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Não Por Controle, Orgulho E Respeito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Corporações bem conhecidas como a Sony e IBM têm implantado a muito tempo grupos de motivação de diferentes maneiras. A cultura corporativa é construída sob o conceito de “Nós somos um todo”, mas elas estão fazendo tudo isso para lucrar.

Como a nossa organização social integral difere de tais corporações?

Resposta: Eu não gostaria de salientar as diferenças, mas sim chegar a elas com o nosso método integral e convidá-las a usá-lo: “Vamos tentar. Nós vamos mostrar-lhes como a nossa formação e nossos workshops elevam o ânimo das pessoas”.

Elas podem perguntar: “E qual é a diferença entre seus workshops e o que estamos fazendo?”. Afinal de contas, talvez elas tenham muitos métodos diferentes.

A diferença está no fato de que em nossas ações, nós estamos tentando criar uma sensação de um mundo totalmente novo. Nós as elevamos acima de si mesmas num novo estado, mas não de acordo com o princípio de “nós somos um grupo”, como jogadores de futebol, cujas ações são, em geral, a soma direta de seus esforços. Claro, o espírito e o sentimento os ajudam e os faz sentir que são parte de um grande mecanismo e ter o apoio de uma forte organização traz à empresa certos lucros. Aqui, no entanto, nós estamos tentando elevá-las espiritualmente.

O que significa “espiritualmente”? Em primeiro lugar, isso não se trata de sucesso material, nem orgulho, controle ou respeito. Nós estamos tentando elevar as pessoas acima de nossa natureza a fim de não usá-la, mas estar acima dela. Neste caso, o grupo se reúne a fim de subir acima do “eu” egoísta do grupo e sentir que ele está em outro nível de existência.

Isto é conseguido através de um método muito simples. O trabalho do grupo é gerido de acordo com um determinado método: quando eu subo acima dos outros, desço abaixo deles, e me torno igual a eles, eu alcanço a garantia mútua; eu tento construir um relacionamento com os outros acima do meu ego, o que significa que eu não atuo egoisticamente como eles fazem. Nas corporações de hoje, os egoístas, que estão tentando desenvolver o seu próprio ego à custa dos outros, se reúnem com base na concorrência, respeito, inveja, conhecimentos e outras qualidades que só os humanos têm. Eles tentam se estimular lucrando e ficando rico dentro do mesmo ego.

Por outro lado, nós não fazemos isso. Primeiro nós tentamos a subir acima do nosso ego. Nós queremos alcançar o atributo oposto, o atributo de doação, acima do ego. Aqui não são todas as tentativas egoístas que se juntam, como no caso dos membros da IBM e da Sony, mas as tentativas em alcançar o atributo de doação. Este é um método totalmente diferente.

No final, nós obtemos um resultado totalmente diferente, uma criação diferente. Nós damos nascimento à força coletiva de doação, a força do amor, não a força egoísta, mas dela. Isso é exatamente o que chamamos de “atributo de doação”.

Dentro do mesmo atributo de doação nós começamos a sentir o que significa realmente uma sociedade integral, o que é a garantia mútua, o que é a vida fora de nós.

“Fora de nós mesmos” significa fora do ego, acima dele, num novo nível, numa nova dimensão, onde eu meço tudo de acordo com o atributo de doação, de acordo com as novas relações entre nós, onde eu não me levo em conta, mas apenas a nova existência, que é a minha vida. Não sou eu que estou incluído nela, mas é o meu “eu”. Meu corpo existe ao lado dela como um apêndice corporal.

É difícil explicar isso para as pessoas comuns, mas elas serão capazes de entender isso, mesmo depois de uma aula prática.

Comentário: Mas as pessoas não querem apenas se sentir bem, elas também querem ter uma produção mais eficiente.

Resposta: Este será certamente o resultado. A produção não só será efetiva, mas acima da produção eficiente, cada um vai ver novas oportunidades em seu trabalho que não via antes, quando usava sua perspectiva egoísta. Ele vai ver objetivos totalmente diferentes, relações e possíveis soluções; não há dúvida disso.

As ações de uma pessoa se tornarão muito mais produtivas. A pessoa será muito mais sábia, lúcida e astuta. Cada um irá irradiar uma energia superior totalmente diferente, especialmente aqueles que lidam com alta tecnologia e diferentes profissões criativas. E hoje eles são a maioria. Além disso, todas estas formas especiais são necessárias até mesmo para aqueles que lidam com o marketing – o resultado será sentido imediatamente.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 24/05/12

Fique Firme Diante Da Grandeza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu recebo para doar, a abundância flui através de mim. Eu posso desfrutá-la?

Resposta: Você não desfruta a abundância que passa por você. É um tipo completamente diferente de abundância, não como a satisfação egoísta. Você, como um convidado, quer provar um delicioso bolo para fazer um favor ao anfitrião que o preparou. Aparentemente o bolo deveria ter o mesmo sabor, mas não tem.

Pergunta: Mas, quando eu amo alguém de todo o coração, esquecendo-me de mim mesmo, esse sentimento, no entanto, surge em mim. O amor é direcionado para o outro, mas sou eu que o sente.

Resposta: Sim, o sentimento surge dentro de você; no entanto, ele consiste de vários parâmetros. Afinal, você recebe o prazer de querer dar à pessoa amada.

Imagine isso. Há o desejo de receber do Criador e o desejo de receber da criação, que é o que você é. Você deve senti-Lo recebendo o desejo, sentir como Ele quer doar a você,  assimilar esse desejo de receber dentro de si mesmo e agradá-Lo.

E o principal, você está experimentando prazer na “cabeça”, ou seja, no desejo que você recebeu Dele. Assim, verifica-se que lá, dentro do desejo Dele, você faz o cálculo: “Como posso satisfazê-Lo?” – pelo menos na medida do quanto você vai envolver a sua recepção do desejo. Em outras palavras, em seu desejo você sente o quanto está satisfazendo-O, e esta já é a vestimenta da Luz de Hassadim.

Como resultado, nós estamos falando sobre o prazer de um tipo muito diferente.

Pergunta: Então, como é que a separação emerge se tudo está dentro de mim?

Resposta: A intenção estabelece a diferença entre um e outro. Quando o desejo de doar ao Criador reina em sua “cabeça”, os prazeres também se tornam diferentes.

Pergunta: Nós podemos comparar isto com o amor para com o nosso próprio filho? Eu lhe dou um bolo sem sequer ter provado?

Resposta: Não, o prazer passa por você, mas agora tudo é definido pelo desejo Dele, não o seu.

Pergunta: Como eu posso fazer essa diferenciação interna entre eu e Ele?

Resposta: Na primeira etapa, nós subimos acima do nosso próprio desejo e só na segunda fase somos capazes de perceber algo estranho, tornando-o nosso.

Para agradar o Anfitrião, eu devo sentir Seus prazeres, sentir o quanto Ele gosta de doar para mim e que prazer eu devo receber Dele. Eu devo sentir que este prazer veio Dele e é dotado de amor, e não razão.

Por meio deste amor, Ele me transmite o sentimento de vergonha, que agora me ajuda a lidar com a situação e a compreender isto a fim de construir uma relação diferente. Eu aproveito Seus prazeres, eu os recebo para Ele, mas eu não faço o cálculo pelo “bolo”, mas especificamente para esta doação. O “bolo” é o nível mais baixo, Nefesh de Nefesh, e o prazer, que eu dou para Ele, é todo o NRNHY.

Aqui é onde a pessoa deve tomar cuidado para não considerar a si mesma: “Visto que estou dando prazer ao próprio Criador! Basta olhar como Ele gosta de mim!”. É aqui que se encontra o cálculo principal, e não no “bolo” em si, que lhe foi dado simplesmente como um meio, que lhe permite construir a conexão com todos os mundos. O cálculo na cabeça do Patzuf é voltado para as relações com o Criador.

É por isso que você precisa saber quem é o Criador, como Ele age e como agradá-Lo, já que Seus vasos, desejos, são infinitos. Então, como proteger a si mesmo em tal situação? Comparado a isto, os prazeres diretos não são mais do que uma centelha que criou o desejo, enquanto todo o resto é condicionado pela grandeza do Doador.

Da 4a parte da  Lição Diária de Cabalá 27/06/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

A Ciência Do Nascimento Para A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam , Carta nº 13: Isto veio até vocês devido à sua negligência com minha solicitação em se esforçar no amor de amigos, pois eu lhes expliquei de todas as maneiras possíveis que este remédio é suficiente para compensar cada uma de suas deficiências. E se vocês não podem subir ao céu, eu lhes dei caminhos na terra. Por que vocês não se inseriram neste trabalho, afinal?”.

Nós somos aqueles que descrevem a imagem deste mundo em nossas qualidades. Na verdade, nós distinguimos dois tipos de impacto que o nosso desejo de receber sente:

  • bom e confortável
  • mau e perigoso

A nossa “matéria” é o desejo de receber, que se divide em cinco (5) níveis: zero a quatro. Em todos esses níveis, temos múltiplas qualidades que, em geral, podem ser reduzidas a como receber prazer.

A nossa percepção da realidade nos permite diferenciar os limites da Luz do Infinito, que pode nos trazer prazer ou prejudicar. Tudo o que fazemos é retratá-los em nossa percepção; toda a imagem da nossa realidade é tecida deles.

Esta imagem é muito pequena e limitada; os Cabalistas têm nos falado sobre este fato há milhares de anos. Ultimamente, também estudiosos constataram que nós captamos apenas uma fração da realidade.

Existe uma maneira de observar a verdadeira realidade, diferente dessa em que nascemos, vivemos e morremos, onde nos sentimos insignificantes, infelizes e incompletos?

Os Cabalistas dizem que só podemos perceber a verdadeira realidade e sentir a Luz do Infinito em que estamos constantemente habitando com uma condição: se conseguirmos ampliar nossas ferramentas de percepção.

É por isso que a ciência que estudamos é chamada de “sabedoria da recepção”. Com a ajuda deste método, nós conseguimos ampliar nossos sentidos além dos atuais cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato) e damos um passo acima para a obtenção de cinco sentidos adicionais.

Para fazer isso, nós temos que mudar nosso desejo de receber, de modo a não perceber somente o que é importante para nós num sentido positivo ou negativo, mas também perceber as coisas que estão fora do nosso desejo, considerando-as numa forma positiva ou negativa. Como nós fazemos isso?

Eu preciso me vestir em alguém, em alguém que seja externo a mim, para subir acima de minhas próprias sensações, tanto positivas quanto negativas, para a percepção do que é bom ou ruim para o outro. Se eu conseguir captar as sensações da outra pessoa, pelo menos a sua percepção, eu saio de mim e começo a identificar o mundo como ele realmente é, numa medida inicial e pequena. Então, a pessoa pode continuar trabalhando em expandir minhas saídas de mim mesmo, uma e outra vez, até eu começar a sentir a realidade completamente independente de mim. Isso é chamado de “percepção além da razão, acima do desejo de receber”.

Até agora, nós estivemos por um bom no processo de desenvolvimento desta qualidade. A matéria da qual o desejo é construído variou desde o nível inanimado até o vegetal, depois para o animal, e este tem sido o desenvolvimento da percepção pessoal dos desejos de receber. O desejo de receber continuou ampliando desde dentro sua capacidade de sentir diversos impactos externos, até que esgotou esta opção até o fim. Não há mais espaço para crescer nesta direção por mais tempo; por isso, o desejo de receber agora reconhece suas limitações.

Aqui está o que a geração de hoje está passando: nós não temos interesse na vida, somos indiferentes a um maior crescimento e ao que fazemos neste mundo. Nós não conseguimos como antes controlar a nós mesmos e o mundo à nossa volta. Nosso desejo egoísta se esgotou; nós concluímos essa fase da evolução.

No futuro, o nosso desejo de receber vai nos empurrar para o próximo estágio de desenvolvimento. Diz-se que através da criação da aflição e apuros, o Faraó forçou os filhos de Israel a sair do Egito. Da mesma forma que eles, nós também nos sentimos sem esperança na vida. O egoísmo que está nos governando, demonstra que é incapaz de nos satisfazer por mais tempo. Nós fazemos um esforço especial para encontrar razões para viver, buscar prazeres adicionais e subsistência; no entanto, todos eles levam a descidas ainda mais profundas. Quanto mais tentamos viver melhor, pior se tornam nossas vidas.

Mesmo aqueles que têm tudo não sentem qualquer alegria ou felicidade. Além disso, nossa vida material fica cada vez mais difícil. Nós certamente continuamos a cair.

Isso é exatamente o que deve estar acontecendo. Em algum momento, os filhos de Israel fugiram do Egito porque passaram por uma situação semelhante. Eles gostariam de ficar lá, mas foram atingidos por enormes golpes e sofrimentos que não deixaram outra escolha senão fugir.

Quando um Cabalista começa a sua correção, ele age como se ele se esforçasse para entrar num belo mundo espiritual cheio de luz, num futuro brilhante que abrirá todos os horizontes para ele. No entanto, em seu caminho, ele descobre uma imagem bem diferente: uma vida interna dura e intensos fardos que o pressionam imensamente. Esta pressão é causada pelo fato de que ele não está avançando da maneira habitual egoísta. Em vez disso, através de desespero e infelizes circunstâncias, ele deve passar por todas as fases do nascimento espiritual, ou seja, para sair do Egito, subir acima do seu egoísmo, sair de si mesmo e sentir como é estar fora de seu corpo; isto é, ele vive através da sensação dos desejos dos outros.

Neste mundo, o processo de nascimento é também acompanhado de dores de parto (Tzirim em hebraico), em outras palavras por problemas (Tzarot), sofrimentos de pressão. Em particular, esses sentimentos são dados àqueles que estudam a sabedoria da Cabalá para ajudá-los a avançar, empurrando-os para frente da mesma maneira que o útero de uma mãe pressiona o feto para que ele nasça.

No entanto, a sabedoria da Cabalá não está apenas nos falando sobre o nascimento de uma nova percepção e a aquisição da transição da absorção para libertação, da recepção para a doação. Esse não é um estudo teórico do processo, não se trata de uma filosofia. A Cabalá nos ajuda a perceber isso através de um processo de nascimento espiritual.

Afinal, como um feto no ventre da mãe, nós temos que nos sentir apertados, no escuro, com sufocamento e sensação de aperto, e a necessidade ajuda este processo por conta própria. É uma sensação muito desagradável. É por isso que nos é dada a sabedoria da Cabalá, para começarmos a perceber e reconhecer o processo, a fim de torna-lo mais fácil e rápido.

Graças a Cabalá nós sabemos o que esperar; nós percebemos que temos que sair de nossas sensações internas para o mundo exterior, a fim de evitar ver a realidade somente através das limitações dos nossos cinco sentidos. Nós devemos ver o mundo que está fora de nós, fora do útero. Nós temos que alcançar esse estado de alguma forma. Como?

Aqui, nós precisamos de um “obstetra”. Nós temos que nascer não como resultado de dolorosas contrações de parto que nos empurram por trás, mas sim devido à força externa que nos puxa para frente. Neste caso, o processo de nascimento será muito fácil, com as “águas”, com a qualidade da Misericórdia.

Para isso, precisamos do apoio externo, que deve ser fornecido pelo grupo, que provoca a força externa. Diz-se: “O homem deve ajudar o próximo”. O grupo pode nos levar deste mundo de escuridão para a luz brilhante; ele nos ajudará a elevar a nossa percepção da realidade para o próximo nível, para que ela não esteja mais limitada por cinco sentidos; pelo contrário, nós começamos a ver tudo ao nosso redor na Luz refletida, sem absorver qualquer coisa dentro de nós mesmos, mas sim nos virando para fora.

Assim, os termos “doação”, “amor” e “misericórdia”, falam da percepção da realidade numa qualidade diferente, em trocar os desejos pessoais pelo desejo do amigo. Se a pessoa consegue transferir a sua principal preocupação por si mesma para o seu grupo de amigos, é como se fosse retirada do útero, deste mundo, e fosse além deste mundo material para o mundo da exterioridade. Neste caso, nossos esforços desencadeiam a resposta da força superior, que nos ajuda a passar por isso e nascer.

Este é o primeiro passo que temos que percorrer; ele é extremamente difícil. Da mesma forma em nosso mundo, apesar de todos os esforços para facilitar o processo de nascimento, para torna-lo mais fácil e seguro, ele sempre parece ser um milagre semelhante ao “milagre da saída do Egito”. Nesta fase de desenvolvimento encontra-se algo novo e extraordinário, e ainda mais quando se trata do nascimento espiritual.

Da Convenção em Miami 23/06/12, Lição 1

Desejo e Adesão

Pergunta: Na “Introdução ao Livro do Zohar”, Baal HaSulam diz que as almas “tornam-se dignas de receber toda a Sua bondade, a alegria e o prazer que está no pensamento da criação, e, com isso, lhes são dadas uma forte adesão”. Por que nós precisamos da bondade e alegria se a adesão com o Criador é muito mais qualitativa e sublime?

Resposta: Tenho vasos, o que significa desejos no coração. Nestes tanques, recebo a fim de doar e com isso realizar uma ação de doação. Assim como o Criador doa para mim, eu dôo para ele.

Mas por que eu executo a ação de receber a fim de dar? Porque eu sinto vergonha, uma lacuna entre Ele e eu. Isto evocou em mim me doar por doar, e depois também receber a fim de doar, de forma a assemelhar-se a Ele. Ao agir de forma a assemelhar-se a Ele, eu encho meus vasos com o prazer de doar a Ele e, ao mesmo tempo, realizo a vergonha, a diferença entre nós e, assim, alcanço a adesão.

Duas deficiências são parte deste processo:

  1. O Criador criou a deficiência em mim de receber e desfrutar. Eu o preencho para que Ele possa receber e desfrutar.
  2. A segunda deficiência é o resultado da vergonha. Eu me limito e encho o meu desejo com a realização da essência do próprio Criador. Eu me torno igual a Ele e alcanço a adesão.
O Criador é descrito para mim como um Partzuf espiritual que é feito de um “corpo” e uma “cabeça”. Abaixo nos tornamos iguais a Ele nos “corpos”, em Seu desejo de trazer bondade para os seres criados e o meu desejo de receber prazer. Acima nos tornamos iguais nas “cabeças”, que significa nas intenções. Assim, a adesão é realmente formada acima.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabala 28/06/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

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Além Do Tempo

 

Além Do Tempo

Tudo que os Cabalistas descrevem está dentro de nós, nas nossas raízes. Meu desejo de receber começa a descobrir novos horizontes, mostrando-me o presente, o futuro e o passado de acordo com seu nível de desenvolvimento. O eixo do tempo não existe por si, é um componente de percepção externo, uma parte da imagem que está representada no desejo. Portanto, o processo cronológico que estudamos é, na verdade, uma cadeia de estados. Como não temos escolha, nós falamos em termos de tempo, uma vez que é um algoritmo do sentimento do nosso mundo.

O passado, o presente e o futuro são estados em que eu posso ir e vir se necessário, se eu gerenciar o desejo e a Masach (tela). Assim, não há tempo e não há distância. São apenas sentimentos dentro do meu desejo: Um tipo de atributo representa o conceito de tempo e outro o conceito de distância.

A maneira como sentimos o tempo agora é uma ilusão. Estou realmente em um certo desejo no nível do  “inanimado do inanimado”, e esse desejo mostra fotos da minha existência neste mundo, imagens da vida e da morte. Embora a “imagens” mudam diante dos meus olhos, o desejo em si não muda. É uma réplica dos desejos mais elevados, e por isso descreve fases dentro do meu sentimento que são semelhantes aos níveis espirituais. Eu sinto que estou vivo, mas, na verdade, isso é apenas um reflexo dos níveis espirituais e as mudanças na “matéria” do desejo egoísta que é considerado “morto”.

Claro, não existe um estado intermediário em relação ao Criador. A Luz é superior em um estado de repouso absoluto, e criou apenas um estado para começar, que temos que perceber. Eu não posso percebê-lo hoje, porque eu não estou preparado para isso. Assim, foi restringido por 125 graus e cada vez eu descubro o nível imediatamente superior. Isso me permite avançar ao longo da subida para a perfeição.

Mas de um jeito ou de outro, tudo está dentro de mim, no meu desejo de receber. Agora eu vejo o tempo como um fator externo: a Terra gira em torno do sol, os minutos e os segundos passam … mas na espiritualidade não há nada externo; lá nos aproximamos do desejo de receber e executamos todas as ações nele.

Esta cadeia de ações é o que determina o tempo. Mesmo que demore dez anos para chegar à etapa seguinte, na dimensão espiritual apenas um segundo passa. Lá a sensação de tempo não é externa, mas depende apenas de minhas ações. Além do mais, não existem diferenças entre as ações já que cada uma apela a próxima. Então, quando eu subo para a dimensão espiritual, minhas ações são executadas sequencialmente e o tempo desaparece.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 28/6/2012, “Introdução ao Livro do Zohar”

Programação Diária

Pergunta: Como posso criar uma programação diária para atingir a propriedade de doação mais cedo?

Resposta: Junto com todos os nossos grupos, juntamente com  os amigos ao redor do mundo, se eles já estão assistindo a aula, trabalhando, ou dormindo, vamos concordar em apoiar uns aos outros para que ninguém se esqueça de que nós vamos revelar o Criador só na unidade.Todo o tempo, eu estarei pensando apenas em como revelá-Lo na unidade e nada mais.

Nossa unidade vai se tornar um meio, o resultado desejado da quebra. Então, nesta unidade vamos revelar a força da doação e do amor, satisfação e vida eterna. Dia e noite, deixe-me ser consumido com a preocupação de que nenhum amigo, nenhuma pessoa com o ponto no coração esquece o principal: que somente na unidade criamos o vaso para revelar o Criador. Nós não estamos obrigados a fazer qualquer coisa impossível: Se juntos vamos por todos os meios pensar e se preocupar com isso, então Ele será revelado. Está nas nossas mãos. Concordado?

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabala de 28/6/12,  “Introdução ao Livro do Zohar”

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Eu Estou Envergonhado e é Ótimo

Vamos falar de vergonha, um conceito muito elevado, e que só é característica do homem. Por mais que você possa tentar induzir a vergonha nos representantes da natureza inanimada, vegetativa, e animada, não haverá reação porque esta raiz não é incutida nelas. Os primórdios da vergonha só se manifestam no nível humano do nosso mundo, e nem mesmo dentro de cada um.

É porque o nível humano é dividido em cinco níveis de desenvolvimento, e só no último deles, um desejo suficiente “espesso ” emerge, um grande egoísmo, o que permite que a pessoa sinta vergonha.

Em relação aos níveis anteriores, Baal HaSulam descreve-os como marcos no caminho. Alguns estão prontos para fazer aos outros qualquer tipo de mal na presença de todos e eles não têm vergonha disso. Outros são um pouco tímidos ou são cuidadosos, e é por isso que eles preferem causar danos em segredo. Outros são realmente envergonhados e não devido ao medo de punição. No entanto, eles reconciliam sua vergonha e justificam o que está acontecendo por retribuições conhecidas por todos: “Ele merece isso”, “Eu tenho o direito de fazê-lo”, “Todo mundo faz isso”, e assim por diante. [Leia mais →]

A Convenção está nas Nossas Mãos

Nossas convenções estão se tornando mais e mais qualitativas. Pode ser que elas não estejam tão apresentáveis como no passado, mas estão mais profundas. Claro que, nelas, estamos falando sobre a conexão realista e unidade, mas, agora, essa unidade, além das descobertas externas, está penetrando até o limite de experiências e sentimentos.

Sabemos que a “vantagem da Luz é da escuridão”.

A Luz é revelada somente no vaso e, portanto, temos que preparar os vasos, os desejos, para sentir o exílio do mundo espiritual, a fim de alcançar a redenção. E isso é para dizer que todos nós devemos trabalhar com a necessidade que é dirigida a esta convenção. Precisamos definir o caráter da convenção para saber o que se quer, o que se quer alcançar, e que deve acontecer na nossa reunião. Precisamos construir esta convenção por nós mesmos.

Isto não é sobre o componente organizacional ou técnico. Falo aqui sobre isso, que nós precisamos construir do começo ao fim todo o processo que temos de percorrer, e criar a conexão entre nós, até a etapa em que vamos chegar a unidade qualitativa e vamos permitir que a Luz ilumine dentro nós. E para isso, precisamos trabalhar, investir esforços e fazer preparação, sem qualquer ligação ao local onde a pessoa vai estar durante o tempo da convenção.

Todos nós precisamos ver a necessidade e a deficiência de que precisamos para alcançar os nossos esforços internos e externos, no estudo, na intenção e organização no local.

Eu estou esperando por suas opiniões e reações, de acordo com elas, vamos realizar a nossa convenção.

Vou me preparar de acordo com o que você vai escrever. Então, realmente haverá colaboração entre nós e vamos avançar para a frente ao máximo.

Caso contrário, se vou fazer algo que as pessoas não estão preparadas para, resulta num show de um homem só. Nós não precisamos de um show aqui, em vez disso a unidade, uma ação mútua comum.

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Da 1 ª parte da Lição Diária da Cabala de 12/4/12, Shamati # 190