejos que clamam: “Por que vocês não vêm com a correção?!”. Em vez de presentes e sinais de amor, eles se aproximam de nós com ameaças, uma vez que não lhes damos o que eles precisam.

No todo, o mundo é equilibrado, e este é o mundo de Ein Sof (Infinito). Se nós o fizermos perder o equilíbrio por não julgar o mundo à escala de mérito, a escala da culpa se ergue, por não cumprirmos com a nossa obrigação. O Rav Kook escreve sobre isso: Caso seja impossível soprar um Shofar da redenção kosher, os inimigos de Israel chegam, Amaleque, Hitler, etc., e sopram em nossos ouvidos … e evocam a redenção. Ele diz que Amaleque, Hitler, etc., evocam a redenção.

Mais adiante ele diz: A nacionalidade também faz parte da vara dos “problemas dos judeus”, aqui também vemos a redenção, mas você não pode abençoar este Shofar.

“Você não pode abençoar”, mas também é um Shofar …

A questão toda é que estamos no mundo de Ein Sof, e somos os únicos que determinam como ele vai aparecer para nós, qual de suas partes vai parecer “branca” para nós e qual vai parecer “negra”. Portanto, não há nada para chorar. Ahmadinejad nos desperta para alcançarmos a correção mais rapidamente. Além disso, a crise global nos empurra. Se ela começou em algum lugar distante e chegou até nós, isso significa que estamos atrasados em nosso desenvolvimento, na nossa capacidade de apresentar o método de correção às nações do mundo.

O pior é que inconscientemente nós esperamos que, como resultado dos problemas, elas nos entendam, em vez de ter que correr a elas para explicar de todas as formas possíveis a solução para o problema. Nós não nos preocupamos com isso da maneira como deveríamos. Há muito a fazer, mas nós agimos de forma irresponsável, sem sentir que somos culpados pelo que está acontecendo, e por isso os problemas estão se aproximando de nós. Não será como os povos ameaçam, será muito pior do que isso.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/09/12, Artigo, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

Não Esteja Certo, Seja Bom

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer se me sinto feliz pelas crises, pois elas mostram que estamos certos?

Resposta: Nós estamos certos em dizer que o mundo não vê uma solução para a crise, mas se pudéssemos explicar ao público em geral o que está acontecendo, não haveria necessidade dos golpes. As pessoas chegariam a um entendimento muito mais profundo e amplo dos eventos atuais, e saberiam o que fazer.

Hoje, as pessoas estão apenas sofrendo com os choques. Mas nós podemos adoçar seus problemas ao explicar as coisas, através de correções e da incorporação mútua. Agora, o mesmo nível de alívio que poderiamos transmitir-lhes se transforma em ódio contra nós. As pessoas não sabem por que nos odeiam, e a questão é que o tempo chegou, para o público em geral ser corrigido, especialmente em Israel e, em certa medida, em todo o mundo. No todo, nós sentimos os golpes em cima de nos.

Portanto, vamos ver se você ficará feliz quando sua negligência e falta de atenção bater em você como um bumerangue. A propósito, isso diz respeito a cada um de nós.

O Baal HaSulam diz, na “Introdução ao Livro do Zohar“, item 71: Em tal geração, todos os destruidores entre as Nações do Mundo levantam suas cabeças e desejam principalmente destruir e matar os Filhos de Israel, como está escrito (Yevamot 63), “Nenhuma calamidade vem ao mundo, se não para Israel”. Isto significa, como está escrito nas correções acima, que elas causam pobreza, ruína, roubo, assassinato e destruição em todo o mundo.

A pessoa se alegra com todos os problemas do mundo: “Eu lhe disse que as coisas ficarão pior, agora você vê que eu estava certo!”. Que tipo de ego nojento pode ser esse. Claro que ele está em cada um de nós, mas não podemos deixá-lo segurar as rédeas e concordar que este slogan seja inscrito em nossa bandeira. Não devemos sentar e não fazer nada e ver como as pessoas sofrem. Será que podemos tratar o mundo desta forma? Há espaço para tal pessoa entre os nossos amigos?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/09/12, Artigo, “A Serva que é Herdeira de Sua Senhora”

Uma Armadilha Do Progresso

Dr. Michael LaitmanOpinião (RonaldWright, do About.com): “O filme, baseado no criterioso livro de não ficção de Ronald Wright, Uma Breve História do Progresso, apresenta argumentos convincentes de que a tecnologia, se não for usada adequadamente e com moderação, pode levar a condições adversas e ao colapso da civilização, se não ao fim real da humanidade”.

“Wright, que é entrevistado no filme, aponta para ‘armadilhas do progresso’, ou exemplos onde o know-how humano, sistemas de crenças ou tecnologias, que resolveram necessidades de curto prazo, na verdade tiveram efeitos adversos”.

“Um exemplo, apresentado como uma reconstituição dramática no filme, é a caça pré-histórica de mamutes – foi um progresso quando os nossos antepassados descobriram como caçar de forma eficiente, matando dois animais de cada vez, em vez de um, mas quando eles descobriram como para matar o rebanho inteiro, levando-os até um penhasco, eles mataram toda sua fonte de alimento futuro, e colocaram a sua sobrevivência em risco. Isso é uma armadilha do progresso que qualquer um pode entender. O mesmo tipo de comportamento perigoso persiste até hoje, argumenta Jane Goodall, que aponta a exploração continuada dos recursos da Terra pela humanidade e o consumo exagerado, agravado pela crescente utilização de tecnologias que são consideradas como progresso, simplesmente não são bons para a evolução futura – ou sobrevivência – das espécies”.

“Surviving Progress é preenchido com informações e apresenta uma ampla gama de argumentos que exigem uma reconsideração da noção de progresso. O filme cobre uma miscelânea de preocupações que são apresentadas como uma nutritiva salada mista de reconstituições, gráficos e entrevistas televisionadas. É um filme intelectualmente estimulante e provocativo que levanta mais questões do que respostas. A questão essencial é válida e desafiadora: a humanidade está suficientemente desenvolvida para ser capaz de lidar com seu know-how e não permitir o mau uso da tecnologia para, no final, destruir a civilização? Essa é uma pergunta que deve ser considerada por todos”.

Meu Comentário: Hoje, nós estamos superando esses erros devido à crise atual. Espera-se que as pessoas entendam que a economia egoísta chegou ao fim, e deve mudar para a economia da felicidade, em igual abundância para nossos corpos e desenvolvimento ilimitado para nossas almas.

Meu Grupo Invisível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você, pessoalmente, tem um grupo? Não estou me referindo a seus seguidores, a quem você ensina as propriedades da Luz e os métodos de sua percepção. Você precisa desse grupo?

Resposta: O meu grupo são as pessoas, ou mais precisamente, não as pessoas, mas as almas com quem estou em contato. Eu quero muito que os meus alunos se tornem o mesmo grupo e participem do meu grupo. Eu espero que isso se torne realidade.

Pergunta: É fácil para você se unir em seu grupo?

Resposta: É difícil! Quanto mais a pessoa avança mais difícil fica, porque ela tem que lidar com uma quantidade crescente de diferentes, obscuras e inesperadas qualidades externas e pessoais.

Na verdade, nós sequer nascemos no mundo espiritual. Você consegue imaginar os problemas de uma criança que tem 5, 10 ou 15 anos e assim por diante, em comparação com os problemas de um adulto? Estes problemas aumentam todo instante. Mas, de acordo com isto, toda vez que você os equilibra, eles revelam maior harmonia, o Criador, maior realização, sentimento, consciência de toda a humanidade, de todo o sistema. Está escrito: “A recompensa é de acordo com o esforço”.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 19/08/12, Lição 7

Ilusão Ou União?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que estado nós devemos atingir no workshop para termos êxito: a consciência do que queremos, mas que somos incapazes de nos unir ou que todos nós temos o mesmo sentimento? E se nós realmente sentimos, isso é uma ilusão? Porque nós não podemos nos unir e estão cientes disso todos os dias.

Resposta: Não, nós estamos caminhando para a união, estamos nos unindo. Se não estivéssemos unidos, não teríamos sentido novas impressões e novos entendimentos. A unidade que alcançamos aqui não atingiu o limiar espiritual, mas é uma unidade.

Vocês agora têm o mesmo entendimento, sentimentos e pensamentos, vocês experimentaram tudo isso juntos. Vocês provaram da mesma fonte, as mesmas perguntas, respostas idênticas, semelhantes, embora houvesse muitas diferentes, não importa!

Vocês experimentaram a união!

Da Convenção Na Carcóvia “Unir para Ascender” 19/08/12 Lição, 7

Por Que É Tão Difícil Manter A Intenção?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é tão difícil manter a intenção?

Resposta: Porque na intenção certa, o nosso desejo de desfrutar imediatamente atinge a correção. Se, mesmo por um momento, você pensasse com a intenção certa, então você corrigiria o desejo que ocorreu dentro de você naquele momento, e ele seria substituído por um novo, um desejo não corrigido. Agora, mais uma vez, você precisa imaginar o o grupo unificado, formado por todos os amigos como um todo.

Se você fizer isso e aspirar à Luz que Reforma para revelar um pouco da qualidade de doação dentro deste estado, isso significa que você corrigiu mais uma vez o seu desejo e mudou mais uma vez. Acontece que toda vez que você for desconectado, isso significa que você não está desconectado e ficando mais distante, mas que os desejos estão mudando dentro de você e esta é a forma como você avança!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/08/12, O Zohar

0% Por Nós Mesmos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Agora, enquanto ainda estamos no período de preparação, nós exigimos obter o poder de doação. Será que o nosso pedido muda depois que entramos no mundo espiritual, ou vamos pedir a mesma coisa de novo?

Resposta: É o mesmo pedido. Porém, durante o nosso período de preparação, ele tem a natureza egoísta de Lo Lishma. Eu peço para receber a força de doação, mas inconscientemente espero conseguir algum benefício para mim. Então, é chamado de “Lo Lishma“, mas o pedido por si mesmo permanece o mesmo.

O período de preparação começa com o meu primeiro pedido pelo poder de doação. Este período termina quando recebemos esse poder, que usamos para entrar no mundo espiritual. Lá, nós recebemos o poder de doação novamente.

Durante a preparação, eu pedi pelo meu próprio bem, Lo Lishma. Eu queria obter o poder de doação e esperava que, no final, eu receberia algo bom para mim. Minhas intenções egoístas diminuíram gradualmente, de 100% no inicio da viagem até que se tornaram 0% no final. É assim que eu avanço durante o período de preparação.

Quando eu obtenho o poder de doar, ao preparar o desejo pela doação genuína, eu uso esse poder para solicitar um forte poder de doação. Neste momento, é a força no nível de Bina, Hafetz Hesed, “doar em prol da doação”. No próximo nível, eu peço novamente o poder de doação, para “receber em prol da doação”, mas desta vez é o nível de Hochma. É assim que eu sigo em frente até chegar ao nível da correção final (Gmar Tikkun), o estado de Keter. Continuamente, eu peço pelo poder de doação e a diferença reside em desejo ele irá governar e qual a sua força.

Eu percebo que para adquirir o poder de doação, eu tenho que sentir a grandeza do Criador. Conforme a minha capacidade de senti-lo, eu vou ser capaz de “dobrar” o meu desejo. Durante o período de preparação e na medida da grandeza do Criador, eu consigo corrigir o meu Lo Lishma e desejar menos para o meu próprio bem. Esta é a forma como eu preparo meus desejos de doação para a próxima fase de “doar em prol da doação”, bem como os meus desejos de recepção para o estado de “receber em prol da doação”.

Tudo depende da realização da grandeza do Criador, que me ajuda a superar o meu egoísmo. Só conseguimos fazer a transição do pedido verbal para demanda interna no coração com a ajuda da Luz. Isto é feito pela Luz que Reforma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/07/12, Escritos do Rabash

As Delícias Da Teologia

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Escrava que É Herdeira de Sua senhora”: Os sábios das nações do mundo estudaram todos os livros dos filhos de Israel e os transformaram em iguarias para fortalecer a sua fé, ou seja, a sua sabedoria, chamada de “teologia”.

Nós vemos que todas as religiões tomaram nomes, palavras e conceitos da sabedoria da Cabalá e a utilizaram e transformaram em algo que é totalmente oposto à Cabalá, a fim de provar que estão certas. Como se, jogando com as palavras e definições, fosse possível mudar esse mundo. Hoje ela é revelada gradualmente. Entretanto, ao longo da história, isso trouxe grande destruição ao redor do mundo e, especialmente, a destruição do povo de Israel.

Até agora, todas as religiões foram alimentados pela sabedoria da Cabalá, porque sem ela, elas não saberiam sequer chamar as diferentes forças e permaneceriam no nível da antiga mitologia grega. Ao roubar a descrição do sistema espiritual da sabedoria da Cabalá, elas fingiram entender a sua estrutura e, portanto, ficaram muito fortes e seduziram bilhões de pessoas que são atraídas para isso. É claro, isso se tornou uma grande falha na correção do mundo.

Mas, por outro lado, a falha e a corrupção nos levam a penetrar mais profundamente a matéria da criação e com isso nós sentimos mais claramente a oposição entre as duas forças: a força do mal contra a força do bem. Este caminho é realmente necessário. Não há bondade sem maldade, e não há mal sem bondade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/09/12, “A Escrava que é Herdeira de Sua Senhora”

Primeiros Passos De Um Bebê No Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanSe você não tem o desejo de doação, você não existe com relação ao mundo espiritual. Nosso mundo só existe graças aos nossos desejos instintivos, mas você tem que gerar o desejo espiritual por si mesmo. Você tem que revelar isso por si mesmo, ansiar por ele.

Você existe na medida em que evoca o desejo de doar dentro de si com a ajuda da inveja, ambição e da influência do ambiente. No momento em que você perde esse desejo, você imediatamente desaparece e deixa de existir. Você simplesmente desapareceu.

Nós só podemos obter o desejo do grupo. Este é o nosso desejo coletivo que não existe em nenhum de nós.

Por nossa oração a Luz que Reforma influencia estes desejos, que adquirem a correta forma espiritual da verdadeira doação. Enquanto isso, eu peço por ela de maneira falsa, mesmo que eu faça parte de um grupo. Eu grito que quero amar os amigos, me conectar a eles, mas tenho que entender que é tudo uma mentira. Mas é uma mentira genuína, de um garoto que quer ser um adulto! Ele simplesmente não consegue imaginar algo maior do que isso.

Mas, graças ao fato de que você aparentemente quer doar, você atrai sobre si a Luz superior que corrige o seu desejo. É por isso que se chama: “Você se esforçou e encontrou”. Você se esforça em alcançar a meta, mas daí a Luz age em você e você encontra alguma coisa: um verdadeiro desejo pela espiritualidade.

Você começa a pesar como satisfazer o desejo que recebeu e em que medida. Você já se tornou sábio e trabalha com esse desejo. Você o examina e experimenta de uma forma ou de outra, elevando a oração novamente para que o superior lhe ensine e dê um exemplo.

Anteriormente, você não queria a verdadeira doação, mas agora que você quer, você pede que o superior lhe dê um exemplo de como fazê-lo. Então, Ele se revela um pouco para você e mostra como agir, e você tenta imitar Suas ações.

Depois que você realizou a sua primeira ação, aparentemente com sucesso, de repente tudo se quebra e cai. É como se uma criança pequena tivesse erroneamente colocado um cubo em cima do outro, e todo o edifício que construiu entra em colapso. Então, você chora um pouco, pois não teve sucesso, mas graças a sua teimosia, ao suporte do ambiente, a garantia mútua, você começa tudo de novo!

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/08/12, TES

No Campo De Força Da Misericórdia

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que material nós podemos construir o vaso espiritual entre nós?

Resposta: O nosso vaso é a conexão entre nós. Nós não somos os vasos, mas as partículas negativas pelas quais temos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar partir de mim mesmo, do meu “eu” para com o amigo. Minha alma está no contato que se forma entre nós.

O amigo faz o mesmo por mim e a revelação espiritual ocorre entre nós. Toda a área entre nós é o nosso vaso espiritual. Nós somos apenas as partículas negativas onde não há necessidade de mais nada; é acima do nosso ego que temos que construir o vaso de doação.

Mas nós construímos este vaso fora do ego; ele é feito de nossa mútua Luz de Retorno, a minha e a do meu amigo. Um fenômeno espiritual é revelado dentro deste vaso, neste campo dos nossos esforços mútuos, a Luz direta é revelada na Luz de Retorno.

Eu sou apenas o corpo do Partzuf espiritual, e acima de mim eu construo uma “cabeça”, onde toda a Luz de Retorno e a Luz Direta são reveladas. É claro que nós precisamos de um “corpo”, acima do qual construímos a “cabeça”. Mas o principal é a “cabeça”, que já simboliza o nível humano; há uma conta adicional aqui.

Portanto, a nossa missão é criar este campo mútuo e preencher o espaço entre nós com a Luz de Retorno, com a doação. Então, de acordo com o nível de doação, o nível da Luz de Retorno (Hassadim), com o qual eu preencho o mundo, o Criador é revelado gradualmente. Isso ocorre nos mesmos vasos que agora me parecem deliberadamente estranhos, de modo que eu tenho que me esforçar em doar-lhes.

Imagine como o mundo lhe pareceria se você visse toda a humanidade como seus próprios filhos; você conseguiria trabalhar de forma independente? Não, você não poderia. Você não pode tratar o seu próprio filho como um estranho, e, especialmente, não pode odiá-lo. Mas se você tentar tratar os amigos como seus próprios filhos, o seu esforço vai lhe trazer o sentimento espiritual. É por isso que nos foi dada a ordem: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/8/12, O Estudo das Dez Sefirot